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População deve comparecer em número reduzido às urnas

Chavismo avança no país a contragosto da população | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Chavismo avança no país a contragosto da população | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Neste domingo, 25, a Venezuela voltará às urnas menos de um ano depois de uma eleição presidencial repleta de fraudes.

A nova disputa definirá os governadores dos 24 Estados, os 285 deputados federais e os legisladores estaduais.

Eleição na Venezuela para governador de Essequibo

A disputa inclui, pela primeira vez, a eleição do governador da região de Essequibo — território controlado pela Guiana, mas reivindicado pela Venezuela.

Diante da previsão de abstenção em massa, o Partido Socialista Unido da Venezuela, do ditador Nicolás Maduro, deve vencer com ampla vantagem. A líder opositora María Corina Machado convocou a população a boicotar a eleição. Segundo ela, votar serviria apenas para “legitimar uma ditadura mascarada de democracia”.

Enquanto a oposição abandonou a disputa, Maduro intensificou a campanha nas ruas. O ditador tenta eleger o próprio filho, Nicolás Maduro Guerra, como deputado em Caracas.

Baixo quórum para votar 

Uma pesquisa da empresa venezuelana Delphos, feita entre 29 de abril e 4 de maio, apontou que apenas 15,9% dos eleitores têm alta probabilidade de comparecer às urnas. Desses, 74,2% pretendem votar nos candidatos do PSUV. Outros 13,8% apoiarão partidos oposicionistas que rejeitaram o boicote sugerido por Machado.

Chavismo avança mesmo com suspeita de fraudes 

Esta será a primeira eleição desde a disputa presidencial de julho de 2024, marcada por denúncias de fraude. Maduro se declarou vencedor, embora contagens paralelas e relatórios independentes tenham indicado vitória da oposição.

Esta será a primeira eleição desde a disputa presidencial de julho de 2024, marcada por denúncias de fraude. Maduro se declarou vencedor, embora contagens paralelas e relatórios independentes tenham indicado vitória da oposição.

Eleitorado sem confiança 

A descrença predomina entre os eleitores. “Perdemos a confiança no voto. Em 28 de julho zombaram da gente”, disse Carmen Medina, vendedora de bijuterias em Caracas, à agência Associated Press. “Não pretendo votar.”

Para o sociólogo Roberto Briceño, diretor do Laboratório de Ciências Sociais, muitos venezuelanos deixaram de ver o voto como ferramenta de mudança. “As pessoas vivem com uma tristeza persistente. Sentem que fizeram a sua parte e não adiantou”, afirmou.


O primeiro-ministro israelense comentou o assassinato de dois funcionários da embaixada israelense nos EUA por um militante pró-palestina

Benjamin Netanyahu Israel EUA Trump
Benjamin Netanyahu autorizou retomada de ajuda humanitária em Gaza | Foto: Reprodução/Instagram/PMO

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu às críticas internacionais à guerra em Gaza durante um pronunciamento sobre o assassinato de dois funcionários da embaixada israelense em Washington por um militante pró-palestina. 

Ele acusou a ONU de divulgar informações falsas sobre o risco de morte por fome entre crianças palestinas e afirmou que França, Reino Unido e Canadá estariam incentivando o Hamas ao pressionarem pelo fim da ofensiva.

Netanyahu criticou especialmente uma declaração da ONU, posteriormente corrigida, sobre a possibilidade de 14 mil crianças morrerem de desnutrição em Gaza em apenas dois dias. Ele também se dirigiu a líderes como Emmanuel Macron, Keir Starmer e Mark Carney, que ameaçaram impor sanções a Israel devido à escalada do conflito.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu condenou o atentado que matou Yaron Lischinsky e Sara Milgrim perto do Museu Judaico, nos EUA. Ele relacionou o ataque ao atentado do Hamas em Israel e usou o episódio como argumento para rebater críticas a seu governo. 

“O terrorista que os assassinou cruelmente o fez por um único motivo — ele queria matar judeus. E, enquanto era levado, gritava: ‘Palestina livre!’”, disse o premiê israelense. “Esse é exatamente o mesmo grito que ouvimos em 7 de outubro.” Netanyahu também comparou o grito “Palestina Livre” com a saudação nazista “Heil Hitler”.

Netanyahu, então, voltou suas críticas contra aliados que pressionam por um cessar-fogo. Ele acusou França, Reino Unido e Canadá de, ao ameaçarem sanções a Israel, sustentarem a permanência do Hamas no poder. “Querem que Israel recue e aceite que o exército de assassinos em massa do Hamas sobreviva.”

Ataque washington
Yaron Lischinsky, assistente de pesquisa, e Sarah Milgrim, organizadora de missões diplomáticas para Israel | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, havia responsabilizado líderes europeus e de organizações internacionais por alimentarem um clima de hostilidade contra Israel, que teria culminado no ataque em Washington. A França respondeu com a afirmação de que condena e continuará a condenar o antissemitismo.

No começo da semana, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Mark Carney disseram que Israel tem o direito de se defender do terrorismo, mas que a escalada da guerra é desproporcional. Eles disseram que não ficarão de braços cruzados diante das “ações escandalosas” em Gaza e ameaçaram impor sanções, caso Israel não suspendesse a nova ofensiva terrestre e as restrições à ajuda.

A declaração sucedeu a autorização de Israel à assistência “mínima” para a Faixa de Gaza, depois de quase três meses de bloqueio. Aliados de Israel alertaram que não poderiam apoiar a ofensiva militar israelense diante das imagens de fome na região.

Entidades internacionais haviam alertado sobre uma crise humanitária em Gaza, onde a escassez de alimentos atinge cerca de 2 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

A ONU chegou a divulgar, na última terça-feira, 20, que 14 mil crianças poderiam morrer em 48 horas, mas corrigiu a estimativa posteriormente. A projeção referia-se, na verdade, a mortes por desnutrição ao longo de um ano, entre crianças de seis meses a cinco anos.

Netanyahu também mencionou esse erro para acusar a ONU de propagar mentiras do Hamas. “A propaganda do Hamas que diz que Israel está matando de fome crianças palestinas. E não é só o Hamas espalhando essa mentira.”

7 de outubro foi esforço do Hamas para interromper conversas entre Israel e Arábia Saudita
Parentes e apoiadores dos reféns sequestrados no ataque mortal de 7 de outubro de 2023 contra Israel pelo Hamas, vindo de Gaza, participam de um jantar simbólico de Seder no início do feriado judaico da Páscoa, em Tel Aviv, Israel (12/4/2025) | Foto: Reuters/Joyce Zhou

Netanyahu reforça prosseguimento do apoio dos EUA a Israel

Apesar da entrada de caminhões com suprimentos em Gaza, organizações humanitárias afirmam que apenas uma pequena parte dessa ajuda foi entregue de fato aos palestinos. O governo israelense propôs um novo plano, que prevê a distribuição de alimentos por entidades dos EUA com proteção do Exército de Israel. 

O premiê israelense afirmou ter discutido a proposta com os EUA. No entanto, a iniciativa foi criticada internacionalmente, pois poderia forçar deslocamentos internos de palestinos. 

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, 22, o governo israelense destacou que os EUA continuam a apoiar os objetivos de Netanyahu, inclusive a libertação dos reféns, a eliminação do Hamas e o avanço do chamado “plano Trump”.

Esse plano, apresentado em fevereiro, prevê a saída de 2 milhões de palestinos de Gaza para países vizinhos, como Egito e Jordânia, com a proposta de transformar o território em uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”. 

Informações Revista Oeste


Decisão foi comunicada por meio de uma carta

Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/FRANCIS CHUNG/POLITICO / POOL

O governo dos Estados Unidos proibiu a Universidade de Harvard de matricular estudantes estrangeiros, em uma grave escalada no conflito que o presidente do país, Donald Trump, tem tido com a instituição há várias semanas.

A decisão foi comunicada em uma carta enviada a Harvard e assinada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

– Estou escrevendo para notificá-los de que, com efeito imediato, o programa de estudantes estrangeiros e visitantes da Universidade de Harvard foi revogado. Isso significa que Harvard não pode mais matricular estudantes estrangeiros e que os atuais devem ser transferidos ou perderão seu status legal – disse, em comunicado, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS).

O departamento frisou que a universidade “criou um ambiente inseguro no campus ao permitir que agitadores antiamericanos e pró-terroristas assediassem e agredissem fisicamente indivíduos, inclusive muitos estudantes judeus”.

– É um privilégio, não um direito, para as universidades matricularem estudantes estrangeiros e se beneficiarem de seus pagamentos de mensalidades mais altas para aumentar suas dotações multimilionárias. Harvard teve muitas oportunidades de fazer a coisa certa. Ela se recusou – declarou Noem.

A secretária de Segurança Interna justificou a perda da certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio “por não ter cumprido a lei”.

– Que isso sirva de advertência para todas as universidades e instituições acadêmicas do país – acrescentou.

A matrícula em Harvard é de 59.320 dólares para o ano letivo que se inicia no final de 2025, e os custos podem chegar a quase 87 mil dólares se o alojamento e a alimentação estiverem incluídos, de acordo com o jornal The New York Times.

Além disso, os estudantes estrangeiros tendem a pagar uma proporção maior dos custos educacionais em comparação a outros estudantes, de acordo com o jornal.

*Com informações da Agência EFE


Homem com bandeira de Israel perto de onde funcionários foram mortos Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

Na noite desta quarta-feira (22), dois funcionários da Embaixada de Israel foram mortos a tiros nas imediações do Museu Judaico em Washington, D.C., onde ocorria um evento do Comitê Judaico Americano (AJC). As vítimas, um homem e uma mulher, estavam fora do prédio no momento em que foram atacadas.

A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, confirmou o ocorrido por meio das redes sociais:

“Dois funcionários da embaixada de Israel foram assassinados sem razão esta noite perto do Museu Judaico em Washington, D.C. (…) Estamos investigando ativamente e trabalhando para reunir mais informações para compartilhar com vocês.”

A polícia local orientou a população a evitar a área do ataque, que fica próxima à sede regional do FBI, e informou que está colaborando com a Embaixada de Israel nas investigações. O diretor do FBI, Kash Patel, também declarou que a agência federal está em contato com a Polícia Metropolitana para reunir mais dados.

Segundo veículos da imprensa americana, o suspeito do atentado teria gritado “Palestina livre” ao ser detido pela polícia. Uma das vítimas chegou a ser levada a um hospital em estado grave, mas acabou não resistindo.

O FBI, por meio de uma postagem nas redes sociais, assegurou que “não há nenhuma ameaça à segurança pública” na área neste momento.

O porta-voz da embaixada israelense, Tal Naim Cohen, confirmou em sua conta oficial que os dois funcionários “foram baleados à queima-roupa”.

Já o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, classificou o episódio como um ato de ódio:

“Prejudicar a comunidade judaica é cruzar uma linha vermelha. Confiamos que as autoridades americanas tomarão medidas enérgicas contra os responsáveis por este ato criminoso. Israel continuará a agir de forma decisiva para proteger seus cidadãos e representantes em todo o mundo.”

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que esteve no local do crime junto com a procuradora-assistente Jeanine Ferris Pirro. Em publicação no X, Bondi declarou:

“Rezamos pelas vítimas desta violência enquanto trabalhamos para entender melhor o que aconteceu.”

O evento promovido pelo AJC tinha como público-alvo jovens profissionais judeus entre 22 e 45 anos e buscava aproximá-los da comunidade diplomática. O diretor executivo da entidade, Ted Deutch, lamentou o ocorrido:

“Estamos devastados pelo ato hediondo de violência que ocorreu fora do campus.”

O Museu Judaico da Capital, onde tudo aconteceu, é reconhecido como o único da região dedicado à história da comunidade judaica em Washington, com o objetivo de “construir uma comunidade e inspirar ação social”, segundo sua própria definição institucional.


Agentes foram descobertos com identidades falsas, trabalhando em diferentes áreas

Vladimir Putin Foto: EFE/EPA/ALEXANDER KAZAKOV/SPUTNIK/KREMLIN/POOL

O jornal The New York Times publicou, nesta quarta-feira (21), que a Rússia enviou espiões para o Brasil com a intenção de criar identidades, laços e negócios no país para depois usá-los para operações ilegais nos Estados Unidos, na Europa e até no Oriente Médio.

Esses espiões teriam como função se infiltrar para poder atuar em ofensivas de interesse do governo russo sem chamar atenção. Como prova, o jornal identificou Artem Shmyrev, membro da inteligência russa, que criou uma empresa de impressões 3D no Rio de Janeiro.

Com um relacionamento com uma brasileira, o espião russo usava uma identidade falsa, tendo inclusive uma certidão de nascimento e passaporte com o nome de Gerhard Daniel Campos Wittich, que seria um “brasileiro” de 34 anos.

Ainda segundo a reportagem, Shmyrev teria uma esposa na Rússia que também é espiã e ele vivia essa vida dupla no Brasil há seis anos, esperando o momento para entrar em ação. Em uma troca de mensagens entre o casal, o russo teria afirmado à esposa que “ninguém quer se sentir como um perdedor” e continuava “trabalhando e com esperança”.

Mas este não era o único agente russo que está no Brasil aguardando ordens. O jornal diz que a Rússia usou o Brasil para abrigar uma linha de montagem de espiões, através de operadores de elite, considerados até mesmo ilegais. Outro agente russo teria atuado em venda de joias e uma agente atuava como modelo.

Agentes de contra-inteligência do Brasil teriam descoberto esses disfarces e cada um dos espiões foram encontrados nos últimos três anos. A Polícia Federal teria deflagrado a Operação Leste, prendendo duas pessoas e encontrando, ao todo, nove russos que estavam em operação no Brasil.

A investigação brasileira foi estendida para oito países, contando com a colaboração das inteligências dos Estados Unidos, Israel, Holanda e Uruguai.

Informações Pleno News


Decisão foi anunciada nesta terça-feira (20)

Foto: X

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia barrou a candidatura do ex-presidente Evo Morales da eleição presidencial no país. O pleito está marcado para agosto. 

A decisão foi anunciada nesta terça-feira (20) pelo órgão. De acordo com informações locais, apoiadores de Morales tentaram registrar o ex-mandatário como candidato antes do prazo final na noite de segunda-feira (19). 

Evo Morales sairia candidato pelo Partido de Ação Nacional Boliviano (Pan-bol), porém, a legenda não possui existência legal. 

“O Pan-bol teve seu registro legal cancelado, portanto, não pode registrar nenhum candidato”, disse o secretário da Câmara do TSE, Luis Fernando Arteaga.

Na Bolívia, Evo Morales vive isolado, sob proteção de apoiadores, em sua base política na região do Chapare. Ele não tem saído há cerca de sete meses por estar sob um mandado de prisão relacionado a um caso de tráfico de menores. O ex-chefe de Estado nega a acusação.

Informações Bahia.ba


Projeto previsto para 2028 ficará localizado na Guiana Francesa

Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/Joel Marklund

O governo da França pretende construir uma nova prisão de segurança máxima em Saint-Laurent-du-Maroni, na Guiana Francesa, território ultramarino localizado na América do Sul. A unidade, prevista para 2028, terá capacidade para 500 detentos e contará com algumas vagas voltadas exclusivamente para criminosos de alta periculosidade — incluindo condenados por tráfico de drogas e radicalismo islâmico.

Projeto de presídio na Guiana Francesa Foto: Ministério da Justiça da França

O projeto, orçado em cerca de 450 milhões de dólares (aproximadamente R$ 2,5 bilhões), tem como objetivo, segundo o Ministério da Justiça da França, isolar líderes do crime organizado e ampliar o controle sobre o narcotráfico na região. A unidade prisional ficará localizada em meio à selva amazônica.

– Sessenta vagas, um regime prisional extremamente rigoroso e um objetivo — retirar de circulação os perfis mais perigosos envolvidos no tráfico de drogas – afirmou o ministro do Interior, Gérald Darmanin, ao Le Journal du Dimanche.

A decisão, no entanto, provocou reação de autoridades locais. O presidente interino da Coletividade Territorial da Guiana Francesa, Jean-Paul Fereira, afirmou que o projeto apresentado difere do que havia sido acordado anteriormente. Segundo ele, o plano inicial previa uma prisão convencional, com foco na superlotação do sistema carcerário local.

– É, portanto, com espanto e indignação que os membros eleitos da Coletividade descobriram, junto com toda a população da Guiana, as informações detalhadas no Le Journal du Dimanche – disse ele, em uma publicação na redes sociais.

Saint-Laurent-du-Maroni foi sede, até o século XX, de um campo penal utilizado pela França. A prisão histórica foi retratada no livro Papillon, posteriormente adaptado para o cinema. A cidade é próxima das fronteiras com o Brasil e o Suriname e é considerada um ponto sensível para o tráfico internacional de drogas.

Informações Pleno News


O presidente dos EUA conversou com o governante da Rússia e outros líderes mundiais, conforme relatou nesta segunda-feira, 19

Donald Trump com o presidente russo, Vladimir Putin
Donald Trump com o presidente russo, Vladimir Putin | Foto: Divulgação/Casa Branca

Donald Trump está confiante quanto ao fim da guerra na Ucrânia. O presidente dos EUA escreveu, nesta segunda-feira, 19, comentou sua conversa por telefone com Vladimir Putin, governante da Rússia, que durou duas horas. “Acredito que foi muito positiva”, escreveu o norte-americano em sua rede social, Truth Social. 

“Rússia e Ucrânia começarão imediatamente negociações em direção a um cessar-fogo e, mais importante, ao fim da guerra”, disse Trump. De acordo com o presidente dos EUA, as condições para o acordo serão acertadas entre Rússia e Ucrânia, “como deve ser”, pois as duas partes “conhecem detalhes de uma negociação que ninguém mais saberia”. 

A Rússia deseja estabelecer relações comerciais de grande escala com os Estados Unidos “quando esse catastrófico ‘banho de sangue’ terminar”, escreveu também o presidente dos EUA, que diz ser favorável à ideia. “Há uma tremenda oportunidade para a Rússia criar enormes quantidades de empregos e riqueza. O potencial é ilimitado.” 

Segundo Trump, “o tom e o espírito” da conversa da conversa com Putin foram excelentes. As negociações entre Rússia e Ucrânia começarão imediatamente, afirma.

donald trump
Os presidentes Volodymyr Zelensky, da Ucrânia (à esq), e Donald Trump, dos Estados Unidos (à dir), durante um encontro na Casa Branca – 28/2/2025 | Foto: Reuters

Vaticano quer sediar negociações pela paz, diz Trump

A Ucrânia pode igualmente ser uma grande beneficiária no comércio com os EUA, durante o processo de reconstrução do país, diz Trump. Logo depois da ligação com Putin, o presidente norte-americano conversou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. 

O republicano também conversou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente francês Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, da Itália, o chanceler alemão Friedrich Merz e o Presidente Alexander Stubb, da Finlândia. 

Além disso, Trump escreveu que o Vaticano, representado pelo papa, declarou estar “muito interessado” em sediar as negociações pela paz. “Que o processo comece”, concluiu o presidente dos EUA. 

Informações Revista Oeste


Governo de Vladimir Putin acusa a organização de apoiar a Ucrânia

EUA se preparam para possível ataque nuclear da China, Rússia e Coreia do Norte
O presidente da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Twitter/X 

A Procuradoria-Geral da Rússia anunciou o bloqueio das atividades da Anistia Internacional nesta segunda-feira, 19, com a justificativa de que a organização apoiaria a Ucrânia. A medida faz parte de uma série de restrições contra entidades estrangeiras desde o início do conflito entre os países.

O governo russo tem acusado frequentemente a Ucrânia de estar sob influência de grupos neonazistas, uma alegação vista por Kiev, países ocidentais e outras nações como infundada e de cunho propagandístico. 

Essas acusações são usadas como base para a repressão a grupos internacionais que atuam no país.

O trabalho da Anistia Internacional

Bandeira da Anistia Internacional | Foto: Reprodução/Amnesty International
Bandeira da Anistia Internacional | Foto: Reprodução/Amnesty International

Fundada em 1961, com sede em Londres, a Anistia Internacional é conhecida pelo trabalho em defesa dos direitos humanos e pela atuação em prol de pessoas que considera prisioneiros de consciência. 

Segundo a Procuradoria, “a sede da organização em Londres é um centro de preparação de planos russofóbicos em escala global, financiados por cúmplices do regime de Kiev”, afirmou o procurador-geral russo em comunicado.

O órgão russo ainda declarou que a ONG teria contribuído para ampliar o conflito militar, justificando crimes atribuídos a neonazistas ucranianos, cobrando mais recursos para eles e apoiando o isolamento político e econômico da Rússia. 

Até o momento, a Anistia Internacional não comentou a proibição.

Repressão crescente a entidades estrangeiras

Desde 2015, autoridades russas mantêm uma lista de organizações estrangeiras consideradas indesejáveis. Hoje, aproximadamente 223 entidades enfrentam essa restrição, incluindo a emissora americana RFE/RL e a Greenpeace. 

Cidadãos russos que colaboram ou financiam essas instituições podem ser punidos com multas e prisão.

No site oficial, a Anistia Internacional classifica a ofensiva russa na Ucrânia como uma “guerra de agressão”.

Informações Revista Oeste


Argentina promoverá reforma no regime migratório

Javier Milei na CPAC Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

O porta-voz da presidência da Argentina, Manuel Adorni, anunciou nesta quarta-feira (14) uma série de reformas no regime migratório do país, incluindo restrições mais rígidas para a residência, o fim do atendimento médico gratuito para estrangeiros em hospitais públicos e a implementação de uma taxa para estudantes estrangeiros não residentes.

Adorni explicou, em sua coletiva de imprensa regular na Casa Rosada, que o governo de Javier Milei implementará uma reforma migratória, que será implementada por meio de um Decreto de Necessidade e Urgência no Diário Oficial nos próximos dias.

A nova regra promoverá mudanças para caminhar em direção a um “país ordenado que salvaguarda suas fronteiras e protege os cidadãos argentinos”, segundo Adorni. Ele destacou que as condições para concessão de residência a estrangeiros serão reforçadas e que os imigrantes serão expulsos por conta de crimes e que serão acrescentados mais delitos como motivos para negar entrada ou expulsar imigrantes.

– A doutrina garantista causou estragos em termos migratórios, e a verdade é que criminosos, invasores e oportunistas devem ficar do outro lado da fronteira e não vir à Argentina para prejudicar os cidadãos residentes no país – afirmou o porta-voz.

As novas medidas buscam ampliar os instrumentos legais para facilitar a expulsão de estrangeiros do país, uma política promovida pela atual ministra da Segurança, Patricia Bullrich, que já havia promovido medidas semelhantes durante o governo de Mauricio Macri.

FIM DA ASSISTÊNCIA MÉDICA GRATUITA
De acordo com o porta-voz presidencial, a assistência médica gratuita para estrangeiros não residentes será eliminada. Os órgãos de saúde competentes determinarão as condições de acesso ao sistema, incluindo a possibilidade de cobrança pelos serviços.

Adorni citou o caso da província de Salta, onde uma medida semelhante reduziu os serviços a estrangeiros em 95% e gerou uma economia de 60 milhões de pesos (cerca de R$ 300 mil).

– Estamos nos despedindo dos famosos tours sanitários, que infelizmente ficaram tão conhecidos na Argentina – declarou.

TAXAS PARA ESTUDANTES ESTRANGEIROS NÃO RESIDENTES
Além disso, as universidades nacionais poderão cobrar taxas de estudantes estrangeiros que não residam no país. A decisão caberá a cada instituição, uma vez que são constituídas como entes autônomos.

Adorni afirmou que “um em cada três estudantes de medicina é estrangeiro” e enfatizou que essa medida representará uma fonte de financiamento para as faculdades.

Essas reformas fazem parte da política de imigração do governo do presidente Javier Milei, que busca fortalecer o controle de fronteiras e priorizar os direitos dos cidadãos argentinos em áreas como saúde e educação.

*EFE

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