Manifestação ocorre depois da decisão da Justiça que colocou ex-presidente em prisão domiciliar
A mobilização está prevista para começar às 10 horas, no Bairro Constitución, onde Kirchner mora | Foto: Reprodução/Flickr
O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu enviar o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) para participar do ato de solidariedade à ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, nesta quarta-feira, 18.
O protesto ocorre em Buenos Aires e reúne apoiadores da peronista, condenada por corrupção. Em nota oficial, o PT classificou Kirchner como vítima de perseguição política e judicial. A legenda comparou o caso argentino ao processo da Operação Lava Jato no Brasil. Pimenta vai representar a direção nacional no evento e destacou a importância do ato.
“Somos solidários a ela, nesse momento em que mais uma vez querem tirar da vida política uma grande liderança popular, assim como fizeram com Perón no seu tempo e com Lula mais recentemente”, disse Pimenta. “Por isso, estarei no ato desta quarta-feira, que certamente será histórico!”
A mobilização está prevista para começar às 10 horas, no Bairro Constitución, onde Kirchner mora. Os manifestantes devem percorrer ruas do centro da capital argentina até o fim da tarde.
A Justiça determinou que a ex-presidente cumpra pena de seis anos em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica e dispositivo de vigilância no apartamento.
Entre as condições impostas estão permanecer no endereço, salvo autorização, evitar atitudes que perturbem os vizinhos e apresentar uma lista prévia de visitantes. As restrições visam a garantir a execução da pena e a segurança de Kirchner, conforme apontaram os promotores.
Justiça condena Kirchner por desvio de verbas em obras na Patagônia
Kirchner foi condenada por desviar recursos públicos em contratos para construção de rodovias na Patagônia. O esquema favoreceu empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez, aliado da família Kirchner.
Segundo a acusação, o rombo causado ao Estado supera US$ 1 bilhão. Parte das obras nem sequer foi concluída. A Suprema Corte da Argentina rejeitou recurso apresentado pela defesa da ex-presidente e manteve a sentença.
A movimentação busca garantir alternativas estratégicas caso as tensões entre Israel e Irã se intensifiquem
Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. (22/5/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
Conforme fontes ouvidas pela CNN internacional, os Estados Unidos enviaram cerca de 30 aviões-tanque ao Oriente Médio nas últimas semanas, para dar ao presidente Donald Trump opções, diante do conflito recente entre Israel e Irã. Os israelenses são aliados históricos dos norte-americanos.
Ainda segundo o jornal, a movimentação busca garantir alternativas estratégicas caso as tensões regionais se intensifiquem. Integrantes do governo dos EUA afirmam que o reforço na região visa a oferecer ao presidente Trump, assim como ao Comando Central dos EUA, diversas alternativas para uma eventual ampliação do envolvimento militar no Oriente Médio.
Entre essas possibilidades está o apoio ao reabastecimento aéreo de caças israelenses em missões sobre o Irã.
Ataques conjuntos e alternativas militares a Trump
Bandeiras do Irã em local atacado pela Força Aérea de Israel | Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Uma das fontes detalhou que o Comando Central apresentou a Trump a alternativa de realizar ataques conjuntos. Eles poderiam ocorrer entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares do Irã, caso seja necessário responder a uma escalada militar.
No fim de semana, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, determinou o envio de novos recursos militares ao Centro de Comando das Forças Armadas. Entre eles, houve o encaminhamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz, de modo a ampliar a capacidade operacional da presença norte-americana na região.
No dia 13 de junho, Israel iniciou uma ofensiva aérea contra o Irã, para atacar instalações nucleares e militares iranianas em Teerã, Isfahan e Natanz. A operação, que envolveu mais de 200 aeronaves e cobertura de drones e inteligência artificial fornecida pela Mossad, derrubou sistemas de defesa aérea, destruiu dezenas de lançadores de mísseis e eliminou integrantes do alto-comando da Guarda Revolucionária Iraniana.
Do lado iraniano, houve uma represália imediata, com disparo de mísseis e drones contra o território israelense. A ação contou com o apoio de milícias e terroristas aliados, como Hezbollah e Houthi, além de tentativas de atingir aeroportos e infraestruturas civis.
Ex-presidente da Argentina foi condenada por corrupção na licitação de obras rodoviárias
Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina Foto: EFE/ Juan Ignacio Roncoroni/Archivo
A condenação de seis anos de prisão imposta a Cristina Kirchner por corrupção na licitação de obras rodoviárias entrou em vigor nesta terça-feira (17), após a Justiça conceder a prisão domiciliar à ex-presidente argentina e anular seu comparecimento perante os tribunais previsto para esta quarta-feira (18).
– Cabe estabelecer que, a partir de hoje, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner se encontra, na qualidade de detida sob a modalidade de prisão domiciliar, cumprindo a pena definitiva de seis anos de prisão, inelegibilidade especial perpétua para exercer cargos públicos, obrigações legais e as custas do processo que lhe foram impostas nesta causa – indica a resolução judicial emitida pelo juiz Jorge Gorini.
DECISÃO JUDICIAL FOI COMEMORADA POR MILEI O presidente argentino, Javier Milei, saudou, nesta última quinta-feira (12), a ratificação de uma sentença de seis anos de prisão para a ex-presidente Cristina Kirchner e disse que isso era um sinal da independência do Judiciário.
– Não tenho nenhum mérito no fato de que o sistema judiciário definitivamente agiu de acordo com a república, é tudo mérito do judiciário, da Suprema Corte – afirmou Milei durante uma palestra na Universidade Hebraica de Jerusalém.
Emenda agora continuará sua tramitação na Câmara dos Lordes
Câmara britânica vota por descriminalização do aborto na Inglaterra e no País de Gales (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay
Nesta terça-feira (17), a Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido votou a favor de uma emenda ao Projeto de Lei sobre Delinquência e Polícia para descriminalizar o aborto na Inglaterra e no País de Gales em qualquer fase da gravidez, sem que a mulher esteja sujeita à pena de prisão.
A emenda, considerada histórica, foi debatida e submetida a votação na Câmara dos Comuns, onde foi aprovada com 379 votos a favor e 137 contra, e agora continuará sua tramitação na Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento.
Por se tratar de uma questão ética e de consciência, os deputados puderam exercer seu voto de acordo com suas crenças pessoais e não sob a disciplina de voto de seus respectivos partidos.
A legislação atual em Inglaterra e País de Gales permite o aborto nas primeiras 24 semanas de gestação, mas a Lei de Crimes contra a Pessoa de 1861, que a sustenta, tipifica que, fora dessas condições, continua sendo um delito penal e pode levar à prisão perpétua, exceto em casos específicos em que se comprove que a vida da mãe está em perigo.
De acordo com os últimos dados oficiais, mais de 250 mil abortos foram realizados em Inglaterra e País de Gales em 2022.
A emenda, apresentada pela deputada trabalhista Tonia Antoniazzi e agora apoiada pela Câmara dos Comuns, visa modificar a lei para evitar que as mulheres sejam investigadas, presas, processadas ou encarceradas por interromperem suas gestações além do limite legal.
A chamada “cláusula Antoniazzi” não implica, no entanto, mudanças na lei em matéria de prestação de serviços de aborto, limite de tempo, telemedicina, motivos para o aborto ou exigência de aprovação de dois médicos.
Ao expor seus argumentos, a parlamentar destacou que quase 99% dos abortos ocorrem antes da 20ª semana de gravidez, deixando o restante 1% das mulheres “em circunstâncias desesperadoras”.
Antoniazzi classificou como “farsa” os três casos em que algumas mulheres foram presas por crimes de aborto ilegal entre 1861 e 2022. Ela afirmou que a legislação até agora em vigor, proveniente da época vitoriana e aprovada em um Parlamento composto exclusivamente por homens, estava “obsoleta”, e era cada vez mais usada contra mulheres e meninas “vulneráveis”.
Entre os opositores à emenda estavam a líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, e outros deputados de seu partido, como Caroline Johnson, que afirmou que quanto mais tarde na gravidez ocorre o aborto, mais complicações médicas a mulher que se submete ao procedimento pode sofrer.
A Sociedade para a Proteção das Crianças Não Nascidas afirmou que a emenda é uma “proposta extrema e perigosa” que “efetivamente descriminalizaria os abortos”.
Força Aérea israelense interceptou mísseis e atacou alvos militares em Isfahan durante quatro dias de confrontos
Foto: Reprodução/X
As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam que destruíram mais de 120 lançadores de mísseis iranianos ao longo de quatro dias de conflito no Oriente Médio. Segundo os militares israelenses, isso representa aproximadamente um terço do arsenal total do Irã.
Na noite de domingo (15), a Força Aérea de Israel eliminou mais de 20 mísseis terra-terra antes que fossem lançados contra o território israelense, conforme informou nesta segunda-feira (16) a porta-voz das FDI, Effie Defrin.
Ela explicou que cerca de 50 caças e aeronaves foram mobilizados para atacar aproximadamente 100 alvos militares localizados em Isfahan, região central do Irã.
“Durante essas ações, mais de 20 mísseis foram atingidos ao mesmo tempo, minutos antes de serem lançados contra o Estado de Israel”, destacou Defrin.
Até agora foram confirmadas 11 mortes em solo israelense; porta-voz do Exército diz que uma mesquita foi atingida
Ataque de Irã em zona residencial de Israel | Foto: Reprodução/X/@israelpolice
No quarto dia de conflito entre Israel e Irã, o número de civis mortos em solo israelense chega a 11. Nos últimos ataques, bairros militares e até uma mesquita foram atingidos. Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Rafael Rozenszajn, o Irã mira alvos civis.
“O Irã já lançou em direção ao Estado de Israel mais de 200 mísseis balísticos em dois dias. Esses mísseis visam alvos civis, zonas residenciais. Inclusive, um dos locais atingidos por um dos mísseis iranianos foi uma mesquita, onde, infelizmente, morreram pessoas de uma família de árabes muçulmanos israelenses. Ou seja, o Irã não mede suas consequências quando lança seus mísseis em direção ao Estado de Israel”, declarou Rozenszajn à CNN Brasil. “Tentem imaginar o que aconteceria neste momento no Estado de Israel se o Irã tivesse em suas mãos uma bomba atômica.”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou uma das áreas atingidas, em Bat Yam. “Hoje à noite, mais uma vez, o regime iraniano atacou deliberadamente civis israelenses enquanto eles dormiam: oito pessoas mortas, incluindo quatro crianças. Mais de 200 feridos. 35 ainda desaparecidos. Famílias desfeitas”, escreveu o premiê.
Tonight, once again, the Iranian regime deliberately targeted Israeli civilians as they slept.
8 people killed, including 4 children. Over 200 injured. 35 still missing. Families torn apart.
Iran targets innocents. Israel targets nuclear and military sites – to stop the world’s… pic.twitter.com/PEkGvDOef8
Netanyahu ressaltou que Israel mira apenas alvos militares e instalações nucleares. “O Irã tem como alvo inocentes. Israel tem como alvo instalações nucleares e militares para impedir que o regime terrorista mais perigoso do mundo adquira as armas mais perigosas do mundo. Faremos tudo o que for preciso para defender nosso povo. Israel está fazendo o que deve ser feito.”
איראן תשלם מחיר יקר מאוד על רצח אזרחים, נשים וילדים שהם עשו בכוונת תחילה.
אני נמצא פה בבת ים עם כוחות פיקוד העורף, כוחות ההצלה. בשם עם ישראל כולו אני מביע צער על אובדן הנפש שקרה כאן. ליבנו עם המשפחות.
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) June 15, 2025
Irã ameaça a existência de Israel
Em entrevista à CNN Brasil, Rafael Rozenszajn, porta-voz das IDF, reafirmou que a intenção de Israel, ao atingir o Irã, é garantir sua existência, como país, já que o regime revolucionário tem como meta eliminar o território e o povo judeu. “A grande missão do Irã nesse mundo é apagar o Estado de Israel do mapa. Nós não podemos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha em suas mãos o armamento mais perigoso do mundo.”
Além disso, ressaltou que “o Irã estava a um passo de conseguir pelo menos 15 bombas atômicas”. “O Irã já conseguiu enriquecer urânio para formar 15 bombas atômicas. Tudo o que estava faltando era uma simples decisão de ir um passo para frente.”
O militar disse que até agora o sucesso de Israel contra o Irã “foi enorme”. “Nós atingimos usinas nucleares do Irã, atingimos lideranças militares do Irã, eliminamos o chefe do Estado-Maior do regime iraniano, o chefe da Guarda Revolucionária, o comandante da Força Aérea do Irã. Nós eliminamos 11 líderes militares do regime iraniano. Nós eliminamos pelo menos nove cientistas que estavam envolvidos na produção do armamento nuclear. Nós atacamos também as fábricas de produção de mísseis balísticos. E nós estamos atuando para que o Irã não continue sendo essa ameaça tão existencial para o Estado de Israel.”
Alvos de Israel são militares, não civis
Falando em português, o oficial das IDF lembrou que o Estado de Israel tem um território de apenas 22 mil km², do tamanho do Sergipe. “O Irã tem um território de 1,6 milhão de km², ou seja, o Irã é 5,5 vezes maior do que Israel.”
Isso causa uma dificuldade adicional para eliminar as instalações nucleares, que “estão espalhadas e escondidas por diversos locais do Irã.” Porém, informações do serviço de inteligência e treinamento específico devem permitir a destruição desses locais. “Todos os nossos alvos são alvos militares.”
Rozenszajn também lembrou que as IDF sempre comunicam os moradores previamente sobre os locais que serão atacadas, para permitir a evacuação dos civis. “Nós fazemos tudo o que podemos para minimizar danos a civis e para que os danos colaterais sejam os menores possíveis nessa guerra, porque essa guerra não é travada contra o povo iraniano. Essa guerra é travada contra o regime iraniano, que é um regime tão cruel e tão totalitário contra o seu próprio povo”, declarou.
Avião da Air India caiu Gujarat, oeste da Índia Foto: EFE/EPA/SIDDHARAJ SOLANKI
A polícia indiana revelou como o homem que sobreviveu ao acidente com um avião da Air India conseguiu escapar da tragédia. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (12), em Ahmedabad, no oeste da Índia. Segundo as autoridades, o passageiro britânico Vishwash Kumar Ramesh saltou pela porta de emergência logo após a queda.
De acordo com a policial Vidhi Chaudhary, Ramesh estava próximo à saída de emergência no momento do impacto. O avião havia decolado com destino a Londres e caiu menos de um minuto depois, atingindo um alojamento de médicos.
O comissário de polícia GS Malik informou que Ramesh ocupava o assento 11A no voo do modelo Boeing 787-8. Ele foi identificado a partir do cartão de embarque e confirmado pela companhia aérea como o único sobrevivente entre os 243 ocupantes da aeronave.
Em entrevista ao jornal Hindustan Times, Ramesh contou que acordou cercado por corpos. “Fiquei assustado, levantei e corri. Havia pedaços do avião por toda parte. Alguém me pegou e me colocou na ambulância”, relatou.
Já no hospital, ele recebeu a visita do ministro do Interior da Índia, Amit Shah. À imprensa, o britânico contou que “trinta segundos após a decolagem, houve um barulho alto e, em seguida, o avião caiu”.
Ramesh nasceu na Índia, mas vive no Reino Unido com a esposa e o filho. Familiares aguardam informações sobre o irmão dele, que também estaria no voo.
A Air India informou que, além dos britânicos, havia 169 indianos, sete portugueses e um canadense a bordo. As informações são da BBC.
Força Aérea israelense bombardeou instalações nucleares em Natanz; dois membros do alto escalão do regime foram mortos
Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel | Foto: Reprodução/X/@IDF
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Aragchi, classificou o ataque de Israel contra usinas de enriquecimento de urânio iranianas como “uma declaração de guerra”. O termo consta de mensagem enviada às Nações Unidas, na qual o Irã pede intervenção do Conselho de Segurança da ONU. Apesar da gravidade do termo, Aragchi não declarou formalmente guerra em nome do Irã contra Israel.
O confronto entre Irã e Israel alcançou novo patamar depois de ataques israelenses contra instalações nucleares nesta sexta-feira, 13 (noite da última quinta-feira, 12, pelo horário de Brasília). O episódio elevou as tensões no Oriente Médio e provocou resposta imediata de Teerã, que lançou quase cem drones em retaliação.
O Exército do Irã afirmou que a reação ao ataque não conhecerá limites, enquanto o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, declarou que “o regime sionista impôs a si mesmo um destino amargo e doloroso”. As declarações foram divulgadas pela agência de notícias estatal.
Alvo de Israel no Irã
Além da infraestrutura nuclear do Irã, os ataques israelenses resultaram na morte de dois importantes líderes do regime iraniano: o chefe do Estado-Maior, general Mohammad Bagheri, e o líder da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami.
Khamenei nomeou Habibollah Sayyarie como chefe interino do Estado-Maior e designou Ahmad Vahidi, ex-ministro do Interior, para comandar a Guarda Revolucionária.
A mídia local confirmou ainda a morte de seis cientistas nucleares: Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi.
Posição de Israel
Israel já havia declarado que impediria o Irã de obter armas nucleares, e autoridades militares israelenses relataram ataques a dezenas de alvos iranianos, com a possibilidade de prolongamento das operações.
Em postagem feita no X às 6h40 desta sexta-feira,13 (horário de Brasília), Israel afirmou que caças da Força Aérea de Israel “atingiram a instalação de enriquecimento de urânio do regime iraniano na região de Natanz durante a noite”.
“Esta é a maior instalação de enriquecimento de urânio do Irã, que opera há anos para atingir a capacidade de produzir armas nucleares e abriga a infraestrutura necessária para o enriquecimento de urânio de nível militar. Como parte dos ataques, a área subterrânea do local foi danificada. Essa área contém uma sala de enriquecimento de vários andares com centrífugas, salas elétricas e infraestrutura de apoio adicional. Além disso, a infraestrutura crítica que permite a operação contínua do local e os esforços contínuos do regime iraniano para obter armas nucleares foram alvos. Continuaremos a operar para impedir que o regime iraniano adquira armas nucleares”, informou o Exército de Israel.
69 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense; Destes, 204 corpos já foram retirados do local da queda
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O voo AI171 da Air India, que tinha como destino o aeroporto de Londres-Gatwick, no Reino Unido, caiu nesta quinta-feira (12) logo após decolar do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, na Índia. De acordo com o regulador da aviação civil do país, a aeronave emitiu uma chamada de emergência (mayday) antes de perder contato com o controle de tráfego aéreo.
Segundo matéria do InfoMoney, o avião era um Boeing 787-8 Dreamliner, e transportava 242 pessoas, entre elas dois pilotos e dez comissários de bordos. 217 destes eram adultos e 11 eram crianças, afirmou uma fonte à agência britânica Reuters. 169 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense, informou a companhia aérea indiana.
O comissário de polícia de Ahmedabad, GS Malik, afirmou que 204 corpos foram recuperados do local. Apesar disso, Malik não descartou a possibilidade de haver sobreviventes. Ao jornal americano The New York Times, o comissário disse que 41 pessoas ficaram feridas. No entanto, ele não esclareceu se estava se referindo a passageiros ou pessoas em terra.
A decolagem ocorreu às 13h39 (horário local) a partir da pista 23. Pouco depois, a aeronave caiu fora do perímetro do aeroporto, em uma área residencial de Meghani Nagar. O sinal do avião foi perdido a uma altitude de 625 pés (190 metros), menos de um minuto após a decolagem. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça densa saindo da área do acidente.
Devido ao acidente, o aeroporto de Ahmedabad permanece fechado, com todas suas operações suspensas.
O ministro da Aviação indiana, Kinjarapu Ram Mohan Naidu, afirmou que equipes de resgate já foram mobilizadas e que a situação está sendo monitorada de perto. O primeiro-ministro do estado de Gujarat ordenou ações de resgate em caráter emergencial e a criação de um corredor verde para o transporte dos feridos.
Já o ministro federal da saúde do país, por sua vez, afirmou que “muitas pessoas” morreram. “O prédio onde caiu é um albergue de médicos… já liberamos quase 70% a 80% da área e liberaremos o restante em breve”, disse um policial sênior aos repórteres.
Por meio de seu perfil nas redes sociais, a Air India afirmou que “os feridos estão sendo levados para os hospitais mais próximos”, e que outras informações sobre a queda ainda estão sendo apuradas. “Compartilharemos mais atualizações”, afirmou a companhia.
A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva da deputada | Foto Lula Marques/Agência Brasil/Flickr
O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, reconhece que a polícia italiana pode enfrentar dificuldades para prender a deputada federal afastada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão. A condenação é por uma suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Inicialmente, ela viajou para os Estados Unidos e, em seguida, para a Itália. Lá, Zambelli entrou no país usando seu passaporte de dupla cidadania. Isso aconteceu horas antes de a Polícia Federal brasileira solicitar à Interpol a inclusão de seu nome na chamada “difusão vermelha”. Entretanto, o nome de Carla Zambelli ainda não aparece na lista pública da Interpol.
Mosca, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulopublicada, nesta terça-feira, 10, explicou a situação.
“Mesmo que haja o conhecimento de que ela estaria em determinado local, dentro de uma casa, não há mandado de busca”, disse o embaixador. “A polícia [italiana] não pode entrar dentro de uma casa para retirá-la e prendê-la. Ela terá de ser presa no momento em que estiver em local público. Isso dificulta a situação, mas não há outro caminho.”
O paradeiro de Carla Zambelli e o processo de extradição
Renato Mosca afirma que não há informações sobre o paradeiro da deputada na Itália. Ele esclarece que Zambelli entrou no país antes que o pedido da PF à Interpol se efetivasse. Este fato, segundo ele, permitiu que Carla Zambelli não tivesse nenhum impedimento para passar pelos controles migratórios do aeroporto internacional de Roma.
As autoridades brasileiras mantêm contato com as italianas por meio de um adido da Polícia Federal. A própria representação diplomática no país também dialoga com os ministérios das Relações Exteriores e do Interior. O embaixador ressalta que o processo de extradição só pode ser iniciado com a detenção da deputada. Mosca enfatiza que Carla Zambelli não pode se considerar “intocável” por possuir cidadania italiana.
Mosca destaca a existência de 14 processos de extradição em andamento na Itália desde 2024. Quatro desses processos envolvem indivíduos com dupla nacionalidade.
“Temos 14 processos de extradição em tramitação na Itália desde 2024, quatro são indivíduos de dupla nacionalidade. Neste ano já tivemos a extradição de um ítalo-brasileiro”, destacou Mosca. “A cidadania italiana não torna intocáveis as pessoas em dívida com a Justiça.”
A Constituição italiana permite a extradição de cidadãos quando há uma previsão expressa em convenções internacionais. Um exemplo é o acordo bilateral entre Brasil e Itália, em vigor desde a década de 1990.
““Há uma série de elementos que contribuem para que esse caso da deputada tenha um desfecho favorável”, disse. “Não ao Brasil ou à Itália, mas à Justiça.”