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Imagem: REUTERS

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que está conduzindo investigações para examinar alegações de possível envolvimento de alguns de seus funcionários nos ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro. Em resposta a essa notícia, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária do financiamento para a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente), responsável pelos refugiados palestinos. A agência confirmou a abertura de uma investigação sobre vários funcionários suspeitos de participação nos ataques e demitiu essas pessoas.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da agência, declarou que a decisão de rescindir imediatamente os contratos desses funcionários foi tomada para proteger a capacidade da agência de fornecer assistência humanitária. Ele não divulgou o número de funcionários envolvidos nos ataques nem a natureza de suas ações, mas afirmou que qualquer funcionário da UNRWA envolvido em atos de terrorrismo seria responsabilizado, inclusive por meio de processo criminal. Diplomatas extraoficialmente mencionaram até 12 pessoas envolvidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou horror com a notícia e solicitou uma investigação para garantir que qualquer funcionário da UNRWA envolvido nos ataques seja demitido imediatamente e possa enfrentar um possível processo criminal. Uma revisão independente urgente e abrangente da UNRWA também será realizada.

A preocupação da ONU é que a revelação aprofunde a crise de abastecimento em Gaza, já que a agência é responsável pela assistência vital na região. Nos últimos meses, a UNRWA denunciou tentativas de Israel de bloquear a chegada de alimentos e remédios aos palestinos em Gaza.

Em resposta, os Estados Unidos suspenderam temporariamente o financiamento adicional para a UNRWA, enquanto aguardam a análise das alegações e das medidas tomadas pela ONU. A União Europeia expressou extrema preocupação, mas até o momento não cortou o financiamento, esperando transparência total da UNRWA e a adoção de medidas imediatas contra os funcionários envolvidos.

Com informações de UOL


Foto: Juan Mabromata/AFP

O presidente Javier Milei conseguiu fazer seu pacotão de reformas ultraliberais para a Argentina avançar no Congresso. Mas não sem resistências.

Seu projeto, apelidado de “lei ônibus”, recebeu um parecer favorável de comissões da Câmara dos Deputados e deve ir a plenário na próxima semana. As negociações, porém, enfrentam obstáculos principalmente em três pontos —o aumento de impostos sobre o agronegócio, a fórmula de reajuste de aposentadorias e, por fim, os poderes extraordinários que a lei dará ao Presidente caso seja aprovada. Farpas recentes com governadores também complicam o cenário.

Chamado pelo governo de “Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos”, o projeto tem como principais objetivos a desregulamentação da economia e o corte de gastos públicos, abrindo caminho, por exemplo, para a privatização total ou parcial de 40 empresas estatais.

A coalizão de Milei, A Liberdade Avança, tem uma pequena minoria dos parlamentares (37 dos 257 deputados e 7 dos 72 senadores). Por isso, ele depende de forças de centro e centro-direita para que as medidas sejam aprovadas, como o grupo Juntos pela Mudança, do ex-presidente Mauricio Macri, e o partido União Cívica Radical (UCR), a “oposição dialoguista”.

Na segunda (22), após duas semanas de debates, o governo recuou em alguns pontos e apresentou uma nova versão do projeto que excluía 141 dos 664 artigos originais. As mudanças incluíram a eliminação de uma reforma eleitoral que pretendia acabar com as Paso, as eleições primárias, e a retirada da petroleira YPF da lista de privatizações.

Na madrugada de quarta (24), então, horas antes da greve geral convocada por centrais sindicais contra a lei, as comissões da Câmara deram vitória a Milei e chegaram a um “parecer de maioria”, permitindo que o texto vá a plenário antes de seguir para o Senado. No total, 55 deputados assinaram o relatório favorável ao governo, mas 34 deles com “dissidência parcial”.

O processo não correu sem sobressaltos. Algumas forças racharam, e três deputados peronistas da província de Tucumán se rebelaram e ameaçaram se separar do bloco opositor e formar sua própria bancada, o que gerou surpresa e motivou críticas dos sindicatos em meio à greve. O trio acabou votando a favor de Milei.

“Estamos aqui para exigir dos deputados que fazem campanha cantando a marcha peronista, mas quando precisam rejeitar uma lei que vai contra os trabalhadores, escondem-se e temos que buscá-los em seus escritórios”, disse Pablo Moyano, líder dos caminhoneiros, durante discurso num palco montado em frente ao Congresso.

Os recuos do governo não são, contudo, suficientes para garantir que as reformas passarão.

A expectativa de Milei era de que a votação no plenário ocorresse ainda nesta quinta (25), numa sessão estendida. Mas as discordâncias que ainda rondam a proposta fizeram com que esse prazo fosse adiado para a semana que vem. Fala-se em terça-feira (30), mas não há confirmação oficial em relação à data.

Um dos principais obstáculos tem sido a taxação a produtores rurais. Apesar de ter dito na campanha que “antes de aumentar um imposto cortaria um braço”, o presidente agora não quer abrir mão da importante receita que a tributação das exportações agropecuárias rende à Argentina, ainda mais num contexto de ajuste fiscal.

A ideia é subir os impostos da soja (de 31% para 33%), trigo, milho (de 12% para 15%), carne bovina (de 9% para 15%) e produtos industriais (de 0% para 15%). O governo chegou a recuar com relação às chamadas “economias regionais”, como cítricos, algodão, erva-mate e tabaco, mas ainda assim enfrenta resistência.

“Nosso bloco permitiu que seu governo contasse com um parecer de comissão em tempo recorde, apesar da inédita minoria do governo no Congresso. […] Mas se sua sugestão é para que façamos ajustes na aposentadoria ou aumentemos os impostos, saiba que isso não vai acontecer. Isso não vai virar lei”, reagiu o deputado Rodrigo de Loredo, líder do bloco da UCR, nesta quarta.

A tensão subiu ainda mais com falas do ministro da Economia, Luis Caputo, interpretadas por governadores como uma ameaça —ainda que ele tenha dito o contrário. “Hoje tive uma reunião […] para delinear todos os repasses provinciais que serão cortados imediatamente se algum dos artigos econômicos [da lei ônibus] for rejeitado”, escreveu ele no X.

“O Ministro da Economia, que não teve a coragem de vir ao Congresso [explicar suas medidas], tem que parar de pressionar os governadores e tentar buscar acordos com os governos provinciais em vez de ameaçá-los”, respondeu o deputado Miguel Pichetto, presidente do bloco da oposição “dialoguista”.

O governo de Milei redobrou a pressão contra os líderes regionais nesta quinta (25) ao dizer que vai sugerir ao chefe do Ministério Público a criação de uma equipe especializada em investigar casos de corrupção de funcionários públicos, federais e provinciais, apesar de um grupo com essas funções já existir hoje.

Resta saber se até a próxima semana as rusgas entre o presidente e os parlamentares resultarão na aprovação ou rejeição de uma das maiores e mais velozes reformas que um presidente recém-empossado tenta fazer na Argentina.

Folha de SP/JÚLIA BARBON


Segundo Comando Central, ataques tiveram como alvo áreas de armamento, sistemas de drones, locais de treinamento de foguetes e mísseis

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Soldados norte-americanos se deslocam para base militar no Iraque | Foto: Reprodução/YouTube

Os Estados Unidos bombardearam três instalações ligadas a milícias apoiadas pelo Irã nesta terça-feira, 23, no território do Iraque nesta terça-feira, 23.

As incursões foram em resposta a um ataque a uma base aérea norte-americana no último fim de semana.

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), que realiza operações no Oriente Médio, informou que as ofensivas tiveram como alvo a “sede, áreas de armazenamento, locais de treinamento de foguetes e mísseis” e sistemas de drones do Kataib Hezbollah.

Ataques de milícias a bases dos EUA

Desde o começo da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, em 7 de outubro, as milícias ligadas ao Irã atacaram tropas norte-americanas em territórios iraquiano e sírio cerca de 150 vezes.

Os EUA têm 900 soldados na Síria e 2,5 mil no Iraque, que aconselham e ajudam as forças locais a evitar o ressurgimento do Estado Islâmico, que em 2014 tomou grandes partes de ambos os países antes de ser derrotado.

No sábado 20, quatro funcionários dos EUA tiveram contusões no cérebro em um dos ataques.

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, afirmou que os norte-americanos usaram a força necessária e que a retaliação foi proporcional. Segundo ele, foram ataques precisos e em resposta direta.

Os ataques contra bases militares dos Estados Unidos são interpretados como um sinal de apoio ao grupo terrorista Hamas. Outros grupos de islâmicos árabes, como os houthis, no Iêmen, e o Hezbollah, no Líbano, têm feito ataques em “solidariedade” à organização palestina.

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Avião americano na Base Aérea Al-Asad no Iraque | Foto: Reprodução

Tensão no Iraque

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, anunciou medidas para expulsar as forças dos EUA depois de um ataque de drones norte-americanos em Bagdá no início deste mês, que foi condenado pelo governo local.

O Ministério da Defesa (Pentágono) ressaltou que a ofensiva matou um líder de milícia responsável por ataques recentes contra agentes dos Estados Unidos.

O Pentágono também afirmou que não foi formalmente notificado de quaisquer planos para acabar com a presença de tropas dos EUA no Iraque e disse que suas tropas estão enviadas para o país a convite do governo de Bagdad.

Informações Revista Oeste


Foto: Tyrone Siu/ Reuters


Militares israelenses foram alvos de uma granada e acabaram atingidos por dois edifícios que desabaram. Três soldados também morreram em conflito no front de batalha. Apesar das baixas, premiê diz que guerra continuará e rejeita criação de Estado palestino.

Na maior baixa militar para Israel desde o início da guerra contra o Hamas, 24 soldados do país morreram na Faixa de Gaza nesta terça-feira, segundo as Forças de Defesa israelense. 

Apenas uma explosão matou simultaneamente 21 militares. Outros três combatentes foram mortos em conflitos com terroristas do Hamas horas antes também no território palestino. 

Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel Daniel Hagari, a explosão que matou 21 soldados foi provocada por uma granada, lançada de um foguete. O artefato, ainda de acordo com Hagari, atingiu um tanque que protegia os militares

Os soldados também acabaram sendo atingidos pelos destroços de dois edifícios que colapsaram após a explosão da granada, o que aumentou o número de baixas, disse o porta-voz. 

O presidente de Israel, Isaac Herzog, disse que o país enfrentou uma “manhã insuportavelmente difícil”

“As intensas batalhas estão ocorrendo em um espaço extremamente desafiador, e estamos fortalecendo os soldados das FDI e as forças de segurança que estão trabalhando com determinação infinita para concretizar os objetivos dos combates”, escreveu em uma rede social.

Na semana passada, Israel lançou uma ofensiva para capturar a cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Segundo os militares israelenses, atualmente a região abriga o principal quartel-general do Hamas. 

Com 24 baixas no total, este é o maior número de mortes de militares israelenses desde o início do conflito dentro da Faixa de Gaza. A guerra entre Israel e o Hamas começou no dia 7 de outubro de 2023 e já dura mais de três meses. 


Informações G1


Reprodução/Redes Sociais

Um menino de dois anos, identificado como Bronson Battersby, foi encontrado morto ao lado de seu pai, Kenneth Battersby, de 60 anos, em sua casa, em Skegness, Lincolnshire. Conforme informações divulgadas pelos tabloides “The Sun” e “The Mirror”, acredita-se que Bronson tenha falecido por desidratação e fome, após seu pai sofrer um infarto e ficarem isolados dentro de casa, sem ninguém para prestar auxílio.

Descoberta da tragédia

Os corpos foram achados no dia 9 de janeiro, ambos já sem vida, por uma assistente social e o proprietário do imóvel onde residiam. “A assistente social foi à casa rever Bronson. O proprietário chegou com a chave, entrou com a assistente social, e eles acharam os dois corpos, tragicamente, o que é simplesmente horrível e devastador para todos os envolvidos”, declarou um porta-voz do Conselho do Condado de Lincolnshire ao “Mirror”. A última vez que haviam sido vistos foi aproximadamente duas semanas antes do achado, apontando que Kenneth já poderia ter sofrido o infarto dias após o Natal.

Investigações sobre as mortes

A polícia de Lincolnshire realizou uma perícia inicial no local, a qual descartou a possibilidade de pai e filho terem morrido por intoxicação por monóxido de carbono. Por enquanto, as mortes não são tratadas como suspeitas.

Um amigo próximo da família, que preferiu não se identificar, complementou ao tabloide “The Sun” que Bronson foi encontrado “enrolado nas pernas de Kenneth”, o que indica que o menino possivelmente acreditava que seu pai estava dormindo, sem entender a gravidade da situação.

Declaração da mãe do menino

Sarah, mãe de Bronson, expressou sua profunda tristeza pela perda do filho: “Não pude pegá-lo porque seu corpo era muito frágil. Eu só pude tocá-lo. Ele ficou lá por muito tempo”, disse ela.

Vale ressaltar que a situação gerou comoção na comunidade local e nas redes sociais, com diversas manifestações de carinho e apoio à família e lembranças de Bronson e Kenneth. Independentemente das circunstâncias, a morte prematura de uma criança é sempre uma tragédia que provoca grande dor e tristeza.

Fonte: O Antagonista.


Reprodução/Instagram @javiermilei

O S&P Merval, o principal índice da Bolsa de Valores da Argentina, bateu recorde na 6ª feira (19.jan.2024). Subiu 1.174.875 pontos, com alta de 3,6% no último pregão. O índice disparou 82,1% desde a vitória do presidente do país, Javier Milei, nas urnas.

O mercado de ações do país está em alta contínua há 5 dias seguidos. Avançou 9,73% neste período. A Argentina fechou um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para renegociar a sua dívida –leia mais sobre o acordo aqui. A medida foi uma vitória de Milei e exigirá ações ambiciosas para cumprir as metas fiscais.

Foto: Reprodução/Poder 360.

O dólar blue –que é a cotação paralela livre das interferências do Estado– foi para 1.195 pesos argentinos. Subiu 29,2% desde o 2º turno das eleições no país. Estava a 924,9 pesos argentinos na véspera do pleito.

Foto: Reprodução/Poder 360.

Já a cotação paralela do real avançou para 242,2 pesos argentinos. Antes das eleições, R$ 1 equivalia 189,5 pesos argentinos.

Foto: Reprodução/Poder 360.

Milei adotou mudanças na cotação oficial do câmbio, que foi congelado durante o governo anterior e provocou distorções entre o valor real da moeda e o praticado no país. Para reduzir as assimetrias, aumentou o valor do dólar de 366 pesos para 800 pesos nos primeiros dias de governo.

O valor continua a subir, mas de maneira mais controlada que o dólar blue. Avançou para 819,8 pesos argentinos, uma alta de 131,6% em relação ao 2º turno das eleições.

Foto: Reprodução/Poder 360.

O efeito foi similar para a cotação oficial do real. A moeda brasileira vale 166,2 pesos argentinos no país. Está quase em desuso as compras de dólar ou real pela cotação oficial. Não há moeda estrangeira disponível para as operações nesta modalidade.

Foto: Reprodução/Poder 360.

Fonte: Poder 360.


STR/KCNA via KNS/AFP

O número de desertores norte-coreanos que chegaram à Coreia do Sul triplicou no ano passado, para 196, com a saída de muitos diplomatas e estudantes, após vários anos de declínio devido à pandemia, informou Seul nesta quinta-feira, 18.

Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para o Sul desde que a península foi dividida pela guerra na década de 1950. A maioria passa primeiro pela China e depois por um terceiro país, como a Tailândia, antes de chegar à Coreia do Sul.

Mas o número de desertores caiu significativamente desde 2020, quando Pyongyang fechou as suas fronteiras para prevenir infecções por covid-19. Em 2021, apenas 63 pessoas chegaram ao Sul, uma redução de mais de 90% desde 2019, quando chegaram 1.047 desertores. Apenas 67 o fizeram em 2022.

O Ministério da Unificação indicou em comunicado que 196 desertores chegaram à Coreia do Sul no ano passado, um número inferior aos níveis pré-pandemia. Mais de 80% dos que fugiram do regime repressivo no Norte eram mulheres, segundo o ministério.

Houve também uma tendência crescente de deserções entre as elites norte-coreanas, como diplomatas e estudantes no exterior, segundo a agência. “Confirmamos que o desgaste entre a classe de elite no ano passado foi o mais alto dos últimos anos”, disse ele.

Fonte: O Dia.


foto: reprodução 

Especialistas, entretanto, esfriam os ânimos mais exaltados

A sonda Perseverance, da Nasa (agência espacial dos EUA), registrou na quarta-feira (17/1) uma imagem que deixou muita gente intrigada: uma “esfera azul flutuando”. A cena real remete ao romance de ficção científica dos anos 1950 “The Martian Chronicles”, de Ray Bradbury, que fala de espécies encontradas no Planeta Vermelho — entre elas, um grupo de orbes (esferas) azuis flutuantes.

Os registros da Perseverance, que chegou a Marte em 2021, costumam levantar dúvidas sobre alguns “achados” no planeta. Formas intrigantes levam ufólogos e adeptos de teorias da conspiração a questionar sobre a ocupação de Marte. Mas, até agora, tudo não passa de ilusão de óptica, e, no caso, de rochas e poeira.

A esfera azulada flutuando saiu do lugar-comum. Uma imagem dela foi capturada às 14h48m (horário de Marte) pela Câmera de Navegação Direita da sonda. A Nasa, como de costume, não se manifestou após a imagem viralizar.

Especialistas, entretanto, manifestaram-se após ser procurados pelo “Metro”, esfriando os ânimos dos mais empolgados.

“É quase certamente um reflexo interno dentro da câmera”, disse o professor Grant Kennedy, da Universidade de Warwick (Inglaterra). “O Sol está em algum lugar na frente da sonda (acima e um pouco à esquerda), então é provável que a luz esteja brilhando diretamente sobre ou dentro da lente”, explicou ele.

“Certamente parece um reflexo interno na câmera, especificamente um artefato de difração, que resultaria no arco-íris de cores que vemos aqui”, concordou Greg Brown, astrônomo do Observatório Real de Greenwich (Inglaterra).

Informações TBN


AFP

No primeiro dia de guerra a 22 grupos do narcotráfico no Equador, o presidente Daniel Noboa avisou: “Vamos considerar juízes e promotores que apoiarem os líderes identificados desses grupos terroristas também como parte do grupo terrorista”. Em entrevista à Rádio Canela, ele admitiu que o país vive um “momento muito duro”, prometeu “proteger os cidadãos” e anunciou a deportação de 1.500 presos estrangeiros, entre eles, peruanos, colombianos e venezuelanos. Um decreto de Conflito Armado Interno, firmado na véspera, concede às Forças Armadas a licença para “neutralizar” o narcotráfico.

Entre terça-feira (9/1) e quarta-feira (10), os militares executaram cinco “terroristas” e efetuaram 329 prisões. Do outro lado, marginais continuam a semear o terror: 14 pessoas morreram em ataques armados. Em cinco penitenciárias, 130 funcionários e agentes carcerários são mantidos reféns.

A explosão de violência em Guayaquil — onde três corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro, na madrugada de quarta-feira, e um estúdio de tevê foi invadido por encapuzados na véspera — e em outras cidades levou a Colômbia a militarizar a fronteira com o Equador. Controles foram intensificados no departamento de Nariño. O Peru mobilizou mais de 500 soldados, helicópteros e drones para fortalecer a divisa de 1,4 mil quilômetros, além de declarar estado de emergência na região.

Cerca de 24 horas depois de ter uma arma apontada para a cabeça e uma dinamite colocada no bolso, durante invasão de criminosos à emissora TC Televisión, o jornalista Jose Luis Calderon ainda tentava assimilar o pesadelo enfrentado na tarde de terça-feira. “O que estamos vivendo não tem precedentes. O governo não possui um plano claro para lidar com essa situação. Vivemos em estado de guerra, as Forças Armadas estão nas ruas e os cidadãos, retidos em suas casas”, desabafou ao Correio o apresentador, que ficou mais de 40 minutos em poder dos marginais. A insegurança conseguiu unir inimigos políticos. O ex-presidente Rafael Correa apoiou as medidas tomadas por Noboa. “Tenha o nosso apoio total e irrestrito. Por favor, não ceda”, pediu.

Também em Guayaquil, o engenheiro químico colombiano Pedro Enrique Yela, 51 anos, aguardava no hotel o momento de retornar a Cáli. “A cidade está com atividades mínimas. Ficamos o dia inteiro no hotel. A recomendação é não sair, a não ser que seja algo imprescindível”, disse à reportagem. “A terça-feira foi mais complicada, com drástica redução do transporte público. Nem os táxis rodaram. A sensação por aqui é de perplexidade e de incerteza. As ruas estão vazias.”

A comunidade internacional acompanha com preocupação a escalada da violência do narcotráfico no Equador. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, se disse “alarmado” e condenou “energicamente” os atos criminosos dos últimos dias. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, declarou que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar com o governo Noboa para “lidar com a violência”. “Estamos dispostos a tomar medidas concretas para melhorar nossa cooperação com o governo do Equador, à medida que começa a lidar com a violência”, afirmou. A União Europeia denunciou um “ataque direto” à democracia e afirmou estar “com o povo do Equador e suas instituições democráticas”.

Diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE), Arturo Moscoso admitiu ao Correio que o narcotráfico penetrou todos os níveis do Estado. “Por aqui, se tem falado de ‘narcogenerais’ e de juízes que favorecem os traficantes. A declaração de Noboa é uma ameaça a esses indivíduos corruptos. O presidente aproveitou o decreto de Conflito Armado Interno para sublinhar que essas pessoas também poderão ser alvos das Forças Armadas”, disse. Moscoso vê a deportação de presos como uma medida mais complicada. “Ela exige ver quais presos se encaixam nesse processo, os delitos que cometeram, como será o traslado até a Colômbia, se serão detidos no país vizinho. Não é algo fácil.”

Para o general Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa do Equador entre 2021 e 2022, a decisão de punir como terroristas promotores e juízes envolvidos com o narcotráfico precisa passar por filtros legais. “Para punir essas pessoas, será preciso acionar o Código Penal para estabelecer as sanções face às diferentes acusações a serem imputadas pelo gabinete do procurador”, explicou ao Correio, por telefone. Ele entende que as medidas anunciadas por Noboa até o momento são corretas. “No momento em que houve a invasão à emissora TC Televisión, imediatamente o governo emitiu um decreto no qual identificava os grupos delinquentes como terroristas.”

Intervenção direta

Segundo Henández, o decreto firmado na terça-feira pelo chefe de Estado permitirá ao governo utilizar as Forças Armadas em intervenções diretas contra a delinquência. “Isso deixa o governo e as Forças Armadas com um instrumento legal, que lhes possibilita tomar ações e acompanhar o trabalho da polícia de maneira mais direta”, observou. O ex-ministro defende uma “profunda reforma” no sistema político equatoriano e a necessidade de fortalecimento das instituições equatorianas. Ele sublinha que o Judiciário e a polícia foram infiltrados pelo narcotráfico, com casos menores nas Forças Armadas. “Temos infiltrações em governos locais e em estratos políticos. O sistema precisa blindar, em sua estrutura, a influência do narcotráfico”, comentou. Em nível tático, o general cita a falta de equipamentos da polícia e das Forças Armadas como obstáculos.

Apesar de ressaltar que o estado de emergência não pode exceder dois meses, Hernández admitiu que a Constituição pode sofrer mudanças, no sentido de fazer com que as Forças Armadas atuem, de forma complementar, com a polícia. Ele prevê que a situação no país tende a melhorar. “Os níveis de insegurança são vistos em alguns setores de algumas cidades.”

Secretário de Segurança Pública do Equador em 2023, durante o governo de Guillermo Lasso, Wagner Bravo concorda com a urgência no reforço das instituições. Ele acusou a gestão de Rafael Correa de “desinstitucionalizar” o Estado. “O crime organizado se enraizou em todas as esferas da sociedade, como a política, a militar, a judicial e o Ministério Público.”

“A contrapartida de Noboa foi identificar políticos, policiais, promotores e juízes envolvidos com facções e colocá-los à vista do público. Se ficar provado que têm nexo com o crime organizado, eles têm que ir para a cadeia”, ressaltou Bravo.

EU ACHO…

“A situação chegou a esse ponto por vários motivos: a permissividade com que as autoridades trataram esses grupos e cartéis durante o governo de Rafael Correa; a expulsão da base norte-americana de Manta e a ruptura na ajuda que os EUA concediam no combate ao narcotráfico; a inoperância dos governos posteriores para enfrentar o problema; a crise econômica e a falta de emprego, que empurram jovens aos grupos delinquentes; e a tolerância com a corrupção, que permitiu que o narcotráfico penetre na institucionalidade do país, entre outras causas.” – Arturo Moscoso, diretor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidad Internacional de Ecuador (UIE).

“O presidente Daniel Noboa está há apenas seis semanas no poder. Ele prometeu, durante a campanha eleitoral, aorimorar o sistema de inteligência equatoriano, no sentido de trabalhar em coordenação com as diferentes agências do governo, as Forças Armadas e o sistema carcerário. Ele também anunciou a construção de novas prisões. Creio ser necessário um maior controle do Estado sobre as penitenciárias. Os presídios têm que deixar de ser um quartel-general da delinquência, de onde partem as ordens.” – General Luis Bolívar Hernández Peñaherrera, ministro da Defesa entre 2021 e 2022.

Fonte: Correio Braziliense.


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Em meio a escavações na aldeia de et-Taiyiba, localizada no Vale de Megido (também conhecido como Vale de Jezreel), em Israel, arqueólogos encontraram uma rara inscrição em pedra com uma referência a Jesus Cristo. Vale mencionar que, na escatologia cristã, a região é considerada o local da batalha final entre o bem e o mal, o Armagedom — termo derivado do hebraico “Har Megiddo”, que significa “Monte Megido”.

Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel/Tzachi Lang e Einat Ambar-Armon.

Segundo descrito pelo Heritage Daily, a inscrição na pedra está gravada em grego, e ela foi encontrada na entrada de um edifício datado do fim do século 5, quando a região vivia seu conhecido período bizantino ou islâmico primitivo.

Segundo a pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a Dra. Leah Di-Segni, a inscrição recém-descoberta é uma dedicatória ao Jesus bíblico. Nela, está escrito: “Cristo nasceu de Maria. Esta obra do mais temente a Deus e piedoso bispo [Teodósio] e do miserável Th[omas] foi construída desde a fundação. Quem entrar deve orar por eles..”

Foto: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel.

Além da gravura, no local também foram encontradas duas salas com piso em mosaico, decorados com desenhos geométricos.

Descoberta importante

Importante mencionar que Teodósio, a pessoa referida no fragmento de texto como sendo o fundador do edifício, foi um dos primeiros bispos cristãos da região, detendo até mesmo de autoridade religiosa na cidade de Bet She’an — que serviu como capital da província bizantina de Palaestina Secunda. Os pesquisadores afirmam que a inscrição possui objetivo de proteger contra o mau-olhado, e já foi encontrada anteriormente em outros locais do mundo bizantino.

“Esta é a primeira evidência da existência da igreja bizantina na aldeia de et-Taiyiba, e se soma a outras descobertas que atestam as atividades dos cristãos que viviam na região”, afirma por fim Walid Atrash, da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA).

Fonte: Aventuras na História/UOL.

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