Ao menos 15 pessoas morreram em decorrência do tremor
Prédio desabou em Bangkok Foto: EFE/EPA/RUNGROJ YONGRIT
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sudeste da Ásia nesta sexta-feira (28) com epicentro em Mianmar, onde 13 pessoas morreram. O tremor também foi sentido na Tailândia, onde milhares de pessoas desocuparam suas casas e locais de trabalho e outras duas pessoas morreram. O sismo foi seguido por um forte abalo secundário de magnitude 6,4.
Equipes de emergência na Tailândia informaram que duas pessoas foram encontradas mortas e um número desconhecido ainda está sob os escombros de um prédio que desabou após o forte terremoto em Bangkok. O socorrista Songwut Wangpon disse à imprensa que outras sete pessoas foram encontradas com vida. A estrutura de vários andares desabou após o terremoto.
A área metropolitana de Bangkok abriga mais de 17 milhões de pessoas, muitas das quais vivem em apartamentos altos. Alarmes dispararam em prédios na cidade às 13h30, e moradores assustados foram desocupados por escadas de edifícios altos, como condomínios e hotéis. O Departamento de Prevenção de Desastres da Tailândia afirmou que o terremoto foi sentido em quase todas as regiões do país.
– De repente, todo o prédio começou a se mover. Imediatamente houve gritos e muito pânico. Eu comecei a andar calmamente no início, mas então o prédio começou a se mover de verdade. Muitos gritos, muito pânico, pessoas descendo as escadas rolantes na direção errada, muitos estrondos e objetos caindo dentro do shopping – disse Fraser Morton, um turista escocês.
Assim como Morton, milhares de pessoas correram para o Parque Benjasiri, vindas de shoppings, prédios altos e apartamentos ao longo da movimentada Sukhumvit Road, em Bangkok. Muitos estavam ao telefone tentando entrar em contato com seus entes queridos, enquanto outros buscavam sombra do sol escaldante da tarde.
O som de sirenes ecoou pelo centro de Bangkok, e as ruas ficaram congestionadas, com alguns dos já engarrafados trechos da cidade paralisados. A prefeitura declarou a cidade como área de desastre para facilitar a ajuda interagências e as operações de emergência.
Em Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar e próxima ao epicentro, o terremoto danificou parte do antigo palácio real e alguns edifícios, segundo vídeos e fotos divulgados no Facebook. Embora a área seja propensa a terremotos, ela é geralmente pouco povoada, e a maioria das casas são construções baixas.
Na região de Sagaing, a sudoeste de Mandalay, uma ponte de 90 anos desabou, e algumas seções da rodovia que liga Mandalay à maior cidade de Mianmar, Rangum, também foram danificadas. Em Rangum, moradores saíram correndo de suas casas quando o terremoto ocorreu. Não há relatos imediatos de feridos ou mortes.
Na capital de Mianmar, Naypyitaw, o tremor danificou santuários religiosos, derrubando algumas estruturas, além de causar danos em algumas residências.
Abd al-Latif al-Qanou foi atacado pelas IDF nesta quinta-feira, 27
Abd al-Latif al-Qanou era porta-voz do Hamas | Foto: Redes sociais/Reprodução
Meios de comunicação ligados ao Hamas relataram que o porta-voz do grupo terrorista, Abd al-Latif al-Qanou, foi morto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) nesta quinta-feira, 27, no norte da Faixa de Gaza.
Al-Qanou era um dos principais porta-vozes do Hamas na região. Durante os meses de combate, ele evitou aparições na mídia, mas depois do cessar-fogo, voltou a conceder entrevistas para canais de notícias do mundo árabe. Mesmo depois da retomada dos confrontos, continuou a divulgar mensagens em nome do Hamas.
Na semana passada, al-Qanou concedeu uma entrevista ao canal catari Al-Araby, na qual afirmou que o Hamas apresentou condições “razoáveis” para as negociações, mas que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu insistia em prolongar o conflito para garantir seu futuro político.
Além de Al-Qanou, Abu Obeida é considerado o principal porta-voz do Hamas. Sua identidade foi revelada pelo porta-voz das IDF para o Oriente Médio, Avichay Adraee, logo no começo da guerra. Em dezembro, Mohammed Abu Askar, ex-porta-voz da ala militar do Hamas, também foi morto.
Líder do Hamas foi morto na última semana
A morte do porta-voz acontece alguns dias depois da eliminação de Essam al-Da’alis, chefe de governo da facção responsável pelas operações terroristas em Gaza. A morte foi anunciada pelas IDF no dia 18 deste mês.
“Ao longo do último dia, a IDF atacou dezenas de alvos terroristas em toda a Faixa de Gaza, incluindo membros de nível intermediário e alto do Escritório Político do Hamas”, dizia o comunicado. “Os ataques foram conduzidos para enfraquecer as capacidades governamentais e militares do Hamas e remover ameaças ao Estado de Israel e seus cidadãos.”
Eliminado, segundo as Forças de Defesas de Israel, Essam al-Da’alis era o responsável pelas operações do regime terrorista do Hamas em Gaza | Foto: Reprodução/Twitter/X
Conforme as IDF, outros três membros da facção têm “alta probabilidade” de também estarem mortos: Mahmoud Marzouk Ahmed Abu-Watfa, ministro de Assuntos Internos do Hamas; Bahajat Hassan Mohammed Abu-Sultan, chefe das Forças de Segurança Interna do grupo; e Ahmed Amar Abdullah Alhata, ministro da Justiça da facção.
Depois de retomar bombardeios na Faixa de Gazana noite anterior, as IDF disseram ter feito principalmente novos ataques ao território palestino. Afirmaram, do mesmo modo, que a ofensiva continuaria de forma permanente. Os ataques romperam com a trégua em vigor entre Israel e Hamas desde janeiro.
Trégua abrange o mar Negro e alvos estratégicos no setor energético dos dois países
Imagem: Reprodução/YouTube
Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (25), para o primeiro cessar-fogo formal desde o início do conflito, em fevereiro de 2022. A trégua, mediada pelos Estados Unidos, abrange o mar Negro e alvos estratégicos no setor energético dos dois países.
O entendimento foi anunciado por Washington e posteriormente confirmado tanto por Kiev quanto por Moscou. Nos últimos dias, delegações ucranianas e russas mantiveram reuniões separadas com representantes americanos na Arábia Saudita, resultando em comunicados semelhantes – embora com nuances distintas.
A principal diferença inicial estava na aceitação ucraniana de suspender ataques contra a infraestrutura energética russa, um ponto acordado pelo presidente Volodimir Zelenski após diálogo com o ex-presidente americano Donald Trump. O Kremlin, que também havia aceitado a condição em conversas telefônicas, anunciou posteriormente uma lista de locais que estarão protegidos pelo cessar-fogo.
Nos termos do acordo, ambos os países se comprometeram a “garantir a segurança da navegação, evitar o uso da força e impedir que embarcações comerciais sejam utilizadas para fins militares no mar Negro”.
Anteriormente, um cessar-fogo parcial de 30 dias no setor energético havia sido constantemente violado, com acusações mútuas de descumprimento. Desta vez, porém, há documentos formais que sustentam o compromisso.
A trégua no mar Negro não tem prazo definido e, segundo os comunicados oficiais, representa um passo inicial “para alcançar uma paz duradoura”. Se implementado de fato, será o primeiro armistício desse porte no conflito.
Han Duck-soo havia assumido o cargo depois da destituição de Yoon Suk Yeol
Han Duck-soo volta a ser presidente interino da Coreia do Sul | Foto: Reprodução/Xa
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul determinou nesta segunda-feira, 24, a anulação do impeachment do primeiro-ministro Han Duck-soo e a restauração de seus poderes. Esta é mais uma reviravolta na conturbada crise política do país, iniciada depois de o presidente Yoon Suk Yeol decretar Lei Marcial em dezembro do ano passado.
Han, que assumiu o comando do país depois da destituição de Yoon, também teve seu mandato interrompido durante sua breve gestão como líder interino, há mais de dois meses. Agora, ele reassume a posição de presidente interino.
Ele permaneceu no cargo por menos de duas semanas antes de ser afastado e suspenso em 27 de dezembro, depois de entrar em conflito com o Parlamento, liderado pela oposição. Na ocasião, ele se recusou a indicar três novos juízes para o Tribunal Constitucional — uma ação que teria possibilitado a continuidade dos processos contra Yoon.
O gabinete presidencial afirmou, em comunicado, que a decisão do tribunal de restituir Han ao cargo comprova que o Parlamento ultrapassou os limites ao afastar autoridades.
Os magistrados do Tribunal Constitucional decidiram, por sete votos a um, pela anulação do impeachment de Han, que agora deve retomar suas funções.
Dos 8 juízes, 5 disseram que a moção de impeachment contra Han era válida, mas não havia fundamentos suficientes para destituí-lo, pois ele não violou a Constituição ou a legislação sul-coreana em relação ao anúncio da Lei Marcial. Dois magistrados decidiram que o processo era inválido desde o início, pois dois terços dos legisladores no Parlamento não o aprovaram.
Presidente interino da Coreia do Sul é considerado figura rara na política
Han ocupou posições de liderança ao longo de mais de três décadas sob cinco governos distintos, tanto conservadores quanto progressistas.
Em um cenário político altamente polarizado, ele era considerado uma figura rara, cuja trajetória ultrapassava barreiras partidárias.
Ainda assim, o Parlamento oposicionista o responsabilizou por não tomar medidas para impedir que Yoon decretasse Lei Marcial, acusação que Han refutou.
Radicalismo da esquerda ganha projeção com ataques a presidente em meio a um cenário repleto de sacos de lixo
Agressividade no palco: banda usa festival para atacar com imagens violentas e figura do presidente da Argertina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Twitter/X
Não é apenas no Brasil que o radicalismo de esquerda se projeta em eventos culturais. Neste sábado, 22, na Argentina, a banda local Dum Chica causou grande polêmica depois de exibir em público uma imagem do presidente Javier Mileicomo um demônio. O grupo musical apresentou o vídeo durante um show no Lollapalooza, na Argentina.
No conteúdo exposto, Milei aparece com chifres e com a boca toda ensanguentada. Da mesma forma, a montagem mostra principalmente o presidente com a cabeça sendo explodida. Depois da repercussão do show nas redes sociais, o Dum Chica fez uma publicação no Instagram explicando, sobretudo, que o festival não teve envolvimento com o conteúdo de agressão.
A banda reforçou, do mesmo modo, que o vídeo seria de inteira responsabilidade dos músicos. “Como artistas, somos responsáveis pelo conteúdo que expressamos em nossa apresentação de hoje no festival Lollapalooza. Nem a produtora, nem o festival, nem os patrocinadores do evento tinham conhecimento algum do conteúdo da nossa apresentação e somos as únicas pessoas responsáveis pela mensagem apresentada”.
A banda Dum Chica é uma dupla de rock, composta por baixo e voz. Formada em Buenos Aires em 2021, o grupo define o próprio som como “veloz e cru”. A dupla fez parte da programação da edição argentina do festival, que se encerra neste domingo, 23, no Hipódromo de San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires.
Cenário de ataque a Milei recebe sacos de lixo
A banda deixou as imagens contra a figura de Milei para ir ao telão durante a execução da última música do repertório. Além disso, a performance no palco contou como uma ‘decoração’ provocativa, cujo cenário aparece repleto de sacos de lixo.
Neste domingo (23), o papa Francisco fez sua primeira aparição pública em cinco semanas antes de receber alta do hospital. Ele sobreviveu a um grave caso de pneumonia que por duas vezes ameaçou sua vida.
De cadeira de rodas, o líder da Igreja Católica fez uma breve saudação para os fiéis durante a oração dominical do Angelus, por volta das 8 horas da manhã (horário de Brasília).
Os fiéis aclamaram o retorno com gritos de “viva o papa” e, em mensagem lida para todos, o pontífice agradeceu as orações por sua recuperação.
Ele deu sua bênção do 5º andar do Hospital Gemelli, em Roma. Ele preferiu fazer a aparição deste local – e não do 10º andar do prédio, onde fica a suíte papal – para que as centenas de fiéis que se reúnem na praça próxima ao Gemelli possam vê-lo melhor. Ele não preside a oração do Angelus desde 9 de fevereiro.
Após se despedir da equipe do centro médico, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais os médicos disseram que ele deveria evitar encontros em grandes grupos ou esforçar-se demais.
Contudo, o médico pessoal de Francisco, o doutor Luigi Carbone, disse no sábado que o papa eventualmente deveria poder retomar todas as suas atividades normais desde que mantenha o progresso lento e constante que tem apresentado até agora.
Seu retorno para casa, após a hospitalização mais longa de seu papado de 12 anos e a segunda mais longa na história papal recente, trouxe alívio tangível ao Vaticano e aos fiéis católicos que têm acompanhado com nervosismo os 38 dias de altos e baixos médicos e se perguntando se Francisco se recuperaria.
Nenhum arranjo especial foi feito na Domus Santa Marta, o hotel do Vaticano ao lado da basílica de São Pedro onde Francisco vive em uma suíte de dois quartos no segundo andar. Francisco terá acesso a oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia conforme necessário, embora Carbone tenha dito que espera que Francisco progressivamente precise de menos assistência respiratória à medida que seus pulmões se recuperem.
Embora a infecção por pneumonia tenha sido tratada com sucesso, Francisco continuará tomando medicação oral por um bom tempo para tratar a infecção fúngica em seus pulmões e continuará sua fisioterapia respiratória e física.
– Por três ou quatro dias ele tem perguntado quando pode ir para casa. Então ele está muito feliz – disse Carbone.
Ele saudará os fiéis durante a oração dominical do Angelus, a qual ele não preside desde 9 de fevereiro
Foto: Divulgação/Vatican News
O papa Francisco fará sua primeira aparição pública neste domingo (23), após ficar mais de um mês internado no Hospital Gemelli, em Roma, onde tratou de um grave caso de pneumonia, que por duas vezes ameaçou sua vida. Ele saudará os fiéis durante a oração dominical do Angelus, a qual ele não preside desde 9 de fevereiro.
Segundo matéria do Estadão, o pontífice argentino, que foi liberado por seus médicos para receber alta neste domingo, planeja oferecer a bênção dominical ainda na suíte papal no 10º andar do hospital. Após se despedir da equipe da instituição, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais, segundo recomendação médica, ele deverá evitar encontros com grandes grupos e grandes esforços
Apesar disso, o médico pessoal de Francisco, o doutor Luigi Carbone, afirmou em coletiva de imprensa organizada no sábado (22), que o papa eventualmente deve poder retomar todas as suas atividades normais, desde que mantenha o progresso lento e constante que tem apresentado até agora.
O retorno de Francisco marca o fim da hospitalização mais longa em seu papado, e a segunda mais longa na história papal recente. Foram 38 dias de internação.
Nova Rotina
Apesar das recomendações médicas, nenhum arranjo especial foi feito na Domus Santa Marta, o hotel do Vaticano localizado ao lado da basílica de São Pedro onde Francisco vive em uma suíte de dois quartos no segundo andar, segundo informações do Estadão.
Nesta nova fase de tratamento, o pontífice necessitará de acesso a oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia conforme necessário, embora Carbone tenha dito que espera que Francisco progressivamente precise de menos assistência respiratória à medida que seus pulmões se recuperem.
Apesar da infecção por pneumonia ter sido tratada com sucesso, Francisco continuará tomando medicação oral por um bom tempo para tratar outra infecção, desta vez fúngica, em seus pulmões e continuará sua fisioterapia respiratória e física.
“Por três ou quatro dias ele tem perguntado quando pode ir para casa. Então ele está muito feliz”, disse Carbone.
A alta dos preços dos ovos tornou o mercado ilegal lucrativo
O preço dos ovos disparou | Foto: Gemini/Artur Piva
Em vez de drogas escondidas em pneus, paralamas e assoalhos, alguns traficantes decidiram transportar ovos do México para os Estados Unidos. Os preços do alimento dispararam nos supermercados norte-americanos em meio a um surto de gripe aviária. A alta tornou o mercado ilegal lucrativo para os criminosos.
O escritório do Departamento de Imigração de San Diego, Califórnia, registrou um aumento de 154% nas apreensões de ovos traficados pela fronteira. A cidade norte-americana fica ao lado da mexicana Tijuana. E em El Paso, outra cidade fronteiriça, os agentes encontraram 90 possíveis importadores.
De acordo com o The Wall Street Journal, os preços da dúzia atingiram níveis recordes. Em alguns lugares no lado norte-americano, o valor por cartela chegou a US$ 10 (cerca de R$ 57, na cotação atual). Ao mesmo tempo, na parte mexicana, os valores variam entre US$ 2 e US$ 2,3.
Crise de abastecimento de ovos nos EUA
Os norte-americanos enfrentam um surto de gripe aviária. O problema se alonga desde 2022 e levou ao abate de 166 milhões de aves domésticas até o momento. Destas, 130 milhões estavam em granjas especializadas na produção de ovos, sendo 31 milhões apenas em 2025.
Ao longo de 2025, as autoridades dos EUA encontraram focos da doença em nove dos 51 Estados norte-americanos. A pior situação é a de Ohio, onde houve o abate de quase 14 milhões de aves produtoras de ovos neste ano. O segundo número mais alarmante é o de Indiana (6,7 milhões). Na sequência, estão Missouri (3,9 milhões), Carolina do Norte (3,3 milhões), Pensilvânia (2 milhões), Arizona (316 mil), Washington (307 mil), Califórnia (283 mil) e Iowa (241 mil). No mapa, o problema se espalhou de uma costa a outra do país.
Sunita Williams e Butch Wilmore retornam para casa mais de nove meses após a falha da cápsula pioneira Starliner
Starliner Sunita Williams e Barry “Butch” Wilmore, dois astronautas da Nasa “encalhados” a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) desde junho de 2024, estão finalmente no caminho de volta à Terra, mais de nove meses após a falha da cápsula pioneira Starliner da Boeing ter arruinado sua missão originalmente programada de uma semana.
O que aconteceu
Uma cápsula SpaceX Dragon contendo quatro astronautas, incluindo os pilotos de teste da Starliner Sunita Williams e Barry “Butch” Wilmore, desacoplou do posto avançado em órbita à 5h05 GMT (2h05 no horário de Brasília).
A espaçonave está programada para um pouso em algum lugar na costa da Flórida por volta das 19h de Brasília após uma descida de 17 horas, com os gerentes da missão determinando a localização precisa após avaliar as condições climáticas. As informações são do jornal The Guardian.
Williams e Wilmore chegaram à ISS em 6 de junho do ano passado, pretendendo ficar tempo suficiente para avaliar as capacidades operacionais e de atracação da Starliner durante seu primeiro voo tripulado e retornar para casa no máximo 10 dias depois.
Uma série de problemas técnicos e temores de segurança levaram a Nasa e a Boeing a enviar a cápsula vazia de volta à Terra em setembro, Além de estender a estadia da dupla, tornando-os membros da tripulação a bordo da estação espacial no lugar de dois outros astronautas ainda no solo que foram transferidos para outras missões futuras.
“Sentiremos sua falta, mas tenham uma ótima jornada para casa”, gritou Anne McClain da Nasa da estação espacial enquanto a cápsula se afastava 260 milhas (418 km) acima do Pacífico.
Viagem ladeira abaixo
Também a bordo da cápsula estão o americano Nicholas Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov. “A tripulação-9 está indo para casa”, disse Hague de dentro da cápsula enquanto ela lentamente recuava e se afastava da estação para o que um oficial da Nasa descreveu no webcast ao vivo do evento como “a viagem ladeira abaixo”.
Hague disse que era um privilégio “chamar a estação de lar” como parte de um esforço internacional para o “benefício da humanidade”.
Hamas acusou Netanyahu de decidir anular o acordo e “colocar os prisioneiros em risco de um destino desconhecido“
Imagem: Reprodução/CNN Brasil
Israel interrompeu o cessar-fogo com o Hamas e promoveu ataques aéreos no território que já deixaram mais de 400 pessoas, conforme autoridades palestinas, informa a CNN. A operação, segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla inglesa), deve continuar e se expandir.
Há sinal de novas ofensivas terrestres, após a saída parcial das forças de Tel Aviv do território árabe a partir da trégua que entrou em vigor em 19 de janeiro. Os militares ordenaram a retirada de moradores de algumas áreas da faixa, sugerindo novos ataques.
“Esta noite voltamos a lutar em Gaza”, disse Israel Katz, ministro da Defesa de Israel.
Em resposta, o Hamas acusou Netanyahu de decidir anular o acordo e “colocar os prisioneiros em Gaza em risco de um destino desconhecido“.
Pelo menos 404 pessoas foram mortas e mais de 440 ficaram feridas na nova onda de ataques israelenses, conforme o Ministério da Saúde palestino em Gaza.