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Surto da doença está localizado principalmente em Buenos Aires

Argentina bate recorde de casos de dengue
Maior invasão do mosquito ocorreu dentro do último mês | Foto: Flickr/Reprodução

Argentina registrou 135 mil pessoas infectadas e 68 mortes por dengue em 2023, batendo recorde histórico da doença no país. O surto está localizado principalmente na região na capital, Buenos Aires. As autoridades já estão tomando diversas medidas para conter a propagação do mosquito aedes aegypti, agente transmissor da dengue. 

O Ministério da Saúde lançou um plano de contingência nacional. A ação do governo inclui uma campanha de conscientização da população, que recebeu instruções para adotar medidas preventivas, como o uso de repelentes, e eliminar de possíveis criadouros de mosquitos: reservatórios com água parada, vasos de plantas, pneus e garrafas, por exemplo.

De acordo com o governo, a invasão do mosquito se alastrou especialmente no último mês. Os locais de maior preocupação são as áreas públicas, como parques e praças, onde há grande circulação de pessoas, e pontos que podem virar criadouros do aedes aegypti

Novo mosquito invasor

Larva do mosquito da dengue
Larva de mosquito | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A população argentina enfrenta um outro desafio: combater a proliferação do aedes albifasciatus, “parente” do aedes aegypti. Mais conhecido como “mosquito das enchentes”, o inseto se alastrou depois das recentes inundações pelo país.

aedes albifasciatus não transmite dengue, mas sua picada é bastante dolorosa e transmite o vírus WEE, responsável pela encefalite equina.

Informações Revista Oeste


Mamdouh Lolo era líder de operações do grupo terrorista na região; ministro israelense indica que palestinos terão o controle no pós-guerra

Tropas israelenses em Gaza
Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, apresentou um plano pós -guerra intitulado “O dia depois”, com propostas para o destino da Faixa de Gaza ‘livre do Hamas’ |Foto: Divulgação/FDI 

As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Shin Bet, a agência de segurança interna israelense, anunciaram nesta quinta-feira, 4, que eliminaram Mamdouh Lolo, comandante do alto escalão da Jihad Islâmica Palestina, grupo que apoia o Hamas. 

A ação aconteceu durante um ataque aéreo no norte da Faixa de Gaza. Os militares afirmaram que o terrorista atuava como líder de operações na região. Segundo os oficiais israelenses, a operação de guerra teve Lolo como principal alvo justamente por conta de seu papel dentro da organização terrorista.

De acordo com a nota assinada em conjunto pelas FDI e pela  Shin Bet, Lolo era o elo de ligação entre os líderes terroristas no exterior. Ele seria o coordenador de ataques contra alvos israelenses.

Mamdouh Lolo , da Jihad Islâmica Palestina
As FDI divulgaram a foto do terrorista eliminado nas redes sociais |Foto: Divulgação/ FDI 

A atuação dos soldados recebeu elogios dos oficiais israelenses pelo que chamaram de “precisão da inteligência e coordenação ao neutralizar um adversário terrorista estratégico”.

Israel anuncia mais 3 reféns, elevando para 136 pessoas em poder do Hamas

O porta-voz das FDI, contra-almirante  Daniel Hagari, informou nesta quinta-feira, 4, que três israelenses considerados “desaparecidos” foram confirmados como reféns do Hamas em Gaza, elevando para 136 o número total de pessoas mantidas em cativeiro pelos terroristas. 

Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, anunciou um plano pós-guerra para Gaza

O Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant, traçou um plano pós-guerra para Gaza, depois que eles conseguirem seu principal objetivo: “a derrota do Hamas”. O anúncio, indicando que os palestinos terão o controle sobre o território, foi feito nesta quinta-feira, 4, antes da visita do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, à região.  

O texto, intitulado “O dia depois”, afirma que, atingindo o objetivo, uma nova fase começaria: “O Hamas não controlará Gaza e não representará uma ameaça à segurança dos cidadãos de Israel”, afirmou.

De acordo com o plano do ministro, Israel manteria o controle geral de segurança em Gaza; e uma força-tarefa multinacional, incluindo Estados Unidos (EUA) e países europeus, ficaria encarregada de reconstruir o território após a ampla destruição causada pela guerra. 

O vizinho Egito também teria um papel a desempenhar, porém, não foi especificado qual seria. O documento acrescenta que os palestinos seriam responsáveis pela administração do território.

“Os residentes de Gaza são palestinos, portanto, corpos palestinos estarão no comando, com a condição de que não haja ações hostis ou ameaças contra o Estado de Israel”, disse o ministro sem especificar quem seriam os palestinos no comando. 

Ministro da Defesa de Israel, Youv Gallant
O ministro Youv Gallant afirmou que a guerra continuará por tempo indeterminado até que todos os reféns sejam libertados pelo Hamas e o grupo extinguido |Foto: Divulgação/Redes sociais/Youv Gallant

O documento de três páginas, com o plano de Gallant foi apresentado à imprensa antes de ser enviado ao gabinete de guerra do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu

Nas últimas semanas, Netanyahu tem se mostrado dividido com relação ao futuro de Gaza. O Hamas governa a região desde 2007.

Guerra continuará até que todos os reféns sejam resgatados

Ao apresentar o plano, Gallant afirmou que a guerra de Israel no território palestino continuará, “pelo tempo que for necessário”, até garantir o retorno dos reféns capturados pelos terroristas em 7 de outubro e “desmantelar as capacidades militares e governativas do grupo, eliminando quaisquer ameaças militares remanescentes”.

Informações Revista Oeste


Tiziana FABI

O Vaticano divulgou nesta 5ª feira (04.jan) uma comunicado assinado pelo cardeal prefeito Fernández e pelo secretário monsenhor Matteo esclarecendo que a bênção a casais homossexuais anunciada no mês passado pelo Papa Francisco não significa “absolvição” e nem que a Igreja Católica aprova a união de pessoas do mesmo sexo. Segundo o comunicado, a doutrina sobre o matrimônio não muda, os bispos podem discernir sua aplicação de acordo com o contexto.

“A Declaração contém a proposta de breves e simples bênçãos pastorais, não litúrgicas e nem ritualizadas, de casais ‘irregulares’, sublinhando que se trata de bênçãos sem forma litúrgica, que não aprovam nem justificam a situação em que se encontram essas pessoas.”

“São inadmissíveis ritos e orações que possam criar confusão entre aquilo que é constitutivo do matrimônio, como a união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta à geração de filhos e àquilo que o contradiz. Esta convicção é fundada sobre a perene doutrina católica do matrimônio. Somente neste contexto as relações sexuais encontram o seu sentido natural, adequado e plenamente humano. A doutrina da Igreja sobre este ponto permanece firme”, diz a carta.

“Tal é também o sentido do Responsum da então Congregação para a Doutrina da Fé, onde se afirma que a Igreja não tem o poder de conceder a bênção a uniões entre pessoas do mesmo sexo”.

O Vaticano explica que para distinguir-se claramente das bênçãos litúrgicas ou ritualizadas, as “bênçãos pastorais” devem ser sobretudo muito breves, de 10 a 15 segundos, sem uso do Ritual de Bênçãos.

“Esta forma de bênção não ritualizada, com a simplicidade e a brevidade de sua forma, não pretende justificar algo que não seja moralmente aceitável. Obviamente, não é um matrimônio, nem mesmo uma ‘aprovação’, nem a ratificação de coisa alguma. É unicamente a resposta de um pastor a duas pessoas que pedem a ajuda de Deus. Por isso, neste caso, o pastor não põe condições e não quer conhecer a vida íntima dessas pessoas.”

O comunicado diz ainda que em alguns lugares, talvez será necessária uma catequese que ajude a todos a entender que este tipo de bênção não é uma ratificação da vida que levam aqueles que a imploram. Menos ainda é uma absolvição, enquanto estes gestos estão longe de ser um sacramento ou um rito.

Entenda o caso

Em 2 de outubro de 2023, o Papa Francisco sugeriu, pela primeira vez, a possibilidade de padres darem bênçãos a casais do mesmo sexo. A declaração foi dada em carta em resposta a cinco cardeais conservadores da Ásia, Europa, África, Estados Unidos e América Latina, que voltaram a questionar o pontífice a respeito de uniões homossexuais.

No texto, Francisco afirmou que cada caso deve ser analisado, alegando que os religiosos “não podem ser juízes que apenas negam, rejeitam e excluem”. O pontífice reforçou, no entanto, que o ato não deve ser confundido com cerimônias de casamento , uma vez que a Igreja Católica reconhece apenas matrimônios entre um homem e uma mulher.

“A caridade pastoral deve permear todas as nossas decisões e atitudes. Quando você pede uma bênção, você expressa um pedido de ajuda de Deus, uma oração para poder viver melhor, uma confiança num pai que pode ajudá-lo a viver melhor”, escreveu o papa.

“Ser homossexual não é crime. Sim, mas é pecado. Tudo bem, mas primeiro vamos distinguir entre um pecado e um crime. Também é pecado faltar à caridade uns com os outros”, disse o papa, à época. “Somos todos filhos de Deus, e Deus nos ama como somos e pela força que cada um de nós luta pela nossa dignidade”, completou.

No dia 18 de dezembro, o Vaticano afirmou que padres poderão abençoar casais formados por pessoas do mesmo sexo. A decisão faz parte da declaração Fiducia supplicans, publicada pelo Dicastério e aprovada pelo Papa Francisco.

O documento aprofunda o tema das bênçãos, distinguindo entre as bênçãos rituais e litúrgicas e as bênçãos espontâneas. Segundo a Santa Fé, é precisamente nessa segunda categoria que está contemplada a possibilidade de acolher também aqueles que “não vivem de acordo com as normas da doutrina moral cristã”, sem que eles estejam sujeitos a “uma análise moral exaustiva”.

Pela medida, padres católicos podem administrar bênçãos a casais do mesmo sexo, contudo, sem que a benção tenha qualquer semelhança com uma cerimônia de casamento ou que aconteça durante liturgias regulares da Igreja.

“Precisamente para evitar qualquer forma de confusão ou escândalo, quando a oração de bênção é solicitada por um casal em situação irregular, mesmo que seja expressa fora dos ritos prescritos pelos livros litúrgicos, esta bênção nunca deve ser transmitido em simultâneo com as cerimônias de uma união civil, e nem mesmo em conexão com elas. Nem pode ser realizado com roupas, gestos ou palavras próprias de um casamento. O mesmo se aplica quando a bênção é solicitada por um casal do mesmo sexo”, afirma um trecho do texto.

SBT News


Marcos Brindicci/Getty Images

A Justiça do Trabalho da Argentina emitiu uma nova decisão, nesta quinta-feira (4/1), para suspender os efeitos da reforma trabalhista decretada pelo presidente Javier Milei.

Desta vez, a Câmara Nacional de Apelações do Trabalho atendeu a um pedido apresentado pela Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), um dos principais sindicatos do país.

A decisão judicial é assinada pelos mesmos magistrados que, no dia anterior, já haviam determinado a suspensão das alterações na legislação trabalhista, atendendo a uma solicitação de outro sindicato, a Confederação Geral do Trabalho (CGT).

A ação da CTA, apresentada no dia 26 de dezembro do ano passado, pediu à Justiça que decretasse a “nulidade absoluta” das normas previstas no decreto assinado por Milei.

Na prática, as duas decisões da Justiça do Trabalho suspendem, provisoriamente, a reforma trabalhista decretada pelo novo governo.

Entre os pontos que tiveram seus efeitos suspensos pela Justiça, estão a mudança no período de experiência para oito meses, a participação em manifestações como motivo legal para demissões e as alterações no sistema de indenizações dos profissionais que saem de uma empresa.

As decisões da Justiça do Trabalho da Argentina são provisórias e ainda podem ser derrubadas. Há uma discussão sobre qual seria a instância judicial mais adequada para tratar do caso. Até que o foro seja definido, permanece vigente a suspensão de dispositivos da reforma trabalhista.

O “decretaço” de Milei

Em dezembro, Milei anunciou um “pacotão” com mais de 300 medidas para desregulamentar a economia argentina, entre as quais se destacam a eliminação de controle de preços e a diminuição da burocracia para promover a atividade industrial, além da reforma trabalhista.

Todos esses pontos foram instituídos por meio dos chamados Decretos de Necessidade e Urgência (DNUs). O documento derrubou 366 leis, como as que regulam setores imobiliários, de abastecimento e de controle de preços. Também foram criadas regras que facilitam a privatização de estatais.

Entre as medidas anunciadas pelo presidente da Argentina, estão:

Informações TBN


Bilionário norte-americano comandou esquema de tráfico sexual e morreu em 2019 na prisão.

Ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, em foto de maio de 2023. — Foto: Evan Agostini/AP

Ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, em foto de maio de 2023. — Foto: Evan Agostini/AP 

Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, e o príncipe Andrew, do Reino Unido, são algumas das pessoas que estavam ligadas a Jeffrey Epstein, bilionário norte-americano que comandou um esquema de tráfico sexual. 

A informação foi revelada na noite desta quarta-feira (3), após uma série de documentos sobre o processo do criminoso serem tornados públicos pela Justiça dos Estados Unidos. 

Epstein socializou com titãs de Wall Street, realeza e celebridades antes de se declarar culpado de solicitar prostituição a uma menor em 2008. Ele cometeu suicídio em 2019, aos 66 anos, enquanto estava preso aguardando julgamento por acusações federais de tráfico sexual. 

Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a seus convidados em sua ilha particular no Caribe e nas casas que ele possuía em Nova York, Flórida e Novo México. 

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS 

Os nomes de mais de 150 pessoas mencionadas num processo movido por Virginia Giuffre, uma das mais proeminentes acusadoras de Epstein, foram mantidos sob sigilo durante anos, até que uma juíza federal decidiu no mês passado que não havia justificativa legal para mantê-los privados. 

Em depoimento, Giuffre disse que fez sexo com vários políticos e líderes financeiros proeminentes, incluindo o George Mitchell, ex-senador dos EUA, e Bill Richardson, ex-governador do estado do Novo México. 

Sem ser vinculados a irregularidades, foram citados nomes como Donald Trump e David Copperfield. 

Em um depoimento de 2016, uma das vítimas lembrou de um episódio que Epstein falou com ela sobre Bill Clinton. 

“Ele disse uma vez que Clinton gosta de jovens, referindo-se às meninas”, disse ela, de acordo com a CNN. 

Quando questionada se Clinton era amigo de Epstein, ela disse que entendia que os dois tinham “negócios”. 

Em 2019, um porta-voz de Clinton confirmou que o ex-presidente tinha voado no avião privado de Epstein, mas que ele não sabia sobre os “crimes terríveis” do bilionário. 

No processo movido por Giuffre, ela relata que, enquanto era forçada por Epstein, viajou dentro do mesmo helicóptero que o ex-presidente norte-americano, sem acusá-lo de irregularidades. 

Príncipe Andrew em foto de 11 de abril de 2021 — Foto: Steve Parsons/Pool via AP, Arquivo 

Uma das vítimas disse que o príncipe britânico Andrew colocou a mão em seu seio na casa de Epstein em Manhattan em 2001, de acordo com documentos judiciais abertos na quarta-feira. O incidente já havia sido relatado anteriormente e negado pelo irmão do rei Charles III. 

O incidente, que foi relatado anteriormente e Andrew negou, estava entre os detalhes revelados em uma série de documentos previamente editados, assim como uma acusação de Giuffre alegando que a ex-namorada de Epstein, Ghislaine Maxwell, teria arranjado um encontro sexual entre a garota e Andrew. 

O filho da rainha Elizabeth II perdeu a maioria de seus títulos reais devido à sua associação com Epstein. Ele resolveu uma ação civil com Giuffre no ano passado por uma quantia não revelada e negou qualquer irregularidade. 

Justiça de NY divulga nomes de possíveis envolvidos com bilionário Jeffrey Epstein

Justiça de NY divulga nomes de possíveis envolvidos com bilionário Jeffrey Epstein 

Os documentos revelados são parte de um processo de difamação movido por Giuffre contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein presa por recrutar meninas menores de idade para o esquema do bilionário. 

A juíza distrital dos EUA, Loretta Preska, decidiu no mês passado que não havia justificativa legal para continuar mantendo a privacidade da maioria dos nomes no processo de Giuffre. 

Ela decidiu que alguns nomes permaneceriam confidenciais, incluindo os de pessoas que eram menores de idade quando Epstein abusou delas.

informações G1


Foto: Saleh al-Arouri vivia no Líbano, mas comandava as ações militares do grupo na Cisjordânia

Foto: Saleh al-Arouri vivia no Líbano, mas comandava as ações militares do grupo na Cisjordânia

Saleh al-Arouri vivia no Líbano, mas comandava as ações militares do grupo na Cisjordânia 

Nesta terça-feira (2), um escritório do Hamas nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano, foi alvo de um drone israelense, resultando na morte de quatro pessoas. Entre as vítimas está Saleh al-Arouri, vice-presidente do departamento político da organização. 

Al-Arouri, que residia no Líbano, desempenhava a função de líder militar do Hamas na Cisjordânia. A confirmação de sua morte foi anunciada no canal do Telegram das Brigadas Al-Qassam, a ala armada do grupo terrorista que ele fundou. 

De acordo com a emissora de televisão Manar, que pertence ao grupo armado libanês Hezbollah, foi relatada a ocorrência de uma explosão nas proximidades da rodovia Hadi Nasrallah, próximo a uma interseção rodoviária. 

Não foram fornecidos detalhes sobre a explosão, que ocorre um dia antes do discurso do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah. 

Uma testemunha da Reuters disse que a explosão pode ter sido causada por um drone que atingiu o segundo andar de um prédio no movimentado bairro. 

Aliado do grupo terrorista Hamas, o Hezbollah tem trocado ataques quase diariamente com Israel através da fronteira sul do Líbano desde a eclosão da guerra Israel-Hamas em Gaza, no início de outubro. 

De acordo com o Hezbollah e fontes de segurança, mais de cem membros do grupo foram mortos nos ataques aéreos e bombardeios de Israel, juntamente com quase vinte civis, incluindo crianças, idosos e jornalistas.

Informações Diário do Brasil Notícias


Avião da Japan Airlines pegou fogo no aeroporto internacional de Haneda, no Japão
Avião da Japan Airlines pegou fogo no aeroporto internacional de Haneda, no Japão Imagem: 2.jan.2024-Issei Kato/Reuters

Cinco tripulantes de um avião da guarda costeira do Japão morreram, após uma colisão com um avião comercial da Japan Airlines no aeroporto internacional de Haneda, em Tóquio. Os 379 passageiros da outra aeronave sobreviveram. 

O que aconteceu

Airbus A350-900 da Japan Airlines colidiu com aeronave da guarda costeira japonesa, segundo informações preliminares. O Ministério dos Transportes japonês investiga o episódio.

Havia seis pessoas no avião militar: cinco morreram e uma, o piloto, escapou com ferimentos graves, de acordo com a emissora estatal NHK. 

Eles aguardavam para decolar para a costa oeste do país, levando ajuda humanitária pelos civis afetados pelo terremoto de ontem, que deixou ao menos 48 mortos.

No avião comercial, todos os 367 passageiros e os 12 tripulantes do voo conseguiram desembarcar em segurança. Ao menos 17 pessoas ficaram feridas, segundo a NHK, que não detalhou o estado de saúde delas.

Todas as pistas do aeroporto de Haneda estão fechadas no momento. Imagens do aeroporto registradas às 17h50 locais (5h50 no horário de Brasília) mostram o avião da Japan Airlines rodando na pista antes de uma grande explosão, que deixou um rastro de chamas.

Pista ficou coberta de escombros. Mais de 70 caminhões de bombeiros se deslocaram para o aeroporto de Haneda, um dos dois aeroportos internacionais de Tóquio e um dos mais movimentados do mundo. 

Terremoto abalou Japão ontem

Acidentes envolvendo aviões de passageiros são extremamente raros no país. O mais grave ocorreu em 1985, quando um avião da Japan Airlines caiu entre Tóquio e Osaka, matando 520 pessoas, em um dos piores desastres aéreos do mundo.

O Japão também se encontra abalado pelo violento terremoto que ontem atingiu a península de Noto, no centro do país, deixando pelo menos 48 mortos, de acordo com um novo balanço provisório das autoridades locais.

*Com informações da AFP 

Em atualização


Presidente dos EUA, Donald Trump, encontra-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Helsinque, Finlândia, em 2018
Presidente dos EUA, Donald Trump, encontra-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Helsinque, Finlândia, em 2018 Imagem: EUTERS/Kevin Lamarque

Cerca de metade da população mundial, 49% segundo cálculos da AFP, terá eleições em 2024. Por volta de 30 países vão eleger um presidente, e também estão previstas eleições legislativas em cerca de 20 deles. No Brasil, vale lembrar, teremos os pleitos municipais.

As votações vão acontecer em um contexto internacional conturbado pelo conflito russo-ucraniano e a guerra entre Hamas e Israel. Além disso, vão enfrentar o risco de desinformação e manipulações potencializadas pela inteligência artificial afetarem os resultados.

Confira a seguir as eleições mais significativas de 2024:

Estados Unidos terão uma revanche?

Em 5 de novembro, dezenas de milhões de norte-americanos comparecerão às urnas para escolher os integrantes do Colégio Eleitoral, responsáveis por eleger o inquilino da Casa Branca.

Esta 60ª eleição presidencial americana terá um ar de déjà-vu, com a revanche esperada entre o presidente democrata Joe Biden, de 81 anos, e seu antecessor republicano, Donald Trump, de 77. Este possível enfrentamento entre veteranos será escrutinado com a perspectiva das polêmicas e informações falsas que marcaram a eleição presidencial de 2020.

Trump jamais reconheceu sua derrota e alguns americanos seguem convencidos de que seu voto foi “roubado”. Do outro lado, o Congresso aprovou em 14 de dezembro a abertura de um processo de destituição de Biden, motivado pelos negócios controversos de seu filho, Hunter, no exterior. Apesar disso, não há clima e condições para um impeachment ser aprovado.

Rússia: oposição amordaçada

Sem surpresas, o presidente Vladimir Putin anunciou, em 8 de dezembro, que será candidato à reeleição em março. À frente da Rússia há 23 anos, Putin modificou a constituição em 2020, o que teoricamente o autorizaria a permanecer no poder até 2036, superando Josef Stalin como o dirigente mais longevo do Kremlin.Continua após a publicidade

Nos últimos anos, a oposição e a sociedade russas foram amordaçadas tendo o conflito na Ucrânia como pano de fundo: os principais adversários políticos estão ou exilados ou presos, como Alexei Navalny, inimigo número um do Kremlin, cujo paradeiro é desconhecido por seu entorno; outros morreram ou foram reduzidos fisicamente ao silêncio.

México: duas mulheres disputam a Presidência

Em junho, uma mulher pode se tornar presidente de México pela primeira vez, um símbolo importante em um país que registra milhares de feminicídios por ano.

Duas mulheres são as favoritas para suceder o presidente Andrés Manuel López Obrador: a ex-prefeita da Cidade do México Claudia Sheinbaum, do partido no poder Morena (esquerda), que lidera amplamente as pesquisas, e a senadora Xóchitl Gálvez, por uma Frente que reúne três partidos de oposição.

Venezuela: a oposição poderá desafiar o regime chavista?

Em busca do terceiro mandato. Na Venezuela, afetada por uma grave crise política e econômica que levou mais de sete milhões de pessoas ao exílio, o socialista Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez (1999-2013), busca um terceiro mandato no segundo semestre de 2024.Continua após a publicidade

Sua reeleição em 2018, considerada fraudulenta, não foi reconhecida por muitos países, entre eles os EUA. Os Estados Unidos, que aliviaram em outubro, por seis meses, o embargo ao petróleo da Venezuela, detentor das maiores reservas do mundo, exigem a suspensão da inelegibilidade dos opositores, entre eles María Corina Machado.

Grande parte da oposição, que durante muito tempo esteve dividida, se uniu em torno da liberal María Corina Machado, apesar de ela estar inabilitada politicamente.

Tensão com Guiana. Considera-se que Maduro passou a exigir a anexação de Essequibo, na Guiana, como uma manobra para diluir seus problemas internos, já que a oposição é favorável à ampliação do território venezuelano.

Índia: quase 1 bilhão de eleitores

Cerca de 945 milhões de indianos estão convocados a comparecer às urnas em maio para as eleições gerais neste país que, em 2023, se tornou o mais populoso do mundo. O BJP, partido do primeiro-ministro Narendra Modi, no poder desde 2014, é apontado como o grande favorito nas pesquisas, já que seu nacionalismo seduz a maioria hindu.

Esta eleição acontecerá em um contexto de retrocesso nos direitos políticos e liberdades civis, segundo a ONG Freedom House.Continua após a publicidade

Oposição unida. Liderado por Rahul Gandhi, neto da ex-primeira-ministra Indira Gandhi, o Partido do Congresso —outrora dominante, mas agora enfraquecido— tentou formar uma grande coalizão com forças de oposição regionais de diversas tendências para desafiar Modi.

UE: gigantesca eleição transnacional

Mais de 400 milhões de eleitores de 27 países europeus. Este é o tamanho da convocação para eleger, no começo de junho, 720 deputados para o Parlamento Europeu, em um gigantesco pleito transnacional.

Estas eleições podem se caracterizar por um novo avanço das forças eurocéticas, como evidencia o triunfo do partido de extrema direita e islamofóbico PVV no pleito legislativo dos Países Baixos. A eleição para o Parlamento Europeu ocorre no momento em que a imigração é objeto de intensos debates em muitos dos 27 países e que o custo de vida dos europeus tem aumentado por conta da inflação.

Irã: 18 meses depois da morte de Mahsa Amini

Eleições legislativas estão marcadas para 1º de março no Irã, 18 meses depois da morte de Mahsa Amini. Esta jovem curda morreu após ser detida pela polícia pelo mau uso do véu islâmico, o que desencadeou meses de manifestações multitudinárias contra as lideranças políticas e religiosas. Um movimento duramente reprimido, com centenas de mortos e milhares de prisões.Continua após a publicidade

A eleição anterior, de 2020, foi caracterizada pela desclassificação maciça de candidatos reformistas e moderados, restringindo o pleito na prática a uma disputa entre conservadores e ultraconservadores.

Senegal: eleição sob tensão

Estão previstas dez eleições presidenciais no continente africano em 2024, cenário de oito golpes de Estado em três anos. No Senegal, cujo pleito está previsto para 25 de fevereiro, tudo indica que a votação ocorrerá em um ambiente de tensão.

O presidente Macky Sall, no poder desde 2012, designou em setembro o seu primeiro-ministro Amadou Ba como candidato de seu campo político, o que foi alvo de questionamentos internos. Do lado da oposição, a candidatura de Ousmane Sonko, terceiro colocado nas eleições de 2019, continua suspensa, já que é objeto de uma disputa na Justiça.

*Com informações da AFP


O modelo de arma é usado por policiais, seguranças privados e forças militares espalhados pelo mundo

gaston glock - bbc
Engenheiro austríaco, Gaston Glock fundou a empresa de armamento que leva o seu nome | Foto: Divulgação/Grupo Glock

Gaston Glock, o desenvolvedor austríaco da pistola que leva seu nome, morreu na última quarta-feira, 27. Ele tinha 94 anos. O anúncio foi feito pela própria empresa Glock, informou a agência de imprensa da Áustria. Até esta segunda-feira, 1, a causa da morte não havia sido divulgada.

Glock, um engenheiro recluso, fundou a empresa em 1963 em Deutsch-Wagram, perto de Viena, capital da Áustria. Desde então, a companhia se expandiu pelo mundo, incluindo uma subsidiária nos Estados Unidos, que foi fundada em 1985. A empresa também tem base no Brasil.

As pistolas Glock são utilizadas por policiais, algumas forças militares de países e clientes privados. A arma era significativamente mais leve, mais barata e mais confiável do que os modelos disponíveis quando foi criada.

A Glock afirmou em seu site que seu fundador “não apenas revolucionou o mundo das armas de pequeno porte na década de 1980, mas também conseguiu estabelecer a marca como líder global na indústria de pistolas”.

“Gaston Glock traçou a direção estratégica do Grupo Glock ao longo de sua vida e o preparou para o futuro”, afirmou, em comunicado, a divisão brasileira da companhia. “O trabalho de sua vida continuará em seu espírito.”

O surgimento da arma criada por Gaston Glock

pistola glock
Modelos de pistolas da companhia Glock/Foto: Divulgação/Glock

A empresa de Glock desenvolveu seus primeiros produtos militares, incluindo facas de campo, na década de 1970. Gaston Glock “reconheceu sua grande oportunidade” de projetar uma arma inovadora quando o Ministério da Defesa da Áustria, no início da década de 1980, convidou propostas para uma nova pistola de autodefesa, com peso reduzido e operação segura e simples, de acordo com a empresa.

O resultado foi a pistola Glock semiautomática com armação de polímero. Mais de 25 mil unidades da arma foram entregues às forças armadas austríacas de 1982 a 1984, afirmou a companhia.

Revista Oestecom informações da Agência Estado e da agência internacional de notícias Associated Press


A polícia nicaraguense deteve mais quatro padres na madrugada de sábado (30), elevando o número total para 12 nos últimos três dias, de acordo com um membro do alto escalão da Igreja Católica com conhecimento do assunto e a mídia local.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que governa o país centro-americano desde 2007, iniciou uma repressão à Igreja Católica e aos oponentes políticos.

Os padres Mikel Monterrey, Gerardo Rodriguez e Raul Zamora, juntamente com o Monsenhor Miguel Mantica, filho de uma das famílias mais ricas da Nicarágua, foram levados de suas respectivas casas, disse a fonte.

“Todos eles são da Arquidiocese de Manágua”, disse a fonte, que falou à Reuters sob condição de anonimato por medo de represálias.

O governo e a polícia da Nicarágua não responderam a um pedido de comentário. O La Prensa, um dos últimos jornais do país, também noticiou as quatro prisões dos padres.

Dois dos padres presos – Monterrey e Zamora – abriram as portas de sua paróquia para estudantes de duas universidades que foram atacadas pelo governo em 2018.

No total, 12 padres e o bispo Isidro Mora foram presos nos últimos dias. Em agosto de 2022, o bispo Rolando Alvarez foi preso e condenado a 26 anos de prisão. Em julho, Alvarez foi solto.

Desde os protestos de 2018, Ortega acusou os padres de se organizarem e orquestrarem um golpe; os bispos pediram ao presidente justiça para aqueles que morreram durante os protestos e eleições antecipadas.

Créditos: CNN.

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