ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prédio do Ministério da Educação – Foto: Marcelo Camargo

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (3) o calendário com os prazos de inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Os programas aumentam as chances de ingresso no ensino superior.

Sisu

Sisu é o sistema informatizado gerenciado pelo MEC que seleciona candidatos a vagas em cursos de graduação ofertadas pelas instituições públicas de educação superior.

Veja o calendário:

3 a 6 de agosto – Período de inscrição;

10 de agosto – Resultado da chamada única;

11 a 16 de agosto – Período para matrícula dos selecionados em chamada única.     

Lista de Espera

10 a 16 de agosto – Prazo para manifestação de interesse em participar da lista de espera;

18 de agosto – Disponibilização da lista de espera para as instituições de ensino participantes;   

19 de agosto – Início da convocação por parte das instituições de ensino dos selecionados por meio da lista de espera.

ProUni

Prouni concede bolsas de estudo integrais e parciais de 50% em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, para estudantes brasileiros ainda não graduados, em instituições privadas de ensino superior.

Confira as datas:

13 a 16 de julho – Período de inscrição;                           

20 de julho – Resultado da primeira chamada;             

20 a 28 de julho –  Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados em 1ª chamada e processo seletivo próprio das instituições de ensino superior, quando houver;

3 de agosto – Resultado da segunda chamada;             

3 a 11 de agosto – Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados em 2ª chamada e processo seletivo próprio das IES, quando houver.

Lista de espera                            

17 e 18 de agosto – Prazo para manifestação de interesse em participar da lista de espera;     

20 de agosto – Divulgação da lista de espera para as instituições de ensino;     

23 a 27 de agosto – Período para comprovação de informações da inscrição dos pré-selecionados por meio da lista de espera.

Fies

Fies é a política educacional que concede financiamentos a estudantes de cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Saiba mais:

27 a 30 de julho – Período de inscrição;

3 de agosto – Resultado dos pré-selecionados em chamada única;

4 a 6 de agosto – Prazo para complementação da inscrição dos pré-selecionados na chamada única.

Lista de Espera*

4 a 31 de agosto – Período para convocação dos pré-selecionados por meio da lista de espera.

*Quem não foi pré-selecionado na chamada única é automaticamente incluído na lista de espera.

 Fies – Vagas remanescentes

8 a 10 de setembro – primeiro período de inscrição para candidatos não matriculados e matriculados;

27 a 29 de outubro – segundo período de inscrição somente para candidatos matriculados.

Informações Agência Brasil


Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo em universidades particulares.

Foto: Divulgação

O Programa Universidade para Todos (Prouni) abre nesta segunda-feira (3) as inscrições para vagas remanescentes, aquelas que não foram preenchidas na chamada regular, aberta em janeiro. 

Os interessados terão até as 23h59 de terça-feira (4) para se candidatarem. As inscrições devem ser feitas no site http://prouniportal.mec.gov.br/ . O resultado será divulgado em 7 de maio. 

O Prouni é um programa que incentiva o acesso ao ensino superior, oferecendo bolsas de estudos parciais e integrais para estudantes fazerem graduação em universidades privadas.

É diferente do Fies, que não concede bolsa e sim financiamento aos candidatos. 

Poderá concorrer à bolsa do Prouni quem: 

Neste ano, pela primeira vez, os candidatos poderão usar as notas obtidas em qualquer uma das edições dos últimos dez anos, incluindo o Enem 2020, que foi feito em março – depois da abertura da chamada regular.

Quem for aprovado deverá comprovar as informações entregando documentos nas instituições que escolheram estudar. Confira abaixo as datas: 

Cronograma do Prouni 2021

Informações G1


O edital deve ser publicado em junho

Escolas adotam medidas de segurança contra a covid-19 na volta presencial às aulas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a intenção de aplicar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para alunos dos 30 cursos que compõem o chamado Ano II do Ciclo Avaliativo em novembro deste ano.

A prova deveria ter sido aplicada no dia 22 de novembro de 2020, mas foi adiada com o aval da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes) devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19 e os consequentes impactos da crise sanitária no cronograma de aulas das instituições de ensino superior de todo o país.

De acordo com o presidente da Conaes, o professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Mário César Barreto Moraes, a proposta de aplicar a prova para cerca de 470 mil estudantes de cursos do chamado Ciclo II foi aprovada na última reunião da comissão, na quinta-feira (22) passada.

“Isso foi aprovado na reunião da Conaes, junto com a presidência do Inep”, disse Moraes à Agência Brasil, explicando que a ata da reunião ainda precisa ser aprovada, o que, segundo ele, é mera questão de formalidade. “Na última quinta-feira (22), o instituto já tinha anunciado que planeja aplicar as provas para as áreas dos anos III (que aconteceria este ano) e I simultaneamente, em 2022.”

Consultado pela Agência Brasil, o Inep confirmou o cronograma por meio de sua assessoria. Contudo, a autarquia vinculada ao Ministério da Educação fez uma ressalva: a data pode voltar a ser alterada em função da evolução da crise sanitária decorrente da pandemia da covid-19. O edital deve ser publicado em junho.

Aplicado desde 2004, o Enade avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de bacharelado e superiores de tecnologia em relação às diretrizes curriculares, bem como o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação geral e profissional e o nível de atualização dos estudantes em relação à realidade brasileira e mundial. No ano passado, cerca de 470 mil estudantes de cursos vinculados a 30 diferentes áreas que compõem o chamado Ano II do Ciclo Avaliativo do exame deveriam ter participado das provas.

Dezessete cursos de licenciatura, dez de bacharelado e três de tecnologia devem ser avaliados na aplicação do Enade ao Ano II do Ciclo Avaliativo. São eles:

Licenciatura

– Artes visuais

– Ciência da computação

– Ciências biológicas

– Ciências sociais

– Educação física

– Filosofia

– Física

– Geografia

– História

– Letras – inglês

–  Letras – português

– Letras – português e espanhol

– Letras – português e inglês

– Matemática

– Música

– Pedagogia

– Química

Bacharelado

– Ciência da computação

– Ciências biológicas

– Ciências sociais

– Design

– Educação física

– Filosofia

– Geografia

– História

– química

– Sistemas de informação

Tecnológico

– Tecnologia em análise desenvolvimento de sistemas

– Tecnologia em gestão da tecnologia da informação

– Tecnologia em redes de computadores

Agência Brasil


Foto: Marcello Casal

Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande de Norte são proporcionalmente os estados com melhores resultados no Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 2019. O indicador, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta sexta-feira (23), mede a qualidade das instituições de ensino superior.

No três estados, respectivamente, 9,2%, 6,7% e 4,2% de suas instituições de educação superior atingiram faixa 5, que é a máxima no indicador. Do total de 2.070 instituições avaliadas, apenas 2,2% alcançaram essa faixa.

Já na faixa 4, segunda maior do IGC, Rio Grande do Sul (39,4%), Ceará (33,3%) e Distrito Federal (30,6%) foram os que obtiveram, proporcionalmente, o maior número de instituições. Considerando o total das instituições de educação superior avaliadas, 21,64% se enquadraram nessa faixa.

Dados gerais
Segundo o Inep, das 106 instituições de educação superior públicas federais com o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 2019, 71% atingiram os conceitos 4 e 5 do indicador. Ao todo, os resultados foram calculados para 2.070 instituições (públicas e privadas), considerando os 24.145 cursos avaliados entre 2017 e 2019.

Do total de instituições que participaram da pesquisa, 87,1% (1.801) são privadas e 12,9% (269), públicas. A maioria (73,1%) é composta por faculdades, seguida dos centros universitários (15,6%) e das universidades (9,4%). Por fim, estão os institutos federais e centros federais de educação tecnológica, que, juntos, representam 1,9% das instituições de ensino com o índice atribuído nesta edição. A concentração na faixa 3 abarcou mais da metade das instituições avaliadas (63,77%).

Os dados divulgados hoje revelam ainda que das 1.507 faculdades com IGC, 83,4% delas ficaram nas faixas igual ou acima de 3. Já quando se trata dos 326 centros universitários, o percentual correspondente às três faixas de maior desempenho é de 98,5% (321). No caso das 197 universidades, 99% (195) alcançaram desempenho nas faixas de 3 a 5. Dos 40 institutos federais e centros federais de educação tecnológica, 65% (26) ficaram na terceira e 35% (14) na quarta faixa do IGC.

Regiões
Quando levados em conta apenas valores absolutos, a Região Sudeste apresentou o maior número de instituições com faixa 5. A região também é a que tem mais instituições com o IGC calculado, destacando-se Minas Gerais (265) e São Paulo (509). Este último lidera o conjunto de instituições mais bem avaliadas: são 16 na faixa 5 e 84 na faixa 4.

No Nordeste, Bahia e Ceará são os estados com a maior quantidade de instituições nas faixas 4 e 5 do indicador, sendo 27 e 19 instituições, respectivamente, participando desse processo avaliativo.

Já no Sul, destacam-se, com conceitos nas faixas 4 e 5 do IGC 2019, os estados do Paraná (48) e do Rio Grande do Sul (46). Nenhuma das instituições avaliadas das regiões Centro-Oeste e Norte atingiu a faixa 5 nesta edição. Contudo, o Distrito Federal é destaque no Centro-Oeste, com 15 instituições na faixa 4, enquanto o Pará é o estado da região Norte com maior quantidade de instituições nessa faixa.

Cálculo
Para o cálculo das 2.070 instituições de educação superior no IGC 2019, foram considerados os resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 24.145 cursos avaliados entre 2017 e 2019 e os dados de 4.679 programas de mestrado e doutorado oferecidos pelas instituições em 2019.

A conta matemática para chegar ao IGC leva em conta os seguintes aspectos: a média do CPC, considerando o último ciclo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como referência; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação trienal; e a distribuição dos estudantes entre as diferentes etapas de ensino superior (graduação ou pós-graduação stricto sensu).

Aplicação
Iniciativas como a Universidade Aberta do Brasil (UAB), o Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica (Parfor) e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), utilizam o conceito do IGC como requisito, critério seletivo ou de distinção. Além disso, o indicador também é parâmetro para a distribuição de orçamento à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT) e serve como referencial nos processos de supervisão e regulação da educação superior, além de orientar a autoavaliação das instituições de ensino.

Agência Brasil


Esclarecimentos aos concorrentes estão sendo providenciadosA ocorrência de três impugnações de concorrentes foi a causa da suspensão da licitação para a aquisição de material escolar para a rede municipal de ensino, com um total orçado em R$ 5,4 milhões. 

Isso não significa que o certame está prejudicado, pois voltará a ser realizado.Os concorrentes apresentaram as impugnações solicitando maiores detalhes do material a ser fornecido, prazos, entre outros. 

Como está mudando de endereço e com o feriado do dia 21, houve impossibilidade da secretaria de Educação enviar imediatamente os esclarecimentos, que já estão sendo providenciados.A secretaria pretende adquirir 55 mil kits de material, em três tipos, para a educação infantil e para o Fundamental. A licitação está orçada em exatos R$ 5.432.240,00.


Foto: Reprodução

A pré-vestibulanda Rutineia de Sousa, 20 anos, comemorou como se não houvesse amanhã a aprovação no sonhado vestibular de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 

Uma das notícias mais felizes de sua vida sofrida – de família humilde, ela fora abandonada ainda criança pelos pais – tinha sido dada por um amigo, de quem não tinha motivos para desconfiar. Ele enviou um print que a mostrava na lista dos novos alunos do concorrido curso da federal.

Montagem feita por amigo da jovem (Foto: Reprodução/UOL)

A alegria pela conquista não tardou em ser comemorada, e em casa, na pequena cidade de Alto do Rodrigues, no oeste potiguar, comemorou ao lado da madrinha (mãe de criação). Teve até tinta de calouro e vídeo de agradecimentos nas redes sociais. 

Um outro amigo (esse de verdade) compartilhou o vídeo, e logo iniciou uma campanha para conseguir um computador pessoal para Rutineia, para que ela pudesse fazer a faculdade com uma estrutura mais adequada.

Mas tudo não passou de uma brincadeira de extremo mau gosto, e o sorriso no rosto deu lugar à tristeza e decepção: a imagem enviada pelo “amigo” era apenas para enganá-la sobre a conquista.

Segundo mostra reportagem do UOL, o caso viralizou desde domingo nas redes sociais. A publicação conta com milhares de curtidas mobilizou uma corrente de apoio à jovem, com o humorista Rafinha Bastos afirmando querer pagar pelos estudos de Rutineia e empresas de cursinho também manifestando apoio.

“Ele [amigo] simplesmente mentiu descaradamente. Magoou o meu sonho e me colocou em uma situação constrangedora, me sentindo humilhada”, lamenta a jovem em um vídeo nas redes sociais.

Amigo também fez inscrição errada
Como dito, Rutineia não tinha computador em casa, e confiou ao amigo inclusive a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), através da qual tentaria acesso à vaga numa universidade. Com o login do sistema, o amigo a colocou em concorrência de cursos que não eram de interesse dela, e ainda falsificou o print, para simular que havia sido aprovada em Medicina.

Apesar de a nota obtida por Rutineia no Enem não ter sido suficiente para conseguir a vaga, mesmo se o amigo tivesse selecionado Medicina, a jovem lamenta o fato de seu sonho virar alvo de uma brincadeira de mau gosto.

A jovem desconhece o que pode ter motivado o amigo a tomar essa atitude, já que não fez nada de mau contra ele. “Quero superar tudo isso e já estou fazendo tratamento com psicóloga para continuar estudando”, afirmou rapidamente ao UOL por telefone. Ainda muito abalada com a frustração, Rutineia não conseguiu conversar com a reportagem.

Descoberta na comemoração
O estudante de Administração Mateus Oliveira, 21, é amigo de longa data de Rutineia. Foi ele quem teve a ideia de fazer uma campanha para custear a compra de um computador para ajudá-la nos estudos na UFRN.

Logo após publicarem o vídeo pedindo ajuda, Mateus conta que passou a receber mensagens de pessoas informando que não viram o nome de Rutineia na lista.

“Quando o vídeo pedindo ajuda começou a repercutir, alguns amigos meus entraram em contato dizendo que a lista poderia ser fake. Foi quando entramos no sistema e vimos que nenhum nome daquela lista tinha sido aprovado. Ela começou a chorar, passando do pico de felicidade para a tristeza”, lembrou.

Boletim de ocorrência
O constrangimento fez ambos devolverem o dinheiro doado por internautas para a compra do computador. Alguns não quiseram a receber de volta para ajudar Rutineia. Eles também registraram um boletim de ocorrência contra o amigo que fez a brincadeira e têm apoio jurídico de advogados que se colocaram à disposição para acompanhá-los.

Rutineia também ganhou de presente um notebook após a história causar comoção na web. Ela ainda recebeu contato de empresas que ofereceram cursinhos pré-vestibulares para ingressar no sonhado curso de medicina.

“Com a nota verdadeira, estamos tentando uma bolsa em alguma faculdade privada, que pode chegar a 70% do valor do curso, mas ainda falta o restante. A gente espera conseguir”, finaliza o amigo. As informações são do UOL.

Informações Correio


Projeto prevê reabertura da educação básica e superior

Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP - AL)
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos deputados

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (21) o projeto de lei (PL 5595/20) que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante pandemias e calamidades públicas, exceto se houver critérios técnicos e científicos justificados pelo Poder Executivo quanto às condições sanitárias do estado ou município. O PL torna a educação infantil, os ensinos fundamental e médio e a educação superior serviços essenciais, que são aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia. A discussão e votação demoraram cerca de sete horas até a aprovação no plenário da Casa.

O texto, que segue agora para o Senado, prevê ainda, como estratégia para o retorno às aulas, critérios como prioridade na vacinação de professores e funcionários de escolas públicas e privadas e a prevenção ao contágio de estudantes, profissionais e familiares pelo novo coronavírus. Esse retorno deverá ter ações pactuadas entre estados e municípios, com participação de órgãos de educação, saúde e assistência social. 

O projeto define parâmetros de infraestrutura sanitária e disponibilização de equipamentos de higienização e proteção, incluindo máscaras, álcool em gel 70%, água e sabão, nos momentos de recreio, de alimentação e no transporte escolar.

“Apesar dos esforços das redes estaduais e municipais para a oferta do ensino remoto, os prejuízos à aprendizagem de crianças e adolescentes, notadamente os mais pobres e vulneráveis, têm sido imensos pela suspensão das aulas presenciais. E mesmo com a adoção do ensino remoto, há estudos realizados em diversos países sobre os efeitos da pandemia de covid-19 na educação que evidenciam perdas significativas de aprendizagem”, argumentou a deputada Joice Hasselman (PSL-SP), autora do substitutivo aprovado. 

Críticas

Parlamentares de diversos partidos de oposição obstruíram os trabalhos durante a votação por serem contra a volta durante a segunda onda de pandemia de covid-19. Na avaliação da deputada professora Rosa Neide (PT-MT), é necessário discutir o aumento de tecnologia e equipamentos para que professores e alunos possam recuperar o tempo perdido durante o período de aulas paralisadas.

“Estamos no ápice da pandemia. Temos mais de 360 mil mortos. Há milhares de profissionais da educação que já perderam a vida, mesmo com aula remota e fazendo algumas atividades presenciais”, afirmou a deputada Rosa Neide. “Queremos, sim, vacinas para todos e todas, queremos tecnologia para as escolas, queremos protocolo seguro, e não obrigar profissionais da educação a virem para a sala de aula para a morte, estudantes levarem o vírus para casa”.

Para a líder do PSOL, deputada Talíria Petrone (RJ), a discussão deve estar focada no estabelecimento de regras seguras para viabilizar o retorno às aulas. Segundo a parlamentar, outro projeto de lei estabelece “critérios epidemiológicos”, “que não colocam em risco nem alunos, nem famílias, nem profissionais de educação”.

“Nós queremos escolas abertas. Queria repetir aqui, queremos escolas abertas, porque entendemos que a escola é lugar fundamental para enfrentar as desigualdades de um país, para a alegria das crianças, para a saúde mental das crianças, para a alimentação das crianças, para compartilhar o cuidado com mães sobrecarregadas, mas não queremos isso a qualquer custo”, argumentou.

Informações Agência Brasil


Foto: Marina Silva: Arquivo Correio

Começa nesta segunda-feira a matrícula on-line para os estudantes que conseguiram garantir uma vaga em uma universidade através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu)/2021. No estado, foram 13,6 mil vagas em oito instituições de ensino. O maior número delas está na Universidade Federal da Bahia (Ufba), que somou mais de 4,6 mil vagas em 96 cursos. Esse ano, em todo país foram 206.609 vagas em 109 instituições públicas de ensino superior (confira abaixo, os prazos de matrícula por universidade na Bahia). 

Quem não vê a hora de fazer a matrícula é a estudante Radija Souza, 17 anos. Mesmo com as dificuldades nos estudo durante a pandemia, a ex- aluna do Colégio Estadual Democrático Dr. Rômulo Almeida, em Santo Antônio de Jesus, conseguiu garantir o nome na lista de selecionados na chamada regular do Sisu/2021 para o curso de Direito da Ufba. “Por um longo período não tive aulas na escola por conta da pandemia. Só tenho a agradecer aos professores de cursinhos online grátis do Youtube. Foi com eles que eu consegui, em poucos meses, criar uma base para o Enem. Passei em Direito na Ufba. A sensação é maravilhosa, pois com todas as dificuldades, o esforço valeu a pena. Já estou com toda documentação organizada, só para fazer minha matrícula”, comemora.

A matrícula será nessa semana, mas as aulas mesmo só vão começar em agosto para os novos aprovados. Mesmo assim, Radija não consegue esconder a ansiedade para viver esse momento. “Na área da justiça, sei que não posso mudar o mundo ou ajudar a todos,  mas o que eu puder fazer para contribuir, estou dentro”, diz.

De acordo com o o pró-reitor de Graduação da Ufba, Penildon Silva Filho, a expectativa para o ingresso desses novos alunos é muito grande. “Apesar das aulas presenciais paralisadas, nós continuamos com as aulas online e queremos preencher todas as nossas vagas no primeiro semestre. Ainda que não seja possível ofertar os componentes curriculares práticos, estamos adiantando o currículo com as outras atividades em que podemos fazer esse trabalho online”, destaca o pró-reitor. Ele reconhece  que a falta de aulas no ano passado para os alunos de escolas públicas aumentou o fosso da desigualdade na educação: 

“Realmente, esse aumento existe. Os alunos das escolas públicas não tiveram a mesma oportunidade de estudar que os de escolas privadas”.

No caso da universidade,  metade das vagas são reservadas para esses estudantes. “Isso foi, de algum modo, mitigado. No entanto, mesmo assim, percebermos que alguns estudantes não conseguiram fazer o Enem devido a essa situação que nos encontramos”, completa.

As matrículas na Ufba, seguem até o dia 23 de abril (sexta-feira). Vivian Lago, 21 anos, está entre os novos alunos da universidade no curso do Bacharelado Interdisciplinar em Artes. Ela concluiu o ensino médio no antigo Colégio Estadual Carneiro Ribeiro Filho, na ladeira da Soledade, e contou com o apoio do Curso pré-vestibular gratuito do Instituto Steve Biko na preparação do Enem.

“Foi bem complicado no início. Começamos com aulas através de lives no Instagram, mas a conexão de internet era um problema em alguns momentos. Entrar na Ufba é uma sensação maravilhosa, de conquista e vitória. Saber que apesar de tudo, você conseguiu chegar ao final e que foi aprovada. Estou com tudo pronto para, finalmente, me matricular”.

Mais calouros
Ex-aluno do Colégio Bernoulli, o estudante Pedro Gomes, 18, fez esse ano o seu primeiro Enem e mesmo sendo marinheiro de primeira viagem conseguiu conquistar o primeiro lugar no curso de Medicina da Ufba, com nota 838. Depois da conquista, ele diz que a meta agora é manter o bom desempenho durante a formação acadêmica.“Mais do que nunca é sempre importante ter médico. A pandemia acaba permitindo uma compreensão melhor da Medicina. É uma profissão que faz a diferença na sociedade e eu realmente gosto”.

Aprovado no mesmo curso, Abner Coelho, de 22 anos levou cinco anos estudando. “Foi uma vitória muito grande. Quando eu tinha 10 anos, sofri um acidente e quase perdi o movimento do braço direito. O médico conversou muito comigo, disse ficaria tudo bem. O que quero para vida é ajudar as pessoas, assim como elas me ajudaram. Precisamos confiar e não desistir. Você vai ouvir comentários, tipo: ‘poxa, ainda nisso, cara? Mas o que importa é o foco e a persistência”, afirma.

Quem também comemora uma vaga em Medicina é o baiano Elias Neto, 21 anos. Com os 787,59 pontos conquistados no Enem ele conseguiu resultado para entrar no curso de Medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no da Ufba de Vitória da Conquista. Ele ainda tem chances de vaga no curso de Salvador, da Ufba, mas já escolheu cursar a Univasf, com sede em Petrolina (PE), cidade vizinha da baiana Juazeiro. O jovem de Salvador se considera um caso de candidato “adverso” para o curso de Medicina por conta do pouco tempo de estudo que teve.
 
“Eu sou um caso relativamente adverso de candidato. Eu comecei a estudar do meio do ano para frente. Eu tinha trancado a matéria de Engenharia Química no quarto semestre. Eu fiz de 2019 até metade de 2020. Aí eu tive que fazer um intensivo. Uma rotina bem pesada, porque o tempo é menor para estudar os conteúdos e você precisa estudar tudo. Eu tive um respiro maior por conta do adiamento do Enem, de novembro para janeiro”, contou. O baiano já havia obtido resultados expressivos em 2019, quando foi aprovado no curso de Engenharia Química da Unicamp, de onde é egresso. Ele tinha projetos em andamentos na Universidade de Campinas e havia ganhado uma bolsa, quando decidiu trocar a Engenharia Química pela Medicina.
 
“Eu tinha projetos em andamento. Eu tinha acabado de ganhar uma bolsa pela faculdade. Quando surgiu essa ideia de fazer Medicina, ela colocou em dúvida tudo o que eu estava fazendo na universidade e eu tive que pensar bastante sobre essa mudança”, disse.
 
O ‘start’ para a Medicina veio da vontade de ajudar às pessoas e de conseguir colocar em prática ensinamentos recebidos em casa, a gentileza, a educação e o cuidado com as pessoas.  “O que me motivou pra fazer Medicina foi essa questão do contato, e ser uma contribuição, uma missão, que é algo que na minha cabeça faz muito mais sentido, essa questão de ajudar, de curar, de fazer pelas pessoas usando a técnica, mas também a gentileza, a educação. Eu acho que é mais fácil fazer isso na Medicina do que na engenharia, porque é uma questão de convivência”, conta Elias. 

Boas-vindas
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) é outra instituição que abre o processo de matrículas nessa segunda-feira e permanece até sexta (23). Foram mais de 1,2 mil vagas disponibilizadas no Sisu. O pró-reitor de Ensino, professor Jancarlos Lapa, pontua que os alunos novos vão precisar de acolhimento.

“Sabemos que a expectativa é muito grande, tanto a nossa quanto a dos estudantes. Estamos fazendo um trabalho em todos os campis em cima de um processo de acolhimento e, com isso, entender quem são esses alunos que estão chegando para um possível nivelamento, diante de todas as transformações que a pandemia impôs a educação”, destaca.

Lapa reforça que desde o ano passado, o Ifba elaborou um plano de contingência, com a reorganização curricular e a adoção do ensino remoto emergencial, o que promoveu uma série de adaptações nas aulas síncronas (online) e assíncronas (offline). “A notícia boa é que brevemente, os profissionais de educação poderão ser vacinados. Isso por si só, não é suficiente porque os estudantes também precisam ser imunizados, mas esperamos uma retomada mais robusta esse ano”, completa.  

Para todas as universidades, quem não conseguiu uma vaga no Sisu agora já pode participar da lista de espera. O estudante deve manifestar seu interesse na página do sistema na internet até o dia 23 de abril, em apenas um dos cursos que optou por concorrer.

VEJA OS PRAZOS DE MATRÍCULA PARA OS APROVADOS  PELO SISU

1. IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia 
Vagas: 1.211
Cursos: 35
Cidades Ofertadas: Salvador, Porto Seguro, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Barreiras, Valença, Camaçari, Simões Filho, Vitória da Conquista, Lauro de Freitas, Brumado, Paulo Afonso, Jequié, Feira de Santana. 
Matrículas: 19 a 23 de abril de 2021 
Início das aulas: nos meses de junho, julho e agosto, a depender do campi

2. IFBAIANO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano
Vagas: 820
Cursos: 22
Cidades Ofertadas: Uruçuca, Guanambi, Catu, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Serrinha, Valeça, Lauro de Freitas, Bom Jesus da Lapa, Itapetinga
Matrículas: 19 a 23 de abril
Início das aulas: não informado no cronograma

3. UEFS – Universidade Estadual de Feira de Santana
Vagas: 1.090
Cursos: 30
Cidade Ofertada: Feira de Santana
Matrículas: 19 a 23 de abril
Início das aulas:  não informado no cronograma

4. UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz
Vagas: 1.323
Cursos: 38
Cidade Ofertada: Ilhéus
Matrículas: 19 a 22 de abril
Início das aulas: não informado no cronograma

5. UFBA– Universidade Federal da Bahia
Vagas: 4.669
Cursos: 96
Cidades Ofertadas: Salvador, Vitória da Conquista, Camaçari.
Matrículas: 19 a 23 de abril
Início das aulas: 9 de agosto

6. UFOB – Universidade Federal do Oeste da Bahia
Vagas: 960
Cursos: 30
Cidades Ofertadas: Barra, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa.
Matrículas: 19 a 23 de abril
Início das aulas: não informado no cronograma

7. UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Vagas: 1.429
Cursos: 40
Cidades Ofertadas: Cruz das Almas, Santo Amaro, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Amargosa.
Matrículas: 19 a 23 de abril
Início das aulas: 1 de novembro 

8. UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia 
Vagas: 1.454
Cursos: 45
Cidades Ofertadas: Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Itabuna.
Matrículas: 19 a 21 de abril
Início das aulas: Não informado no cronograma  

Informações Correio


II  Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.
Foto: Wilson Dias

Agência Brasil

Neste domingo (18) comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque, nesse dia, em 1882, nasceu o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. A data celebra esse gênero literário e homenageia o escritor, autor de clássicos como Sítio do Pica-Pau AmareloO SaciFábulas de NarizinhoCaçadas de Hans Staden e Viagem ao Céu.

De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, o número de crianças leitoras cresceu de 2015 a 2019, período em que 48% disseram que leem por gosto. A prática da leitura contribui para o desenvolvimento de capacidades como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver.

Em tempos de uso de tantas telas, como tablets, celulares e televisão, e agora com o ensino remoto, os livros infantis ainda têm espaço na rotina das crianças? A doutora em educação pela Universidade de São Paulo Diva Albuquerque Maciel diz que sim.

Biblioteca Parque é reaberta com Salão Carioca do Livro

“As telas são grandes concorrentes do livro, mas temos que usar todos esses recursos em favor do livro, e não como concorrente. O livro tem um formato muito importante para a formação da língua escrita, temos que usar estratégias para aliar, já que a língua escrita precisa ser estimulada. Uma das estratégias é saber quais são as motivações das crianças, por exemplo, quais heróis e personagens elas buscam na internet, que possam estimular a leitura escrita de textos mais densos como gibis”. Diva é professora aposentada do departamento de psicologia escolar do desenvolvimento da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

A pedagoga Daniela Denise Batalha Santini, que atualmente é professora do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Parque Sevilha, na zona leste de São Paulo, afirma que, mesmo com a habilidade que o aluno de hoje tem de manusear telas, o livro ajuda muito a melhorar o interesse pela aprendizagem e a capacidade de concentração.

“O livro físico tem seu valor e não pode ser deixado totalmente para trás. O livro físico precisa se fazer presente em sala de aula como instrumento palpável. O sentir o livro, o explorar, o virar de páginas fazem toda a diferença no dia a dia do aprendizado dos pequenos. Fora as experiências sensoriais, tem a visualização, o concreto. Aguçar a curiosidade, proporcionar momento de troca”, observa Daniela Denise.

Também pedagoga, Fernanda Gadelha de Freitas Miranda é professora na Escola Municipal de Educação Infantil 22 de Março e no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati Jardim. Para Fernanda, o hábito da leitura precisa ser estabelecido desde a infância para que se formem cidadãos autônomos, questionadores e protagonistas de sua conduta e pensamentos. “Assim, acredito que a leitura, os livros infantis, sejam facilitadores desse processo. Costumo, todos os dias, oferecer aos meus alunos oportunidades de ampliar a visão de mundo e seu repertório, com os livros que lemos.”

Fernanda destaca que muitas crianças, devido às condições sociais, não têm acesso às tecnologias. “O livro impresso ainda é uma ferramenta facilitadora nesse processo, pois permite que mais adultos e crianças sejam contemplados nesse universo. Para a criança, o concreto do livro impresso é mais atraente e aceitável, ao contrário do adulto, que tende buscar à praticidade do e-book, por exemplo.”

Incentivo e diversidade temática

Diva Maciel considera fundamental o papel dos professores para estimular a leitura pelas crianças. “É preciso que os professores façam pesquisa dos livros que podem ser adotados em sala de aula, mesmo na sala remota. Ver o que elas estão buscando espontaneamente nas séries da TV, da internet. E, a partir daí, oferecer bons textos, ler com elas numa roda de leitura, ou estimulá-las a escrever e ler para turma na roda, por exemplo.”

É o que tem feito a professora Daniela, que trabalha os livros de forma descontraída, em de rodas de conversa. “Com momentos dirigidos e outros momentos livres, fazendo sempre um trabalho educativo, alinhando com o conteúdo desenvolvido, com temas atuais e muitas vezes trazendo discussões acerca de fatos do cotidiano. O momento da roda de conversa é mágico e encantador. É gratificante ver os pequenos interagindo com este universo da leitura, com seus colegas e professores.”

A professora Diva chama a atenção também para o estímulo à diversidade étnica e cultural na literatura infantil. “Lemos muito para os nossos filhos as histórias clássicas dos contos de fadas, mas, hoje em dia, temos que lembrar que são histórias que estão no formato de reis e rainhas brancos. Hoje sabemos que é importante trazer os contos em que os personagens são negros e têm outras etnias, e já existe muita coisa publicada. Nós somos um país miscigenado. No entanto, a cultura branca continua sendo dominante. É importante trazer outros tipos de livros infantis para ler para as nossas crianças”.

Diva indica a Afroteca Audiovisual Infantil, com livros com diversidade étnica e destaca que o Brasil é rico nessa diversidade cultural. “Nós temos uma oferta de grandes textos que envolvem a nossa cultura popular, nosso cancioneiro, nossos personagens. Monteiro Lobato foi um autor que utilizou bastante essas possibilidades.”

Nova tributação pode desestimular leitura

Apesar de pais e professores incentivarem a leitura, a proposta de nova tributação sobre os livros pode desestimular a compra deles. O governo federal propôs, em julho do ano passado, um projeto de lei para fusão do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em um único tributo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Entre as alterações estão o fim da isenção do PIS e da Cofins para o mercado de livros e a cobrança da CBS com alíquota de 12%. O Congresso Nacional estuda a proposta no âmbito da reforma tributária.

O presidente da Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros), Ângelo Xavier, afirma que o livro impresso é uma ferramenta muito importante na formação da criança e defende a manutenção da imunidade tributária dos livros no país. Xavier considera “um equívoco” a proposta de reforma encaminhada pelo Ministério da Economia que tributa os livros.

“Seja para os livros infantis, seja para a literatura adulta, para livros escolares, qualquer que seja a categoria de livros, isso vai dificultar ainda mais o acesso. As famílias menos favorecidas vão sofrer ainda mais. Vai haver uma concentração muito grande e poucos lançamentos de novos autores pelas editoras. Tudo que temos de positivo no mercado de livro tende a cair por terra com essa tributação. E muitas empresas, editoras, livrarias e distribuidoras tendem a ter dificuldades e até podem quebrar com a nova política, que esperamos que não se concretize”, afirma.

Como escolher um bom livro infantil

A coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo, dá dicas de como escolher um bom livro infantil. A primeira é a qualidade textual: o registro linguístico deve ser literário, ou seja, a linguagem é conotativa, utiliza figuras, e há preocupação com a escolha das palavras. “A construção textual deve estimular uma boa leitura em voz alta por parte do mediador.”

O projeto gráfico deve ter também qualidade visual, ou seja, ter capacidade de motivar e enriquecer a interação do leitor com o livro; a fonte deve oferecer boa legibilidade e as ilustrações não devem reforçar estereótipos sociais, históricos, raciais e de gênero.

É preciso ainda ter qualidade temática: o conteúdo não deve ser “didatizante” e sim dialogar com o imaginário infantil. “É importante contemplar a diversidade de contextos culturais, sociais, históricos e econômicos, além de possibilitar a reflexão das crianças sobre si próprias, os outros e o mundo que as cerca”, completa a especialista.


Lôbo possui uma história de dedicação, competência e compromisso com a Educação. Em sua nova gestão, o novo reitor dará continuidade ao trabalho de excelência realizado pelo saudoso Prof. Edilson Barbuda, falecido no mês de março.

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A Rede UniFTC anunciou na última quarta-feira, 14, o novo Reitor da UniFTC Salvador, o professor Cristiano Lôbo. Natural de Santo Estêvão, Cristiano Lôbo é graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Mestre pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Lôbo possui ainda uma história de dedicação, competência e compromisso com a Educação. Possui experiências como coordenador e diretor de diversas unidades da Rede ao longo das últimas duas décadas e é membro da Academia de Educação de Feira de Santana.

Atualmente, Cristiano Lôbo atua como Vice-presidente de Operações da Rede UniFTC e agora acumula as funções à frente da gestão das unidades da capital baiana (Paralela e Centro).Continua depois da publicidade

Em sua nova gestão, o novo reitor dará continuidade ao trabalho de excelência realizado pelo saudoso Prof. Edilson Barbuda, falecido no mês de março.

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