Demissão voluntária deve ocorrer em duas etapas e integra pacote usado para convencer bancos a liberarem empréstimo de R$ 20 bilhões.
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Os Correios pretendem desligar pelo menos 10 mil funcionários por meio de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV). A medida integra o plano de reestruturação usado como garantia para a obtenção de um empréstimo de R$ 20 bilhões, considerado essencial para evitar o agravamento da crise financeira da estatal.
O ajuste é visto pelos bancos como condição para liberar o crédito, que terá garantia do Tesouro Nacional. Com o aval soberano, o risco da operação diminui, já que a União assume o pagamento em caso de inadimplência.
Meta mínima é desligar 10 mil empregados
Segundo fontes envolvidas nas negociações, a meta exata ainda está sendo definida, mas 10 mil desligamentos são considerados o patamar mínimo. Hoje, os Correios possuem cerca de 85 mil empregados, e os gastos com pessoal representam 72% de todos os custos da empresa.
O PDV será lançado em duas etapas. Na primeira, serão aplicadas regras tradicionais, baseadas em critérios de idade e tempo de serviço. A segunda etapa deve trazer metas específicas por área, conforme estudo que mede a produtividade de agências e setores.
Os Correios mantêm aproximadamente 10 mil unidades de atendimento, sendo 7 mil próprias ou franqueadas. Entretanto, apenas 15% delas operam no azul. Por isso, a empresa pretende mapear regiões com agências sobrepostas, unificando operações e direcionando funcionários dessas unidades ao PDV ou ao remanejamento interno.
A situação financeira da estatal é considerada crítica. Os Correios acumulam prejuízos desde 2022 e devem encerrar 2025 com um rombo de R$ 10 bilhões. Sem recursos novos, projeções avaliadas pela empresa indicam que o déficit pode atingir R$ 20 bilhões em 2026 e chegar a R$ 70 bilhões em cinco anos, empurrado por multas contratuais e atrasos em pagamentos.
Um dos desafios é criar incentivos que tornem o PDV atrativo, mas sem comprometer ainda mais as finanças. Em 2024, apenas 3.705 funcionários aderiram ao programa.
Entre os pontos de resistência estão:
receio de depender apenas do Postalis, fundo de pensão que enfrenta dificuldades e aplica descontos extras aos aposentados;
temor de perder o plano de saúde, ainda visto como um benefício importante, apesar da precarização causada por atrasos de repasses.
A estatal pretende negociar com os sindicatos para conseguir maior adesão nesta nova rodada.
Plano prevê venda de imóveis, mudanças no plano de saúde e revisão de cargos
Além do PDV, o plano de reestruturação inclui:
venda de imóveis,
reformulação do plano de saúde,
reestruturação de cargos e salários,
flexibilização da jornada para permitir entregas em fins de semana,
cobrança por resultados dos superintendentes,
estudo para futura implementação de remuneração variável.
TCU e CGU já acompanham o processo e devem intensificar a fiscalização.
Negociação do empréstimo continua após bancos cobrarem juros acima do teto
Na primeira rodada, um grupo de bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o empréstimo, mas propôs juros de 136% do CDI, acima do limite permitido pelo Tesouro, que é de 120% do CDI.
Como a diferença representaria um gasto adicional de centenas de milhões ao longo dos anos, a estatal decidiu reabrir as negociações para tentar reduzir o custo.
As instituições financeiras têm duas semanas para apresentar novas propostas, e a expectativa é que o empréstimo seja contratado ainda este ano.
Aquecimento do mercado de trabalho impulsiona percepção positiva, mas economista alerta para possível desaceleração nos próximos meses
Sete em cada dez trabalhadores brasileiros (70,1%) disseram conseguir arcar com despesas essenciais, como moradia, alimentação, educação e saúde, nos últimos três meses, de acordo com a Sondagem do Mercado de Trabalho de outubro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Segundo a FGV, este é o melhor resultado entre as cinco edições já realizadas da pesquisa. O avanço é atribuído à melhora no mercado de trabalho, que tem registrado maior geração de empregos e aumento da renda média.
“Essa elevação salarial parece se refletir no indicador de percepção sobre a renda, que mostra uma ampla maioria conseguindo pagar suas despesas essenciais”, afirma Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV.
Alimentação segue como principal peso no orçamento
Questionados sobre os gastos que mais impactam o orçamento familiar, os entrevistados apontaram:
Alimentação – 73,9%
Aluguel ou financiamento de moradia – 43,1%
Contas de serviços públicos (água, energia etc.) – 41,2%
Saúde – 31,9%
Dívidas – 21%
Mesmo com a inflação mais controlada, que alivia o custo dos alimentos, o indicador ainda preocupa. Tobler destaca que as dívidas continuam pesando para mais de um quinto dos trabalhadores e faz um alerta:
“Para os próximos meses, diante da expectativa de desaceleração da economia e do mercado de trabalho, não é esperado que os indicadores de percepção sobre a renda mantenham o ritmo de melhora observado até aqui.”
Satisfação com o trabalho também cresce
A sondagem ainda mostrou melhora na satisfação profissional:
Muito satisfeitos: de 14,1% para 14,3%
Satisfeitos: de 62,2% para 62,6%
Insatisfeitos: de 6,8% para 6,1%
O levantamento aponta, portanto, um cenário mais positivo para os trabalhadores — embora com cautela sobre os próximos passos da economia.
A atuação da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), por meio da Procuradoria Judicial (PJ), foi decisiva para a homologação de um acordo judicial que encerrou uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área Agrícola do Estado da Bahia (Sintagri) contra o Estado. A conciliação, homologada pelo Centro Judiciário de Conciliação de 1º Grau (Cejusc 1) do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), na última sexta-feira (7), beneficiará 1.192 trabalhadores e representou uma economia de aproximadamente R$ 7 milhões aos cofres públicos.
O acordo foi formalizado durante audiência conduzida pela juíza coordenadora do Cejusc 1, Mônica Sapucaia, com apoio da equipe do Centro, em especial da diretora da unidade, Cássia Pina, e ocorreu no encerramento da XX Semana Nacional da Conciliação. O ato contou com a presença da presidente do TRT-BA, desembargadora Ivana Magaldi, e do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lélio Bentes Corrêa.
O processo, iniciado em 2018, encontrava-se em fase de liquidação e, com a conciliação, permitirá o reconhecimento e pagamento individualizado dos créditos aos substituídos mediante assinatura de termo de adesão. “As partes escolheram a mediação como caminho para resgatar a efetividade do título judicial. A transparência, o equilíbrio e o diálogo entre a advocacia sindical e a advocacia pública foram fundamentais para o sucesso da mediação”, destacou a magistrada Mônica Sapucaia, ressaltando o fortalecimento da cooperação técnica entre o Estado da Bahia e o TRT-BA, firmada em dezembro de 2024.
Representando o Estado da Bahia, participaram da audiência o procurador chefe da Procuradoria Judicial, Ronaldo Nunes Ferreira, e o procurador assistente do Núcleo Trabalhista, Frederico Valverde Oliveira. O procurador Ronaldo Nunes enfatizou o compromisso da PGE-BA com a construção de soluções jurídicas que conciliem segurança, eficiência e responsabilidade fiscal:
“Este acordo é fruto do diálogo institucional e da busca constante por soluções que garantam justiça aos servidores e racionalidade na gestão dos recursos públicos. A conciliação demonstra o papel estratégico da PGE-BA na defesa do interesse público e na promoção de uma cultura de pacificação e eficiência dentro do Estado”, afirmou.
O acordo foi celebrado em cerimônia realizada no gabinete da Presidência do TRT-BA e simboliza não apenas o encerramento de uma demanda complexa, mas também um avanço concreto na gestão estratégica e colaborativa das políticas públicas, reforçando o protagonismo da PGE-BA no cenário jurídico e institucional da Bahia.
Nos últimos dias, o mundo voltou a acompanhar com preocupação a ocorrência de tsunamis na região do Pacífico. O fenômeno, provocado por um forte terremoto, atingiu partes do litoral da Rússia, do Japão e chegou, em menor intensidade, até cidades da costa oeste dos Estados Unidos. O caso reacendeu discussões sobre os riscos desses eventos extremos em outras partes do mundo inclusive no Brasil.
Para esclarecer dúvidas e tranquilizar a população, o Rotativo News conversou com o geólogo Carlos César Uchôa de Lima, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), mestre, doutor e pós-doutor em Geologia, que explicou o que de fato ocorreu:
“Esse tsunami faz parte de uma grande falha geológica, um prolongamento da mesma falha que esteve envolvida no tsunami de 2011, no Japão. São zonas de choque de placas tectônicas”, explicou o professor.
A origem do fenômeno, portanto, está relacionada à intensa atividade sísmica em áreas onde placas tectônicas colidem algo que não ocorre no Brasil, segundo Uchôa:
“Nosso litoral é banhado pelo Atlântico e está fora das zonas de subducção. Não há possibilidade desse tsunami chegar à costa brasileira. A população pode ficar tranquila em relação a isso. ”
Ressaca no Brasil: há relação?
Nos dias seguintes ao tsunami no Pacífico, cenas de marés invadindo ruas no Rio de Janeiro, São Paulo e em algumas cidades do Nordeste chamaram a atenção nas redes sociais. Mas, segundo o professor, não há qualquer relação entre os dois fenômenos:
“Essas marés de ressaca foram anteriores ao tsunami. Aconteceram na tarde de ontem, enquanto o tsunami no Pacífico ocorreu à noite, no nosso fuso horário. São fenômenos distintos”, esclareceu.
O Brasil está protegido?
Sim. Embora o Brasil tenha um litoral extenso, ele está posicionado em uma área considerada tectonicamente estável. A última vez que um tsunami cruzou oceanos foi em 1960, quando um forte terremoto no Chile gerou ondas que chegaram ao Japão, passando pelo Havaí. Mas, como destacou o professor Carlos César Uchôa, isso ficou restrito ao Pacífico. Além disso, o país mantém sistemas de monitoramento de abalos sísmicos e coopera com redes internacionais que emitem alertas em caso de qualquer anomalia oceânica.
O economista e ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, será o conferencista de destaque do seminário “SEI 30 anos: história, inovação e futuro do planejamento”, que celebra as três décadas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e marca os 70 anos de planejamento na Bahia. O evento acontece nos dias 10 e 11 de junho de 2025, no Fiesta Convention Center (Hotel Fiesta, Salvador). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site sei30anos.sei.ba.gov.br.
Reconhecido nacional e internacionalmente, Campolina é professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e referência nos campos da economia regional, desenvolvimento econômico e economia da tecnologia. Possui mais de 150 publicações e uma sólida trajetória acadêmica e institucional, tendo atuado como reitor da UFMG, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da mesma universidade, coordenador da área de economia da Capes, presidente da Fapemig e dirigente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Atuou também na London School of Economics e foi vice-presidente da importante entidade internacional Regional Studies Association, comunidade global de pesquisa sobre desenvolvimento e políticas regionais e urbanas.
No seminário, o economista irá refletir sobre os desafios do desenvolvimento regional no Brasil, trazendo sua experiência acumulada ao longo de décadas em pesquisa, formulação de políticas públicas e gestão universitária.
O evento contará ainda com outros importantes nomes nacionais, como José Celso Pereira Cardoso Junior, secretário de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Sandra Chaves, membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN), e José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, ex-secretário do Planejamento do Estado da Bahia e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra – Ineep.
A programação completa está no site do evento.
Assessoria de Comunicação Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) Tel.: (71) 3115-4729 / 9708-0782
O Cometa do Diabo, que tem como nome técnico 12P/Pons-Brooks, poderá se tornar visível da Terra nas próximas semanas, particularmente no Hemisfério Norte e, a partir do dia 21 de abril, no Hemisfério Sul. Neste dia, o cometa chegará mais perto do Sol, momento chamado de periélio.
O objeto celeste demora 71,3 anos para dar uma volta em torno do Sol. Embora haja uma expectativa de que o corpo celeste se torne visível a olho nu, não há garantias e é indicado o uso de binóculos.
Por enquanto, o cometa passa pela constelação de Andrômeda a 245 milhões de quilômetros da Terra, conta o astrofísico e pós-doutor do Observatório Nacional, Filipe Monteiro. As aparições do cometa costumam ser brilhantes devido a explosões de gás e poeira sendo liberados debaixo de sua superfície.
– Durante o periélio, quando ficará a uma distância de 0,78 unidades astronômicas do Sol ou mais de 116 milhões de quilômetros, o cometa irá atingir seu brilho máximo. No entanto, destaca Monteiro, isso não traz garantias de que o 12P/Pons-Brooks poderá ser visto a olho nu, já que o brilho dele é imprevisível.
Para testemunhar o periélio do corpo celeste, os observadores deverão olhar para o horizonte oeste, na mesma direção do pôr do Sol, que será o horário em que o cometa ficará mais visível.
Em abril, o Cometa do Diabo estará abaixo da constelação de Touro e, em maio, abaixo da constelação de Órion. O horário em que o corpo celeste se tornará visível varia conforme a região do Brasil por causa da diferença da hora em que o Sol se põe. Em outros momentos do dia, não será possível observar o corpo celeste mesmo com o uso de binóculos e telescópio.
– No Norte, mais especificamente no Acre, o cometa permanecerá visível até por volta das 19h50, porque o estado está no extremo leste do país. No Nordeste, por outro lado, observadores poderão enxergar o 12P/Pons-Brooks entre 17h45 e 18h20. Já no Rio de Janeiro, o cometa poderá ser visto até umas 18h20. Por estarem mais próximos da Linha do Equador, Norte e Nordeste terão a chance de presenciar o corpo celeste a uma altura melhor antes do restante do Brasil.
– A maior dificuldade será encontrar um lugar com o horizonte oeste livre, visto que o cometa está muito baixo no céu, numa altura de cerca de 15 graus – afirmou Monteiro.
A partir da segunda quinzena de maio, o cometa vai ficando mais alto, mas também vai perdendo brilho. O dia 2 de junho é a data em que o cometa ficará mais perto da Terra, mas não há perigo de colisão. A proximidade do 12P/Pons-Brooks com o planeta não significa que será mais fácil de vê-lo, já que estará mais longe do Sol. Nessa data, observadores do Hemisfério Sul ainda poderão presenciar o 12P/Pons-Brooks com a ajuda de binóculos e telescópios.
Segundo a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa), no Hemisfério Norte, o objeto já é visível com o uso de equipamentos. Por lá, a expectativa é de que o cometa possa ser visto a olho nu em 8 de abril, quando também acontecerá um eclipse solar total no norte do planeta.
CHIFRES O nome do Cometa do Diabo faz referência ao seu formato de chifre, resultado de uma pressão da radiação do Sol que formou uma espécie de cauda de gás e poeira. O astrônomo Elek Tamás do Observatório Harsona, na Hungria, observou ao olhar imagens do cometa de 2023 que ele estava consideravelmente mais brilhante por causa de uma explosão, que também “entortou” sua cauda.
Vários astrônomos se debruçam sobre as possíveis causas para o formato de chifre do Cometa do Diabo. Uma das hipóteses exploradas diz que o cometa está expelindo gás e poeira de forma desigual. Outra possibilidade avalia que há um bloqueio da visão de parte do material brilhante atrás dele.
O 12P/Pons-Brooks é um cometa do tipo Halley, que são caracterizados por serem periódicos.
– Isso contrasta com os cometas de longo período, cujas órbitas duram milhares de anos – explicou o astrofísico Filipe Monteiro.
Preço médio das apólices cresceu em dois anos; segurados precisam estar atentos ao que diz a apólice para evitar perda de cobertura ou surpresas em caso de sinistro.
— Foto: Detran-AL
As fortes chuvas vistas nos últimos dias deixaram um rastro de destruição pelo país. Diferentes estados brasileiros registraram mortes e desaparecimentos, além de relatos de moradores que perderam móveis, eletrodomésticos e veículos por conta dos temporais.
Para o mercado segurador, o período é marcado por um aumento no volume de sinistros (casos em que ocorre um prejuízo ao bem segurado que esteja especificado na apólice) e de indenizações — principalmente no que diz respeito aos seguros de automóveis.
Mas alguns acidentes ou ocorrências podem não estar cobertos pelo seguro. Tudo depende do que o cliente contratou e de como o dano aconteceu.
Nesta reportagem, você vai entender:
Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel?
Quais os danos normalmente cobertos pela apólice?
Quanto custa um seguro automóvel?
Como acionar o seguro em caso de acidentes ou ocorrências?
Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel?
Veja lista dos veículos novos mais vendidos do Brasil em 2023
Quais os tipos de cobertura existentes em um seguro automóvel?
O seguro automóvel é um tipo de proteção patrimonial, que pode ser contratada diretamente com uma seguradora, com uma corretora de seguros ou com um corretor registrado na Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Esse produto serve para proteger o carro segurado de eventuais prejuízos que possam acontecer no dia a dia, como uma colisão entre veículos ou casos de roubo, furto ou enchentes.
Existem vários tipos de cobertura que podem ser contratadas em um seguro automóvel. O seguro total (também conhecido pelo setor como seguro compreensivo) é a opção mais completa — e mais cara — oferecida pelo mercado.
Normalmente, essa opção costuma oferecer cobertura contra:
Colisão (perda total ou parcial);
Colisão com seguro contra terceiros;
Roubo e furto;
Desastres naturais; entre outros.
É a cobertura contra desastres naturais que costuma indenizar os segurados nos períodos de chuva. Ela pode incluir proteção contra danos causados por enchentes, chuvas de granizo, quedas de árvores ou muros e ventos fortes, por exemplo.
É preciso, no entanto, que o cliente esteja atento na hora da contratação do seguro para ter certeza de quais riscos e danos estão previstos na apólice.
“O mercado segurador cada vez mais tem os chamados produtos de entrada, que eventualmente têm algum tipo de restrição de cobertura, mas ajuda a resolver os problemas mais procurados pelos clientes”, disse o diretor de automóvel da Porto Seguro, Jaime Soares.
“O preço do seguro às vezes fica muito barato porque vem com restrição de cobertura. Então é fundamental que o consumidor entenda qual oferta está recebendo”, acrescentou.
Os chamados seguros de entrada são produtos mais baratos, que possibilitam a personalização pelo cliente. Nesse caso, o segurado opta quais coberturas gostaria de ter em seu veículo e paga o preço proporcional.
Quais os danos normalmente cobertos pela apólice?
Os danos que podem ser indenizados pela apólice dependem das coberturas compradas pelo cliente na hora da contratação do seguro.
São chamados de sinistros todos os acidentes ou ocorrências que estejam especificados na apólice. É nesse documento que estão registrados os direitos e obrigações do segurado e da seguradora, bem como as informações do seguro contratado, as coberturas e franquias.
Caso o seu carro fique preso em uma enchente devido às chuvas e sofra algum dano, por exemplo, é preciso que você tenha contratado a cobertura contra desastres naturais para que seu caso seja considerado um sinistro e você possa pedir indenização à seguradora.
Se o seu seguro só cobre casos de colisão entre veículos ou de roubo e furto, você pode ter que arcar com o prejuízo.
O cliente pode avisar a seguradora que houve um sinistro em até um ano da ocorrência. Depois desse prazo, o segurado perde o direito de indenização.
Além disso, há responsabilidade dos clientes em não gerar o chamado agravante de risco.Segundo a vice-presidente da comissão de seguro automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Keila Farias, agravar o risco é aumentar a probabilidade de ocorrência de dano no bem segurado.
“No caso de uma enchente, por exemplo, agravar o risco seria tentar passar com o carro em uma rua que está alagada e impedida para o trânsito”, exemplificou.
Nesses casos, ao tentar passar em uma rua alagada, que esteja com água na metade da altura do pneu para cima, o veículo tente a perder a aderência no asfalto, aumentando o risco de dano. Caso isso aconteça, o segurado corre o risco de ter que arcar com o prejuízo mesmo tendo contratado a cobertura contra enchentes e inundações.
“Se você tenta passar o carro por uma rua que esteja alagada, primeiro você está colocando em risco sua própria vida. E, se for comprovado [que o cliente tentou passar pela via alagada], a pessoa acaba perdendo a cobertura, já que forçou uma situação [de dano]”, afirmou Soares, da Porto.
Veja técnica para ‘ressuscitar’ carro com sujeira incrustada
Quanto custa um seguro automóvel?
O preço desse produto varia conforme a quantidade de coberturas contratadas na apólice – assim, quanto mais coberturas, mais caro tende a ficar o seguro. Além disso, esse custo também pode variar a depender
da idade e do gênero do condutor;
da região em que ele mora e trabalha;
do tipo de carro; entre outros condicionantes.
Na média de 2023, os preços do seguro de automóveis recuaram 12,5% em comparação ao ano anterior. Em relação a 2021, no entanto, o aumento foi de aproximadamente 5,7%. Os números são do Índice de Preços do Seguro de Automóvel (IPSA), elaborado pela TEx, plataforma de inteligência de dados.
De acordo com um levantamento feito pela Minuto Seguros para o g1, considerando dois dos veículos mais vendidos mensalmente entre 2021 e 2023 – o HB20 Sense e o Ônix Hatch – em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Salvador (BA), os aumentos nos preços de seguro automóvel chegam aos três dígitos em algumas situações.
Como acionar o seguro auto em caso de sinistro?
A principal maneira de acionar o seguro do carro em caso de sinistro é contatando a seguradora por um de seus canais de comunicação. A forma mais comum é pelo telefone, disponibilizado no site oficial da seguradora ou na apólice.
Nos casos em que o carro fica preso em uma enchente, os especialistas orientam a redobrar a atenção e tentar encontrar um lugar seguro para abrigo.
“A principal orientação é evitar regiões de risco e picos de alagamento”, disse Farias, da Fenseg.
“Mas se foi inevitável e a situação acabou acontecendo, a pessoa precisa tentar sair do carro em segurança, e esperar baixar a água em um lugar seguro. Ele pode até tentar avisar a seguradora na hora, mas dificilmente será possível tirar o carro antes de a água baixar”, completou. “Depois é só esperar o guincho chegar.”
Após causar polêmica ao lançar um vídeo no qual dança sobre o colo de Lúcifer, o rapper Lil nas X voltou a explorar temas religiosos, causando indignação entre conservadores. Nesta segunda-feira (8), o cantor apareceu caracterizado como Jesus Cristo pregado em uma cruz, na capa de seu novo single. A música levará o nome do Messias em inglês: J. Christ.
– Meu novo single é dedicado ao homem que teve o melhor retorno de todos os tempos – declarou o rapper sobre a música que vai ao ar no dia 12 de janeiro.
Além da capa, Lil nas X também divulgou um vídeo no qual a cruz em que ele está pendurado se transforma em uma armadura.
No espaço para comentários, parte dos internautas deixaram críticas à atitude do cantor e mencionaram versículos bíblicos como Gálatas 6:7,8.
– Olha, eu não sou religioso, mas isso simplesmente não parece certo – disse um usuário do Instagram.
– Você pode fazer uma canção em que não perturbe a religião de ninguém – acrescentou outro.
– Todo mundo nesses comentários realmente acha engraçado zombar de Deus, mas quando ele voltar, quero que todos tenham a mesma energia que estão tendo agora – afirmou mais um.
– “Não se deixe enganar, de Deus não se zomba; pois tudo o que o homem semear, isso também colherá. Porque quem semeia na sua própria carne, da carne colherá a corrupção, mas quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna” (Gálatas 6:7,8) – completou outro internauta.
Diante das críticas, o músico se pronunciou negando que sua música tenha a intenção de zombar de Jesus.
– A coisa maluca é que lugar algum da foto é uma zombaria de Jesus. A imagem de Jesus é usada ao longo da história na arte popular em todo o mundo. Não estou tirando sarro de m* nenhuma. Vocês precisam parar de tentar proteger uma religião que já existia antes mesmo de qualquer um de nós nascer. Calem a p da boca – escreveu no X, antigo Twitter.
Essa não é a primeira vez que Lil Nas X se envolve em uma polêmica do tipo. Há dois anos, ele lançou um videoclipe chamado Call Me By Your Name, no qual ele é seduzido por uma serpente embaixo de uma árvore, fazendo referência ao livro de Gênesis. Na sequência, o rapper aparece descendo de pole dance até o inferno, onde apresenta uma dança erótica para Lúcifer. O clipe termina com ele tomando o lugar do diabo para si.
A proximidade do fim do ano traz, aos trabalhadores brasileiros, a expectativa pelo pagamento do 13º salário, uma conquista obtida há mais de 60 anos, com a sua sanção, em 13 de julho de 1962, pelo então presidente João Goulart.
A Lei 4.090/1962 foi proposta em 1959. A justificativa do projeto de lei afirmava que as empresas costumavam pagar gratificações aos funcionários perto do Natal. Segundo o projeto, a lei consolidaria uma situação que era comum entre os trabalhadores da iniciativa privada. A discussão durou três anos, em meio a pressões de entidades empresariais e de sindicatos.
Este ano, a primeira parcela do décimo terceiro salário deve ser pago pelas empresas até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro. Todo trabalhador com carteira assinada tem direito ao equivalente a um mês de salário líquido — ou seja, o dinheiro que de fato recebe, descontando Imposto de Renda e INSS — caso tenha trabalhado na empresa durante o ano inteiro, ou a um valor proporcional aos meses trabalhados.
O especialista em direito trabalhista do Escritório JHM, Igor Borges, explica que o 13° é pago em duas parcelas, mas que possuem valores diferentes. “A primeira parcela do décimo terceiro não possui nenhum desconto e pode ser calculada pela metade do último salário bruto recebido, normalmente o de novembro — ou seja, a remuneração registrada na carteira, sem descontar Imposto de Renda e INSS — ou proporcional aos meses trabalhados na empresa. Já a segunda parcela do décimo terceiro salário sofre desconto de INSS e Imposto de Renda”, explica o advogado.
Desde que foi criado, o 13º virou uma ferramenta para impulsionar a economia, garantindo elevados volumes de vendas para a indústria e o comércio no fim de ano. Estão contemplados pelo benefício todos os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada, urbano ou rural, avulso e doméstico, além dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o 13° salário tem um grande potencial, chegando a injetar R$ 249,8 bilhões na economia brasileira. Este montante representa quase 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Ainda segundo estimativas do DIEESE, aproximadamente 85,5 milhões de brasileiros são beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.672.
Apesar disso, o advogado Igor Borges alerta que o 13º salário pode ser usado para compras necessárias e programadas, mas sem exageros. “Com uma boa organização, é possível fazer as compras necessárias e ainda guardar parte do dinheiro. Para isso, organize as finanças e separe um valor máximo para cada coisa. Assim, não haverá chances de exceder o valor do benefício”, alerta o profissional.
Os espaços Instagramáveis são ideais para tirar fotos incríveis e chamar atenção nas redes sociais. Eles são pensados com o objetivo de transmitir personalidade e atrair o público, por isso muitas empresas investem nesses ambientes para compartilhar os cliques nas redes sociais.
Pensando nas empreendedoras que ainda não possuem espaços como esses, o Coworking Negócios para Elas montou espaços criativos para movimentar as redes sociais das empreendedoras e suas marcas com conteúdos que chamem atenção.
De acordo com Mariana Mendonça, responsável pelo espaço, a ação foi criada pensando no Dia do Empreendedorismo Feminino, comemorado em novembro, e também nas festas de fim de ano, onde as empreendedoras realizam campanhas para movimentar as vendas.
“Cenários Instagramáveis fazem toda a diferença na hora de produzir um ensaio seja para marca pessoal, lojas, produção de conteúdo de produtos, e até mesmo ensaios pessoais como os de aniversários, por exemplo. Temos quatro opções disponíveis para serem usadas durante a locação: o estúdio lilás, um cenário Chevron, um espaço pink ball com piscina de bolinhas e sofá cor de rosa, que é o nosso cenário fixo tradicional”, afirmou.