A Operação Em Chamas recolheu cerca de 32 mil unidades de fogos de artifício comercializados ou armazenados de forma irregular em municípios do interior da Bahia. A ação, coordenada pela Polícia Civil por meio da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), foi concluída nesta quarta-feira (10) após dois dias de fiscalizações intensificadas voltadas para o período junino.
Somente nesta quarta-feira, aproximadamente 25 mil fogos foram apreendidos em cidades como Valença, Barreiras, Itabuna, Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Ouriçangas e Piatã. No dia anterior, outras 7 mil unidades já haviam sido recolhidas durante inspeções realizadas em Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Valença, Barreiras e Itabuna.
Além das apreensões, as equipes identificaram irregularidades nas condições de comercialização e estocagem dos materiais. Durante as fiscalizações, os agentes também promoveram atividades de orientação junto aos comerciantes. A iniciativa busca reduzir riscos e prevenir acidentes causados por produtos sem certificação ou armazenados de forma inadequada.
Segundo a Polícia Civil, a Operação Em Chamas continuará sendo realizada em diferentes regiões do estado ao longo do período junino.
Começa a valer a partir desta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas feita pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos no último dia 28 de maio. Na ocasião do anúncio, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou o nível de violência e risco à sociedade promovido pelos grupos.
– O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. (…) Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país – destacou o comunicado.
O PCC é considerado a maior organização criminosa das Américas, atuando em 30 países com cerca de 40 mil membros associados. Estima-se que o Comando Vermelho tenha cerca de 30 mil membros, atuando em 23 estados brasileiros e em franca expansão no domínio de territórios pelo país.
Na prática, com a declaração feita pelos EUA, pessoas e empresas que fornecerem apoio a organizações classificadas como terroristas podem ser punidas. O auxílio em questão pode incluir recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.
Além disso, a medida pode fazer com que empresas brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano sejam pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.
Já as pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não é favorável à medida e, em encontro recente com Trump, tentou incentivar o recuo do governo norte-americano sobre a ideia. Para o petista, a medida poderia representar um suposto risco à soberania brasileira, possibilitando uma incursão americana em território nacional.
A Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (1º) e terça-feira (2), resultou no cumprimento de oito mandados de prisão, sete temporários e um preventivo, nos municípios de Serrinha e Feira de Santana. Os alvos da ação têm entre 43 e 19 anos e são investigados por vários homicídios ocorridos este ano nos dois municípios. Em Serrinha, foram cumpridos seis mandados nos bairros CSU e Centro, além do Conjunto Penal. Também foram executados seis mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de aparelhos celulares. Durante as diligências, foi possível avançar nas investigações e na identificação de autores, mandantes e participantes das condutas criminosas.
A Operação Contenção foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com o apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sisal) e do Núcleo de Inteligência da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha). As diligências também integraram a Operação Malhas da Lei, atualmente em andamento, que tem por objetivo o cumprimento de diversos mandados de prisão em todo o estado.
Material irregular seria comercializado durante o período junino
Uma ação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) apreendeu 72 mil fogos de artifício clandestinos na cidade de Alagoinhas. A Operação São João Seguro, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em todo o território nacional, tem como objetivo combater o comércio e o armazenamento clandestino de fogos de artifício durante o período das festas juninas.
Policiais civis da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) realizaram a ação em conjunto com servidores do DPT em dois estabelecimentos comerciais de venda do material, localizados no centro de Alagoinhas.
Nos locais, foram identificados comércios sem autorização dos órgãos competentes para funcionamento e embalagens inadequadas para venda e armazenamento.
A operação busca proteger a população baiana da exposição a produtos perigosos, além de coibir a comercialização de mercadorias impróprias para o consumo. O material apreendido será encaminhado para a sede do DPT, onde passará por perícia.
A Polícia Federal (PF) transferiu internamente o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal.
Com isso, ele passa a ser submetido às regras do normativo interno da PF para a visita de advogados. Essas regras permitem duas visitas por dia por um período de meia hora.
Antes, ele estava alocado em uma sala de Estado-Maior que havia sido reformada para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro no cumprimento de sua prisão. Vorcaro ficou no local para trabalhar na sua proposta de delação premiada com seus advogados e passava quase o dia inteiro reunido com eles.
A PF já havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio, sob o argumento de que as condições dele na prisão na Superintendência alteravam e afetavam a rotina da administração.
O ministro ainda não proferiu uma decisão sobre essa mudança de endereço, mas autorizou a mudança de celas dentro da PF. Vorcaro está na Superintendência desde o dia 19 de março, quando começou a negociar sua delação premiada.
Como a defesa de Vorcaro já entregou sua proposta de colaboração, a PF decidiu aplicar a ele as regras usadas para todos os demais presos e colocá-lo em uma carceragem comum.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisam a proposta apresentada. A tendência é que essa proposta seja devolvida aos advogados com um pedido para complemento dos temas abordados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a 7ª fase da Operação Compliance Zero para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas às apurações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo informações da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o investigado é o perito criminal federal João Cláudio Nabas.
Investigação do vazamento
A operação teve como alvo um perito da PF suspeito de repassar informações obtidas durante as investigações a um profissional da imprensa. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e aplicadas medidas cautelares.
Entre as medidas autorizadas pela Justiça está o afastamento do servidor de suas funções públicas. As investigações apontam que ele teria compartilhado dados sigilosos relacionados à análise de materiais apreendidos em fases anteriores da operação.
Esquema investigado
A Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e opositores ligados ao grupo investigado. O caso tramita no STF por envolver servidores federais e pessoas com foro privilegiado.
Até o momento, a PF não informou quais conteúdos teriam sido vazados nem detalhou os materiais analisados pelo perito. A defesa do investigado também não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta segunda-feira (18) a conversão da prisão temporária do empresário Felipe Cançado Vorcaro em prisão preventiva. Ele é primo de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Felipe havia sido detido no último dia 7, durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) para investigar um suposto esquema de corrupção e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco. Segundo os investigadores, o empresário teria papel central na articulação financeira e societária do grupo.
De acordo com a PF, ele era responsável por conectar decisões estratégicas do núcleo principal às operações financeiras executadas pelas empresas ligadas ao esquema. As investigações também apontam que Felipe é filho de Oscar Vorcaro, diretor da BRGD S.A., empresa citada como origem inicial dos recursos considerados ilícitos.
Na decisão, André Mendonça menciona ainda uma negociação considerada suspeita: a venda de ações avaliadas em cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão a uma empresa administrada pelo irmão do senador Ciro Nogueira. A apuração também cita pagamentos mensais de R$ 300 mil ao parlamentar, posteriormente elevados para R$ 500 mil.
*Pleno.News Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (14) a sexta etapa da Operação Compliance Zero, voltada à apuração de crimes ligados ao Banco Master. Nesta fase, foi preso Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação também mira pessoas próximas ao ex-executivo, apontadas como parte de um grupo usado para interferir no andamento do caso.
Estrutura paralela operava em sigilo e com divisão de tarefas
A Polícia Federal aponta que o grupo conhecido como “A Turma” atuava como um núcleo paralelo dentro das investigações do caso Banco Master. Segundo informações divulgadas pela CNN, a estrutura teria sido criada para reunir informações, monitorar pessoas e proteger interesses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O funcionamento era discreto, baseado em funções divididas e comunicação restrita entre os envolvidos.
Como o grupo se organizava na prática
De acordo com as apurações, o núcleo operava como uma rede organizada, em que cada pessoa tinha uma função específica. Entre as atividades estavam:
vigilância de alvos coleta de informações repasse de dados financiamento das ações
Essa divisão permitia continuidade das operações e dificultava o rastreamento pelas autoridades.
Monitoramento de pessoas e coleta de dados
A investigação indica que o grupo acompanhava jornalistas, autoridades e ex-funcionários ligados ao Banco Master. O monitoramento incluía levantamento de rotina, movimentações e dados pessoais. As ações eram feitas de forma clandestina, sem autorização legal, com uso de observação e cruzamento de informações.
Intimidação e pressão sobre alvos
Além da vigilância, o núcleo também atuaria na intimidação de pessoas consideradas críticas ao grupo. Segundo a PF, havia ações para constranger ex-funcionários e outros alvos estratégicos. A pressão envolvia obtenção de informações sensíveis e tentativas de influência indireta.
Quem fazia parte da “Turma”
As investigações apontam os seguintes nomes e funções dentro do grupo:
Marilson Roseno da Silva (policial federal aposentado): apontado como possível líder do núcleo, responsável por coordenar vigilância e uso de contatos da área de segurança Luiz Phillippi Machado de Moraes Mourão (“Felipe Mourão” ou “Sicário”): coordenação de monitoramento e coleta de informações; morreu após tentativa de suicídio enquanto estava preso Fabiano Campos Zettel (cunhado de Vorcaro): responsável por financiamento e pagamentos do grupo Ana Cláudia Queiroz de Paiva: atuação no financiamento e repasses Paulo Sérgio Neves de Souza: participação em monitoramento de alvos Belline Santana: atuação em vigilância de pessoas Leonardo Augusto Furtado Palhares: envolvimento em ações de acompanhamento e coleta de dados
Funcionamento dependia de dinheiro e sigilo
De acordo com a PF, o grupo funcionava com apoio financeiro para sustentar vigilância e operações. O sigilo interno era essencial para evitar rastreamento. Essa estrutura teria permitido a atuação contínua do núcleo até ser alvo das investigações da Polícia Federal.
De acordo com as investigações, o investigado possui participação na morte de Riquelme Vila dos Santos, ocorrida no domingo (10), na zona rural do município
Um homem, de 22 anos, foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (11) pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e disparo em via pública, no bairro CSU, em Serrinha. Ele também é suspeito de participação na morte de Riquelme Vila dos Santos, de 20 anos, ocorrida no domingo (10), no povoado Baú, zona rural do município.
O suspeito foi localizado em uma residência na localidade. Ao perceber a chegada dos policiais, ele tentou fugir, mas foi detido no local. No quintal do imóvel, foram encontrados um revólver calibre .38, munições e roupas. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares e dinheiro em espécie.
As diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio começaram logo após o registro da ocorrência. Equipes atuaram de forma ininterrupta na apuração do caso, com análise de imagens de câmeras de vigilância e oitivas de testemunhas. Segundo as investigações, as imagens mostram o homem efetuando disparos para o alto cerca de 20 minutos antes da morte da vítima.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Serrinha) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sisal).
O homem foi conduzido à unidade policial. Diante dos indícios de participação no homicídio e da tentativa de fuga, foi solicitada a conversão do flagrante em prisão preventiva. O homem segue à disposição da Justiça. As investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas no crime.
Evento começa nesta terça-feira (12) e segue até sexta-feira (15)
O primeiro encontro das Redes Nacionais de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (RENORCRIM) e de Recuperação de Ativos (RECUPERA) reunirá autoridades de diversos setores, que ministrarão palestras a partir desta terça-feira (12) até a próxima sexta-feira (15). O evento é voltado ao combate ao crime organizado e à recuperação de ativos no Brasil e será realizado, de forma inédita, em Salvador, na Universidade SENAI CIMATEC, na Avenida Orlando Gomes, em Piatã.
Durante o encontro, serão abordados temas voltados às técnicas avançadas de investigação criminal, à inteligência financeira aplicada ao combate à criminalidade econômica, ao aperfeiçoamento dos instrumentos jurídicos na persecução penal e ao fortalecimento da cooperação entre instituições de diferentes esferas.
Ao longo dos quatro dias, a programação contará com palestras e mesas-redondas conduzidas por representantes da Polícia Civil da Bahia (PCBA), da Polícia Federal (PF), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Justiça (TJ), além da Alfândega da Receita Federal (RF), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Comunicação Jurídica do Google Brasil.
Confira a programação completa: [https://shre.ink/7gkf]
As apresentações estão previstas para começar às 9h30, com pausa para o almoço às 12h e retorno às 14h, seguindo até as 17h30. Na abertura, nesta terça-feira (12), a programação ocorrerá das 8h30 às 16h30. Já no encerramento, na sexta-feira (15), as atividades estão previstas para acontecer das 9h às 13h.