Oferta é isca para capturar dados e cometer delitos

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado nesta terça-feira (12) alertando para o golpe do falso emprego. Segundo a entidade, criminosos assediam pessoas que estão procurando trabalho e oferecem o que parece ser “uma vaga imperdível”. A oferta enganosa é isca para capturar dados de candidatos.

De acordo com a Febraban, criminosos se passam por falsos recrutadores e também como integrantes de falsas agências de emprego enviando mensagens por WhatsApp, e-mail ou em redes sociais.

“Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais”, alerta.

Além de dados, os golpistas podem pedir dinheiro para pagamento de taxa de inscrição, realização de falsos exames médicos ou pagamento de curso preparatório para a vaga que não existe.

Os riscos, além de perder dinheiro imediatamente com essas despesas fictícias, são as vítimas terem sua imagem usada em autenticações biométricas e, junto com documentos informações bancárias, os criminosos levantarem financiamentos em nome das pessoas que caíram no golpe.

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No golpe do falso emprego, os criminosos cometem estelionato, que é a vantagem ilícita para si ou para outra pessoa em prejuízo da vítima, furto mediante fraude e apropriação indébita. Os três delitos estão previstos no Código Penal.

No comunicado, a Febraban faz cinco recomendações para não cair no golpe do falso emprego:

  •  Desconfie de processos seletivos simplificados e da oferta de salários muito acima da média do mercado para as funções descritas.
  •  Antes de abrir links indicados em mensagens, verifique diretamente no site ou nas redes sociais da empresa se a vaga existe de fato.
  •  Confirme se o recrutador é autêntico e possui conexões reais. Se receber mensagens por e-mail verifique se o endereço é corporativo.
  •  Não envie foto de documento, dados bancários ou assinatura digital sem ter certeza da idoneidade da empresa.
  •  Não efetue qualquer tipo de pagamento zero: taxa de inscrição, exames ou cursos pré-contratação.

Fonte: agência Brasil


                      Redação representará o Brasil na fase internacional, na Suíça

Imagem: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

A estudante Liz Medeiros Mota, de 12 anos, do Colégio The British School of Brasília, é a vencedora da etapa nacional da 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas. A aluna e a escola receberão premiações no valor de R$ 7,5 mil e R$ 7.875 mil, respectivamente, além de certificados e troféus.

Promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU), com sede em Berna, na Suíça, o concurso é realizado no Brasil pelos Correios e ocorre em quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional – esta última coordenada pela UPU. O objetivo é estimular a alfabetização, a criatividade e o desenvolvimento da escrita de crianças e adolescentes, por meio da redação de cartas, incentivando a reflexão crítica sobre temas contemporâneos.

O tema desta edição — “Escreva uma carta a um amigo explicando a importância das relações humanas em um mundo digital” — convidou os participantes a refletirem sobre seus vínculos e sobre como a comunicação pode promover empatia, gentileza e compreensão em uma sociedade cada vez mais mediada por telas.

Na redação vencedora, Liz aborda a importância das relações humanas com sensibilidade e criatividade, dialogando com o universo de Alice no País das Maravilhas. A autora constrói paralelos entre a obra literária e a realidade contemporânea para refletir sobre solidão, pressa, superficialidade e pertencimento nas interações digitais.

Surpresa com o resultado, Liz destacou a qualidade da competição. “Fiquei muito feliz com o resultado, mas também um pouco surpresa, porque sabia que o nível era muito alto e que havia muitos textos bons de alunos mais velhos”, afirmou. Para a estudante, o concurso foi mais do que uma disputa. “Foi um sentimento especial de ver que uma ideia que começou só comigo conseguiu chegar a outras pessoas e outros lugares. Mais importante do que ganhar foi perceber que não era só sobre ganhar, mas ser ouvida e compreendida, e eu acho que eu fui e isso é o que me deixa mais feliz”, completou.

Segundo a aluna, a mensagem central de sua carta trata do desejo de pertencimento e dos riscos de tentar se encaixar em padrões impostos no ambiente digital. Ao lembrar a cena em que rosas brancas são pintadas de vermelho para agradar à Rainha de Copas, Liz traça um paralelo com o uso de filtros e máscaras sociais nas redes. “Quis mostrar que relações verdadeiras não acontecem quando todos tentam ser iguais, mas quando cada um pode ser quem é, sem medo de não ser aceito ou julgado por ser diferente”, explicou.

Incentivo à criatividade dos jovens – Por meio do Concurso Internacional de Redação de Cartas, os Correios reforçam seu compromisso com a responsabilidade social e com o incentivo à educação. O desempenho consistente do Brasil no certame também evidencia a contribuição da iniciativa para ampliar a representatividade do país no cenário internacional, promovendo a formação cidadã de jovens estudantes.

Do ponto de vista postal, as cartas seguem como um símbolo poderoso de conexão humana. Escrever uma carta exige tempo, cuidado e intenção, permitindo a troca de experiências e emoções de forma profundamente pessoal. Nesse processo, destaca-se também o papel dos carteiros, que, ao levar mensagens a diferentes lugares, ajudam a fortalecer laços de confiança, solidariedade e pertencimento entre pessoas e comunidades.

O segundo e o terceiro lugares da etapa nacional ficaram com Luísa Scarpa Zanon, de 13 anos, do Colégio e Curso Gauss, de Barreiras (BA), e Nina Allers de Freitas, de 14 anos, do Colégio Espaço Verde, de Volta Redonda (RJ). As estudantes receberão prêmios de R$ 6 mil e R$ 4,5 mil, respectivamente, enquanto as escolas serão contempladas com R$ 6.375 mil e R$ 4.875 mil, além de certificados e troféus.

Nesta edição, os Correios também concederão menção honrosa aos alunos e às escolas que conquistaram o 4º lugar, Victor Hugo da Cunha, de 10 anos, da 1ª Escola de Tempo Integral Laudimiro de Jesus Tormin, Luziânia/GO, o 5º lugar, Neianne da Silva Souza, de 15 anos, do Colégio Salesiano São José, Natal/RN e o 6º lugar, João Pedro Weirich Almeida, de 14 anos, do Colégio Farroupilha, Porto Alegre/RS, com a entrega de certificados e um kit especial de selos.

Todas as informações sobre a 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas estão disponíveis no site dos Correios.


Cantores tinham sido liberados da prisão por determinação do STJ

© MC Poze do Rodo/Instagram

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva dos envolvidos na Operação Narcofluxo, entre eles os cantores MC Ryam SP e MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira por suspeita de participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro

O pedido da nova prisão, aceito pela Justiça nesta quinta-feira (23), foi feito pela Polícia Federal (PF) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) LINK 1 conceder habeas corpus aos investigados, também na quinta-feira. 

Segundo a PF, novos elementos que indicariam risco de continuidade das atividades criminosas e possível interferência nas investigações foram encontrados nas investigações. 

As prisões temporárias, decretadas no dia 15, foram agora convertidas em preventivas, que não tem prazo definido de duração.

A investigação da PF aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas e uso de empresas de fachada. 

As defesas ainda não se manifestaram oficialmente.

* Com informações da TV Brasil


Decisão para deixar prisão domiciliar cabe a Alexandre de Moraes

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar a prisão domiciliar e fazer uma cirurgia no ombro.

O parecer atende pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que deu prazo de cinco dias para o procurador opinar sobre a questão.

“A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro, sem prejuízo da adoção das medidas de cautela reputadas necessárias”, opinou Gonet. 

De acordo com a defesa de Bolsonaro, o ex-presidente precisa passar por um procedimento cirúrgico para tratar uma lesão no manguito rotador do ombro direito. 

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista. 

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha.

Com informações da agência Brasil.


Pequena parte do Centro-Oeste também pode ser atingida

© Agência Pará.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, com grau de severidade avaliado como perigo, em razão de chuvas intensas em pelo menos nove estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O alerta, que começou a valer à 0h desta segunda-feira (20) e vigora até as 23h59 de hoje, cita chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos intensos que devem variar de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. As orientações, em caso de rajadas de vento, incluem não se abrigar debaixo de árvores, diante do risco de queda e de descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193)”, completou o instituto.

Emergência em Belém

O alerta inclui o município de Belém, que decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado pela prefeitura como extremo.

“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.

Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.

“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.


Proposta está em análise na Câmara

Lei Seca pode sofrer alterações Crédito: Agência Brasil

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições para motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool. O texto prevê aumento significativo das multas, que podem chegar a cerca de R$ 30 mil em casos de acidentes com morte, além da suspensão da carteira de habilitação por até 10 anos.

tramitação na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições para motoristas flagrados dirigindo sob efeito de álcool. O texto prevê aumento significativo das multas, que podem chegar a cerca de R$ 30 mil em casos de acidentes com morte, além da suspensão da carteira de habilitação por até 10 anos.

A proposta altera a Lei Seca e integra um conjunto de projetos que tratam de mudanças no Código de Trânsito Brasileiro. A medida ainda aguarda análise na Comissão de Viação e Transportes.

Pelo texto, a multa pode ser multiplicada em até 100 vezes o valor de uma infração gravíssima, atualmente fixado em R$ 293,47. Em casos de acidentes com vítimas fatais, a penalidade pode alcançar R$ 29.347. Já em situações que resultem em invalidez permanente, o valor pode chegar a R$ 14.673,50, com suspensão da CNH por até cinco anos.

A proposta também prevê punições mais rigorosas para reincidentes. Motoristas que voltarem a dirigir alcoolizados após já terem sido penalizados poderão receber multas ainda maiores e ter o prazo de suspensão reiniciado.

Outro ponto previsto é a responsabilização financeira direta do condutor. Caso o projeto seja aprovado, o motorista envolvido em acidente sob efeito de álcool poderá ser obrigado a arcar com despesas hospitalares das vítimas, além de indenizações durante o período de recuperação.

Apresentado em 2024, o projeto ainda precisa avançar nas comissões da Câmara antes de seguir para votação. Caso aprovado, poderá representar uma das maiores mudanças recentes nas regras da Lei Seca no país.

Fonte: Correio da Bahia


Foto: Reprodução / Pixabay

O uso da inteligência artificial generativa já mostra um impacto negativo na empregabilidade e na renda de jovens brasileiros mais propensos a trabalhar em profissões nas quais o uso da tecnologia é maior.
 É o que mostram dados de estudo conduzido pelo pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, a partir de dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

Os números revelam que brasileiros de 18 a 29 anos mais expostos a profissões nas quais o uso de IA é maior têm uma chance de emprego quase 5% menor do que tinham em um cenário pré-inteligência artificial.
 Para chegar aos resultados, o estudo analisou grupos de trabalhadores de perfis semelhantes entre 2022, logo antes do lançamento do ChatGPT, e 2025, com a diferença de que uma parte estava em profissões mais expostas à IA, como serviços de informação e financeiros, e outra parte não. O levantamento concluiu que, após o surgimento da IA, os trabalhadores mais expostos começaram a perder mais empregos que os demais.

A renda desses trabalhadores mais expostos também foi quase 7% menor. Isso acontece, segundo o levantamento, porque a IA é excelente em executar as chamadas tarefas de entrada, como funções administrativas, de apoio e de serviços básicos, que costumam ser o primeiro passo na carreira de um recém-formado.
 “Os empregos de entrada no mercado de trabalho, que a IA consegue fazer melhor e [de modo] mais barato, são os mais substituíveis”, afirma Duque.
 

O trabalho aponta para um impacto muito pequeno da exposição à IA sobre a empregabilidade das demais faixas etárias. “O trabalhador mais velho, em geral, tem como função tomar decisões, não fazer os trabalhos mais básicos e burocráticos. E tomar decisões não é algo que se vê, ainda, na IA”, diz o pesquisador.
 Sobre a queda da renda, a avaliação de Duque é que a tecnologia está reduzindo o valor das tarefas mais padronizadas, ou seja, exatamente aquelas que são a porta de entrada para muitas carreiras administrativas.
 O pesquisador afirma que os números devem ser vistos com cautela, já que a janela de dados disponíveis ainda é curta e os dados sobre as profissões mais expostas à IA são preliminares. “Mas sem dúvida é um pouco assustador já ver um impacto tão forte da IA sobre a empregabilidade”, afirma o pesquisador. “Com o tempo, todos os tipos de trabalho, alguns mais do que outros, serão afetados.”

O estudo de Duque aprofunda um levantamento feito pelos pesquisadores Fernando de Holanda Barbosa Filho, Janaína Feijó e Paulo Peruchetti, do FGV Ibre, que, com base em uma metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concluiu que quase 30 milhões de trabalhadores no Brasil estavam em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa no terceiro trimestre do ano passado. Isso é equivalente a 29,6% da população ocupada.
 Desse total, cerca de 5,2 milhões estavam no nível mais elevado de exposição, em especial os mais jovens, mais escolarizados, na região Sudeste e trabalhando no setor de serviços, com destaque para informação e comunicação e serviços financeiros.
 O economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, diz que a inteligência artificial está automatizando “rotinas mais repetitivas” e exercidas em “posições iniciais” no mercado de trabalho.
 “Não é algo exclusivo do Brasil. Já vinha sendo observado principalmente no mercado de trabalho americano.”
 Pesquisa feita pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostra que trabalhadores em início de carreira (entre 22 e 25 anos) em ocupações altamente expostas à IA, como desenvolvedores de software e representantes de atendimento ao cliente, sofreram declínios substanciais no emprego.A ocupação de jovens desenvolvedores de software, por exemplo, caiu quase 20% do final de 2022 até setembro de 2025. O levantamento mostra que, enquanto o emprego total na economia continuou a crescer de forma robusta, o crescimento para trabalhadores jovens estagnou desde o final de 2022.
 Imaizumi é autor de um estudo que, em maio de 2025, estimou o número de profissionais brasileiros expostos à IA sob diferentes níveis.
 Ao atualizar os dados para uma média do ano passado, ele calcula que 30,5% da população ocupada com trabalho no país possa ser afetada de alguma forma pela inteligência artificial e que uma parcela de 5,3% esteja sujeita a uma exposição maior, com alto risco de ter todas as suas tarefas automatizadas.
 Nesse grupo mais ameaçado, há grande presença de vagas no setor público, que contam com proteção maior do que na iniciativa privada, pondera Imaizumi.
 “Enxergo hoje um potencial muito grande de eficiência para o setor público. Como essas posições geralmente são mais protegidas, com pessoas concursadas, a gente pode ver uma migração de tarefas.”
 Para Duque, é difícil saber quais serão as consequências do impacto negativo da IA sobre o trabalho do grupo.
 “Se os jovens já começam no mercado de trabalho com maiores dificuldades, isso tem consequências imprevisíveis”, diz. “Eles já chegam com salários baixos e acumulam menos experiência do que no passado. Quando substituírem a antiga geração, muito provavelmente terão produtividade menor e menos poupança.”

Fonte: Bahia Notícias


Carretas de saúde, odontologia e educação ajudam municípios a oferecer atendimento a regiões com menor acesso; modelo dialoga com iniciativas federais como o programa Agora Tem Especialistas

Levar serviços públicos a regiões afastadas ou com pouca infraestrutura continua sendo um dos grandes desafios da gestão pública no Brasil. Nesse cenário, as unidades móveis têm se consolidado como uma alternativa para ampliar o alcance de atendimentos em áreas como saúde, educação e assistência social.

Adaptadas em veículos ou carretas equipadas, essas estruturas funcionam como postos itinerantes capazes de realizar consultas, exames, atendimentos odontológicos e até atividades educacionais. O modelo tem sido adotado por prefeituras e governos estaduais como forma de descentralizar serviços e reduzir barreiras de acesso para a população.

Na área da saúde, por exemplo, clínicas móveis podem ser utilizadas em campanhas de prevenção, vacinação, triagens e consultas básicas. Em alguns municípios, essas unidades também ajudam a atender bairros periféricos ou comunidades rurais, onde a distância até equipamentos públicos fixos é um obstáculo.

Para Diego Teixeira, CEO da Athos Brasil , empresa que desenvolve esse tipo de estrutura, a mobilidade permite ampliar a presença do poder público em territórios com maior demanda por serviços.
“As unidades móveis ajudam a levar atendimento para lugares onde muitas vezes a população teria dificuldade de chegar até um hospital ou centro especializado. Elas funcionam como um complemento importante da rede pública”, afirma.

A expansão desse modelo também dialoga com iniciativas do governo federal voltadas à ampliação do acesso a especialistas. Programas como o Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, buscam reduzir filas e ampliar a oferta de consultas e exames especializados no Sistema Único de Saúde (SUS) — e podem se beneficiar de estruturas itinerantes para alcançar diferentes regiões do país.

As carretas do programa já chegaram à marca de 100 localidades atendidas em todo o Brasil. Atualmente, 47 unidades móveis estão em operação em 26 estados e no Distrito Federal, somando mais de 25 mil pessoas atendidas e cerca de 68 mil procedimentos realizados. Em 15 municípios, as filas por determinados atendimentos já foram zeradas.

A iniciativa é executada pela AgSUS e oferece serviços como exames de imagem, cuidado integral à saúde da mulher e atendimentos oftalmológicos, ampliando o acesso da população a especialidades que muitas vezes concentram longas filas de espera.

As unidades móveis equipadas para exames e consultas especializadas também podem apoiar ações pontuais ou mutirões de atendimento organizados por estados e municípios, contribuindo para diminuir a demanda reprimida em determinadas áreas da saúde.

Além do setor de saúde, o modelo também tem sido aplicado em outras áreas, como projetos de unidades móveis voltadas para capacitação profissional, inclusão digital e atendimento social, ampliando o alcance de políticas públicas em territórios mais vulneráveis.

Segundo Diego, o impacto dessas iniciativas depende principalmente da integração com as redes de atendimento existentes.
“A unidade móvel não substitui a estrutura fixa, mas pode fortalecer o sistema quando é utilizada de forma planejada, integrada às políticas públicas e às necessidades de cada município”, explica.
Especialistas em gestão pública apontam que, embora as unidades móveis tragam flexibilidade e rapidez de implementação, o sucesso do modelo depende de planejamento logístico, manutenção dos equipamentos e continuidade das ações. Mesmo assim, a tendência é que o uso dessas estruturas continue crescendo, especialmente em cidades que buscam soluções mais ágeis para ampliar o acesso da população a serviços essenciais.

Com iniciativas como o Agora Tem Especialistas, a proposta é justamente aproximar o SUS de quem mais precisa — levando mais acesso, mais cuidado e mais atendimento especializado para diferentes regiões do país.

Com informações da assessoria de Comunicação.


Uso inadequado de dispositivos pode provocar aquecimento, curto-circuito e até incêndios; distribuidora orienta consumidores

Com a popularização das “casas conectadas”, as tomadas inteligentes têm se tornado cada vez mais comuns na rotina dos brasileiros. Apesar da praticidade — como ligar e desligar aparelhos à distância e programar horários de funcionamento, o uso inadequado desses dispositivos pode trazer riscos à segurança das instalações elétricas. Diante desse cenário, a Neoenergia Coelba reforça a importância de utilizar as tomadas inteligentes com atenção, especialmente em equipamentos de maior potência. O alerta é para evitar sobrecargas, que podem causar superaquecimento, curtos-circuitos e até incêndios dentro das residências.

As tomadas inteligentes funcionam como adaptadores conectados ao Wi-Fi, permitindo o controle remoto de eletrodomésticos por meio de aplicativos. Elas são úteis para organizar a rotina doméstica, controlar iluminação, ventiladores e até desligar aparelhos esquecidos. No entanto, o uso simultâneo de vários equipamentos ou a ligação de aparelhos inadequados pode comprometer a segurança da instalação elétrica.

“A tecnologia é uma grande aliada no dia a dia, mas precisa ser utilizada com responsabilidade. Quando há sobrecarga ou uso inadequado, o risco de acidentes aumenta significativamente. Por isso, é fundamental que os consumidores fiquem atentos às especificações dos equipamentos e às condições da instalação elétrica da residência”, alerta Rosy Menezes, gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Coelba.

Principais orientações de segurança
Para garantir o uso seguro das tomadas inteligentes, a Neoenergia Coelba recomenda:
• Verificar se a voltagem (127V ou 220V) e a corrente suportada pelo dispositivo são compatíveis com o equipamento conectado, principalmente em eletrodomésticos mais potentes;
• Evitar o uso com aparelhos que geram calor, como aquecedores, chapinhas, air fryers e cafeteiras elétricas, especialmente sem supervisão;
• Não utilizar tomadas inteligentes em extensões ou benjamins, reduzindo o risco de sobrecarga;
• Evitar o uso de “torres de tomadas”, que concentram vários equipamentos em um único ponto de energia;
• Conferir se o produto possui certificação do Inmetro e atende às normas brasileiras de segurança;
• Manter a instalação elétrica da residência em boas condições, com revisões periódicas;
• Não deixar equipamentos ligados por longos períodos sem necessidade, mesmo com controle remoto disponível.

Além disso, a distribuidora reforça que a automação residencial deve ser aliada da segurança, e não um fator de risco. O uso consciente da energia elétrica, combinado com equipamentos adequados e instalações seguras, é fundamental para evitar acidentes.

A Neoenergia Coelba orienta que, em caso de dúvidas sobre a rede elétrica interna ou sinais de aquecimento de tomadas, cheiro de queimado ou quedas frequentes de energia, o cliente procure um profissional qualificado para avaliação.

Com informações da assessoria de comunicação.


Foto: Reprodução / Redes Sociais

Após um vídeo publicado pela primeira-dama Janja no domingo de Páscoa, gerar forte repercussão nas redes sociais. Nas imagens, ela aparece preparando carne de paca para um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto, em Brasília. Durante a gravação, Janja descreve o preparo do prato com entusiasmo, destacando o uso de alho e tempero verde.

A publicação provocou reações, especialmente de ambientalistas, que criticaram o consumo de carne de caça. Diante da repercussão negativa, a primeira-dama afirmou que o animal utilizado na receita havia sido adquirido de um produtor autorizado pelo Ibama, o que é permitido pela legislação ambiental.

A explicação, no entanto, levou a uma nova questão: quem teria fornecido a carne. Segundo informações publicadas pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o fornecedor seria o empresário Emílio Odebrecht, conhecido por sua relação de longa data com o presidente Lula.

Ele se apresenta como um dos principais criadores de paca no Brasil e, de acordo com a publicação, costuma presentear o presidente com o animal algumas vezes ao ano.

O episódio, que começou como um registro informal de Páscoa, acabou ganhando dimensão nacional ao levantar debates sobre consumo de animais silvestres e ao evidenciar relações pessoais no entorno do presidente.

Fonte: Bahia Notícias

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