Associação afirma que cobrança específica pela exibição dos jogos exigiria autorização da FIFA

Bares não poderão cobrar ingresso ou taxa para transmitir partidas da Copa

Os torcedores que optarem por acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2026 em bares e restaurantes não poderão ser cobrados por ingressos, taxas adicionais ou couvert apenas por causa da transmissão das partidas. A orientação foi estabelecida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

De acordo com a entidade, os estabelecimentos podem cobrar apenas pelo consumo de alimentos e bebidas. Assim, qualquer cobrança extra vinculada exclusivamente à exibição dos jogos deixa de ser permitida.

A Abrasel explica que a cobrança de valores específicos para acesso às transmissões caracterizaria uma exibição comercial do evento. Nesses casos, seria necessária uma autorização própria da FIFA para a utilização das imagens.

As partidas do Mundial seguem disponíveis gratuitamente em diferentes plataformas e emissoras, como TV Globo, SBT e a transmissão da CazéTV no YouTube, permitindo que bares e restaurantes exibam os jogos sem transferir custos adicionais aos clientes.

Informações Metro1


Investigação apura vazamento de informações à facção e possível elo de agentes públicos com esquema de lavagem de dinheiro

PF prende pastor Márcio Poncio por possível elo com Comando Vermelho
O pastor Márcio Poncio | Foto: Reprodução/Instagram

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O pastor Márcio Poncio foi preso em 2 de julho de 2026durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. A operação investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho e conexões entre políticos e organizações criminosas. Além de Poncio, são alvos o ex-deputado Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho.

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O pastor Márcio Poncio foi preso nesta quinta-feira, 2, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais para o Comando Vermelho (CV).

Também são alvos da operação o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que já se encontra preso, e o contraventor Adilsinho. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, o STF expediu três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão, cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A decisão também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.

Vista de carro incinerado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 2025, durante a a megaoperação batizada de “Operação Contenção”, para combater a expansão territorial do Comando Vermelho | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

Em nota, a PF informou que a ofensiva busca “aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”.

Operação já teve 4 fases anteriores

De acordo com a PF, esta quinta etapa da Operação Unha e Carne decorre da análise de documentos apreendidos nas fases anteriores. Os investigadores localizaram listas que indicariam pagamentos indevidos, doações eleitorais e registros contábeis relacionados a um suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Ainda conforme a investigação, o material chamou a atenção por apontar repasses diretos a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. A corporação apura a origem dos recursos, o fluxo financeiro, a identidade dos beneficiários, intermediários e operadores envolvidos, além de aprofundar a análise dos documentos e demais provas recolhidas durante a operação.

Polícia Federal (PF) em ação para combater grupo criminoso que trazia drogas da Bolívia para o Brasil | Foto: Divulgação/ PF
Polícia Federal (PF) em ação para combater grupo criminoso| Foto: Divulgação/ PF

As etapas anteriores da operação apuraram a existência de uma suposta rede de proteção que teria permitido o repasse antecipado de informações sobre ações policiais voltadas ao combate da facção criminosa. 

De acordo com a PF, os vazamentos teriam comprometido diligências, favorecendo a destruição ou a ocultação de provas por integrantes do grupo investigado.

As quatro primeiras fases da Operação Unha e Carne foram realizadas entre dezembro de 2025 e março deste ano. A partir do material apreendido nessas ações, os investigadores identificaram novos indícios que levaram ao aprofundamento das apurações sobre lavagem de dinheiro, supostos pagamentos indevidos e possíveis ramificações do esquema junto a agentes públicos e operadores financeiros.

Informações Revista Oeste


Canal alega que já adotava medidas

Casimiro Miguel Foto: reprodução/CazéTV

A CazéTV afirmou, neste sábado (27) que já vinha colocando em prática as mudanças recomendadas pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que emitiu liminar suspendendo testemunhais de bets no canal do YouTube durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

– Reforçamos que toda a publicidade veiculada pela CazéTV observa a legislação brasileira, as diretrizes do Conar e é realizada exclusivamente com operadoras licenciadas e autorizadas pelo Ministério da Fazenda – disse a CazéTV, em nota.

O Conar abriu processos através de queixas de consumidores para analisar as propagandas de KTO, Betnacional e Bet365 nas transmissões da emissora da LiveMode, a única a ter todos os jogos da Copa 2026.

A mudança na abordagem da CazéTV com relação à publicidade de bets veio após diversas críticas de consumidores, que chegaram até influenciadores e foi até o âmbito político, com parlamentares se posicionando em suas redes sociais. O Ministério da Justiça chegou a abrir uma investigação para averiguar suposta “publicidade abusiva”.

– O relator deferiu medida liminar ontem (26/6), recomendando a sustação da divulgação dos anúncios objetos das respectivas representações, considerando a presença de uma combinação de elementos indicativos de infração aos referidos princípios, além dos potenciais impactos da divulgação. Embora as ofertas objeto dos anúncios em análise já tenham expirado, versando sobre jogos em transmissões ao vivo, a recomendação indica associação possivelmente irregular, constituindo relevante baliza até a apreciação de mérito da matéria. Após oportunidade de manifestação das partes, o caso será levado para análise de mérito pelo Conselho de Ética – diz o Conar, em comunicado.

ENTENDA O CASO
A interação e “call to action” de membros das transmissões com os patrocinadores é algo comum na CazéTV, que envolve as marcas nos discursos de outras empresas com as quais tem parceria, como do ramo de alimentos ou bebidas alcóolicas.

O ofício que cita a abertura da averiguação é assinado pelo diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Daniel Amaral Nunes Carnaúba. Ele cita registros audiovisuais nos quais se verifica a veiculação de ações publicitárias relacionadas a apostas de quota fixa, realizadas nas bets.

A pasta cita três episódios para justificar a abertura do procedimento de averiguação. Todos, segundo o ministério, vão além da mera veiculação de propaganda e apontam abuso na divulgação com mensagens que estimulam os espectadores a fazer apostas estimulados por promessas de maiores ganhos.

Na partida entre Argentina e Áustria, na última segunda-feira (22), houve a divulgação de odds (valor do multiplicador de recompensa em caso de acerto de aposta) majoradas de R$ 3 para R$ 4. Comentaristas da CazéTV destacaram que a Betnacional ofereceria ao apostador uma “segunda chance”, “reforçando a atratividade da oferta e incentivando a adesão imediata à promoção anunciada”, indica o ofício.

Durante pausa de hidratação na partida entre Inglaterra e Gana, na terça (23), o ofício destaca a publicidade da Betnacional em que narrador Galvão Bueno incentiva os espectadores a “colocar a paixão em jogo”, pedindo que acessem o site da operadora ou entrem via QR Code na tela. Na ação, ele também divulga uma oportunidade promocional exclusiva relacionada à partida.

O terceiro episódio relatado na manifestação ocorreu no jogo entre Uruguai e Cabo Verde, no domingo (21), com incentivo para espectadores apostarem usando a plataforma KTO.

EXCLUSIVIDADE DA CAZÉTV
Na Copa do Mundo de 2026, a CazéTV é o único veículo que transmite todos os 104 jogos com exclusividade, enquanto a Globo detém os direitos de 57 partidas, e o SBT – em parceria com a N Sports – terá mostrado 32 confrontos ao fim do Mundial.

A exclusividade de jogos e protagonismo da CazéTV tem despertado um embate nas redes sociais, seja por usuários, como até dos próprios envolvidos. A Globo chegou a lançar uma campanha incentivando as pessoas a comprarem antena digital para ver a Copa, se apoiando no “gritar gol antes”, já que a tecnologia do streaming faz com que a transmissão no YouTube tenha delay de alguns segundos, se comparada à antena.

Casimiro Miguel, rosto da CazéTV e sócio da LiveMode – empresa dona do canal – rebateu dizendo:

– Tem gente que vai sintonizar a antena e não vai achar o jogo, hein?

VEJA NA ÍNTEGRA OS COMUNICADOS DE CONAR E CAZÉTV

Nota do Conar
O CONAR abriu no final da tarde de quinta-feira (25/6) três representações, a partir de queixa de consumidor, para analisar ações de merchandising em transmissões dos jogos da Copa do Mundo exibidas no canal CazéTV, para as anunciantes KTO, Betnacional e Bet365, com ofertas de modalidades específicas de apostas, vocalizadas por apresentadores e comentaristas. As representações questionam principalmente se o teor dos anúncios levaria a erro sobre a informação essencial da oferta, da possibilidade e probabilidade de ganho, podendo infringir o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CBAP) e a legislação em vigor.

Conforme referido pelo relator das representações, o CONAR estabeleceu, em dezembro de 2023, capítulo específico de regras para a publicidade de apostas, o Anexo “X” do CBAP, reconhecendo o caráter da atividade, de impacto junto ao consumidor e sujeita a restrições, devendo os anúncios do segmento manterem-se centrados nos princípios de:

– transparência (clareza e ostensividade do caráter comercial).

– apresentação verdadeira da oferta (abstendo-se de induzir a erro sobre a possibilidade de ganho).

– responsabilidade social (abstendo-se de estímulo ao exagero, comportamento irresponsável ou pressão para apostar).

– informação sobre a restrição e o impacto da atividade (frases obrigatórias).

– proteção de públicos vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.

O relator deferiu medida liminar ontem (26/6), recomendando a sustação da divulgação dos anúncios objetos das respectivas representações, considerando a presença de uma combinação de elementos indicativos de infração aos referidos princípios, além dos potenciais impactos da divulgação. Embora as ofertas objeto dos anúncios em análise já tenham expirado, versando sobre jogos em transmissões ao vivo, a recomendação indica associação possivelmente irregular, constituindo relevante baliza até a apreciação de mérito da matéria. Após oportunidade de manifestação das partes, o caso será levado para análise de mérito pelo Conselho de Ética.

Nota da CazéTV
A direção do CONAR

As mudanças implementadas pela CazéTV nos últimos dias na forma como realiza ativações de marcas de apostas já vão ao encontro dos pontos destacados pelo CONAR.

Recebemos a manifestação com tranquilidade e responderemos ao órgão dentro do prazo estabelecido, detalhando as medidas que já adotamos.

Acreditamos que o mercado de apostas esportivas no Brasil ainda está em processo de amadurecimento e que esse debate contribui para a evolução das práticas do setor. Foi com esse espírito que decidimos adotar um novo padrão para ativações desse segmento.

Reforçamos que toda a publicidade veiculada pela CazéTV observa a legislação brasileira, as diretrizes do CONAR e é realizada exclusivamente com operadoras licenciadas e autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

*AE


Montante representa 25,6% do total investido pelo governo em campanhas do Palácio do Planalto desde 2023

governo lula e grupo globo
O então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece sorridente ao conceder entrevista ao Jornal Nacional — Rio de Janeiro, agosto de 2022 | Foto: Reprodução/X/@LulaOficial

Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal, representando 25,6% do total de R$ 954,5 milhões investidos pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal durante esse período. O levantamento, que considera apenas contratos diretos da Secom, mostra que o Grupo Globo é o maior beneficiário, recebendo 118% a mais que o segundo colocado, o Grupo Record, com R$ 122 milhões. Em 2026, até a data mencionada, foram alocados R$ 178 milhões em mídia.

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Entre janeiro de 2023 e 15 de junho de 2026, o Grupo Globo recebeu quase R$ 270 milhões do governo Lula via Secretaria de Comunicação (Secom).

Conforme levantamento do site Poder360, divulgado neste domingo, 28, o montante representa pouco mais de 25% do total investido pelo Executivo em campanhas publicitárias do Planalto nesse período.

Elas ocorreram em diferentes mídias, como TV, internet, streaming, revistas e jornais.

O levantamento considera apenas os contratos firmados diretamente pela Secom do palácio.

Ele não inclui despesas de empresas estatais, sociedades de economia mista ou de outros ministérios, cujos valores não são divulgados integralmente desde 2017.

Para efeito de comparação, de 2000 a 2016, a divulgação completa dos gastos indicava que o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal, sem atualização pela inflação.

Distribuição dos recursos e liderança do Grupo Globo

Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário da desoneração
Dentre as empresas de mídia, o Grupo Globo é o maior beneficiário | Foto: Divulgação/Globo

No total, a Secom alocou R$ 954,5 milhões em publicidade desde o início do terceiro mandato do petista.

Somente em 2026, até 15 de junho, foram R$ 178 milhões em mídia.

Os gastos anuais ficaram assim distribuídos: R$ 175,9 milhões em 2023, R$ 234,9 milhões em 2024, R$ 365,7 milhões em 2025 e R$ 178 milhões em 2026, até a data mencionada.

O Grupo Globo recebeu ao menos o dobro do que foi encaminhado a outros grupos de comunicação para campanhas do Planalto.

O valor destinado ao conglomerado da família Marinho é 118% superior ao repassado à Record, que recebeu R$ 122 milhões e ocupa o segundo lugar entre os maiores beneficiários.

Na sequência, a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, aparece com R$ 86 milhões.

Entre os veículos mapeados, há desde emissoras de TV até jornais, revistas e portais. O UOL, que pertence ao Grupo Folha, aparece na sexta colocação, com R$ 7,3 milhões.

Os dados mostram que as emissoras de televisão dominam as primeiras posições no volume de recursos destinados.

Informações Revista Oeste


Messi, aos 39 anos, marcou contra a Áustria, ultrapassou Miroslav Klose e se isolou como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 17 gols, nesta segunda-feira (22). O jogador havia perdido um pênalti antes de marcar, mas se recuperou e, numa jogada com sua assinatura, afundou a bola na rede para abrir o placar para a Seleção Argentina.

Após perder o pênalti, a Argentina havia se complicado na partida e a Áustria cresceu no jogo, mas Messi fez o gol em seguida. Agora, o camisa 10 mantém a artilharia desta Copa do Mundo, com 4 gols marcados e é o primeiro na artilharia das Copas, seguido por Miroslav Klose, com 16 gols e Ronaldo Fenômeno, com 15.

Kylian Mbappé ainda joga nesta segunda-feira (22), às 18h, contra o Iraque, e pode ameaçar a hegemonia do argentino como artilheiro. O francês possui, atualmente, 14 gols. Messi também possui outro recorde, que é o de jogador que mais perdeu pênaltis na história das Copas, com três cobranças desperdiçadas. Apesar de ter feito quatro tentos de pênalti na Copa do Mundo de 2022, em que foi campeão e melhor jogador.

*Metro1
Foto: Divulgação/Conmebol


Fundo FirstFire Global Opportunities afirma que o banco digital omitiu problemas em seus modelos de crédito antes do IPO em Nova York

Pix
Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis | Foto: Reprodução/PicPay 

O PicPay, banco digital controlado pelo grupo J&F, tornou-se alvo de uma ação coletiva protocolada nesta sexta-feira, 19, na Justiça dos Estados Unidos.

O fundo de investimentos privado FirstFire Global Opportunities acusa a instituição financeira de fornecer informações falsas e enganosas a investidores sobre seus modelos de crédito e a qualidade da carteira antes da abertura de capital na Bolsa de Nova York, realizada em janeiro.

Em nota, o PicPay informou que discorda das alegações apresentadas pelo fundo e afirmou que está adotando as medidas cabíveis para responder ao processo.

Segundo a ação, o banco teria deixado de informar ao mercado problemas identificados em seus modelos de concessão de crédito antes da estreia de suas ações em Wall Street.

A defesa do FirstFire também sustenta que os papéis do PicPay acumulam desvalorização superior a 50% desde a Oferta Pública Inicial (IPO).

Edurado Chedid consolidou sua carreira em postos altos na Avenida Faria Lima, o centro financeiro de São Paulo | Foto: Reprodução
Eduardo Chedid CEO da PicPay | Foto: Reprodução

Processo aponta revisão bilionária da carteira de crédito do PicPay

A petição afirma que, em dezembro de 2025, o PicPay detectou falhas nos modelos de crédito, mas não revelou essas informações aos investidores antes da oferta pública inicial de ações.

Ainda conforme o processo, a instituição reclassificou aproximadamente R$ 590 milhões em operações da carteira de estágio dois para o estágio três, faixa que concentra os créditos com maior risco de inadimplência.

De acordo com a ação, a revisão provocou uma despesa adicional de cerca de R$ 88 milhões em perdas esperadas com crédito no quarto trimestre.

O fundo também acusa o banco digital de expandir sua atuação em linhas de crédito consideradas mais arriscadas antes do IPO. Na avaliação dos autores da ação, essa estratégia elevou os índices de inadimplência e ampliou as perdas registradas pela instituição.

Informações Revista Oeste


com César Oliveira
tema: Instabilidade Política


Uso de Ozempic e Mounjaro já muda hábitos de clientes em bares e restaurantes, aponta pesquisa

A crescente popularidade de medicamentos para perda de peso, como Ozempic e Mounjaro, já começa a impactar o setor de bares e restaurantes no Brasil. Levantamento da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 61% dos empresários percebem mudanças no comportamento de consumo dos clientes.

Segundo a pesquisa, a principal alteração está na busca por refeições com menos calorias. O efeito é mais evidente na redução do consumo de sobremesas, tradicionalmente uma das etapas finais das refeições.

O estudo também aponta que 64% dos empresários observaram aumento na procura por miniporções, enquanto 70% registraram maior interesse por pratos considerados mais saudáveis.

Nas bebidas, a tendência também aparece. Para 53% dos entrevistados, cresceu a demanda por opções sem álcool ou com menor teor alcoólico, embora o consumo de bebidas alcoólicas em geral tenha se mantido estável.

Com a mudança nos hábitos dos consumidores, o setor busca adaptar cardápios e estratégias para atender às novas preferências sem comprometer a rentabilidade dos estabelecimentos.  

Informações Metro1


Decisão do Governo acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira

A possibilidade da transferência da sede administrativa do centro para outro ponto da cidade era uma das preocupações do prefeito José Ronaldo de Carvalho, que várias vezes declarou que a saída do Executivo para outro espaço influenciaria negativamente a área central da cidade, em termos de fluxo de pessoas, refletindo nas vendas.

Durante o anúncio da desapropriação do prédio e do terreno vizinhos à Prefeitura, onde serão concentradas várias secretarias, José Ronaldo disse que se sentia não apenas aliviado, mas feliz com a decisão tomada pelo governo municipal.

Comentou que, há algum tempo, a Secretaria de Planejamento estuda a possibilidade da criação do centro administrativo e que a “escolha da área (que é vizinha à Prefeitura) foi pensada com vistas para o futuro, a longo prazo”.

Citou cidades que mudaram a sede da prefeitura para bairros e registraram uma retração significativa no fluxo de pessoas no centro. Em Feira, em especial, a sede está situada no coração comercial e financeiro da cidade.

A decisão de desapropriar o prédio onde, durante anos, funcionou o Hotel Caroá, além do terreno próximo, usado como estacionamento rotativo, acabou com o temor do prefeito quanto à possibilidade futura de desertificação do centro de Feira.

O que se espera é que, ao reunir várias secretarias em um mesmo prédio, além de promover economia para os cofres municipais — já que não será mais necessário alugar imóveis —, haja um aumento do número de pessoas circulando nas áreas próximas, movimentando lojas e restaurantes nos períodos de intervalo do expediente.

O local do futuro centro administrativo, além de atender às necessidades, é estratégico. Tem saídas e acessos para as avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos, bem como para a Rua J.J. Seabra, além de uma ampla área para outras construções ou para uso como estacionamento dos veículos dos servidores.

Ciim informações da Secretária Municipal de Comunicação Social ( SECOM).


Criminoso foi transportado sob forte esquema de segurança nesta quarta-feira, 27

Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber
Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber

Líder do PCC, o traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, foi transferido para o Brasil nesta quarta-feira, 27, depois de ser capturado na Bolívia na última terça-feira, 26. Ele foi transportado de avião para Campo Grande (MS), sob forte esquema de segurança. 

O jornal boliviano El Deber registrou o momento em que Palermo embarcou na Bolívia. 

A defesa de Palermo não foi localizada. Ao chegar no Brasil, “Pigmeu” foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul para os procedimentos legais. “Após a chegada ao Brasil, o preso foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul para os procedimentos de praxe”, informou a PF. “Concluídas as formalidades legais, ele será encaminhado ao sistema penitenciário federal, onde permanecerá à disposição da Justiça.”

Palermo é condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e outros. Foragido desde 2020, o traficante foi encontrado e preso pela polícia boliviana em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, em uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia.

Chefe do PCC comprou habeas corpuse fugiu para a Bolívia

O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com a PF, Palermo comprou um habeas corpus concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de venda de sentenças. Divoncir nega as acusações.

Antes da concessão da prisão domiciliar, Palermo estava preso em regime fechado em Campo Grande desde abril de 2017. Ele havia sido detido pela PF na Operação All In, deflagrada em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Piloto de avião e apontado como integrante da cúpula do PCC, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas após ser beneficiado pela decisão judicial. Desde então, não havia mais sido localizado.

Sequestro de avião

Palermo acumula 126 anos de pena de prisão por tráfico de entorpecentes e outros crimes — entre as acusações às quais ele já respondeu está o sequestro de um avião da antiga Viação Aérea São Paulo (Vasp) em agosto de 2000, no Paraná. Somente neste caso, Palermo foi condenado a 66 anos de prisão.

Segundo a acusação, o avião, que levava 60 passageiros, havia acabado de decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba quando foi sequestrado. A rota da aeronave foi alterada para Porecatu, no interior do Estado. Ele foi preso uma semana depois do crime, andando na Avenida Paulista e usando o mesmo celular utilizado no sequestro da aeronave. Na mochila dele, havia R$ 67 mil que eram de malotes roubados.

Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo