Monarca britânico foi diagnosticado com câncer e deve se afastar para tratamento da doença
O Palácio de Buckingham anunciou nesta segunda-feira (5/2) que o rei Charles III, de 75 anos, está com câncer. O tipo do tumor não foi revelado, tampouco o estágio ou prognósticos sobre a doença, no entanto, segundo o Palácio, o tratamento já começou e o rei deve ficar afastado.
Nesse ínterim, outros membros da família real, entre eles o príncipe William, herdeiro do trono, devem substituí-lo nas atividades que forem necessárias – enquanto o monarca mantém suas funções de chefe de Estado.
A última aparição pública de Charles III foi registrada no domingo, quando ele foi à missa em Sandringham. Na ocasião, ele acenou para os súditos. Em janeiro ele passou por uma cirurgia para tratar um inchaço na próstata que, segundo os médicos, era benigno.
Na ocasião, o monarca disse que decidiu tornar o problema público como modo de incentivar que homens busquem tratamento. Ele também declarou ter ficado contente com o aumento de buscas por diagnósticos da doença no Reino Unido. Charles III foi coroado em maio, oito meses após a morte da mãe, a rainha Elizabeth II, que permaneceu mais de sete décadas no trono. (Com Estadão Conteúdo)
O rei Charles III foi diagnosticado com um câncer, anunciou o Palácio de Buckingham, na tarde desta segunda-feira (5). O tipo ainda não foi revelado, mas não estaria relacionado à cirurgia recente que o monarca realizou na próstata.
Foi na recente internação, no entanto, que o tumor foi identificado. De acordo com o comunicado do palácio, o rei de 75 anos já iniciou o tratamento. Por recomendação médica o monarca irá adiar alguns compromissos públicos.
– Sua majestade iniciou hoje um cronograma de tratamentos regulares, durante os quais foi aconselhado pelos médicos a adiar as tarefas de atendimento ao público – diz o comunicado.
O Palácio de Buckingham diz ainda que o rei “permanece totalmente otimista sobre o tratamento que recebeu e espera retornar ao serviço público o mais rápido possível”.
Nenhum detalhe adicional sobre o quadro clínico do monarca foi anunciado. Mesmo com uma pausa nas atividades públicas, Charles continuará exercendo seu papel constitucional como chefe de Estado. Ele decidiu tornar o diagnóstico público para evitar especulações.
O presidente do país, Gabriel Boric, declarou estado de emergência
Bombeiros trabalham durante a propagação de incêndios florestais em Vina del Mar – 3/2/2024 | Foto: Sofia Yanjari/Reuters
Fortes incêndios florestais nos arredores de uma área densamente povoada da região central do Chile deixaram pelo menos 19 mortos e destruíram cerca de 1,1 mil casas, informaram autoridades locais, neste sábado, 3.
A ministra do Interior do Chile, Carolina Tohá, informou que há atualmente 92 incêndios florestais no centro e no sul do país, onde as temperaturas têm sido anormalmente altas nesta semana.
O incêndio mais mortal ocorreu na região de Valparaíso, onde as autoridades instaram as pessoas a não saírem de suas casas para que carros de bombeiros, ambulâncias e outros veículos de emergência pudessem transitar com maior facilidade.
Tohá afirmou que dois incêndios perto das cidades de Quilpué e Villa Alemana queimaram pelo menos 8 mil hectares desde a sexta-feira 2. Um dos incêndios ameaçava a cidade costeira de Viña del Mar, onde alguns bairros já foram gravemente afetados.
El Niño potencializou os incêndios florestais no Chile
As autoridades também relataram apagões como resultado do incêndio. Tohá disse que, na região de Valparaíso, foi necessário evacuar quatro hospitais e três lares de idosos. O incêndio também destruiu dois terminais rodoviários.
O fenômeno climático El Niño causou secas e temperaturas mais quentes do que o normal ao longo do oeste da América do Sul neste ano, aumentando o risco de incêndios florestais. Em janeiro, mais de 17 mil hectares de florestas foram destruídos na Colômbia por incêndios que se seguiram a várias semanas de tempo seco.
“A situação dos incêndios florestais é muito difícil, em razão das temperaturas e dos ventos, mas saibam que estamos mobilizados ao máximo para enfrentar a emergência”, escreveu o presidente do Chile, Gabriel Boric, no Twitter/X. “Também decidi declarar o estado de emergência, para ter todos os recursos necessários.”
Dantesque views of the wildfires in Villa Alemana, región de Valparaíso, Chile on February 2, 2024.
Ofensiva contra milícias xiitas ligadas ao Irã ocorre em retaliação à morte de três soldados norte-americanos, em bombardeio à base Torre 22, no nordeste da Jordânia, em 28 de janeiro
Os Estados Unidos atacaram, na noite desta sexta-feira (horário local), alvos ligados a milícias xiitas pró-Irã na Síria. A ofensiva militar foi uma primeira retaliação à morte três soldados norte-americanos, durante bombardeios de drones à Torre 22, uma base militar usada pelos Estados Unidos no nordeste da Jordânia, na fronteira com a Síria. Drones atingiram o alojamento da Torre 22, no domingo (28/1). A organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou que seis combatentes pró-iranianos foram mortos na onda inicial de resposta dos Estados Unidos.
Na última quinta-feira, o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tinha confirmado que os planos de retaliação estavam aprovados e que o início dos ataques dependia apenas das condições climáticas na região. Por sua vez, o presidente Joe Biden havia sinalizado que não desejava uma escalada do conflito no Oriente Médio. O ataque à Síria ocorreu poucas horas depois de Biden receber os corpos dos três soldados na Base Aérea Dover, em Delaware.
Na quarta-feira (31), Christopher Wray, diretor do FBI, a agência nacional de investigações dos Estados Unidos, emitiu um alerta destacando que hackers chineses estão se mobilizando para provocar impactos significativos e danos concretos nos Estados Unidos.
“Os hackers da China estão se posicionando na infraestrutura americana, se preparando para causar estragos e danos no mundo real aos cidadãos e comunidades americanas, se ou quando a China decidir que chegou a hora de atacar”, disse Wray ao Comitê Selecionado da Câmara sobre o Partido Comunista Chinês.
Embora as autoridades cibernéticas tenham advertido anteriormente sobre as capacidades cibernéticas ofensivas da China, o alerta público de Wray sublinha o enorme nível de preocupação no topo do governo dos EUA sobre a ameaça que eles representam para infraestruturas críticas em todo o país.
O chefe da Agência de Segurança Nacional dos EUA e outros funcionários de alto escalão também comentaram sobre a atividade cibernética chinesa.
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Os hackers apoiados pelo governo chinês, segundo Wray, têm como alvo, entre outras coisas, estações de tratamento de água, infraestrutura elétrica, oleodutos e gasodutos.
Eles estão trabalhando “para encontrar e se preparar para destruir ou degradar a infraestrutura civil crítica que nos mantém seguros e prósperos. E sejamos claros: as ameaças cibernéticas à nossa infraestrutura crítica representam ameaças do mundo real à nossa segurança física”, destacou o diretor do FBI.
O governo chinês negou acusações sobre hackeamento.
Esforços para aliviar tensão entre os EUA e China
A sessão na Câmara ocorre simultaneamente a significativos esforços por parte das autoridades dos Estados Unidos e da China para reduzir as tensões nas relações entre as duas superpotências.
Durante uma reunião em novembro do ano passado, o presidente chinês, Xi Jinping, assegurou pessoalmente ao presidente dos EUA, Joe Biden, que a China não interferiria nas eleições de 2024, conforme revelou com exclusividade a CNN nesta terça-feira (30).
Essa garantia foi reafirmada pelo ministro das Relações Exteriores chinês ao conselheiro de segurança nacional de Biden no último final de semana, conforme informaram fontes à CNN. As autoridades norte-americanas estarão atentas para verificar se Xi Jinping mantém sua palavra.
Questionado sobre essa garantia na audiência desta quarta, Wray disse: “A China prometeu muitas coisas ao longo dos anos, por isso acho que acreditarei [somente] quando acontecer”.
O foco da sessão não foram as eleições nos EUA, mas a forma como os hackers chineses estão supostamente se infiltrando em redes informáticas em portos, centrais energéticas e outras infraestruturas importantes no país.
“A verdade é que os ciberatores chineses tiraram partido de falhas muito básicas na nossa tecnologia. Facilitamos as coisas para eles”, ponderou Jen Easterly, que lidera a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA, aos legisladores.
“Infelizmente, a tecnologia que sustenta a nossa infraestrutura crítica é inerentemente insegura, porque há décadas os desenvolvedores de software não são responsabilizados por tecnologias defeituosas”, afirmou Easterly.
“Isso levou a incentivos onde os recursos e a velocidade de lançamento no mercado foram priorizados em relação à segurança, deixando nossa nação vulnerável à invasão cibernética. Isso tem que parar”, complementou.
O foco na prevenção de campanhas prejudiciais do governo chinês e de hackers tem sido destacado tanto pelo FBI quanto pelo Departamento de Justiça. Segundo a CNN, nos últimos meses, autoridades federais utilizaram uma ordem judicial para permitir que o Departamento de Justiça remova códigos maliciosos ou proteja centenas de dispositivos nos EUA relacionados à campanha de hackers chineses contra a infraestrutura americana.
Apesar desses esforços, suspeita-se que os hackers estejam profundamente infiltrados na infraestrutura dos Estados Unidos. A iniciativa do Departamento de Justiça e do FBI faz parte de uma abordagem mais abrangente do governo para minimizar o impacto das ações dos hackers chineses. As autoridades dos EUA expressam preocupação de que tais ataques possam prejudicar uma possível resposta militar americana em caso de uma invasão chinesa a Taiwan.
Acredita-se que os hackers estejam utilizando o acesso a alguns dispositivos para penetrar em infraestruturas críticas, como portos e redes de transporte. Um dos desafios enfrentados pelas autoridades americanas é o grande número de agentes cibernéticos chineses em comparação com os do FBI, sendo estimado que superem em pelo menos 50 para 1.
Além disso, o general Paul Nakasone, chefe da Agência de Segurança Nacional, destacou perante legisladores que expulsar os hackers das redes críticas dos EUA é uma preocupação constante.
“Precisamos ter uma vigilância contínua. Esta não é uma ameaça periódica que vamos enfrentar. Isso é persistente”, disse Nakasone.
Wray comentou que os esforços da China vão além da tecnologia, alertando que “eles visam as nossas liberdades, alcançando dentro das nossas fronteiras, através da América, para silenciar, coagir e ameaçar os nossos cidadãos e residentes”.
Benjamin Netanyahu diz que UNRWA está ‘totalmente infiltrada’ pelo Hamas; funcionários do órgão são acusados de envolvimento nos ataques de 7 de outubro
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu o fim da missão da UNRWA | Reprodução/Redes sociais
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu nesta quarta-feira, 31, o fim da missão da Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês).
“É momento de a comunidade internacional e a ONU [Organização das Nações Unidas] entenderem que a missão da UNRWA tem de terminar”, afirmou Netanyahu a uma delegação de embaixadores da ONU.
É a primeira vez que o primeiro-ministro pede o fim da missão. Ele também ressaltou que a agência foi “totalmente infiltrada” pelo Hamas.
Primeiro-ministro de Israel quer o fim de agência
Netanyahu insistiu recorrer a “outras agências da ONU e outras organizações humanitárias” para substituir a UNRWA.
Depois da investigação de funcionários acusados de envolvimento nos atos terroristas do Hamas em 7 de outubro, vários países deixaram de financiar a agência.
Benjamin Netanyahu declarou que muitas alegações feitas nas acusações de genocídio apresentadas pela África do Sul no Tribunal de Haia foram apresentadas por funcionários da agência da ONU | Foto: Kobi Gideon, GPO
O primeiro-ministro ressaltou que a ONU não tem sido uma “organização estelar” em relação a Israel.
De acordo com Netanyahu, muitas alegações feitas nas acusações de genocídio apresentadas pela África do Sul contra o governo israelense na Corte Internacional de Justiça foram apresentadas por funcionários da UNRWA.
“A pior coisa que posso dizer é isto: que muitas das acusações são falsas e infundadas, que foram levantadas contra nós em Haia [nos Países Baixos]”, afirmou. “Foram apresentadas por funcionários da UNRWA.”
Sherri Ann Charleston teria plagiado estudo do próprio marido
Sherri Ann Charleston teria feito plágios desde 2009 | Foto: Divulgação/Harvard
Sherri Ann Charleston, diretora de diversidade e inclusão da Universidade Harvard, foi alvo de 40 acusações de plágio relacionadas ao seu trabalho acadêmico, incluindo uma alegação de que ela não teria citado adequadamente um estudo de seu próprio marido.
Na última segunda-feira, 29, Harvard recebeu uma reclamação anônima com uma lista de ao menos 40 exemplos de suposto plágio de Sherri. Os exemplos datam de 2009, uma década antes de ela ingressar na universidade da Ivy League.
Harvard tem passado por várias polêmicas recentes. Há algumas semanas, a presidente da universidade, Claudine Gay, renunciou ao cargo depois de não combater o antissemitismo no campus e também ser acusada de plágio.
Sherri Ann Charleston teria plagiado estudo do próprio marido em 2014
A reitora da Universidade Harvard, Claudine Gay, pediu desculpa pelos comentários antissemitas durante audiência no Congresso dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/X/Twitter
Segundo o portal conservador The Washington Free Beacon, que fez uma análise própria da queixa, Sherri Ann Charleston citou ou parafraseou uma dúzia de acadêmicos sem atribuição adequada na sua dissertação na Universidade de Michigan em 2009.
Em 2014, ela teria feito plágio de um estudo de seu marido, LaVar Charleston, produzido em 2012. LaVar Charleston é vice-reitor para diversidade e inclusão da Universidade de Wisconsin-Madison, segundo o jornal The New York Post.
“Você não pode simplesmente republicar um artigo antigo como se fosse um artigo novo”, disse Lee Jussim, psicólogo social da Universidade Rutgers ao veículo. “Se você fizer isso, isso não é exatamente plágio; é mais como uma fraude.”
Representantes de Harvard ainda não confirmaram se estão investigando as alegações. A queixa também foi apresentada à Universidade de Michigan e à Universidade de Wisconsin-Madison.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou, nesta terça-feira (30), que as tropas “estão prontas e preparadas para uma campanha no norte”, após semanas de fogo cruzado com o Hezbollah na fronteira libanesa após o início da guerra em Gaza.
– Chegará o momento em que a nossa paciência acabará e teremos que agir com contundência para impor a paz na fronteira norte – disse Gallant em seu perfil na rede social X, ex-Twitter, durante uma avaliação da linha de frente na cidade de Haifa, no norte de Israel.
Isto será feito “para mudar a situação de segurança e a segurança dos cidadãos de Israel”, acrescentou o ministro, advertindo que uma campanha militar “seria complexa para Israel, mas devastadora para o Hezbollah e o Líbano”.
Nesta terça pela manhã, aviões de guerra israelenses realizaram ataques contra um “centro de comando do Hezbollah e um posto de observação”, segundo um comunicado militar, na cidade de Khiam, no sul do Líbano.
Pouco antes, um projétil lançado do Líbano atingiu as proximidades de Arab al-Aramshe, uma comunidade localizada a algumas centenas de metros da fronteira, onde, segundo o Exército israelense, “não houve relatos de feridos”.
O risco de um confronto aberto entre Israel e Hezbollah é cada vez mais elevado após 115 dias de fogo cruzado na fronteira, que vive seu pico de tensão mais elevado desde a guerra de 2006 e onde já morreram mais de 230 pessoas, a maioria nas fileiras do Hezbollah, que confirmou 176 vítimas, algumas na Síria.
Do lado israelense, 18 pessoas morreram na fronteira norte, incluindo 12 soldados e seis civis, enquanto no Líbano morreram cerca de 20 membros de grupos insurgentes palestinos, um soldado e 23 civis (incluindo três crianças e três jornalistas).
O empresário Elon Musk anunciou, nesta segunda-feira (29), que um paciente humano recebeu o primeiro implante de chip cerebral da Neuralink. A informação foi divulgada por meio do próprio perfil do bilionário no X, antigo Twitter. De acordo com Musk, o procedimento foi realizado no último domingo (28).
Ainda segundo o bilionário, o primeiro produto da Neuralink foi batizado de Telepathy (Telepatia, em português) e permite que humanos controlem quase qualquer dispositivo eletrônico apenas com o pensamento. Musk disse que os primeiros usuários serão aqueles que perderam o uso dos membros.
– Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido do que um digitador rápido ou um leiloeiro. Esse é o objetivo – destacou.
Os estudos com implantes cerebrais em humanos já tinham sido autorizados em maio do ano passado pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês). Quatro meses depois, a empresa abriu inscrições para voluntários.
No estudo da Neuralink, um robô introduz um implante de Interface Cérebro-Computador (ICC) por meio de um procedimento cirúrgico. O dispositivo é inserido em uma região do cérebro que controla a intenção de movimento. No primeiro teste, o objetivo da empresa será avaliar segurança do implante e do próprio robô que fez o procedimento cirúrgico.
O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (29) que “está pronto para iniciar um diálogo” com o presidente e conterrâneo argentino, Javier Milei.
“Sei que ele pediu um encontro para conversar comigo. Eu aceitei e é por isso que nos veremos. E estou pronto para iniciar um diálogo, conversar e ouvir com ele”, declarou Francisco em entrevista ao jornal italiano La Stampa.
Segundo o jornal, o encontro dos dois deve ocorrer em fevereiro.
Ainda na entrevista de hoje, o líder religioso também afirmou que não ficou chateado com as críticas de Javier Milei durante a campanha presidencial do país vizinho.
“As palavras na campanha eleitoral vão e vêm”, afirmou.
Durante a campanha eleitoral que culminou na vitória de Milei, o então candidato à Presidência chamou o papa, de “imbecil que defende a justiça social” e “representante maligno”. Sobre o caso, Javier afirmou ter se desculpado com o pontífice.