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A negociação cumpre uma lei de 2024 referente a preocupações com a segurança nacional dos Estados Unidos

O TikTok é um aplicativo chinês | Foto: Shutterstock
O TikTok é um aplicativo chinês | Foto: Shutterstock

O TikTok anunciou, nesta quinta-feira, 22, que oficializou a criação de uma joint venture que permitirá à empresa continuar operando nos Estados Unidos. O acordo encerra uma disputa que se arrastava havia anos para atender às preocupações da Casa Branca com a segurança nacional.

A negociação teve o objetivo de cumprir uma lei aprovada em 2024. Pelos termos do acordo, o aplicativo de vídeos será operado por uma nova entidade, controlada por investidores considerados alinhados aos interesses dos EUA.

O presidente Donald Trump adiou a implementação da lei há um ano, ao iniciar seu segundo mandato, para manter o TikTok em funcionamento no país. Ele assinou uma série de decretos executivos que prorrogaram o prazo para a conclusão do acordo, até que ele fosse fechado nesta quinta-feira.

Pelos termos do acordo, a gestão de dados e o treinamento de algoritmos com base em usuários norte-americanos ficarão sob a supervisão da Oracle, gigante da computação em nuvem. A empresa guarda os dados do TikTok nos EUA há anos e mantém laços estreitos com o governo Trump.

“Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok!”, disse Trump em publicação em sua rede social Truth Social na noite de quinta-feira. Ele agradeceu ao líder chinês Xi Jinping “por trabalhar conosco e, em última instância, aprovar o acordo. Ele poderia ter seguido por outro caminho, mas não o fez, e sua decisão é reconhecida.”

Persistem preocupações sobre influência chinesa no TikTok

Trump, investidores e aliados do TikTok avançaram com o acordo apesar das preocupações persistentes entre parlamentares e especialistas em segurança de que a China ainda possa influenciar a nova entidade por meio da ByteDance, controladora do TikTok, que deterá quase 20% da empresa.

Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House
Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House

“A joint venture com maioria de capital norte-americano operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional por meio de proteções abrangentes de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários dos EUA”, afirmou o CEO do TikTok, Shou Chew, no comunicado interno aos funcionários em que anunciou a decisão.

O vice de Chew, Adam Presser, comandará a nova entidade, criada depois da obtenção das aprovações dos governos dos Estados Unidos e da China. O conselho de administração inclui Chew, o executivo da Oracle Ken Glueck e diversos investidores.

A Oracle, a gestora de private equity Silver Lake e a empresa MGX, com sede em Abu Dhabi, terão cada uma 15% da nova entidade, enquanto investidores já existentes do TikTok ficarão com cerca de 30%. Outros investidores de destaque incluem a antiga empresa do vice-presidente J.D. Vance, a Revolution, e o escritório de investimentos da família do executivo de tecnologia Michael Dell.

Vance passou um breve período na empresa fundada pelo cofundador da AOL, Steve Case, durante sua atuação como investidor de venture capital, antes de sua campanha ao Senado em 2022. Vance já havia dito que o acordo avalia a nova entidade em cerca de US$ 14 bilhões.

Os investidores pagarão ao governo dos EUA uma taxa de vários bilhões de dólares pela articulação do acordo, conceito que Trump anteriormente chamou de um “enorme bônus adicional”. O TikTok informou ter 200 milhões de usuários nos Estados Unidos, acima da estimativa de cerca de 170 milhões divulgada em 2024.

Trump destacou sua popularidade no TikTok mais cedo nesta quinta-feira. O presidente publicou na Truth Social que suas postagens na plataforma geram mais engajamento do que as feitas no Instagram, concorrente do TikTok pertencente à Meta Platforms.

O republicano disse ainda que o TikTok o ajudou a vencer seu segundo mandato, depois de ter tentado banir o aplicativo nos Estados Unidos durante seu primeiro governo.

Informações Revista Oeste


Declaração foi feita em lançamento de iniciativa nesta quinta-feira (22), na Suíça

Trump diz que seu Conselho de Paz pode se unir à ONU ou substituí-la

Foto: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o “Conselho de Paz pode se unir com a Organização das Nações Unidas” e também indicou que o grupo poderia substituir a entidade, durante o lançamento da iniciativa em Davos, na Suíça. As informações são da CNN.

Segundo Trump, a Carta Constitutiva do conselho seria formalizada e a primeira reunião do grupo aconteceria ainda nesta quinta-feira.

O conselho foi anunciado em 2025, quando o presidente apresentou a proposta com foco no fim do genocídio que acontece na Faixa de Gaza.

Mais tarde, Trump disse que a atuação do grupo seria ampliada para conflitos e sugeriu que o conselho “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), o que gerou alerta entre especialistas.

Informações Bahia.ba


Recentemente, presidente dos EUA anunciou imposição de tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico

Após ameaças de Trump, mais tropas da Dinamarca devem ser enviadas para a Groenlândia

O número de tropas dinamarquesas na Groenlândia vai aumentar a partir desta segunda-feira (19). À CNN, um porta-voz militar dinamarquês afirmou o envio de tropas para o município de Kangerlussuaq, no sudoeste da ilha, localizado no Círculo Polar Ártico.

Após manifestar interesse para a ilha ser anexada aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico. Trump afirmou, nesta segunda, que vai manter o plano de taxação contra os aliados, mas não disse se usaria força militar para anexar a Groenlândia.

Interesse de Trump
Interesse dos EUA na Groenlândia A Groenlândia voltou ao centro das atenções internacionais após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, quando Trump renovou o interesse em adquirir a ilha localizada no Ártico.

 Autoridades norte-americanas têm reiterado que o território é considerado estratégico e fundamental para a segurança nacional do país. Em declarações recentes, o presidente republicano já tinha afirmado seu interesse em expandir sua presença militar, incluindo a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.

“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais… Se você olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte”, declarou Trump. 

Informações Metro 1


Presidente americano afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão em relação ao território

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/NEIL HALL/POOL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar a Dinamarca em relação à Groenlândia, afirmando que o país europeu falhou em conter a influência russa sobre o território. Em publicação na rede Truth Social, neste domingo (18), Trump afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão, e que “isso será feito”.

Na publicação, o presidente norte-americano afirma que a Otan vem alertando há duas décadas sobre a necessidade de reduzir a presença russa na região, mas o governo dinamarquês “não fez nada” para enfrentar o problema. O republicano tem defendido abertamente a incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos.

A proposta, rejeitada tanto por Copenhague quanto pelo governo autônomo da ilha, reacendeu tensões diplomáticas. Líderes dinamarqueses reiteraram que o território não está à venda e que a Groenlândia já é protegida pelo acordo de defesa coletiva da Otan.

No último sábado (17), Trump falou que vai impor tarifas sobre parceiros europeus até que Washington obtenha autorização para negociar a compra da ilha. Ele argumenta que o aumento da presença chinesa e russa no Ártico torna a Groenlândia estratégica para a segurança dos Estados Unidos.

*AE

Delcy demite aliado de Maduro
17 de Janeiro de 2026

Sucessora de Nicolás Maduro agradeceu a Alex Saab ‘pelos serviços prestados à Pátria’

A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu na sexta-feira 16 o empresário Alex Saab do cargo de ministro da Indústria. Saab é acusado de atuar como “testa de ferro” do líder deposto Nicolás Maduro.

Em mensagem no Telegram, Delcy anunciou que o ministério será fundido com a pasta do Comércio e agradeceu a Saab “pelos serviços prestados à Pátria”.

Conforme ela, o empresário assumirá novas responsabilidades no governo.

A mudança ocorre em meio à pressão da Casa Branca depois da operação militar de 3 de janeiro que derrubou Maduro. Libertado em 2023 em troca de prisioneiros com os Estados Unidos, Saab havia sido nomeado ministro em 2024.

Diálogo com os EUA

Delcy assumiu a presidência interina logo depois da retirada de Maduro do país. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que ela tem cooperado com autoridades dos EUA e elogiou o diálogo entre os dois países.

A presidente interina defende a retomada das negociações com Washington e afirmou ter um plano para 2026, com a promessa de “forjar uma nova política na Venezuela”. Na quarta-feira 14, Trump disse ter conversado por telefone com Delcy, sem detalhar os temas tratados.

O cenário político na Venezuela

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado, é escoltado até o Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova York | Foto: Adam Gary/Reuters

Instantes depois da prisão de Nicolás Maduro, Delcy se pronunciou publicamente e classificou a ofensiva militar como um ato de agressão estrangeira. Em declaração transmitida pela televisão, afirmou que “o governo da Venezuela exerce o poder” no país e que “não há agente externo que governe a Venezuela”.

Segundo artigo do analista político Márcio Coimbra publicado em Oeste, Delcy governa “em simbiose absoluta” com seu irmão, Jorge Rodríguez, ex-vice-presidente e ex-prefeito de Caracas, formando um bloco tecnocrata dentro do regime. De acordo com sua leitura, esse grupo se diferencia da ala mais ideológica e radical do chavismo, associada a Diosdado Cabello.

Ainda segundo Coimbra, Delcy não detém comando direto sobre as Forças Armadas, o que torna sua permanência no cargo dependente da posição do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, descrito como fiador da lealdade militar ao regime. Nesse contexto, a estabilidade do governo interino estaria condicionada ao equilíbrio entre setores civis, militares e partidários do chavismo.

Informações Revista Oeste


Conselho de Segurança da ONU debateu protestos no país, repressão do regime e risco de escalada internacional

Irã trump
Trump ameaça Irã se continuar a usar violência contra protestos | Foto: Shutterstock 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre” do Irã. A afirmação é do embaixador norte-americano Mike Waltz durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira, 15.

“O presidente Trump é um homem de ação, não de conversas intermináveis como vemos nas Nações Unidas”, disse Waltz na reunião solicitada por Washington. “Ele deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre.”

O diplomata rejeitou a acusação do Irã de que os protestos seriam “um complô estrangeiro para dar um precursor à ação militar”. “O mundo precisa saber que o regime está mais fraco do que nunca e, portanto, está apresentando essa mentira por causa do poder do povo iraniano nas ruas”, continuou. “Eles estão com medo. Estão com medo do próprio povo.”

Nas redes sociais, Trump ameaçou intervir para apoiar os maiores protestos em décadas no país contra a teocracia iraniana. Segundo organizações de direitos humanos, a repressão às manifestações já pode ter deixado milhares de mortos no Irã.

Representante do Irã na ONU diz que não quer conflito

O vice-embaixador do Irã na ONU, Gholamhossein Darzi, disse que Teerã não quer escalada ou confronto. Além disso, ele acusou Waltz de recorrer “a mentiras, distorção de fatos e uma campanha deliberada de desinformação para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”.

“No entanto, qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será respondido com uma resposta decisiva, proporcional e legal”, disse Darzi ao Conselho de Segurança. “Isso não é uma ameaça; é uma constatação da realidade jurídica.”

O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, acusou os EUA de convocar a reunião para “justificar a agressão flagrante e a interferência nos assuntos internos de um Estado soberano”. Segundo ele, Washington ameaça “resolver o problema iraniano da sua maneira preferida: através de ataques com o objetivo de derrubar um regime indesejável”.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção neste momento sensível”. Ele convocou “todos os atores a se absterem de quaisquer ações que possam levar a mais perdas de vidas ou desencadear uma escalada regional mais ampla”, segundo a alta funcionária da ONU Martha Pobee.

Informações Revista Oeste


Preços variam e se aproximam de US$ 2 mil por projétil, relatam testemunhas

Iraniana em busca do corpo de um familiar | Foto: Reprodução/Irã Internacional 

Familiares de manifestantes assassinados pela Guarda Revolucionária do Irã relataram cobranças em dinheiro para obter autorização para retirar os corpos. Segundo os depoimentos, a taxa varia.

Um dos fatores é a quantidade de balas usadas durante a execução. Outro é que o valor cobrado por bala não é constante: varia entre US$ 480 e US$ 1.720. Entretanto, há a possibilidade de isenção.

De acordo com a plataforma de notícias Iran International, o governo do Irã permite a liberação com isenção caso a família aceite declarar o morto como membro da Basij. Trata-se da milícia armada criada para defender o regime com a chegada do aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder, em 1979 — o homem que implantou a ditadura islâmica no país.

Ditadura no Irã

Aiatolá é um membro do alto clero muçulmano. A palavra vem do árabe e significa “sinal de Deus”. Em 1979, Khomeini deu início à revolução que pôs fim ao Estado laico e impôs as regras do Islã como lei no país. Ao tomar o poder, ele assumiu o cargo de líder supremo — posto de maior autoridade no novo regime.

Khomeini permaneceu no poder até morrer, em 1989. Ele foi substituído pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo no poder desde então. Sob o regime religioso, mulheres e homens não são iguais perante a lei; homossexuais passaram a ser punidos com a pena de morte; e cristãos e judeus perderam direitos.

Protestos contra o regime dos aiatolás

No fim de 2025, a população começou a sair às ruas do Irã em protestos contra o aumento do custo de vida. Conforme o movimento cresceu, a reivindicação passou a ser a deposição da ditadura islâmica. O regime intensificou a repressão para tentar conter a onda.

No sábado, 10, Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, declarou que todos os manifestantes envolvidos na recente onda de protestos no país são “mohareb”. Trata-se de um jargão jurídico para “inimigos de Deus”, o que a legislação iraniana define como crime punível com a morte.

Organizações não governamentais estimam que até 12 mil manifestantes podem ter morrido. Na lista estão crianças, jovens e mulheres — entre elas, Rubina Aminian, de 23 anos, assassinada com um tiro na nuca enquanto protestava.

Uma face da tragédia

Rubina morreu em Teerã durante um protesto, cidade onde morava e cursava uma escola de moda. Sua terra natal fica a cerca de 500 quilômetros dali, de onde os pais viajaram para reconhecer e buscar o corpo da filha. Ao regressarem para casa, encontraram a residência lacrada pela inteligência iraniana. Os agentes informaram que o sepultamento da jovem em um cemitério não estava autorizado. O casal foi obrigado a enterrá-la em uma estrada nas proximidades.

Informações Revista Oeste


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu declarações recentes sobre a possibilidade de anexação da ilha

Atualmente, a Groenlândia abriga importantes instalações militares norte-americanas - 13/1/2026 | Foto: Marko Djurica/Reuters
Atualmente, a Groenlândia abriga importantes instalações militares norte-americanas – 13/1/2026 | Foto: Marko Djurica/Reuters

Movimentações recentes de vários países europeus no Ártico ampliaram a tensão no cenário internacional, depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexação da Groenlândia. A Dinamarca, responsável pela defesa da ilha, reforçou sua presença militar e anunciou, nesta quarta-feira, 14, a intensificação da cooperação com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares para exercícios conjuntos com tropas dinamarquesas na Groenlândia ao longo desta semana. 

Paralelamente, Canadá e França comunicaram planos para inaugurar consulados em Nuuk, capital da ilha, nas próximas semanas. A ação ampliaria a presença diplomática no território.

Pressão militar e diplomática na Groenlândia

Groenlândia Trump
Trump afirma que Groenlândia é essencial para planos militares dos EUA I Foto: Reprodução/Flickr

Exercícios militares em países-membros da Otan já são prática comum, motivados por pressões para fortalecer a atuação no Círculo Ártico. Atualmente, cerca de 150 soldados norte-americanos estão posicionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia. Entretanto, o momento escolhido para os anúncios europeus foi interpretado como gesto de solidariedade diante da crise interna na aliança militar.

Donald Trump reiterou sua intenção de assumir o controle da Groenlândia, inclusive utilizando força, caso considere necessário. “Faria algo na Groenlândia, quer eles gostem ou não”, afirmou durante coletiva com executivos do setor petrolífero na sexta-feira 9.

O Ministério da Defesa da Alemanha divulgou que enviará uma equipe de 13 militares. Enquanto isso, Suécia e Noruega também confirmaram o envio de contingentes, atendendo a pedidos da Dinamarca.

Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, declarou que soldados suecos participam de treinamentos preparatórios para a Operação Arctic Endurance, que envolve forças de outros países aliados. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou no X que “as primeiras unidades militares francesas já estão a caminho” e que “outras seguirão”. O Ministério da Defesa norueguês confirmou o envio de dois militares à Groenlândia.

A Otan reúne 30 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e diversas nações europeias, sob o compromisso de defesa mútua em caso de ataque.

Informações Revista Oeste


O Departamento de Justiça dos EUA possui diretrizes internas para tratar casos de vazamentos envolvendo a imprensa

FBI Foto: Reprodução/Redes sociais
De acordo com informações dadas à repórter pelos agentes, a investigação está relacionada a Aurelio Perez-Lugones, que atuava como contratado do governo | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Uma operação do FBI realizada na manhã desta quarta-feira, 14, teve como alvo a residência da jornalista Hannah Natanson, do jornal The Washington Post, localizada na Virgínia. A ação tinha como objetivo buscar documentos considerados confidenciais.

Os agentes federais chegaram à casa de Natanson com um mandado de busca e apreenderam diversos itens, incluindo um telefone celular, dois notebooks – sendo um de uso profissional fornecido pelo Washington Post – e um relógio da marca Garmin, segundo o canal ABC Chicago.

Pelas redes sociais, a procuradora-geral Pamela Bondi disse que o Pentágono solicitou a ação.

Bondi acrescentou ter orgulho de atuar em conjunto com o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, nessa iniciativa, enfatizando que a administração Trump não permitirá vazamentos ilegais de informações classificadas que possam colocar em perigo a segurança nacional e os militares do país.

Relação com investigação sobre vazamento

De acordo com informações dadas à repórter pelos agentes, a investigação está relacionada a Aurelio Perez-Lugones, que atuava como contratado do governo. 

Um tribunal federal em Maryland acusou oficialmente Perez-Lugones na semana passada por suposta posse não autorizada de informações de defesa nacional.

Os investigadores deixaram claro para Natanson que ela não é alvo da investigação em curso. Ela atua na cobertura de temas ligados ao setor federal.

Diretor do FBI confirmou a operação

O diretor do FBI, Kash Patel, declarou em rede social que o FBI “executou um mandado de busca de um indivíduo no Washington Post que supostamente estava obtendo e reportando informações militares classificadas e sensíveis de um contratado do governo, colocando em risco os combatentes e comprometendo a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Regras para investigações envolvendo a imprensa

O Departamento de Justiça possui diretrizes internas para tratar casos de vazamentos envolvendo a imprensa, que foram revisadas em diferentes ocasiões. 

Em abril, Pam Bondi estabeleceu novas regras devolvendo aos promotores o poder de solicitar intimações, decisões judiciais e mandados de busca para investigar servidores que façam “divulgações não autorizadas” a jornalistas.

Essas alterações revogaram uma política implementada durante o governo Biden, que protegia jornalistas contra a apreensão sigilosa de registros telefônicos em processos de vazamento de informações.

Informações Revista Oeste


Alto comissário para Direitos Humanos condenou ‘uso brutal da força’ contra ‘demandas legítimas’

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk | Foto: Divulgação/ ONU

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou nesta terça-feira, 13, estar “horrorizado” com o aumento da violência praticada por forças de segurança contra manifestantes em diversas regiões do Irã. Segundo ele, há relatos de que centenas de pessoas foram mortas e milhares detidas durante a repressão aos protestos.

Türk pediu às autoridades iranianas que interrompam imediatamente “todas as formas de violência e repressão contra manifestantes pacíficos” e restabeleçam “o acesso pleno à internet e aos serviços de telecomunicações”. O alto comissário também cobrou responsabilização pelas violações consideradas graves.

“O assassinato de manifestantes pacíficos precisa parar, e a rotulagem de manifestantes como ‘terroristas’ para justificar a violência contra eles é inaceitável”, afirmou Türk. Ele acrescentou que “esse ciclo de violência horrível não pode continuar”.

Na avaliação de Türk, “o povo iraniano e suas demandas por justiça, igualdade e equidade precisam ser ouvidos”. Ele argumentou que “todas as mortes, a violência contra manifestantes e outras violações de direitos humanos devem ser investigadas de acordo com as normas e padrões internacionais de direitos humanos, e os responsáveis devem ser responsabilizados”.

Feridos no Irã chegam aos milhares, estima ONU

Relatos citados pela ONU mostram que diversos hospitais estão sobrecarregados pelo número de feridos, inclusive crianças. As informações também mencionam dificuldades de verificação completa dos fatos em razão de bloqueios nacionais de internet e telecomunicações.

Türk manifestou preocupação adicional com declarações públicas de autoridades do Judiciário iraniano. “Também é extremamente preocupante ver declarações públicas de alguns funcionários judiciais indicando a possibilidade de uso da pena de morte contra manifestantes por meio de procedimentos judiciais acelerados”, afirmou.

irã protesto teerã
Manifestantes se reúnem enquanto veículos queimam, em meio à crescente onda de protestos antigovernamentais em Teerã, capital do Irã — 9/1/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais/Via Reuters

Desde 8 de janeiro, as autoridades iranianas impuseram um bloqueio nacional da internet, o que, de acordo com o alto comissário, afeta “os direitos dos iranianos à liberdade de expressão e ao acesso à informação”, além de prejudicar serviços de emergência e salvamento e dificultar o monitoramento independente de direitos humanos.

Ao concluir, Türk afirmou que “os iranianos têm o direito de se manifestar pacificamente” e que “suas queixas precisam ser ouvidas e tratadas, e não instrumentalizadas por ninguém”.

Informações Revista Oeste

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