Neste sábado (23), novo projeto do futebol feirense joga contra o tradicional Touro do Sertão

Fotos: Rafael Falcão/Fluminense de Feira e Enzo Britto/Feira FC

Feira Futebol Clube e Fluminense de Feira protagonizam neste sábado (23), às 19h, na Superbet Arena, um confronto inédito que promete movimentar a Série B do Campeonato Baiano.

Pela primeira vez na história, as equipes se enfrentam oficialmente em um duelo que marca o surgimento de um novo clássico no futebol do interior da Bahia. O jogo coloca frente a frente dois clubes em momentos distintos, mas com o mesmo objetivo: conquistar espaço e protagonismo em Feira de Santana.

Fundado em 2026, o Feira FC rapidamente ganhou repercussão nacional com um projeto voltado para desempenho esportivo, forte presença digital e investimentos em nomes conhecidos do futebol brasileiro. O clube conta no elenco com jogadores como Thiago Galhardo, Sidão e o influenciador Lucaneta.

Na competição, o Jacaré soma seis pontos e ocupa a quarta colocação após vencer as duas primeiras rodadas e sofrer a primeira derrota diante do Barreiras. Do outro lado está o tradicional Fluminense de Feira, bicampeão baiano e líder isolado da Série B do estadual. O Touro do Sertão venceu os três jogos disputados até aqui, marcou 13 gols e sofreu apenas um.

O elenco tricolor conta com atletas experientes, entre eles Tiago Recife, artilheiro da Série A do Baiano deste ano, além do goleiro Pedro Antônio.

Internamente, o confronto é tratado como direto na luta pelas primeiras posições da tabela. Apenas os quatro melhores colocados avançam para as semifinais da Série B e seguem vivos na disputa pelo acesso.

O técnico Edson Fabiano destacou a importância do clássico, mas pregou um ambiente de rivalidade saudável entre os clubes da cidade. “A rivalidade tem que ser saudável. São duas equipes da mesma cidade buscando o mesmo objetivo”, afirmou.

Quem também falou sobre a expectativa para o duelo foi o goleiro Sidão, que ressaltou a importância de atuar na Arena Cajueiro. “A gente trabalha todos os dias aqui no nosso campo, então isso é um fator realmente positivo para nós”, disse.

Além da disputa pelo topo da tabela, o confronto simboliza um novo capítulo no futebol feirense, historicamente marcado pelos clássicos entre Fluminense e Bahia de Feira.

Informações Bahia.ba


Disseminação do vírus acende alerta da Organização Mundial da Saúde

No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo, um tipo de ebola, em oito do total de amostras colhidas.

Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

No dia seguinte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

A OMS explica que o engajamento da comunidade é fundamental para o controle bem-sucedido de qualquer surto.

“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”

As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.

A doença

O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados.

O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos.

A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.

Surtos

A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. 

À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.

Sintomas

O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas.

As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. 

A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.

Tratamento e prevenção

O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente.

Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas.

Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados.

Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola.

O que é o ebola?

É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%.

Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo.

O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros.

Quais os sintomas típicos da doença?

Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:

  • febre;
  • fadiga;
  • dores musculares;
  • dor de cabeça e dor de garganta.

Esses sintomas podem ser seguidos por:

  • vômito;
  • diarreia;
  • feridas na pele;
  • sangramento interno e externo.

Quanto tempo para manifestação dos sintomas?

O intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. As pessoas só se tornam contagiosas após desenvolverem sintomas.
Pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide, dengue ou doença do vírus de Marburg.
Mesmo quando as pessoas desenvolvem sintomas semelhantes aos do ebola, somente um exame laboratorial pode confirmar se a causa é o vírus.

Como o ebola se espalha?

O vírus se espalha mais comumente de pessoa para pessoa por meio da exposição ao sangue ou a outros fluidos corporais (principalmente fezes, vômito, suor e saliva) de uma pessoa infectada, viva ou morta.

Isso ocorre quando o vírus entra no corpo através de pele lesionada ou de membranas mucosas, como olhos, nariz ou boca, geralmente quando alguém está cuidando de um paciente ou tocando o corpo de alguém que morreu da doença.

A transmissão também ocorre pelo contato ou manuseio de objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa doente ou de alguém que morreu de ebola.

Em casos raros, a transmissão de um homem recuperado para sua parceira sexual foi documentada. Isso acontece porque o vírus pode persistir por algum tempo no sêmen de alguns homens recuperados da doença.

Quais medidas para se proteger durante episódios de surto?

  • evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;
  • não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;
  • lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.

O que as pessoas devem fazer para conter infecção por animais?

  • evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;
  • lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;
  • cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.

Quem corre maior risco?

  1. profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;
  2. cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;
  3. pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.

Quais providências tomar, após contato físico com infectados?

Se uma pessoa teve contato físico direto com alguém infectado ou com suspeita de ebola, pode estar sob risco de desenvolver a doença. A orientação é entrar em contato com seu médico ou com o posto de saúde local para entender sobre os próximos passos.

Uma vez que a pessoa é identificada como “contato”, sua saúde será monitorada por 21 dias após a exposição. Autoridades locais ou profissionais de saúde irão orientá-la sobre comportamentos recomendados e incentivá-la a:

  1. aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;
  2. permitir que a temperatura seja aferida;
  3. responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;
  4. relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;
  5. evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;
  6. tomar a vacina, se disponível.

Existe tratamento para o ebola?

Existem dois tratamentos aprovados para adultos e crianças com a doença do vírus ebola: o Ansuvimab e o Inmazeb. Com base nesses fármacos, novos tratamentos potenciais, segundo a OMS, estão sendo avaliados para outros ortoebolavírus, mas ainda não foram totalmente testados.

É possível tratar a doença em casa?

A OMS não recomenda que famílias ou comunidades cuidem de pessoas com ebola em casa. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento em um centro de saúde. O tratamento precoce em um centro de referência é essencial e pode aumentar as chances de recuperação.

Se uma pessoa morrer em casa com suspeita de ebola, a comunidade e os familiares devem evitar manusear ou preparar o corpo para o enterro. A orientação é entrar em contato imediatamente com as autoridades de saúde locais para realizar um sepultamento seguro e digno, de acordo com os desejos da família.

O que fazer se precisar viajar?

A OMS não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou de circulação, como confinamentos ou quarentenas, em áreas afetadas pelo ebola.

No entanto, viagens de pessoas que tiveram contato próximo com casos de ebola devem ser minimizadas ou adiadas sempre que possível, para evitar a propagação do vírus.

Se a viagem de uma pessoa que teve contato com o vírus for necessária, ela deve ser discutida e supervisionada pelas autoridades de saúde pública para que seja garantido o acompanhamento adequado na área de destino.


Ferramenta foca no setor jurídico de grandes companhias

Luciano Huck e Luís Roberto Barroso Fotos: Reprodução/TV Globo e Nelson Jr./SCO/STF

O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e o apresentador Luciano Huck passaram a integrar o conselho da Enter, startup brasileira de IA jurídica que recebeu aporte de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 493 milhões) e foi avaliada em 1,2 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,9 bilhões) pelo fundo norte-americano Founders Fund.

O fundo Sequoia Capital e a Ribbit Capital também participaram da rodada. A ferramenta foca no setor jurídico de grandes companhias, gerando sugestões automatizadas para processos cíveis e trabalhistas, sob a decisão final de advogados habilitados.

O advogado Roberto Quiroga também compõe o Conselho Institucional, criado para aproximar a empresa dos debates sobre a regulação da IA e o Judiciário. Os conselheiros farão reuniões trimestrais e não possuem participação acionária na startup.

A Enter também fechou parcerias com as seccionais da OAB do Paraná, Distrito Federal e Piauí. O objetivo do acordo é compartilhar com a Ordem o material que a companhia utiliza para o treinamento de seus próprios profissionais em inteligência artificial.

A empresa obteve acesso à API de consulta de dados públicos do Poder Judiciário após validação do Conselho Nacional de Justiça. Fundada por Mateus Costa-Ribeiro, Henrique Vaz e Michael Mac-Vicar, a startup triplicou sua base para 45 grandes clientes.

A tecnologia da plataforma combina modelos do Vale do Silício com algoritmos próprios. O faturamento da Enter cresceu 13 vezes desde 2025. O montante captado nesta última rodada de investimentos será utilizado para expandir a infraestrutura tecnológica.

Informações Pleno News


Para possibilitar intervenção em rede adutora para melhorias operacionais, o fornecimento de água em alguns bairros de Feira de Santana será interrompido na próxima quarta-feira (20), a partir das 6 horas da manhã.

A previsão é que o serviço seja concluído na tarde do mesmo dia (20), quando será possível iniciar a retomada gradativa do abastecimento, com expectativa de completa regularização em até 24 horas.

A interrupção não afetará os imóveis que contam com reservação adequada para atender as necessidades diárias de consumo de seus moradores. A Embasa recomenda o armazenamento prévio e seguro da água para ser utilizada de forma econômica durante o período, antecipando ou adiando usos que não sejam prioritários.

Áreas afetadas

Bairros Papagaio, Asa Branca, Mangabeira, Gabriela, Parque Ipê, Campo Limpo, Caseb, Novo Horizonte, Campo do Gado, Cidade Nova, Santo Antônio dos Prazeres, Queimadinha, Baraúnas, Pampalona, São João, Sobradinho, Lagoa Grande, Mantiba e Nova Esperança, além das localidades Pé de Serra, Alecrim Miúdo, Maria Quitéria, Matinha, Ovo da Ema, São Cristóvão e adjacências.

Com informções da assessoria de comunicação.


Ações já somam prejuízo superior a R$ 6,2 milhões ao grupo investigado

A Polícia Civil da Bahia causou prejuízo estimado em mais de R$ 6,2 milhões a uma organização criminosa com origem no estado do Rio de Janeiro e atuação na região sisaleira. As medidas incluem bloqueio financeiro, sequestro de veículos e a desarticulação de um laboratório de drogas.

Em Serrinha, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,94 milhão em contas bancárias, aplicações financeiras e títulos. O valor foi fixado como limite máximo individual para cada investigado que integra o núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo pessoas físicas e jurídicas. Além disso, foi decretado o sequestro de dois carros e duas motocicletas adquiridos com recursos provenientes do tráfico de drogas, totalizando aproximadamente R$ 335 mil.

O resultado é fruto de investigações conduzidas pela Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sisal) e do Núcleo de Inteligência.

Em março deste ano, a Operação Purificação já havia resultado na desarticulação de um laboratório de drogas ligado ao mesmo grupo criminoso, causando um prejuízo estimado em R$ 4 milhões, considerando a apreensão de cocaína, maconha, insumos e equipamentos utilizados na produção de entorpecentes.

A ação foi realizada pela Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sisal e GATTI/Sertão), além dos Núcleos de Inteligência da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), da Dirpin/Leste e da Dirpin/Norte. A investigação, que segue em andamento, tem como objetivo principal a asfixia da estrutura financeira e logística que sustenta o grupo criminoso.

Rose Amorim / Ascom-PCBA


A exposição constante a influenciadores fitness, corpos considerados perfeitos e conteúdos sobre emagrecimento nas redes sociais tem impactado diretamente a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos. O alerta é da psicoterapeuta e psicanalista comportamental Regiane Carvalho, que aponta aumento de quadros de ansiedade, depressão, transtornos alimentares e comportamentos compulsivos relacionados à busca por padrões estéticos.

Especialistas também têm chamado atenção para os efeitos da hiperexposição digital sobre o desempenho esportivo, autoestima e percepção corporal entre jovens, especialmente em uma geração cada vez mais conectada e exposta a métricas de validação como curtidas, comentários e compartilhamentos. A comparação constante com rotinas idealizadas pode intensificar sentimentos de inadequação, pressão por resultados e sofrimento emocional.

Em entrevista ao Rotativo News, Regiane destacou que o ambiente digital, altamente visual, intensifica comparações e cria expectativas irreais sobre aparência física.

“Muitas vezes o que é mostrado na internet não corresponde à realidade. Existem edições, montagens e filtros. Mas quem consome aquele conteúdo, especialmente adolescentes, tende a acreditar que aquele padrão é alcançável e necessário para ser feliz”, explicou.

Segundo a especialista, a preocupação que antes se concentrava mais nas meninas passou a atingir diferentes públicos.

“Hoje já não existe mais distinção. Todos os jovens estão sendo influenciados pelo culto ao corpo perfeito”, afirmou.

A psicoterapeuta chama atenção para o consumo indiscriminado de suplementos e medicamentos estimulados por influenciadores sem qualificação técnica. Ela ressalta que dietas restritivas e suplementação devem ocorrer apenas com acompanhamento profissional.

“Qualquer influencer está se passando por especialista. Isso afeta muito os jovens, porque eles reproduzem comportamentos sem compreender os riscos para a saúde”, alertou.

Além dos adolescentes, adultos também estariam sendo impactados pela busca intensa por padrões estéticos. De acordo com a psicoterapeuta, há registros de pessoas desenvolvendo complicações graves após o uso excessivo de substâncias para emagrecimento ou ganho muscular.

“Já temos adultos sendo internados com pancreatite, problemas na vesícula e outras complicações relacionadas ao uso indiscriminado de medicamentos e suplementos”, pontuou.

Redes sociais, comparação e pressão por desempenho

Outro fator preocupante é que o impacto das redes sociais ultrapassa a estética e alcança também o desempenho esportivo e a saúde emocional de jovens atletas. Especialistas observam que a busca por validação digital e comparação constante pode favorecer ansiedade, estresse, esgotamento emocional e até abandono precoce de práticas esportivas.

Na adolescência, período marcado pela construção da identidade e autoestima, a vulnerabilidade tende a ser maior. O cérebro ainda está em desenvolvimento, tornando adolescentes mais suscetíveis à necessidade de aprovação social e ao desejo de reproduzir padrões apresentados por influenciadores.

Para Regiane Carvalho, os efeitos da pressão estética alcançam diferentes dimensões da saúde.

“A questão emocional afeta todo o organismo. Muitas pessoas adoecem por não conseguirem alcançar um padrão que, em alguns casos, é incompatível até com o próprio biotipo corporal”, explicou.

A especialista destaca que a preocupação com o corpo começa cedo. Segundo ela, a partir dos 12 anos já é possível observar comportamentos relacionados à comparação estética e busca por padrões físicos impostos socialmente.

“Estamos vivendo uma época em que as pessoas querem permanecer jovens cada vez mais, recorrendo a procedimentos e mudanças estéticas. Isso gera ansiedade, depressão, insônia e outros problemas emocionais”, afirmou.

Como identificar sinais de alerta?

Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças comportamentais, segundo a psicoterapeuta. Entre os principais sinais estão:

  • Alterações bruscas na alimentação;
  • Consumo excessivo de proteínas ou dietas restritivas;
  • Obsessão por exercícios físicos;
  • Pedido frequente por suplementos;
  • Compra escondida de substâncias;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento social;
  • Comportamentos compulsivos relacionados ao corpo.

“Tenho pacientes que ficam isolados no quarto fazendo exercícios repetidamente para alcançar determinado padrão. A irritabilidade e as mudanças alimentares costumam ser sinais iniciais importantes”, revelou.

Diante do avanço das redes sociais na rotina dos jovens, a especialista reforça a necessidade de diálogo entre famílias e adolescentes sobre consumo de conteúdo digital, autoestima e saúde mental.

“Precisamos prestar mais atenção em questões que antes não exigiam preocupação, como o impacto da internet no desenvolvimento emocional”, concluiu.

A entrevista completa foi concedida ao Rotativo News, em Feira de Santana.


Foto: arquivo pessoal

A recente confirmação de casos de hantavírus associados a um surto em um navio de cruzeiro despertou preocupação e curiosidade entre a população. Apesar do alerta, especialistas reforçam que o vírus não é novo e apresenta baixo potencial para causar epidemias. Em entrevista ao Rotativo News, o biofísico Rômulo Neris esclareceu o que é o hantavírus, formas de transmissão e os riscos para o Brasil.

Segundo o pesquisador, o hantavírus não corresponde a um único agente infeccioso, mas a um grupo com mais de 40 vírus conhecidos capazes de infectar seres humanos. Diferentemente da Covid-19, o hantavírus já é estudado há décadas.

“O hantavírus que está relacionado a esse surto foi identificado pela primeira vez em 1959, na Argentina. Não se trata de um vírus novo, mas de um vírus conhecido há bastante tempo”, explicou.

O especialista destacou que esses vírus circulam principalmente entre roedores silvestres, presentes em áreas rurais e de mata, e não em ratos urbanos comuns. A transmissão para humanos ocorre geralmente após contato com ambientes contaminados por esses animais.

“Praticamente todos os registros de infecção estão em ambientes rurais, onde há maior contato entre seres humanos e natureza. É muito raro haver transmissão em áreas urbanas”, afirmou.

Outro ponto ressaltado é que a transmissão entre pessoas é considerada difícil, reduzindo significativamente o risco de grandes surtos.

Sobre prevenção, Rômulo Neris explicou que não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. No entanto, empresas farmacêuticas desenvolvem estudos em busca de imunizantes.

“Hoje existem pelo menos duas empresas na segunda fase de testes para vacinas contra hantavírus, mas ainda não há nenhuma solução aprovada para uso da população”, pontuou.

Apesar da ausência de vacina, o especialista reforçou que o risco de epidemia ou pandemia causada pelo hantavírus é extremamente baixo, justamente pelas características de transmissão do vírus.

“A chance de termos uma epidemia ou pandemia por hantavírus é muito pequena, porque a infecção em humanos costuma ser uma exceção, não uma regra”, disse.

O pesquisador lembrou ainda que o Brasil registra casos de hantavírus desde o início da década de 1990 e possui variantes que circulam apenas no território nacional. Porém, o vírus relacionado ao recente surto em cruzeiro não apresenta histórico de circulação no país.

“A chance de qualquer problema relacionado a surto ou epidemia no Brasil é extremamente baixa. Não houve registro de passageiros vindos do cruzeiro para o país e não há histórico de contato relacionado ao Brasil”, concluiu.

A orientação de especialistas é manter atenção às informações oficiais das autoridades sanitárias e evitar alarmismo, considerando que o hantavírus possui características epidemiológicas bastante diferentes das observadas em pandemias recentes.

Da Redação do Rotativo News.


Medida provisória já está em vigor, mas precisa do aval do Congresso e deve perder efeito com a reforma tributária em 2027

‘Taxa das blusinhas’: benefício nulo, prejuízo certo para o consumidor
Imposto estadual sobre compras importadas vai subir para 20%, por decisão do Comsefaz | Foto: Reprodução/Pixabay

governo federal zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, mas a mudança deve durar pouco. Embora a revogação da “taxa das blusinhas” já esteja valendo, especialistas afirmam que a tributação federal voltará em 2027 com a entrada em vigor da reforma tributária.

A isenção foi autorizada por medida provisória publicada nesta semana. O texto terá validade de 120 dias e depende da aprovação do Congresso Nacional para não perder efeito. Durante esse período, as compras de menor valor feitas em plataformas internacionais continuarão sujeitas apenas ao ICMS estadual, cuja alíquota varia conforme o Estado.

A partir de janeiro de 2027, porém, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deve voltar a atingir esse tipo de operação. Tributaristas afirmam que o fim da chamada “taxa das blusinhas” cria apenas uma trégua temporária antes da retomada da cobrança federal.

“Taxa das blusinhas” afeta tanto a população quanto produtores nacionais

Varejistas do Brasil pedem aumento da "taxa das blusinhas"
O ICMS para as empresas brasileiras varia entre 17% a 20% | Foto: Reprodução/Pixabay

Para parte do mercado, a mudança corrige uma distorção que afetava principalmente consumidores de menor renda. Um levantamento da LCA Consultoria Econômica mostrou que a maior parte da arrecadação da antiga taxa vinha das classes C, D e E, que utilizam plataformas internacionais para comprar itens mais baratos, como roupas e eletrônicos.

Do outro lado, representantes da indústria e do varejo brasileiro afirmam que a medida amplia a diferença competitiva entre empresas nacionais e gigantes estrangeiros do e-commerce. Segundo entidades do setor, produtos fabricados no Brasil seguem submetidos a uma carga tributária muito superior à aplicada às compras importadas de pequeno valor.

A preocupação é maior nos segmentos de moda popular e acessórios. Associações da indústria têxtil afirmam que grande parte das peças vendidas no país custa menos de US$ 50, justamente a faixa beneficiada pela isenção federal.

Economistas também contestam os resultados obtidos pela taxa criada em 2024. Estudos citados por especialistas revelam que a cobrança teve impacto limitado sobre geração de empregos e arrecadação pública, apesar do aumento da complexidade tributária para consumidores e empresas

Informações Revista Oeste


Festival Literário e Cultural acontece de 25 a 30 de agosto; identidade visual une xilogravura e Pop Art em homenagem a símbolos locais como Maria Quitéria e Lucas da Feira.

A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) acaba de ganhar cara nova. Foi lançada a identidade visual do evento de 2026, que traz o tema “Feira é o Mundo” – expressão popular que exalta a diversidade da Princesa do Sertão. A arte, assinada pelo ilustrador feirense Sidarta Gautama, propõe um diálogo inédito entre a xilogravura e a Pop Art, tendo o Anel de Contorno como símbolo das conexões globais da cidade. O festival acontece de 25 a 30 de agosto, agora no Centro de Convenções de Feira de Santana.

Segundo a comissão organizadora, a escolha do tema reflete a proposta de mostrar como a produção literária e artística de Feira de Santana, por sua singularidade, dialoga de forma particular com o cenário global. Um dos pilares da edição é a homenagem a símbolos culturais da cidade, com destaque para as figuras históricas de Maria Quitéria e Lucas da Feira, além de aspectos da paisagem cultural local, revelando conexões entre passado, presente, oralidade e patrimônio.

A coordenadora da edição 2026, Cristiana Oliveira, explica que a frase “Feira é o mundo” vai além da observação sobre o comércio. “É uma metáfora sobre convivência, diversidade e movimento. Assim como o mundo, ‘a Feira’ é cheia de contrastes — ordem e desordem, riqueza e simplicidade, tradição e modernidade. É um lembrete de que o cotidiano, mesmo em espaços aparentemente simples, pode refletir complexidade”, afirma.

A professora Taíse Bomfim, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que integra o âmbito institucional do programa FLIFS, reforça: “Feira de Santana é mais que uma cidade: é encontro e movimento. Aqui, o mundo se revela em cada esquina, na cultura que pulsa, na fé que acolhe, na força de quem labuta todos os dias. O tema sintetiza o argumento popular de que o mundo inteiro ‘cabe’ ou ‘passa’ por Feira de Santana, reunindo em um só lugar o ‘mundo em cultura’.”

Identidade visual

A identidade visual do FLIFS 2026 foi concebida pelo artista e ilustrador feirense Sidarta Gautama, conhecido por trabalhos de caricatura, design e publicidade. A criação une tradição e contemporaneidade ao promover o diálogo entre a xilogravura e a Pop Art. A peça destaca o Anel de Contorno como símbolo da cidade e de suas conexões globais, envolvendo elementos identitários do território e transmitindo a ideia de que Feira, como espaço social e comercial, concentra diversidades de culturas, produtos e pessoas – funcionando como imagem da própria vida em sociedade.

Sobre o artista

Sidarta Gautama é artista visual, músico e designer gráfico, com trajetória marcada pela integração de diferentes linguagens. Sob a assinatura Sidarta, atua no design e na ilustração, criando identidades visuais, campanhas e peças publicitárias para redes de franquias. Ilustrou as obras “A Espera de Morena” (2012) e “O Cordel da Caixa d’Água” (2021). Em parceria com o escritório Ed. Vasco, desenvolve painéis, murais e objetos decorativos, tendo participado de duas edições da CASACOR (2012 e 2014). Realizou exposições individuais e coletivas, com destaque para “Bicentenário da Independência” (2023, com apoio da Funceb), “Narrativas Visuais” (2021) e “Feira dos Meus Olhos D’Água” (2023, no MAC). Na música, assina conceito gráfico, composições e direção artística do grupo Calafrio, além de direção e roteiro de videoclipes. Foi premiado no festival Vozes da Terra e integra o Mapa Musical da Bahia.

Serviço

O quê: 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS)

Tema: “Feira é o Mundo”

Quando: 25 a 30 de agosto de 2026

Onde: Centro de Convenções de Feira de Santana

Programação: ainda em divulgação

Mais informações: acompanhe os canais oficiais do festival 

https://www.instagram.com/flifsoficial

O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

Três apostadores da Bahia estão entre os premiados no concurso nº 3007 da Caixa Econômica Federal (CEF), realizado na noite desta terça-feira (12), pela Mega-Sena. Os baianos acertaram cinco das seis dezenas sorteadas e garantiram prêmios individuais de R$ 23.778,68.

As dezenas sorteadas no concurso foram: 17, 19, 27, 32, 38 e 44. Somados, os três prêmios pagos aos baianos chegam a R$ 71.336,04.

As apostas vencedoras foram registradas em três cidades do estado. Um dos bilhetes premiados foi feito na Loteria Esperança, em Feira de Santana. A aposta foi simples, com seis números marcados.

Outro ganhador é da cidade de Itamaraju, no sul da Bahia. O jogo foi realizado na Campeão da Sorte, também com aposta mínima.

Já o terceiro prêmio saiu para um apostador de Itapetinga, no sudoeste do estado. O bilhete foi registrado na A Pioneira, igualmente com uma aposta simples de seis dezenas, no valor de R$ 6.

Próximo sorteio

O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões para quem acertar as seis dezenas. O valor acumulou após ninguém acertar todos os números do concurso anterior.

O sorteio será realizado a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas até 20h do dia do sorteio nas casas lotéricas ou pelos canais digitais da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.

Informações Bahia.ba