A proposta foi apresentada pela Administração do Ciberespaço da China | Foto: Reprodução/Pixabay
A China pretende reduzir a quantidade de tempo que crianças e adolescentes podem passar no celular. A justificativa do Partido Comunista é cultivar “boa moralidade” e “valores socialistas” entre os menores.
A proposta divulgada pela Administração do Ciberespaço, o principal regulador de internet da China, fala em exigir que todos os dispositivos móveis e aplicativos de celulares tenham um “modo secundário” para restringir o tempo diário de tela a no máximo duas horas por dia, dependendo da faixa etária.publicidade
As restrições, se aprovadas, marcariam uma expansão das medidas existentes implementadas nos últimos anos. Com isso, Pequim reduziria ainda mais a exposição de crianças e adolescentes ao que o Partido Comunista classifica como “informações indesejáveis”.
Conforme o projeto, que está aberto para discussão pública até 2 de setembro, os menores de idade receberiam conteúdos no celular “baseado na idade”. E quando o tempo máximo permitido terminasse, os aplicativos fechariam automaticamente. Além disso, a China quer proibir que menores de idade acessem os celulares entre 22h e 6h
Crianças menores de 8 anos poderiam usar os telefones por apenas 40 minutos por dia, enquanto aquelas dos 8 aos 16 anos teriam uma hora de tela. Os jovens entre 16 e 18 anos, o tempo permitido seria de duas horas.
Todas as faixas etárias receberiam um lembrete para descansar depois de usar o dispositivo por mais de 30 minutos.
Valores socialistas
Xi Jinping, secretário-geral do Partido Comunista e presidente da China | Foto: Reprodução/Xinhua
Administração do Ciberespaço da China, controlada pelo Partido Comunista, também quer impor que os provedores de serviços de internet criem conteúdo que “divulgue os valores socialistas centrais” e “um senso de comunidade da nação chinesa”, segundo o documento revelado pela CNN.
A China tem uma das maiores bases de usuários de internet do mundo, com quase 1,1 bilhão de pessoas no país com acesso à internet. Um de cada cinco usuários tinha 19 anos ou menos, em dezembro do ano passado.
Foto: Divulgação/Ministério da Economia da Argentina
Em plena campanha eleitoral, Sergio Massa, ministro da Economia e candidato do governo à Presidência, diz que acordo com Fundo foi pior herança do governo Macri
Para saldar o compromisso — e evitar um calote que muitos temiam — o governo do presidenteAlberto Fernándezutilizou recursos de um swap com a China (acordo entre os bancos centrais dos dois países) e um empréstimo de curto prazo com a Corporação Andina de Fomento (CAF). Nesta terça, aArgentinadeverá pagar, ainda, US$ 758 milhões ao Fundo em conceito de juros.
O pagamento foi realizado após oencerramento de negociações entre a Argentina e organismo, no final da semana passada, que permitirão ao país receber US$ 7,5 bilhões nos próximos meses. O entendimento foi possível graças a vários “waivers” (perdões) concedidos pelo Fundo pelo não cumprimento de metas por parte da Argentina, entre elas a não acumulação de reservas e um saldo fiscal primário abaixo do esperado.
Crise econômica avassala Argentina;
Inflação atingiu nível mais alto em 30 anos.
Flexibilização de metas
Após longas e difíceis conversas, a conclusão da quinta e sexta revisões do acordo selado em março de 2022 pelo governo Fernández — que ao assumir o poder, em dezembro de 2020, suspendeu o entendimento fechado por seu antecessor, Mauricio Macri, em 2018 — levou, segundo fontes de organismos internacionais, à modificação (leia-se flexibilização) de metas.
O Fundo, segundo as mesmas fontes, reconheceu os enormes desafios impostos pela pior seca já sofrida pelo país em cem anos, e seu impacto negativo nas exportações e receitas fiscais.
Em comunicações oficiais, o organismo falou na importância do “crescimento sustentável, resiliente e inclusivo no médio prazo”, termos pouco comuns em acordos do organismo. Segundo outra fonte, a Argentina conseguiu um acordo inédito. Em troca, a Casa Rosada concordou em aplicar um pacote de políticas nas próximas semanas.
Como explicou uma fonte de um importante organismo internacional em Washington, a Argentina é “too big to fail” (grande demais para cair). Isso significa que o país, membro de peso do FMI, recebeu uma ajuda extraordinária do organismo, em grande medida, pelo impacto que um eventual calote argentino teria causado dentro do Fundo e na região.
Calendário de desembolsos
— Não vamos usar sequer um dólar de nossas reservas para pagar o FMI — disse nesta segunda-feira o ministro da Economia e candidato à Presidência Sergio Massa, ao comunicar ao país, em cadeia nacional de rádio e TV, o pagamento ao Fundo.
— O programa [com o FMI] tem dois [futuros] momentos de desembolsos: um na terceira semana de agosto, e outro em novembro — explicou Massa, que, em plena campanha eleitoral e faltando menos de duas semanas para as Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso, teste eleitoral crucial antes do primeiro turno, no dia 22 de outubro), aproveitou para alfinetar a oposição:
— O acordo [com o FMI] é provavelmente a pior herança do governo anterior, basicamente porque se trata de uma dívida que não está em estradas, nem escolas ou hospitais, não melhorou a vida das empresas nem das famílias —.
Nas últimas semanas, Massa, que não está conseguindo decolar nas pesquisas, liderou as conversas com o Fundo, nas quais convenceu o organismo sobre a necessidade de, mais uma vez, socorrer a Argentina. O ministro e candidato falou sobre a pior seca sofrida pelo país em cem anos, os danos causados pela pandemia, e a necessidade de recuperar as reservas do Banco Central, atualmente em negativo.
Alternativa para pagamento
As dúvidas sobre o pagamento da dívida nesta segunda eram grandes. Na última sexta-feira, perguntado pelo GLOBO, um importante assessor do ministro admitiu que o governo ainda estava buscando uma alternativa para saldar o vencimento. A decisão de usar o swap com a China e o socorro emergencial da CAF foram a solução mais viável.
A Argentina acabar de receber mais um tubo de oxigênio, que o governo espera que permita ao país chegar às primárias e às eleições presidenciais sem grandes sobressaltos. Semana passada, o dólar paralelo voltou a disparar, chegando a 550 pesos. Um dos grandes temores da Casa Rosada é uma forte desvalorização da moeda antes das eleições, o que impactaria numa taxa de inflação que já supera 100% ao ano.
Semana passada, Massa disse que quer ser o presidente que derrote a inflação, frase que causou cerca perplexidade já que quem fala é o atual ministro da Economia do país.
Membros do Talibã montam guarda após atearem fogo a uma pilha de instrumentos musicais nos arredores de Herat | Foto: Divulgação
O grupo extremista Talibã queimou dezenas de instrumentos musicais neste fim de semana no Afeganistão. As autoridades do país realizaram a queima em Herat, Província no oeste do país. Entre os instrumentos jogados na fogueira estavam um violão, um harmônio, outros dois instrumentos de cordas e um tambor.
Para o grupo fundamentalista islâmico, a música é algo ‘imoral’. “Promover a música leva à corrupção moral e tocar música engana os jovens”, disse Aziz al-Rahman al-Muhajir, chefe do Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção da Imoralidade.
Desde que chegou ao poder em agosto de 2021, o Talibã impôs uma série de leis que refletem sua visão rigorosa do Islã, que inclui a proibição de tocar música em público. Muitos dos equipamentos musicais que queimaram no sábado 29, foram confiscados dos salões de casamento da cidade.
Outras restrições impostas pelo Talibã
Além da música, as mulheres são as principais vítimas das novas leis impostas pelos talibãs, com a sua exclusão da maioria das escolas de ensino médio, universidades e da administração pública.
As mulheres também não podem trabalhar para organizações internacionais, visitar parques, jardins, academias ou banheiros públicos, ou viajar sem estarem acompanhadas por um parente do sexo masculino. Elas também devem se cobrir totalmente ao sair de casa.
O fim dos salões de beleza
O grupo extremista Talibã determinou o fim dos salões de beleza no país na terça-feira 25.
A estimativa é que a medida do grupo fundamentalista islâmico acabe com cerca de 60 mil empregos no Afeganistão. O Talibã comanda o país há dois anos: no início, permitiu a continuação das operações dos salões de beleza, mas mudou de ideia.
A nova proibição restringe não apenas o bem-estar físico e estético das mulheres afegãs, mas também sua vida social. Hoje, as mulheres já não podem ir a parques, salas de aula nem academias.
Reportagem da edição mais recente da Crusoé, assinada por Duda Teixeira, mostra que a invasão da Ucrânia pela Rússia ressuscitou os campos de trabalho forçados da União Soviética. Estima-se que 4 mil civis ucranianos estejam presos nesses locais.
“Neles, civis ucranianos são submetidos a trabalho forçado sob a mira dos fuzis. Eles cavam trincheiras, constroem edifícios e abrem covas coletivas. Segundo alguns sobreviventes, aqueles que ficam doentes são mortos e enterrados nas covas que eles próprios cavam.
De acordo com a ONG russa de direitos humanos Gulagu.net, há atualmente 4 mil civis ucranianos detidos na Rússia e em territórios ocupados pelos militares de Vladimir Putin. ‘Todos os dias nós recebemos pedidos de ajuda de pessoas que foram espancadas, torturadas e estupradas’, disse a Crusoé Sergey Savelyev, que coordena o atendimento a pessoas na Gulagu.net.”
Apenas neste mês, quatro tentativas de ataque à região foram registradas, três delas na última semana. | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma pessoa ficou ferida durante um ataque ucraniano a prédios de Moscou, capital da Rússia, utilizando drones. Outras três aeronaves não tripuladas foram abatidas na região oeste da cidade. As explosões aconteceram na madrugada deste domingo, 30.
Devido ao incidente, edifícios ficaram danificados, voos do aeroporto de Vnukovo foram suspensos e autoridades russas acenderam o alerta para eventuais novos ataques contra o seu território. As informações são da agência TASS.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que um drone ucraniano foi destruído no ar sobre o distrito de Odintsovo e dois outros caíram em Moscou.
“Hoje à noite houve um ataque de drones ucranianos. As fachadas de dois prédios de escritórios na cidade de Moscou foram levemente danificadas. Não há vítimas”, disse o prefeito de Moscou Sergei Sobyanin.
Algo parece ter atingido o centro financeiro de Moscou. O som que antecede a explosão parece ser de um drone. Aguardando mais informações. pic.twitter.com/iWhKjI2eqU
Desde que teve início a segunda ofensiva ucraniana contra o exército de Vladimir Putin, os ataques a territórios russos — como a própria cidade de Moscou — vem se intensificando.
Apenas neste mês, quatro tentativas de ataque à região foram registradas, três delas na última semana.
Autoridades e especialistas alertam para duas importantes observações quanto ao rumo do conflito que se estende para seu 18º mês. A primeira gira em torno da suposta segurança do território russo. Ataques vindos da Ucrânia com equipamentos simples têm se mostrado efetivos contra alvos nas principais cidades do país — incluindo a aeronave que sobrevoou o Kremlin.
Por outro lado, os seguidos ataques dentro da fronteira da Rússia também causam apreensão da comunidade internacional, quanto a escalada de mais violência no conflito. Por se sentir ameaçado, o presidente Putin pode autorizar o uso de mais armamentos de grande porte. Aumentando até a possibilidade do emprego de armas nucleares no conflito.
Durante visita à América Latina, Bill Nelson afirmou que o documento será feito por especialistas e cientistas.
Diretor da Nasa, Bill Nelson, durante visita ao Brasil em 24 de julho de 2023 — Foto: Adriano Machado/REUTERS
O diretor da Nasa Bill Nelson disse durante uma visita oficial à Argentina nesta quinta-feira (27) que a agência espacial norte-americana irá divulgar em agosto um documento sobre os recentes relatos de “provas extraterrestres”.
A fala veio depois que um repórter o questionou sobre a fala de David Grusch, um ex-funcionário de inteligência dos EUA. Na quinta-feira ele disse que os Estados Unidos teriam encontrado material biológico não humano durante pesquisas com OVNI’s.
“Esperem até o mês que vem para terem sua resposta”, afirmou Bill Nelson, que estava na Casa Rosada após reunião com o presidente Alberto Fernández.
“Decidi como chefe da NASA, já que existem tantas suspeitas sobre alienígenas, que nomearia um comitê de cientistas muito ilustres”, disse Bill.
Ele está em uma missão para conversar com os países da América do Sul em busca de apoio para o Acordo de Artemis.
A Nasa pretende lançar mais quatro satélites ao espaço para estudar a via Láctea e fazer uma nova visita tripulada à Lua em 2025.
Após a segunda Cúpula Rússia-África, Vladimir Putin e o Presidente da União Africana, Azali Assoumani, fizeram declarações à mídia | Foto: Divulgação
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou a assinatura de acordos de cooperação militar com mais de 40 países da África.
Na sexta-feira 28, último dia da cúpula Rússia-África em São Petersburgo, Putin garantiu os acordos militares depois de prometer a doação de até 50 mil toneladas de grãos a aliados um dia antes. publicidade
Segundo Putin, “uma ampla gama de armas e equipamentos de defesa” será fornecida, alguns com entrega gratuita.
“A fim de fortalecer as capacidades de defesa dos países do continente, estamos desenvolvendo a cooperação nas esferas militar e técnico-militar”, disse Putin na cúpula, destacando que as nações poderão participar de exercícios militares em território russo para se familiarizar com armamentos de nova geração.
Rússia quer ampliar influência na África
Na última edição da cúpula, em 2019, a Rússia já havia assinado contratos de cooperação militar no valor de US$ 10 bilhões (R$ 47 bilhões). Sistemas de defesa aérea do consórcio militar russo Almaz-Antéi também foram expostos aos líderes na ocasião.
Graças ao apoio do Kremlin, alguns países africanos abdicaram da aliança que tinham com a França — que possui um longo histórico de colonização no continente — em favor de Moscou.
Desde 2020, ano seguinte ao fórum Rússia-África, quatro países sob influência russa sofreram golpes militares: Mali, Burkina Faso, Guiné e, nesta semana, o Níger, último aliado do Ocidente no Sahel.
A promessa de Putin ocorre após o fim do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, que foi costurado pela ONU e Turquia para que a Ucrânia pudesse exportar grãos. Após o fim do acordo, existia um temor pela disparada dos preços dos alimentos.
“Nos próximos meses poderemos garantir remessas gratuitas de 25 mil a 50 mil toneladas de grãos para Burkina Faso, Zimbábue, Mali, Somália, República Centro-Africana e Eritreia”, disse ele, em um discurso transmitido pela televisão russa.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, alguns países africanos têm apoiado Putin nas Nações Unidas, recebido seus enviados e navios de guerra e oferecido controle de ativos lucrativos, como uma mina de ouro na República Centro-Africana que, estimam autoridades dos Estados Unidos, contém uma reserva de US$ 1 bilhão do minério.
As Forças Armadas do país africano aplicaram um golpe de Estado nesta quarta-feira derrubando o então presidente Mohamed Bazoum.
Imagem de arquivo de 8 de abril de 2023 mostra Yevgeny Prigozhin após funeral de blogueiro militar russo Maxim Fomin — Foto: Yulia Morozova/REUTERS
O líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, saudou o golpe militar ocorrido no Níger nesta quarta-feira (26) e ofereceu os seus serviços para ajudar o novo governo a controlar a situação nacional e “trazer a ordem.”
Prigozhin, em sua mensagem de voz ouvida pela Reuters, gabou-se da suposta eficiência de Wagner em ajudar as nações africanas a se estabilizar e se desenvolver no que parecia ser um discurso de vendas.
“Milhares de combatentes de Wagner são capazes de trazer ordem e destruir terroristas e não permitir que eles prejudiquem as populações locais desses estados”, disse ele.
A ameaça terrorista na região permeia boa parte das decisões políticas. O Níger está em uma região que sofre com influência de grupos terroristas como o Boko Haram, Estado Islâmico e a Al Qaeda.
Segundo o presidente do novo governo, o general Abdourahamane Tiani, os militares tomaram o poder do país devido à precarização da segurança nacional e as ameaças terroristas.
Centenas de apoiadores do golpe no Níger colocam fogo na sede do partido governista na capital Niamey em 27 de julho de 2023 — Foto: Balima Boureima/REUTERS
“O que aconteceu no Níger nada mais é do que a luta do povo do Níger com seus colonizadores. Com colonizadores que estão tentando impor suas regras de vida e suas condições e mantê-los no estado em que a África estava há centenas de anos”, diz uma mensagem de voz nos canais do grupo mercenário atribuída a Prigozhin.
Com uma população de cerca de 27 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos, o Níger é também um importante aliado da União Europeia na luta contra a migração irregular da África subsaariana.
Acredita-se que com a subida ao poder do general Tiani, Níger passe a se voltar contra as lideranças ocidentais.
O presidente do Níger, Mohamed Bazoum, foi afastado do poder, de acordo com um grupo de soldados que apareceu na televisão nacional do país da África Ocidental na noite desta quarta-feira (26), horas depois que o presidente foi mantido preso no palácio presidencial.
Lendo um comunicado, os soldados disseram que as fronteiras do país foram fechadas e um toque de recolher nacional declarado até novo aviso.
“Nós, as forças de defesa e segurança, reunidos no Conselho Nacional de Salvaguarda da Pátria, decidimos pôr fim ao regime que vocês conhecem. situação de segurança e má governação económica e social”, discursou o porta-voz do Exército, Major Amadou Adramane. “Reafirmando o nosso compromisso de respeitar todos os compromissos assumidos pelo Níger, asseguramos à comunidade nacional e internacional que a integridade física e moral das autoridades será respeitada, de acordo com o princípio da integridade.”
Adramane informou que “todas as instituições da 7ª República estão suspensas”. “Os secretários-gerais dos ministérios vão tratar do dia a dia. As forças de defesa e segurança estão administrando a situação”, afirmou. Ele ainda pediu aos agentes externos que não interfiram na situação política do país.
O militar confirma que as fronteiras terrestres e aéreas se manterão fechadas. “A partir de hoje, das 22h às 05h, haverá um apagão nacional até nova ordem.”
Golpe em andamento
No início da manhã desta quarta-feira, foi anunciado queintegrantes da guarda presidencial mantinham Bazoum dentro do Palácio na capital Niamei. O local foi bloqueado por veículos militares.Segundo comunicado da Presidência divulgado pouco depois, o presidente e sua família estavam bem.
A população se aglomerou nas proximidades do palácio em busca de informações, mas não houve nenhum tipo de informe oficial sobre a situação. Em compensação, não houve nenhum tipo de repressão policial.
AUnião Africanase pronunciou nesta quarta-feira (26),repudiando o levante militar e clamando pelo restabelecimento da democracia.
“Informado de uma tentativa de certos militares de minar a estabilidade das instituições democráticas e republicanas no Níger, o que equivale a uma tentativa de golpe de estado, o Presidente da Comissão da União Africana, S.E. Moussa Faki Mahamat, condena veementemente tais ações por parte de militares agindo em total traição ao seu dever republicano”, diz a nota.
A nota também evoca a participação dos países integrantes da Comissão Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
“O Presidente apela ainda ao povo do Niger, a todos os seus irmãos na África, particularmente na CEDEAO, e em todo o mundo, a juntarem as suas vozes na condenação unânime desta tentativa de golpe, e para o retorno imediato e incondicional dos soldados aos quartéis”.
Anteriormente a CEDEAO se pronunciou a respeito. Seu principal dirigente, opresidente nigerianoBola Tinubu, afirmou que os líderes da África Ocidental estão monitorando a situação e farão tudo ao seu alcance para proteger a democracia do Niger.
“A liderança da CEDEAO não aceitará nenhuma ação que impeça o bom funcionamento da autoridade legítima no Níger ou em qualquer parte da África Ocidental”, disse Tinubu.
O deputado norueguês Bjornar Moxnes, líder do partido de esquerda Rodt (Vermelho), renunciou ao cargo na última segunda-feira (24), após ser condenado a pagar uma multa de aproximadamente 250 euros (R$ 1,3 mil na cotação atual) por roubar um óculos de sol de luxo dentro de um aeroporto em Oslo, capital do país.
O crime, flagrado por câmeras de videomonitoramento da loja, aconteceu em junho.
Em seu perfil no Facebook, o ex-líder confessou o ato criminoso e anunciou o afastamento da política, justificando o roubo como “uma atitude estúpida e inexplicável”.
No mesmo texto, ele enfatizou os seus “feitos” durante os 11 anos à frente do Rodt, fundado após a fusão de duas frentes de esquerda: o Partido Trabalhador Comunista e a Aliança Eleitoral Vermelha.
A deputada Marie Sneve Martinussen assume o cargo de líder da legenda.