Regra foi aprovada pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni
Giorgia Meloni Foto: EFE/EPA/Riccardo Antimiani
Na Itália, a cidade de Pádua, no norte do país, começou a retirar o nome de mães gays não biológicas das certidões de nascimento de seus filhos, por causa da nova lei aprovada pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. As informações são da CNN Brasil.
As certidões são de 33 filhos de mulheres italianas, que fizeram inseminação artificial no exterior e depois registraram seus filhos na Itália em 2017.
Segundo a promotoria da cidade, até a última quinta-feira (20), 27 mães já tinham sido retiradas de 27 certidões de nascimento.
Com a medida do governo italiano, somente o pai biológico de uma criança pode ser nomeado em uma certidão de nascimento.
O jornal local Sydsvenskan informou que Thunberg e outros ativistas foram detidos depois de interromperem o tráfego no terminal de petróleo do porto de Malmö em 19 de junho.
Ativista internacional Greta Thunberg comparece em tribunal de Malmo, na Suécia, em 24 de julhoa de 2023 — Foto: TT News Agency/Andreas Hillergren/via REUTERS
A ativista climática Greta Thunberg compareceu a um tribunal na segunda-feira (24) sob a acusação de desobedecer à polícia em um protesto no sul da Suécia no mês passado. Ela foi considerada culpada e terá que pagar uma multa, disse a agência de notícias TT.
Thunberg admitiu que fez parte do protesto e desobedeceu à ordem policial, mas se declarou inocente e disse que estava agindo por necessidade.
A multa será baseada na renda declarada de Thunberg e não ficou imediatamente claro quanto ela teria que pagar.
Ativista climática Greta Thunberg comparece em tribunal de Malmo, na Suécia, em 24 de julhoa de 2023 — Foto: TT News Agency/Andreas Hillergren/via REUTERS
O jornal local Sydsvenskan informou que Thunberg e outros ativistas foram detidos depois de interromperem o tráfego no terminal de petróleo do porto de Malmö em 19 de junho.
Thunberg foi acusada porque se recusou a cumprir as ordens da polícia para deixar o local durante o protesto, de acordo com a porta-voz da Autoridade de Promotoria Sueca, Annika Collin, e uma declaração dos promotores.
Thunberg inspirou um movimento jovem global exigindo esforços mais fortes para combater as mudanças climáticas depois de realizar protestos semanais fora do Parlamento sueco a partir de 2018.
Plantão TBN: Direita vence eleições na Espanha; Veja como ficarão distribuídas as cadeiras do Congresso
Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP.
O conservador Partido Popular (PP) venceu as eleições gerais da Espanha, neste domingo (23, e, com 99,31% dos votos apurados, obteve 136 assentos, 47 a mais do que os alcançados em 2019. O Partido Socialista (PSOE), por sua vez, aparece como a segunda força política, com 122, dois a mais do que nas eleições anteriores.
Apesar disso, nenhum dos blocos, de direita e esquerda tem representantes suficientes, a princípio, para chegar à maioria absoluta no Congresso (176 assentos) no primeiro turno de uma votação de posse, ou sequer maioria simples em um segundo no qual precisaria de mais votos a favor do que contra.
O partido de extrema-direita Vox perdeu 19 cadeiras nestas eleições e ficará com 33 deputados no Congresso, enquanto a plataforma de esquerda Sumar ficou em quarto lugar, com 31 assentos, quatro a menos que os obtidos por seu antecessor, o Unidas Podemos, nas eleições anteriores.
Entre as forças pró-independência, os catalães do ERC sofreram um forte revés, caindo de 13 para sete assentos, e os dos Junts per Catalunya perderam um e ficaram com seis, enquanto os bascos do EH-Bildu superaram pela primeira vez o Partido Nacionalista Basco (PNV), com seis deputados contra cinco deste último.
Já o Bloco Nacionalista Galego (BNG) mantém sua única cadeira, enquanto a Coalizão das Canárias conquistou uma, assim como os regionalistas navarros da Unión del Pueblo Navarro (UPN), de modo que o novo Congresso será muito fragmentado com 11 partidos diferentes.
Mais de 37 milhões de espanhóis estavam aptos para ir às urnas nessas eleições, dos quais 2,3 milhões vivem no exterior. Dos eleitores residentes na Espanha, 1.639.179 podiam votar pela primeira vez, por terem completado 18 anos desde a votação anterior.
Nesses pleitos foi registrado o recorde de maior votação por correio da história da democracia espanhola, com mais de 2,47 milhões de pessoas optando por essa forma em meio ao período de férias de verão no país.
As eleições gerais na Espanha, que definem de forma direta os representantes do Congresso dos Deputados (350) e do Senado (265), acontecem a cada quatro anos, a não ser que o chefe do governo as antecipe, como aconteceu nesta ocasião após a derrota do PSOE nas eleições regionais de maio.
Bem que ele tenta, mas não está fácil para o presidente Lula achar argumentos para apoiar os contemporâneos da velha guarda da esquerda na América Latina que fizeram uma opção preferencial pelo regime ditatorial. É lista que começa com Nicolás Maduro, da Venezuela, passa pelos herdeiros de Fidel Castro, em Cuba, e desemboca na maior desilusão de todas para os militantes de meio século atrás: Daniel Ortega, da Nicarágua, o comandante da Frente Sandinista que, após anos de luta, derrubou do governo o corrupto e truculento clã Somoza. Ortega chegou ao topo e pôs-se a fazer tudo o que condenava. Há dezesseis anos e quatro mandatos consecutivos no poder, o ditador se tornou mestre em sufocar todo e qualquer tipo de oposição, à custa de intimidação, prisão, tortura e fuzilamento. Neste ano, o alvo principal tem sido clérigos da Igreja Católica que denunciam abusos — o padre Fernando Zarma é a mais recente vítima, detido em meados do mês sem acusação formal, ao sair de uma missa, e com paradeiro até agora desconhecido.
O religioso mais proeminente nos presídios nicaraguenses é o bispo Rolando Álvarez, condenado a 26 anos de prisão em fevereiro por traição, atentado contra a segurança nacional e disseminação de notícias falsas. Ele se recusou a deixar o país junto com outros 222 prisioneiros políticos enviados para os Estados Unidos e, neste mês, de novo rejeitou a proposta de ser despachado para Roma. O governo abriu uma vasta investigação sobre lavagem de dinheiro pela Igreja, que resultou em multas e contas bancárias bloqueadas. Os atritos se intensificaram em 2018, quando a cúpula católica rejeitou o pedido de Ortega de suporte para controlar uma revolta estudantil que deixou mais de 300 mortos. De lá para cá, dezenas de religiosos foram presos. Só em 2023, sete padres foram expulsos, outros seis fugiram temendo represálias e mais três que viajaram não puderam retornar.
Na Nicarágua sandinista, cinco das seis empresas de mídia estão nas mãos de amigos e familiares do casal Ortega. Consequência direta da repressão, o êxodo cresce — os nicaraguenses foram a quarta nacionalidade que mais pediu asilo em outros países no ano passado, à frente de venezuelanos, afegãos e cubanos. “A impopularidade e ilegitimidade de Daniel Ortega são inquestionáveis e a situação está ficando insustentável até para a pequena parcela que ainda simpatiza com os sandinistas”, diz o cientista político Manuel Orozco, pesquisador da universidade americana Georgetown. O ditador se sustenta com um núcleo duro de apoio e com controle quase total da máquina: oito dos nove filhos lideram pastas do governo.
Antes da eleição do ano passado, Ortega prendeu, um por um, todos os candidatos rivais e 47 presos políticos foram condenados em julgamentos sumários. No país sob censura férrea, um simples tuíte que desagrade ao governo pode resultar em até oito anos de prisão, como ressalta uma declaração de repúdio do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, endossada por cinquenta países em março. O Brasil de Lula — a quem o papa Francisco pediu que interceda pelos religiosos nicaraguenses — seguiu em cima do muro até o início de julho, quando apoiou uma resolução da OEA que pede democracia na Nicarágua. Pelo andar do trator Ortega, isso está longe de acontecer.
“Buraco para o inferno”: China inicia nova escavação de poço a 10 mil metros de profundidade
Foto: Reprodução/CNN.
Engenheiros chineses iniciaram na quinta-feira (20) a construção de um novo poço que se aprofundará na crosta terrestre, ao mesmo tempo que o país intensifica sua busca por recursos naturais escondidos a dezenas de milhares de metros de profundidade.
O buraco chegará a 10.520 metros no solo na Bacia de Sichuan, no sudoeste da China, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua. A região é uma área importante para a produção de gás e os engenheiros esperam encontrar uma reserva de gás natural lá, diz a reportagem.
O anúncio veio apenas algumas semanas depois que a China começou a perfurar outro poço que está programado para se estender ainda mais na Terra com uma profundidade planejada de 11.100 metros. Esse projeto está localizado na Bacia de Tarim, na região autônoma de Xinjiang, no noroeste do país.
Se concluídos, eles estariam entre dois dos mais profundos poços feitos pelo homem no mundo. No entanto, eles não seriam os mais profundos.
Atualmente, esse recorde pertence ao extinto Poço Superprofundo de Kola, no noroeste da Rússia, um projeto de perfuração científica da era soviética que levou 20 anos para ser concluído e chegou a 12.262 metros de profundidade.
Esses buracos ultraprofundos se estendem mais do que o Monte Everest, medindo de cima para baixo, que tem cerca de 8.800 metros de altura.
Os humanos chegaram à lua, mas quando se trata de explorar a terra sob nossos pés, apenas arranhamos a superfície de nosso planeta.
Perfurar profundamente permite que os cientistas aprendam mais sobre como a Terra foi formada, com a crosta agindo como uma linha do tempo geológica ou da formação do mundo.
Mas também há fortes incentivos comerciais – explorando reservas de energia potencialmente lucrativas enterradas nas profundezas.
Ambas as empresas envolvidas nos poços chineses são grandes conglomerados estatais de petróleo.
O projeto mais recente na Bacia de Sichuan é operado pela PetroChina Southwest Oil and Gasfield Co, uma subsidiária da China National Petroleum Corporation, uma das maiores empresas estatais de energia da China, segundo a Xinhua.
Classificando-o como um movimento de “grande importância”, a agência de notícias estatal disse que o esforço visa explorar recursos profundamente enterrados enquanto “promove o progresso da tecnologia central e capacidade de equipamento da engenharia de petróleo e gás da China”.
“A perfuração revelará ainda mais os segredos da evolução sob a formação Sinian”, afirmou, referindo-se à forma como as rochas estão dispostas na Bacia de Sichuan.
Chen Lili, vice-engenheiro-chefe da PetroChina Southwest Oil, disse à agência de notícias estatal que esperava uma série de “desafios de classe mundial” a serem superados durante o processo de perfuração.
Revelando o projeto de Xinjiang anteriormente, a Xinhua o apelidou de “telescópio” no extremo mais profundo da Terra, com seu projeto de 2.000 toneladas encarregado de penetrar em mais de 10 estratos continentais.
A agência estatal informou que a configuração de perfuração pode suportar 200 graus Celsius e forças 1.700 vezes maiores que a pressão atmosférica.
Em maio, a Sinopec Corp disse ter atingido consideráveis fluxos de petróleo e gás em um poço de exploração na bacia de Tarim, a uma profundidade de 8.591 metros abaixo da superfície, informou a Reuters.
A China, a segunda maior economia do mundo e o maior emissor de carbono do planeta, tem enormes necessidades energéticas. O líder chinês Xi Jinping declarou a segurança energética futura como uma prioridade de segurança nacional.
A China se tornou líder global em energia renovável – o país está a caminho de dobrar sua capacidade de energia eólica e solar e atingir suas metas de energia limpa para 2030 cinco anos antes, de acordo com um relatório recente.
Mas também é o maior produtor mundial de poluição que aquece o planeta e está aumentando a produção de carvão.
Os EUA são o segundo maior emissor de carbono do mundo.
O enviado do clima dos EUA, John Kerry, se reuniu com autoridades chinesas em Pequim nesta semana e pediu uma ação mais rápida para enfrentar a crise climática.
Xi não se encontrou com Kerry esta semana. Mas durante a visita do enviado norte-americano, Xi disse em uma conferência nacional sobre proteção ambiental que o compromisso da China com suas metas de carbono – atingir um pico de carbono até 2030 e neutralidade de carbono até 2060 – é “inabalável”, segundo a Xinhua.
“Mas o caminho, método, ritmo e intensidade para atingir esse objetivo devem ser determinados por nós mesmos, e nunca serão influenciados por outros”, disse Xi.
Essa carta pode preceder uma acusação formal. O escritório do procurador especial envolvido no caso se recusou a comentar.
Donald Trump durante discurso a apoiadores em 4 de abril de 2023 — Foto: Marco Bello/Reuters
O ex-presidente Donald Trump disse nesta terça-feira (18) que recebeu uma carta informando que ele é alvo da investigação do Departamento de Justiça sobre os esforços para desfazer os resultados das eleições presidenciais de 2020 e a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro.
Essa carta pode preceder uma acusação; assim como aconteceu no mês passado em uma investigação separada sobre o manuseio incorreto de documentos de segurança nacional.
Trump não forneceu evidências para apoiar a afirmação.
O ex-presidente fez a afirmação em um post em sua plataforma Truth Social, dizendo que recebeu a carta alvo na noite de domingo. Um porta-voz do procurador especial Jack Smith, cujo escritório está liderando a investigação, se recusou a comentar.
Os promotores lançaram uma ampla rede em sua investigação sobre as tentativas de Trump e seus aliados de bloquear a transferência de poder para o democrata Joe Biden em 6 de janeiro de 2021.
Em seu post, Trump escreveu que “eles já me indiciaram efetivamente três vezes … com uma quarta vinda provavelmente de Atlanta” e acrescentou em letras maiúsculas: “Esta caça às bruxas é toda sobre interferência eleitoral e uma completa e total (política) armamento da aplicação da lei!”.
Milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria há quase uma década; desde então, apesar de esforços para resgatá-las, muitas seguem desaparecidas.
Meninas Yazidi em um campo de refugiados — Foto: BBC
Em 2014, milhares de mulheres e crianças da minoria yazidi foram escravizadas pelo grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.
Outros yazidis iniciaram uma operação de resgate quase imediatamente, mas hoje, quase uma década depois, a tarefa não está concluída.
Em novembro de 2015, Bahar e seus três filhos pequenos foram vendidos pela quinta vez.
Ela foi uma das muitas mulheres yazidis que foram feitas prisioneiras pelo EI quando o grupo entrou em seu vilarejo no distrito de Sinjar, no norte do Iraque, 18 meses antes.
Os yazidis são uma minoria religiosa e étnica que vive no Iraque há mais de 6 mil anos, mas foram rotulados como “infiéis” pelo autodenominado Estado Islâmico.
O grupo já havia levado o marido e o filho mais velho dela. Bahar acredita que os dois foram baleados e enterrados em uma vala comum.
A mulher lembra como ela e algumas crianças estavam todas enfileiradas em uma sala, chorando porque pensavam que seriam decapitadas. A realidade é que elas estavam sendo vendidas.
Foi quando o verdadeiro horror começou.
Bahar Elias passou 18 meses como prisioneira e escrava do grupo autodenominado Estado Islâmico — Foto: BBC
Bahar diz que teve que servir aos combatentes do EI, tornando-se propriedade deles.
“Eu tinha que agir como se fosse sua esposa, sempre que eles quisessem. Eles poderiam me bater se quisessem.”
Seus filhos tinham menos de 10 anos e também foram espancados. Sua filha foi atingida no rosto com a coronha de um rifle.
Um de seus “proprietários” era um tunisiano chamado Abu Khattab.
“Ficamos na casa dele, mas ele me emprestou para outras pessoas para que eu pudesse trabalhar como faxineira em outras duas bases do EI. Em todos esses lugares, eu fui trabalhar, fui limpar e eles me estupraram.”
“E havia ataques aéreos o tempo todo. Os combatentes do EI corriam por toda parte, pegando armas ou se escondendo dos bombardeios. Foi um caos, foi pior que um pesadelo.”
Um dia, quando Bahar e seus filhos estavam na casa de Abu Khattab, um carro com vidros escuros parou no local. O motorista estava vestido de preto e tinha uma longa barba — não parecia diferente de nenhum dos outros combatentes do EI.
Bahar percebeu que estava sendo vendida novamente, junto com seus filhos.
Oprimida com a situação, Bahar gritou com o homem para matá-la. Ela simplesmente não aguentava mais.
Mas o que aconteceu a seguir mudou tudo.
Um resgate cinematográfico
Enquanto se afastavam, o motorista lhes disse: “Vou levá-los para outro lugar”.
Bahar não sabia o que estava acontecendo e nem se deveria confiar no homem. Ela começou a ficar ansiosa.
O homem passou o telefone para Bahar: era a voz de Abu Shuja, um homem conhecido por coordenar o resgate de muitas mulheres e crianças. Ela percebeu que o motorista comprou ela e seus filhos para que pudessem ser resgatados.
Bahar foi levado para um canteiro de obras em algum lugar perto de Raqqa, na Síria. Eles a deixaram lá e disseram que um homem viria.
A palavra-código seria “Sayeed”, e ela deveria ir embora com o homem.
E assim foi: alguém chegou de moto e pronunciou a palavra.
Ele disse a Bahar para subir na motocicleta com seus filhos e acrescentou: “Ouça, estamos em território do EI, há postos de controle. Se eles perguntarem algo, não diga uma palavra para que eles não reconheçam seu sotaque yazidi.”
Bahar diz que o homem os levou para sua casa: “Eles foram tão gentis conosco lá, pudemos tomar banho, eles nos deram comida e analgésicos e nos disseram ‘Vocês estão seguros agora’”.
Outro homem tirou fotos de Bahar e seus filhos e enviou as imagens para Abu Shuja, para se certificar de que eram as pessoas certas. Então, por volta das 3h da manhã, eles acordaram a família, dizendo que era hora de se mudar novamente.
O dono da casa onde eles estavam hospedados deu a Bahar a carteira de identidade de sua mãe e disse a ela que, se alguém perguntasse algo, ela deveria dizer que estava levando o filho ao médico.
“Passamos por vários postos de controle do EI, mas eles não nos pararam em nenhum deles.”
Por fim, chegaram a uma cidade na fronteira entre a Síria e o Iraque, e Bahar foi recebida por Abu Shuja e seu irmão.
“Eu estava à beira do colapso”, diz ela, “não me lembro de muito além disso.”
Mais de 6.400 mulheres e crianças yazidis foram vendidas como escravas depois que o EI capturou Sinjar. Outros 5 mil yazidis foram mortos no que a ONU chamou de genocídio.
Abril de 2023: Bahar e seus três filhos seguram fotos de seus parentes desaparecidos — Foto: BBC
Abu Shuja, que coordenou o resgate de Bahar, não era o único a se preocupar com mulheres e crianças sequestradas pelo EI.
O empresário Bahzad Fahran, que vivia fora das áreas controladas pelo EI, montou um grupo chamado Kinyat para resgatar mulheres e crianças yazidis e relatar os crimes dos combatentes do EI.
Kinyat soube que os combatentes do EI estavam comprando e vendendo online mulheres yazidis sequestradas, principalmente por meio do Telegram.
“Nós nos infiltramos nesses grupos com nomes emprestados ou usando nomes de membros do EI”, diz Bahzad.
Ele aponta para as impressões de conversas do Telegram que pendurou em suas paredes. Um deles está em inglês e promove uma menina à venda: “12 anos, não é virgem, muito bonita”.
Custou U$ 13 mil (cerca de R$ 63 mil) e foi vendida em Raqqa, na Síria. Então ele me mostrou a foto da garota posando sugestivamente em um sofá de couro.
O futuro geral dos yazidis permanece incerto.
“Os yazidis estão sob ataque há muitos séculos, e muitos da população muçulmana ainda acreditam que eles devem se converter ou morrer”, diz Haider Elias, chefe de uma das maiores organizações de apoio aos yazidis, Yazda.
“É por isso que acreditamos que o EI não representa nem o quadro completo nem o fim disso , e isso é um grande temor para os yazidis.”
Dos 300 mil yazidis que fugiram do EI deixando suas casas em Sinjar, quase metade – incluindo Bahar – continua vivendo em acampamentos na região curda do Iraque.
Eles não podem voltar para suas casas no distrito de Sinjar porque ele foi quase completamente destruído. Além disso, sua posição estratégica na fronteira Iraque–Síriatornou-se um território perigoso, onde as milícias que vieram para combater o EI lutam entre si para alcançar a supremacia.
Elias diz que a comunidade tem medo de sofrer outro massacre a qualquer momento e, por isso, muitos yazidis estão emigrando.
“Para eles, a sensação de segurança é muito importante. É um grande tema. Eles não se sentem seguros.”
Comprar a liberdade de Bahar custou cerca de US$ 20 mil (cerca de R$ 97 mil). Ela está agora com 40 anos, mas parece mais velha. A maior parte do cabelo, que fica sob o véu, está grisalha.
Ela vive no acampamento há oito anos desde seu resgate. Sentada em um colchão fino no chão de sua barraca, ela puxa uma pasta de plástico com fotos de seus parentes desaparecidos.
Bahar olha as fotos de seu marido e filho mais velho, supostamente mortos pelo Estado Islâmico — Foto: BBC
Bahar tem estado muito doente – física e mentalmente -, sem saber o que aconteceu com o marido ou o filho mais velho. Ela também está lidando com o trauma de ter sido estuprada em várias ocasiões.
Seus filhos permanecem consigo, mas ela diz que eles ainda estão em estado de choque e ansiosos o tempo todo.
“Minha filha tem ferimentos devido aos espancamentos que sofreu”, diz ela.
“Tenho que continuar lutando e continuar. Mas agora, e do jeito que as coisas estão, somos como mortos-vivos.”
O acordo – negociado pelas Nações Unidas e pela Turquia em julho passado – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia sejam exportados com segurança.
Navio carrega grãos após sair do porto da Ucrânia — Foto: Serhii Smolientsev/REUTERS
Um acordo que reduziu os preços de alimentos em mais de 20% globalmente deve expirar na terça-feira (18), informou a Rússia.
O pacto – negociado em julho de 2022 – visava aliviar uma crise global de alimentos, permitindo que os grãos ucranianos bloqueados pelo conflito Rússia-Ucrânia fossem transportados pelo Mar Negro com segurança.
A invasão na Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços globais dos grãos disparassem. Dessa forma, o pacto buscava reduzir o preço dos produtos, segundo a Organização das Nações Unidas.
A parceria é importante porque a Ucrânia e a Rússia estão entre os maiores exportadores de commodities do mundo e impactam no preço de produtos mundialmente.
Quase 33 milhões de toneladas métricas de milho, trigo e outros grãos foram exportados pela Ucrânia. Sob o acordo, o último navio deixou a Ucrânia no domingo.
Os russos ameaçaram sair do pacto porque suas demandas para melhorar suas próprias exportações de grãos e fertilizantes não foram atendidas. A Rússia também reclamou que não chegavam grãos suficientes aos países pobres.
A Rússia notificou oficialmente a Turquia, a Ucrânia e as Nações Unidas de que é contra a extensão do acordo de exportação de grãos do Mar Negro, informou a agência de notícias RIA nesta segunda-feira, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou a repórteres que os acordos do Mar Negro deixaram de ser válidos hoje.
Os militares ucranianos sugeriram que o ataque poderia ser algum tipo de provocação da própria Rússia, mas a mídia ucraniana citou fontes não identificadas dizendo que o Serviço de Segurança da Ucrânia estava por trás do incidente.
“Assim que a parte russa dos acordos for cumprida, o lado russo retornará à implementação deste acordo, imediatamente”, acrescentou Peskov.
Ato será realizado na porta da embaixada israelense em Estocolmo
Bíblia Foto: Pexels
Neste sábado (15), a cidade de Estocolmo, na Suécia, será palco de um evento onde um exemplar da Bíblia e outro da Torá serão queimados publicamente, com transmissão pela internet.
O ato acontecerá do lado de fora da Embaixada de Israel na capital sueca. Apesar dos pedidos das autoridades israelenses para que o protesto fosse impedido, a polícia local autorizou a manifestação.
No mês passado, um imigrante iraquiano queimou um exemplar do Alcorão, livro sagrado do Islã, do lado de fora de uma mesquita, gerando uma onda de protestos.
A queima da Bíblia e da Torá será uma resposta a queima deste Alcorão, Um homem apresentou à polícia um pedido para poder realizar o protesto e conseguiu aprovação.
De acordo com a AP News, na Suécia, a polícia concede permissões com base na crença de que uma reunião pública pode ser realizada sem grandes interrupções ou riscos à segurança pública.
AUTORIDADES ISRAELENSES CONDENAM ATO O presidente de Israel, Isaac Herzog, emitiu um comunicado condenando tanto o ataque ao Alcorão, quanto ao ato que será realizado neste sábado.
– Como presidente do Estado de Israel, condenei a queima do Alcorão, sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou com o coração partido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, confirmou que tentou impedir a autorização do protesto junto com a polícia de Estocolmo, mas não teve sucesso. Segundo ele, será um “evento desprezível”.
O Conselho das Comunidades Judaicas Suecas criticou a polícia por autorizar o ato diante da “história trágica” que os judeus tiveram na Europa durante o Holocausto.
SpaceX alcança valor de mercado de US$ 150 bilhões e se torna empresa aeroespacial mais valiosa do mundo
Foto: Divulgação/SpaceX.
A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, alcançou valor de mercado de US$ 150 bilhões após uma oferta secundária de ações, conforme noticiou o canal americano CNBC.
Com a operação, a companhia se torna a mais valiosa do seu setor no mundo, superando a Boeing.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.