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Presidente eleito dos Estados Unidos defende derrubada de objetos cuja origem não tenha sido identificada

Donald Trump deve ter processos criminais arquivados após vitória
Trump falou sobre os drones misteriosos em uma publicação nas redes sociais | Foto: Brian Snyder/Reuters

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a derrubada de drones misteriosos avistados em Nova Jersey, perto de Nova York. Os objetos voadores têm sido avistados há algumas semanas, e, até agora, as autoridades de segurança não sabem dizer a origem deles.

“Avistamentos misteriosos de drones por todo o país. Isso pode realmente estar acontecendo sem o conhecimento do nosso governo? Eu não acho! Deixe o público saber, e agora. Caso contrário, atire neles!”, escreveu Trump, na Truth Social.

Trump
Mensagem de Trump postada na Truth Social | Foto: Reprodução

O avistamento de drones ainda não tem uma resposta das autoridades norte-americanas. Em comunicado, a porta-voz presidencial Karine Jean-Pierre disse que “o presidente (Joe Biden) está ciente”, mas não acrescentou nenhuma informação.

O FBI também não deu explicações sobre os avistamentos até o momento, mas abriu uma investigação. “Não tenho uma resposta sobre quem é o responsável”, disse Robert Wheeler Jr., diretor-assistente do Critical Incident Response Group do FBI, aos legisladores em uma audiência do Congresso na terça-feira 10. “Mas estamos investigando ativamente.”

Reação das autoridades sobre ‘drones misteriosos’

Essa situação provocou uma reação das autoridades locais. A governadora de Nova York, a democrata Kathy Hochul, pediu assistência federal para lidar com a situação. Em um comunicado à imprensa, ela expressou preocupação, afirmando que “isso está indo longe demais”. 

Como medida preventiva, um pequeno aeroporto da região foi temporariamente fechado devido a esses drones, embora a autoridade aeroportuária tenha confirmado que o tráfego aéreo não foi impactado.

O governador de Nova Jersey, Phil Murphy, também democrata, disse que desde 18 de novembro já foram registrados dezenas de avistamentos, incluindo 49 apenas no último domingo, 19. Alguns desses ocorreram próximos a instalações militares sensíveis e também nas proximidades do campo de golfe de Trump em Bedminster. A comunidade aguarda ansiosa por um desfecho que possa trazer tranquilidade e segurança à região.

Preocupações e reações locais

A presença contínua desses drones gera preocupação entre residentes e autoridades locais, especialmente porque, até o momento, não houve explicações oficiais sobre sua origem nem propósito. Os habitantes da região relatam a presença desses dispositivos há várias semanas. Vídeos das luzes dos drones se proliferam nas redes sociais, alimentando especulações e críticas ao governo de Biden.

Em resposta às inquietações, John Kirby, representante do Conselho de Segurança Nacional, assegurou que “não há evidências de que os drones relatados representem uma ameaça à segurança nacional ou à segurança pública, ou que exista um vínculo com países estrangeiros”.

Informações Revista Oeste


Número de candidatos supera o da última edição nacional do concurso em 2011, quando 1,1 milhão se cadastraram para mais de 9 mil vagas. Cerca de 93% concorrem ao cargo de carteiro.

Concurso dos Correios vai preencher 3.511 vagas imediatas — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Concurso dos Correios vai preencher 3.511 vagas imediatas — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil 

Mais de 1,6 milhão de pessoas devem realizar as provas do concurso dos Correios neste domingo (15). Esse é o maior concurso da estatal nos últimos 13 anos.

O número de inscritos nesta edição supera o total de inscritos do último concurso nacional da empresa em 2011, quando 1,1 milhão de pessoas se cadastraram para mais de 9 mil oportunidades. 

A seleção vai preencher 3.511 vagas imediatas, sendo 3.099 de nível médio, para o cargo de carteiro, no qual concorrem 93% (1.560.704) dos inscritos. 

O restante dos candidatos (111.967) concorre aos cargos de nível superior: advogado, analista de sistemas, arquiteto, arquivista, assistente social e engenheiro. Os salários variam de R$ 2.429,26 a R$ 6.872,48.

Além da remuneração, que aumenta conforme o tempo de serviço e o mérito do funcionário, os Correios oferecem uma série de benefícios que ajudam a complementar a renda dos trabalhadores selecionados, como: 

As vagas ofertadas estão distribuídas em cidades de todo o país, e os candidatos vão concorrer somente com os inscritos da mesma localidade, selecionada no momento da inscrição.

➡️ No caso do cargo de carteiro, as vagas foram divididas em “macrorregiões”, que receberam o nome de uma cidade, mas englobam vários municípios naquela área. É possível ver essa relação no Anexo II do edital

➡️ Já para as carreiras de nível superior, as oportunidades estão distribuídas nas superintendências estaduais (SE) dos Correios. São 28, no total, em todos os estados brasileiros. 

A prova para o cargo de carteiro terá duração de 4 horas, para que sejam respondidas 50 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada. Serão perguntas de língua portuguesa, matemática, noções de informática, conhecimentos gerais e código de conduta ética e integridade. 

Já a avaliação para o cargo de analista, de nível superior, também terá 4 horas de duração e, além de 50 questões de múltipla escolha, uma redação de 20 a 30 linhas.

As questões serão de língua portuguesa, matemática, noções de informática, código de conduta ética e integridade e conhecimentos específicos da especialidade concorrida. 

O maior concurso dos últimos 13 anos

Os Correios não realizavam um concurso público em âmbito nacional desde 2011, quando 1,1 milhão de pessoas se inscreveram para mais de 9 mil oportunidades. 

Nesta edição, o processo preencherá mais de 3,5 mil vagas. No entanto, os sindicatos alegam que essa quantia não é suficiente para suprir o déficit de mão de obra na empresa. 

Recentemente, inclusive, a estatal abriu um Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que viabilizou a saída de trabalhadores. 

Por isso, especialistas em concursos públicos acreditam que um número bem maior de candidatos será chamado para ocupar os cargos nos próximos meses, apesar de os editais publicados não especificarem oportunidades de cadastro reserva.

Informações G1


Os deputados tomaram a decisão após o presidente da Coreia do Sul decretar e revogar, em menos de seis horas, uma lei marcial

Imagem colorida do presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol

O impeachment do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol (foto em destaque), foi aprovado neste sábado (14/12). Os deputados tomaram a decisão após o presidente decretar e revogar, em menos de seis horas, uma lei marcial.

O impeachment de Yoon foi aprovado por 204 votos a favor e 85 contra – eram necessários dois terços da Assembleia Nacional, ou 200 dos 300 assentos. Três parlamentares se abstiveram e outros oito votaram nulo.

Yoon Suk Yeol decretou a lei marcial no país no último dia 3 com o argumento de “limpar elementos pró-Coreia do Norte“. A lei marcial substitui a legislação normal por leis militares, amplia o poder do Executivo, fecha o Parlamento e limita o acesso aos direitos civis.

Em pronunciamento oficial, ele disse: “Declaro lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças antiestatais e pró-norte-coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo e para proteger a ordem constitucional livre”.

A medida foi imposta sem o aval de membros do próprio governo – que disseram ser contra a imposição da lei marcial.

Com a decisão, que fechou o Parlamento, militares e autoridades policiais foram enviados à Assembleia Nacional do país e chegaram a entrar em confronto com manifestantes contrários ao decreto do presidente sul-coreano.

Logo depois, o Parlamento do país derrubou, em votação unânime, a decisão de Yoon Suk Yeol. Após a pressão, o presidente revogou a lei marcial.

Informações Metrópoles


Nesta quarta-feira (11), a SpaceX e seus investidores concordaram em comprar US$ 1,3 bilhão (R$ 7,7 bi) em ações de funcionários

Foto: Reprodução/Instagram elonmusk

O homem mais rico do mundo, Elon Musk se tornou a primeira pessoa a alcançar US$ 400 bilhões em patrimônio líquido. O catalisador foi a venda de ações internas da SpaceX, de capital fechado, que aumentou o patrimônio líquido de Musk em cerca de US$ 50 bilhões (R$ 2,3 tri) de uma só vez, para US$ 439,2 bilhões (R$ 2,6 tri), de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg.

Nesta quarta-feira (11), a SpaceX e seus investidores concordaram em comprar US$ 1,3 bilhão (R$ 7,7 bi) em ações de funcionários e outros insiders da empresa. O acordo, que avalia a empresa de exploração espacial de capital fechado em cerca de US$ 350 bilhões (R$ 2 tri), torna a SpaceX a startup privada mais valiosa do mundo.

A empresa ganha a maior parte de seu dinheiro com contratos com o governo dos EUA e provavelmente pode contar com mais apoio sob a administração Trump. O presidente eleito elogiou a visão de Musk de colocar astronautas em Marte em discursos de campanha e se juntou a Musk em um lançamento da SpaceX no Texas logo após a eleição.

A fortuna de Musk passou por uma reviravolta dramática desde o final de 2022, quando, em um ponto, ele viu seu patrimônio líquido cair mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,1 tri). Mas tem sido especialmente impulsionada recentemente após a vitória eleitoral de Donald Trump no mês passado, com Musk sendo seu doador político e defensor mais proeminente.

Jared Isaacman, escolha de Trump para chefe da NASA, é um executivo bilionário de tecnologia que fez a primeira caminhada espacial comercial em um lançamento fretado da SpaceX em setembro.

Ele elogiou a empresa como “a organização mais inovadora e literalmente impressionante que já vi” no mês passado, após investir US$ 27,5 milhões (R$ 163,8 mi) na SpaceX através de sua empresa de pagamentos em 2021.

Musk, de 53 anos, recebeu uma má notícia na semana passada quando um juiz de Delaware anulou seu pacote de pagamento da Tesla de 2018, atualmente avaliado em mais de US$ 100 bilhões (R$ 595,3), pela segunda vez.

A Tesla disse que apelaria da decisão, que Musk descreveu como “corrupção absoluta” no X. Mesmo que o prêmio de compensação de Musk seja eventualmente recuperado, ele ainda seria a pessoa mais rica do mundo de longe.

Informações Bahia.ba


Alguns fatores contribuíram para a derrocada das Forças Armadas sírias e sua seguida retirada das batalhas contra os rebeldes.

Considerado um dos mais poderosos dos países árabes, o exército da Síria não resistiu aos avanços dos rebeldes nos últimos dias — Foto: Getty Images/BBC

Considerado um dos mais poderosos dos países árabes, o exército da Síria não resistiu aos avanços dos rebeldes nos últimos dias — Foto: Getty Images/BBC 

Poucas pessoas esperavam pelos rápidos acontecimentos vividos pela Síria nos últimos dias, depois que a oposição armada, liderada pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS – Organização para a Libertação do Levante, sediado na província de Idlib, no noroeste do país), anunciou o início da sua ofensiva final contra as forças do governo sírio. 

Uma semana atrás, o regime de Bashar al-Assadhavia ameaçado “esmagar os terroristas”. Mas a notícia da queda do regime sírio surpreendeu a maior parte dos observadores do país. 

A rápida sucessão de acontecimentos suscitou muitas perguntas, especialmente em relação aos motivos do colapso do Exército sírio, ocorrido em velocidade assombrosa. 

Quais fatores terão contribuído para a derrocada das Forças Armadas sírias e sua seguida retirada das batalhas contra os rebeldes? 

Síria: quem vai governar o país agora? 

Síria é a sexta maior força militar do mundo árabe — a 60ª maior, em termos internacionais, segundo o Índice Global de Poder de Fogo de 2024, de um total de 145 países analisados. 

O relatório leva em consideração uma série de fatores, que incluem o número de soldados e os equipamentos das Forças Armadas, além de fatores logísticos. 

O Exército sírio é formado por um grande número de soldados apoiados por forças paramilitares e milícias. Seu arsenal inclui uma combinação de equipamentos soviéticos em ruínas e outros mais modernos, procedentes de aliados como a Rússia. 

São mais de 1,5 mil tanques e 3 mil veículos blindados, além de artilharia e sistemas de mísseis, segundo o Índice Global de Poder de Fogo. 

Em termos de poderio aéreo, a Síria possui caças, helicópteros e aviões de treinamento. E também conta com uma modesta frota naval, vários aeroportos e portos vitais, como Latakia e Tartus. 

Os baixos salários foram um dos motivos que levaram os militares sírios a fugir — Foto: Getty Images/BBC 

A posição do Exército sírio, teoricamente, pode parecer favorável, mas ela foi debilitada por muitos fatores. 

O Exército perdeu uma grande parcela do seu pessoal — estimado em 300 mil soldados — nos primeiros anos da guerracivil. 

Algumas estimativas afirmam que o exército perdeu a metade das suas fileiras, seja devido aos combates ou porque alguns soldados fugiram ou se uniram aos grupos de oposição. 

A Força Aérea também sofreu grandes perdas devido à guerra civil e aos ataques aéreos americanos. 

Mais de 13 anos de guerra civil deixaram as forças aéreas sírias em ruínas — Foto: Getty Images/BBC 

Salário ‘não dá para três dias’

Apesar das consideráveis reservas de petróleo e gás da Síria, sua capacidade de exploração foi gravemente limitada pela guerra. 

As condições econômicas também se deterioraram ainda mais, especialmente nas regiões controladas pelo governo de Assad. 

Em dezembro de 2019, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a chamada “Lei César”. O texto entrou em vigor em junho de 2020, impondo sanções econômicas a qualquer agência governamental ou indivíduo que fizesse negócios com o governo da Síria

Diversos relatórios indicam que os salários dos soldados do Exército de Assad são baixos. Eles equivalem a cerca de US$ 15 a US$ 17 mensais (cerca de R$ 91 a R$ 103), um valor tão pequeno que “não dá nem para três dias”, segundo um cidadão sírio. 

O professor de relações internacionais Fawaz Gerges, da Universidade de Londres, declarou que a situação na Síria mudou drasticamente nos últimos três anos. 

Um dos motivos, segundo ele, são “as sanções americanas, que empobreceram o povo sírio e os oficiais do exército”. 

“Segundo informações, os soldados não recebem alimentos suficientes, o que os deixa em estado psicológico difícil e à beira da inanição”, segundo ele.

Na quarta-feira (4), Assad decretou um aumento salarial de 50% para os soldados, segundo a agência de notícias estatal síria. Aparentemente, o objetivo da medida foi levantar o moral da tropa, em meio ao avanço das forças da oposição. 

Mas a decisão parece ter chegado tarde demais. 

Abandonados pelos aliados

As notícias que davam conta da deserção dos soldados e oficiais – que facilitou o rápido avanço rebelde de Alepo até a capital, Damasco, passando pelas cidades de Hama e Homs – surpreenderam várias pessoas. 

A correspondente da BBC em Damasco, Barbara Plett Usher, informou que oficiais na capital abandonaram seus veículos, armamentos e até seus uniformes, vestindo-se com roupas civis. 

“O colapso do Exército sírio se deve, quase totalmente, às políticas e práticas implementadas por Assad, desde que atingiu relativa superioridade sobre a oposição em 2016”, afirma Yezid Sayigh, do Centro Carnegie para o Oriente Médio em Beirute, no Líbano. “Isso minou os pilares fundamentais que o mantinham no poder.”

“Estas políticas afetaram o exército”, prossegue o pesquisador. 

“Dezenas de milhares de membros foram dispensados, ao lado da terrível deterioração dos níveis de vida, da corrupção galopante e da escassez de alimentos — até dentro das próprias Forças Armadas, que afastaram a comunidade alauíta [grupo étnico e religioso do Oriente Médio, principalmente da Síria], que domina os estratos superiores da hierarquia militar.”

“O moral do Exército sírio também foi gravemente abalado pela perda da ajuda militar direta do Irã, do Hezbollah e da Rússia, que não conseguem mais intervir adequadamente — ou não conseguem intervir de maneira nenhuma.” 

Sayigh acredita que “sem esperança de ajuda externa urgente, o Exército perdeu a vontade de lutar”. 

Já o especialista militar britânico Michael Clarke, professor do Departamento de Estudos da Guerra do King’s College de Londres, declarou à BBC que a enorme ajuda militar estrangeira fez com que o governo de Assad ficasse dependente, descuidando do seu próprio Exército

“Seu treinamento se deteriorou significativamente e o desempenho de liderança dos seus oficiais se tornou medíocre”, explicou ele. 

“Quando suas unidades enfrentaram os ataques do Hayat Tahrir al-Sham, muitos oficiais aparentemente se retiraram e outros fugiram. Quando os oficiais não conseguem demonstrar sua capacidade efetiva de liderança, não é de se estranhar que os soldados fujam.” 

Já Sayigh descarta que a retirada do apoio militar do Irã, Hezbollah e Rússia tenha sido intencional. 

“No passado, a Síria dependia, em grande parte, do Hezbollah para apoio em terra”, explica ele. “Mas, depois das perdas sofridas pelo partido-milícia no Líbano, ele não pôde mais oferecer este apoio.”

“Houve também uma redução constante de oficiais e assessores iranianos na Síria, em consequência dos ataques israelenses durante a última década. E não foi mais possível enviar grandes reforços por terra ou pelo ar, já que Israel e os Estados Unidos controlam a maior parte do espaço aéreo sírio.” 

“Ao mesmo tempo, o governo iraquiano e as milícias pró-iranianas decidiram se manter à margem dos combates — o que pode ter ocorrido, em parte, porque o Irã percebeu que passou a ser impossível salvar Assad”, explica Sayigh. 

Por outro lado, a Rússia retirou uma grande quantidade dos seus aviões e forças da sua base em Latakia, devido à invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. 

Gerges concorda que a retirada do apoio militar por parte do Irã, Hezbollah e Rússia “foi uma das razões fundamentais que levaram à queda tão rápida das cidades sírias”. 

“Desta vez, o Exército sírio não lutou, nem defendeu o regime”, explica ele. “Ele decidiu se retirar das batalhas e baixar as armas.” 

“Isso indica que o apoio russo e iraniano à doutrina de combate do Hezbollah foi um fator importante para ajudar Assad a permanecer no poder, especialmente depois de 2015.”

Paralelamente à frágil situação do exército sírio, muitos observadores resumem o ocorrido nos últimos dias à unificação das facções armadas da oposição sob um posto de comando único, bem como à sua boa preparação para esta batalha e ao desenvolvimento das suas capacidades militares. 

O discurso dos rebeldes, especialmente as mensagens tranquilizadoras enviadas aos civis sobre as crenças e promessas de liberdade religiosa, ajudou a obter rápidos avanços sobre as forças do governo de Assad, segundo os especialistas. 

Todos estes fatores, aparentemente, contribuíram para o rápido colapso do exército sírio e a posterior queda do regime de Assad. Para Fawaz Gerges, foi algo “muito similar ao colapso do regime do xá do Irã em 1979“. 

“A oposição síria, com suas alas islâmicas e nacionalistas, foi capaz de destruir o regime em menos de duas semanas… O regime de Assad estava com seu tempo esgotado e, quando chegou o ataque de surpresa da oposição, o Exército caiu e o regime se desmantelou, como se fosse um castelo de cartas”, concluiu Gerges.

Informações G1


Luigi Mangione é suspeito de ter assassinado Brian Thompson em frente a um hotel de luxo em Manhattan

Polícia dos EUA prende suspeito de matar CEO de seguradora

A polícia da Pensilvânia prendeu, nesta segunda-feira (9), Luigi Mangione, 26, suspeito de matar Brian Thompson, CEO da seguradora UnitedHealthcare, em Nova York. O crime ocorreu na quarta-feira (4), quando Thompson,50, foi baleado em frente a um hotel de luxo em Manhattan. Mangione foi detido em um McDonald’s em Altoona, a 375 km de Nova York, portando uma arma similar à usada no homicídio, documentos falsos e roupas semelhantes às do atirador.

A investigação revelou que Mangione havia chegado a Nova York no final de novembro. Após o crime, o suspeito fugiu da cidade, e a polícia encontrou uma mochila abandonada no Central Park, além de imagens do homem em estações de ônibus. Durante a prisão, foram encontrados documentos e um manifesto criticando empresas de saúde dos EUA, sugerindo uma possível motivação ideológica.

O CEO Brian Thompson, que trabalhava há 20 anos na UnitedHealth Group, estava em Nova York para um evento corporativo quando foi assassinado. Thompson liderava a divisão de seguros da empresa, que oferece cobertura de saúde para milhões de norte-americanos. A UnitedHealth, que atua também no Brasil, cancelou a conferência após a morte do executivo. A polícia de Nova York acredita que o suspeito agiu sozinho.

Informações Metro 1


Bashar al-Assad, que desde 2011 enfrentava uma insurgência, fugiu do país uma ofensiva relâmpago do HTS, um grupo considerado terrorista pelos EUA. O líder da organização manteve premiê como interino até a transição, mas não indicou como ela ocorrerá. Ocidente comemora queda do ditador sírio, mas vê risco.

O que podemos esperar para os próximos dias na Síria 

Após 13 anos de guerra civil, que deixou mais de 500 mil mortos, forças rebeldes entraram na capital da Síria e reivindicaram o controle do país no domingo (8). 

O ditador Bashar al-Assad, que comandava o país desde 2000, fugiu com a família para a Rússia, uma de suas duas principais aliadas, onde obteve asilo humanitário. 

Ao longo do dia, milhares de pessoas saíram às ruas de Damasco para celebrar. Capitais europeias também registraram comemorações de refugiados sírios. Mas a pergunta sobre o futuro do país ficou no ar. Afinal, quem governará a Síria agora? 

“Hoje (domingo) estamos celebrando, mas amanhã (segunda-feira) começaremos o trabalho duro”, disse Hind Kabawat, professora síria do Centro para Religiões, Diplomacia e Resolução de Conflitos da universidade George Mason, à rede de TV Al-Jazeera. 

“Temos que trabalhar juntos para construir um governo democrático. Essa transição só pode ser feita e decidida pelos sírios, mas precisamos do apoio de todo o mundo”. 

Os rebeldes que reivindicam vitória pertencem ao HTS, um grupo sunita que teve origem na Al-Qaeda e que, assim como ela, é considerada pelos Estados Unidos e outros países como uma organização terrorista. 

Depois, em um discurso feito dentro de uma mesquita em Damasco e sob aplausos de uma plateia formada em maioria esmagadora de homens, , o líder do HTS, Mohammed al-Golani, chamou a conquista de “uma vitória para a nação islâmica” (veja no vídeo abaixo).

Líder rebelde Abu al-Golani diz que queda de Assad é ‘vitória para a nação islâmica’ 

Al-Goni disse, entretanto, que protegerá as minorias — o HTS é um grupo sunita e religioso, e há o temor de que um eventual governo dos rebeldes resulte em restrições a mulheres e perseguição a fiéis de outras religiões. 

O líder do HTS, entretanto, não deixou claro como será o novo governo. Não explicou, por exemplo, se o grupo vai tentar governar sozinho ou se buscará uma composição com outros grupos rebeldes e demais opositores do regime Assad. Não disse nada, tampouco, sobre eleições. 

Em uma manifestação por escrito horas antes, al-Golani disse que o atual premiê da Síria, Mohammed Ghazi al-Jalali, iria continuar à frente do governo até que fosse feita a transição para o novo regime. 

Fragmentação da Síria é desafio

Um grande desafio é a grande fragmentação da a Síria e da oposição a Assad. 

Mesmo ainda sob o regime de Bashar al-Assad, cada região do país era controlada por um grupo diferente: as tropas de Assad conseguiam governar a região central e a costa mediterrânea, enquanto o controle das outras regiões eram divididos por grupos rebeldes que não são necessariamente aliados. 

Existem, ainda, diversos grupos políticos de oposição a Assad que estão exilados no exterior e podem querer voltar ao país e reivindicar participação do poder. 

Comunidade internacional comemora e vê risco

Também ainda é uma incógnita como a comunidade internacional vai ser relacionar com o HTS. Mohammed al-Golani, por exemplo, é procurado pelos Estados Unidos, que oferecem US$ 10 milhões por informações que possam levar à sua prisão. 

Em manifestação após a tomada do poder pelos rebeldes, o presidente dos EUA, Joe Biden, comemorou o fim do regime, mas expressou cautela. 

“Até que enfim, o regime de Assad acabou”, afirmou Biden, para complementar: “Este é um momento de riscos e incertezas. Os EUA trabalharão com parceiros e interessados para ajudá-los a aproveitar esta oportunidade.”

Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia dito algo semelhante: 

“A ditadura cruel de Assad caiu. Essa mudança histórica na região oferece oportunidades, mas não sem riscos.”

Haid Haid, consultor do instituto de relações internacionais Chatham House, vai no mesmo sentido. 

“Pela primeira vez, há a possibilidade de que o que pode vir a seguir possa ser melhor do que hoje. Com certeza, há o risco de que possa ser pior. Mas, pela primeira vez, há mais de uma possibilidade”, disse Haid à agência de notícias Reuters.

Informações G1


O presidente eleito dos EUA pressiona por uma solução para o conflito que começou há quase 3 anos

Trump se encontra com Zelensky em Paris
Trump se encontrou com Zelensky em Paris | Foto: Reprodução/Twitter/X/@ZelenskyyUa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que já começou o processo de transição para assumir a presidência do país em 20 de janeiro, pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo imediato na Ucrânia. Ele descreveu esse movimento como parte de suas iniciativas para encerrar o conflito de quase três anos.

Trump escreveu em sua conta no Truth Social que Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, deseja negociar para encerrar o que chamou de “loucura” da guerra. 

Quando perguntado sobre contatos com Vladimir Putin, o presidente da Rússia, depois de sua vitória em novembro, Trump evitou dar detalhes, para não comprometer possíveis negociações.

Donald Trump
Donald Trump, durante entrevista na NBC | Foto: Reprodução/Twittter/X

Em Paris, Trump participou de um encontro com os presidente da França e da Ucrânia, durante a celebração da restauração da Catedral de Notre-Dame. Assessores que o acompanharam não demonstraram conhecimento específico sobre a Ucrânia.

Kiev gostaria de fechar um acordo, escreveu Trump no Truth Social. “Deveria haver um cessar-fogo imediato, e as negociações deveriam começar.” Ele mencionou a China como possível mediadora, afirmando conhecer bem Putin e que este seria o momento ideal para agir.

Zelenski chamou suas conversas com Trump de “construtivas”, mas não forneceu detalhes adicionais. “Quando falamos sobre uma paz efetiva com a Rússia, devemos falar, antes de tudo, sobre garantias efetivas de paz. Os ucranianos querem a paz mais do que qualquer outra pessoa. A Rússia trouxe a guerra para nossa terra”, disse ele neste domingo em um post no aplicativo de mensagens Telegram.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, reiterou que a Rússia está aberta ao diálogo com a Ucrânia. 

O governo de Joe Biden e apoiadores da Ucrânia evitam pressionar por uma trégua imediata, temendo que um acordo rápido resulte em concessões prejudiciais à Ucrânia.

Posição dos EUA na Otan

Trump criticou a dependência dos países da Otan dos gastos militares dos EUA, que ele considera injusto. Ele sugeriu que a permanência dos EUA na aliança depende de contribuições financeiras adequadas dos membros. 

“Se eles estiverem pagando suas contas e se eu achar que eles estão nos tratando de forma justa, a resposta é absolutamente que eu permaneceria na Otan”, disse o republicano. Mas, caso contrário, ele disse que consideraria a possibilidade de retirar os EUA da aliança.

Informações Revista Oeste


Ex-ditador sírio é aliado de longa data do Kremlin

Assad e Putin
Assad e Putin durante encontro em outubro de 2015 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, está em Moscou e recebeu asilo na Rússia, informou uma fonte do Kremlin à TASS, agência estatal de notícias da Rússia. “Assad, junto com os membros de sua família, chegou a Moscou”, disse uma fonte da agência neste domingo, 8. “A Rússia, por razões de caráter humanitário, concedeu asilo a eles.”

Moscou considera necessário retomar as negociações para resolver a situação na Síria, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). Líderes da oposição armada síria garantiram a segurança das bases militares e instituições diplomáticas russas no território sírio.

Mais cedo, o paradeiro de Assad e de sua família era incerto. Por meio de dados do site Flightradar, que monitora o mapa da aviação em todo o mundo, foi constatado que o único avião no campo aéreo sírio havia sumido do mapa. 

Acreditava-se até que a aeronave tivesse desligado os radares ou sido abatida.

Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X
Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X

Rússia diz que Bashar Al-Assad deu instruções para ‘transição pacífica’

O governo da Rússia informou neste domingo, 8, que Al-Assad deixou a Síria com instruções para membros de seu governo fazerem uma “transição pacífica”. Rebeldes tomaram Damasco, a capital do país, neste domingo.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Assad “decidiu deixar o posto presidencial e deixou o país, dando instruções para transferir o poder pacificamente”. A Rússia destacou que “não participou dessas negociações”.

A Rússia e o Irã são aliados históricos de Assad. Na Primavera Árabe, em 2000, os governos autocráticos dos dois países enviaram ajuda para o ditador derrotar os insurgentes numa sangrenta guerra civil. A repressão aos protestos foi violenta e resultou em centenas de mortes, além da migração forçada de mais de 500 mil pessoas.

Informações Revista Oeste


Segundo agências internacionais da Rússia, o ditador da Síria está com a família em Moscou, depois de Damasco ser dominada por rebeldes

Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento depois da fuga de Bashar al-Assad da Síria, onde governou por 24 anos | Foto: Reprodução/YouTube/TheWhiteHouse
Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento depois da fuga de Bashar al-Assad da Síria, onde governou por 24 anos | Foto: Reprodução/YouTube/TheWhiteHouse

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento, neste domingo,8, depois da deposição e fuga de Bashar al-Assad da Síria, país que governou por 24 anos. Biden comemorou o fim do regime, mas se mostrou preocupado com o que classificou de momento de “riscos e incertezas”.

“Até que enfim, o regime de Assad acabou”, afirmou Biden. “Este é um momento de riscos e incertezas. Os EUA trabalharão com parceiros e interessados para ajudá-los a aproveitar esta oportunidade.”

Assad deixou o país depois que rebeldes do grupo HTS, liderados por Mohammed al-Golani, tomaram Damasco, hoje. 

Segundo a agência de notícias russa Tass, a Rússia concedeu asilo humanitário a Assad e sua família. 

Reações internacionais à fuga de Bashar al-Assad

Biden também criticou o apoio que Rússia, Irã e o grupo terrorista Hezbollah deram ao regime de Assad ao longo dos últimos anos. Ele mencionou Austin Tice, jornalista norte-americano sequestrado há 12 anos na Síria, acreditando que ele ainda esteja vivo.

A fuga de Assad provocou reações globais. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país norte-americano não se envolverá no conflito sírio.

Já Israel reafirmou seu compromisso com a segurança das Colinas de Golã, sob seu controle desde 1967. 

A França celebrou a queda de Assad. O presidente francês Emmanuel Macron declarou em seu perfil do Twitter/X que o “estado de barbárie caiu”. 

“Homenageio o povo sírio, sua coragem e paciência”, completou. “Neste momento de incerteza, desejo-lhe paz, liberdade e unidade.”

Movimentos militares e diplomáticos na região

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA afirmou que Biden está “monitorando de perto os eventos extraordinários na Síria”. 

Antes da fuga de Assad, Trump comentou que “Assad se foi”. “Ele fugiu de seu país”, disse. “Sua protetora, Rússia, liderada por Vladimir Putin, não estava mais interessada em protegê-lo.”

As Forças de Defesa de Israel destacaram que não vão intervir nos conflitos internos da Síria, mas protegerão a segurança nas Colinas de Golã. “Não serão toleradas ameaças perto da fronteira israelense”, afirmou o exército israelense, em comunicado.

Complexidade da situação síria

Segundo a TV estatal iraniana, a embaixada do país em Damasco foi invadida por um grupo armado que “agora controla a maior parte da Síria”. 

O ministro das Relações Exteriores da Rússia reiterou que Assad deixou a Síria e deu instruções para uma transição pacífica. 

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, destacou que o governo de Assad deveria ter aproveitado a pausa nos combates para reconciliar-se com o povo sírio. O Egito apelou para que todas as partes preservem o estado e as instituições nacionais.

Rebeldes celebram fim do regime de Assad

No Brasil, o Itamaraty expressou preocupação com a escalada de hostilidades na Síria, e pediu contenção e respeito ao direito internacional. Enquanto isso, rebeldes sírios celebram em Damasco a queda do ditador sírio.

Informações Revista Oeste

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