O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

Três apostadores da Bahia estão entre os premiados no concurso nº 3007 da Caixa Econômica Federal (CEF), realizado na noite desta terça-feira (12), pela Mega-Sena. Os baianos acertaram cinco das seis dezenas sorteadas e garantiram prêmios individuais de R$ 23.778,68.

As dezenas sorteadas no concurso foram: 17, 19, 27, 32, 38 e 44. Somados, os três prêmios pagos aos baianos chegam a R$ 71.336,04.

As apostas vencedoras foram registradas em três cidades do estado. Um dos bilhetes premiados foi feito na Loteria Esperança, em Feira de Santana. A aposta foi simples, com seis números marcados.

Outro ganhador é da cidade de Itamaraju, no sul da Bahia. O jogo foi realizado na Campeão da Sorte, também com aposta mínima.

Já o terceiro prêmio saiu para um apostador de Itapetinga, no sudoeste do estado. O bilhete foi registrado na A Pioneira, igualmente com uma aposta simples de seis dezenas, no valor de R$ 6.

Próximo sorteio

O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões para quem acertar as seis dezenas. O valor acumulou após ninguém acertar todos os números do concurso anterior.

O sorteio será realizado a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas até 20h do dia do sorteio nas casas lotéricas ou pelos canais digitais da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Informações Bahia.ba


Após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão de lotes de produtos da Ypê, usuários da rede social X fizeram memes e comentários sobre o caso. As publicações viralizaram neste fim de semana e envolveram brincadeiras sobre detergentes, produtos de limpeza e a rotina doméstica dos consumidores.

A decisão da agência atingiu produtos como lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes com lotes terminados em 1. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas do processo de fabricação, além de possível risco de contaminação microbiológica.

Entre os memes compartilhados na plataforma, usuários ironizaram o fato de muitos brasileiros afirmarem que continuarão usando os produtos normalmente. Outros fizeram piadas sobre “resistência” a bactérias e sobre a relação de consumidores com marcas tradicionais de limpeza.

A repercussão ganhou força depois que políticos e influenciadores passaram a comentar o assunto nas redes sociais. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestaram apoio público à marca.

A Ypê afirma que seus produtos “são seguros” e informou que apresentou recurso contra a decisão da Anvisa. A empresa conseguiu efeito suspensivo automático, mas a agência mantém a recomendação para que consumidores não utilizem os itens afetados até nova análise do caso.

*Pleno.News
Foto: reprodução


Exportações superaram importações em US$ 10,537 bilhões

© Divulgação/Porto de Santos

O aumento nas exportações de soja e de petróleo fez a balança comercial registrar o superávit mais alto para meses de abril desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 10,537 bilhões.

O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,664 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o terceiro maior para todos os meses, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões) e março de 2023 (US$ 10,751 bilhões).

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 34,148 bilhões, alta de 14,3% em relação a abril do ano passado;
  • Importações: US$ 23,611 bilhões, alta de 6,2% na mesma comparação.

Tanto no caso das exportações como das importações, os valores também são recordes para meses de abril desde o início da série histórica.

Acumulado

Nos quatro primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

  • Exportações: US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
  • Importações: US$ 91,770 bilhões, alta de 2,5% na mesma comparação.

O superávit acumulado é o segundo maior da série histórica, só perdendo para o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 26,925 bilhões).

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em abril variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +16,1%, com alta de 12,7% no volume e de 3,2% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +17,9%, puxada pelo petróleo, com alta de apenas 0,6% no volume e crescimento de 17,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11,6%, com alta de 6,8% no volume e de 4,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em abril foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+18,8%), algodão (+43,7%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+148,4%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+10,6%); minério de ferro (+19,5%); e minérios de cobre (+55%);
  • Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29,4%); ouro não-monetário, excluindo minérios de ouro e concentrados (+75,9%); e bombas, centrífugas, compressores de ar e ventiladores (+321,5%).

Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 1,105 bilhão nas exportações em relação a abril do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos preços. Em seguida, vem o petróleo bruto, com alta de US$ 458,98 milhões.

No caso do petróleo, o volume exportado caiu 10,6%, mas o preço médio subiu 23,7% por causa da guerra no Oriente Médio. A queda no volume está relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 177,44 milhões a menos que em abril de 2025 (-14,2%). A queda deveu-se à redução de 13,4% no preço médio.

Importações

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 654,33 milhões em abril na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+165,3%); pescados (+11,1%); e frutas não oleaginosas (+8,9%);
  • Indústria extrativa:  óleos brutos de petróleo (+26,4%); e linhita e turfa (+147,9%);
  • Indústria de transformação: automóveis de passageiros (+109,9%); combustíveis (+37,3%); e válvulas e tubos termiônicos (+27,3%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025.

Segundo o ministério, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 75 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio.


A cidade de Feira de Santana ganhou, na noite da última terça-feira (5), uma nova concessionária de veículos comerciais. A Foton Diamantina abriu oficialmente as portas no município em um evento que reuniu empresários, clientes e autoridades locais.

De origem chinesa, a Foton é considerada a maior fabricante de caminhões do mundo. A escolha de Feira de Santana para receber a primeira e maior unidade do grupo na Bahia levou em conta a posição estratégica da cidade, um dos principais entroncamentos rodoviários do país.

Maurício Pazos, gerente regional da Foton na Bahia, afirmou que a decisão de instalar a concessionária no município está diretamente ligada à relevância logística de Feira.

“Estamos trazendo a maior montadora de veículos comerciais do mundo para Feira de Santana. Entendendo a importância desse entroncamento, não só para a Bahia, mas para todo o Brasil, decidimos que Feira iria abrigar nossa primeira e maior casa no estado”, destacou.

Segundo Maurício, a expectativa é gerar cerca de 100 empregos diretos e indiretos. “A gente estima gerar em torno de 100 empregos. Estamos investindo 10 milhões de reais nessas operações, dentro de uma expansão do grupo que chega a 100 milhões de reais”, acrescentou.

Durante a inauguração, foram apresentados caminhões e picapes que passam a integrar a operação da concessionária. Entre os modelos expostos estavam veículos voltados desde pequenos comerciantes até operações de maior porte, além de picapes com tecnologia híbrida a diesel.

Léo Cardoso, CEO do grupo responsável pela unidade, destacou a importância estratégica da chegada da empresa a Feira de Santana.

“É uma satisfação e uma honra estar aqui em Feira de Santana, na Princesa do Sertão, em um dos entroncamentos rodoviários mais importantes do Brasil. Nossa sede é em Uberlândia, em Minas Gerais, e a segunda casa escolhida foi aqui em Feira”, afirmou.

De acordo com Léo, o grupo prevê a implantação de outras 12 concessionárias na região, com atendimento a cerca de 700 municípios entre a Bahia e Minas Gerais.

“Nós vendemos caminhões, mas oferecemos pós-venda, porque a continuidade operacional gera renda e garante o retorno do investimento dos nossos clientes ao longo do tempo. Sem contar na geração de empregos que a empresa vai oferecer aqui no município”, disse.

O evento contou ainda com a presença do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, que acompanhou a inauguração e destacou a importância da chegada da nova empresa para o fortalecimento da economia local.

Por Rafael Marques

Fotos: Rafael Marques


Ataques digitais provocam aumento da autocensura, dizem comunicadoras

Relatório lançado por ONU Mulheres, TheNerve e parceiros indica que 12% das mulheres defensoras de direitos humanos, ativistas, jornalistas, trabalhadoras da mídia e outras comunicadoras públicas relataram ter vivenciado o compartilhamento não consensual de imagens pessoais, incluindo conteúdo íntimo ou sexual.

Segundo o documento Ponto de Virada: Violência Online, Impactos, Manifestações e Reparação na Era da IA, 6% das entrevistadas disseram ter sido vítimas de deepfakes, enquanto quase uma em cada três recebeu investidas sexuais não solicitadas por meio de mensagens digitais.

Segundo o relatório, 41% de todas as mulheres que responderam disseram que se autocensuram nas redes sociais para evitar abusos, enquanto 19% relataram autocensura em seu trabalho profissional como resultado da violência online. Entre mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia, 45% relatou autocensura nas redes sociais em 2025, um aumento de 50% desde 2020, e quase 22% relataram autocensura em seu trabalho.

“Esse tipo de abuso é frequentemente deliberado e coordenado, desenhado para silenciar mulheres na vida pública ao mesmo tempo em que mina sua credibilidade profissional e sua reputação pessoal. Outras tendências relevantes apontam para um aumento de ações legais e de denúncias às forças de segurança entre mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia”, dizem organizadores do estudo. 

De acordo com os dados, em 2025, 22% das mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia tinham a probabilidade de denunciar incidentes de violência online à polícia. O percentual é o dobro do índice registrado em 2020 (11%).

Quase 14% agora estão tomando medidas legais contra perpetradores, facilitadores ou seus empregadores, acima dos 8% registrados em 2020, refletindo maior conscientização e uma pressão mais forte por responsabilização.

O relatório revela ainda que o impacto da violência na saúde e bem-estar das mulheres levou (24,7%) das mulheres jornalistas e trabalhadoras da mídia entrevistadas a serem diagnosticadas com ansiedade ou depressão relacionada à violência online que vivenciaram, e quase 13% relataram diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A chefe da Seção de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres, Kalliopi Mingerou, destacou que a IA está tornando o abuso mais fácil e mais danoso.

“Isso está alimentando a erosão de direitos duramente conquistados em um contexto marcado pelo retrocesso democrático e pela misoginia em rede. Nossa responsabilidade é garantir que sistemas, leis e plataformas respondam com a urgência que essa crise exige”, afirmou.

Outro ponto abordado pela ONU Mulheres é o fato de que ainda há falhas na proteção legal contra a violência online, já que menos de 40% dos países têm leis em vigor para proteger mulheres contra assédio virtual ou perseguição virtual, de acordo com dados do Banco Mundial, publicados no ano passado.

Em todo o mundo 1,8 bilhão de mulheres e meninas continuam sem acesso à proteção legal em todo o mundo, o que corresponde a 44%.

Com informações da Agência Brasil.


Decisão beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023

Congresso derruba veto do PL da Dosimetria Foto: reprodução/TV Senado

O Congresso Nacional votou nesta quinta-feira (30) pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei 2162/2023, o chamado PL da Dosimetria. A decisão deve atenuar as penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram a favor da derrubada do veto, 144 contra e 5 se abstiveram. No Senado, foram 49 favoráveis e 24 contrários à derrubada do veto estabelecido pelo presidente. Com o resultado, o governo Lula sofre a segunda derrota em dois dias consecutivos.

Nesta quarta-feira (29), o Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Foi a primeira vez, desde 1894, que a Casa rejeitou um nome indicado pelo presidente da República para o Supremo. O placar final da votação no plenário terminou em 42 votos contrários e 34 votos favoráveis.

O presidente da Câmara dos Deputados, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) decidiu que dispositivos do PL da Dosimetria que facilitariam a progressão de regime para diversos crimes não relacionados a 8 de janeiro, não seriam votados. A medida evitou uma contradição com a Lei Antifacção, que busca endurecer as regras para o cumprimento de penas no país.

Os parlamentares derrubaram a maioria dos vetos presidenciais, mas mantiveram o rigor para condenados por crimes hediondos, feminicídio e milícias. Com isso, esses detentos continuam obrigados a cumprir 70% da pena antes de solicitar a mudança para um regime mais brando.

Informações Pleno News


Medida veta programas sobre identidade de gênero e altera currículo acadêmico

Sexos masculino e feminino | Foto: Reprodução
Sexos masculino e feminino | Foto: Reprodução

Texas Tech University anunciou que passará a reconhecer oficialmente apenas dois sexos — masculino e feminino — e a suspender todos os programas acadêmicos ligados à orientação sexual e identidade de gênero (SOGI).

Em memorando divulgado em 9 de abril, a instituição informou que também iniciará o encerramento de cursos e certificações voltados a esses temas. A decisão ocorre depois de um processo de revisão curricular iniciado em dezembro de 2025.

A análise foi conduzida pelo sistema universitário sob supervisão do conselho gestor, com base na legislação estadual. A medida atende à Senate Bill 37, proposta pelo senador republicano Brandon Creighton, que ampliou o controle do Estado sobre conteúdos acadêmicos.

Além de congelar os programas, a universidade determinou a proibição de conteúdos sobre SOGI em disciplinas básicas e de nível inicial. Caso materiais didáticos abordem o tema, deverão ser substituídos.

Detalhes da decisão da universidade

Fachada da Texas Tech University | Foto: Divulgação
Fachada da Texas Tech University | Foto: Divulgação

Cursos avançados de graduação e pós-graduação terão restrições, mas poderão tratar do assunto em contextos acadêmicos específicos. Exceções serão concedidas de forma limitada, sobretudo para alunos em fase final de programas já existentes.

O memorando também proíbe o que classifica como “advocacia preconceituosa”, incluindo conteúdos que defendam superioridade racial ou sexual, ou atribuam culpa coletiva. A regra prevê exceções para pesquisas independentes e exigências profissionais.

A universidade determinou ainda que professores não poderão ensinar que identidade de gênero é um espectro fluido ou dissociado do sexo biológico. Segundo o texto, o ensino deve considerar apenas a distinção entre masculino e feminino como base científica.

A instituição afirma, porém, que discussões sobre aspectos biológicos, como condições intersexo, continuam permitidas, desde que não sejam usadas para sustentar interpretações sociais sobre gênero.

Informações Revista Oeste


Parlamentar ficou tetraplégica aos 19 anos

Morreu nessa segunda-feira (27), no Rio, aos 42 anos, a vereadora Luciana Novaes (PT), que teve sua trajetória marcada aos 19 anos por uma bala perdida, quando cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, na zona norte, em 2003. Ela sobreviveu ao diagnóstico de apenas 1% de chance de vida, mas ficou tetraplégica.

A causa da morte não foi divulgada. A parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, quando foi internada em estado grave. 

Após o incidente em 2003, Luciana não só superou as dificuldades, como se adaptou à nova vida e voltou a estudar. Formou-se em serviço social e concluiu pós-graduação em gestão governamental. Em 2016, elegeu-se vereadora pela Câmara Municipal do Rio. Foi campeã de leis aprovadas em primeiro mandato.

Em 2020, no auge da pandemia, não conseguiu fazer campanha na rua por ser do grupo de risco, mas mesmo assim, teve 16 mil votos, ficando como primeira suplente.

Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal e obteve mais de 31 mil votos, ficando com a segunda suplência, do PT no Rio e Janeiro. Em 2023, retornou à Câmara Municipal do Rio.

Legado

Ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral da vereadora, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar pelo falecimento da parlamentar, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez de sua trajetória um exemplo permanente de luta.

Ao longo de sua atuação, deixou um legado de quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. 

Fonte: agência Brasil


Estudo internacional reacende debate sobre diagnóstico precoce de um dos tumores mais letais

Um exame de sangue em fase de pesquisa inicial pode mudar o rumo de um dos cânceres mais silenciosos e agressivos da atualidade. Cientistas internacionais desenvolveram um painel com quatro biomarcadores capazes de identificar o câncer de pâncreas ainda em estágios iniciais — momento em que as chances de tratamento são significativamente maiores.

No Brasil, o câncer de pâncreas ainda figura entre os mais desafiadores. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a taxa de sobrevida em cinco anos é baixa — gira em torno de 10%. Isso ocorre, sobretudo, porque a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente.

Para a oncologista do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), Pamela Almeida, o principal obstáculo ainda está no diagnóstico tardio. “O câncer de pâncreas costuma evoluir de forma silenciosa. Quando conseguimos diagnosticar cedo, ampliamos de forma significativa as possibilidades de tratamento curativo”, afirma.

Detecção precoce – O novo teste combina quatro marcadores sanguíneos: dois já conhecidos — CA19-9 e trombospondina 2 (THBS2) — e outros dois identificados recentemente pelos pesquisadores: ANPEP e PIGR. Juntos, eles demonstraram alta capacidade de distinguir pacientes com câncer de pâncreas de pessoas saudáveis ou com doenças benignas.

Em resultados iniciais, o painel alcançou cerca de 91,9% de acerto na identificação geral da doença e 87,5% nos casos em estágio inicial, com baixa taxa de falsos positivos — um avanço relevante diante da ausência de métodos eficazes de rastreamento.

Limitações atuais – Os marcadores tradicionais, como o CA19-9, já são utilizados na prática clínica, mas apresentam limitações. Eles podem estar elevados em condições benignas e não são produzidos por todos os pacientes.

Segundo Pamela Almeida, a combinação de biomarcadores representa um salto importante. “Nenhum marcador isolado consegue oferecer segurança suficiente para rastreamento. A associação entre eles aumenta a precisão e pode ajudar a identificar tumores em fases mais iniciais”, explica.

Impacto clínico – A dificuldade no diagnóstico também está ligada à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. Quando surgem, sinais como perda de peso, dor abdominal e icterícia geralmente indicam doença mais avançada.

Dados do INCA mostram que, embora não esteja entre os cânceres mais incidentes, o de pâncreas apresenta alta letalidade. Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, histórico familiar e doenças como a pancreatite crônica.

Olhar para o futuro – Apesar dos resultados promissores, o exame ainda está em fase de validação. “São achados muito relevantes, mas ainda precisamos de estudos maiores antes de incorporar esse teste à prática clínica”, pondera Pamela Almeida.

Na última semana, a comunidade científica tomou conhecimento dos dados de fase III de um novo fármaco, o Daraxonrasibe, que bloqueia a via RAS e dobra as chances de sobrevida em segunda linha. “Como 90% dos cânceres de pâncreas possuem essa mutação, é um grande avanço para nós, oncologistas gastrointestinais”, pontua a oncologista.

Ela destaca que o foco até a conclusão da pesquisa  deve seguir na vigilância de grupos de risco. “Ainda não temos rastreamento populacional, mas podemos avançar muito com acompanhamento direcionado e diagnóstico mais atento”, conclui.

Assessoria de Imprensa:


Honraria foi concedida pelo CNPq

A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é a vencedora deste ano do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, maior premiação da ciência brasileira. 

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que concede a honraria em parceria com a Marinha do Brasil.

Criado em 1981, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é atribuído anualmente ao pesquisador que tenha se destacado pela realização de obra científica ou tecnológica de reconhecido valor. 

A cerimônia de entrega será no dia 7 de maio, no Rio de Janeiro, quando Maria Teresa receberá um diploma, uma medalha e um prêmio de R$ 200 mil em dinheiro. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Pesquisa

Maria Teresa desenvolve pesquisas sobre a Amazônia há quase 50 anos. Atualmente, é docente dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Botânica do Inpa, e lidera o grupo de pesquisa Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua)

O desejo de trabalhar com pesquisas na região amazônica, de acordo com a bióloga, surgiu logo que começou o curso de Biologia, a muitos quilômetros de distância, na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo. 

“Naquela época era basicamente um sonho”, lembra a pesquisadora. 

Mas o sonho começou a se tornar realidade a partir de uma especialização, já no Inpa. 

“Quando eu comecei, me foi oferecido um trabalho em ambientes de terra firme. E eu não estava muito satisfeita com isso, porque eu sempre gostei de água. Então eu fiz uma primeira viagem para o Rio Negro. Nesse momento, eu decidi que era nos rios que eu iria trabalhar”, disse.

Maria Teresa também se formou mestra e doutora no Inpa, e passou a atuar como pesquisadora efetiva em 1988. Mas ao longo de sua carreira também lecionou como professora convidada em muitas outras universidades e instituições de pesquisa.

A pesquisadora ainda participou de diversas iniciativas de cooperação científica internacional em prol da região, como o Conselho Científico Internacional do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia e a parceria Brasil–Alemanha Inpa/MCTI-Sociedade Max-Planck. 

Em âmbito nacional já integrou o Conselho Nacional de Zonas Úmidas do Ministério do Meio Ambiente o Diagnóstico Brasileiro de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

Seu principal objeto de estudo, no momento, são os efeitos da variação nos níveis de água, durante as cheias e vazantes dos rios. 

“A água sobe e desce ao longo do ano e transforma os sistemas de uma maneira única e gerando adaptações de organismos e também influenciando todas as cadeias alimentares e os estoques de carbono da região de uma maneira única”, explica.

Mas também pesquisa as mudanças ocorridas por ações humanas, como na construção de barragens. 

“O que a gente tem encontrado é que, em 30 anos após a Hidrelétrica de Balbina, em mais de 125 quilômetros de áreas, as florestas vêm morrendo gradualmente, em função da falta de regularidade no suprimento de água, porque esse suprimento passa a responder à demanda energética”, explica em referência à usina construída no Rio Uatumã, no Amazonas. 

A pesquisadora reforça a importância dos cursos d’água da região para o país, e alerta para uma corrida “contra o tempo” e contra ações humanas “deletérias”, que estão aprofundando a degradação desses ambientes e favorecendo as mudanças climáticas.

“Apenas os grandes rios como Amazonas, Solimões e Rio Negro, que são o que nós chamamos um conjunto de várzeas e igapós, cobrem 750 mil km quadrados. Isso é quase três vezes o estado de São Paulo. Os pequenos cursos d’água, que aqui são chamados igarapés, perfazem mais de 1 milhão de km quadrados”, explica Maria Teresa. 

“A sociedade brasileira, de uma maneira geral, depende de todo o balanço hídrico da região amazônica. Os corpos d’água e a floresta formam um conjunto que bombeia a água para os sistemas da terra e essa água se transforma em rios voadores que vão para o Sul, Sudeste”, disse.

“As pesquisas acabam sendo fundamentais para que a gente possa tanto designar áreas de preservação, quanto entender a fragilidade e a necessidade de preservar esses sistemas da maneira como eles normalmente funcionam”, defende. 

Com informações da agência Brasil.

1 2 3 198