O paradeiro do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, é incerto após ataques realizados por Israel e Estados Unidos neste sábado (28), segundo informou o The Times of Israel. A ofensiva mirou chefes do regime iraniano e ampliou a tensão no Oriente Médio.
A TV israelense noticiou a possibilidade de morte do líder iraniano. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou a informação. – Ele ainda está vivo “pelo que sei” – afirmou.
O destino do aiatolá passou a ser questionado após relatos de que generais da Guarda Revolucionária teriam sido mortos nos bombardeios.
As Forças de Defesa de Israel informaram que mais de 200 aeronaves atacaram cerca de 500 alvos no Irã durante a noite. Segundo os militares, a ação ocorreu em duas etapas, atingindo sistemas de defesa e estruturas de mísseis balísticos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a operação tem como meta retirar o regime do poder. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o objetivo é garantir “liberdade” aos iranianos.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel. Autoridades locais relataram 89 feridos leves e quedas de foguetes no centro do país. O espaço aéreo israelense foi fechado após os ataques.
Em comunicado oficial, o Itamaraty afirmou que o único caminho possível para a paz na região é a negociação entre os envolvidos
Sede do Itamaraty, em Brasília | Foto: Reprodução/ Redes sociais
O governo do Brasil expressou forte preocupação diante dos ataques promovidos por Estados Unidos (EUA) e Israel contra alvos no Irã, neste sábado, 28.
Em comunicado oficial, o Itamaraty condenou as ações militares e destacou que o momento coincide com tentativas de negociação entre os envolvidos, consideradas pelo Brasil como o único caminho possível para a paz na região.
O Ministério das Relações Exteriores enfatizou a necessidade de respeito ao Direito Internacional e fez um apelo para que todos demonstrem “máxima contenção” a fim de evitar o agravamento do conflito. Além disso, ressaltou a importância de proteger civis e infraestrutura essencial, segundo nota divulgada à imprensa.
Monitoramento das tensões entre EUA, Israel e Irã
EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã | Foto: Reprodução/X
De acordo com o Itamaraty, as representações diplomáticas brasileiras nos países afetados monitoram atentamente o desenvolvimento da situação. Elas estão atentas às demandas das comunidades brasileiras residentes nesses locais.
O ministério também orientou cidadãos brasileiros a seguirem as recomendações de segurança das autoridades locais onde vivem ou estejam em trânsito.
Segundo a nota, o embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com os membros da comunidade brasileira. Ele transmite informações atualizadas e instruções sobre cuidados necessários diante do cenário instável. Todas as ações buscam garantir a segurança dos cidadãos nacionais na região.
Leia a nota do Itamaraty na íntegra
“O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.
O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.
O embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.”
Por 6 votos a 3, tribunal decide que presidente extrapolou poderes ao usar lei de emergência para impor tarifas recíprocas a mais de 100 países
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20), por 6 votos a 3, que o presidente Donald Trump ultrapassou os limites de seus poderes ao impor tarifas abrangentes sobre importações de quase todos os parceiros comerciais do país.
A maioria entendeu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, não autoriza o presidente a criar tarifas de forma unilateral. “Nossa tarefa hoje é decidir apenas se o poder de ‘regular a importação’, conforme concedido ao presidente pelo IEEPA, abrange o poder de impor tarifas. Não abrange”, concluíram os juízes.
Relator da decisão, o presidente da Corte, John G. Roberts Jr., afirmou: “O presidente reivindica o poder extraordinário de impor unilateralmente tarifas de valor, duração e alcance ilimitados. À luz da amplitude, da história e do contexto constitucional dessa autoridade reivindicada, ele deve identificar uma autorização clara do Congresso para exercê-la”.
A decisão representa um grande revés para a agenda econômica do republicano, apresentada há quase um ano. À época, o governo justificou que as tarifas ajudariam a reduzir o déficit comercial dos EUA e estimular a produção industrial, mas a política foi utilizada principalmente como instrumento de pressão para negociações comerciais.
O julgamento analisou um recurso do Departamento de Justiça contra decisão de instância inferior que havia concluído que Trump extrapolou sua autoridade ao impor grande parte das cobranças com base na lei emergencial. O tribunal superior não impede que o republicano utilize outras ferramentas legislativas para manter sua agenda ativa.
O anúncio abrange apenas as chamadas tarifas recíprocas impostas no chamado Dia da Libertação. Outros impostos, como os aplicados sobre aço e alumínio, não entram na suspensão.
O governo americano já havia afirmado que um eventual revés poderia gerar prejuízo significativo à economia dos EUA devido ao pagamento de reembolsos vultosos aos importadores. O principal negociador comercial de Trump, Jamieson Greer, declarou no mês passado que o governo agiria rapidamente para substituir quaisquer tarifas emergenciais invalidadas pelo tribunal por outras taxas, ainda que por meio de leis mais limitadas e menos flexíveis que a de 1977.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que determinou ao Secretário da Guerra e a outros órgãos do governo a liberação de documentos sobre vida extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados e objetos voadores não identificados. A declaração foi feita após comentários do ex-presidente Barack Obama em uma entrevista divulgada no sábado (14).
Na conversa com o apresentador Brian Tyler Cohen, Obama disse acreditar que alienígenas existem, mas afirmou não ter visto provas nem indícios de que estejam sendo mantidos na chamada Área 51. Ele também declarou que, durante seu mandato, não encontrou evidências de contato extraterrestre com a Terra e explicou que sua opinião se baseia na grande dimensão do universo e na possibilidade estatística de vida fora do planeta.
Trump acusou Obama de revelar informações confidenciais ao falar sobre o tema, embora não tenha apresentado provas. Para jornalistas a bordo do Air Force One, disse que o ex-presidente “cometeu um grande erro”. Questionado se já viu evidências sobre alienígenas, respondeu que não sabe se eles são reais.
A Casa Branca informou que não tinha comentários adicionais, e o escritório de Obama não se manifestou. Nos últimos anos, o Pentágono passou a investigar relatos de OVNIs. Um relatório divulgado em 2024 apontou que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, não foram encontradas provas de tecnologia extraterrestre, e que a maioria dos registros analisados se referia a fenômenos comuns identificados de forma equivocada.
A imprensa britânica noticiou a presença de carros da polícia sem identificação e agentes à paisana na propriedade do irmão do rei Charles III
A família real sugeriu que Andrew se mudasse para o Frogmore Cottage, antiga residência do príncipe Harry | Foto: Reprodução/Redes sociais
Uma operação policial que envolve veículos sem identificação e agentes à paisana gerou movimento incomum na residência de Andrew, irmão do rei Charles III, na Inglaterra, segundo relatos da imprensa britânica.
Fontes da BBC informaram nesta quinta-feira, 19, que Andrew, ex-príncipe, foi detido sob a suspeita de conduta imprópria na função pública ao supostamente se envolver com crimes do financista Jeffrey Epstein.
De acordo com a polícia, buscas estão sendo realizadas em endereços em Berkshire e Norfolk. A Polícia do Vale do Tâmisa informou que ele foi preso depois de uma “avaliação minuciosa” e que uma investigação foi aberta.
Andrew e Jeffrey Epstein
Recentemente, o ex-príncipe Andrew voltou ao centro das atenções por causa de acusações relacionadas ao caso Epstein. O irmão do rei Charles III já havia sido apontado por envolvimento com Jeffrey Epstein e enfrentou uma ação civil movida por Virginia Giuffre, que resultou em um acordo extrajudicial em 2022, sem admissão formal de culpa. Desde então, Andrew se afastou de funções públicas e perdeu títulos militares e patronatos oficiais.
Jeffrey Epstein Foto: Handout / Palm Beach County Sheriff’s Department / AFP
Jeffrey Epstein, empresário que cometeu uma série de abusos sexuais, comprou um apartamento no Brasil em 2003. De acordo com a escritura, o imóvel de luxo, localizado na Vila Olímpia, ficou no nome do magnata por dois anos e, depois, foi vendido.
As informações são da BBC News Brasil, que teve registro aos documentos. Foram identificadas transferências bancárias de Epstein para a antiga dona do apartamento, e que a compra foi intermediada por um escritório de advocacia no país.
O imóvel tinha 93 metros quadrados, dois quartos, dois banheiros, e duas vagas de garagem. A compra mostra que, de fato, o predador sexual tinha intenções de criar vínculos com o Brasil. Epstein chegou a ter um CPF, tentou ter relações com empresários brasileiros e autorizou investimentos no país.
Epstein também matinha contato com modelos brasileiras, e o Ministério Público Federal abriu uma investigação para descobrir se o financista aliciava mulheres do Brasil.
Jeffrey Estein foi encontrado morto em uma prisão em 2019 após tirar a própria vida. Ele respondia por tráfico sexual, abusos sexuais, pedofilia e outros.
Howard Lutnick admitiu visita a ilha junto a familiares e amigos Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG / POOL
A grande repercussão do caso envolvendo o financista Jeffrey Epstein levou o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, a admitir ter visitado a ilha onde teriam ocorrido casos de abuso de menores, mas negando ter envolvimento com a suposta rede de tráfico humano e abuso de menores lideradas por Epstein.
– Desses milhões e milhões de documentos, talvez haja 10 e-mails que me ligam ao caso em um período de 14 anos – destacou Lutnick, declarando que “não tinha relacionamento” e “mal teve contato” com Epstein, alegando que apenas visitou a ilha, localizada no Caribe, por volta de 2012, acompanhado de familiares e amigos durante o período de férias.
– Nós almoçamos na ilha, isso é verdade, por uma hora. E saímos de lá com todos os meus filhos, minhas babás e minha mulher, todos juntos. Estávamos de férias em família – disse o secretário.
Durante o depoimento, o secretário foi questionado sobre ter presenciado atividades inapropriadas na ilha.
– A única coisa que vi com minha esposa, meus filhos e o outro casal com os filhos deles, foram os funcionários que trabalhavam para o senhor Epstein naquela ilha – disse.
Howard também foi provocado sobre declarações feitas em 2005, onde alegou que Epstein seria uma “pessoa má”, e sua condenação foi realizada em 2008, por aliciamento de menor, e mesmo assim visitar a ilha alguns anos depois.
E ainda sobre a visita na ilha, o senador Chris Van Hollen foi enfático ao destacar uma interação de Epstein com uma das babás do secretário, que o questionou se sabia se o financista tinha se “encontrado” com a babá.
– Não. Eu vi isso, e eu não fazia ideia do que se tratava. Eu não tive nada a ver – respondeu o secretário.
Licença do Tesouro facilita operações do setor energético e impõe condições contratuais e financeiras para empresas
Empresas precisam de autorização dos EUA para usar equipamentos especializados na Venezuela e importar plataformas necessárias para ampliar a produção de petróleo | Foto: Agência Brasil
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pemitiu nesta terça-feira, 10, uma licença geral que autoriza o envio de bens, tecnologia, softwares e serviços norte-americanos para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na Venezuela. A medida pode contribuir para o aumento da produção no país.
A informação é da agência Reuters.
Além disso, Washington flexibiliza sanções, estabelecidas desde 2019, ao setor de energia venezuelano. O movimento ocorre depois da captura do ditador Nicolás Maduro por forças norte-americanas no início de janeiro e a formação de um governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez. Posteriormente, ela firmou com os EUA um acordo de fornecimento de petróleo no valor de US$ 2 bilhões.
Segundo o Tesouro, empresas precisam de autorização dos EUA para usar equipamentos especializados na Venezuela. Também para importar plataformas necessárias para ampliar a produção de petróleo, atualmente próxima de 1 milhão de barris por dia.
Regras para contratos e operações com a Venezuela
A licença determina que contratos com o governo venezuelano ou com a estatal PDVSA sigam as leis dos EUA, com disputas resolvidas no país. Também estabelece que pagamentos a entidades sancionadas sejam feitos em um fundo supervisionado pelos EUA.
Além disso, o documento afirma que não está autorizada a formação de novas joint ventures nem de outras entidades na Venezuela para explorar ou produzir petróleo ou gás.
Houve a autorização de transações destinadas à manutenção das operações, o que inclui reparos de equipamentos usados na exploração e na produção.
Autoridades norte-americanas elaboraram um plano de reconstrução de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera venezuelana, com expansão de produtores estrangeiros e entrada de novos participantes.
O gabinete do primeiro-ministro israelense afirmou que líder acredita que as negociações do Irã com os EUA devem ser limitadas
Foto: Divulgação / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu devem se encontrar na próxima quarta-feira (11), em Washington, segundo o gabinete de Netanyahu neste sábado (7). Os dois chefes de Estado devem discutir as negociações com o Irã.
As autoridades do Irã e Estados Unidos realizaram conversas sobre o programa nuclear iraniano na capital de Omã, Mascate, na sexta-feira (6). Os dois lados afirmaram que novas conversas devem ocorrer em breve.
O gabinete de Netanyahu afirmou que o líder acreditar que as negociações devem ter limitações. “O primeiro-ministro acredita que quaisquer negociações devem incluir a limitação de mísseis balísticos e a suspensão do apoio ao eixo iraniano”.
A Justiça dos Estados Unidos considerou que Ryan Routh passou meses planejando o crime e não expressou arrependimento
Ryan Routh, autor da nova tentativa de assassinato contra Trump | Foto: Reprodução/Redes sociais
A Justiça dos Estados Unidos condenou Ryan Routh, de anos 60, à prisão perpétua pela tentativa de assassinato do presidente Donald Trump em um campo de golfe, em setembro de 2024. O crime ocorreu dois meses antes da eleição presidencial.
A sentença foi proferida pela juíza Aileen Cannon, do Tribunal Distrital Federal de Fort Pierce. Segundo ela, os crimes “indiscutivelmente justificam uma sentença de prisão perpétua”.
A magistrada afirmou que Routh passou meses planejando o ataque, demonstrou disposição para matar qualquer pessoa que estivesse em seu caminho e não expressou arrependimento ou remorso, segundo a BBC.
Routh permaneceu em silêncio durante a leitura da sentença. No mês anterior, promotores federais já haviam recomendado a prisão perpétua, citando o planejamento detalhado do ataque e a ausência de remorso.
Em setembro do ano passado, um júri com 12 integrantes considerou o réu culpado de cinco acusações, incluindo tentativa de assassinato de um candidato à Presidência e agressão a um agente federal.
Detalhes da investigação contra o homem que tentou matar Trump
Provas mostraram que Routh esteve nas imediações do campo de golfe e da residência de Trump antes do ataque | Foto: Reprodução /AFPTV
Durante o julgamento, Routh chegou a tentar ferir o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido. Ele se declarou inocente e iniciou a própria defesa, mas depois solicitou a atuação de um advogado.
O defensor Martin L. Roth pediu pena de 27 anos. O réu alegou que esse período seria suficiente, afirmando que teria mais de 80 anos ao fim da pena e não representaria ameaça.
Routh não chegou a disparar contra Trump na tentativa ocorrida em 15 de setembro de 2024. Um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos o identificou próximo a uma cerca perto do campo de golfe. O agente atirou, o criminoso fugiu e foi capturado pouco tempo depois.
Provas mostraram que Routh esteve nas imediações do campo de golfe e da residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, antes do ataque. Celulares descartáveis usados pelo réu revelaram buscas por “próximos comícios de Trump” e “câmeras de trânsito em Palm Beach”, segundo a CNN.
Investigadores também encontraram uma carta em que Routh afirmava ter tentado matar Trump e oferecia US$ 150 mil a quem concluísse o crime. Não há comprovação de que ele possuía recursos para financiar a ação. O material mostrou que o réu planejava fugir, com buscas por rotas até o Aeroporto de Miami e voos para o México.