Robert Francis Prevost é poliglota e tem longa carreira de estudos e publicações científicas
O recém-eleito Papa Leão XIV, Cardeal Robert Prevost, dos Estados Unidos, observa da sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 8 de maio de 2025 | Foto: Vatican Media/Francesco Sforza/Divulgação via Reuters
O novo papa é um matemático. Nascido Robert Francis Prevost, em 1955, Leão XIV é doutor em direito canônico, formado em Matemática e autor de estudos que examinam a probabilidade nas explicações sobre a existência de Deus e a tensão entre fé e ciência nos ensinamentos escolares.
Prevost estudou em escolas católicas dos Estados Unidos na adolescência. Ele concluiu o ensino médio em 1973, no seminário menor da Ordem de Santo Agostinho. Quatro anos depois, entrou na Universidade Villanova, na Pensilvânia, onde se formou em matemática em 1977, aos 22 anos.
A escolha da universidade não foi casual: de tradição agostiniana, a instituição se fundamenta na doutrina de Santo Agostinho, um dos principais Doutores da Igreja. Teólogo medieval do período da Patrística, ele defendeu a complementaridade entre fé e razão, na qual a fé abre o caminho para a razão, enquanto a razão pavimenta uma compreensão mais profunda da fé.
Bispo Robert Prevost, no Peru, antes de se tornar papa | Foto: Reprodução/ Redes sociais
No mesmo ano da graduação, Prevost se juntou à Ordem Agostiniana, da qual é membro até hoje. Em 1978, fez os primeiros votos, enquanto os votos solenes foram em 1981. No ano seguinte, ele concluiu o mestrado em Teologia na Catholic Theological Union, em Chicago, e foi ordenado sacerdote.
Em seguida, Prevost foi para Roma, onde obteve licenciatura, em 1984, e doutorado, em 1987, em direito canônico, pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino.
Em 2014, décadas depois de concluir sua graduação, recebeu o título de Doutor honoris causa em Humanidades da Universidade Villanova.
O papa também é poliglota. Além do inglês, Leão XIV é fluente em português, francês, italiano e espanhol.
Papa Leão XIV fez publicações científicas
Ao longo da carreira, o agora papa dedicou-se ao estudo da filosofia da religião. Em uma de suas obras mais comentadas, analisa criticamente o uso do teorema de Bayes — ferramenta estatística que calcula probabilidades com base em dados novos — para justificar a crença em Deus.
O alvo de sua crítica é o filósofo britânico Richard Swinburne, que usa o teorema como argumento central em sua defesa da hipótese teísta. Para Prevost, “o teorema de Bayes não pode ser usado para determinar os critérios que testam a probabilidade da hipótese teísta”.
Além de contestar a tentativa de explicar a existência de Deus por métodos científicos, Prevost também se opõe à visão causal estrita que ignora o propósito e o sentido moral do divino. Para ele, a teologia deve ir além dos limites da racionalidade formal e considerar a experiência humana, os valores e a história. Propõe, por isso, uma teologia que una lógica e intuição, razão e tradição.
Santo Agostinho | Foto: Reprodução
Em artigo publicado na revista acadêmica Journal of Church and State, em 1992, abordou o embate entre ciência e religião no ensino escolar nos Estados Unidos. Ali, defendeu que o espaço público não deveria marginalizar as visões religiosas e alerta para os riscos de um ensino que valorize exclusivamente as explicações científicas.
Para Prevost, é possível — e necessário — tratar ciência e fé com equilíbrio no ambiente educacional. Ele alerta que, ao favorecer explicações científicas em detrimento das religiosas, o Estado poderia transmitir a mensagem de que só a ciência tem valor.
Prevost é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Ele vai suceder Francisco como líder espiritual do catolicismo
O mundo tem um novo papa. O colégio de cardeais elegeu o cardeal Robert Prevost, dos Estados Unidos, como próximo líder da Igreja Católica. O sucessor de Francisco tem 69 anos e será o 267° pontífice no cargo. Ele é o primeiro pontífice norte-americano.
A fumaça branca emitida pela chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, anunciou a conclusão do conclave para escolha do novo papa. Escolhido para o posto, Prevost foi proclamado cardeal pelo papa Francisco em 2014.
O cargo estava vago desde a morte do papa Francisco, em 21 de abril deste ano. Jorge Bergoglio foi o primeiro papa latino-americano, sucedendo Bento XVI após a renúncia.
Mais de 15 mil pessoas estão neste momento na Praça de São Pedro, no Vaticano, aguardando o Habemus Papam e o nome do novo papa
Fumaça branca saíndo da chaminé instalada na Capela Sistina, no Vaticano, indica a eleição do novo Papa. | Foto: REUTERS/Yara Nardi
Às 18h07 de Roma, 13h07 no horário de Brasília, desta quinta-feira, 8, a fumaça branca saiu da chaminé instalada na Capela Sistina. Sinal que o Conclave elegeu o novo papa.
O nome do sucesso do papa Francisco deve ser conhecido em aproximadamente uma hora.
A eleição do novo pontífice ocorreu na quarta votação, a primeira do período da tarde desta quinta, no segundo dia de conclave. Os cardeais formaram a maioria de 89 votos para escolher o sucessor de São Pedro.
Há mais de 15 mil pessoas na Praça de São Pedro, em Roma, aguardando a saída do novo papa.
Outras 5 mil pessoas estão presentes na Basílica de Santa Maria Maggiore, onde o papa Francisco foi sepultado.
Nas basílicas de São João de Latrão e São Paulo Fora dos Muros foram contadas entre mil e duas mil pessoas.
Fumaça branca saíndo da chaminé instalada na Capela Sistina, no Vaticano, indica a eleição do novo Papa. | Foto: REUTERS/DYLAN MARTINEZ
Rodada de votações do conclave na manhã desta quinta-feira (8/5) terminou sem definição. Nova fumaça é esperada à tarde
Os 133 cardeais eleitores voltam à Capela Sistina às 10h45 (horário de Brasília) desta quinta-feira (8/5) para mais uma rodada de votações no conclave que busca eleger o novo papa. Esta será a terceira sessão do processo, iniciado oficialmente na quarta-feira (7/5), e acontece após duas votações pela manhã, que terminaram sem consenso.
A confirmação de que nenhum candidato atingiu os votos necessários veio por volta das 6h50, quando a fumaça preta voltou a sair da chaminé instalada no telhado da Capela Sistina. Cerca de 12 mil pessoas acompanhavam o momento na Praça São Pedro.
Para que o novo pontífice seja eleito, é necessário que um nome receba ao menos dois terços dos votos, o equivalente a 89 votos.
As votações acontecem em sigilo absoluto, com até quatro rodadas por dia: duas pela manhã e duas à tarde. Após cada votação, as cédulas são queimadas, e a fumaça que sai da chaminé sinaliza o resultado.
A fumaça branca indica que um papa foi escolhido. A preta, como aconteceu hoje mais cedo, mostra que ainda não há definição.
Horários da fumaça
O Vaticano divulgou, na terça-feira (6/5), os horários aproximados para a fumaça que indicará ao mundo se a Igreja Católica já tem um novo papa. O sinal visual sairá da chaminé da Capela Sistina ao fim de cada rodada de votação durante o conclave, processo que começa oficialmente nessa quarta-feira (7/5), com a entrada dos cardeais eleitores em isolamento.
De acordo com o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, a fumaça será visível em dois momentos principais do dia:
De manhã: entre 5h30 e 7h (horário de Brasília)
À tarde: entre 12h30 e 14h (horário de Brasília)
Só haverá fumaça nos horários secundários da manhã e da tarde (7h e 14h).
Sendo assim, a fumaça só sairá da chaminé da capela nos primeiros horários da manhã e da tarde (5h30 e 12h30), caso o papa tenha sido eleito.
Fumaça preta: indica que não houve consenso
Fumaça branca: quando um novo papa é escolhido
Se após três dias de votações nenhum nome alcançar a maioria necessária, o regulamento prevê uma pausa de até um dia para oração, diálogo entre os cardeais e breve orientação espiritual, que será conduzida pelo cardeal protodiácono Dominique Mamberti.
Assessores de María Corina estavam asilados havia mais de um ano na embaixada tutelada pelo governo Lula na capital venezuelana
O Brasil, que assumiria a custódia da embaixada em Caracas, não participou diretamente do resgate | Foto: Reprodução/Flickr
Os Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira, 6, a entrada em solo norte-americano de cinco opositores venezuelanos que estavam asilados na Embaixada da Argentina em Caracas, prédio diplomático tutelado pelo governo brasileiro.
Ligado à líder María Corina Machado, o grupo deixou o local depois de uma operação de resgate que contou com apoio internacional e sigilo diplomático. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, celebrou o desfecho da missão.
“Os Estados Unidos saúdam o bem-sucedido resgate de todos os reféns do regime Maduro na embaixada argentina em Caracas”, compartilhou Rubio em suas redes sociais.
Rubio também escreveu: “Os EUA comemoram o resgate bem-sucedido de todos os reféns mantidos pelo regime de Maduro na Embaixada Argentina em Caracas. Depois de uma operação precisa, todos os reféns estão agora em segurança em solo americano. O regime ilegítimo de Maduro minou as instituições venezuelanas, violou os direitos humanos e colocou em risco nossa segurança regional.”
O governo da Argentina agradeceu publicamente o apoio dos EUA. A operação, que não teve detalhes revelados, envolveu concessão de salvo-condutos aos asilados, de acordo com informações do jornal pró-regime Venezuela News.
Segundo o veículo, representantes internacionais e a ditadura de Nicolás Maduro firmaram o documento depois de “negociações intensas”. Os opositores estavam sob proteção da embaixada desde março do ano passado.
O grupo procurou abrigo no local diante do cerco imposto pela Venezuela às vésperas das eleições presidenciais. O procurador-geral do país, aliado de Maduro, havia expedido mandados de prisão contra os cinco assessores.
Brasil ficou à margem da operação dos EUA
O Brasil, por exemplo, que assumira a custódia da embaixada argentina depois da expulsão dos diplomatas por ordem de Maduro, não participou diretamente do resgate.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Itamaraty insistiu pela concessão de salvo-conduto, mas não foi informado sobre a articulação final, liderada pelos EUA.
Depois das críticas do presidente argentino, Javier Milei, à reeleição de Maduro, o regime chavista expulsou a missão diplomática da Argentina e ameaçou romper o acordo de custódia com o Brasil.
Mesmo assim, o Itamaraty informou, na ocasião, que manteria a responsabilidade até que outro país fosse indicado como substituto.
Seis pessoas compunham o grupo original. Em dezembro, um dos membros, Fernando Martínez Mottola, decidiu deixar a embaixada. As autoridades venezuelanas lhe concederam liberdade condicional. Ele morreu dois meses depois, em fevereiro, por complicações de saúde.
Eleição papal divide Igreja entre alas reformista e conservadora
Área interna da Capela Sistina, no Vaticano, palco do próximo conclave: eleição começa em 7 de maio | Foto: Vatican News
O conclave que irá eleger o sucessor do papa Francisco, que morreu no mês passado, terá início nesta quarta-feira, 7. Trata-se de um dos momentos mais decisivos da Igreja Católica nas últimas décadas. Os 133 cardeais com menos de 80 anos, aptos a votar, já se isolaram no Vaticano. Os religiosos permanecerão incomunicáveis até que o novo pontífice seja escolhido.
A Capela Sistina será o palco das votações. Depois do tradicional anúncio do extra omnes (“todos fora”), suas portas serão trancadas. A Santa Sé também determinou o corte do sinal de celular às 10h (horário de Brasília), o que reforça o sigilo absoluto do processo.
Conclave começa com cerimônias e juramento dos cardeais
Antes da primeira votação, os cardeais participam de cerimônias religiosas e fazem o juramento de cumprir as normas da sucessão apostólica.
O cenário é de incerteza. Não há um favorito claro. Internamente, os cardeais se dividem entre aqueles que desejam manter o legado reformista e acolhedor de Francisco e os que defendem um retorno a uma postura mais tradicional. A escolha poderá definir os rumos da Igreja para as próximas décadas.
A composição do colégio eleitoral é a mais geograficamente diversa da história da Igreja. Francisco nomeou cardeais em países até então não representados, como Haiti, Sudão do Sul e Mianmar. O continente asiático, por exemplo, conta com 23 cardeais. Segundo o cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi, muitos deles planejam votar em bloco.
Presidente afirmou que local abrigará os “criminosos mais cruéis e violentos dos Estados Unidos”
Donald Trump Foto: EFE/EPA/ALEXANDER DRAGO / POOL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está instruindo o seu governo a reabrir e expandir Alcatraz, a notória antiga penitenciária localizada em uma ilha da Califórnia. A prisão funcionou entre os anos de 1934 e 1963. A Ilha de Alcatraz atualmente é operada como um ponto turístico.
– Estou instruindo o Departamento de Prisões, juntamente com o Departamento de Justiça, o FBI e a Segurança Interna, a reabrir uma Alcatraz substancialmente ampliada e reconstruída, para abrigar os criminosos mais cruéis e violentos dos Estados Unidos – escreveu Trump em mensagem no site Truth Social na noite deste domingo (4).
Ainda segundo o chefe de Estado, a reabertura de Alcatraz servirá como um “símbolo de lei, ordem e justiça”.
– Não seremos mais reféns de criminosos, bandidos e juízes que têm medo de fazer seu trabalho e nos permitem remover criminosos que entraram ilegalmente em nosso país – completou.
Medida afeta NPR, PBS e outras redes financiadas pelo governo, e amplia embate com imprensa e instituições acadêmicas
ONG Repórteres Sem Fronteiras classifica medida de Trump como uma ‘deterioração alarmante da liberdade de imprensa’ | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quinta-feira, 1º de maio, determinando o fim do financiamento federal direto à National Public Radio (NPR) e à Public Broadcasting Service (PBS)
O documento instrui a Corporação de Radiodifusão Pública (CPB) a interromper repasses às emissoras, acusadas pelo republicano de atuarem com viés político.
A ordem executiva determina que o conselho da CPB suspenda todos os repasses na medida “máxima permitida por lei” e se recuse a fornecer novos recursos. Segundo o governo, os veículos têm posição partidária e tendenciosa e, por isso, não devem mais contar com dinheiro público.
A decisão faz parte de uma série de ações da Casa Branca voltadas a cortar gastos e minar instituições vistas como opositoras. Desde o início do novo mandato, Trump tem acusado veículos de comunicação e universidades de propagar agendas ideológicas.
O presidente, por exemplo, rotulou Harvard e Columbia como centros de doutrinação marxista.
Além das críticas à mídia, o governo também tentou fechar outras redes internacionais mantidas com recursos públicos, como a Voz da América e a Rádio Ásia Livre. Em abril, um juiz federal suspendeu essas ações, afirmando que o Executivo extrapolava suas competências.
ONG critica Trump e cita suposto risco à liberdade de imprensa
Em contrapartida, a ONG Repórteres Sem Fronteiras emitiu um alerta sobre o que classificou como uma “deterioração alarmante da liberdade de imprensa” nos EUA.
O decreto de Trump, segundo defensores dos direitos humanos, amplia o cerco contra vozes críticas e fortalece o uso político do orçamento público.
Ao mesmo tempo, o governo também tenta ampliar o corte de verbas com um pedido formal ao Congresso para cancelar US$ 1,1 bilhão em recursos da CPB — o equivalente a dois anos de financiamento. A corporação, criada em 1967, apoia mais de 1.500 rádios e TVs públicas espalhadas pelo país.
Como resultado, depois da assinatura do decreto, a CPB entrou com um processo contra a Casa Branca. A ação judicial questiona a tentativa de Trump de destituir três dos cinco membros do conselho da corporação, o que foi interpretado como retaliação política.
Com mais de 900 funcionários, a NPR opera uma extensa rede de rádios locais. A PBS, que também mantém centenas de emissoras, empregava mais de 550 pessoas até o fim de 2022.
Ambas argumentam que os cortes podem comprometer a oferta de informações confiáveis, sobretudo em momentos de crise nacional.
Presidente americano criticou decisões que têm bloqueado suas medidas
Presidente Donald Trump durante pronunciamento Foto: EFE/Octavio Guzmán
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (29) as diversas resoluções emitidas por tribunais e até pela Suprema Corte contra suas políticas e garantiu que nada o deterá em seu objetivo de manter o país “seguro novamente”.
– Essas pessoas só querem destruir nosso país. Nada impedirá minha missão de manter os EUA seguros novamente – disse ele em comício realizado no estado de Michigan – o grande polo automotivo americano – por ocasião dos primeiros 100 dias de seu segundo mandato.
Trump criticou os juízes que até agora impediram suas demissões no governo federal ou sua política de deportações de imigrantes.
– Não podemos permitir que um punhado de juízes comunistas e radicais de esquerda obstruam a aplicação de nossas leis e assumam as responsabilidades que pertencem exclusivamente ao presidente dos Estados Unidos – disse.
Os juízes, segundo Trump, estão tentando tirar o poder dele de manter os Estados Unidos seguros.
– E isso não está certo, mas espero, para o bem do nosso país, que a Suprema Corte resolva isso, porque temos de fazer alguma coisa. Essas pessoas estão simplesmente querendo destruir nosso país – acrescentou.
Desde o início de seu mandato, Trump determinou que órgãos como o Pentágono e o Departamento de Justiça se envolvam na questão da imigração. É essa política que tem estado no centro de seus confrontos mais midiáticos com o Judiciário. Por exemplo, a Suprema Corte o proibiu de deportar imigrantes usando a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 e, assim, paralisou a expulsão de um grupo de venezuelanos.
Trump escolheu como cenário para comemorar seus 100 dias no poder o condado de Macomb, uma área onde a indústria automotiva alimenta milhares de famílias e onde três grandes montadoras (General Motors, Ford e Stellantis) estão presentes.
Becciu teria dito a pessoas próximas que o objetivo da decisão foi o de não causar mais danos à imagem da Igreja Católica
Foto: Reprodução
Com a proximidade do conclave, o cardeal italiano Angelo Becciu decidiu não participar do ato que escolherá o novo líder da Igreja Católica, após a morte do papa Francisco. O conclave está marcado para acontecer no dia 7 de maio. O informativo La República diz que Becciu teria dito a pessoas próximas que o objetivo da decisão foi o de não causar mais danos à imagem da Igreja Católica.
Becciu solicitou sua admissão no processo eleitoral, sustentando ser inocente após condenação por compra e venda fraudulenta de um edifício em Londres. O nome dele não aparece na lista dos cardeais votantes – são cerca de 130, entre os quais sete brasileiros, incluindo o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Sergio da Rocha.
Angelo Becciu foi nomeado cardeal e prefeito da Congregação para as Causas dos Santos em 2018 pelo papa Francisco. Por conta do envolvimento de Becciu nos escândalos financeiros, Francisco pediu, em 2020, que ele renunciasse aos direitos de cardeal.
Becciu foi afastado da função de Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, mas manteve seu título – daí a alegação anterior de poder participar do conclave.
O italiano começou a carreira na diplomacia da Santa Sé em 1984, tendo atuado em diversos países, como Angola, Cuba, Reino Unido e Estados Unidos. Durante os papados de João Paulo II e Bento XVI, assumiu postos relevantes, incluindo o de núncio apostólico. Em 2011, chegou ao segundo cargo mais importante da Secretaria de Estado, posição mantida por Francisco, que o nomeou cardeal em 2018.