SpaceX alcança valor de mercado de US$ 150 bilhões e se torna empresa aeroespacial mais valiosa do mundo

SpaceX alcança valor de mercado de US$ 150 bilhões e se torna empresa aeroespacial mais valiosa do mundo

Foto: Divulgação/SpaceX.

A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, alcançou valor de mercado de US$ 150 bilhões após uma oferta secundária de ações, conforme noticiou o canal americano CNBC.

Com a operação, a companhia se torna a mais valiosa do seu setor no mundo, superando a Boeing.

A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.

O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.

A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.

A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.

O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.

A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.

Créditos: CNN.


Parlamento russo aprova projeto de lei que proíbe mudança de gênero

Foto: Defensoria Pública/Divulgação

Parlamentares de Duma, Câmara Baixa da Rússia, aprovaram, nesta 6ª feira (14.jul), o projeto de lei que proíbe a mudança de gênero. Pelas redes sociais, o porta-voz da Casa, Vyacheslav Volodin, defendeu que a medida foi necessária para “proteger os cidadãos, sobretudo as crianças, e impedir a degeneração da nação”.

O projeto proíbe que moradores mudem o gênero em documentos oficiais de identidade, processo que é legalizado na Rússia desde 1997. Profissionais da saúde também ficam proibidos de realizar “intervenções médicas destinadas a mudar o sexo do paciente”, incluindo cirurgias e prescrição de terapia hormonal.

A aprovação do projeto marca mais um retrocesso nos direitos da comunidade LGBTQIA+ no país. No ano passado, o presidente Vladimir Putin sancionou a lei que proíbe a “propaganda LGBTQIA+”, penalizando em até 5 milhões de rublos qualquer pessoa ou empresa que divulgar conteúdos relacionados com a homossexualidade.

Créditos: SBT News.



Diretor-executivo anunciou em redes sociais que a IA passou a ser usada no atendimento ao cliente. O fato gerou diversas críticas.

Cada vez mais a IA está gerando preocupações em trabalhadores que veem seus empregos em risco. — Foto: Getty Images via BBC

Cada vez mais a IA está gerando preocupações em trabalhadores que veem seus empregos em risco. — Foto: Getty Images via BBC 

O diretor-executivo de uma empresa na Índia recebeu uma onda de críticas depois de substituir 90% de seus funcionários de atendimento ao cliente por um chatbot de inteligência artificial (IA). 

Suumit Shah, fundador da Dukaan, disse no Twitter que a troca dos funcionários por um chatbot (robô que realiza atendimentos) melhorou drasticamente as respostas iniciais aos clientes e o tempo de resolução de suas consultas. 

O tuíte causou indignação em muitos internautas. Ele chegou em um momento em que existem preocupações de que a Inteligência Artificial (IA) possa deixar muitas pessoas desempregadas, especialmente no setor de serviços. 

Uma decisão ‘necessária’

Em uma série de tuítes – que acumularam mais de um milhão de visualizações – Shah explicou a decisão de sua empresa de usar um chatbot. 

Ele afirmou que demitir funcionários foi uma decisão “difícil”, mas “necessária”.

“Dado o estado da economia, as startups estão priorizando a lucratividade em vez de tentar se tornar ‘unicórnios’, e nós também”, escreveu ele.

Shah acrescentou que o suporte ao cliente tem sido um problema para a empresa há muito tempo e ele está tentando consertá-lo. 

Ele também escreveu sobre como eles construíram o bot e a plataforma de IA em pouco tempo para que todos os clientes da Dukaan pudessem ter um assistente virtual. 

Ele declarou que o bot responde a todos os tipos de perguntas com rapidez e precisão. 

“Na era da gratificação instantânea, começar um negócio não é mais um sonho distante”, escreveu ele, acrescentando: “Com a ideia certa, a equipe certa, qualquer um pode transformar os seus sonhos empresariais em realidade”.

Shah também indicou que a empresa está contratando para vários cargos. 

No entanto, muitos usuários criticaram suas postagens e o acusaram de prejudicar a vida de seus funcionários com sua decisão “implacável”. 

“Como esperado, não encontrei nenhuma menção ao fato de 90% dos funcionários terem sido demitidos. Que assistência eles receberam?”, perguntou um usuário. 

“Talvez tenha sido a decisão certa para o negócio, mas não deveria ter se tornado um tópico de comemoração/marketing”, disse outro.

Shah disse que detalhará as medidas de suporte aos funcionários pelo LinkedIn, já que, segundo ele, as pessoas no Twitter estariam procurando “rentabilidade, e não simpatia”. 

Nos últimos anos, ferramentas de IA generativas, como o ChatGPT, proliferaram e se tornaram mais acessíveis. 

À medida que mais organizações usam essas ferramentas para aumentar a produtividade e reduzir custos, aumentam as preocupações de pessoas que temem perder seus empregos para a tecnologia. 

O Goldman Sachs publicou um relatório em março indicando que a inteligência artificial poderia substituir cerca de 300 milhões de empregos em tempo integral.

Na Índia, várias empresas estão investindo em IA para desenvolver produtos, o que aumentou o medo de possíveis perdas de empregos. 

Primeira etapa do programa vale para quem tem renda mensal de até R$ 20 mil.

Informações G1


Os sintomas de Ray incluíram vômitos, confusão mental e perda da capacidade motora
Os sintomas de Ray incluíram vômitos, confusão mental e perda da capacidade motora Imagem: Reprodução/WISTV 

Um menino de 10 anos teve que ser internado às pressas em um hospital nos Estados Unidos após beber seis garrafas no período de uma hora.

Ray Jordan estava brincando com os primos em sua casa, na Colúmbia, Carolina do Sul (EUA), quando entrou para beber água.

“Ele saiu correndo com os primos e começou a brincar. Eles estavam correndo em círculos a todo vapor pela casa, um bando de meninos juntos, pulando na cama elástica”, disse a mãe de Ray, Stacy, à WISTV.

Foi quando Ray começou a se sentir exausto com o calor. “Ele entrou para beber água”, comentou a mãe. “O que não percebemos foi o quanto ele bebeu”.

Algum tempo depois, contou Stacy, o menino começou a apresentar sintomas como vômitos, aparente embriaguez, confusão mental e perda de controle do movimento da cabeça e dos braços.

O menino foi levado ao Hospital Infantil Prisma Health em Colúmbia, Carolina do Sul, onde foi diagnosticado com intoxicação severa por consumo excessivo de água.

A intoxicação ocorre quando os rins não conseguem lidar com a ingestão excessiva de água, resultando em baixos níveis de sódio no sangue.

Para ajudar o menino a se recuperar, os médicos administraram fluidos para ajudar na micção e regular os níveis de sódio e potássio no sangue.Continua após a publicidade

Após o tratamento, o garoto se recuperou completamente e não ficou com sequelas.

Após o episódio, a família disse à WISTV ter aprendido a importância de alternar entre água e bebidas isotônicas em dias quentes para manter o equilíbrio eletrolítico.

O estado da Carolina do Sul tem enfrentado altas temperaturas, variando entre os 27ºC e 35ºC, o que pode contribuir para a desidratação.

As condições de calor extremo continuarão nos próximos dias, com alertas de calor excessivo emitidos pelo Serviço Nacional de Meteorologia.

A combinação de altas temperaturas e umidade faz com que a sensação térmica seja de 40ºC a 43ºC.

Informações UOL


Reino Unido, Canadá e Espanha são contra decisão de Biden; armamento é proibido em 123 países

Bomba de fragmentação
As munições espalham explosivos por uma área de cerca de 25.000 metros quadrados e podem ficar ativas por décadas; na foto, parte de bomba de fragmentação não detonada

Países aliados aos EUA e organizações internacionais se posicionaram contra a decisão do presidente norte-americano, Joe Biden, de enviar bombas de fragmentação para a Ucrânia.

Os governos de países como Reino Unido, Canadá e Espanha se colocaram contra a medida. Já a Alemanha e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) afirmaram que cabe aos envolvidos decidirem se usam ou não o armamento.

Na 6ª feira (7.jul), Biden autorizou o envio de bombas de fragmentação para Kiev como parte de um novo pacote de assistência militar. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que a Ucrânia prometeu usar as munições “com cuidado”.

  • como funcionam as bombas de fragmentação – espalham explosivos por uma área de cerca de 25.000 metros quadrados e podem ficar ativas por décadas, transformando as regiões atingidas em campos minados.

Os países que se posicionaram contra o uso das bombas citaram a convenção de 2008, da qual são signatários, que proíbe a fabricação e o uso dessas munições. Ao todo, 123 nações se comprometem a não produzir nem usar o armamento.

Perguntado por jornalistas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, disse que seu país continuará apoiando a Ucrânia, mas destacou que o Reino Unido é signatário da convenção que proíbe o uso de bombas de fragmentação.

O governo canadense reagiu no mesmo sentido. Em comunicado, afirmou que “o Canadá está em total conformidade com a convenção” contra o uso de bombas de fragmentação e leva a sério sua “obrigação de encorajar a adoção universal” ao tratado.

Entre os integrantes da UE (União Europeia), a Espanha e a Alemanha se manifestaram sobre o tema. A ministra de Defesa espanhola, Margarita Robles, pediu que as munições não sejam utilizadas. “Não às bombas de fragmentação e sim à legítima defesa da Ucrânia, que entendemos que não deveria ser feita com o uso de bombas de fragmentação”, falou a jornalistas.

Já a Alemanha não se posicionou contra o uso e sugeriu que a decisão foi ponderada. “Certamente os amigos norte-americanos não chegaram a essa decisão de maneira fácil”, afirmou o porta-voz do governo, Steffen Hebestreit.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) também optou por não se posicionar. O secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, disse que a entidade não tem uma posição clara sobre o uso do artefato e que a decisão de usar ou não cabe aos países envolvidos.

Por outro lado, a Human Rights Watch foi enfática ao afirmar que “ambos os lados [Rússia e Ucrânia] devem parar imediatamente de usar munições de fragmentação” e que Washington não deve transferir as bombas para Kiev.

Informações Poder 360


BOMBA: Serviço Secreto encontra cocaína na Casa Branca durante inspeção de rotina

Foto: REPRODUÇÃO/PEXEL

Caso ocorreu quando presidente Joe Biden e família não estavam no local, que chegou a ser esvaziado para investigação

Um pó branco encontrado dentro da Casa Branca na noite do último domingo (2) foi identificado pelo Corpo de Bombeiros de Washington como cocaína,informou o jornal Washington Post. O caso levou ao fechamento temporário de parte da sede da Presidência americana —o presidente Joe Biden estava ausente no momento.

Segundo aagência de notícias Associated Press, dois agentes do Serviço Secreto dos EUA encontraram o pó branco em uma área acessível a grupos turísticos durante uma ronda de rotina por volta das 20h45 do horário local. O órgão confirmou à agência Reuters que foi encontrado um “item desconhecido”, mas sem especificar qual.

“Na noite de domingo, o complexo da Casa Branca foi fechado por precaução enquanto oficiais da Divisão de Uniformes do Serviço Secreto investigavam um item desconhecido encontrado dentro de uma área de trabalho”, disse um porta-voz, em comunicado.

O item foi descoberto na ala oeste, uma área anexa à mansão executiva onde mora o presidente e inclui o Salão Oval. O espaço também conta com sala do gabinete e área de imprensa, além de escritórios.

Lá fora

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As equipes de bombeiros foram chamadas para fazer um teste rápido. Segundo o Washington Post, um dos agentes da equipe de materiais perigosos transmitiu por rádio o resultado da prova: “Temos uma barra amarela dizendo cloridrato de cocaína”.

A Casa Branca logo foi reaberta, e o pó foi enviado para novos testes. “O Corpo de Bombeiros rapidamente determinou que o item não era perigoso”, acrescentou o Serviço Secreto.

Segundo o porta-voz, há uma investigação sobre a causa e a maneira como a substância entrou no complexo. Joe Biden e sua família partiram para Camp David na última sexta-feira (30) e retornaram à Casa Branca nesta terça-feira (4). Centenas de pessoas trabalham ou passam regularmente pela ala oeste do local.

Folha de SP


Sergei Surovikin é conhecido por ter um bom relacionamento com o líder do grupo paramilitar, Yevgeny Prigozhin

Sergei Surovikin e Vladimir Putin
O general Sergei Surovikin (à esq.) cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin (à dir.) 

Sergei Surovikin, um dos principais generais do exército da Rússia, foi preso na 4ª feira (28.jun.2023). A detenção foi feita no momento em que o Kremlin reprime os aliados do grupo paramilitar Wagner, responsável por organizar uma rebelião contra a liderança militar da Rússia no último fim de semana. As informações são do Financial Times e do The Moscow Times.

Surovikin é conhecido por ter um bom relacionamento com o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin. O Ministério da Defesa russo ainda não comentou o caso. O general não é visto em público desde sábado (24.jun).

Surovikin é conhecido como “General Armageddon” por suas táticas de bombardeio na Síria, consideradas brutais. Foi destacado, em 2022, para administrar a invasão da Ucrânia pela Rússia. Neste ano, começou a atuar como curador do contingente paramilitar do Grupo Wagner que estava lutando na linha de frente no Leste da Ucrânia.

Depois que o conflito se transformou em uma rebelião armada no último fim de semana, Surovikin fez uma breve declaração pedindo aos combatentes do Grupo Wagner que depusessem as armas e, então, desapareceu.

ENTENDA O CASO 

O Grupo Wagner iniciou na 6ª feira (23.jun) uma rebelião. Na ocasião, Yevgeny Prigozhin afirmou em um vídeo publicado que o Ministério da Defesa da Rússia estava enganando o presidente russo, Vladimir Putin, e a população do país.

O chefe do Grupo Wagner disse ainda não haver motivo para o Kremlin invadir a Ucrânia, pois nem Kiev, nem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ameaçavam atacar a Rússia. Prigozhin declarou que o objetivo da guerra é distribuir os recursos naturais e industriais ucranianos à elite russa.

Prigozhin acusou o Ministério da Defesa de ter bombardeado um acampamento do grupo posicionado no front da guerra com a Ucrânia. Em resposta, o grupo paramilitar tomou o controle da cidade de Rostov-on-Don, próxima à fronteira com a Ucrânia, e prometeu marchar até Moscou para tirar do poder o governo que classificou como “mentiroso, corrupto e burocrata”.

No sábado (24.jun), a Rússia instaurou um protocolo antiterrorista na região da capital russa. O governo também montou bloqueios em estradas para dificultar a passagem do grupo de mercenários.

Informações Poder 360


“Queria ver para crer”, brasileira conta como comprou 3 casas por R$ 16 na Itália

Foto: Reprodução.

Rubia Andrade Daniels estava de férias na Indonésia quando soube que havia casas sendo vendidas por apenas um euro na Itália. Em um primeiro momento ela achou que se tratava de uma brincadeira, algo “bom demais para ser verdade”, até que fez sua própria pesquisa e viu que de fato existiam tais anúncios. Ela não esperou para garantir suas compras.

“Queria ver para crer. Em três dias eu já tinha comprado a minha passagem, marcado o hotel, reservado um carro. Aí eu fui para a Itália pra tentar pegar mais informação, saber se aquilo ali era realmente real. Foi assim que tudo começou”, diz Rubia em entrevista a Nossa.

A venda de casas por um euro em cidadezinhas italianas existe pelo menos desde 2014, mas foram os anos seguintes que suas vendas aumentaram cada vez mais com a adesão de localidades em regiões famosas como a Toscana, a Sicília, a Sardenha, a Puglia, o Piemonte e Lombardia.

As iniciativas vieram como forma de combater a saída dos mais jovens para os grandes centros, dar fim ao abandono de imóveis e manter a existência de vilarejos com grande população idosa, repovoando essas localidades. Cada lugar tem regras específicas.

Em janeiro de 2019 Rubia embarcou para a Sicília, numa cidade de 10 mil habitantes chamada Mussomeli. Até então, segundo ela, não havia tanta procura pelas casas a preço de um cafezinho. Todo processo foi feito por uma agência imobiliária autorizada pela prefeitura local.

Uma das casas escolhidas, no centro histórico de Mussomeli - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Uma das casas escolhidas, no centro histórico de Mussomeli
Imagem: Arquivo pessoal
Rubia em frente a uma das casas recém adquiridas - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Rubia em frente a uma das casas recém adquiridas
Imagem: Arquivo pessoal

“Eu fui uma das pioneiras. Quando eu cheguei lá em 2019, por exemplo, no dia que eu fiz o tour, era só eu e havia umas 100 a 150 casas disponíveis”, conta, e completa:

Hoje, se você marcar um tour, vai estar no mínimo com 30 pessoas, porque tem gente do mundo inteiro indo para lá e comprando essas casas”

Apesar de ter ido para outras cidades ainda menores que Mussomeli, ela escolheu o lugar devido a sua estrutura com hospital, restaurantes, bares, panificadoras, posto de gasolina e boutiques: “Eu não preciso sair da cidade para nada”.

1 - Reprodução/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Arquivo pessoal
Cidades do interir da Itália têm atraído pessoas de todo o mundo com programas para ajudar a repovoar regiõesImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

A compra

Com tantas opções disponíveis de moradia, a empreendedora brasileira se encantou por três imóveis dispostos no centro histórico de Mussomeli — um quarto seria adquirido pela sua filha.

Por se tratar de edifícios antigos, muitos ainda com o estilo medieval no interior, um dos requisitos para a compra foi preservar o aspecto histórico do prédio quando é necessário fazer reformas.

Uma das obrigações de quem compra as casas de um euro é manter o aspecto arquitetônico das construções históricas - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Uma das obrigações de quem compra as casas de um euro é manter o aspecto arquitetônico das construções históricasImagem: Arquivo pessoal

Todo comprador tem até três anos para iniciar os trabalhos e garantir a propriedade com a aquisição da escritura, que pode variar entre 3 mil e 3,5 mil euros, além da taxa de prestação de serviço da agência imobiliária, que Rubia pagou 500 euros. O valor de um euro por casa, hoje cotado por pouco mais de R$ 5,00, é praticamente simbólico.

Você tem que pagar pelo serviço, no caso, o serviço das agentes e a escritura da casa. A casa em si é quase gratuita. Porque um euro é simbólico”

1 - Reprodução/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Arquivo pessoal
A primeira casa pertence à filha de Rubia e fica ao lado de uma das três que a mãe comprouImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

Investimento nas reformas

Moradora da Califórnia, na Costa Oeste dos EUA, Rubia iniciou a reforma da primeira casa ainda em 2019.

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A própria Rubia levou materiais e ferramentas de construção da sua casa nos EUA para reformar as casas italianas
Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

Ela trabalha com energia renovável — suas casas levam projetos sustentáveis na execução — e carregou suas próprias ferramentas em cinco malas para iniciar a restauração dos imóveis junto com o marido e um cunhado, que estava no Brasil: “Fomos no verão de 2019 já pra pegar a escritura e começar com a reforma”.

Com a chegada da pandemia em março de 2020, as obras tiveram que ser paralisadas, já que havia restrições de viagens no mundo todo. Somente no final do ano passado houve a retomada das obras, seguindo o prazo estabelecido — e estendido devido ao período pandêmico.

1 - Reprodução/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Arquivo pessoal
As casas históricas têm características medievais; esta é uma das chaves das casas compradas pela brasileiraImagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

Cada um dos imóveis terá uma finalidade: o primeiro, que precisou de poucos reparos, será a casa de férias; o segundo está com obras em andamento e Rubia pretende abrir uma galeria de arte; o terceiro ainda não teve muitos trabalhos e deve ser um centro de bem-estar.

Há ainda um quarto imóvel que quase não precisou de reparos. Ele pertence a filha de Rubia e faz vizinhança à uma das casas da mãe. Rubia que ficou responsável por reformá-lo, e sua mobília foi preservada. Foi nele que a família passou junta o Natal de 2022.

Cada casa comprada por Rubia foi encontrada em uma situação diferente - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Cada casa comprada por Rubia foi encontrada em uma situação diferenteImagem: Arquivo pessoal

Gastos para reforma

Como cada imóvel estava com condições diferentes, Rubia conta que o investimento na reforma é variável: “Varia, porque o que determina a reforma é o tamanho e a condição que está o prédio. Então se você pegar uma casa como a que a gente fica hoje, eu devo ter gastado uns 2 mil euros, porque é uma casa com mínima reforma”.

“Na casa que eu estou trabalhando até agora e vai ser a galeria de arte, eu acho que é seguro dizer que vai gastar entre 20 mil e 25 mil euros para reformá-la inteira”, afirma. O valor equivale a cerca de R$ 105 mil e R$ 130 mil na conversão para o real. E, apesar de a casa ser comprada por apenas um euro, esse é um investimento para reformas que ainda assim vale a pena.

1 - Reprodução/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Arquivo pessoal
Telhas de uma das casas já foram completamente substituídas
Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

Uma grande comunidade

Natural de Goiânia, Rubia sentiu que Mussomeli se mostrou um lugar acolhedor, seja com os moradores da cidade que ela tem contato por precisar comprar material de construção ou itens básicos, seja com as novas amizades: “O pessoal é super gente boa”.

Ela conta que já ajudou a vender mais de 100 casas naquele vilarejo desde que fez a compra das casas por R$ 16, e oferece assistência a quem a procura.

Vista da pequena Mossomeli, na Sicília, cidade escolhida por Rubia para comprar suas três casas - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Vista da pequena Mossomeli, na Sicília, cidade escolhida por Rubia para comprar suas três casasImagem: Arquivo pessoal

Tenho vários amigos que também compraram. Então, eu sou bem ativa em ajudar o pessoal que tem o mesmo sonho”

“É estar criando uma nova comunidade para poder escolher quem você quer que sejam os seus vizinhos. Tem gente do mundo inteiro indo para lá e comprando essas casas”, diz.

Britânicos, belgas, franceses, coreanos, chineses, russos, gente da Argentina e Nigéria são algumas das nacionalidades que vão compor essa nova vizinhança que manterá viva a existência de Mussomeli:

Você aprende outras culturas, você aprende outros hábitos. É quase que uma coisa utópica”

Aos 50 anos recém-completados, Rubia vai voltar para Mussomeli em setembro para conferir as obras. Ela já planeja o futuro e incentiva aqueles que também querem fazer o mesmo que ela fez:

“Meus planos são de me aposentar. Se você quer fazer isso, eu acho que é uma oportunidade excelente. E o investimento é mínimo. Na pior das hipóteses, você terá uma casa de férias na Europa”, finaliza.

1 - Reprodução/ Arquivo pessoal - Reprodução/ Arquivo pessoal
A casa que precisou de reformas mínimas já foi concluída e tem móveis no interior; é onde a família dela fica quando vai para a Sicília
Imagem: Reprodução/ Arquivo pessoal

Créditos: UOL.


Funcionários da ONU são acusados ​​de tráfico de drogas 

Foto: Miguel Á. Padriñán/Pixabay

Três funcionários da Organização das Nações Unidas foram presos sob acusação de tentar contrabandear cocaína através da fronteira jordaniana para Israel. Os suspeitos foram detidos neste domingo (25), perto de Beit She’an, enquanto tentavam entrar em Israel pelo Cruzeiro da Fronteira do Rio Jordão.

De acordo com um comunicado conjunto da polícia e da Autoridade Tributária de Israel, a droga foi liquefeita e disfarçada como um componente de fabricação de perfume. Os suspeitos trabalham para a ONU na Síria e foram presos por autoridades israelenses após os inspetores detectarem a substância em kits de perfume que os funcionários estavam supostamente tentando trazer para o país.
Contrabandistas frequentemente dissolvem cocaína em forma líquida para disfarçar a droga, colocando-a em recipientes para produtos como bebidas alcoólicas ou perfume, e depois a convertem de volta em pó em seu destino. Um cão farejador de drogas ajudou a identificar a suposta cocaína no caso de domingo. As Forças de Defesa de Israel frustraram 30 tentativas de contrabando de drogas até agora este ano em meio ao aumento do uso de cocaína no país.

Os três funcionários da ONU não foram identificados. Eles trabalham na fronteira da Síria com Israel, de acordo com as autoridades israelenses.
Funcionários da ONU em todo o mundo estiveram envolvidos em crimes que variam de estupro a tráfico de drogas. Um ex-funcionário da ONU foi condenado no ano passado a 15 anos de prisão por drogar e agredir sexualmente pelo menos 13 mulheres nos Estados Unidos e no Iraque.

Gazeta Brasil


A Rússia esteve perto de um confronto entre duas forças armadas na semana passada, quando um grupo de mercenários, o Wagner, ameaçou ir a Moscou para confrontar o Ministério da Defesa do país.

Rússia e os mercenários do grupo Wagner: entenda a treta

Rússia e os mercenários do grupo Wagner: entenda a treta 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (26), que o motim do Grupo Wagner seria destruído de qualquer maneira. Esse foi o primeiro discurso do líder do país após a ameaça dos mercenários, que se rebelaram contra o governo russo (assista acima)

No sábado (24), o líder do Grupo Wagner, formado por milhares de mercenários que apoiam a Rússia na guerra da Ucrânia, ameaçou atacar o Ministério da Defesa russo e iniciou uma marcha até Moscou. O chefe do Wagner, Yevgeny Prigozhin, disse que o exército russo havia atacado um acampamento dos paramilitares. 

Antes de chegar à capital da Rússia, no entanto, Prigozhin e o governo negociaram um acordo, e os paramilitares abortaram a operação (leia mais abaixo nesta reportagem) . 

No pronunciamento desta segunda, Putin disse que “eles queriam que os russos lutassem uns contra os outros, eles sonharam em se vingar pelos próprios fracasso no front, durante a chamada contraofensiva, mas eles calcularam mal”.

“Nenhuma chantagem vai ter resultados. Toda a sociedade russa, todos estávamos unidos pela responsabilidade e pelo destino da nossa terra mãe. Desde o começo houve esforços para neutralizar a ameaça do motim armado”, afirmou Putin. 

Putin agradeceu os comandantes e soldados do próprio Grupo Wagner que não aderiram ao motim e que, segundo ele, evitaram o “derramamento de sangue”. 

Ele afirmou ainda que a maior parte dos combatentes do Grupo Wagner é de patriotas, e que, agora, os paramilitares têm três opções: 

  • Fazer um contrato com o Ministério da Defesa para seguir nos combates.
  • Largar as armas e “retornar para suas famílias e entes queridos”.
  • Irem para a Belarus.

Putin não mencionou Yevgeny Prigozhin, o líder do grupo paramilitar Wagner, em seu discurso. 

Segundo o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira Putin se reuniu com os chefes das forças de segurança (inclusive com o ministro da Defesa, o principal inimigo de Prigozhin). 

Antes do pronunciamento de Putin, também nesta segunda, Prigozhin disse que a marcha em direção a Moscou não tinha por objetivo derrubar o governo. Ele afirma que seus adversários eram os generais que estão no comando do Ministério da Defesa. 

Entenda as disputas envolvendo o grupo Wagner

Entenda a crise na Rússia

Putin faz pronunciamento nesta segunda-feira (26). após fim do motim do Grupo Wagner — Foto: Reuters

Putin faz pronunciamento nesta segunda-feira (26). após fim do motim do Grupo Wagner — Foto: Reuters 

A Rússia esteve perto de um confronto entre duas forças armadas na semana passada, quando um grupo de mercenários, o Wagner, ameaçou ir a Moscou para confrontar o Ministério da Defesa do país. 

A marcha do grupo Wagner foi interrompida no sábado. 

▶️O que é o grupo Wagner?

O grupo Wagner é uma empresa militar privada russa. Essa milícia já atuou em outros conflitos armados antes da guerra da Ucrânia, como na Síria, no Líbano e no Sudão. 

▶️ Quem é Yevgeniy Prigozhin?

Prigozhin, de 62 anos, era um aliado de Vladimir Putin há mais de 20 anos. Ele ficou rico na Rússia fornecendo refeições para os órgãos de Estado e com a construção de edifícios para o governo russo. Ele é o líder do Grupo Wagner. 

▶️ O que o Grupo Wagner faz na Ucrânia?

O Grupo Wagner ficou de fora do começo da guerra. Os mercenários só entraram em ação quando o exército russo começou a enfrentar dificuldades inesperadas na Ucrânia. 

Agora, o Grupo Wagner tem um papel central na guerra: eles atuam como “batedores de frente”: são os primeiros e entrar em um território que a Rússia tenta conquistar, para que o soldados do exército formal entrem depois. 

▶️ Quem são os adversários de Prigozhin e do Grupo Wagner?

Prigozhin e os líderes militares formais da Rússia estão em conflito político há meses. Prigozhin acusa o ministro da Defesa, Serguei Shoigu e o número 2 da corporação, Valery Gerasimov, de falhas na condução da guerra. Ele afirma que os generais russos boicotaram o Grupo Wagner ao não fornecer munição e, como resultado, culpou-os pelas mortes de seus combatentes “aos montes” na Ucrânia. 

No fim de junho, Prigozhin afirmou que os militares russos atacaram seus combatentes em um acampamento na Ucrânia. 

▶️ O que o Grupo Wagner fez no fim de junho?

Depois da acusação, Prigozhin e o Grupo Wagner avançaram e tomaram a cidade de Rostov-on-Don e começaram o a se dirigir a Moscou. 

Prigozhin convocou os russos a se juntarem ao Wagner contra o ministro da Defesa, Serguei Shoigu e o número 2 da corporação, Valery Gerasimov. 

O chefe do Wagner também acusou a dupla de mentir sobre a guerra na Ucrânia e subestimar as baixas. “Isso não é um golpe militar, mas uma marcha da justiça”, disse Prigozhin. 

No sábado, Prigozhin concordou em dar meia-volta com suas forças e não marchar para Moscou.

Informações G1