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Kash Patel quer restaurar confiança da população

Sean Combs, o P. Diddy Foto: EPA/GUILLAUME HORCAJUELO

O advogado Kash Patel, escolhido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para chefiar o FBI em seu segundo governo, disse que o republicano pretende divulgar documentos confidenciais ao voltar para a Casa Branca.

Patel citou a lista de Jeffrey Epstein e a lista de P. Diddy como parte de possíveis revelações, segundo o New York Post.

Para o novo indicado de Trump, tornar essas informações públicas seria essencial para restaurar a confiança da população no governo. No entanto, a equipe do presidente eleito ainda não confirmou se os documentos serão mesmo divulgados.

Kash Patel aparece na tela Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

Kash Patel substituirá o atual diretor do departamento, Christopher Wray, que precisará renunciar ao cargo ou ser demitido, visto que ainda possui três anos de um mandato que dura uma década. Wray foi nomeado por Trump em 2017. As informações são do Poder360.

Informações Pleno News


Ditador venezuelano chamou petista de “grande homem”

Nicolás Maduro Foto: EFE/ Prensa Miraflores

Bem diferente do tom adotado há algumas semanas, o ditador venezuelano Nicolás Maduroexpressou, nesta segunda-feira (2), “solidariedade” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar o indiciamento, pela Polícia Federal (PF), de 37 pessoas – incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – por conta de uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.

– Toda solidariedade ao presidente Lula diante da descoberta desses planos violentos e macabros contra ele – disse Maduro em seu programa semanal de televisão.

Em sua fala, Maduro ainda pediu aos brasileiros que “cuidem” de Lula, a quem descreveu com tons elogiosos como “um grande homem”, após várias semanas de divergências entre os governos dos dois países.

– Lula é um grande homem, e o que ele fez durante toda a sua vida foi lutar pelo Brasil de forma pacífica, política e eleitoral – acrescentou.

*EFE


Presidente dos EUA disse que acusação contra o filho foi ‘politicamente motivada’ e um ‘erro judicial’. Anteriormente, Biden havia afirmado que não daria o perdão. Hunter Biden agradeceu o perdão e disse que ‘nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido’.

Presidente Joe Biden discursa na Casa Branca durante uma cerimônia sobre o Dia Mundial da AIDS com sobreviventes, suas famílias e defensores, neste domingo (1º) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP

Presidente Joe Biden discursa na Casa Branca durante uma cerimônia sobre o Dia Mundial da AIDS com sobreviventes, suas famílias e defensores, neste domingo (1º) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP 

O presidente dos EUA, Joe Biden, concedeu perdão “total e incondicional” ao seu filho, Hunter Biden, na noite deste domingo (1º), evitando uma possível sentença de prisão por condenações federais sobre a compra ilegal de arma e pela sonegação de US$ 1,4 milhão em impostos.

“Hoje, assinei um perdão para meu filho Hunter”, declarou Biden neste domingo, alegando que a acusação contra ele foi motivada politicamente e um “erro judicial”.

O perdão significa que Hunter não será sentenciado por seus crime e evita que ela seja preso. O presidente eleito Donald Trump não pode revogar o perdão. 

O perdão representa uma mudança de postura de Biden sobre o caso. Na época da condenação de Hunter, ele havia prometido que não iria usar os poderes extraordinários da presidência para beneficiar membros da família. 

“As acusações nesses casos surgiram apenas após vários de meus oponentes políticos no Congresso as instigarem para me atacar e se oporem à minha eleição”, afirmou Biden. “Nenhuma pessoa razoável que analise os fatos dos casos de Hunter pode chegar a outra conclusão além de que ele foi alvo apenas porque é meu filho.”

O presidente democrata havia declarado anteriormente que não perdoaria ou comutaria a sentença de seu filho após as condenações nos casos em Delaware e Califórnia. 

A decisão ocorre semanas antes de Hunter Biden receber sua sentença no caso de armas e de sua confissão de culpa nas acusações fiscais, e menos de dois meses antes de Donald Trump, presidente eleito, retornar à Casa Branca. 

Trump passou anos atacando Hunter Biden por seus problemas legais e pessoais como parte de uma série de ataques contra a família do presidente Biden. 

O jornal americano “The New York Times” afirma que não é a primeira vez que um presidente usa seu poder executivo para perdoar ou atenuar a pena de um familiar. Em seu último dia no cargo, o ex-presidente Bill Clinton perdoou seu irmão Roger Clinton por antigas acusações de uso de cocaína. Um mês antes de deixar o cargo, o então presidente Donald Trump perdoou o pai de seu genro Jared Kushner, Charles Kushner, por sonegação fiscal e outros crimes. 

Contudo, o jornal aponta que tanto Roger Clinton quanto Kushner já tinha cumprido as penas de prisão quando o perdão foi concedido. 

Joe Biden concede perdão total ao filho, Hunter, condenado por crimes ligados a compra de arma em 2018 

Acusações de porte ilegal de arma e sonegação

Joe Biden com o filho Hunter, em junho de 2024 — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP

Joe Biden com o filho Hunter, em junho de 2024 — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP 

Hunter revelou publicamente estar sob investigação federal em dezembro de 2020, um mês após a vitória do pai nas eleições de 2020. 

Em junho deste ano, Biden afirmou que não perdoaria ou faria algo para reduzir a pena de seu filho: “respeito a decisão do júri. Farei isso e não vou perdoá-lo.” 

Em 8 de novembro, dias após a vitória de Trump nas eleições presidenciais, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, descartou um perdão ou clemência para Hunter Biden: “já nos fizeram essa pergunta várias vezes. Nossa resposta permanece a mesma, que é não.” 

Biden ainda disse que espera que os americanos entendam o motivo de um pai e um presidente “tomarem essa decisão”. O presidente passou o feriado de Ação de Graças em Nantucket, Massachusetts, com Hunter e sua família. 

Hunter foi condenado em junho em um tribunal federal de Delaware por três crimes relacionados à compra de uma arma em 2018, quando, segundo os promotores, ele mentiu em um formulário federal ao declarar que não usava drogas ilegalmente nem era viciado. 

Ele deveria ir a julgamento em setembro no caso da Califórnia, acusado de não pagar pelo menos US$ 1,4 milhão em impostos. No entanto, concordou em se declarar culpado de acusações de contravenção e crime em um movimento surpresa horas antes do início da seleção do júri. 

Hunter Biden afirmou que se declarou culpado nesse caso para poupar sua família de mais dor e constrangimento após o julgamento de armas expor detalhes sensacionalistas sobre sua luta contra o vício em crack. 

As acusações fiscais previam até 17 anos de prisão, enquanto as acusações de armas poderiam resultar em até 25 anos de prisão, embora as diretrizes federais de sentença previssem penas bem mais brandas, sendo possível que ele evitasse a prisão completamente. 

Filho de Joe Biden chega a tribunal na Califórnia para ser julgado por evasão fiscal

Filho de Joe Biden chega a tribunal na Califórnia para ser julgado por evasão fiscal 

Em comunicado por e-mail, Hunter Biden disse que “nunca subestimará o alívio que lhe foi concedido” e prometeu dedicar a vida que reconstruiu “a ajudar aqueles que ainda estão doentes e sofrendo”. 

“Admiti e assumi a responsabilidade por meus erros nos dias mais sombrios do meu vício – erros que foram explorados para me humilhar publicamente e envergonhar a mim e à minha família por motivos políticos.”

Informações G1


Mais de 600 brasileiros deixaram o país em voos realizados em agosto e setembro

A deportação foi realizada em três voos
A deportação foi realizada em três voos | Foto: 穿着拖鞋 路小跑/Pixabay

Desde que o Partido Trabalhista assumiu o controle no Reino Unido, mais de 600 brasileiros, o que inclui 109 crianças, foram deportados em três voos privados organizados pelo Home Office, departamento de imigração britânico. A operação marca a maior ação de deportação de brasileiros na história do Reino Unido.

Segundo o jornal The Guardian, as deportações ocorreram em agosto e setembro, depois de uma nova abordagem rigorosa das autoridades britânicas. Os voos partiram em 9 e 23 de agosto e 27 de setembro, com o envio de mais de 200 pessoas em cada, o que inclui 43, 30 e 36 crianças, respectivamente.

As autoridades caracterizaram essas operações como voluntárias e ofereceu incentivos de até 3 mil libras (R$ 22,8 mil) para encorajar o retorno ao Brasil. Os incentivos foram distribuídos por meio de cartões pré-carregados, ativados na chegada ao país. Contudo, a divulgação oficial omitiu que a maioria dos deportados era de brasileiros.

Entidades de direitos humanos latino-americanas manifestaram preocupação com o número elevado de crianças deportadas, muitas das quais estavam integradas às escolas britânicas e passaram grande parte de suas vidas no Reino Unido.

A Coalition of Latin Americans in the UK afirmou que acompanha as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros para acessar informações. A entidade também presta apoio jurídico depois das mudanças nas regras de imigração pós-Brexit.

Deportação de mulheres que sofreram violência doméstica

Casos de Estupro ultrapassam os 80 mil | Foto: Gabriel Benois/Unsplash
Mulheres fugiram do Brasil por causa da violência doméstica foram deportadas pela imigração britânica | Foto: Gabriel Benois/Unsplash

A coalizão levantou preocupações específicas sobre a situação das mulheres brasileiras, que foram para o Reino Unido fugir da violência. Um exemplo disso é uma mãe que, ao fugir das agressões do ex-marido com dois filhos, o que inclui uma criança com necessidades especiais, foi obrigada a retornar ao Brasil. A mulher teve seu pedido de proteção negado.

Informações Revista Oeste


O Oreshnik foi apresentado ao mundo na última semana, após aliados da Ucrânia liberarem o uso de armas de longo alcance contra a Rússia

Imagem colorida mostra o presidente da Rússia, Vladimir Putin - Metrópoles

Vladimir Putin voltou a comentar sobre a capacidade de destruição do míssil hipersônico Oreshnik e afirmou que a nova arma da Rússia pode transformar tudo “em pó”. A declaração do presidente russo aconteceu nesta quinta-feira (28/11), durante uma reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) realizada no Cazaquistão.

O presidente da Rússia afirmou que foi forçado a utilizar o míssil em uma situação real de combate, após alguns países cederem à pressão do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e darem sinal verde para ataques com armas de longo alcance contra o território russo.

Apresentado ao mundo na última quinta-feira (21/11) durante um ataque em Dnipro, o Oreshnik é um míssil de alcance médio e pode transportar diversas ogivas. Ao entrar na atmosfera, a arma libera os projéteis em trajetórias diferentes, dificultando o trabalho de sistemas de defesa aéreos.

“Deixe-me lembrá-lo mais uma vez como funciona o Oreshnik”, disse Putin durante discurso. “Dezenas de ogivas, unidades teleguiadas, atacam o alvo a uma velocidade de Mach 10, que é cerca de três quilómetros por segundo. A temperatura dos elementos prejudiciais chega a 4.000 graus . Se não me falha a memória, a temperatura na superfície do sol é de 5,5 a 6 mil graus. Portanto, tudo o que está no epicentro da explosão se divide em frações, em partículas elementares e vira, de fato, pó. O míssil atinge até objetos altamente protegidos localizados em grandes profundidades”, afirmou.

Após o sucesso no lançamento do míssil e na demonstração do poder russo para a Ucrânia e aliados, Putin ordenou a produção em massa da arma. 

Informações Metrópoles


Foto: IDF SPOKESPERSON’S UNIT

Israel impõe toque de recolher no sul do Líbano e pede calma no retorno para casa 

Pouco mais de 24 horas após o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrar em vigor no Líbano, ambas as partes se acusaram nesta quinta-feira (28) de violação do acordo de trégua. 

Fontes da agência de notícias Reuters no Líbano afirmaram que tanques israelenses fizeram nesta manhã duas rodadas de disparos na cidade libanesa de Markaba, no sul — pelo acordo de cessar-fogo, os dois lados se comprometaram a interromper conflitos por 60 dias e se retirar do sul do Líbano, onde os confrontos vinham acontecendo. 

Já o Exército de Israel alegou que reagiu ao descobrir que veículos com suspeitos estavam em “diversas áreas” do sul do Líbano, o que “constitui uma violação” do acordo de cessar-fogo por parte do Hezbollah. 

No fim da noite de quarta-feira (27), Israel impôs um toque de recolher a moradores do sul do Líbano para poder controlar a possível movimentação de tropas do Hezbollah. 

A alegação de Israel de que o Hezbollah rompeu o acordo se baseia em um dos pontos mais questionados do acordo, o de que as forças israelenses poderiam reagir caso julgassem que o grupo extremista segue com operações no sul do Líbano. 

Pelo acordo, as tropas dos dois lados se retirarão gradualmente do sul do Líbano, a região que faz fronteira com Israel e que é reduto do Hezbollah. Agora, tropas do próprio Exército libanês e da ONU serão responsáveis pela segurança da região, com supervisão dos Estados Unidos e da França, que mediaram o acordo. 

A guerra no Líbano, que acontece desde setembro deste ano, estourou após as tensões aumentarem entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista financiado pelo Irã que surgiu no sul do Líbano com o objetivo de lutar contra tropas israelenses. 

A ideia do cessar-fogo é dar um fim gradual ao atual conflito, que, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, já deixou mais de 3.500 civis mortos, a maioria durante bombardeios de Israel no sul e na capital Beirute. 

Rússia ataca centrais de energia da Ucrânia e deixa mais de um milhão sem energia elétrica  

Já na Faixa de Gaza, onde os conflitos não cessaram, Israel bombardeou diversas áreas do território nesta quinta-feira. A ofensiva deixou 17 mortos, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. 

Os bombardeios aconteceram em Beit Lahiya, no norte de Gaza, em Khan Younes, no extremo sul, e no campo de refugiados de Nurseirat. 

Na quarta-feira, o Hamas, grupo terrorista que controlava a Faixa de Gaza antes da guerra, se disse pronto para uma trégua também em Gaza. O presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que faria uma nova tentativa de um acordo para o território palestino.

Informações G1


O produto brasileiro foi alvo de discursos depreciativos durante votação simbólica contra acordo entre UE e Mercosul

França
O Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta | Foto: Reprodução/Mapa

A Assembleia Nacional da França rejeitou, por 484 votos contra 70, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, na noite desta terça-feira, 26. Embora o resultado não tenha efeito prático, já que os Parlamentos nacionais não têm poder para interferir nas negociações entre blocos, a votação demonstrou a união dos partidos políticos franceses. De diferentes espectros ideológicos, todos se posicionaram contra o texto.

Durante a sessão, a carne brasileira foi o principal alvo de críticas. Diversos discursos a mencionaram com termos depreciativos. O deputado Vincent Trébuchet, do partido UDR, declarou que os pratos franceses não são “latas de lixo”. 

“Nossos agricultores não querem morrer e nossos pratos não são latas de lixo”, disse o parlamentar.

Antoine Vermorel-Marques, deputado dos Republicanos, fez uma comparação entre a tradicional vaca charolesa francesa, descrita como “rústica e maternal”, e os exemplares da mesma raça criados na América do Sul.

“Aglutinada em fazendas de 10 mil cabeças, engordada, condenada aos ferros, comendo soja transgênica, em um hectare onde antes havia a Floresta Amazônica, abatida sem dó nem piedade e empacotada em um cargueiro refrigerado”, enfatizou Marques. “Seu destino? Nossas mesas, nossas cantinas, vendida à metade do preço, financiada ao custo da nossa saúde, alimentada com um pesticida proibido na Europa, que fragiliza a gravidez e ataca a saúde dos recém-nascidos.”

O ministro brasileiro da Agricultura comentou o caso

No mesmo dia, o ministro brasileiro da Agricultura, Carlos Fávaro, comentou a polêmica que envolveu a carne brasileira. Ele destacou o compromisso do Brasil com sustentabilidade e transparência. Além disso, enfatizou ações como a recuperação de milhões de hectares de pastagens. 

“Estamos fazendo a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagem”, disse o ministro. “Em hipótese alguma vamos aceitar que alguém venha falar da qualidade de nosso produto, que venha deturpar o que fazemos com excelência.”

A deputada Hélène Laporte, do partido RN, criticou a competitividade do modelo brasileiro. Ela atribuiu essa vantagem ao desmatamento, ao uso intensivo de antibióticos e à concentração do mercado. Segundo Laporte, mesmo a pequena cota de carne do Mercosul prevista no acordo, inferior a 2% do consumo europeu, poderia desestabilizar o mercado francês.

“Uma ultraconcentração da produção, com três empresas que dividem 92% da produção destinada à exportação”, comentou a deputada. “Desmatamento maciço e uso de antibióticos sem moderação. Vamos usar a pecuária brasileira como modelo? Para o RN, a resposta é não.”

A França discutirá o acordo nesta quarta-feira, 27, de forma simbólica

Nesta quarta-feira, 27, o Senado francês também discutirá o acordo. O resultado da votação será meramente simbólico. Para barrar o texto, a França precisa do apoio de quatro países que representem juntos 35% da população da União Europeia. Além da França, a Polônia já declarou oposição.

O debate, por outro lado, abordou preocupações com populações indígenas e agricultores brasileiros. Além disso, deputados reforçaram críticas ao livre-comércio e destacaram seus impactos negativos.

Por exemplo, eles mencionaram acordos recentes da União Europeia, como o que abriu o mercado para carne ovina da Nova Zelândia, e solicitaram uma revisão de termos para a importação de tomates do Marrocos. Contudo, partidos historicamente protecionistas ironizaram a adesão de outros grupos a essa posição e demonstram contradições no discurso político.

Informações Revista Oeste


Trégua com o Hezbollah foi definida na noite desta terça-feira, com intervenção dos EUA e da França, e terá duração de 60 dias

Netanyahu anuncia trégua entre Israel e o Hezbollah
Netanyahu agradeceu a Biden pela contribuição para o acordo | Foto: Reprodução/GPO

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou um cessar-fogo no Líbano nesta terça-feira, às 22h30 (horário de Israel), depois de uma votação com 10 votos favoráveis e um contra. O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, informou que o acordo entrará em vigor às 4h desta quarta-feira, 27, de acordo com o The Jerusalem Post.

Biden e o presidente da França, Emmanuel Macron, declararam, em uma nota conjunta, que tanto os Estados Unidos quanto a França trabalharão para garantir que o cessar-fogo seja totalmente implementado. A trégua terá duração de 60 dias.

Em declaração do gabinete, Netanyahu conversou com Biden “e o agradeceu pelo envolvimento dos EUA no processo de desenvolvimento do acordo de cessar-fogo no Líbano e pela compreensão de que Israel manterá liberdade de ação.”

Antes da definição do cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram ataques em grande escala na cidade de Beirute, nesta terça-feira, 26, poucas horas antes do anúncio da trégua nos combates com o Hezbollah. 

O objetivo dos bombardeios, realizados poucas horas antes do cessar-fogo, reflete a intenção de Israel de enfraquecer o grupo terrorista e pressionar pela interrupção das hostilidades.

Foram atingidos 20 alvos estratégicos em Beirute, que incluem instalações militares e infraestruturas financeiras do Hezbollah. A ofensiva foi um dos mais contundentes golpes contra a organização em semanas de intensos confrontos, relata o Israel Hayom.

Entre os alvos, estavam 13 pontos em Dahiyeh, reduto de apoio do Hezbollah, além de unidades de defesa aérea, centros de comando e controle, depósitos de armas e locais associados à infraestrutura terrorista.

Também foram atingidos sete alvos fora de Dahiyeh, entre os quais sedes e filiais da Al-Qard Al-Hassan Association (AQAH), um braço financeiro do Hezbollah, utilizado para coletar, armazenar e lavar fundos destinados a atividades terroristas. 

As FDI buscam, com isso, desestabilizar a capacidade financeira do grupo e dificultar sua compra de armamentos.

Sirenes acionadas em cidades de Israel

Do ponto de vista militar, as forças israelenses eliminaram uma célula de comando do Hezbollah no sul do Líbano. O local vinha sendo responsável por lançar ataques contra o norte de Israel, incluindo a cidade de Metula.

Durante a operação, os militares israelenses localizaram e destruíram longos mísseis anti-tanque, veículos equipados com lançadores móveis de foguetes e outros armamentos pesados.


No último domingo 24, o Hezbollah lançou cerca de 250 foguetes contra Israel. Sete pessoas ficaram feridas, em uma das maiores ofensivas recentes grupo. Alguns foguetes atingiram Tel-Aviv, no centro de Israel.

Na noite desta terça-feira em Israel, a ameaça do Hezbollah continuava presente. Sirenes forma acionadas em cidades como Hadera, segundo informações obtidas por Oeste, para alertar sobre possíveis novos bombardeios do grupo terrorista.

Informações Revista Oeste


O governo brasileiro e a Embaixada da França tentam resolver a crise entre a rede de supermercados e a indústria de carnes

carrefour negros; fundo imobiliário
Rede Carrefour no Brasil | Foto: Divulgação/Carrefour

O CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, planeja emitir um pedido formal de desculpa ao ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro. Essa decisão ocorre por causa da suspensão no fornecimento de carnes por frigoríficos brasileiros ao Grupo Carrefour Brasil.

As declarações recentes de Bompard — que disse que as lojas da França não mais comercializariam carnes do Mercosul — desencadearam essa situação. O objetivo é entregar a carta diretamente ao ministro. No entanto, a entrega depende da disponibilidade em sua agenda.

O governo brasileiro e a Embaixada da Françabuscam uma solução para a crise entre o Carrefour e a indústria brasileira de carnes. Nesta segunda-feira, 25, houve avanços no diálogo. O embaixador francês Emmanuel Lenain se reuniu com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. Apesar disso, ainda não houve uma resolução definitiva para o impasse.

No encontro, realizado no final da tarde no ministério, Lenain teria apresentado a carta de Bompard. O embaixador deixou o local sem dar declarações à imprensa. Ele não se encontrou com Carlos Fávaro, que chegou mais tarde, depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

O boicote dos frigoríficos começou depois que Bompard anunciou que as lojas do Carrefour na França não venderiam carnes provenientes do Mercosul. Ele justificou a decisão ao mencionar o “descontentamento e a raiva” de agricultores franceses, que se opõem ao acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

Conselheiros do Carrefour no Brasil afirmaram ter recebido as declarações de Bompard com surpresa

Fávaro declarou que não solicitou ao setor de carnes a interrupção do fornecimento. No entanto, elogiou a postura firme da indústria. Conselheiros do Carrefour no Brasil afirmaram ter recebido as declarações de Bompard com surpresa. Para eles, as falas foram “pouco diplomáticas” e focadas em questões políticas, sem considerar os impactos nos negócios.

A crise escalou com a suspensão das vendas ao Carrefour Brasil e suas redes associadas. A retomada do fornecimento depende de uma retratação pública do CEO sobre a qualidade da carne brasileira, que foi questionada em suas declarações.

Apesar de alguns avanços, o teor atual da carta de Bompard não atende completamente às exigências do governo nem da indústria de carnes. O principal ponto de tensão envolve a defesa da qualidade e da sanidade das carnes brasileiras. Novas negociações estão programadas para esta terça-feira, 26, com o objetivo de alcançar um entendimento.

Informações Revista Oeste


Marisa e o marido, Dylan, e as três filhas, Charlotte, Collins e Kendall, ainda no hospital
Marisa e o marido, Dylan, e as três filhas, Charlotte, Collins e Kendall, ainda no hospital Imagem: Arquivo pessoal

A americana Marisa Christie, de 30 anos, deu à luz trigêmeas enquanto estava clinicamente morta e não tem lembranças do parto.

O que aconteceu

A jovem mãe de Tomball, no estado do Texas, teve uma parada cardíaca no meio da cesariana.Ao acordar, o marido contou a ela que o parto havia acontecido e as crianças passavam bem. “Eu fiquei totalmente apavorada. Como eu não me lembraria de ter meus bebês?”, questionou ao site do programa Today, da rede americana NBC.

Marisa passou uma semana desacordada e quase não sobreviveu. O que a mãe não sabia é que ela havia sofrido uma embolia de fluido amniótico, uma complicação rara, mas que costuma ser fatal. Emergência aconteceu quando a médica separou a placenta do útero, logo após a retirada dos bebês. Ela parou de respirar.

Médicos fizeram manobras de ressuscitação enquanto Marisa tinha hemorragia. Enquanto o anestesista Ricardo Mora, do hospital texano Memorial Hermann The Woodlands Medical Center, tentava manter seu coração batendo, a especialista em medicina fetal Amber Samuel tentava fechar seu útero para impedir que o sangramento progredisse. Ela ainda recebeu transfusões.

Marisa Christie durante a gravidez das trigêmeas
Marisa Christie durante a gravidez das trigêmeas Imagem: Arquivo pessoal

Pulmões e coração artificial. O cirurgião torácico e cardiovascular Stephen Maniscalco foi chamado para colocar Marisa em uma máquina de ECMO — que substitui o funcionamento do coração e dos pulmões enquanto o corpo se recupera. Uma hora depois de seu coração ter parado, era a ECMO que circulava seu sangue.

“Clinicamente morta”. Ao veículo, o anestesista contou que Marisa “essencialmente perdeu o que consideramos todo o volume do seu sangue. Nós substituímos todo o sangue dela. Então, por 45 minutos, ela estava clinicamente morta”. No entanto, já na UTI, ela começou a sangrar novamente e os médicos levaram a mãe de volta à mesa de cirurgia.

Útero teve que ser retirado. Os médicos não queriam ter que submeter Marisa a uma cirurgia grande, especialmente com a hemorragia fora de controle, mas a única forma com que conseguiram parar o sangramento foi tirando o órgão.

Gravidez já havia tido complicação. Marisa recebeu injeções de hormônios para engravidar e acabou à espera de trigêmeas. Durante exames, médicos encontraram um quarto bebê que não sobreviveu — mas estava “roubando” sangue de uma das irmãs com que dividia o saco amniótico. Ela teve que passar por um procedimento para a remoção do falecido, porque o “fluxo inferior de sangue colocou muito estresse no coração do [outro] bebê”.

A delicada recuperação

Marisa permaneceu na UTI sedada e ainda na ECMO por uma semana. Os médicos a visitavam na esperança de ver sinais de melhora, pois temiam que houvesse dano cerebral após tantas dificuldades de circulação do sangue. “Eu precisava que ela vivesse para criar os filhos. Então era algo pessoal pra mim”, se emocionou o anestesista ao “Today”.

Marisa e Dylan com as trigêmeas e o filho mais velho, de quatro anos
Marisa e Dylan com as trigêmeas e o filho mais velho, de quatro anos Imagem: Arquivo pessoal

“Sonho”. Durante este período, a equipe do hospital colocava as bebês sobre o seu peito para que as filhas e a mãe pudessem ter contato. Marisa lembra desta parte de sua internação, mas ela acreditava ser um sonho. Aos poucos, ela começou a exibir para os médicos sinais de que pudesse estar ouvindo as pessoas à sua volta.

De volta à vida. Marisa foi retirada da ECMO e acordou ainda confusa. Aos poucos, ela percebeu que o parto tinha acontecido e a experiência de seus “sonhos” era real. “A dor que senti, pensei que não tinha jeito de que aquilo não fosse real. Foi o primeiro pensamento coerente que lembro de ter”.

Mãe não sentia ligação com as filhas após o parto traumático. “Eu lembro de pensar ‘não conheço estes bebês’. É muito estranho. Parecia que elas não eram reais, que não eram minhas. Elas tinham mais de uma semana de vida quando as conheci… Demorou um pouco para ter esta conexão com elas.”

Filhas reconheciam a mãe. Enfermeiros colocavam cobertores de bebês sobre a pele da mãe quando ela estava na UTI e depois enrolavam as trigêmeas neles, para que elas pudessem saber qual era o cheiro da mãe. “Elas sabiam que eu era a mãe delas. Elas respondiam a mim quando eu falava em vez de [reagir] a outras pessoas.”

Marisa e filhas tiveram período de ajuste. A mãe voltou para casa e ficou uma semana em repouso devido aos seus ferimentos após o parto antes que a primeira das bebês recebesse alta — as trigêmeas seguiram no hospital para ganharem peso. Aos poucos, a família foi inteiramente reunida e a mãe pode recuperar as forças para cuidar delas.

O que é embolia amniótica

Quadro raro de complicação no parto. Considerada rara, a embolia amniótica é uma complicação que ocorre com uma a cada 100 mil gestantes quando o líquido amniótico, que nutre o bebê no interior da placenta, entra na corrente sanguínea da mãe. 

Quando o líquido amniótico vai para a corrente sanguínea, não é apenas uma gota: ele vai em abundância. Ao chegar a algum vaso pequeno, ele obstrui a circulação.

Dois problemas ao mesmo tempo. A complicação é muito agressiva, com coágulos se formando em alguns locais e hemorragias acontecendo em outros. Isso afeta o funcionamento de coração e pulmões.

Quadro não dá nenhum sinal prévio. De repente, a mulher pode ter uma parada cardiorrespiratória: o coração para, ela começa a ter falta de ar. Mesmo ao colocar oxigênio, a paciente pode não respirar, porque os pulmões estão cheios de líquido.

Teoricamente, a embolia pode acontecer em qualquer momento da gravidez, mas é mais comum no trabalho de parto. O útero é grande, tem a circulação sanguínea e o líquido está lá, parado. Mas, no trabalho de parto isso é mexido e pode ser forçado, aumentando o risco.

Em uma cesárea, o corte da cirurgia pode abrir um vaso sanguíneo. Por isso, existe a chance de algum elemento estranho, como o líquido amniótico, entrar na corrente sanguínea.

Fatores de risco. Embora não dê para prever uma embolia durante a gestação, alguns fatores representam um risco maior para desenvolver o problema. Engordar mais de 15 kg durante a gravidez, hipertensão, diabetes gestacional e polidrâmnio, que é a quantidade aumentada de líquido amniótico, são alguns deles.

Fonte: Élvio Floresti Junior, ginecologista e obstetra formado pela Universidade Federal de São Paulo.

Informações UOL

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