Segundo Comando Central, ataques tiveram como alvo áreas de armamento, sistemas de drones, locais de treinamento de foguetes e mísseis
Soldados norte-americanos se deslocam para base militar no Iraque | Foto: Reprodução/YouTube
Os Estados Unidos bombardearam três instalações ligadas a milícias apoiadas pelo Irã nesta terça-feira, 23, no território do Iraque nesta terça-feira, 23.
As incursões foram em resposta a um ataque a uma base aérea norte-americana no último fim de semana.
O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), que realiza operações no Oriente Médio, informou que as ofensivas tiveram como alvo a “sede, áreas de armazenamento, locais de treinamento de foguetes e mísseis” e sistemas de drones do Kataib Hezbollah.
Ataques de milícias a bases dos EUA
Desde o começo da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em 7 de outubro, as milícias ligadas ao Irã atacaram tropas norte-americanas em territórios iraquiano e sírio cerca de 150 vezes.
Os EUA têm 900 soldados na Síria e 2,5 mil no Iraque, que aconselham e ajudam as forças locais a evitar o ressurgimento do Estado Islâmico, que em 2014 tomou grandes partes de ambos os países antes de ser derrotado.
No sábado 20, quatro funcionários dos EUA tiveram contusões no cérebro em um dos ataques.
O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, afirmou que os norte-americanos usaram a força necessária e que a retaliação foi proporcional. Segundo ele, foram ataques precisos e em resposta direta.
Os ataques contra bases militares dos Estados Unidos são interpretados como um sinal de apoio ao grupo terrorista Hamas. Outros grupos de islâmicos árabes, como os houthis, no Iêmen, e o Hezbollah, no Líbano, têm feito ataques em “solidariedade” à organização palestina.
Avião americano na Base Aérea Al-Asad no Iraque | Foto: Reprodução
Tensão no Iraque
O gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, anunciou medidas para expulsar as forças dos EUA depois de um ataque de drones norte-americanos em Bagdá no início deste mês, que foi condenado pelo governo local.
O Ministério da Defesa (Pentágono) ressaltou que a ofensiva matou um líder de milícia responsável por ataques recentes contra agentes dos Estados Unidos.
O Pentágono também afirmou que não foi formalmente notificado de quaisquer planos para acabar com a presença de tropas dos EUA no Iraque e disse que suas tropas estão enviadas para o país a convite do governo de Bagdad.
Militares israelenses foram alvos de uma granada e acabaram atingidos por dois edifícios que desabaram. Três soldados também morreram em conflito no front de batalha. Apesar das baixas, premiê diz que guerra continuará e rejeita criação de Estado palestino.
Na maior baixa militar para Israel desde o início da guerra contra o Hamas, 24 soldados do país morreram na Faixa de Gaza nesta terça-feira, segundo as Forças de Defesa israelense.
Apenas uma explosão matou simultaneamente 21 militares. Outros três combatentes foram mortos em conflitos com terroristas do Hamas horas antes também no território palestino.
Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel Daniel Hagari, a explosão que matou 21 soldados foi provocada por uma granada, lançada de um foguete. O artefato, ainda de acordo com Hagari, atingiu um tanque que protegia os militares.
Os soldados também acabaram sendo atingidos pelos destroços de dois edifícios que colapsaram após a explosão da granada, o que aumentou o número de baixas, disse o porta-voz.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que o país enfrentou uma “manhã insuportavelmente difícil”.
“As intensas batalhas estão ocorrendo em um espaço extremamente desafiador, e estamos fortalecendo os soldados das FDI e as forças de segurança que estão trabalhando com determinação infinita para concretizar os objetivos dos combates”, escreveu em uma rede social.
Na semana passada, Israel lançou uma ofensiva para capturar a cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Segundo os militares israelenses, atualmente a região abriga o principal quartel-general do Hamas.
Com 24 baixas no total, este é o maior número de mortes de militares israelenses desde o início do conflito dentro da Faixa de Gaza. A guerra entre Israel e o Hamas começou no dia 7 de outubro de 2023 e já dura mais de três meses.
Um menino de dois anos, identificado como Bronson Battersby, foi encontrado morto ao lado de seu pai, Kenneth Battersby, de 60 anos, em sua casa, em Skegness, Lincolnshire. Conforme informações divulgadas pelos tabloides “The Sun” e “The Mirror”, acredita-se que Bronson tenha falecido por desidratação e fome, após seu pai sofrer um infarto e ficarem isolados dentro de casa, sem ninguém para prestar auxílio.
Descoberta da tragédia
Os corpos foram achados no dia 9 de janeiro, ambos já sem vida, por uma assistente social e o proprietário do imóvel onde residiam. “A assistente social foi à casa rever Bronson. O proprietário chegou com a chave, entrou com a assistente social, e eles acharam os dois corpos, tragicamente, o que é simplesmente horrível e devastador para todos os envolvidos”, declarou um porta-voz do Conselho do Condado de Lincolnshire ao “Mirror”. A última vez que haviam sido vistos foi aproximadamente duas semanas antes do achado, apontando que Kenneth já poderia ter sofrido o infarto dias após o Natal.
Investigações sobre as mortes
A polícia de Lincolnshire realizou uma perícia inicial no local, a qual descartou a possibilidade de pai e filho terem morrido por intoxicação por monóxido de carbono. Por enquanto, as mortes não são tratadas como suspeitas.
Um amigo próximo da família, que preferiu não se identificar, complementou ao tabloide “The Sun” que Bronson foi encontrado “enrolado nas pernas de Kenneth”, o que indica que o menino possivelmente acreditava que seu pai estava dormindo, sem entender a gravidade da situação.
Declaração da mãe do menino
Sarah, mãe de Bronson, expressou sua profunda tristeza pela perda do filho: “Não pude pegá-lo porque seu corpo era muito frágil. Eu só pude tocá-lo. Ele ficou lá por muito tempo”, disse ela.
Vale ressaltar que a situação gerou comoção na comunidade local e nas redes sociais, com diversas manifestações de carinho e apoio à família e lembranças de Bronson e Kenneth. Independentemente das circunstâncias, a morte prematura de uma criança é sempre uma tragédia que provoca grande dor e tristeza.
O S&P Merval, o principal índice da Bolsa de Valores da Argentina, bateu recorde na 6ª feira (19.jan.2024). Subiu 1.174.875 pontos, com alta de 3,6% no último pregão. O índice disparou 82,1% desde a vitória do presidente do país, Javier Milei, nas urnas.
O mercado de ações do país está em alta contínua há 5 dias seguidos. Avançou 9,73% neste período. A Argentina fechou um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para renegociar a sua dívida –leia mais sobre o acordo aqui. A medida foi uma vitória de Milei e exigirá ações ambiciosas para cumprir as metas fiscais.
Foto: Reprodução/Poder 360.
O dólar blue –que é a cotação paralela livre das interferências do Estado– foi para 1.195 pesos argentinos. Subiu 29,2% desde o 2º turno das eleições no país. Estava a 924,9 pesos argentinos na véspera do pleito.
Foto: Reprodução/Poder 360.
Já a cotação paralela do real avançou para 242,2 pesos argentinos. Antes das eleições, R$ 1 equivalia 189,5 pesos argentinos.
Foto: Reprodução/Poder 360.
Milei adotou mudanças na cotação oficial do câmbio, que foi congelado durante o governo anterior e provocou distorções entre o valor real da moeda e o praticado no país. Para reduzir as assimetrias, aumentou o valor do dólar de 366 pesos para 800 pesos nos primeiros dias de governo.
O valor continua a subir, mas de maneira mais controlada que o dólar blue. Avançou para 819,8 pesos argentinos, uma alta de 131,6% em relação ao 2º turno das eleições.
Foto: Reprodução/Poder 360.
O efeito foi similar para a cotação oficial do real. A moeda brasileira vale 166,2 pesos argentinos no país. Está quase em desuso as compras de dólar ou real pela cotação oficial. Não há moeda estrangeira disponível para as operações nesta modalidade.
O número de desertores norte-coreanos que chegaram à Coreia do Sul triplicou no ano passado, para 196, com a saída de muitos diplomatas e estudantes, após vários anos de declínio devido à pandemia, informou Seul nesta quinta-feira, 18.
Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para o Sul desde que a península foi dividida pela guerra na década de 1950. A maioria passa primeiro pela China e depois por um terceiro país, como a Tailândia, antes de chegar à Coreia do Sul.
Mas o número de desertores caiu significativamente desde 2020, quando Pyongyang fechou as suas fronteiras para prevenir infecções por covid-19. Em 2021, apenas 63 pessoas chegaram ao Sul, uma redução de mais de 90% desde 2019, quando chegaram 1.047 desertores. Apenas 67 o fizeram em 2022.
O Ministério da Unificação indicou em comunicado que 196 desertores chegaram à Coreia do Sul no ano passado, um número inferior aos níveis pré-pandemia. Mais de 80% dos que fugiram do regime repressivo no Norte eram mulheres, segundo o ministério.
Houve também uma tendência crescente de deserções entre as elites norte-coreanas, como diplomatas e estudantes no exterior, segundo a agência. “Confirmamos que o desgaste entre a classe de elite no ano passado foi o mais alto dos últimos anos”, disse ele.
Especialistas, entretanto, esfriam os ânimos mais exaltados
A sonda Perseverance, da Nasa (agência espacial dos EUA), registrou na quarta-feira (17/1) uma imagem que deixou muita gente intrigada: uma “esfera azul flutuando”. A cena real remete ao romance de ficção científica dos anos 1950 “The Martian Chronicles”, de Ray Bradbury, que fala de espécies encontradas no Planeta Vermelho — entre elas, um grupo de orbes (esferas) azuis flutuantes.
Os registros da Perseverance, que chegou a Marte em 2021, costumam levantar dúvidas sobre alguns “achados” no planeta. Formas intrigantes levam ufólogos e adeptos de teorias da conspiração a questionar sobre a ocupação de Marte. Mas, até agora, tudo não passa de ilusão de óptica, e, no caso, de rochas e poeira.
A esfera azulada flutuando saiu do lugar-comum. Uma imagem dela foi capturada às 14h48m (horário de Marte) pela Câmera de Navegação Direita da sonda. A Nasa, como de costume, não se manifestou após a imagem viralizar.
Especialistas, entretanto, manifestaram-se após ser procurados pelo “Metro”, esfriando os ânimos dos mais empolgados.
“É quase certamente um reflexo interno dentro da câmera”, disse o professor Grant Kennedy, da Universidade de Warwick (Inglaterra). “O Sol está em algum lugar na frente da sonda (acima e um pouco à esquerda), então é provável que a luz esteja brilhando diretamente sobre ou dentro da lente”, explicou ele.
“Certamente parece um reflexo interno na câmera, especificamente um artefato de difração, que resultaria no arco-íris de cores que vemos aqui”, concordou Greg Brown, astrônomo do Observatório Real de Greenwich (Inglaterra).
No primeiro dia de guerra a 22 grupos do narcotráfico no Equador, o presidente Daniel Noboa avisou: “Vamos considerar juízes e promotores que apoiarem os líderes identificados desses grupos terroristas também como parte do grupo terrorista”. Em entrevista à Rádio Canela, ele admitiu que o país vive um “momento muito duro”, prometeu “proteger os cidadãos” e anunciou a deportação de 1.500 presos estrangeiros, entre eles, peruanos, colombianos e venezuelanos. Um decreto de Conflito Armado Interno, firmado na véspera, concede às Forças Armadas a licença para “neutralizar” o narcotráfico.
Entre terça-feira (9/1) e quarta-feira (10), os militares executaram cinco “terroristas” e efetuaram 329 prisões. Do outro lado, marginais continuam a semear o terror: 14 pessoas morreram em ataques armados. Em cinco penitenciárias, 130 funcionários e agentes carcerários são mantidos reféns.
A explosão de violência em Guayaquil — onde três corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro, na madrugada de quarta-feira, e um estúdio de tevê foi invadido por encapuzados na véspera — e em outras cidades levou a Colômbia a militarizar a fronteira com o Equador. Controles foram intensificados no departamento de Nariño. O Peru mobilizou mais de 500 soldados, helicópteros e drones para fortalecer a divisa de 1,4 mil quilômetros, além de declarar estado de emergência na região.
Cerca de 24 horas depois de ter uma arma apontada para a cabeça e uma dinamite colocada no bolso, durante invasão de criminosos à emissora TC Televisión, o jornalista Jose Luis Calderon ainda tentava assimilar o pesadelo enfrentado na tarde de terça-feira. “O que estamos vivendo não tem precedentes. O governo não possui um plano claro para lidar com essa situação. Vivemos em estado de guerra, as Forças Armadas estão nas ruas e os cidadãos, retidos em suas casas”, desabafou ao Correio o apresentador, que ficou mais de 40 minutos em poder dos marginais. A insegurança conseguiu unir inimigos políticos. O ex-presidente Rafael Correa apoiou as medidas tomadas por Noboa. “Tenha o nosso apoio total e irrestrito. Por favor, não ceda”, pediu.
Também em Guayaquil, o engenheiro químico colombiano Pedro Enrique Yela, 51 anos, aguardava no hotel o momento de retornar a Cáli. “A cidade está com atividades mínimas. Ficamos o dia inteiro no hotel. A recomendação é não sair, a não ser que seja algo imprescindível”, disse à reportagem. “A terça-feira foi mais complicada, com drástica redução do transporte público. Nem os táxis rodaram. A sensação por aqui é de perplexidade e de incerteza. As ruas estão vazias.”
A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada da violência do narcotráfico no Equador. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se disse “alarmado” e condenou “energicamente” os atos criminosos dos últimos dias. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, declarou que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com o governo Noboa para “lidar com a violência”. “Estamos dispostos a tomar medidas concretas para melhorar nossa cooperação com o governo do Equador, à medida que começa a lidar com a violência”, afirmou. A União Europeia denunciou um “ataque direto” à democracia e afirmou estar “com o povo do Equador e suas instituições democráticas”.
Diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE), Arturo Moscoso admitiu ao Correio que o narcotráfico penetrou todos os níveis do Estado. “Por aqui, se tem falado de ‘narcogenerais’ e de juízes que favorecem os traficantes. A declaração de Noboa é uma ameaça a esses indivíduos corruptos. O presidente aproveitou o decreto de Conflito Armado Interno para sublinhar que essas pessoas também poderão ser alvos das Forças Armadas”, disse. Moscoso vê a deportação de presos como uma medida mais complicada. “Ela exige ver quais presos se encaixam nesse processo, os delitos que cometeram, como será o traslado até a Colômbia, se serão detidos no país vizinho. Não é algo fácil.”
Para o general Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa do Equador entre 2021 e 2022, a decisão de punir como terroristas promotores e juízes envolvidos com o narcotráfico precisa passar por filtros legais. “Para punir essas pessoas, será preciso acionar o Código Penal para estabelecer as sanções face às diferentes acusações a serem imputadas pelo gabinete do procurador”, explicou ao Correio, por telefone. Ele entende que as medidas anunciadas por Noboa até o momento são corretas. “No momento em que houve a invasão à emissora TC Televisión, imediatamente o governo emitiu um decreto no qual identificava os grupos delinquentes como terroristas.”
Intervenção direta
Segundo Henández, o decreto firmado na terça-feira pelo chefe de Estado permitirá ao governo utilizar as Forças Armadas em intervenções diretas contra a delinquência. “Isso deixa o governo e as Forças Armadas com um instrumento legal, que lhes possibilita tomar ações e acompanhar o trabalho da polícia de maneira mais direta”, observou. O ex-ministro defende uma “profunda reforma” no sistema político equatoriano e a necessidade de fortalecimento das instituições equatorianas. Ele sublinha que o Judiciário e a polícia foram infiltrados pelo narcotráfico, com casos menores nas Forças Armadas. “Temos infiltrações em governos locais e em estratos políticos. O sistema precisa blindar, em sua estrutura, a influência do narcotráfico”, comentou. Em nível tático, o general cita a falta de equipamentos da polícia e das Forças Armadas como obstáculos.
Apesar de ressaltar que o estado de emergência não pode exceder dois meses, Hernández admitiu que a Constituição pode sofrer mudanças, no sentido de fazer com que as Forças Armadas atuem, de forma complementar, com a polícia. Ele prevê que a situação no país tende a melhorar. “Os níveis de insegurança são vistos em alguns setores de algumas cidades.”
Secretário de Segurança Pública do Equador em 2023, durante o governo de Guillermo Lasso, Wagner Bravo concorda com a urgência no reforço das instituições. Ele acusou a gestão de Rafael Correa de “desinstitucionalizar” o Estado. “O crime organizado se enraizou em todas as esferas da sociedade, como a política, a militar, a judicial e o Ministério Público.”
“A contrapartida de Noboa foi identificar políticos, policiais, promotores e juízes envolvidos com facções e colocá-los à vista do público. Se ficar provado que têm nexo com o crime organizado, eles têm que ir para a cadeia”, ressaltou Bravo.
EU ACHO…
“A situação chegou a esse ponto por vários motivos: a permissividade com que as autoridades trataram esses grupos e cartéis durante o governo de Rafael Correa; a expulsão da base norte-americana de Manta e a ruptura na ajuda que os EUA concediam no combate ao narcotráfico; a inoperância dos governos posteriores para enfrentar o problema; a crise econômica e a falta de emprego, que empurram jovens aos grupos delinquentes; e a tolerância com a corrupção, que permitiu que o narcotráfico penetre na institucionalidade do país, entre outras causas.” – Arturo Moscoso, diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE).
“O presidente Daniel Noboa está há apenas seis semanas no poder. Ele prometeu, durante a campanha eleitoral, aorimorar o sistema de inteligência equatoriano, no sentido de trabalhar em coordenação com as diferentes agências do governo, as Forças Armadas e o sistema carcerário. Ele também anunciou a construção de novas prisões. Creio ser necessário um maior controle do Estado sobre as penitenciárias. Os presídios têm que deixar de ser um quartel-general da delinquência, de onde partem as ordens.” – General Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa entre 2021 e 2022.
Em meio a escavações na aldeia de et-Taiyiba, localizada no Vale de Megido (também conhecido como Vale de Jezreel), em Israel, arqueólogos encontraram uma rara inscrição em pedra com uma referência a Jesus Cristo. Vale mencionar que, na escatologia cristã, a região é considerada o local da batalha final entre o bem e o mal, o Armagedom — termo derivado do hebraico “Har Megiddo”, que significa “Monte Megido”.
Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel/Tzachi Lang e Einat Ambar-Armon.
Segundo descrito pelo Heritage Daily, a inscrição na pedra está gravada em grego, e ela foi encontrada na entrada de um edifício datado do fim do século 5, quando a região vivia seu conhecido período bizantino ou islâmico primitivo.
Segundo a pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a Dra. Leah Di-Segni, a inscrição recém-descoberta é uma dedicatória ao Jesus bíblico. Nela, está escrito: “Cristo nasceu de Maria. Esta obra do mais temente a Deus e piedoso bispo [Teodósio] e do miserável Th[omas] foi construída desde a fundação. Quem entrar deve orar por eles..”
Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel.
Além da gravura, no local também foram encontradas duas salas com piso em mosaico, decorados com desenhos geométricos.
Descoberta importante
Importante mencionar que Teodósio, a pessoa referida no fragmento de texto como sendo o fundador do edifício, foi um dos primeiros bispos cristãos da região, detendo até mesmo de autoridade religiosa na cidade de Bet She’an — que serviu como capital da província bizantina de Palaestina Secunda. Os pesquisadores afirmam que a inscrição possui objetivo de proteger contra o mau-olhado, e já foi encontrada anteriormente em outros locais do mundo bizantino.
“Esta é a primeira evidência da existência da igreja bizantina na aldeia de et-Taiyiba, e se soma a outras descobertas que atestam as atividades dos cristãos que viviam na região”, afirma por fim Walid Atrash, da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).
Em discurso na Assembleia, ditador norte-coreano afirmou que sua conclusão é que a unificação já não é possível
Kim pediu emenda para mudar o status da Coreia do Sul | Foto: Reprodução/KCNA
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou nesta terça-feira, 16, que, apesar de seu país não buscar a guerra, não pretende evitá-la, informou a mídia estatal KCNA, segundo a CNN.
Kim afirmou que sua conclusão é que a unificação com o Sul já não é possível. E pediu uma emenda constitucional para mudar o status da Coreia do Sul para um Estado separado.
O líder norte-coreano deu as declarações na Assembleia Popular Suprema, o Parlamento oficial da Coreia do Norte. Ele encerrou o discurso com a acusação de que Seul procura o colapso do seu regime e a unificação por absorção.
“Não queremos a guerra, mas não temos intenção de evitá-la.”
A CNN acrescentou que, de acordo com a imprensa estatal, três organizações que lidam com a unificação e o turismo intercoreano serão encerradas.
Crescente tensão na região
Pyongyang tem realizado uma série de testes de mísseis | Foto: Reprodução/KCNA
As falas e a iniciativa de Kim ocorrem em meio a uma piora das tensões na Península Coreana. Pyongyang tem realizado uma série de testes de mísseis, buscado romper décadas de política e alterar a forma como se relaciona com o Sul.
De acordo com a CNN, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte poderia assumir as relações com Seul, segundo alguns analistas. Seria uma maneira de ajudar a justificar o uso de armas nucleares contra o Sul em uma guerra futura.
A KCNA disse que, no discurso, Kim pediu que a Coreia do Sul fosse designada como o “inimigo número um” na sua Constituição. E também afirmou que uma guerra dizimaria o vizinho e causaria uma derrota “inimaginável” aos EUA.
Para ele, segundo declarou, caso ocorra uma guerra na Península Coreana, a Constituição do país deve refletir a questão de “ocupar”, “recapturar” e “incorporar” o Sul ao seu território.
Na semana passada, o antigo funcionário do Departamento de Estado Robert Carlin e o cientista nuclear Siegfried Hecker disseram que veem a situação na Península Coreana como mais perigosa do que nunca desde o início de junho de 1950. As declarações foram escritas em uma matéria do projeto 38 Norte, baseado nos EUA.
“Não sabemos quando ou como Kim planeja puxar o gatilho, mas o perigo já está muito além dos avisos de rotina em Washington, Seul e Tóquio sobre as ‘provocações’ de Pyongyang.”
Para outros observadores mais otimistas, acrescentou a CNN, tais mudanças refletem simplesmente a realidade e podem ajudar as duas Coreias a normalizarem as relações.
Um homem que tinha sido declarado morto pelos médicos de um hospital de Karnal, na Índia, ‘ressuscitou’ a caminho do crematório, depois de o carro funerário em que seguia ter passado por cima de um enorme buraco.
De acordo com a NDTV, o movimento brusco do veículo mudou o destino de Darshan Singh Brar, de 80 anos, uma vez que este começou a mexer-se após o estrondo.
O neto, que acompanhava o avô à sua última morada, reparou que estava a mexer uma das mãos e auscultou-o. Ao aperceber-se que o idoso tinha batimento cardíaco, pediu ao motorista do carro funerário para se dirigir ao hospital mais próximo, o que foi imediatamente feito.
Quando o homem deu entrada no hospital, os médicos nem queriam acreditar. O paciente estava em estado grave, mas vivo.
A família descreve agora o incidente como um milagre e mantém a esperança na recuperação do idoso.
À NDTV o neto do idoso, Balwan Singh, contou que o avô foi levado por um primo ao hospital depois de ter-se sentido mal. Após quatro dias ligado ao ventilador, o idoso foi declarado morto na quinta-feira, 11 de janeiro, algo que viria a mudar poucas horas depois.
De acordo com os meios internacionais, apesar de continuar em estado crítico, Darshan Singh Brar continua vivo.