Projeto prevê reabertura da educação básica e superior
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos deputados
A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (21) o projeto de lei (PL 5595/20) que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante pandemias e calamidades públicas, exceto se houver critérios técnicos e científicos justificados pelo Poder Executivo quanto às condições sanitárias do estado ou município. O PL torna a educação infantil, os ensinos fundamental e médio e a educação superior serviços essenciais, que são aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia. A discussão e votação demoraram cerca de sete horas até a aprovação no plenário da Casa.
O texto, que segue agora para o Senado, prevê ainda, como estratégia para o retorno às aulas, critérios como prioridade na vacinação de professores e funcionários de escolas públicas e privadas e a prevenção ao contágio de estudantes, profissionais e familiares pelo novo coronavírus. Esse retorno deverá ter ações pactuadas entre estados e municípios, com participação de órgãos de educação, saúde e assistência social.
O projeto define parâmetros de infraestrutura sanitária e disponibilização de equipamentos de higienização e proteção, incluindo máscaras, álcool em gel 70%, água e sabão, nos momentos de recreio, de alimentação e no transporte escolar.
“Apesar dos esforços das redes estaduais e municipais para a oferta do ensino remoto, os prejuízos à aprendizagem de crianças e adolescentes, notadamente os mais pobres e vulneráveis, têm sido imensos pela suspensão das aulas presenciais. E mesmo com a adoção do ensino remoto, há estudos realizados em diversos países sobre os efeitos da pandemia de covid-19 na educação que evidenciam perdas significativas de aprendizagem”, argumentou a deputada Joice Hasselman (PSL-SP), autora do substitutivo aprovado.
Críticas
Parlamentares de diversos partidos de oposição obstruíram os trabalhos durante a votação por serem contra a volta durante a segunda onda de pandemia de covid-19. Na avaliação da deputada professora Rosa Neide (PT-MT), é necessário discutir o aumento de tecnologia e equipamentos para que professores e alunos possam recuperar o tempo perdido durante o período de aulas paralisadas.
“Estamos no ápice da pandemia. Temos mais de 360 mil mortos. Há milhares de profissionais da educação que já perderam a vida, mesmo com aula remota e fazendo algumas atividades presenciais”, afirmou a deputada Rosa Neide. “Queremos, sim, vacinas para todos e todas, queremos tecnologia para as escolas, queremos protocolo seguro, e não obrigar profissionais da educação a virem para a sala de aula para a morte, estudantes levarem o vírus para casa”.
Para a líder do PSOL, deputada Talíria Petrone (RJ), a discussão deve estar focada no estabelecimento de regras seguras para viabilizar o retorno às aulas. Segundo a parlamentar, outro projeto de lei estabelece “critérios epidemiológicos”, “que não colocam em risco nem alunos, nem famílias, nem profissionais de educação”.
“Nós queremos escolas abertas. Queria repetir aqui, queremos escolas abertas, porque entendemos que a escola é lugar fundamental para enfrentar as desigualdades de um país, para a alegria das crianças, para a saúde mental das crianças, para a alimentação das crianças, para compartilhar o cuidado com mães sobrecarregadas, mas não queremos isso a qualquer custo”, argumentou.
Começa nesta segunda-feira a matrícula on-line para os estudantes que conseguiram garantir uma vaga em uma universidade através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu)/2021. No estado, foram 13,6 mil vagas em oito instituições de ensino. O maior número delas está na Universidade Federal da Bahia (Ufba), que somou mais de 4,6 mil vagas em 96 cursos. Esse ano, em todo país foram 206.609 vagas em 109 instituições públicas de ensino superior (confira abaixo, os prazos de matrícula por universidade na Bahia).
Quem não vê a hora de fazer a matrícula é a estudante Radija Souza, 17 anos. Mesmo com as dificuldades nos estudo durante a pandemia, a ex- aluna do Colégio Estadual Democrático Dr. Rômulo Almeida, em Santo Antônio de Jesus, conseguiu garantir o nome na lista de selecionados na chamada regular do Sisu/2021 para o curso de Direito da Ufba. “Por um longo período não tive aulas na escola por conta da pandemia. Só tenho a agradecer aos professores de cursinhos online grátis do Youtube. Foi com eles que eu consegui, em poucos meses, criar uma base para o Enem. Passei em Direito na Ufba. A sensação é maravilhosa, pois com todas as dificuldades, o esforço valeu a pena. Já estou com toda documentação organizada, só para fazer minha matrícula”, comemora.
A matrícula será nessa semana, mas as aulas mesmo só vão começar em agosto para os novos aprovados. Mesmo assim, Radija não consegue esconder a ansiedade para viver esse momento. “Na área da justiça, sei que não posso mudar o mundo ou ajudar a todos, mas o que eu puder fazer para contribuir, estou dentro”, diz.
De acordo com o o pró-reitor de Graduação da Ufba, Penildon Silva Filho, a expectativa para o ingresso desses novos alunos é muito grande. “Apesar das aulas presenciais paralisadas, nós continuamos com as aulas online e queremos preencher todas as nossas vagas no primeiro semestre. Ainda que não seja possível ofertar os componentes curriculares práticos, estamos adiantando o currículo com as outras atividades em que podemos fazer esse trabalho online”, destaca o pró-reitor. Ele reconhece que a falta de aulas no ano passado para os alunos de escolas públicas aumentou o fosso da desigualdade na educação:
“Realmente, esse aumento existe. Os alunos das escolas públicas não tiveram a mesma oportunidade de estudar que os de escolas privadas”.
No caso da universidade, metade das vagas são reservadas para esses estudantes. “Isso foi, de algum modo, mitigado. No entanto, mesmo assim, percebermos que alguns estudantes não conseguiram fazer o Enem devido a essa situação que nos encontramos”, completa.
As matrículas na Ufba, seguem até o dia 23 de abril (sexta-feira). Vivian Lago, 21 anos, está entre os novos alunos da universidade no curso do Bacharelado Interdisciplinar em Artes. Ela concluiu o ensino médio no antigo Colégio Estadual Carneiro Ribeiro Filho, na ladeira da Soledade, e contou com o apoio do Curso pré-vestibular gratuito do Instituto Steve Biko na preparação do Enem.
“Foi bem complicado no início. Começamos com aulas através de lives no Instagram, mas a conexão de internet era um problema em alguns momentos. Entrar na Ufba é uma sensação maravilhosa, de conquista e vitória. Saber que apesar de tudo, você conseguiu chegar ao final e que foi aprovada. Estou com tudo pronto para, finalmente, me matricular”.
Mais calouros Ex-aluno do Colégio Bernoulli, o estudante Pedro Gomes, 18, fez esse ano o seu primeiro Enem e mesmo sendo marinheiro de primeira viagem conseguiu conquistar o primeiro lugar no curso de Medicina da Ufba, com nota 838. Depois da conquista, ele diz que a meta agora é manter o bom desempenho durante a formação acadêmica.“Mais do que nunca é sempre importante ter médico. A pandemia acaba permitindo uma compreensão melhor da Medicina. É uma profissão que faz a diferença na sociedade e eu realmente gosto”.
Aprovado no mesmo curso, Abner Coelho, de 22 anos levou cinco anos estudando. “Foi uma vitória muito grande. Quando eu tinha 10 anos, sofri um acidente e quase perdi o movimento do braço direito. O médico conversou muito comigo, disse ficaria tudo bem. O que quero para vida é ajudar as pessoas, assim como elas me ajudaram. Precisamos confiar e não desistir. Você vai ouvir comentários, tipo: ‘poxa, ainda nisso, cara? Mas o que importa é o foco e a persistência”, afirma.
Quem também comemora uma vaga em Medicina é o baiano Elias Neto, 21 anos. Com os 787,59 pontos conquistados no Enem ele conseguiu resultado para entrar no curso de Medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no da Ufba de Vitória da Conquista. Ele ainda tem chances de vaga no curso de Salvador, da Ufba, mas já escolheu cursar a Univasf, com sede em Petrolina (PE), cidade vizinha da baiana Juazeiro. O jovem de Salvador se considera um caso de candidato “adverso” para o curso de Medicina por conta do pouco tempo de estudo que teve.
“Eu sou um caso relativamente adverso de candidato. Eu comecei a estudar do meio do ano para frente. Eu tinha trancado a matéria de Engenharia Química no quarto semestre. Eu fiz de 2019 até metade de 2020. Aí eu tive que fazer um intensivo. Uma rotina bem pesada, porque o tempo é menor para estudar os conteúdos e você precisa estudar tudo. Eu tive um respiro maior por conta do adiamento do Enem, de novembro para janeiro”, contou. O baiano já havia obtido resultados expressivos em 2019, quando foi aprovado no curso de Engenharia Química da Unicamp, de onde é egresso. Ele tinha projetos em andamentos na Universidade de Campinas e havia ganhado uma bolsa, quando decidiu trocar a Engenharia Química pela Medicina.
“Eu tinha projetos em andamento. Eu tinha acabado de ganhar uma bolsa pela faculdade. Quando surgiu essa ideia de fazer Medicina, ela colocou em dúvida tudo o que eu estava fazendo na universidade e eu tive que pensar bastante sobre essa mudança”, disse.
O ‘start’ para a Medicina veio da vontade de ajudar às pessoas e de conseguir colocar em prática ensinamentos recebidos em casa, a gentileza, a educação e o cuidado com as pessoas. “O que me motivou pra fazer Medicina foi essa questão do contato, e ser uma contribuição, uma missão, que é algo que na minha cabeça faz muito mais sentido, essa questão de ajudar, de curar, de fazer pelas pessoas usando a técnica, mas também a gentileza, a educação. Eu acho que é mais fácil fazer isso na Medicina do que na engenharia, porque é uma questão de convivência”, conta Elias.
Boas-vindas O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) é outra instituição que abre o processo de matrículas nessa segunda-feira e permanece até sexta (23). Foram mais de 1,2 mil vagas disponibilizadas no Sisu. O pró-reitor de Ensino, professor Jancarlos Lapa, pontua que os alunos novos vão precisar de acolhimento.
“Sabemos que a expectativa é muito grande, tanto a nossa quanto a dos estudantes. Estamos fazendo um trabalho em todos os campis em cima de um processo de acolhimento e, com isso, entender quem são esses alunos que estão chegando para um possível nivelamento, diante de todas as transformações que a pandemia impôs a educação”, destaca.
Lapa reforça que desde o ano passado, o Ifba elaborou um plano de contingência, com a reorganização curricular e a adoção do ensino remoto emergencial, o que promoveu uma série de adaptações nas aulas síncronas (online) e assíncronas (offline). “A notícia boa é que brevemente, os profissionais de educação poderão ser vacinados. Isso por si só, não é suficiente porque os estudantes também precisam ser imunizados, mas esperamos uma retomada mais robusta esse ano”, completa.
Para todas as universidades, quem não conseguiu uma vaga no Sisu agora já pode participar da lista de espera. O estudante deve manifestar seu interesse na página do sistema na internet até o dia 23 de abril, em apenas um dos cursos que optou por concorrer.
VEJA OS PRAZOS DE MATRÍCULA PARA OS APROVADOS PELO SISU
1. IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Vagas: 1.211 Cursos: 35 Cidades Ofertadas: Salvador, Porto Seguro, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Barreiras, Valença, Camaçari, Simões Filho, Vitória da Conquista, Lauro de Freitas, Brumado, Paulo Afonso, Jequié, Feira de Santana. Matrículas: 19 a 23 de abril de 2021 Início das aulas: nos meses de junho, julho e agosto, a depender do campi
2. IFBAIANO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Vagas: 820 Cursos: 22 Cidades Ofertadas: Uruçuca, Guanambi, Catu, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Serrinha, Valeça, Lauro de Freitas, Bom Jesus da Lapa, Itapetinga Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: não informado no cronograma
5. UFBA– Universidade Federal da Bahia Vagas: 4.669 Cursos: 96 Cidades Ofertadas: Salvador, Vitória da Conquista, Camaçari. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: 9 de agosto
6. UFOB – Universidade Federal do Oeste da Bahia Vagas: 960 Cursos: 30 Cidades Ofertadas: Barra, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: não informado no cronograma
7. UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Vagas: 1.429 Cursos: 40 Cidades Ofertadas: Cruz das Almas, Santo Amaro, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Amargosa. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: 1 de novembro
8. UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia Vagas: 1.454 Cursos: 45 Cidades Ofertadas: Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Itabuna. Matrículas: 19 a 21 de abril Início das aulas: Não informado no cronograma
Neste domingo (18) comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida porque, nesse dia, em 1882, nasceu o escritor Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira. A data celebra esse gênero literário e homenageia o escritor, autor de clássicos como Sítio do Pica-Pau Amarelo, O Saci, Fábulas de Narizinho, Caçadas de Hans Staden e Viagem ao Céu.
De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, o número de crianças leitoras cresceu de 2015 a 2019, período em que 48% disseram que leem por gosto. A prática da leitura contribui para o desenvolvimento de capacidades como pensar, interpretar, falar, aprender e conviver.
Em tempos de uso de tantas telas, como tablets, celulares e televisão, e agora com o ensino remoto, os livros infantis ainda têm espaço na rotina das crianças? A doutora em educação pela Universidade de São Paulo Diva Albuquerque Maciel diz que sim.
“As telas são grandes concorrentes do livro, mas temos que usar todos esses recursos em favor do livro, e não como concorrente. O livro tem um formato muito importante para a formação da língua escrita, temos que usar estratégias para aliar, já que a língua escrita precisa ser estimulada. Uma das estratégias é saber quais são as motivações das crianças, por exemplo, quais heróis e personagens elas buscam na internet, que possam estimular a leitura escrita de textos mais densos como gibis”. Diva é professora aposentada do departamento de psicologia escolar do desenvolvimento da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
A pedagoga Daniela Denise Batalha Santini, que atualmente é professora do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Parque Sevilha, na zona leste de São Paulo, afirma que, mesmo com a habilidade que o aluno de hoje tem de manusear telas, o livro ajuda muito a melhorar o interesse pela aprendizagem e a capacidade de concentração.
“O livro físico tem seu valor e não pode ser deixado totalmente para trás. O livro físico precisa se fazer presente em sala de aula como instrumento palpável. O sentir o livro, o explorar, o virar de páginas fazem toda a diferença no dia a dia do aprendizado dos pequenos. Fora as experiências sensoriais, tem a visualização, o concreto. Aguçar a curiosidade, proporcionar momento de troca”, observa Daniela Denise.
Também pedagoga, Fernanda Gadelha de Freitas Miranda é professora na Escola Municipal de Educação Infantil 22 de Março e no Centro de Educação Infantil Bryan Biguinati Jardim. Para Fernanda, o hábito da leitura precisa ser estabelecido desde a infância para que se formem cidadãos autônomos, questionadores e protagonistas de sua conduta e pensamentos. “Assim, acredito que a leitura, os livros infantis, sejam facilitadores desse processo. Costumo, todos os dias, oferecer aos meus alunos oportunidades de ampliar a visão de mundo e seu repertório, com os livros que lemos.”
Fernanda destaca que muitas crianças, devido às condições sociais, não têm acesso às tecnologias. “O livro impresso ainda é uma ferramenta facilitadora nesse processo, pois permite que mais adultos e crianças sejam contemplados nesse universo. Para a criança, o concreto do livro impresso é mais atraente e aceitável, ao contrário do adulto, que tende buscar à praticidade do e-book, por exemplo.”
Incentivo e diversidade temática
Diva Maciel considera fundamental o papel dos professores para estimular a leitura pelas crianças. “É preciso que os professores façam pesquisa dos livros que podem ser adotados em sala de aula, mesmo na sala remota. Ver o que elas estão buscando espontaneamente nas séries da TV, da internet. E, a partir daí, oferecer bons textos, ler com elas numa roda de leitura, ou estimulá-las a escrever e ler para turma na roda, por exemplo.”
É o que tem feito a professora Daniela, que trabalha os livros de forma descontraída, em de rodas de conversa. “Com momentos dirigidos e outros momentos livres, fazendo sempre um trabalho educativo, alinhando com o conteúdo desenvolvido, com temas atuais e muitas vezes trazendo discussões acerca de fatos do cotidiano. O momento da roda de conversa é mágico e encantador. É gratificante ver os pequenos interagindo com este universo da leitura, com seus colegas e professores.”
A professora Diva chama a atenção também para o estímulo à diversidade étnica e cultural na literatura infantil. “Lemos muito para os nossos filhos as histórias clássicas dos contos de fadas, mas, hoje em dia, temos que lembrar que são histórias que estão no formato de reis e rainhas brancos. Hoje sabemos que é importante trazer os contos em que os personagens são negros e têm outras etnias, e já existe muita coisa publicada. Nós somos um país miscigenado. No entanto, a cultura branca continua sendo dominante. É importante trazer outros tipos de livros infantis para ler para as nossas crianças”.
Diva indica a Afroteca Audiovisual Infantil, com livros com diversidade étnica e destaca que o Brasil é rico nessa diversidade cultural. “Nós temos uma oferta de grandes textos que envolvem a nossa cultura popular, nosso cancioneiro, nossos personagens. Monteiro Lobato foi um autor que utilizou bastante essas possibilidades.”
Nova tributação pode desestimular leitura
Apesar de pais e professores incentivarem a leitura, a proposta de nova tributação sobre os livros pode desestimular a compra deles. O governo federal propôs, em julho do ano passado, um projeto de lei para fusão do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) em um único tributo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Entre as alterações estão o fim da isenção do PIS e da Cofins para o mercado de livros e a cobrança da CBS com alíquota de 12%. O Congresso Nacional estuda a proposta no âmbito da reforma tributária.
O presidente da Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros), Ângelo Xavier, afirma que o livro impresso é uma ferramenta muito importante na formação da criança e defende a manutenção da imunidade tributária dos livros no país. Xavier considera “um equívoco” a proposta de reforma encaminhada pelo Ministério da Economia que tributa os livros.
“Seja para os livros infantis, seja para a literatura adulta, para livros escolares, qualquer que seja a categoria de livros, isso vai dificultar ainda mais o acesso. As famílias menos favorecidas vão sofrer ainda mais. Vai haver uma concentração muito grande e poucos lançamentos de novos autores pelas editoras. Tudo que temos de positivo no mercado de livro tende a cair por terra com essa tributação. E muitas empresas, editoras, livrarias e distribuidoras tendem a ter dificuldades e até podem quebrar com a nova política, que esperamos que não se concretize”, afirma.
Como escolher um bom livro infantil
A coordenadora de Engajamento Social e Leitura do Itaú Social, Dianne Melo, dá dicas de como escolher um bom livro infantil. A primeira é a qualidade textual: o registro linguístico deve ser literário, ou seja, a linguagem é conotativa, utiliza figuras, e há preocupação com a escolha das palavras. “A construção textual deve estimular uma boa leitura em voz alta por parte do mediador.”
O projeto gráfico deve ter também qualidade visual, ou seja, ter capacidade de motivar e enriquecer a interação do leitor com o livro; a fonte deve oferecer boa legibilidade e as ilustrações não devem reforçar estereótipos sociais, históricos, raciais e de gênero.
É preciso ainda ter qualidade temática: o conteúdo não deve ser “didatizante” e sim dialogar com o imaginário infantil. “É importante contemplar a diversidade de contextos culturais, sociais, históricos e econômicos, além de possibilitar a reflexão das crianças sobre si próprias, os outros e o mundo que as cerca”, completa a especialista.
Lôbo possui uma história de dedicação, competência e compromisso com a Educação. Em sua nova gestão, o novo reitor dará continuidade ao trabalho de excelência realizado pelo saudoso Prof. Edilson Barbuda, falecido no mês de março.
Reprodução
A Rede UniFTC anunciou na última quarta-feira, 14, o novo Reitor da UniFTC Salvador, o professor Cristiano Lôbo. Natural de Santo Estêvão, Cristiano Lôbo é graduado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Mestre pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Lôbo possui ainda uma história de dedicação, competência e compromisso com a Educação. Possui experiências como coordenador e diretor de diversas unidades da Rede ao longo das últimas duas décadas e é membro da Academia de Educação de Feira de Santana.
Atualmente, Cristiano Lôbo atua como Vice-presidente de Operações da Rede UniFTC e agora acumula as funções à frente da gestão das unidades da capital baiana (Paralela e Centro).Continua depois da publicidade
Em sua nova gestão, o novo reitor dará continuidade ao trabalho de excelência realizado pelo saudoso Prof. Edilson Barbuda, falecido no mês de março.
O que implica, no cotidiano de professoras, mulheres e mães com filhos ainda crianças, o ensino remoto em tempos de pandemia? O questionamento é do coordenador geral da Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (ADUFS), Elson Moura Dias Júnior, que participou nesta sexta (16) de audiência pública virtual promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara para debater a retomada das aulas, por meio não presencial, na rede pública de ensino neste município. O dirigente lembra que, no ensino básico, as mulheres são majoritárias no corpo docente. Ele utiliza como parâmetro, nessa discussão, uma resolução do Conselho Superior da universidade, em seu parágrafo 4º, artigo 18, cujo teor foi apresentado em seu pronunciamento de 10 minutos.
O documento recomenda considerar “questão de gênero e maternidade”, especialmente de mães de menores de 12 anos de idade, no planejamento pedagógico e na distribuição de encargos docentes, em especificidades sociais decorrentes da pandemia (de Covid-19), enquanto vigorar o ensino remoto emergencial. “A preocupação está colocada. A retomada da aulas por meio virtual levou em conta? “, afirmou. Para melhor exemplificar o quadro, o coordenador da ADUFS relatou o drama de uma colega, professora de Biologia, mãe de três filhos entre 3 e 6 anos, que faz seu planejamento na madrugada e “enfrenta momento difícil para manter suas aulas e conciliar tudo isto com a maternidade”.
Agência Brasil | O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (16) o resultado do processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2021. A consulta pode ser feita na página do Sisu na internet. A matrícula será de 19 a 23 de abril, em dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição de ensino.
O processo seletivo do Sisu referente à primeira edição de 2021 vai ocorrer em uma única chamada. Quem não conseguiu uma vaga pode participar da lista de espera. Para isso, o estudante deverá manifestar seu interesse por meio da página do Sisu na internet, no período de 16 a 23 de abril, em apenas um dos cursos para o qual optou por concorrer.
Aquele que foi selecionado na chamada regular em uma de suas opções de vaga não poderá participar da lista de espera, independentemente de ter realizado a matrícula na instituição. Os procedimentos para preenchimento das vagas não ocupadas na chamada regular serão definidos em edital próprio de cada instituição participante.
O Sisu é o programa do Ministério da Educação para acesso de brasileiros a cursos de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e os candidatos são selecionados de acordo com suas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste ano foram ofertadas 206.609 vagas em 109 instituições públicas de ensino superior.
Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.
A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) aprovou, em reunião nesta quarta-feira (14), o início da vacinação dos trabalhadores da educação com 55 anos ou mais. Ainda não há data certa para a imunização deste público, mas a perspectiva é de que a aplicação comece na próxima semana, a depender da quantidade de doses disponíveis da vacina nos municípios.
A CIB é um órgão composto pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) e secretários municipais de Saúde e define como será feita a aplicação da vacina contra Covid-19 no estado. A resolução sobre o início da imunização dos trabalhadores da educação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta (15).
O documento ainda diz que os municípios que finalizerem a etapa de 59 a 50 anos anos do grupo das forças de segurança e salvamento poderão avançar para a faixa dos 49 a 45 anos. A CIB também estabeleceu como se dará a vacinação para outros grupos prioritários, como pessoas entre 60 e 64 anos, quilombolas e pacientes com comorbidades.
Termina hoje (14), às 23h59, o prazo de inscrições para o processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2021. Os estudantes devem realizar as inscrições, exclusivamente, por meio da página do programa na internet, utilizando o mesmo login cadastrado no portal de serviços do governo federal.
O Sisu é o programa do Ministério da Educação (MEC) para acesso de brasileiros a um curso de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e os candidatos são selecionados de acordo com suas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para esta seleção serão exigidos, exclusivamente, os resultados obtidos pelos estudantes no Enem de 2020, aplicado neste ano. Para participar, o estudante não pode ter zerado a redação.
O período de inscrições do Sisu começou no dia 6 de abril e terminaria no dia 9, mas foi prorrogado pelo Ministério da Educação até esta quarta-feira. São ofertadas, nesta edição, 206.609 mil vagas em 5.571 cursos de graduação, distribuídos em 109 instituições em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.
O resultado está previsto para ser divulgado no dia 16 de abril. O processo de matrícula será de 19 a 23 de abril, em dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição de ensino.
O estudante poderá se inscrever no Sisu em até duas opções de vaga e especificar a ordem de preferência. Ele poderá optar por concorrer às vagas de ampla concorrência ou aquelas reservadas a políticas de ações afirmativas, as cotas. Entretanto, não é permitida a inscrição em mais de uma modalidade de concorrência para o mesmo curso e turno, na mesma instituição de ensino e local de oferta.
Nota de corte Durante o período de inscrição, o sistema disponibilizará ao candidato, em caráter informativo, a nota de corte para cada instituição participante, local de oferta, curso, turno e modalidade de concorrência. As informações são atualizadas periodicamente conforme o processamento das inscrições. No caso, o estudante poderá alterar as suas opções de curso, bem como efetuar o seu cancelamento. A classificação no Sisu será feita com base na última alteração efetuada e confirmada no sistema.
A partir deste ano, o MEC voltará a calcular as notas de corte do Sisu como fazia antes de 2020, quando o formato foi alterado. Assim, a nota do candidato parcialmente classificado no curso de sua primeira opção de inscrição não será mais computada para efeito do cálculo da nota de corte do curso de sua segunda opção.
Até então, os candidatos tinham acesso à classificação tanto para a primeira quanto para a segunda opção de curso, independente de terem se classificado para a primeira opção. Considerar a nota deles no cálculo da segunda opção de curso pode fazer com que a nota de corte desses cursos aumente. Para especialistas, isso cria uma camuflagem e um aumento de notas de corte que pode não ser real. Como os estudantes podem mudar a opção de curso, o risco é que eles sejam induzidos a mudar de opção, escolhendo, talvez, cursos que não os agradem tanto.
Lista de espera O processo seletivo do Sisu referente à primeira edição de 2021 vai ocorrer em uma única chamada. Para participar da lista de espera, o estudante deverá manifestar seu interesse por meio da página do Sisu na internet, no período de 16 a 23 de abril, em apenas um dos cursos para o qual optou por concorrer.
Aquele que foi selecionado na chamada regular em uma de suas opções de vaga não poderá participar da lista de espera, independentemente de ter realizado ou não sua matrícula na instituição. Os procedimentos para preenchimento das vagas não ocupadas na chamada regular serão definidos em edital próprio de cada instituição participante.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou hoje (11) que voltará a calcular as notas de corte do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) como fazia antes de 2020. Com essa decisão, a nota do candidato parcialmente classificado no curso de sua primeira opção de inscrição não será mais computada para efeito do cálculo da nota de corte do curso de sua segunda opção.
As notas de corte, considerado o modelo de cálculo antigo, serão divulgadas na madrugada de terça-feira (13) e na de quarta-feira (14). As inscrições poderão ser feitas até as 23h59, no horário de Brasília, do dia 14.
O Sisu seleciona estudantes para vagas em instituições públicas de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Podem se inscrever aqueles que fizeram o Enem 2020, aplicado este ano. São ofertadas, nesta edição, 206.609 mil vagas em 5.571 cursos de graduação, distribuídos em 109 instituições em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.
Na hora da inscrição, os candidatos podem escolher até duas opções de curso. Uma vez por dia, é calculada a nota de corte com base nas inscrições feitas até aquele momento e o candidato é informado da sua classificação parcial. Até o final do período de inscrição, os candidatos podem mudar as opções de curso.
Notas de corte
Neste processo seletivo, os candidatos estavam tendo acesso à classificação tanto para a primeira quanto para a segunda opção de curso, independente de terem se classificado para a primeira opção.
Em processos seletivos anteriores, aqueles que eram classificados para a primeira opção de curso eram desconsiderados no cálculo da segunda opção. Isso porque eles já ocupariam a vaga da primeira opção.
Considerar a nota deles no cálculo da segunda opção de curso pode fazer com que a nota de corte desses cursos aumente. Para especialistas, isso cria uma camuflagem e um aumento de notas de corte que pode não ser real. Como os estudantes podem mudar a opção de curso, o risco é que eles sejam induzidos a mudar de opção, escolhendo, talvez, cursos que não os agradem tanto.
Mudança
Diante de apelos contrários à forma de divulgação da nota de corte, adotada a partir de 2020, o MEC determinou que essa nota volte a ser divulgada como era antes daquela alteração no seu formato, “desde que em condições de indicar aos candidatos informações que permitam ampliar as chances de ingressar na educação superior e se graduar em uma das 109 instituições públicas de ensino superior com ofertas de vagas nesta edição do Sisu”, diz a pasta.
O MEC acrescenta, no entanto, que o modelo adotado em 2020 não configura erro nem desvirtua a ocupação de vagas. “O formato de geração das notas de corte, vigente desde 2020, havia sido alterado na ocasião do processo seletivo do primeiro semestre daquele ano, para demonstrar a integralidade das notas de todos os candidatos, independentemente da situação de classificação na primeira opção de curso”.
Alerta
A nota de corte é a menor nota para o candidato ficar entre os potencialmente selecionados para cada curso, com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, de acordo com o desempenho obtido no Enem. As notas de corte são diferentes para cada modalidade de concorrência, ou seja, tanto para quem se inscreve nas vagas de ampla concorrência, ações afirmativas e cotas, bem como suas subdivisões, conforme as opções elencadas no ato da inscrição ao Sisu.
No portal do Sisu, o MEC faz um alerta:
“A nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição, não é garantia de seleção para a vaga ofertada. O sistema não faz o cálculo em tempo real.”
O Ministério da Educação anunciou neste domingo (11) uma mudança no cálculo das notas de corte usadas para as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na prática, será retomado o formato que era adotado até 2019.
Com a mudança, a nota do aluno que estiver pré-classificado para a sua primeira opção de curso não será mais contabilizada na nota de corte da segunda opção. Nas duas edições do Sisu em 2020, a nota foi contada nos dois cálculos ao mesmo tempo – o que pode ter elevado artificialmente as notas mínimas para a classificação. As inscrições do Sisu vão até as 23h59 da próxima quarta-feira (14), e o sistema será atualizado na madrugada de segunda (12) para terça (13). Assim, segundo o MEC, os alunos terão a terça e a quarta-feira para confirmar suas inscrições com base na metodologia corrigida. O período de inscrição do Sisu já havia sido prorrogado até a próxima quarta. Ao anunciar a mudança de metodologia, o MEC não alterou esse prazo limite, que vai até as 23h59 do dia 14. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Os resultados do sistema de seleção devem ser divulgados na próxima sexta (16). As matrículas deverão ser feitas entre os dias 19 e 23 de abril, e a lista de espera funcionará de 16 a 23 de abril.
Informações: G1
O Ministério da Educação anunciou neste domingo (11) uma mudança no cálculo das notas de corte usadas para as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na prática, será retomado o formato que era adotado até 2019.
Com a mudança, a nota do aluno que estiver pré-classificado para a sua primeira opção de curso não será mais contabilizada na nota de corte da segunda opção. Nas duas edições do Sisu em 2020, a nota foi contada nos dois cálculos ao mesmo tempo – o que pode ter elevado artificialmente as notas mínimas para a classificação. As inscrições do Sisu vão até as 23h59 da próxima quarta-feira (14), e o sistema será atualizado na madrugada de segunda (12) para terça (13). Assim, segundo o MEC, os alunos terão a terça e a quarta-feira para confirmar suas inscrições com base na metodologia corrigida. O período de inscrição do Sisu já havia sido prorrogado até a próxima quarta. Ao anunciar a mudança de metodologia, o MEC não alterou esse prazo limite, que vai até as 23h59 do dia 14. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Os resultados do sistema de seleção devem ser divulgados na próxima sexta (16). As matrículas deverão ser feitas entre os dias 19 e 23 de abril, e a lista de espera funcionará de 16 a 23 de abril.