Secretário do Tesouro reuniu executivos de diversas instituições financeiras para tratar de uma tecnologia desenvolvida pela Anthropic
Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA | Foto: Magnus Lejhall/TT News Agency/via REUTERS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu executivos de grandes bancos do país para tratar de riscos cibernéticos ligados a um novo modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido pela Anthropic. O encontro ocorreu nesta semana, em Washington.
Segundo o jornal Financial Times, que divulgou as informações, participaram da reunião representantes das instituições Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também participou da conversa. O presidente-executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, recebeu convite, mas não compareceu.
A convocação reflete apreensão dentro do governo norte-americano sobre as capacidades da IA. A tecnologia apresenta alto nível de eficiência na identificação de vulnerabilidades digitais, o que pode facilitar tanto a proteção quanto a exploração dessas falhas.
Na terça-feira 7, a Anthropic lançou o modelo Claude Mythos Preview para um grupo de parceiros, incluindo Amazon, Apple e Microsoft. A proposta busca permitir que essas empresas identifiquem e corrijam falhas com antecedência.
Anthropic restringe acesso ao novo modelo
Esta é a primeira vez que a Anthropic limita o acesso a um dos seus modelos. Segundo a empresa, a decisão ocorreu devido ao nível avançado de tecnologia, capaz de superar a maioria dos especialistas humanos na exploração de falhas de software.
A companhia também afirmou que manteve diálogo com autoridades do governo norte-americano sobre as capacidades ofensivas e defensivas da ferramenta.
O lançamento restrito ocorreu depois de episódios de vazamento de dados envolvendo a startup. Entre os conteúdos expostos estavam documentos relacionados ao próprio modelo e partes do código do assistente Claude.
Representantes iranianos declararam que os recursos provenientes desses pagamentos serão destinados à reconstrução da infraestrutura nacional
O estreito de Ormuz visto do espaço | Foto: Divulgação/Nasa
Navios que cruzarem o Estreito de Ormuz, principal acesso ao Golfo Pérsico, passarão a pagar taxas ao Irã e a Omã, conforme acordo negociado durante o plano de cessar-fogo de duas semanas na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo declarou uma autoridade regional na quarta-feira 7.
Segundo a fonte, o país utilizará as receitas provenientes dessas taxas no processo de reconstrução do país. No entanto, o destino dos valores arrecadados por Omã não foi detalhado pela mesma autoridade.
Mudança em rota estratégica e contexto do conflito no Irã
Tanto Omã quanto o Irã compartilham a soberania das águas do Estreito de Ormuz, até então considerado uma rota internacional livre de tarifas. A cobrança só foi mencionada depois do início do conflito do país com Israel e Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Pleno.News – 07/04/2026 10h06 | atualizado em 07/04/2026 10h29
Donald Trump Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou ainda mais o tom das ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta”. A declaração foi feita em meio ao prazo final imposto por Washington para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, Trump disse não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele “provavelmente” ocorrerá. Ao mesmo tempo, sugeriu que uma “mudança completa e total de regime” já estaria em curso no país, abrindo espaço para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
O presidente também classificou o momento como potencialmente decisivo.
– Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim – escreveu.
As declarações vêm horas antes do prazo limite estipulado por Trump – 21h (de Brasília) desta terça-feira – para que o Irã avance em um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz. Nos últimos dias, o republicano vinha indicando que não concederá novas extensões, após sucessivos adiamentos desde março.
O endurecimento do discurso ocorre após Teerã rejeitar a mais recente proposta de cessar-fogo, segundo a agência estatal IRNA, e em meio a advertências da ONU sobre a ilegalidade de ataques à infraestrutura civil.
Em comunicado exibido pela TV estatal, o governo iraniano afirmou que poderá lançar ataques ‘maiores e mais destrutivos’
Fogo em casa de cidade israelense atingida por estilhaço de míssil do Irã | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Irã ameaçou, nesta quinta-feira, 2, os Estados Unidos e Israel com ataques retaliatórios “esmagadores”. A ameaça ocorre depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, dizer que pode intensificar as operações militares no país persa nas próximas semanas.
Em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana, o comandante operacional Khatam al-Anbiya disse que a “guerra continuará até a sua [de Trump] humilhação, a sua desgraça, o seu arrependimento permanente e certo, e a sua rendição”. O militar iraniano classificou o conflito como um confronto de longo prazo e invocou a “confiança em Deus Todo-Poderoso”.
Segundo as autoridades do Irã, as próxima operações serão “mais devastadoras, mais abrangentes e mais destrutivas”. A fala demonstra o potencial de expansão do conflito em múltiplas frentes, em meio a trocas contínuas de mísseis e drones na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, 1º, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
Irã responde a Donald Trump
O comunicado iraniano ocorre depois de Trump afirmar que as operações continuarão até que “o trabalho esteja concluído”. O presidente dos EUA alegou ganhos militares significativos contra as capacidades estratégicas iranianas.
Em discurso na Casa Branca na noite desta quinta-feira, 1º, o presidente norte-americano afirmou que, “nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, de onde vieram”.
Trump afirmou que os EUA estão “muito próximos” de alcançar seus objetivos. Entretanto, o chefe da Casa Branca advertiu que intensificará os ataques se o país não alcançar um acordo para encerrar o conflito.
Em 28 de fevereiro, os EUA e Israel começaram uma onda de ações contra o regime teocrático do Irã. A ação ocorreu diante da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.
A Nasa iniciou, na noite desta quarta-feira (1), a missão Artemis II, que marca a retomada das viagens tripuladas rumo à Lua após mais de meio século. A cápsula Orion foi lançada pelo foguete Space Launch System (SLS), o mais potente da agência, levando a bordo quatro tripulantes. O grupo deve realizar um sobrevoo pelo satélite natural, o que não inclui pouso na superfície lunar.
A missão terá duração de aproximadamente dez dias. O plano de voo consiste em contornar o lado oculto da Lua e retornar à Terra utilizando uma trajetória de retorno livre, que aproveita a força da gravidade para guiar a cápsula de volta com o mínimo de propulsão. Durante o trajeto, os astronautas testarão sistemas críticos de suporte de vida, navegação e comunicação.
Esta etapa é considerada fundamental para validar a segurança e a tecnologia da cápsula Orion antes de futuras missões de descida ao solo lunar. Com o sucesso deste voo, a Nasa pretende viabilizar a Artemis III, projeto que planeja levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à superfície da Lua. Esta etapa está prevista para setembro.
A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Até o momento, a viagem representa o maior afastamento da Terra realizado por seres humanos desde o encerramento do programa Apollo, na década de 1970.
A decolagem ocorre após uma série de adiamentos técnicos. Caso o cronograma seja cumprido sem intercorrências, a tripulação deve retornar ao planeta após completar os testes de controle manual e resistência dos sistemas essenciais. A Artemis II consolida o segundo passo do cronograma atual da agência para estabelecer uma presença humana sustentável no espaço.
Os Estados Unidos reabriram oficialmente, nesta segunda-feira (30), sua embaixada em Caracas, marcando a retomada da presença diplomática no país. Em comunicado, o Departamento de Estado classificou a medida como o início de um “novo capítulo” nas relações com a Venezuela.
A reaproximação acontece menos de três meses após a captura de Nicolás Maduro por tropas americanas, em uma operação realizada na capital venezuelana no dia 3 de janeiro. Desde então, o país passou por mudanças políticas, com a formação de um governo interino liderado por Delcy Rodríguez, ex-aliada do ex-presidente.
No início de março, os dois países chegaram a um acordo para restabelecer relações diplomáticas, interrompidas desde 2019, quando o governo americano deixou de reconhecer Maduro como líder legítimo e passou a apoiar a oposição.
Além da retomada institucional, a administração do presidente Donald Trump tem avançado em negociações com o governo interino. Entre as medidas adotadas estão isenções de sanções e um acordo que permite aos Estados Unidos comercializar petróleo venezuelano, com o objetivo de estimular investimentos no país.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou após a operação que a estratégia americana para a Venezuela envolve três etapas: estabilização do país, recuperação econômica com participação de empresas dos EUA e, por fim, uma transição política.
Para conduzir esse processo, foi designada a embaixadora Laura Dogu, diplomata com experiência na América Latina. Paralelamente, equipes trabalham na restauração do prédio da embaixada, com a expectativa de retomar integralmente o funcionamento e os serviços consulares.
Ainda em março, o Departamento de Estado retirou o alerta de “não viajar” para a Venezuela, embora mantenha recomendações de cautela devido a riscos como criminalidade, sequestros, terrorismo e limitações na infraestrutura de saúde.
Segundo o governo americano, a reabertura da embaixada é um passo central para fortalecer o diálogo com o governo interino, a sociedade civil e o setor privado venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta segunda-feira (30), afirmando que poderá atingir pontos estratégicos do país caso um cessar-fogo não seja firmado em breve. Entre os alvos citados estão instalações de energia, campos de petróleo e a ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações iranianas.
Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que negociações estariam em andamento com o que chamou de um “novo e mais razoável” comando iraniano, embora não haja confirmação de mudança de regime em Teerã. Ele também condicionou um eventual recuo militar à reabertura do Estreito de Ormuz, fundamental para o fluxo global de petróleo.
Segundo o presidente norte-americano, caso não haja acordo em curto prazo, os EUA poderão intensificar a ofensiva e atingir estruturas que ainda não foram atacadas, como usinas e instalações petrolíferas. Ele classificou a possível ação como resposta a ataques atribuídos ao Irã ao longo das últimas décadas.
Do outro lado, o governo iraniano reagiu às declarações e criticou a proposta de Washington para encerrar o conflito. O porta-voz da diplomacia do país, Esmail Baghaei, afirmou que as condições apresentadas são desproporcionais e não refletem a realidade.
Baghaei também ressaltou que não houve negociação direta entre os dois países até o momento, apenas troca de mensagens por intermediários. Ele questionou a seriedade da condução diplomática dos EUA e reiterou que o Irã mantém posição clara desde o início da guerra.
Funções do grupo se concentrarão em patrulhas pela capital e em tarefas de inteligência
Bandeira do Irã Foto: Pixabay
O Irã deu início a um plano de recrutamento para trabalhos de segurança que permite a participação de adolescentes a partir dos 12 anos, em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel, que já completa 28 dias.
– Temos um grande número de adolescentes e jovens que querem participar destas atividades e, dadas as idades daqueles que solicitavam o alistamento, fixamos a idade mínima em 12 anos – afirmou Rahim Nadali, subcomandante do Corpo Mohamad Rasulullah, uma unidade militar estratégica da Guarda Revolucionária focada na segurança de Teerã.
Em entrevista à emissora de televisão estatal de seu país, Nadali disse que as funções destes recrutas se concentrarão em patrulhas pela capital e em tarefas de inteligência.
Desde o começo do conflito, em 28 de fevereiro, o Irã estabeleceu postos de controle em diversos pontos de Teerã e de outras cidades do país para manter a segurança, e lançou também diversas operações nas quais deteve milhares de pessoas, acusadas de apoiar grupos da oposição no exílio ou de colaborar com Israel e os EUA.
Nesta quinta-feira (26), o Irã informou a captura de 14 indivíduos acusados de planejar ataques e espionar instalações estatais.
Colisão com caminhão de bombeiros no Aeroporto LaGuardia ainda deixou ao menos 2 feridos
O voo 8646, operado pela Jazz Aviation, atingiu o caminhão da Autoridade Portuária na noite deste domingo, 22 | Foto: Reprodução/ NBC News
Um avião da Air Canada colidiu com um caminhão de bombeiros no Aeroporto LaGuardia, em Nova York (EUA), na noite deste domingo, 22. O acidente causou a morte do piloto e do copiloto da aeronave, segundo fontes da rede de televisão NBC e Associated Press. Outros dois funcionários da autoridade portuária que estavam no veículo ficaram feridos.
Imagens do local mostram danos severos na parte dianteira da aeronave CRJ-900. Além disso, é possível ver que o nariz da aeronave levantou depois que os passageiros desembarcaram do avião.
O voo 8646, operado pela Jazz Aviation, atingiu o caminhão da Autoridade Portuária por volta das 23h40. O veículo atendia a um chamado sobre um odor na cabine de outro avião.
A aeronave vinda de Montreal, no Canadá, transportava 72 passageiros e quatro tripulantes. No momento da colisão, o LaGuardia registrava chuva fraca e neblina.
Áudios do controle de tráfego aéreo registram o momento em que um controlador autoriza o caminhão a cruzar a pista e, segundos depois, ordena a parada urgente. Depois do choque, o controlador instruiu a tripulação: “JAZZ 646, vejo que você colidiu com o veículo. Mantenha a posição. Sei que você não pode se mover. Veículos estão a caminho”.
Aeroporto LaGuardia está fechado
A Administração Federal de Aviação (FAA)suspendeu as operações no aeroporto logo depois da colisão. O terminal deve permanecer fechado até as 14h de segunda-feira, 23. O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.
“Os protocolos de resposta a emergências foram imediatamente ativados”, informou o porta-voz da Autoridade Portuária. “O aeroporto está atualmente fechado para facilitar a resposta e permitir uma investigação completa.”
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes enviou uma equipe de investigação ao local do incidente.
Argentina afirma estar pronta para enviar tropas ao Oriente Médio
O presidente da Argentina, Javier Milei: apoio contra o terrorismo | Foto: Reprodução/X
O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em eventuais novos conflitos com o Irã, caso haja solicitação de Donald Trump. A possibilidade foi mencionada nesta quarta-feira, 18, pelo porta-voz da presidência, Javier Lanari, em entrevista ao jornal El Mundo.
Segundo Lanari, ainda não existe um pedido formal de Washington, mas a disposição política do governo argentino é clara. “A Argentina está do lado dos países que defendem a liberdade”, afirmou o porta-voz. A sinalização reforça o alinhamento de Milei com os Estados Unidos e com Israel, sobretudo em temas de segurança e política externa.
Milei: combate ao terrorismo
Nos últimos dias, Buenos Aires também formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde, seguindo decisão semelhante adotada pelos EUA no início do ano. Do mesmo modo, voltou a classificar o Irã como “inimigo”.
Durante um evento que marcou os 34 anos do atentado contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reforçou o posicionamento do governo. “A Argentina combate o terrorismo e defende a liberdade. Israel é um aliado estratégico do nosso país”. O país abriga cerca de 300 mil judeus — a maior comunidade da América Latina.
A relação entre Buenos Aires e Teerã é historicamente marcada por tensão. Em 1994, um atentado contra a associação judaica AMIA deixou 85 mortos. A Justiça argentina atribui a responsabilidade ao Irã, que nega envolvimento.
Depois das declarações recentes de Milei, o tom voltou a subir. Em artigo publicado pelo Tehran Times, ligado ao regime iraniano, o país acusa a Argentina de se alinhar aos Estados Unidos e a Israel. O texto afirma que essa postura “cruza uma linha vermelha imperdoável” e sugere que o Irã poderá dar uma “resposta proporcional”.