Ferramenta foca no setor jurídico de grandes companhias
Luciano Huck e Luís Roberto Barroso Fotos: Reprodução/TV Globo e Nelson Jr./SCO/STF
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do STF, e o apresentador Luciano Huck passaram a integrar o conselho da Enter, startup brasileira de IA jurídica que recebeu aporte de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 493 milhões) e foi avaliada em 1,2 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,9 bilhões) pelo fundo norte-americano Founders Fund.
O fundo Sequoia Capital e a Ribbit Capital também participaram da rodada. A ferramenta foca no setor jurídico de grandes companhias, gerando sugestões automatizadas para processos cíveis e trabalhistas, sob a decisão final de advogados habilitados.
O advogado Roberto Quiroga também compõe o Conselho Institucional, criado para aproximar a empresa dos debates sobre a regulação da IA e o Judiciário. Os conselheiros farão reuniões trimestrais e não possuem participação acionária na startup.
A Enter também fechou parcerias com as seccionais da OAB do Paraná, Distrito Federal e Piauí. O objetivo do acordo é compartilhar com a Ordem o material que a companhia utiliza para o treinamento de seus próprios profissionais em inteligência artificial.
A empresa obteve acesso à API de consulta de dados públicos do Poder Judiciário após validação do Conselho Nacional de Justiça. Fundada por Mateus Costa-Ribeiro, Henrique Vaz e Michael Mac-Vicar, a startup triplicou sua base para 45 grandes clientes.
A tecnologia da plataforma combina modelos do Vale do Silício com algoritmos próprios. O faturamento da Enter cresceu 13 vezes desde 2025. O montante captado nesta última rodada de investimentos será utilizado para expandir a infraestrutura tecnológica.
Para possibilitar intervenção em rede adutora para melhorias operacionais, o fornecimento de água em alguns bairros de Feira de Santana será interrompido na próxima quarta-feira (20), a partir das 6 horas da manhã.
A previsão é que o serviço seja concluído na tarde do mesmo dia (20), quando será possível iniciar a retomada gradativa do abastecimento, com expectativa de completa regularização em até 24 horas.
A interrupção não afetará os imóveis que contam com reservação adequada para atender as necessidades diárias de consumo de seus moradores. A Embasa recomenda o armazenamento prévio e seguro da água para ser utilizada de forma econômica durante o período, antecipando ou adiando usos que não sejam prioritários.
Áreas afetadas
Bairros Papagaio, Asa Branca, Mangabeira, Gabriela, Parque Ipê, Campo Limpo, Caseb, Novo Horizonte, Campo do Gado, Cidade Nova, Santo Antônio dos Prazeres, Queimadinha, Baraúnas, Pampalona, São João, Sobradinho, Lagoa Grande, Mantiba e Nova Esperança, além das localidades Pé de Serra, Alecrim Miúdo, Maria Quitéria, Matinha, Ovo da Ema, São Cristóvão e adjacências.
Ações já somam prejuízo superior a R$ 6,2 milhões ao grupo investigado
A Polícia Civil da Bahia causou prejuízo estimado em mais de R$ 6,2 milhões a uma organização criminosa com origem no estado do Rio de Janeiro e atuação na região sisaleira. As medidas incluem bloqueio financeiro, sequestro de veículos e a desarticulação de um laboratório de drogas.
Em Serrinha, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,94 milhão em contas bancárias, aplicações financeiras e títulos. O valor foi fixado como limite máximo individual para cada investigado que integra o núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo pessoas físicas e jurídicas. Além disso, foi decretado o sequestro de dois carros e duas motocicletas adquiridos com recursos provenientes do tráfico de drogas, totalizando aproximadamente R$ 335 mil.
O resultado é fruto de investigações conduzidas pela Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Sisal) e do Núcleo de Inteligência.
Em março deste ano, a Operação Purificação já havia resultado na desarticulação de um laboratório de drogas ligado ao mesmo grupo criminoso, causando um prejuízo estimado em R$ 4 milhões, considerando a apreensão de cocaína, maconha, insumos e equipamentos utilizados na produção de entorpecentes.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Sisal e GATTI/Sertão), além dos Núcleos de Inteligência da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Serrinha), da Dirpin/Leste e da Dirpin/Norte. A investigação, que segue em andamento, tem como objetivo principal a asfixia da estrutura financeira e logística que sustenta o grupo criminoso.
A exposição constante a influenciadores fitness, corpos considerados perfeitos e conteúdos sobre emagrecimento nas redes sociais tem impactado diretamente a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos. O alerta é da psicoterapeuta e psicanalista comportamental Regiane Carvalho, que aponta aumento de quadros de ansiedade, depressão, transtornos alimentares e comportamentos compulsivos relacionados à busca por padrões estéticos.
Especialistas também têm chamado atenção para os efeitos da hiperexposição digital sobre o desempenho esportivo, autoestima e percepção corporal entre jovens, especialmente em uma geração cada vez mais conectada e exposta a métricas de validação como curtidas, comentários e compartilhamentos. A comparação constante com rotinas idealizadas pode intensificar sentimentos de inadequação, pressão por resultados e sofrimento emocional.
Em entrevista ao Rotativo News, Regiane destacou que o ambiente digital, altamente visual, intensifica comparações e cria expectativas irreais sobre aparência física.
“Muitas vezes o que é mostrado na internet não corresponde à realidade. Existem edições, montagens e filtros. Mas quem consome aquele conteúdo, especialmente adolescentes, tende a acreditar que aquele padrão é alcançável e necessário para ser feliz”, explicou.
Segundo a especialista, a preocupação que antes se concentrava mais nas meninas passou a atingir diferentes públicos.
“Hoje já não existe mais distinção. Todos os jovens estão sendo influenciados pelo culto ao corpo perfeito”, afirmou.
A psicoterapeuta chama atenção para o consumo indiscriminado de suplementos e medicamentos estimulados por influenciadores sem qualificação técnica. Ela ressalta que dietas restritivas e suplementação devem ocorrer apenas com acompanhamento profissional.
“Qualquer influencer está se passando por especialista. Isso afeta muito os jovens, porque eles reproduzem comportamentos sem compreender os riscos para a saúde”, alertou.
Além dos adolescentes, adultos também estariam sendo impactados pela busca intensa por padrões estéticos. De acordo com a psicoterapeuta, há registros de pessoas desenvolvendo complicações graves após o uso excessivo de substâncias para emagrecimento ou ganho muscular.
“Já temos adultos sendo internados com pancreatite, problemas na vesícula e outras complicações relacionadas ao uso indiscriminado de medicamentos e suplementos”, pontuou.
Redes sociais, comparação e pressão por desempenho
Outro fator preocupante é que o impacto das redes sociais ultrapassa a estética e alcança também o desempenho esportivo e a saúde emocional de jovens atletas. Especialistas observam que a busca por validação digital e comparação constante pode favorecer ansiedade, estresse, esgotamento emocional e até abandono precoce de práticas esportivas.
Na adolescência, período marcado pela construção da identidade e autoestima, a vulnerabilidade tende a ser maior. O cérebro ainda está em desenvolvimento, tornando adolescentes mais suscetíveis à necessidade de aprovação social e ao desejo de reproduzir padrões apresentados por influenciadores.
Para Regiane Carvalho, os efeitos da pressão estética alcançam diferentes dimensões da saúde.
“A questão emocional afeta todo o organismo. Muitas pessoas adoecem por não conseguirem alcançar um padrão que, em alguns casos, é incompatível até com o próprio biotipo corporal”, explicou.
A especialista destaca que a preocupação com o corpo começa cedo. Segundo ela, a partir dos 12 anos já é possível observar comportamentos relacionados à comparação estética e busca por padrões físicos impostos socialmente.
“Estamos vivendo uma época em que as pessoas querem permanecer jovens cada vez mais, recorrendo a procedimentos e mudanças estéticas. Isso gera ansiedade, depressão, insônia e outros problemas emocionais”, afirmou.
Como identificar sinais de alerta?
Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças comportamentais, segundo a psicoterapeuta. Entre os principais sinais estão:
Alterações bruscas na alimentação;
Consumo excessivo de proteínas ou dietas restritivas;
Obsessão por exercícios físicos;
Pedido frequente por suplementos;
Compra escondida de substâncias;
Irritabilidade;
Isolamento social;
Comportamentos compulsivos relacionados ao corpo.
“Tenho pacientes que ficam isolados no quarto fazendo exercícios repetidamente para alcançar determinado padrão. A irritabilidade e as mudanças alimentares costumam ser sinais iniciais importantes”, revelou.
Diante do avanço das redes sociais na rotina dos jovens, a especialista reforça a necessidade de diálogo entre famílias e adolescentes sobre consumo de conteúdo digital, autoestima e saúde mental.
“Precisamos prestar mais atenção em questões que antes não exigiam preocupação, como o impacto da internet no desenvolvimento emocional”, concluiu.
A entrevista completa foi concedida ao Rotativo News, em Feira de Santana.
A recente confirmação de casos de hantavírus associados a um surto em um navio de cruzeiro despertou preocupação e curiosidade entre a população. Apesar do alerta, especialistas reforçam que o vírus não é novo e apresenta baixo potencial para causar epidemias. Em entrevista ao Rotativo News, o biofísico Rômulo Neris esclareceu o que é o hantavírus, formas de transmissão e os riscos para o Brasil.
Segundo o pesquisador, o hantavírus não corresponde a um único agente infeccioso, mas a um grupo com mais de 40 vírus conhecidos capazes de infectar seres humanos. Diferentemente da Covid-19, o hantavírus já é estudado há décadas.
“O hantavírus que está relacionado a esse surto foi identificado pela primeira vez em 1959, na Argentina. Não se trata de um vírus novo, mas de um vírus conhecido há bastante tempo”, explicou.
O especialista destacou que esses vírus circulam principalmente entre roedores silvestres, presentes em áreas rurais e de mata, e não em ratos urbanos comuns. A transmissão para humanos ocorre geralmente após contato com ambientes contaminados por esses animais.
“Praticamente todos os registros de infecção estão em ambientes rurais, onde há maior contato entre seres humanos e natureza. É muito raro haver transmissão em áreas urbanas”, afirmou.
Outro ponto ressaltado é que a transmissão entre pessoas é considerada difícil, reduzindo significativamente o risco de grandes surtos.
Sobre prevenção, Rômulo Neris explicou que não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. No entanto, empresas farmacêuticas desenvolvem estudos em busca de imunizantes.
“Hoje existem pelo menos duas empresas na segunda fase de testes para vacinas contra hantavírus, mas ainda não há nenhuma solução aprovada para uso da população”, pontuou.
Apesar da ausência de vacina, o especialista reforçou que o risco de epidemia ou pandemia causada pelo hantavírus é extremamente baixo, justamente pelas características de transmissão do vírus.
“A chance de termos uma epidemia ou pandemia por hantavírus é muito pequena, porque a infecção em humanos costuma ser uma exceção, não uma regra”, disse.
O pesquisador lembrou ainda que o Brasil registra casos de hantavírus desde o início da década de 1990 e possui variantes que circulam apenas no território nacional. Porém, o vírus relacionado ao recente surto em cruzeiro não apresenta histórico de circulação no país.
“A chance de qualquer problema relacionado a surto ou epidemia no Brasil é extremamente baixa. Não houve registro de passageiros vindos do cruzeiro para o país e não há histórico de contato relacionado ao Brasil”, concluiu.
A orientação de especialistas é manter atenção às informações oficiais das autoridades sanitárias e evitar alarmismo, considerando que o hantavírus possui características epidemiológicas bastante diferentes das observadas em pandemias recentes.
Medida provisória já está em vigor, mas precisa do aval do Congresso e deve perder efeito com a reforma tributária em 2027
Imposto estadual sobre compras importadas vai subir para 20%, por decisão do Comsefaz | Foto: Reprodução/Pixabay
O governo federal zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, mas a mudança deve durar pouco. Embora a revogação da “taxa das blusinhas” já esteja valendo, especialistas afirmam que a tributação federal voltará em 2027 com a entrada em vigor da reforma tributária.
A isenção foi autorizada por medida provisória publicada nesta semana. O texto terá validade de 120 dias e depende da aprovação do Congresso Nacional para não perder efeito. Durante esse período, as compras de menor valor feitas em plataformas internacionais continuarão sujeitas apenas ao ICMS estadual, cuja alíquota varia conforme o Estado.
A partir de janeiro de 2027, porém, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deve voltar a atingir esse tipo de operação. Tributaristas afirmam que o fim da chamada “taxa das blusinhas” cria apenas uma trégua temporária antes da retomada da cobrança federal.
“Taxa das blusinhas” afeta tanto a população quanto produtores nacionais
O ICMS para as empresas brasileiras varia entre 17% a 20% | Foto: Reprodução/Pixabay
Para parte do mercado, a mudança corrige uma distorção que afetava principalmente consumidores de menor renda. Um levantamento da LCA Consultoria Econômica mostrou que a maior parte da arrecadação da antiga taxa vinha das classes C, D e E, que utilizam plataformas internacionais para comprar itens mais baratos, como roupas e eletrônicos.
Do outro lado, representantes da indústria e do varejo brasileiro afirmam que a medida amplia a diferença competitiva entre empresas nacionais e gigantes estrangeiros do e-commerce. Segundo entidades do setor, produtos fabricados no Brasil seguem submetidos a uma carga tributária muito superior à aplicada às compras importadas de pequeno valor.
A preocupação é maior nos segmentos de moda popular e acessórios. Associações da indústria têxtil afirmam que grande parte das peças vendidas no país custa menos de US$ 50, justamente a faixa beneficiada pela isenção federal.
Economistas também contestam os resultados obtidos pela taxa criada em 2024. Estudos citados por especialistas revelam que a cobrança teve impacto limitado sobre geração de empregos e arrecadação pública, apesar do aumento da complexidade tributária para consumidores e empresas
Festival Literário e Cultural acontece de 25 a 30 de agosto; identidade visual une xilogravura e Pop Art em homenagem a símbolos locais como Maria Quitéria e Lucas da Feira.
A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) acaba de ganhar cara nova. Foi lançada a identidade visual do evento de 2026, que traz o tema “Feira é o Mundo” – expressão popular que exalta a diversidade da Princesa do Sertão. A arte, assinada pelo ilustrador feirense Sidarta Gautama, propõe um diálogo inédito entre a xilogravura e a Pop Art, tendo o Anel de Contorno como símbolo das conexões globais da cidade. O festival acontece de 25 a 30 de agosto, agora no Centro de Convenções de Feira de Santana.
Segundo a comissão organizadora, a escolha do tema reflete a proposta de mostrar como a produção literária e artística de Feira de Santana, por sua singularidade, dialoga de forma particular com o cenário global. Um dos pilares da edição é a homenagem a símbolos culturais da cidade, com destaque para as figuras históricas de Maria Quitéria e Lucas da Feira, além de aspectos da paisagem cultural local, revelando conexões entre passado, presente, oralidade e patrimônio.
A coordenadora da edição 2026, Cristiana Oliveira, explica que a frase “Feira é o mundo” vai além da observação sobre o comércio. “É uma metáfora sobre convivência, diversidade e movimento. Assim como o mundo, ‘a Feira’ é cheia de contrastes — ordem e desordem, riqueza e simplicidade, tradição e modernidade. É um lembrete de que o cotidiano, mesmo em espaços aparentemente simples, pode refletir complexidade”, afirma.
A professora Taíse Bomfim, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que integra o âmbito institucional do programa FLIFS, reforça: “Feira de Santana é mais que uma cidade: é encontro e movimento. Aqui, o mundo se revela em cada esquina, na cultura que pulsa, na fé que acolhe, na força de quem labuta todos os dias. O tema sintetiza o argumento popular de que o mundo inteiro ‘cabe’ ou ‘passa’ por Feira de Santana, reunindo em um só lugar o ‘mundo em cultura’.”
Identidade visual
A identidade visual do FLIFS 2026 foi concebida pelo artista e ilustrador feirense Sidarta Gautama, conhecido por trabalhos de caricatura, design e publicidade. A criação une tradição e contemporaneidade ao promover o diálogo entre a xilogravura e a Pop Art. A peça destaca o Anel de Contorno como símbolo da cidade e de suas conexões globais, envolvendo elementos identitários do território e transmitindo a ideia de que Feira, como espaço social e comercial, concentra diversidades de culturas, produtos e pessoas – funcionando como imagem da própria vida em sociedade.
Sobre o artista
Sidarta Gautama é artista visual, músico e designer gráfico, com trajetória marcada pela integração de diferentes linguagens. Sob a assinatura Sidarta, atua no design e na ilustração, criando identidades visuais, campanhas e peças publicitárias para redes de franquias. Ilustrou as obras “A Espera de Morena” (2012) e “O Cordel da Caixa d’Água” (2021). Em parceria com o escritório Ed. Vasco, desenvolve painéis, murais e objetos decorativos, tendo participado de duas edições da CASACOR (2012 e 2014). Realizou exposições individuais e coletivas, com destaque para “Bicentenário da Independência” (2023, com apoio da Funceb), “Narrativas Visuais” (2021) e “Feira dos Meus Olhos D’Água” (2023, no MAC). Na música, assina conceito gráfico, composições e direção artística do grupo Calafrio, além de direção e roteiro de videoclipes. Foi premiado no festival Vozes da Terra e integra o Mapa Musical da Bahia.
Serviço
O quê: 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS)
Tema: “Feira é o Mundo”
Quando: 25 a 30 de agosto de 2026
Onde: Centro de Convenções de Feira de Santana
Programação: ainda em divulgação
Mais informações: acompanhe os canais oficiais do festival
O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO
Três apostadores da Bahia estão entre os premiados no concurso nº 3007 da Caixa Econômica Federal (CEF), realizado na noite desta terça-feira (12), pela Mega-Sena. Os baianos acertaram cinco das seis dezenas sorteadas e garantiram prêmios individuais de R$ 23.778,68.
As dezenas sorteadas no concurso foram: 17, 19, 27, 32, 38 e 44. Somados, os três prêmios pagos aos baianos chegam a R$ 71.336,04.
As apostas vencedoras foram registradas em três cidades do estado. Um dos bilhetes premiados foi feito na Loteria Esperança, em Feira de Santana. A aposta foi simples, com seis números marcados.
Outro ganhador é da cidade de Itamaraju, no sul da Bahia. O jogo foi realizado na Campeão da Sorte, também com aposta mínima.
Já o terceiro prêmio saiu para um apostador de Itapetinga, no sudoeste do estado. O bilhete foi registrado na A Pioneira, igualmente com uma aposta simples de seis dezenas, no valor de R$ 6.
Próximo sorteio
O próximo sorteio será realizado nesta quinta-feira (14), com prêmio estimado em R$ 60 milhões para quem acertar as seis dezenas. O valor acumulou após ninguém acertar todos os números do concurso anterior.
O sorteio será realizado a partir das 21h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas até 20h do dia do sorteio nas casas lotéricas ou pelos canais digitais da Caixa. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
Após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão de lotes de produtos da Ypê, usuários da rede social X fizeram memes e comentários sobre o caso. As publicações viralizaram neste fim de semana e envolveram brincadeiras sobre detergentes, produtos de limpeza e a rotina doméstica dos consumidores.
A decisão da agência atingiu produtos como lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes com lotes terminados em 1. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas do processo de fabricação, além de possível risco de contaminação microbiológica.
Entre os memes compartilhados na plataforma, usuários ironizaram o fato de muitos brasileiros afirmarem que continuarão usando os produtos normalmente. Outros fizeram piadas sobre “resistência” a bactérias e sobre a relação de consumidores com marcas tradicionais de limpeza.
A repercussão ganhou força depois que políticos e influenciadores passaram a comentar o assunto nas redes sociais. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestaram apoio público à marca.
A Ypê afirma que seus produtos “são seguros” e informou que apresentou recurso contra a decisão da Anvisa. A empresa conseguiu efeito suspensivo automático, mas a agência mantém a recomendação para que consumidores não utilizem os itens afetados até nova análise do caso.
O aumento nas exportações de soja e de petróleo fez a balança comercial registrar o superávit mais alto para meses de abril desde o início da série histórica, divulgou nesta quinta-feira (7) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 10,537 bilhões.
O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,664 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o terceiro maior para todos os meses, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões) e março de 2023 (US$ 10,751 bilhões).
O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:
Exportações: US$ 34,148 bilhões, alta de 14,3% em relação a abril do ano passado;
Importações: US$ 23,611 bilhões, alta de 6,2% na mesma comparação.
Tanto no caso das exportações como das importações, os valores também são recordes para meses de abril desde o início da série histórica.
Acumulado
Nos quatro primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 24,782 bilhões, valor 43,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.
A composição ficou a seguinte:
Exportações: US$ 116,552 bilhões, alta de 9,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
Importações: US$ 91,770 bilhões, alta de 2,5% na mesma comparação.
O superávit acumulado é o segundo maior da série histórica, só perdendo para o primeiro quadrimestre de 2024 (US$ 26,925 bilhões).
Setores
Na distribuição por setores da economia, as exportações em abril variaram da seguinte forma:
Agropecuária: +16,1%, com alta de 12,7% no volume e de 3,2% no preço médio;
Indústria extrativa: +17,9%, puxada pelo petróleo, com alta de apenas 0,6% no volume e crescimento de 17,2% no preço médio;
Indústria de transformação: +11,6%, com alta de 6,8% no volume e de 4,1% no preço médio.
Produtos
Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em abril foram os seguintes:
Agropecuária: soja (+18,8%), algodão (+43,7%); e animais vivos, exceto pescados e crustáceos (+148,4%);
Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+10,6%); minério de ferro (+19,5%); e minérios de cobre (+55%);
Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+29,4%); ouro não-monetário, excluindo minérios de ouro e concentrados (+75,9%); e bombas, centrífugas, compressores de ar e ventiladores (+321,5%).
Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 1,105 bilhão nas exportações em relação a abril do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos preços. Em seguida, vem o petróleo bruto, com alta de US$ 458,98 milhões.
No caso do petróleo, o volume exportado caiu 10,6%, mas o preço médio subiu 23,7% por causa da guerra no Oriente Médio. A queda no volume está relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início da guerra no Oriente Médio.
Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em março. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 177,44 milhões a menos que em abril de 2025 (-14,2%). A queda deveu-se à redução de 13,4% no preço médio.
Importações
Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 654,33 milhões em abril na comparação com o mesmo mês de 2025.
Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:
Agropecuária: soja (+165,3%); pescados (+11,1%); e frutas não oleaginosas (+8,9%);
Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+26,4%); e linhita e turfa (+147,9%);
Indústria de transformação: automóveis de passageiros (+109,9%); combustíveis (+37,3%); e válvulas e tubos termiônicos (+27,3%).
Projeções
Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025.
Segundo o ministério, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.
As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.
As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 75 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio.