New York Post afirma que autoridades excluíram evidências em relatório de 2021 apresentado ao presidente Joe Biden
Sede do FBI, em Washington, nos Estados Unidos: agentes foram impedidos de revelar evidências ao presidente Biden, afirma jornal | Foto: FBI/Divulgação
O jornal norte-americano New York Post afirmou nesta quinta-feira, 26, que chefes de espionagem dos Estados Unidos “silenciaram” investigadores do Departamento de Defesa e do FBI. As autoridades teriam descoberto fortes evidências de que o vírus covid-19 vazou de um laboratório chinês.
Como resultado, as suas conclusões ficaram de fora de um relatório de agosto de 2021 que o presidente Joe Biden recebeu sobre as origens da pandemia global. O documento concluiu que o vírus por trás da covid “provavelmente não sofreu modificação genética”.
Cientistas rastrearam origem da covid
Depois que a pandemia eclodiu em Wuhan, na China, três cientistas da Agência de Inteligência de Defesa começaram a tentar descobrir exatamente de onde ela veio. Havia duas hipóteses: se o Sars-CoV-2 passou de morcegos para humanos ou se o homem produziu o vírus que emergiu de um acidente de laboratório.
A teoria da origem zoonótica — em que uma doença flui de animais para humanos — contou com o apoio de membros influentes do sistema de saúde pública, incluindo o cientista Anthony Fauci. As abordagens sobre uma possível “fuga de laboratório” receberam a classificação de “mais uma teoria da conspiração”.
A análise dos investigadores, no entanto, compilou dezenas de dados. As informações convergiam com a fuga de laboratório. “E contrastavam com uma escassez de provas que apoiam a teoria da origem natural”, disse ao Post uma fonte familiarizada com a investigação.
A análise teve condução de John Hardham, Robert Cutlip e Jean-Paul Chretien. Na época, o trio pertencia ao Centro Nacional de Inteligência Médica da Agência de Inteligência de Defesa. O órgão examinava potenciais ameaças de armas biológicas e doenças infecciosas perigosas.
Chinês pede patente logo depois de sequenciamento
O vírus covid continha um recurso que permitia uma transmissão mais fácil aos humanos. Sua formulação era semelhante à descrita em um antigo estudo chinês. Um pesquisador militar asiático, inclusive, solicitou a patente de uma vacina contra covid-19. Sua solicitação ocorreu semanas depois de o vírus apresentar seu primeiro sequenciamento, em 2020.
Esse mesmo pesquisador chinês morreu mais tarde. Ele caiu de um telhado do Instituto de Virologia de Wuhan (WIV), de acordo com investigadores dos Estados Unidos. Os pesquisadores do WIV trabalharam com cientistas norte-americanos que os treinaram para construir vírus sem deixar vestígios de sua engenharia.
No total, 38 das 67 pessoas morreram após queda da aeronave da Embraer
Avião da Embraer caiu no Cazaquistão Foto: EFE/EPA/AZAMAT SARSENBAYEV
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou, nesta quinta-feira (26), que enviou três investigadores ao Cazaquistão para oferecer suporte técnico ao país durante as investigações da queda de um avião comercial da Azerbaijan Airlines na cidade de Aktau, no Cazaquistão.
No total, 38 das 67 pessoas a bordo da aeronave morreram após a queda. O Embraer 190, de matrícula J2-8243, saiu de Baku, capital do Azerbaijão, com destino à cidade de Grósnia, na Rússia, mas foi forçado a fazer um pouso de emergência a 3 km quilômetros de Aktau, cidade que fica na margem oposta do mar Cáspio em relação ao Azerbaijão e à Rússia.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o avião fazendo voltas no ar com o trem de pouso aberto enquanto perde altitude. A aeronave colide com o solo de barriga e em seguida vê-se uma explosão.
Segundo o comunicado da FAB, o envio dos investigadores faz parte dos protocolos do Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, da qual tanto o Cazaquistão quanto o Brasil são signatários.
– Este trabalho conjunto reforça o compromisso com a segurança na aviação e a colaboração entre os países signatários da Convenção de Chicago de 1944 – destacou a Força Aérea.
SISTEMA DE DEFESA RUSSO De acordo com quatro fontes do Azerbaijão ouvidas pela agência Reuters, o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea russo.
A declaração foi feita inicialmente por Andriy Kovalenko, membro da segurança nacional ucraniana, que citou imagens de dentro do avião que mostravam “coletes salva-vidas perfurados”.
Na sequência, outros especialistas militares e de aviação ecoaram a avaliação, que foi reproduzida até mesmo na mídia russa, com a informação de que a aeronave pode ter sido confundida com um drone ucraniano.
Em entrevista ao Estadão, o especialista em aviação Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas no YouTube, acredita que o avião foi abatido por um sistema de defesa aérea.
– As imagens mostradas logo após o ocorrido indicam danos que não são típicos de um acidente aéreo convencional. É uma possibilidade concreta que a causa principal tenha sido abate – disse.
Além de bilhões de dólares nas contas bancárias, empresários têm outra característica comum: buscar lugares paradisíacos e longe das ‘pessoas comuns’
O bilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, durante lazer em seu iate | Foto: Reprodução/Instagram
O fim de ano apresenta um roteiro em comum: bilionários partem em direção a destinos caríssimos para aproveitar o tempo com as suas famílias e encontrar outros bilionários para trocar ideias sobre resultados e formas de multiplicar ainda mais os seus negócios.
A bordo de iates ou depois de algum trajeto em jatinhos de luxo particulares, muitos deles procuram locais bem conhecidos. No entanto, são lugares paradisíacos e principalmente inacessíveis a quem não tem uma conta bancária com mais de 10 dígitos.
Bilionários exigem exclusividade, diz consultor
Em entrevista à revista Business Insider, Winston Chesterfield, fundador de uma empresa de consultoria focada em luxo e riqueza, diz: “Eles estão indo para lugares exclusivos. Preferem resorts privados onde fiquem isolados do resto do planeta.”
O iate Koru de Jeff Bezos, dono da Amazon (fortuna de US$ 238,5 bilhões), está flutuando no Mar do Caribe, conforme o rastreador de navios Marine Traffic. O Whisper de Eric Schmidt, CEO da Google (fortuna de US$ 28,5 bilhões) vai para Barbados. Enquanto isso, o Odessa II do investidor Len Blavatnik (US$ 28,5 bilhões em patrimônio) atracou em Antígua.
O destino: San Barth, uma ilha do Caribe
Assim que seus donos bilionários estiverem a bordo, vários desses navios provavelmente seguirão para St. Barth, ou São Bartolomeu. “Se você quer ter os pés na areia e comer um croissant como se estivesse em Paris, St. Barth é o lugar certo”, afirma Elisabeth Brown, diretora de uma associação de serviço receptivo de luxo, a Knightsbridge Circle.
Conhecida por sua exclusividade em hotéis, gastronomia e cenários paradisíacos, a ilha tem sido a favorita entre os bilionários há décadas. Rockefellers e Rothschilds construíram propriedades lá em meados dos anos 1900.
Bezos, Jordan e diárias de R$ 30 mil
Em 2023, Bezos, sua noiva, Lauren Sánchez, e o ex-astro do basquete Michael Jordan foram vistos em St. Barth. Assim como o dono da produtora DreamWorks Records, David Geffen, que estava a bordo do superiate Rising Sun.
Para aqueles que não se hospedam em barcos, hotéis de luxo como o Eden Rock e o Cheval Blanc, do bilionário Bernard Arnault (dono da LVMH), vendem diárias pelo equivalente a R$ 30 mil a diária nesta época do ano. No entanto, é possível encontrar opção mais “baratas”, com hotéis que cobram “apenas” R$ 18 mil a diária. “É impossível se hospedar ali a menos que você seja realmente rico”, diz Chesterfield.
Representação diplomática abriga asilados da oposição a Maduro
O presidente Lula, durante visita do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto – 31/05/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No sábado 21, um grupo de 27 ex-chefes de Estado denunciou uma invasão armada da ditadura de Nicolás Maduro à Embaixada da Argentina na Venezuela.
A representação diplomática passou para a custódia do Brasil em agosto, depois de Maduro e o presidente da Argentina, Javier Milei, cortarem relações, em virtude da fraude que o chavismo praticou na eleição.
O local, que fica em Caracas, abriga os asilados da oposição Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Héctor Villalobos, Omar González e Claudia Macero.
Esse grupo afirma que um dos asilados, Fernando Martínez Motolla, foi entregue à ditadura para que “incrimine seus companheiros por atividades golpistas.” A declaração afirma que não foi concedia proteção a Motolla enquanto ele aguardava por um salvo-conduto para deixar o país em segurança.
Assédio à Embaixada da Argentina na Venezuela
Javier Milei, presidente da Argentina, gesticula de uma varanda da Casa Rosada, Casa do Governo em Buenos Aires, Argentina | Foto: Reuters/Agustin Marcarian
Durante meses, o regime tem assediado o local com cortes de energia e, mais recentemente, de água.
Conforme o documento, a invasão armada à sede diplomática é uma “violação da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas” e tem como objetivo “pressionar os asilados com falta de suprimentos e isolamento”. O texto observa ainda que a polícia impede a entrada de alimentos ao local.
Presidente da Rússia também afirmou que a decisão de invadir o país vizinho deveria ter sido tomada antes
Vladimir Putin é o presidente da Rússia, país que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Reprodução
O presidente russo, Vladimir Putin, admitiu recentemente que a invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, não foi bem preparada. Durante uma coletiva de imprensa em Moscou, ele afirmou que a operação militar deveria ter começado antes e com uma preparação mais sistemática.
“A decisão [de invadir] deveria ter sido tomada antes, e deveríamos ter nos preparado mais sistematicamente”, disse.
No dia 24 de fevereiro de 2022, quando as tropas russas atacaram a Ucrânia, muitos analistas acreditavam que Kiev poderia ser tomada em poucos dias.
No entanto, a resistência ucraniana, junto com erros estratégicos russos, como falhas em linhas de suprimento e táticas desatualizadas, frustraram essas expectativas.
Putin também falou pela primeira vez sobre como a guerra o impactou pessoalmente, afirmando: “Eu comecei a fazer menos piadas e quase parei de sorrir. Esses anos foram de tribulação para o país, e para mim também.”
Putin diz que situação está mudando “drasticamente em favor da Rússia”
Vladimir Putin concedeu a coletiva anual nesta quinta-feira Foto: Grigoriy Sisoev/RIA Novosti
Apesar das dificuldades enfrentadas por suas tropas, Putin afirmou que “a situação está mudando drasticamente” em favor da Rússia na Ucrânia, refletindo os avanços desde fevereiro, especialmente no leste ucraniano.
Na quinta-feira 19, ele anunciou a captura de mais duas vilas na região de Donetsk. Putin também expressou estar disposto a negociar, mas culpou a outra parte por não querer dialogar. “A política é a arte da acomodação. O problema é que o adversário se recusou a negociar”, afirmou.
A tradicional coletiva de imprensa anual de Putin, ocorrida desde 2001, reuniu cerca de 500 jornalistas e durou 4 horas e 30 minutos.
Durante o evento, ele foi confrontado por questões de jornalistas ocidentais como Keir Simmons, da NBC, que o questionou sobre sua liderança, mencionando que Putin seria “um líder mais fraco” por não ter alcançado seus objetivos na Ucrânia.
Putin rebateu as críticas, afirmando que a Rússia “é verdadeiramente soberana e está mais forte hoje”. Ele citou Mark Twain: “Os rumores da minha morte foram altamente exagerados”, referindo-se à Rússia.
Presidente da Rússia desafia Estados Unidos
Putin desafiou os Estados Unidos a um “duelo tecnológico”, utilizando o novo míssil balístico Orechnik contra sistemas de defesa antiaérea ocidentais em Kiev.
Ele afirmou que esse exercício seria benéfico para ambos os lados, destacando as capacidades do Orechnik, que possui ogivas múltiplas e um alcance de 5.500 km. Ele mencionou que testes anteriores, incluindo um em Dnipro, impressionaram analistas.
Além disso, Putin comentou sobre o assassinato do general Igor Kirillov, morto por um patinete-bomba em Moscou, classificando o ato como terrorismo. Ele reconheceu a necessidade de corrigir “erros” de segurança que permitiram o ataque.
Durante a coletiva, uma questão veio de uma moradora da região de Kursk, chamada Tatiana, que perguntou quando poderia voltar para casa. Putin assegurou que a reconstrução virá, mas não deu uma data específica.
Em uma publicação na Truth Social, Donald Trump disse que o plano de anexar o Canadá é uma “ótima ideia”
O presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre seu desejo de que o Canadá deixe de ser um país e passe a ser uma nova região do território norte-americano. O comentário foi publicado pelo republicano na Truth Social, na quarta-feira (18/12).
“Ninguém pode responder por que subsidiamos o Canadá em mais de $100.000.000 por ano? Não faz sentido! Muitos canadenses querem que o Canadá se torne o 51º estado”, disse Trump. “Eles economizariam muito em impostos e proteção militar. Acho que é uma ótima ideia. 51º estado!!!”
No fim de novembro, o novo mandatário dos EUA já havia sugerido a ideia de anexar o Canadá durante um encontro com o premiê do país, Justin Trudeau,no resort de Mar-a-Lago.
A ameaça de Trump surge em meio a um momento de turbulência para Trudeau, que enfrenta pressão interna após a vice-premiê e ministra das Finanças Chrystia Freeland pedir demissão.
Freeland anunciou que a decisão foi tomada por discordâncias com Trudeau sobre como o Canadá deve enfrentar a ameaça de Trump, que prometeu aplicar tarifas de 25% aos produtos vindos do país. Desde então, o premiê canadense é pressionado a renunciar ao cargo.
Dominique Pelicot, de 72 anos, admitiu as acusações durante o julgamento, que durou três meses
Pelicot reconheceu os crimes durante o julgamento | | Foto: Sarah Meyssonnier/Reuters
O tribunal da França condenou nesta quinta-feira, 19, Dominique Pelicot. Ele foi declarado culpado por drogar e violentar sexualmente sua mulher durante quase dez anos. Além disso, permitiu que dezenas de desconhecidos cometessem os mesmos atos em sua casa enquanto ela estava inconsciente.
Os promotores pediram 20 anos de prisão para Pelicot. O caso gerou indignação mundial e transformou a vítima, Gisèle Pelicot, em um símbolo de força e determinação. Entre os envolvidos, o tribunal declarou culpados os primeiros 20 dos 50 réus que participaram dos crimes. As penas para esses homens variam entre quatro e 18 anos. O tribunal deve anunciar o veredito dos outros réus ainda nesta quinta-feira.
Dominique Pelicot, de 72 anos, admitiu as acusações durante o julgamento, que durou três meses. Ele pediu desculpas à família. Em contrapartida, muitos dos outros acusados negaram o estupro. Eles alegaram acreditar que participavam de um jogo sexual consensual planejado pelo casal. Também defenderam que, com a aprovação do marido, os atos não poderiam ser considerados estupro.
Pelicot negou essa versão. Ele afirmou que os homens, de diferentes origens e profissões, sabiam que sua mulher estava inconsciente e sem consciência do que acontecia. Gisèle Pelicot, também de 72 anos, abriu mão do anonimato durante o julgamento. Ela pediu que os vídeos do abuso, gravados pelo ex-marido, fossem exibidos no tribunal. Sua intenção era incentivar outras mulheres a denunciar casos semelhantes.
O julgamento de Dominique Pelicot gerou vários protestos na França
O julgamento gerou protestos em várias regiões da França. Manifestantes se mobilizaram em apoio à vítima. O caso também reacendeu discussões sobre mudanças na legislação de estupro no país. A lei atual não especifica que o consentimento é obrigatório.
Durante as audiências, Gisèle enfrentou os agressores com firmeza. Ela negou qualquer suposição de que teria consentido com os atos.
“Decidi não ter vergonha, não fiz nada de errado”, disse a vítima durante um testemunho em outubro. “Eles são os que devem ter vergonha.”
Os filhos do casal, David, Caroline e Florian, estiveram no tribunal para apoiar a mãe. Eles repudiaram as ações do pai.
Os astronautas Barry “Butch” Wilmore e Suni Williams, que estão em missão no espaço há mais de seis meses, terão sua permanência prolongada novamente. Segundo um comunicado da NASA nesta terça-feira (17), o retorno da dupla à Terra foi adiado para o final de março. Inicialmente, a previsão era de que voltassem em fevereiro.
Quando embarcaram em 5 de junho no voo inaugural da Boeing com destino à Estação Espacial Internacional, o plano era que os dois pilotos de teste permanecessem no espaço por apenas uma semana.
Como as missões espaciais da Nasa são afetadas por atrasos?
Nasa / Créditos: depositphotos.com / sergey.miami2you.com
Os atrasos nas missões espaciais não são meramente inconvenientes; eles têm efeitos em cascata nas operações da ISS e nas agendas de treinamento dos astronautas. A NASA, por exemplo, busca manter transições suaves entre tripulações na ISS, um processo que requer sincronização precisa de tempos de lançamento e de retorno. A decisão de adiar o lançamento de uma nova tripulação da SpaceX para março demonstra a complexidade de coordenar essas movimentações de pessoal.
Além disso, a escolha da NASA de trazer os astronautas de volta ao solo utilizando a Crew Dragon da SpaceX, em vez da Starliner, ressalta a necessidade de ter sempre opções de backup confiáveis. Essa flexibilidade operacional é essencial para mitigar os riscos e assegurar que as missões continuem a cumprir seus objetivos científicos e de segurança.
Quais são os obstáculos enfrentados pela Boeing e SpaceX?
A Boeing se deparou com dificuldades inesperadas em relação aos sistemas de propulsão da Starliner, situação que foi monitorada pela NASA devido a questões de confiabilidade. Esses obstáculos resultaram em esforços contínuos de testes para garantir a segurança dos astronautas no retorno à Terra. A principal preocupação era a incapacidade do Starliner de gerar impulso suficiente para a reentrada segura na atmosfera terrestre.
Por outro lado, a SpaceX, liderada por Elon Musk, tem desempenhado um papel crucial no transporte espacial com sua espaçonave Crew Dragon. Embora a empresa também tenha enfrentado seus próprios desafios técnicos, sua habilidade para adaptar planos rapidamente permitiu que continuasse seus lançamentos em um cronograma mais flexível, uma característica que tem consolidado sua posição no setor espacial dos Estados Unidos.
Quais são as lições aprendidas com essas missões espaciais?
As experiências recentes com a Boeing e a SpaceX oferecem valiosas lições para o futuro da exploração espacial comercial. Em primeiro lugar, destacam a necessidade de investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para melhorar a confiabilidade dos sistemas espaciais. Em segundo lugar, reforçam a importância de parcerias entre empresas privadas e agências governamentais na superação de obstáculos operacionais e técnicos.
Finalmente, essas missões também ressaltam a resiliência necessária para lidar com os imprevistos inerentes às viagens espaciais. Desde a capacidade de adaptação a mudanças de última hora até a implementação de soluções inovadoras para problemas complexos, a indústria espacial continua a enfrentar e superar desafios, impulsionando a humanidade rumo a novas fronteiras.
O presidente da Argentina, Javier Milei, reduziu de 21 para 18 anos a idade mínima para que os cidadãos possam ter acesso a armas de fogo. A medida foi oficializada em um decreto publicado no último dia 9 de dezembro. A decisão, de acordo com o governo, visa adequar a regulação sobre armas com a maioridade no país, que é obtida aos 18 anos, e não mais aos 21, desde 2009.
– Aos 16 anos, eles podem votar. Aos 18, podem ir para a guerra, formar uma família ou integrar forças de segurança. E, por incrível que pareça, em qualquer idade eles podem escolher uma mudança de sexo que os marcará para sempre. Então, por que aos 18 anos não poderiam ser usuários ou portadores legítimos de uma arma? – indagou Patricia Bullrich, ministra da Segurança.
O governo argentino destacou que a mudança “reafirma a capacidade dos cidadãos adultos para ter acesso, sob estritos requisitos legais, à condição de legítimos usuários de armas de uso civil” e que ela “procura garantir uma aplicação uniforme dos direitos e responsabilidades” estabelecidos nas leis vigentes no país.
Apesar da mudança de idade, a norma ainda exige que o cidadão não apresente anormalidades psíquicas ou físicas que o incapacite para a posse de arma, além de comprovar domicílio, identidade e meios de vida lícitos, com comprovantes de renda.
General Igor Kirillov, do Ministério da Defesa da Rússia, em imagem de fevereiro de 2023 — Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia / via AP
O general Igor Kirillov, chefe das Forças de Defesa Nuclear, Biológica e Química da Rússia, morreu nesta terça-feira (17) após uma explosão em Moscou, informou o Comitê de Investigação russo. A explosão também matou um assessor do general. Assista a explosão no vídeo acima.
“Um artefato explosivo colocado em uma scooter estacionada perto da entrada de um imóvel residencial foi ativado na avenida Riazanski em Moscou”, disse o comitê em um comunicado. “O comandante das forças russas de defesa radiológica, química e biológica, Igor Kirilov, e seu adjunto morreram”, acrescentou.
A bomba foi ativada à distância e tinha cerca de 300g de TNT, reportou a agência estatal russa Tass. “Investigadores, peritos forenses e serviços operacionais estão trabalhando no local da explosão”, acrescentou a agência. A explosão, ocorrida quando Kirillov deixava o edifício, danificou a entrada e várias janelas dos apartamentos.
Uma fonte do Serviço de Segurança da Ucrânia, o SBU, confirmou à agência de notícias Reuters que a agência de inteligência ucraniana está por trás do ataque. “A liquidação do chefe das tropas de proteção radiológica e química da Federação Russa é obra do SBU”, disse a fonte. Fontes da BBC nos serviços de segurança ucranianos também afirmaram que o país está por trás da operação.
O ataque desta terça foi o primeiro que teve como alvo uma autoridade russa desde o início da guerra, em 2022.
O SBU já havia acusado Kirillov de usar armas químicas proibidas durante a invasão militar russa em território ucraniano, que começou em fevereiro de 2022.
Corpo do estirado no chão onde o general Igor Kirillov, chefe das Forças de defesa nuclear, biológica e química da Rússia, morreu após explosão em Moscou em 17 de dezembro de 2024. — Foto: AP Photo
Segundo a Reuters, a imprensa ucraniana também credita à Ucrânia o ataque que matou o general russo. O governo ucraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
O SBU afirma que registrou mais de 4.800 usos de armas químicas no campo de batalha desde fevereiro de 2022, especialmente granadas de combate K-1.
Kirillov, que foi nomeado chefe das forças de defesa nuclear da Rússia em abril de 2017, foi sancionado por vários países, incluindo Reino Unido e Canadá, por seu papel na Ucrânia.