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Ex-ditador sírio é aliado de longa data do Kremlin

Assad e Putin
Assad e Putin durante encontro em outubro de 2015 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, está em Moscou e recebeu asilo na Rússia, informou uma fonte do Kremlin à TASS, agência estatal de notícias da Rússia. “Assad, junto com os membros de sua família, chegou a Moscou”, disse uma fonte da agência neste domingo, 8. “A Rússia, por razões de caráter humanitário, concedeu asilo a eles.”

Moscou considera necessário retomar as negociações para resolver a situação na Síria, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). Líderes da oposição armada síria garantiram a segurança das bases militares e instituições diplomáticas russas no território sírio.

Mais cedo, o paradeiro de Assad e de sua família era incerto. Por meio de dados do site Flightradar, que monitora o mapa da aviação em todo o mundo, foi constatado que o único avião no campo aéreo sírio havia sumido do mapa. 

Acreditava-se até que a aeronave tivesse desligado os radares ou sido abatida.

Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X
Bashar al-Assad, sob cerco de rebeldes na Síria: Egito e Jordânia sugerem pedido de exílio ante o avanço das forças de oposição | Foto: Reprodução/Twitter/X

Rússia diz que Bashar Al-Assad deu instruções para ‘transição pacífica’

O governo da Rússia informou neste domingo, 8, que Al-Assad deixou a Síria com instruções para membros de seu governo fazerem uma “transição pacífica”. Rebeldes tomaram Damasco, a capital do país, neste domingo.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Assad “decidiu deixar o posto presidencial e deixou o país, dando instruções para transferir o poder pacificamente”. A Rússia destacou que “não participou dessas negociações”.

A Rússia e o Irã são aliados históricos de Assad. Na Primavera Árabe, em 2000, os governos autocráticos dos dois países enviaram ajuda para o ditador derrotar os insurgentes numa sangrenta guerra civil. A repressão aos protestos foi violenta e resultou em centenas de mortes, além da migração forçada de mais de 500 mil pessoas.

Informações Revista Oeste


Segundo agências internacionais da Rússia, o ditador da Síria está com a família em Moscou, depois de Damasco ser dominada por rebeldes

Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento depois da fuga de Bashar al-Assad da Síria, onde governou por 24 anos | Foto: Reprodução/YouTube/TheWhiteHouse
Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento depois da fuga de Bashar al-Assad da Síria, onde governou por 24 anos | Foto: Reprodução/YouTube/TheWhiteHouse

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento, neste domingo,8, depois da deposição e fuga de Bashar al-Assad da Síria, país que governou por 24 anos. Biden comemorou o fim do regime, mas se mostrou preocupado com o que classificou de momento de “riscos e incertezas”.

“Até que enfim, o regime de Assad acabou”, afirmou Biden. “Este é um momento de riscos e incertezas. Os EUA trabalharão com parceiros e interessados para ajudá-los a aproveitar esta oportunidade.”

Assad deixou o país depois que rebeldes do grupo HTS, liderados por Mohammed al-Golani, tomaram Damasco, hoje. 

Segundo a agência de notícias russa Tass, a Rússia concedeu asilo humanitário a Assad e sua família. 

Reações internacionais à fuga de Bashar al-Assad

Biden também criticou o apoio que Rússia, Irã e o grupo terrorista Hezbollah deram ao regime de Assad ao longo dos últimos anos. Ele mencionou Austin Tice, jornalista norte-americano sequestrado há 12 anos na Síria, acreditando que ele ainda esteja vivo.

A fuga de Assad provocou reações globais. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país norte-americano não se envolverá no conflito sírio.

Já Israel reafirmou seu compromisso com a segurança das Colinas de Golã, sob seu controle desde 1967. 

A França celebrou a queda de Assad. O presidente francês Emmanuel Macron declarou em seu perfil do Twitter/X que o “estado de barbárie caiu”. 

“Homenageio o povo sírio, sua coragem e paciência”, completou. “Neste momento de incerteza, desejo-lhe paz, liberdade e unidade.”

Movimentos militares e diplomáticos na região

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA afirmou que Biden está “monitorando de perto os eventos extraordinários na Síria”. 

Antes da fuga de Assad, Trump comentou que “Assad se foi”. “Ele fugiu de seu país”, disse. “Sua protetora, Rússia, liderada por Vladimir Putin, não estava mais interessada em protegê-lo.”

As Forças de Defesa de Israel destacaram que não vão intervir nos conflitos internos da Síria, mas protegerão a segurança nas Colinas de Golã. “Não serão toleradas ameaças perto da fronteira israelense”, afirmou o exército israelense, em comunicado.

Complexidade da situação síria

Segundo a TV estatal iraniana, a embaixada do país em Damasco foi invadida por um grupo armado que “agora controla a maior parte da Síria”. 

O ministro das Relações Exteriores da Rússia reiterou que Assad deixou a Síria e deu instruções para uma transição pacífica. 

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, destacou que o governo de Assad deveria ter aproveitado a pausa nos combates para reconciliar-se com o povo sírio. O Egito apelou para que todas as partes preservem o estado e as instituições nacionais.

Rebeldes celebram fim do regime de Assad

No Brasil, o Itamaraty expressou preocupação com a escalada de hostilidades na Síria, e pediu contenção e respeito ao direito internacional. Enquanto isso, rebeldes sírios celebram em Damasco a queda do ditador sírio.

Informações Revista Oeste


Depois da tomada da capital, milhares de pessoas comemoram a queda de Assad; celebrações ocorreram em várias partes do mundo

Rebeles comemoram a queda do regime de Assad em Damasco, capital da Síria
Rebeles comemoram a queda do regime de Assad em Damasco, capital da Síria | Foto: Reprodução/Twitter/X/@sumit45678901

Depois de uma ofensiva rápida, os rebeldes sírios assumiram o controle de Damasco, a capital síria, na madrugada deste domingo, 8, e encerrando cinco décadas de regime da família Assad. 

Os insurgentes avançaram, levando Bashar al-Assad a fugir pelo Aeroporto Internacional de Damasco para um destino não revelado antes da chegada dos rebeldes. A mídia local afirma que o provável destino seria Moscou.

A televisão estatal síria transmitiu uma declaração dos rebeldes, anunciando a queda do governo e a libertação de Damasco. O comunicado também prometia a libertação de prisioneiros detidos injustamente, pedindo que a população protegesse a propriedade do Estado sírio livre.

Celebrações nas ruas de Damasco

Nas ruas da capital, milhares de cidadãos celebraram o evento histórico. Em um gesto simbólico, muitos destruíram uma estátua de Hafez al-Assad, pai do atual ditador, que liderou a Síria de 1971 a 2000, instaurando o regime posteriormente herdado por seu filho. 

Na Praça Umayyad, sons de tiros de comemoração e gritos de “Allahu Akbar” ecoaram, refletindo a euforia popular.

O primeiro-ministro sírio, Mohammad Ghazi al-Jalali, revelou a um canal saudita que sua última conversa com Bashar al-Assad ocorreu no sábado 7 e, desde então, não conseguiu contatá-lo. Os líderes rebeldes manifestaram a intenção de colaborar com al-Jalali para garantir uma transição ordenada.

Reações internacionais e implicações regionais

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden declarou estar monitorando de perto os “acontecimentos extraordinários” na Síria, segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Sean Savett. A Casa Branca está avaliando a situação e suas implicações para a região.

A queda do governo Assad marca uma mudança significativa no cenário político do Oriente Médio, com possíveis repercussões regionais e globais. Enquanto os rebeldes celebram a vitória, o futuro da Síria depende da habilidade das novas lideranças em estabilizar o país e promover reformas.

Informações Revista Oeste


Erro na embalagem atingiu bonecas inspiradas no musical Wicked

Bonecas da Mattel inspiradas no filme Wicked Foto: Divulgação 

Uma mãe processou a Mattel após descobrir que a caixa da coleção de bonecas inspiradas no musical Wicked tinha um link que redirecionava o usuário para uma página de conteúdo adulto. Holly Ricketson comprou uma boneca para sua filha e disse que a criança ficou horrorizada ao cair no site de filmes pornográficos.

A ação foi apresentada ao Tribunal Federal de Los Angeles, na Califórnia, na última terça-feira (3) com um pedido de indenização coletiva de 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 30 milhões) que deve ser entregue para todos os compradores do produto que vieram com esse erro na embalagem.

problema com o link foi observado pelos consumidores dos Estados Unidos no mês de novembro, quando as bonecas foram lançadas para promover o filme. Em nota, a Mattel explicou que o link, que deveria direcionar ao site oficial do filme (WickedMovie.com), foi inscrito de forma errada.

Na ocasião, a fabricante orientou que os pais descartassem a embalagem ou escondessem o link, e afirmou que tomaria medidas para corrigir o problema. Aparentemente, o erro afetou apenas as caixas das bonecas que representam os personagens Elphaba, interpretada por Cynthia Erivo, e Fiyero, interpretado por Jonathan Bailey.

Informações Pleno News


Cúpula de Líderes do Mercosul ocorre com presidentes nesta manhã no Uruguai e aumenta expectativas de conclusão do acordo

Imagem colorida, UE-Mercosul - Metrópoles

A sexta-feira (6/12) se inicia com esperança renovada para a retificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), após mais de 20 anos de negociação. Presidentes, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reúnem-se nesta manhã no Uruguai para uma cúpula de líderes do bloco latino-americano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chegou ao Uruguai e disse que o documento está “à vista”, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, chamou o atual texto de “inaceitável” e falou pela “soberania agrícola”.

A França faz a maior oposição ao acordo, porque passa por um momento político delicado e decide se vai ceder à pressão do agronegócio de se fechar ao Mercosul, com o tema reaquecido após falas do diretor do Carrefour e de um deputado do país contra a importação de carne de nações latino-americanas.

Outro obstáculo é o presidente da Argentina, Javier Milei, que durante a campanha ameaçou romper com o bloco e assumirá a presidência do Mercosul no próximo ano.

No entanto, o Brasil e demais países aliados ao tema, como Alemanha e Espanha, mantêm o otimismo. Lula reiterou que os franceses “não apitam mais nada”. “A Ursula von der Leyen tem procuração para fazer o acordo, e eu pretendo assinar esse acordo neste ano ainda. Tirar isso da minha pauta”, completou.

O Itamaraty compartilha do otimismo e destaca também a importância política do texto. “Já disse também que isso tem um significado além do comercial, porque tem uma importância política também muito considerável, neste momento de conflitos, antagonismos recorrentes, protecionismo, ameaças unilaterais e assim por diante”, comentou o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Mauricio Lyrio.

Mercosul

O Mercosul teve origem em 1991, formado originalmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Venezuela tinha sido incorporada, mas foi suspensa, e a Bolívia está em processo de adesão.

O bloco coopera de forma econômica e também viabiliza os “benefícios práticos”, como trânsito livre de cidadãos e alinhamento de normas para comércio.

Informações Metrópoles


A decisão, da última quinta-feira, 5, é da Corte Suprema de Justiça

cristina kirchner
A então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante reunião em Istambul, para fechar contratos comerciais – 21/1/2011 | Foto: Reprodução/Shutterstock

Corte Suprema de Justiça da Argentina decidiu que a ex-presidente Cristina Kirchner deve responder pela acusação de acobertar iranianos acusados de envolvimento no atentado de 1994 à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que resultou em 85 mortos e mais de 300 feridos. Esse foi um dos ataques mais mortais na história do país.

Os recursos da ex-presidente argentina (2007 a 2015) e ex-vice-presidente do país (2019-2023) foram negados na última quinta-feira, 5. A sentença da Corte, em espanhol, pode ser lida neste link.

O caso contra Cristina foi reaberto em 2023, depois de ter sido arquivado em 2021, no governo de Alberto Fernández, de quem Cristina era vice-presidente. 

Na decisão de agora, a Suprema Corte afirmou que não havia “arbitrariedade” na decisão de revisitar as acusações. O foco não se limita ao memorando de entendimento com o Irã, assinado durante o mandato de Cristina e aprovado pelo Congresso em 2013, que permitia o interrogatório dos suspeitos fora da Argentina. Esse memorando gerou intenso debate público por permitir um interrogatório pelo Irã. 

Procurador que acusou Cristina Kirchner foi encontrado morto

Os magistrados também investigam alegações de que Cristina Kirchner teria conduzido negociações não oficiais para garantir impunidade aos iranianos. As acusações surgiram em janeiro de 2015, quando o promotor Alberto Nisman formalizou a denúncia contra a peronista.

Oito dias antes de apresentar suas conclusões ao Congresso, Nisman foi encontrado morto em seu apartamento com um tiro na têmpora, o que gerou comoção nacional e especulações sobre as circunstâncias de sua morte. 

O atentado à bomba contra a Amia matou 85 pessoas e deixou aproximadamente 300 feridos em 1994 | Foto: Reprodução/X

Em abril de 2024, a Justiça argentina declarou que os atentados contra a Amia e a Embaixada de Israel, em 1992, que resultou em 29 mortes, foram ordenados pelo Irã, uma decisão considerada significativa pela comunidade judaica.

Essas conclusões reafirmaram o envolvimento iraniano em ataques terroristas no país, evidenciando a complexidade e a sensibilidade do caso.

Informações Revista Oeste


A informação partiu de um estudo da Universidade Yale, nos Estados Unidos

Vladimir Putin, presidente da Rússia
O relatório mostra Vladimir Putin, presidente da Rússia, como um dos responsáveis pelas ações | Foto: Divulgação/Kremlin

Nos Estados Unidos, um estudo conduzido pela Universidade Yale revelou que, desde fevereiro de 2022, pelo menos 314 crianças ucranianas foram submetidas à adoção forçada ou ao acolhimento pela Rússia. A instituição divulgou a pesquisa nesta terça-feira, 3.

O Laboratório de Pesquisa Humanitária da Escola de Saúde Pública de Yale liderou a pesquisa, considerada a mais detalhada e confiável sobre o tema até o momento.

O relatório, com 86 páginas, identificou 166 crianças sob a guarda de famílias russas e 148 presentes em bancos de dados de adoção operados ou coordenados pelo governo russo. A operação, descrita como “sistemática, intencional e generalizada”, visa a “russificar” as crianças ucranianas e teria sido iniciada sob a liderança do presidente russo, Vladimir Putin.

As crianças foram retiradas de Donetsk e Lugansk, regiões unilateralmente anexadas pela Rússia, e redistribuídas por 21 regiões russas. Entre elas, 67 foram naturalizadas e 42 estão em processo de adoção. O estudo mostra o uso de psicólogos para legitimar a adoção como uma “necessidade médica” e relata a “reeducação pró-Rússia” depois da custódia.

Rússia envia míssil para hospital na Ucrânia
Um míssil russo atingiu o maior hospital infantil da Ucrânia, tendo como alvo jovens pacientes com câncer | Foto: ZelenskyyUa/Fotos Públicas

Rússia teria cometido crimes de guerra

Os autores afirmam que essas práticas podem constituir crimes de guerra e contra a humanidade. A pesquisa pode reforçar alegações de genocídio pela Rússia contra a Ucrânia.

Em março, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão para Vladimir Putin e sua comissária de proteção à criança, Maria Lvova-Belova. Eles teriam realizado a deportação em massa de menores ucranianos para a Rússia, prática considerada crime de guerra.

Além de Putin e Lvova-Belova, o relatório de Yale responsabiliza outras autoridades russas pelo programa de adoção forçada. A responsabilização inclui Anna Kuznetsova, vice-presidente da Duma russa; Sergei Kravtsov, ministro da Educação; e líderes das administrações pró-russas de Donetsk e Lugansk.

Informações Revista Oeste


A votação, que aconteceu nesta terça-feira (3), uniu a esquerda e a direita, com um total de 331 de 577 legisladores, que se colocaram a favor da medida

Reprodução/Instagram/@michelbarnier

Pela primeira vez na França, um primeiro-ministro foi derrubado nesta quarta-feira (4), após o Parlamento aprovar voto de desconfiança. Trata-se de Michel Barnier. Esse é o primeiro governo a ser derrotado em um voto de desconfiança desde 1962 e ter o menor mandato na história do país. Barnier iniciou o mandato há três meses.

A votação, que aconteceu nesta terça-feira (3), uniu a esquerda e a direita, com um total de 331 de 577 legisladores, que se colocaram a favor da medida que derruba o governo da França. Após a decisão, o gabinete de Barnier deve atuar de maneira interina até que o presidente Emmanuel Macron nomeie uma nova liderança.

De acordo com a CNN, a situação se tornou instável e pareceu insustentável na segunda-feira (2), quando Barnier foi forçado a usar um mecanismo constitucional arriscado que contornou uma votação sobre o Orçamento de 2025.

Após o ocorrido, legisladores rivais da esquerda, que há muito tempo juravam derrubá-lo, convocassem uma moção de confiança em resposta. O Reunião Nacional, partido de direita comandado por Marine Le Pen, apoiou a medida nesta quarta.

Barnier se pronunciou e se defendeu, afirmando aos parlamentares que “não estava com medo”, mas alertou que tirá-lo do poder tornaria “tudo mais difícil”.

Informações Bahia.ba


Foto: Canal Doce Misiones

Nesta terça-feira (03), o governo argentino anunciou alterações no regime migratório que incluem a implementação de taxas para estrangeiros em universidades nacionais e hospitais públicos. A medida foi comunicada pelo porta-voz presidencial Manuel Adorni, que também revelou ajustes nas regras de deportação de imigrantes.

“Será permitido que universidades nacionais cobrem tarifas de estudantes estrangeiros não residentes, o que contribuirá para o financiamento dessas instituições. Hoje, cerca de 30% dos estudantes de medicina no país são estrangeiros”, explicou Adorni.

Além disso, a gratuidade do atendimento médico público para estrangeiros será encerrada. De acordo com o porta-voz, os detalhes de acesso ao sistema serão definidos pelos órgãos competentes. Ele citou como exemplo a província de Salta, onde medidas similares levaram a uma redução de 95% no atendimento a estrangeiros e geraram uma economia de 60 milhões de pesos. “Essas mudanças não apenas reduzem os gastos públicos, mas também garantem um atendimento de maior qualidade aos cidadãos argentinos. Com isso, deixaremos para trás os conhecidos ‘tours sanitários’”, declarou.

Outra mudança importante é a ampliação da lista de crimes que resultam na deportação de estrangeiros. Adorni destacou que, em casos de flagrante delito ou ações contra o sistema democrático, os responsáveis serão expulsos do país.

Com essas medidas, o governo busca equilibrar os custos fiscais e melhorar a qualidade dos serviços públicos para os residentes locais.

Medida não deve afetar brasileiros que já moram no país

Os estudantes e moradores brasileiros que já residem e estudam no país não devem ser afetados pelas mudanças, isso porque, para permanecer no país de forma legal, é preciso se tornar residente, realizando o trâmite para a emissão do DNI argentino (Documento Nacional de Identidade), o que dá aos estrangeiros os mesmos direitos que os argentinos.


A decisão tomada pelo país transfere o controle civil para as autoridades militares

Coreia do Sul
bandeira da Coreia do Sul está pendurada em um mastro do lado de fora do portão da Assembleia Nacional, depois que o presidente da Coreia do Sul , Yoon Suk Yeol, declarou lei marcial, em Seul, Coreia do Sul | Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

A Coreia do Sul decretou a Lei Marcial no país, nesta terça-feira, 3. A justificativa para a medida foi por ela ser uma ação necessária para combater a presença de espiões simpatizantes da Coreia do Norte no país. A decisão gerou uma forte reação da oposição, que contestou a iniciativa e organizou protestos.

De acordo com uma definição da Câmara dos Deputados no Brasil, a Lei Marcial transfere o controle civil para as autoridades militares em contextos de guerra, e suspende temporariamente garantias civis e políticas garantidas em tempos normais pela Constituição. 

Diversos países, como a Rússia e a Ucrânia, empregaram essa medida durante a escalada do conflito armado entre eles.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, fez o anúncio em um pronunciamento transmitido em cadeia nacional pela televisão. A lei marcial suspende direitos civis e substitui a legislação ordinária por normas militares. Segundo o governo, a medida tem como objetivo identificar e neutralizar indivíduos alinhados aos interesses norte-coreanos.

Coreia do Sul
Presidente Yoon Suk Yeo | Foto: Reprodução/Youtube/World Economic Forum Video

No decreto sul-coreano, o presidente detalha as restrições impostas. Entre elas, estão a proibição de atividades políticas, manifestações e greves que possam gerar desordem. A manipulação de informações, a produção de notícias falsas e qualquer tentativa de subverter o regime democrático também estão vedadas. Médicos e outros profissionais da saúde em greve têm 48 horas para retornar ao trabalho, sob pena de punição.

Leia o decreto da Coreia do Sul na íntegra:

“Para proteger a democracia liberal da ameaça de derrubar o regime da República da Coreia por forças antiestatais ativas na República da Coreia e para proteger a segurança do povo, o seguinte é declarado em toda a República da Coreia a partir das 23:00 em 3 de dezembro de 2024:

1. Todas as atividades políticas, incluindo as atividades da Assembleia Nacional, conselhos locais e partidos políticos, associações políticas, comícios e manifestações, são proibidas.

2. Todos os atos que negam ou tentam derrubar o sistema democrático liberal são proibidos, e notícias falsas, manipulação da opinião pública e propaganda falsa são proibidas.

3. Todas as mídias e publicações estão sujeitas ao controle do Comando da Lei Marcial.

4. Greves, paralisações de trabalho e comícios que incitem o caos social são proibidos.

5. Todo o pessoal médico, incluindo médicos estagiários, que estejam em greve ou tenham deixado a área médica devem retornar aos seus empregos dentro de 48 horas e trabalhar fielmente. Aqueles que violarem serão punidos de acordo com a Lei Marcial.

6. Cidadãos comuns inocentes, excluindo forças antiestatais e outras forças subversivas, estarão sujeitos a medidas para minimizar inconveniências em suas vidas diárias.

Os infratores da proclamação acima podem ser presos, detidos e revistados sem mandado de acordo com o Artigo 9 da Lei Marcial da República da Coreia (Autoridade de Medidas Especiais do Comandante da Lei Marcial) e serão punidos de acordo com o Artigo 14 da Lei Marcial (Penalidades).

Comandante da Lei Marcial, General do Exército Park An-su, terça-feira, 3 de dezembro de 2024.”

Informações Revista Oeste

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