Ele exige que o grupo terrorista aceite plano que prevê cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns
Trump diz que todos querem os reféns em casa | Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, advertiu neste domingo o grupo Hamas sobre as consequências caso rejeite a proposta de cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns.
Em sua rede Truth Social, ele declarou: “Não haverá mais!”, descrevendo a mensagem como a “última advertência”. Trump ressaltou que a oferta é clara e que qualquer resistência do grupo terá um custo elevado.
“Todos querem os reféns em casa”, declarou, colocando a palavra casa em letras maiúsculas. “Todos querem que esta guerra acabe! Os israelenses aceitaram meus termos. É hora do Hamas aceitar também. Eu avisei o Hamas sobre as consequências de não aceitar. Este é meu último aviso, não haverá outro”
As declarações do presidente dos EUA, vieram depois da divulgação de uma nova proposta feita pelo enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, apresentada na semana passada ao Hamas. O plano prevê cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns ainda mantidos pelo grupo terrorista.
Em resposta, o Hamas declarou estar disposto a negociar “de maneira imediata” um acordo abrangente, condicionado à retirada das tropas israelenses de Gaza e ao fim das operações militares.
“Recebemos qualquer passo que ajude os esforços para deter a agressão contra nosso povo”, declarou a organização extremista. O grupo reitera que já havia aceitado previamente uma proposta intermediada por Egito, Catar e EUA. Israel, porém, nega esta versão.
Trump já havia alertado o Hamas
Dias antes, o presidente já havia feito uma previsão implacável em relação à continuidade da guerra. “Vai ser desagradável – essa é a minha opinião, a escolha de Israel, mas essa é a minha opinião”, disse Trump. “Eles têm que soltá-los [os reféns]”.
Mais de 800 drones e 13 mísseis atingem o país, deixando mortos e feridos
Foto: Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia em Kiev
A Rússia lançou mais de 800 drones e 13 mísseis contra a Ucrânia durante a noite deste domingo (7), em seu maior ataque aéreo ao território ucraniano desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
A Força Aérea da Ucrânia informou ter conseguido abater 751 drones e quatro mísseis. No entanto, o ataque provocou incêndio no edifício principal do governo em Kiev e deixou pelo menos três mortos, incluindo uma criança, cujo corpo foi retirado dos escombros de um prédio residencial.
Uma testemunha da Reuters relatou ter visto um míssil no céu seguido de uma explosão após atingir um prédio residencial em Kiev. Momentos depois, outro projétil foi interceptado pela defesa aérea e caiu em chamas. Autoridades de emergência informaram que 18 pessoas ficaram feridas e que o ataque provocou incêndios em diversos pontos da cidade.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no X que quatro pessoas morreram em todo o país e 44 ficaram feridas. Zelensky descreveu o ataque como “vil” e criticou: “Assassinatos agora, quando a verdadeira diplomacia poderia ter começado há muito tempo, são um crime deliberado e um prolongamento da guerra”.
Em meio a ameaças e provocações, o ditador venezuelano reafirmou seu discurso beligerante
As declarações de Maduro ocorrem em um contexto de crescente tensão entre os dois países | Foto: Leonardo Fernández Viloria/Reuters
Em tom emotivo, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que seu governo tem “capacidade absoluta” para vencer os Estados Unidos e fazer triunfar a “causa da República”. Maduro deu a declaração em um vídeo publicado nas redes sociais, nesta sexta-feira 5.
“Temos capacidade absoluta de garantir o triunfo da República e da paz, em qualquer circunstância, com ou sem ameaças”, afirmou o ditador. “Este território é defendido pelo povo venezuelano. Seguimos firmes na batalha e na vitória.”
As declarações de Maduro ocorrem em meio a um contexto de crescente tensão entre os dois países.
Recentemente, os EUA enviaram caças F-35 para Porto Rico e reforçaram sua presença militar no Caribe. Segundo o governo norte-americano, a medida tem como objetivo combater o narcotráfico na região.
Em resposta, Maduro mobilizou 4,5 milhões de milicianos e anunciou a ativação de uma nova estrutura de defesa integrada por milicianos em todo o país
Maduro tem acusado o governo Trump de planejar uma intervenção militar sob o pretexto de operações antidrogas. Segundo o ditador, Washington busca promover uma “mudança de regime” em seu país.
O ditador afirmou que declarará “luta armada” em defesa do território nacional se os EUA agredirem a Venezuela.
Amigo de Maduro, Lula minimiza tensão entre EUA e Venezuela
Em meio ao agravamento da crise entre EUA e Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou o risco de um conflito armado. O petista também disse que o Brasil não tem “contencioso internacional” e ficará do “lado que sempre esteve, que é do lado da paz”.
Sem mencionar a ligação do ditador venezuelano Nicolás Maduro com o narcotráfico, Lula tratou a reação dos EUA como “divergência” e sugeriu que representantes dos dois países deveriam “sentar em uma mesa de negociação”.
O presidente deu as declarações nesta sexta-feira 5, durante entrevista concedida ao SBT News.
Trump reage e ameaça impor sanções contra o bloco após decisão considerada “injusta”
O Google foi multado em 2,9 bilhões de euros (cerca de R$ 18,7 bilhões) pela União Europeia nesta sexta-feira (5). A Comissão Europeia, braço executivo do bloco, concluiu que a empresa violou regras de concorrência ao favorecer seus próprios serviços de publicidade online.
De acordo com a decisão, a Alphabet — controladora do Google — deverá encerrar práticas de “autopreferência” e evitar “conflitos de interesse” em anúncios digitais. O alvo da investigação foi o serviço que personaliza anúncios com base no comportamento de usuários em diferentes sites.
A Alphabet classificou a decisão como “errada” e já anunciou que recorrerá da multa.
Reação de Trump
A medida aumentou a tensão entre a União Europeia e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na plataforma Truth Social, ele criticou a decisão e ameaçou retaliar.
“Não é justo que a União Europeia esteja multando empresas americanas bilionárias só porque elas são bem-sucedidas. Se continuarem com essas ações abusivas, os Estados Unidos responderão com tarifas e sanções”, afirmou o republicano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta sexta-feira (5) um decreto que renomeia o Departamento de Defesa para Departamento da Guerra, segundo informou um funcionário da Casa Branca.
Na última semana, Trump já havia antecipado a intenção em uma coletiva no Salão Oval. “Nós o chamamos de Departamento de Defesa, mas, entre nós, acho que vamos mudar o nome”, declarou.
Segundo o presidente, a nova denominação resgataria uma tradição histórica. “Vencemos a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial — chamava-se Departamento de Guerra e, para mim, é isso mesmo. A defesa faz parte disso, mas tenho a sensação de que vamos mudar”, acrescentou.
O termo “Departamento de Guerra” deixou de ser usado oficialmente em 1947, após a reorganização das Forças Armadas pelo presidente Harry Truman. O nome “Departamento de Defesa” passou a vigorar com a criação do Pentágono, consolidado em 1974.
Cinco dos maiores bancos que atuam no Brasil – Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual – teriam recebido, na última terça-feira (2), uma comunicação oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no qual o órgão solicitou informações sobre como essas instituições estão aplicando a Lei Magnitsky no caso do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que noticiou o caso a partir de informações obtidas de fontes, o ofício foi enviado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac). O veículo informou ainda que os departamentos jurídicos das instituições financeiras ainda analisam o documento. Na solicitação, o Ofac indaga quais ações foram ou estariam sendo adotadas pelas instituições para cumprir a sanção a Moraes.
Após o envio da notificação, caso o Tesouro americano identifique irregularidades, poderão ser impostas penalidades aos bancos, incluindo multas e eventuais punições individuais a executivos. Coincidentemente, o ofício teria sido enviado exatamente no mesmo dia em que o STF começou a julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.
Moraes foi incluído no fim de julho na lista de pessoas sancionadas pelo governo Trump. A decisão implica congelamento de bens ou ativos nos Estados Unidos e proibição de transações com entidades americanas, o que afeta até mesmo operações financeiras ligadas a bandeiras internacionais de cartões, como Visa e Mastercard.
À Folha, um porta-voz do Departamento do Tesouro informou que o órgão não comenta correspondências específicas com instituições financeiras, mas afirma manter diálogo contínuo para esclarecer regras e expectativas de conformidade. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que não teve acesso a eventuais notificações e que essas comunicações, quando existem, são confidenciais.
Em nota, o Santander declarou apenas que cumpre rigorosamente as legislações nacionais e internacionais aplicáveis, sem entrar em detalhes sobre o caso. Os demais bancos não se pronunciaram.
Primeira paróquia dedicada ao santo jovem está localizada na Zona Sul de São Paulo
Carlo Acutis, o santo millenial Foto: EFE/ Cristina Cabrejas
No próximo domingo (7), o papa Leão XIC irá canonizar Carlo Acutis, um jovem itálo-britânico que faleceu de leucemia em 2006, aos 15 anos. Por sua tenra idade, ele ficou conhecido por usar moletom, calça jeans e jogar videogame, tornando-se o primeiro millennial a se tornar santo pela Igreja Católica.
Filho de uma família religiosa, Acutis criou ainda adolescente um site para catalogar milagres e aparições da Virgem Maria. Sua vida curta, ligada à fé e ao mundo digital, fez dele um símbolo de santidade para a juventude do século 21.
Após a sua morte, começaram a surgir milagres atribuídos ao jovem. O primeiro deles ocorreu no Brasil, em Mato Grosso do Sul, quando um menino chamado Matheus Vianna foi curado de uma doença congênita no pâncreas. A junta médica confirmou o caso, que foi aceito pelo Vaticano durante o processo de beatificação.
Além desse vínculo, a data escolhida para a canonização também chama atenção. Acutis morreu em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e será canonizado em 7 de setembro, dia da independência do país.
A primeira paróquia dedicada a Carlo Acutis no mundo fica em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Localizada na Avenida João Dias, a igreja se tornou ponto de peregrinação para fiéis de diferentes lugares, que enxergam no jovem santo um modelo de fé próximo da juventude católica. As informações são da Folha de S.Paulo.
Caso a medida seja implementada, será a segunda alteração promovida pelo presidente norte-americano no sistema eleitoral durante este mandato
O presidente dos EUA, Donald Trump, observa, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C. – 14/8/2025 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Uma nova proposta do presidente Donald Trump pretende tornar obrigatória a apresentação de identificação em todas as eleições nos Estados Unidos. O anúncio foi feito no sábado 30, por meio de publicação na rede Truth Social.
“A identidade do eleitor deve constar em todos os votos”, afirmou o presidente por meio das redes sociais. “Sem exceções! Vou cumprir uma ordem executiva para esse fim!”
Segunda mudança no sistema eleitoral dos EUA
Caso a medida seja implementada, será a segunda alteração promovida por Trump no sistema eleitoral durante este mandato. Em 25 de março, o presidente já havia assinado decreto exigindo comprovação de cidadania para votar, citando exemplos do Brasil e da Índia ao justificar a mudança e reforçar a segurança do processo eleitoral.
Desde seu primeiro mandato, Trump tem colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral dos Estados Unidos, alegando que a derrota para Joe Biden em 2020 resultou de fraude. Ele e aliados também levantam suspeitas sobre votos de imigrantes, embora não haja evidências de que isso ocorra de forma significativa.
Trump também defende o fim das urnas eletrônicas e o retorno às cédulas de papel
O presidente também defende o fim das urnas eletrônicas e o retorno às cédulas de papel, com contagens manuais. Em agosto, Trump prometeu proibir tanto o voto por correio quanto as máquinas eletrônicas antes das eleições legislativas de 2026.
A votação nacional marcada para 3 de novembro de 2026 será o primeiro grande teste das políticas internas e exteriores de Trump desde sua volta ao cargo em janeiro, com os democratas buscando retomar o controle da Câmara dos Representantes e do Senado para tentar barrar a agenda do presidente republicano.
O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil
Foto: Reprodução / @netanyahu
Um ataque israelense vitimou quatro jornalistas nesta segunda-feira (25). A investida aconteceu em um hospital Naserde Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Só hoje foram mortas 15 pessoas. O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil. A informação foi confirmada por autoridades palestinas.
Os repórteres trabalhavam reportando a guerra em Gaza para jornais internacionais e foram identificados como Hossam al-Masri, da agência Reuters; Mohammed Salama, do canal Al Jazeera, Miriam Abu Daqa, freelancer que trabalhava com a Associated Press, e Moz Abu Taha, do canal americano NBC.
Um outro profissional da Reuters também ficou ferido e agência afirmou que busca “urgentemente” mais informações. À imprensa local, a Reuters disse que está “devastada” com o acontecimento e que pediu ajuda de Israel e das autoridades palestinas para retirar Hatem Khaled, repórter ferido, do local.
Até o momento, o Exército de Israel não comentou sobre o ataque até o momento. Uma fonte militar disse que o bombardeio não foi cometido pela Força Aérea, segundo o jornal Times of Israel.
Outras mortes
As mortes acontecem duas semanas após cinco repórteres da Al Jazeera serem mortos em um ataque na Cidade de Gaza. Em resposta, o governo de Israel alegou que um deles era “membro do Hamas”. Ao todo, 186 jornalistas morreram em Gaza. Segundo o Comitê de Proteção a Jornalistas, 178 desses mortos foram vítimas de ataques israelenses.
Os ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos do governo Lula (PT) deverão prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre a entrada em território brasileiro de uma aeronave militar dos Estados Unidos, que fez pousos em Porto Alegre (RS) e em Guarulhos (SP) nesta terça-feira (19). O pedido foi feito por três parlamentares do PSOL.
De acordo com o requerimento, assinado pelo deputado Glauber Braga (RJ) e pelas deputadas Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP), a gestão federal deverá informar detalhes sobre a operação e a finalidade da missão. O avião em questão é um Boeing 757 utilizado pela Força Aérea dos EUA e que costuma transportar autoridades americanas, incluindo integrantes da Agência Central de Inteligência, a CIA.
Os parlamentares querem saber se o governo americano fez um pedido formal para a operação, quais termos foram estabelecidos, quem estava a bordo da aeronave e se houve desembarque de equipamentos ou carga. Também questionam se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi comunicada previamente, se houve apresentação de plano de voo e se toda a documentação exigida pela legislação brasileira foi cumprida.
No requerimento, os deputados afirmam que a presença de um avião militar estrangeiro em solo brasileiro, sem informações claras e públicas sobre sua missão, “levanta preocupações relevantes que merecem ser sanadas”. Caso os ministérios optem por classificar algum dado como sigiloso, terão que justificar a decisão formalmente.
SOBRE O POUSO O Boeing C-32B, que é uma versão militar do Boeing 757-200, despertou curiosidade justamente pelo fato de não ter qualquer identificação e pela ausência de divulgação oficial de informações sobre o motivo de sua missão, pousou primeiramente em Porto Alegre (RS) e horas depois seguiu para Guarulhos (SP).
Segundo registros do site FlightRadar, o avião partiu de uma base aérea em Wrightstown, em Nova Jérsei, na última segunda (18), e seguiu para Tampa, na Flórida; depois para San Juan, em Porto Rico; e, de lá, voou até Porto Alegre, onde pousou por volta das 17h13 desta terça. A decolagem seguinte ocorreu às 20h03, com destino a Guarulhos, onde o avião chegou às 21h48 e permanecia até a manhã desta quarta (20).
A operação foi confirmada pelas concessionárias que administram os dois aeroportos brasileiros. Em nota, a Fraport, responsável pelo terminal gaúcho, confirmou o pouso e disse que a aeronave seguiu para Guarulhos. Já a GRU Airport, responsável pelo terminal da cidade paulista, reforçou que a chegada da aeronave contou com autorização do Ministério da Defesa do Brasil.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o avião transportava diplomatas norte-americanos destinados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. O Ministério da Defesa brasileiro também confirmou à emissora que a aeronave estava regular e que possuía plano de voo.
*Pleno.News Foto: Reprodução/YouTube Aircraft. Picmove. Military