Um conflito acalorado entre vizinhos culminou em uma fatalidade. Eduardo Ramírez Zamora disparou 14 vezes contra seu vizinho, Otoniel Orozco Mendoza, após um desentendimento sobre a “válvula de corte de água”. O cidadão de origem nicaraguense, naturalizado costarriquenho, de 53 anos, sucumbiu aos ferimentos e faleceu. O incidente ocorreu em Guachipelín de Escazú, na Costa Rica.
O desacordo teve início com um embate verbal entre as esposas, conforme relatos de residentes locais. Durante a altercação, Ramírez recarregou sua arma e efetuou os disparos em Orozco, que pouco antes havia iniciado uma agressão física contra ele. A polícia interveio prontamente, detendo o responsável pelos tiros. Dayli Avendaño, parente da vítima, relatou que discussões anteriores e queixas sobre ameaças já haviam ocorrido.
Por outro lado, Eduardo Ramíres Reyes, genitor do detido, declarou que seu filho vinha sendo alvo de assédio e ataques por parte de Orozco há anos. “Meu filho não suportou mais essa situação e, infelizmente, teve que atirar nele”, expressou. Andrés Durán, defensor de Ramírez, sustentou que seu cliente reagiu sob ‘estresse acumulado’ devido a conflitos constantes com a vítima. As autoridades iniciaram uma investigação e pretendem indiciar Ramírez Zamora por homicídio.
Se aprovada pelo governador republicano, Jeff Landry, essa medida será a primeira do tipo no país
Jeff Landry é aliado político do ex-presidente Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram
O Estado da Louisiana aprovou um projeto de lei que permite castrar cirurgicamente abusadores de crianças. A decisão da segunda-feira 3 impacta os que cometerem esse tipo de crime com agravante. Por exemplo, contra menores de 13 anos.
Agora, o texto está nas mãos do governador republicano, Jeff Landry, aliado político do ex-presidente dos EUA Donald Trump. Procurado pela agência Reuters, o gabinete não respondeu se Landry pretende dar o aval ou vetar o projeto.
Se for aprovada, a medida será inédita nos EUA. Estados como Texas, Califórnia, Flórida e a própria Louisiana preveem a castração química. Mas nenhum outro lugar do país permite a retirada do órgão do criminoso.
A diferença entre a castração química e a cirúrgica
A castração química consiste no uso de medicamentos para diminuir a produção de hormônios sexuais, com a finalidade de diminuir a capacidade de ereção e a libido. Já a castração cirúrgica, aprovada na Louisiana, retira para sempre os testículos ou o ovário — responsáveis pela produção hormonal.
O projeto ainda prevê que a decisão do juiz depende de um aval médico prévio de que o réu é um candidato adequado para a cirurgia. O método buscará evitar abusos penais.
EUA: republicanos X democratas
Trump e Biden tiveram disputa acirrada nas últimas eleições norte-americanas | Foto: Montagem/Revista Oeste
Dominantes no Legislativo da Louisiana, os republicanos formaram maioria para passar facilmente o projeto. Contudo, a proposição é de autoria de uma democrata, a senadora Regina Barrow. Os opositores argumentaram que a punição seria cruel e ineficaz.
“Quero garantir que nossas crianças estejam seguras”, disse Regina, em uma audiência no mês passado.
O grupo “Fighters For Free North Korea” (Lutadores pela Coreia do Norte Livre), da Coreia do Sul, realizou uma ação ousada ao enviar balões carregados com dinheiro, panfletos políticos e pen drives contendo músicas k-pop e doramas, como “Winter Sonata”, para a Coreia do Norte. Essa iniciativa ocorreu na madrugada desta quinta-feira, 6, em resposta a Pyongyang.
Na semana anterior, a Coreia do Norte havia lançado 3.500 balões contendo 15 toneladas de lixo em direção à Coreia do Sul, provocando tensões e levando Seul a suspender seu pacto militar com o Norte. Como resultado, houve a retomada de atividades militares próximas à fronteira.
O método de enviar balões não é novo e remonta à Guerra Fria, quando ambos os países utilizavam essa estratégia para influenciar um ao outro. Naquela época, milhões de panfletos foram disseminados tanto na Coreia do Sul quanto na Coreia do Norte.
Park Sang-Hak, líder do grupo “Fighters For Free North Korea”, exibiu panfletos com imagens do ditador Kim Jong-Un e sua irmã, Kim Yo-Jong, acompanhados da mensagem: “O inimigo do povo, Kim Jong-Un, enviou sujeira e lixo para os cidadãos da República da Coreia, mas nós, desertores, enviamos verdade e amor aos nossos compatriotas norte-coreanos”.
Recentemente, dez balões foram lançados da cidade fronteiriça de Pocheon, carregando 200 mil panfletos, 5.000 pen drives com vídeos de k-pop e dramas coreanos, além de 2.000 notas de um dólar. O governo sul-coreano afirmou que estava monitorando o envio de panfletos sobre a fronteira, embora a prática seja amparada por uma decisão judicial que considera a proibição inconstitucional.
Em 2020, Pyongyang demoliu um escritório intercoreano em Kaeson, na fronteira, devido aos balões. Seul proibiu a prática, mas essa medida foi posteriormente revertida por um tribunal superior.
O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, reafirmou seu compromisso com a paz através da força, visando transformar o Norte e restaurar a liberdade e os direitos humanos. As provocações cessaram após Seul ameaçar transmitir propaganda política e música k-pop ao longo da fronteira, uma prática suspensa há seis anos.
Apesar das tensões, o grupo “Fighters For Free North Korea” declarou que continuará enviando panfletos até que Kim Jong-un se desculpe, embora essa possibilidade seja improvável. Segundo a organização, “Kim Jong-un infligiu o pior insulto e humilhação a 50 milhões de pessoas do nosso povo”.
A taxa de fecundidade no Japão, que já havia registrado uma queda significativa ao longo de muitos anos, atingiu um novo mínimo histórico. O governo está intensificando esforços para incentivar os jovens a casar e formar famílias, inclusive lançando seu próprio aplicativo de encontros.
No ano passado, a nação com uma população de 123,9 milhões de habitantes registrou apenas 727.277 nascimentos, de acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A taxa de fecundidade, que representa o número total de nascimentos que uma mulher tem durante sua vida, caiu de 1,26 para 1,20.
Para manter uma população estável, é necessário um índice de fertilidade de 2,1. Qualquer valor acima disso resulta em expansão populacional, como ocorre na Índia e em muitos países africanos.
No entanto, no Japão, a taxa de fecundidade permaneceu bem abaixo desse limiar estável de 2,1 por meio século, de acordo com especialistas. Pela primeira vez desde a crise global do petróleo em 1973, que levou as economias à recessão, o número de crianças por mulher caiu abaixo desse nível.
Nos últimos anos, essa tendência de declínio se acentuou, com o número de mortes superando o de nascimentos, resultando na diminuição da população total. Isso tem implicações de longo prazo para a força de trabalho, a economia, o sistema de seguridade social e o tecido social do Japão.
Em 2023, o país registrou 1,57 milhão de mortes, mais que o dobro do número de nascimentos.
Além disso, os japoneses enfrentam desafios no âmbito matrimonial: o número de casamentos diminuiu em 30.000 no ano passado em comparação com 2022, enquanto os divórcios aumentaram.
Os especialistas preveem que esse declínio continuará por várias décadas e é, em certa medida, irreversível devido à estrutura demográfica do país. Mesmo que o Japão aumentasse sua taxa de fertilidade amanhã, a população continuaria a diminuir até que a proporção desequilibrada entre jovens e adultos mais velhos se estabilizasse.
O governo está tomando medidas para mitigar o impacto, incluindo a expansão de instalações de cuidados infantis, subsídios habitacionais para pais e, em algumas cidades, até mesmo incentivos financeiros para casais terem filhos.
Em Tóquio, as autoridades locais estão experimentando uma nova abordagem: o lançamento de um aplicativo de encontros gerenciado pelo governo, atualmente em fase de testes e com previsão de operação completa ainda este ano.
O site do aplicativo incentiva os usuários a considerá-lo como o “primeiro passo” para encontrar parceiros. O sistema de combinação utiliza inteligência artificial fornecida pelo Governo Metropolitano de Tóquio. Os usuários fazem um “teste de diagnóstico de valores” e podem inserir características desejadas em um futuro parceiro.
O bilionário Elon Musk também comentou sobre o aplicativo no antigo Twitter, afirmando: “Estou feliz que o governo do Japão reconheça a importância desse assunto. Se não forem tomadas medidas radicais, o Japão (e muitos outros países) desaparecerão!”.
Especialistas, no entanto, acreditam que esse cenário é improvável. Espera-se que a taxa de fertilidade se estabilize em algum momento, e o Japão, embora possa passar por mudanças significativas, não simplesmente desaparecerá.
Adolescente é acusada de espancar a avó até a morte
Uma jovem de 14 anos está sendo acusada de espancar a avó de 79 anos até a morte. Segundo as investigações, o crime ocorreu após o pai da adolescente confiscar seu celular. O incidente foi registrado em 23 de maio, na Flórida (EUA).
De acordo com o relato do pai, a adolescente estava “agindo mal” e, por isso, ele decidiu retirar o celular dela. A mídia local informou que a suspeita, Sofia Koval, foi vista orando em um tribunal na última quarta-feira (29), momentos antes de enfrentar o juiz pela primeira vez. A vítima, identificada como Yevheniia Koval, estava cuidando da neta quando foi brutalmente atacada. O corpo foi encontrado pelo filho, Vladimir Kova, pai da adolescente.
Segundo os investigadores, Sofia foi detida depois que um médico legista determinou que a morte foi um homicídio. Vladimir informou às autoridades que a filha havia se mudado recentemente da Ucrânia para os EUA e estava “agindo mal”, o que o levou a confiscar o celular dela como medida disciplinar. A jovem alegou ao pai que a avó a havia arranhado e que ela agiu em legítima defesa.
Atualmente, o juiz ordenou que Sofia fosse mantida em detenção segura até sua próxima audiência no tribunal, prevista para 12 de junho.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, processou dois jornalistas israelenses e um ativista por alegarem que sofre de câncer no pâncreas. O chefe do governo israelense pede uma compensação financeira de até 500 mil shekels (cerca de R$ 718,4 mil) por “divulgar informações falsas e maliciosas”, segundo o texto da denúncia, publicado nos meios de comunicação israelenses.
O processo, contra os jornalistas Uri Misgav e Ben Caspit, e contra o ativista da oposição Gonen Ben Itzhak, acusa os três de alegarem que Netanyahu sofre de câncer no pâncreas e que não está qualificado para ocupar o seu cargo, algo que os advogados do primeiro-ministro classificam como “ mentiras e falsidades”.
– O primeiro-ministro é uma pessoa perfeitamente saudável para a sua idade – diz o texto do processo.
A saúde de Netanyahu, 74 anos, é fonte frequente de debate na mídia israelense.
Em abril, o premiê foi submetido a uma cirurgia de hérnia, que teve sucesso, e em julho do ano passado teve que passar por uma operação para implantar um marca-passo, depois de constatar um problema cardíaco em um check-up médico.
TENSÕES COM HEZBOLLAH E IRÃ Nesta quarta-feira (5), Netanyahu disse que seu país está “preparado para uma ação muito forte no norte”, durante uma visita às tropas destacadas na fronteira com o Líbano, após vários dias de intensa troca de hostilidades com o Hezbollah.
As hostilidades na fronteira começaram em 8 de outubro, um dia após o início da guerra na Faixa de Gaza, em uma demonstração de solidariedade do Hezbollah às milícias terroristas no enclave; embora a troca de fogo tenha se intensificado muito nas últimas semanas, o que levanta temores de uma guerra aberta entre as partes.
Além disso, o comandante-chefe da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Salami, prometeu nesta quarta-feira vingança contra Israel pela morte de um militar iraniano na Síria, a primeira desde que os dois países trocaram bombardeios em abril.
Irã e Israel são inimigos ferrenhos e competem pela hegemonia regional, em uma batalha na qual Teerã apoia o grupo terrorista palestino Hamas, o libanês Hezbollah e os rebeldes houthis do Iêmen.
O julgamento de Hunter Biden, filho do atual presidente dos Estados Unidos, começou nesta segunda-feira (3) em Wilmington, Delaware, com a seleção do júri e a presença da primeira-dama, Jill Biden. Jill, que não é a mãe biológica de Hunter, compareceu ao tribunal para apoiar o enteado, que enfrenta acusações que podem resultar em prisão se for condenado. Este é um caso histórico, sendo a primeira vez que o filho de um presidente em exercício enfrenta um julgamento criminal. O processo pode impactar a campanha eleitoral de Joe Biden na eleição presidencial de 5 de novembro, especialmente considerando que republicanos, incluindo Donald Trump, usam o caso como munição política.
Hunter Biden é acusado de mentir em um formulário de compra de armas em outubro de 2018, ao não admitir o uso de drogas para adquirir um revólver Colt Cobra calibre 38, que ele manteve por 11 dias. Os advogados de Hunter pediram o adiamento do julgamento para ter mais tempo para reunir testemunhas e analisar provas, mas a juíza distrital Maryellen Noreika negou o pedido. No domingo (2), Noreika também excluiu uma testemunha especializada e uma prova chave que a defesa de Hunter esperava usar.
A juíza atendeu ao pedido do promotor especial David Weiss, que investiga o caso, para barrar um psiquiatra da Universidade de Columbia que questionaria as alegações de que Hunter sabia que era viciado quando comprou a arma. Ela também impediu o uso de uma versão alterada de um formulário federal de armas de fogo preenchido por Hunter em 2018 e modificado em 2021 por funcionários da loja de armas.
Hunter Biden se declarou inocente das três acusações de compra e posse ilegal de armas, que podem acarretar uma pena máxima de 25 anos de prisão, embora penas menores sejam comuns para réus sem antecedentes criminais. Ele é acusado de fazer declarações falsas ao afirmar que não era viciado em drogas e por fornecer informações falsas à loja. A terceira acusação refere-se à posse da arma por 11 dias, sabendo de sua condição de dependente químico.
Hunter, de 54 anos, reconheceu publicamente que lutou contra o vício em álcool e drogas por décadas, especialmente após a morte de seu irmão Beau Biden em 2015. Em 2018, ele estava em um período de depressão após se divorciar de Kathleen Buhle e lidava com um grave vício em crack, como relatou em seu livro de memórias “Beautiful Things” (2021).
As acusações contra Hunter Biden resultam de uma investigação iniciada em 2018, durante o governo de Donald Trump, que usou o caso para atacar seu oponente. Hunter também enfrenta outro julgamento na Califórnia, onde é acusado de sonegar US$ 1,4 milhão em impostos.
Os pedófilos condenados por crimes sexuais contra crianças em Louisiana, EUA, podem em breve começar a ser castrados cirurgicamente, além de cumprirem pena de prisão.
Os deputados deste estado norte-americano deram aprovação final, na segunda-feira (3), de acordo com a Sky News, a um projeto de lei que permite aos tribunais condenar um criminoso que cometeu crimes sexuais agravados contra crianças menores de 13 anos, a castração cirúrgica.
Se este projeto se transformar mesmo em lei, só poderá ser aplicado a homens e mulheres cujo o crime – estupro, incesto e abuso sexual – tenha ocorrido a partir do dia 1 de agosto de 2024. O projeto de lei segue agora para a mesa do governador conservador Jeff Landry, que decidirá se este é promulgado ou vetado.
Vale lembrar que o juízes de Louisiana já podem condenar pedófilos a castração química, desde 2008. Este método envolve o uso de medicamentos que diminuem a libido. Já a castração cirúrgica é muito mais invasiva.
Além de Louisiana, também a Califórnia, Florida e Texas permitem a castração química. Em alguns destes estados, os infratores já podem optar pelo procedimento cirúrgico, se preferirem. Atualmente, há 2.224 pessoas presas no Louisiana por crimes sexuais contra crianças menores de 13 anos.
O que muitos especialistas discutem é a aplicação de uma pena tão rígida sendo que o sistema judiciário norte-americano não é muito eficiente, tendo em vista que há muitas pessoas na espera de julgamento e outras que foram condenadas sendo inocentes, anos depois sendo inocentadas.
O governo português implementou mudanças nas regras de entrada para imigrantes em Portugal, com destaque para a extinção da “manifestação de interesse”. Esse mecanismo era frequentemente utilizado por brasileiros que entravam no país como turistas, mas não é recomendado, pois limita os direitos do imigrante enquanto aguarda a conclusão do processo.
Segundo o primeiro-ministro Luís Montenegro, a “manifestação de interesse” causou um descontrole na entrada de imigrantes em Portugal. Ele anunciou que esse mecanismo será extinto por meio de decreto-lei.
As manifestações de interesse representam a maioria dos 400 mil processos pendentes de autorização de residência, sobrecarregando a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). A extinção, no entanto, não será aplicada retroativamente.
Montenegro enfatizou que ter mais de 400 mil processos pendentes é um sinal de falta de capacidade e gera intranquilidade. O objetivo é encerrar mecanismos que se tornaram abusivos.
A “manifestação de interesse” era concedida após um ano de contribuição para a Previdência Social e a apresentação de contrato ou promessa de trabalho em Portugal. Muitos imigrantes que chegavam como turistas aceitavam trabalhar em condições precárias em troca dessa possibilidade de autorização de residência.
Os Artigos 88 e 89 da Lei dos Estrangeiros (2007), que estabeleciam as condições para a “manifestação de interesse”, serão revogados.
O plano de imigração inclui cerca de 40 medidas baseadas em quatro pilares:
Imigração Regulada
Atração de Talentos Estrangeiros
Integração Humanista
Reorganização Institucional
Dentre essas medidas, destacam-se:
Extinção das manifestações de interesse
Priorização da entrada para reagrupamento familiar, jovens estudantes e profissionais qualificados
Criação de uma força-tarefa para concluir os 400 mil processos pendentes
Fortalecimento da capacidade de resposta dos consulados
Aprimoramento das operações do acordo de mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que inclui os brasileiros.
A candidata governista Claudia Sheinbaum é a primeira mulher presidente do México após obter entre 58,3% e 60,7% dos votos nas eleições deste domingo (2), segundo a contagem preliminar do Instituto Nacional Eleitoral do México (INE), em comparação com uma faixa entre 26,6% e 28,6% da sua principal adversária, a oposicionista Xóchitl Gálvez.
O candidato do opositor Movimento Cidadão, Jorge Álvarez Máynez, deve receber entre 9,9% e 10,8% dos votos, segundo a presidente do INE, Guadalupe Taddei.
A contagem rápida do INE é a primeira apuração formal do órgão autônomo, que se baseia “em uma amostra estatística representativa” de 5.651 centros de votação com um nível de confiança de “ao menos 95%”, o que permite “uma projeção robusta” de quem vai ganhar.
– Quero enfatizar que estes resultados são preliminares, tal como os que estão sendo divulgados através do Programa de Resultados Eleitorais Preliminares (PREP) e estão sujeitos à confirmação das contagens distritais que terão início na próxima quarta-feira, dia 5 de junho – esclareceu a chefe do INE.
Desta forma, Sheinbaum, ex-chefe do Governo da Cidade do México (2018-2023), se tornará a sucessora do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador, no dia 1° de outubro. Cientista de 61 anos, ela foi secretária de Meio Ambiente do Distrito Federal (2000-2006) quando Obrador era chefe de governo da capital.
O INE estimou uma participação entre 60% e 61,5% nas eleições deste domingo, as maiores da história do país, com mais de 98 milhões de pessoas que foram chamadas a renovar cargos como a presidência, os 500 deputados e os 128 senadores. A campanha eleitoral para estas eleições, por outro lado, foi a mais violenta da história do México, com ao menos 30 candidatos assassinados.