O presidente Lula e sua comitiva chegam a Nova York, para participação de assembleia da ONU – 16/09/2023 | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Depois de torrarem quase R$ 2 milhões só com diárias no hotel de luxo Taj Palace, em Nova Délhi, o presidente Lula e a primeira-dama Janja, mais a comitiva que acompanha o casal, gastaram R$ 4 milhões para se hospedarem no chiquérrimo Lotte New York Palace, no centro.
O governo federal desembolsou ainda pouco mais de R$ 1 milhão para custear o aluguel de salas. Geralmente, esses espaços são usados para o presidente conceder entrevistas coletivas e receber autoridades. Auxiliares do chefe do Executivo também usam os locais para trabalhar. Conforme antecipou Oeste, os pagadores de impostos bancaram R$ 1,5 milhão para arrendar carros com motorista.publicidade
Janja e Lula, durante o desfile de 7 de Setembro | Foto: Ricardo Stuckert / PR
Na terça-feira 19, Lula participará da 78ª Assembleia-Geral da ONU, na qual deve falar sobre “mudanças climáticas” e meio ambiente. O petista chegou a Nova York na noite de ontem.
Antes de ir aos Estados Unidos, o petista esteve em Havana, onde participou da Cúpula do G77. Lula encontrou-se ainda com o ditador de Cuba, Miguel Diáz-Cánel, e trataram de acordos.
Comitiva que acompanha Lula e Janja em Nova York
Integrantes do primeiro escalão do governo acompanham o casal presidencial na viagem. O petista levou na comitiva os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente), Nísia Trindade (Saúde), Paulo Pimenta (Comunicação) e Rui Costa (Casa Civil).
Líderes de centrais sindicais também compõem a delegação com a finalidade de falar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre “trabalho decente”.
Além de membros do Executivo, parlamentares pegaram carona no “AeroLula”.
Do Senado, estão na viagem:
Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — presidente do Senado;
Augusta Brito (PT-CE);
Ana Paula Lobato (PSB-MA) — vice-líder do PSB;
Cid Gomes (PDT-CE) — líder do PDT no Senado;
Fabiano Contrato (PT-ES) — líder do PT;
Jaques Wagner (PT-BA);
Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) — líder do governo no Congresso;
Davi Alcolumbre (União-AP) — presidente da Comissão de Constituição e Justiça.
Da Câmara, compareceram:
Arthur Lira (PP-AL) — presidente da Câmara;
Antonio Brito (PSD-BA) — líder do PSD;
Bruno Ganem (Podemos-SP) — representante do Podemos;
Dandara (PT-MG);
Duarte Jr. (PSB-MA) — representante do PSB;
Duda Salabert (PDT-MG) — representante do PDT;
Elmar Nascimento (União-BA) — líder do União Brasil;
Fred Costa (Patriota-MG) — líder do Patriota;
Guilherme Boulos (PSOL-SP) — líder da Federação Psol-Rede;
José Guimarães (PT-CE) — líder do governo na Câmara;
Jack Rocha (PT-ES);
Luis Tibé (Avante-MG) — líder do Avante;
Natalia Bonavides (PT-RN);
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP) — presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional;
Homem teria abusado de funcionária junto de outro membro da organização
(Imagem ilustrativa) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente de uma ONG (organização não governamental) de direitos humanos foi acusado por uma funcionária de estupro coletivo. O crime teria ocorrido em novembro do ano passado durante um evento realizado em Fortaleza, no Ceará, e teria como cúmplice um dos membros da organização.
Segundo informações da coluna Na Mira, do portal Metrópoles, a vítima registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Ela relata que ficou hospedada no mesmo apartamento que os supostos agressores durante o evento da ONG. Em almoço realizado no primeiro dia, a equipe estaria ingerindo bebidas alcoólicas, e ela teria aceitado uma cerveja de um dos colegas.
A mulher conta que chegou a trocar beijos com o colega em questão e que, em determinado momento, após o consumo da bebida, ela teria começado a se sentir sonolenta.
Na sequência, a jovem teria subido junto com o rapaz para o quarto onde ele estava hospedado e, na ocasião, teria se deparado com o presidente da associação, que teria forçado um beijo.
Ela diz que o chefe da ONG a deitou na cama e a despiu, tendo abusado dela junto com o colega enquanto ela se encontrava desacordada.
A mulher narra que concluiu ter sido estuprada ao acordar em seu apartamento com a calcinha ao contrário e outros indícios do abuso.
A funcionária decidiu registrar o crime meses depois, que será apurado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, se apresenta como um dos representantes da ‘extrema esquerda’ no Brasil. O grupo dele foi expulso do PT em 1990 por discordar das alianças da legenda com partidos de centro. Rui, que já foi candidato à presidência da República por três vezes, é um crítico de Lula, do PT e do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente, segundo ele, pela perseguição política que a instituição vem promovendo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e os manifestantes do dia 8 de janeiro. O PCO, que se define como uma legenda comunista, não recebe fundo partidário e, na última eleição, teve suas redes sociais bloqueadas por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
O Partido da Causa Operária apoia o governo Lula? Não apoiamos o governo de uma forma geral, nós apoiamos aquilo que a gente acha que o governo está fazendo corretamente. Fizemos várias críticas, mas nós temos uma conduta amigável em relação ao governo. Não temos cargos no governo Lula, não pleiteamos nenhum cargo no governo.
Radicais de direita defendiam o fechamento do STF. O senhor tem a mesma opinião? Nós sofremos um ato de arbitrariedade muito grande do ministro Alexandre de Moraes, que mandou suspender as nossas redes sociais no ano passado, um pouco antes da eleição. Alegaram que nós apresentamos a proposta de dissolução do STF, apesar de que nós sempre explicamos que não éramos favoráveis a uma dissolução violenta. É um debate constitucional. Não somos favoráveis a golpe de Estado, fechar o STF à força, mas não achamos que deveria existir esse tribunal.
Por quê? Quando você tem um tribunal constitucional, a Constituição ganha um dono, o tribunal é dono da Constituição. Na nossa opinião, quem tem que fazer a lei é o Congresso Nacional. Com todos os defeitos que o Congresso Nacional possa ter, você pode lutar para mudar o Congresso, é ele que é a casa de leis. Os ministros do STF nem são eleitos e têm todo este poder, um poder superior ao do Congresso.
Como o senhor avalia os inquéritos do ministro Moraes para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro? Eu acho que tudo isso aí é político. Não acho que é a melhor maneira de tratar o movimento de extrema direita ou ultraconservador. A perseguição judicial não é o caminho. Veja o que está acontecendo nos Estados Unidos: o ex-presidente Donald Trump tem um processo atrás do outro, um processo político, é visível, e a popularidade dele só cresce.
O dia 8 de janeiro foi o quê? Acho que o Bolsonaro acalentou essa ideia de golpe durante todo o seu governo, mas eu não acho que houve nenhuma tentativa real. É um grande exagero falar que o 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado. Eu não acho que o pessoal que foi lá realmente estava organizando um golpe. Se estivesse, seria o golpe mais mal organizado da história. Foi uma baderna. É como aconteceu nos Estados Unidos, no Capitólio, uma baderna. Eu acho que a perseguição judicial contra esse pessoal é muito exagerada e indevida. Aquele pessoal é gente comum, simples. Umas 400 pessoas que foram indiciadas não têm dinheiro para pagar um advogado. Por que você vai perseguir essa gente?
O presidente Lula diz que ‘vai aparecer coisa do Bolsonaro’. Acho que é um erro político. O Lula deveria combater o Bolsonaro em torno de questões políticas. E há muitas políticas para ele combater o Bolsonaro. O Lula precisaria ganhar uma parte da base bolsonarista, ele tem que ganhar na política governamental e do ponto de vista ideológico. Se fala muito que ‘Bolsonaro falsificou a carteirinha de vacinação, por isso ele tem que ser proibido de participar da eleição’. Ninguém leva isso a sério. Nem esse negócio das joias…
O senhor também critica a decisão que tornou Bolsonaro inelegível. Por quê? Eu acho que a decisão foi totalmente irregular. Ele foi condenado por aquela espécie de coletiva de imprensa que fez com embaixadores antes da eleição. O presidente da República tem o direito de convocar o pessoal. O pessoal vai se quiser, ele não obrigou ninguém a estar lá, a imprensa foi, os embaixadores foram, ele disse a opinião dele. É um absurdo caracterizar isso como crime. É um debate político.
O técnico Jorge Sampaoli ficou irritado após a derrota do Flamengo para o São Paulo, neste domingo (17), por 1 a 0, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela ida da final da Copa do Brasil. O treinador chegou a chutar uma grade na saída para o vestiário. A imagem foi flagrada pela TV Globo.
Sampaoli sai irritado após Flamengo 0 x 1 São Paulo e chuta grade a caminho do vestiário pic.twitter.com/AtjW95Lr4v
Sampaoli já havia deixado o banco de reservas rumo ao vestiário no fim do primeiro tempo, antes mesmo de o árbitro Anderson Daronco encerrar a etapa inicial.
O treinador argentino está pressionado no Flamengo. A torcida rubro-negra pede a demissão de Sampaoli, mas a diretoria demonstra confiança no trabalho e aposta na manutenção e sequência do trabalho.
Com a derrota por 1 a 0, o Flamengo precisa vencer o São Paulo por dois gols de vantagem para conquistar o pentacampeonato da Copa do Brasil. Em caso de triunfo do Rubro-Negro por um gol, a disputa vai para os pênaltis. Qualquer outro resultado garante o título será do Tricolor.
O jogo de volta entre Flamengo e São Paulo será realizado no próximo domingo (24), às 16h (horário de Brasília), no Morumbi.
O projeto de lei que estabelece regras para o mercado de apostas esportivas e apostas online, como cassinos virtuais, está em tramitação no Senado Federal.
O texto foi enviado em julho pelo governo federal e nesta quarta-feira (13) foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Agora, o projeto aguarda a análise dos senadores.
O PL foi enviado pelo governo com objetivo de regulamentar o mercado de apostas e aumentar a arrecadação. Entre outros pontos, o texto estabelece a tributação de prêmios e casas de apostas, taxa de operação e regras para publicidade do setor.
A expectativa do governo é, com a medida, arrecadar anualmente entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões. Para o próximo ano, contudo, a estimativa é menor, de R$ 700 milhões – já que o mercado ainda não está regulado.
Veja o que passa a ser permitido, se proposta for aprovada:
As novas regras valem para qual setor?
As novas regras valem para as chamadas apostas de cota fixa em eventos esportivos reais, ou seja, jogos em que o apostador sabe, no momento da aposta, quanto poderá ganhar em caso de acerto.
O relator do projeto, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), incluiu na modalidade os jogos online.
Quem vai poder operar no mercado de apostas?
Empresas de apostas online terão que ser submetidas a um processo de autorização, que será feito pelo Ministério da Fazenda.
As autorizações serão concedidas após o pagamento de uma taxa de até R$ 30 milhões, intransferíveis e poderão durar até 3 anos.
Não haverá limite para o número de casas de apostas autorizadas.
O projeto estabelece também que será analisada a reputação e a capacidade técnica e financeira da empresa.
Além disso, a concessão da autorização levará em conta se a empresa:
tem sede e é constituída no Brasil;
tem um canal de atendimento aos apostadores e ouvidoria
tem mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa;
faz ações para prevenir vício de apostas;
tem mecanismos para garantir a integridade e evitar a manipulação de apostas.
Caberá ao Ministério da Fazenda definir como será feita a avaliação desses requisitos.
As casas de aposta não poderão:
conceder adiantamento ou vantagem prévia como estímulo às apostas;
firmar parceria para facilitar acesso a crédito por parte de apostador;
e permitir a instalação de locais de acesso a crédito em suas sedes.
O texto estabelece ainda que uma regulamentação posterior da pasta estabelecerá outros critérios, como a estrutura e o funcionamento das empresas.
Quem poderá apostar?
Maiores de 18 anos, com exceção de:
proprietário, administrador, diretor, pessoa com influência significativa, gerente ou funcionários da casa de aposta;
agente público com atribuições diretamente relacionadas à regulação;
pessoa que tenha ou possa ter acesso aos sistemas informatizados da casa de aposta;
pessoa que tenha ou possa ter qualquer influência no resultado do objeto da aposta, como árbitros e atletas;
e pessoas previstas na regulamentação do Ministério da Fazenda;
Como o prêmio das apostas será recebido?
Segundo a proposta, as premiações poderão ser recebidas por:
Depósito por meio de transferências, créditos, remessas de valores ou pagamento de titularidade em contas de instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.
Crédito em carteiras virtuais das casas de apostas. Neste caso, o dinheiro só poderá ser utilizado em novas apostas na mesma empresa.
Recursos esquecidos
De acordo com a proposta, o jogador perderá direito a reclamar o prêmio se deixar de comunicar à empresa nos 90 dias seguintes à divulgação do resultado da aposta.
Recursos “esquecidos” serão divididos igualmente e encaminhados para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Fundo Nacional em Calamidade Pública (Funcap).
De acordo com o projeto, os recursos depositados por apostadores em contas das casas de apostas não poderão ser considerados patrimônio da empresa. Isso impede que o dinheiro dos jogadores não sofra bloqueios, sequestros ou entrem como ativo das empresas em caso de falência.
Como será a cobrança de imposto?
Apostadores:
Terão os prêmios taxados com base no Imposto de Renda (IRPF). A alíquota será de 30%.
Haverá isenção, porém, aos recursos que somarem o valor da primeira faixa do IRPF – ou seja, o limite de isenção. Atualmente, a faixa é de R$ 2.112. Ou seja, premiações de até R$ 2.112 estarão isentas.
Casas de apostas:
As casas de apostas serão tributadas com base no valor arrecadado – após os descontos do pagamento dos prêmios e do IR sobre os prêmios – com as apostas. A alíquota cobrada será de 18%.
O setor poderá ter campanhas publicitárias?
Sim, mas o projeto estabelece regras. De acordo com o texto aprovado pela câmara, as campanhas publicitárias do setor NÃO poderão:
ser feitas por empresas que não têm autorização para operar;
exibir afirmações infundadas sobre possíveis ganhos em apostas;
apresentar as apostas como atrativo social;
veicular afirmações de celebridades sobre benefícios das apostas;
sugerir que as apostas são uma alternativa financeira;
ofender crenças culturais.
A proposta também proíbe que as empresas de apostas adquiram ou licenciem direitos de transmissão de eventos esportivos no Brasil
O texto ainda diz que um regulamento será definido posteriormente pelo Ministério da Fazenda e que as novas regras deverão conter determinações para incluir:
avisos de desestímulo ao jogo
advertência sobre malefícios das apostas
ações informativas de conscientização dos apostadores
ações de prevenção ao vício em apostas
e restrições de horário e veículos de exibição das campanhas
O apostador será protegido pelo Código de Defesa do Consumidor?
Sim. O texto estabelece que o apostador vai ser protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Também deverão ter garantidas informações e orientações:
sobre regras e requisitos para premiação;
e sobre riscos de perdas e vício em jogos.
O que a proposta considera como infração?
explorar loteria de apostas de quota fixa sem autorização do Ministério da Fazenda;
realizar atividades proibidas ou não autorizadas;
deixar de fornecer documentos, dados ou informações ao órgão competente;
divulgar publicidade ou propaganda de operadores de loteria de apostas não autorizados;
incentivar ou permitir práticas atentatórias à integridade esportiva, à incerteza do resultado esportivo, à transparência das regras, à igualdade entre os competidores e qualquer outra forma de fraude ou interferência à atividade.
Quais punições a proposta prevê?
As punições dependem da gravidade e duração da infração, do valor e da reincidência, são elas:
advertência
para empresas, multa de 0,1% a 20% sobre a arrecadação do ano anterior. O valor máximo é de R$ 2 bilhões;
em casos de pessoas físicas ou associações que não exerçam atividade empresarial, a multa varia entre R$ 50 mil a R$ 2 bilhões;
suspensão parcial ou total das atividades por até 180 dias;
cassação da autorização ou proibição de conseguir nova autorização;
proibição de realizar novas atividades;
proibição de participar de licitações por pelo menos cinco anos;
impedimento para assumir cargo em empresas de apostas.
Se houver suspeita de manipulação de resultados ou outras fraudes, o Ministério da Fazenda pode determinar medidas cautelares, por exemplo, a suspensão das apostas e a retenção do pagamento de prêmios. O descumprimento de medidas cautelares também pode levar à multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil.
A proposta também autoriza o Ministério da Fazenda a suspender o processo administrativo se o investigado fechar um termo de compromisso para interromper as atividades investigadas, corrigir as irregularidades, indenizar os prejuízos e cumprir outras condições acordadas.
Primeira-dama vai cuidar de compromissos oficiais, enquanto o presidente estiver se recuperando de uma cirurgia no quadril
A primeira-dama Janja vistoria a organização do evento para a assinatura do Projeto de Lei do Programa Combustível do Futuro, no Palácio do Planalto – 14/09/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
Ministros e auxiliares do governo Lula estão inquietos com a cirurgia no quadril a qual o presidente vai se submeter, marcada para o fim do mês, noticiou o jornal Folha de S.Paulo, no sábado 16. Isso porque a primeira-dama Janja assumirá a agenda do chefe do Executivo.
A petista tem afinidade apenas com alguns integrantes da Esplanada, afirmou a Folha. Os que não são próximos dela manifestam tensão nos bastidores. O jornal conversou em caráter reservado com alguns deles.publicidade
Janja e Lula, durante o desfile de 7 de Setembro | Foto: Ricardo Stuckert / PR
Depois de realizado, o procedimento médico, Lula ficará de repouso no Palácio da Alvorada. Ele precisará usar um andador para se locomover.
A Itaipu Binacional disponibilizou ainda um carrinho de golfe, caso o petista queira se locomover pelos jardins da residência oficial.
Livro revela personalidade de Janja
Gosto por holofotes e controladora. Essas são algumas informações que constam no livro Janja. A militante que se tornou primeira-dama, de Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo. Ambos também são autores de Todas as mulheres dos presidentes, que conta a história de 34 primeiras-damas brasileiras.
Dividido em nove capítulos, o livro traça um perfil de Janja, da época da militância na juventude, quando se filiou ao PT aos 17 anos, aos primeiros meses do terceiro mandato de Lula. Além de entrevistas e de pesquisa dos autores, o livro cita reportagens da imprensa e publicações da primeira-dama nas redes sociais.
No prefácio, os autores afirmam que não se trata de uma biografia completa da socióloga, mas que a proposta é “revelar quem é Janja” para além da imagem “que o PT construiu para ela”. Eles citam pedidos de entrevistas declinados e “rígido controle de acesso” à primeira-dama.
Lula e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky poderão se reunir em Nova York, às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas. O petista recebeu mais de 50 pedidos de encontros bilaterais, inclusive de Zelensky, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
O possível encontro, porém, ainda não foi confirmado.
Em maio, Lula escapou do presidente da Ucrânia durante a cúpula do G7, no Japão. Os ucranianos atribuem a culpa a Brasília, que teria demorado a responder o pedido de reunião.
Zelensky acusou o petista recentemente de “coincidir com as narrativas” do autocrata russo Vladimir Putin, após o mandatário brasileiro ter dito que nem Rússia, nem Ucrânia querem a paz.
“As declarações de Lula não trazem nenhuma paz. É estranho falar sobre a segurança da Rússia. Apenas a Rússia, Putin e Lula falam sobre a segurança da Rússia, sobre as garantias que devem ser dadas para a segurança da Rússia. Eu simplesmente acredito que ele [Lula] tem sua própria opinião. Os pensamentos não precisam coincidir com os de Putin”, disse o ucraniano em entrevista à agência EFE.
Javier Milei (La Libertad Avanza) segue liderando a corrida presidencial da Argentina, dizem as últimas pesquisas de intenção de voto. A 1ª rodada do pleito acontece em pouco mais de 1 mês, em 22 de outubro. Eleição deve ir para o 2º turno.
Segundo um levantamento da consultoria Analogías, divulgado em 7 de setembro, Milei tem 31,1% dos votos. Em 2º lugar aparece o ministro da Economia, Sergio Massa (Unión por la Patria), com 28,1%. A ex-ministra da Segurança, Patricia Bullrich (Juntos por el Cambio), tem 21,2%.
Foram feitas entrevistas por telefone com 2.398 pessoas, de 24 províncias argentinas, de 3 a 5 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Outro estudo realizado anteriormente pela Opinaia mostra Milei com uma vantagem mais larga. O político aparece com 35% dos votos, contra 25% de Massa e 23% de Bullrich.
O estudo foi divulgado em 3 de setembro pelo jornal Clarín. Ao todo, 2.000 eleitores foram entrevistados de 15 a 23 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para que a corrida eleitoral se encerre no 1º turno, um candidato precisa obter 45% dos votos ou pelo menos 40% e uma vantagem de 10 pontos percentuais em relação ao 2º colocado. Assim, de acordo com os dados das duas empresas, as eleições devem ir para o 2º turno, marcado para 19 de novembro.
Pesquisa Datafolha mostra que a parcela de eleitores de Lula que projeta melhora na economia vem caindo desde dezembro do ano passado.
O levantamento indica que também aumentou a fatia de pessimistas entre os que declararam voto em Jair Bolsonaro.
Na pesquisa realizada em dezembro, 79% dos que declararam voto em Lula projetavam que a economia do país iria melhorar. Agora em setembro, essa parcela caiu para 66%.
Entre os eleitores de Bolsonaro, o Datafolha registrou aumento no pessimismo. Em dezembro, 43% dos bolsonaristas previam piora no cenário econômico. Em março, a parcela subiu para 50%, em setembro, passou para 52%.
A nova pesquisa, realizada nos dias 12 e 13 deste mês, promoveu 2.016 entrevistas em 139 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Um experimento realizado, recentemente, na superfície do plante Marte revelou aos cientistas que é viável extrair oxigênio respirável da fina atmosfera do planeta vermelho. De seu pequeno abrigo no interior do rover Perseverance da Nasa, o Experimento de Utilização de Recursos In-Situ de Oxigênio de Marte (ISRU) (MOXIE), estuda as moléculas de ar do planeta.
O experimento que tem as dimensões de uma pequena mochila de estudante tem quebrado repetidamente moléculas do ar de Marte a fim de gerar um suprimento pequeno, mas constante de oxigênio. Agora, depois de um trabalho bem executado, MOXIE se prepara para a aposentadoria. publicidade
Pam Melroy, administradora adjunta da Nasa, disse: “O desempenho impressionante do MOXIE mostra que é viável extrair oxigênio da atmosfera do planeta vermelho — oxigênio que poderia ajudar a fornecer ar respirável ou propelente de foguete para futuros astronautas”.
Imagem de Marte capturado pelo robô Rover Curiosity Mars da Nasa | Foto: Divulgação/Nasa
Presença lunar de longo prazo
Ela disse ainda que “o desenvolvimento de tecnologias que nos permitam utilizar os recursos da Lua e de Marte é fundamental para construir uma presença lunar de longo prazo, criar uma economia lunar robusta e permitir-nos apoiar uma campanha inicial de exploração humana no planeta vermelho”.
Projetado por cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) o experimento MOXIE está em execução desde que o Perseverance pousou em Marte, em fevereiro de 2021. Operadores aqui na Terra enviaram comandos ao equipamento localizado na superfície do outro planeta a fim de verificar como ele funcionaria ao longo do tempo sob diferentes condições marcianas.
Desde então, ao longo de 16 execuções, o MOXIE produziu um total de 122 gramas de oxigênio. Isso, segundo a Nasa, é quantidade suficiente para manter um cachorro pequeno respirando por 10 horas — ou um ser humano, por 4 horas.
Como funciona a produção de oxigênio em Marte?
A produção de oxigênio no planeta vermelho funciona por meio da eletrólise, usando uma corrente para conduzir uma decomposição eletroquímica do dióxido de carbono em seus átomos constituintes. Assim, o MOXIE aspira o ar marciano por meio de um filtro que o purifica. O ar purificado é então comprimido, aquecido e enviado através do Eletrolisador de Óxido Sólido. O elotrolisador, por sua vez, divide o dióxido de carbono em monóxido de carbono e íons de oxigênio.