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Inscrições para primeira seleção do Prouni 2023 começam essa semana; Veja as datas

Foto: Reprodução.

As inscrições para a primeira seleção de 2023 do Programa Universidade para Todos (Prouni) começam na próxima terça-feira (28/2) e vão até 3 de março. Serão ofertadas 288.112 bolsas, das quais, 209.758 integrais e 78.354 parciais. O resultado da primeira chamada está previsto para 7 de março.

O Ministério da Educação (MEC) publicou todas as informações sobre as vagas disponíveis para que os interessados em disputar uma bolsa possam consultar, com antecedência, as opções ofertadas para todo o país. De acordo com o MEC, são 14.346 cursos de graduação de 995 instituições privadas de ensino superior em todos os estados e no Distrito Federal.

A consulta está disponível na página do Prouni, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A busca pode ser realizada por tipo de bolsa (integral e parcial), modalidade (presencial e a distância), curso, turno, instituição e localidade do campus. Os estados com maior número de bolsas ofertadas são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

Quem fez as provas de 2022 ou de 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode participar do Prouni – considera-se a edição em que o estudante tiver obtido a melhor média de notas. É necessário atingir, no mínimo, 450 pontos na média das notas e ter nota acima de zero na redação. Outra exigência é não ter participado do Enem na condição de treineiro.

Para obter uma bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio; e para a bolsa parcial (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa da família.

Requisitos

O Prouni é um programa de acesso ao ensino superior que oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições particulares de ensino superior para aqueles que nunca concluíram um curso de graduação.

Créditos: Metrópoles.


A relação dos candidatos classificados foi publicada neste sábado (25), Diário Oficial do Estado

Foto: GOVBA

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) publicou neste sábado (25) o resultado definitivo da segunda etapa do concurso para o provimento de vagas de professor e coordenador pedagógico da rede estadual de ensino, previstos no Edital SAEB/03/2022.

O resultado foi divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE), onde também foram convocados os aprovados para a apresentação dos títulos e documentos comprobatórios, no período entre 27/02 e 03/03, por intermédio do site da Fundação Carlos Chagas, conforme estipulado no Capítulo 11 do Edital SAEB/03/2022.

Além disso, saiu a convocação dos candidatos autodeclarados negros para realização do procedimento de heteroidentificação, assim também como a convocação dos candidatos declarados com deficiência para realização de perícia médica. Os candidatos habilitados na 2ª Etapa devem consultar o DOE para verificar os procedimentos estabelecidos nos editais.

Informações Bahia.ba


Fotos: Andrews Pedra Branca

O prazo para matrículas encerra nesta sexta, 24 

Pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos devem garantir vaga em uma das 207 escolas da Rede Municipal de Educação. O prazo para matrícula termina nesta sexta-feira (24) e mais de 30 mil estudantes já estão confirmados.

As unidades de ensino ofertam vagas para a Educação Infantil (2 a 5 anos), Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (equivalente ao Ensino Fundamental). 

Para realizar a matrícula basta comparecer a unidade de ensino desejada com os seguintes documentos: histórico escolar (original); original e cópia da certidão de nascimento ou da identidade; CPF; foto 3×4 recente do estudante; cópia e original do cartão de vacinação atualizado – incluindo o comprovante de vacinação da Covid-19 (de acordo com a idade); e comprovante de residência também atualizado.

Os beneficiários do programa Bolsa Família devem apresentar também a cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal – com o respectivo original.

A Rede ainda dispõe de vagas para todos os segmentos. “Nenhum estudante ficará sem acesso à Rede Municipal de Ensino”, ressalta Anaci Paim, secretária de Educação. Contudo é necessário consultar as escolas; caso o estudante não encontre a vaga no local desejado será encaminhado para a unidade mais próxima.

MONITORAMENTO

O Governo Municipal acompanha a matrícula em tempo real através da Secretaria de Educação e até o fechamento da matéria cerca de 30 mil alunos foram registrados. A professora Anaci Paim destaca que a evolução da ocupação das vagas é “substancial e a tendência é crescer esse número ainda mais nesta reta final do processo”. A expectativa é que 55 mil estudantes sejam atendidos.

O segmento que concentra a maior quantidade de estudantes é o Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano), com 15.913 estudantes matriculados. No Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano) constam no sistema 5.286 alunos matriculados.


Fotos: Andrews Pedra Branca

Pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos devem garantir vaga em uma das 207 escolas da Rede Municipal de Educação. O prazo para matrícula termina nesta sexta-feira (24) e mais de 30 mil estudantes já estão confirmados.

As unidades de ensino ofertam vagas para a Educação Infantil (2 a 5 anos), Ensino Fundamental Anos Iniciais e Finais (1º ao 9º ano) e Educação de Jovens e Adultos (equivalente ao Ensino Fundamental). Para realizar a matrícula basta comparecer a unidade de ensino desejada com os seguintes documentos: histórico escolar (original); original e cópia da certidão de nascimento ou da identidade; CPF; foto 3×4 recente do estudante; cópia e original do cartão de vacinação atualizado – incluindo o comprovante de vacinação da Covid-19 (de acordo com a idade); e comprovante de residência também atualizado.

Os beneficiários do programa Bolsa Família devem apresentar também a cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal – com o respectivo original.

A Rede ainda dispõe de vagas para todos os segmentos. “Nenhum estudante ficará sem acesso à Rede Municipal de Ensino”, ressalta Anaci Paim, secretária de Educação. Contudo é necessário consultar as escolas; caso o estudante não encontre a vaga no local desejado será encaminhado para a unidade mais próxima.

MONITORAMENTO

O Governo Municipal acompanha a matrícula em tempo real através da Secretaria de Educação e até o fechamento da matéria cerca de 30 mil alunos foram registrados. A professora Anaci Paim destaca que a evolução da ocupação das vagas é “substancial e a tendência é crescer esse número ainda mais nesta reta final do processo”. A expectativa é que 55 mil estudantes sejam atendidos.

O segmento que concentra a maior quantidade de estudantes é o Ensino Fundamental Anos Iniciais (1º ao 5º ano), com 15.913 estudantes matriculados. No Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano) constam no sistema 5.286 alunos matriculados.

*SECOM FEIRA DE SANTANA


Foto: Paulo José / Acorda Cidade

Mães de estudantes da rede estadual de ensino relataram ao Acorda Cidade, que não estão conseguindo encontrar vaga para seus filhos no 6º ano.Alane Oliveira Sobrinho disse que desde o início de janeiro está procurando uma vaga no Colégio Estadual Edith Machado Boaventura, mas ainda não conseguiu.“Eu vim no Edith Machado, eles falaram que era para eu ir a escola onde meu filho estava estudando para pegar um atestado ou um histórico, só que no antigo colégio eles me falaram que não tinha como dar o histórico antes, somente no dia 6 de fevereiro, aí quando eu vim aqui eles falaram que não tinham mais vagas. Fui ao Colégio Estadual Assis Chateaubriand, fui ao Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, que fica no bairro Cidade Nova e não tinham vagas”, elencou.

Alane afirmou que os colégios estaduais estão lotados.“Eles dizem que não tem vaga. Eu já tenho um filho que estuda no Edith, mas quero fazer uma matrícula nova, e não consegui de jeito nenhum. Não só eu, como também outras mães do condomínio onde eu moro também não conseguiram. Estou buscando vagas para o 6º ano”, disse.A Escola Estadual Edith Machado Boaventura é o mais próximo da residência de Alane.

“A gente mora no Campo do Gado Novo, quando a gente não tá com dinheiro tem que ir andando. O único colégio próximo é ele”, pontuou.Alane Oliveira destacou que os seus filhos não podem ficar sem estudar.“Meus filhos perguntam todo dia quando vão voltar a estudar, porque as aulas já começaram. A gente fica sem saber. Todo dia eu ligo e eles falam que não tem vaga e me dizem que é para continuar ligando”, ressaltou.Outra mãe, Jucinéia de Lima contou ao Acorda Cidade, que precisa de duas vagas para matricular seus filhos no 6º ano.

“Eles saíram do Rubens, porque lá é até o 5º ano. Eu vim aqui, fui para o Assis, para o Luís Viana, mas também não achei vagas nesses colegas. Os colégios estão todos lotados na Rede Estadual, e mandaram a gente procurar a Secretaria. Meus filhos ficam falando que querem ir para a escola e a gente diz que vai conseguir”, concluiu a mãe.

O Acorda Cidade entrou em contato com o Núcleo Território de Educação (NTE) e aguarda retorno.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.


Ceará e Pernambuco são destaques educacionais da região do Nordeste - Alyne Pinheiro/Secretaria de Educação de Pernambuco
Ceará e Pernambuco são destaques educacionais da região do Nordeste Imagem: Alyne Pinheiro/Secretaria de Educação de Pernambuco

O Nordeste tem se destacado e liderado avaliações da educação brasileira nos últimos anos. Os estados de Pernambuco e do Ceará são os que mais aparecem no topo dos indicadores.

No ensino integral, Pernambuco, Ceará e a Paraíba são que têm a maior proporção de alunos do ensino médio matriculados, segundo dados do Censo Escolar 2022. O índice supera São Paulo —o estado mais rico do país.

Avanços na educação básica. Em 2021, o Nordeste foi a região do Brasil que mais progrediu em relação aos resultados de 2017 no Ioeb (Índice de Oportunidades da Educação Brasil), da Comunidade Educativa. O cálculo inclui nível de aprendizagem, estrutura das escolas e formação dos professores, entre outros itens.

A cidade com o maior Ioeb do país, por exemplo, é Sobral, no Ceará: 6,7 —o indicador vai até 10. O município é referência no ensino integral.

O Nordeste reúne 97 das 100 melhores escolas de anos iniciais do Brasil, segundo dados de 2021 do Ideb (Índice Nacional de Educação Básica), aferido pelo Ministério da Educação. Dessas, 87 ficam no Ceará, as demais em Alagoas e Pernambuco. No ensino fundamental 2, o Nordeste marca presença com 88 unidades.

Só no ensino médio que o Sudeste fica no topo do ranking, com 53 escolas —38 apenas no estado de São Paulo.

Por que a região tem esses números? Para Kátia Smole, diretora do Instituto Reúna e ex-secretária da Educação Básica do MEC durante governo Temer, os estados do Nordeste estão em evidência por adotarem políticas que não são descontinuadas.

Temos dois grandes líderes na região que são Ceará e Pernambuco. Os dados mostram que os estados criaram um planejamento muito focado. Eles confirmam que as ações não podem ser pontuais, mas é preciso fazer políticas de Estado, que vão se manter de uma gestão para outra.”none

Resultados positivos também são vistos em boa parte das notas mil em redação no Enem —principal porta de entrada ao ensino superior.

No Enem 2021, dos 22 estudantes que tiraram a nota máxima, 7 são do Nordeste –a região ficou atrás apenas do Sudeste, que registrou 11 candidatos. O Inep ainda não divulgou quantos alunos tiraram a nota máxima da redação da edição 2022 e de quais lugares do Brasil eles são.

Me sinto extremamente feliz. Isso serve para mostrar o quanto é mentira a história que aqui não se tem conhecimento, que o povo é ignorante, que só tem analfabeto.”
Carina Moura, 18, estudante nordestina que tirou nota mil na redação do Enem 2022

Outros destaques da educação no Nordeste, na comparação com o restante do país:

O colégio Professora Maria José dos Santos Ferreira Gomes, em Sobral, adota o ensino integral desde 2017.

Essa modalidade fez melhorar bastante a minha comunicação, os meus pensamentos e as minhas relações pessoais.none Camile Nascimento, 14, aluna do 9º ano

A mãe dela, a doméstica Ana Cláudia da Rocha, 48, confirma. “Melhorou a aprendizagem dela, mas também o modo que ela se comporta em casa. Ela desenvolveu e melhorou muito suas relações.”

A diretora Mikaelly de Souza e a estudante Camile Rodrigues da escola de ensino integral de SobralImagem: Prefeitura de Sobral/ Divulgação

O município cearense é referência nos avanços de alfabetização e educação integral —planeja ser o primeiro do estado a oferecer esse modelo em todas as suas escolas.

Além de uma carga horária maior, chegando a nove horas e meia, as unidades de tempo integral oferecem uma grade curricular diferente. Algumas escolas têm aulas de dança, jogos e projeto de vida —o que ajuda os alunos a planejarem o que vão fazer após o fim da escola. Os alunos matriculados nesta modalidade costumam ter um rendimento mais consistente.

“Quando você compara a nossa rotina com uma escola [de tempo] normal, vê que temos vários fatores positivos. Nós não damos apenas base comum, trabalhamos o aluno na sua integralidade enquanto sujeito. É ação na parte cognitiva e também social”, diz Mikaelly Silva, diretora da escola.

Aqui os professores não se preocupam só com a matéria, mas com o bem-estar, e isso agrega para o nosso crescimento.”
Camile Nascimento, aluna do 9º ano de Sobral

O modelo serviu de referência para o estado. O Ceará promete agora que até 2026 todas as escolas públicas serão em tempo integral.

Para atingir os bons resultados, tanto Ceará quanto Pernambuco adotam o regime de colaboração entre o estado e os municípios. Dessa forma, todos avançam e a união colabora para frear a desigualdade entre as cidades.

Também por causa desses feitos, o Ceará foi palco da disputa pela cadeira do MEC no governo Lula. O ex-governador de lá e agora ministro da Educação Camilo Santana já afirmou que quer replicar o modelo de colaboração para o restante do país.

Queremos construir uma política para todos os 27 estados e claro vai ter que ter regime de colaboração, vai ter que ter adesão de governador, do prefeito. Isso precisa de uma articulação bem feita e o papel do ministério é esse. Vamos apresentar essa política, discutir e claro que temos pressa para isso. Vamos fazer uma grande mobilização.”
Camilo Santana, ministro da Educação

Replicar o modelo do Ceará, no entanto, não é novidade. No governo Dilma, a então presidente lançou um programa de alfabetização nos mesmos moldes do estado cearense, que não deslanchou —perdeu investimentos no governo Temer e depois foi extinto por Bolsonaro.

“Faltou estabelecer um pacto com estados e municípios, articulação e base legal. Também não se viu um ponto vital ao sucesso do programa: prover estímulos, inclusive financeiros, àqueles que alcançam as metas, que devem ser muito bem definidas”, disse Camilo em entrevista à Veja.

Katia Smole, do Instituto Reúna, concorda. “Precisa ter incentivo financeiro, avaliação e monitoramento. Os novos moldes precisam pensar como apoiar quem não alcançou as metas, por exemplo, e quais passos precisam ser dados.”

Informações UOL


Em 2021, lei de Rondônia proibiu uso da linguagem neutra na grade curricular, no material didático de instituições de ensino locais e em editais de concursos públicos.

O plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto:  Nelson Jr./SCO/STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Nelson Jr./SCO/STF 

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu julgamento e derrubou uma lei de Rondônia que proíbe o uso da chamada linguagem neutra nas escolas do estado. 

O julgamento, realizado no plenário virtual, em que os ministros inserem seus votos no sistema do STF, terminou às 23h59 desta sexta-feira (10). 

A ação analisada foi apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). A entidade contestou lei de 2021 de Rondônia que proibiu a linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino locais, públicas ou privadas; e em editais de concursos públicos. 

Os 11 ministros da Corte declararam que a lei estadual fere a Constituição uma vez que cabe à União legislar sobre normas de ensino. 

Relator do caso, o ministro Luiz Edson Fachin afirmou que uma “norma estadual que, a pretexto de proteger os estudantes, proíbe modalidade de uso da língua portuguesa viola a competência legislativa da União”(leia mais detalhes abaixo). 

O voto de Fachin foi acompanhado na íntegra pelos ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. 

Os ministros Nunes Marques e André Mendonçaconcordaram com o relator em relação à inconstitucionalidade da lei de Rondônia. Mas apresentaram pequenas ressalvas quanto à tese a ser fixada pela Corte. 

André Mendonça, por exemplo, propôs uma redação mais genérica: “Norma estadual ou municipal que disponha sobre a língua portuguesa viola a competência legislativa da União”. 

Na ação que propôs, a Contee afirmou que lei de Rondônia é inconstitucional porque, além de caber à União legislar sobre normas de ensino, a medida atenta contra os princípios fundamentais do país. 

A entidade também disse que a linguagem neutra não é moda e não está ligada a partido político ou ideologia. 

“Quem se der ao elementar e necessário cuidado de buscar entender a linguagem neutra, a partir de sua inserção na realidade social, patente, viva e insuscetível de ser aprisionada, claro, sem a couraça da intolerância, do ódio e da negação da diversidade, com certeza, chegará à conclusão de que ela nada contém de modismo, de caráter partidário e ideológico”, diz a ação apresentada em 2021. 

No processo no STF, tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a Procuradoria-Geral da República se manifestaram pela derrubada da lei estadual por também considerarem competência da União legislar sobre ensino. 

No seu voto, Fachin afirmou que a norma estadual não pode contrariar as diretrizes básicas estabelecidas pela União. 

Segundo Fachin, embora os Estados possam legislar de forma conjunta sobre educação, “devem obedecer às normas gerais editadas pela União”. 

“Cabe à União estabelecer regras minimamente homogêneas em todo território nacional”, escreveu o relator. 

Em relação ao conteúdo da lei, o ministro afirmou que a chamada “linguagem neutra” ou ainda “linguagem inclusiva” visa combater preconceitos linguísticos, retirando vieses que usualmente subordinam um gênero em relação a outro. 

“A sua adoção tem sido frequente sobretudo em órgãos públicos de diversos países e organizações internacionais”, acrescentou. 

“Finalmente – e talvez ainda de forma mais grave – a norma impugnada tem aplicação no contexto escolar, ambiente no qual, segundo comando da Constituição, devem imperar não apenas a igualdade plena, mas também ‘liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber'”, completou o ministro.

O que é linguagem neutra?

‘Menine’, ‘todxs’, ‘amigues’ são exemplos da linguagem ou dialeto neutro, que é conhecido também como linguagem não-binária. 

Cada vez mais comum nas redes sociais e entre membros da comunidade LGBTQIA+, essa linguagem tem como objetivo adaptar o português para o uso de expressões neutras, a fim de que as pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino) ou intersexo se sintam representadas.

Informações G1


Página de consulta ao resultado do Enem 2022 por participante  — Foto: Reprodução

Página de consulta ao resultado do Enem 2022 por participante — Foto: Reprodução 

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio(Enem) 2022 já está disponível para consulta na Página do Participante. Para acessar as notas, é preciso fazer login digitando o CPF e a senha cadastrados no sistema.

A previsão inicial era que o resultado só fosse disponibilizado na próxima segunda-feira (13). O ministro Camilo Santana avisou sobre a mudança na quarta-feira (8) durante a divulgação dos dados do Censo Escolar da Educação Básica. 

A nota do exame é usada na seleção de estudantes por universidades públicas e privadas no Brasil e até em instituições internacionais. Veja a seguir tudo que você pode fazer com ela:

Página de consulta de nota do Enem 2022 — Foto: Reprodução

Página de consulta de nota do Enem 2022 — Foto: Reprodução 

📚 Instituições privadas

Há instituições privadas de ensino superior que usam a nota do Enem no processo seletivo ou que oferecem descontos nas mensalidades a partir do desempenho do candidato nesse exame. As regras e datas variam de universidade para universidade. 

📚 Universidades internacionais

A nota do Enem também permite que o candidato estude em uma faculdade fora do Brasil. O MEC tem acordo em instituições de países como Portugal, Inglaterra, França, Irlanda e Canadá. Em alguns casos, a instituição pode exigir que o interessado passe pelo processo seletivo local. 

Universidades internacionais geralmente seguem calendários diferentes dos utilizados no Brasil. Então, é preciso ficar atento e pesquisar diretamente no site de cada uma.

Informações G1


Conforme o governador, o pagamento será realizado a partir da próxima semana

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

A lista atualizada de beneficiários dos precatórios do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef) está publicada na edição desta sexta-feira (3) do Diário Oficial do Estado (DOE). Os recursos para o pagamento estão garantidos.

Por meio das redes sociais, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, no entanto, que “por problemas técnicos”, o pagamento de precatórios do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef) não será iniciado nesta sexta.

“Os recursos estão garantidos e o pagamento será realizado a partir da próxima semana”, completou o petista.

Serão beneficiados mais de 73 mil profissionais, com repasse de R$ 113 milhões. Valores correspondem a um saldo residual devido ao grupo pelo Estado, em decorrência do julgamento judicial que condenou a União a complementar as verbas do Fundef não repassadas, entre 1998 e 2006, pelo Governo Federal para estados e municípios, devido a um erro de cálculo.

Informações Bahia.ba


Ferramenta de inteligência artificial pode facilitar plágios e cópias sem reflexão. Por outro lado, é capaz de poupar tempo, resumir assuntos estudados e revisar o que foi aprendido em aula.

Uso do ChatGPT na educação tem vantagens e desvantagens; saiba quais — Foto: g1

Uso do ChatGPT na educação tem vantagens e desvantagens; saiba quais — Foto: g1 

O ChatGPT, novo sistema de inteligência artificial, está sendo tratado como “vilão” por escolas no exterior: nos Estados Unidos e na Europa, colégios bloquearam o acesso ao robô, temendo que os alunos trapaceiem nas provas e passem a apenas copiar e colar os textos escritos automaticamente pela ferramenta. 

Mas, afinal, vale a pena comprar essa briga nas salas de aula? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, lutar contra o robozinho é perda de tempo. 

“Não vai adiantar proibir, é o cenário para o futuro. Primeiro, precisamos conhecer o ChatGPT e entender que ele não é um oráculo: tem limitações e pontos positivos. A partir disso, vamos adaptar a forma de ensinar e de avaliar [as turmas]”, explica Diogo Cortiz, professor de tecnologia da PUC-SP. 

Para quem ainda não sabe como funciona o ChatGPT, aqui vai uma explicação simplificada: a partir de um vasto material disponível na internet, o site (por enquanto, gratuito) responde a qualquer pergunta que o usuário digitar (desde “o que é Revolução Gloriosa?” até “Deus existe?”). Mas, atenção: o próprio sistema admite que tem limitações e que pode fornecer dados imprecisos, incompletos e desatualizados. 

Abaixo, conheça as vantagens e desvantagens de usar essa ferramenta na educação: 

🔴Desvantagens (e como superá-las)

🔍 Dificuldade de detectar plágios e de avaliar alunos

Se, ao fazer um trabalho da faculdade, o estudante copiar e colar um trecho da Wikipedia, softwares antiplágio identificarão exatamente o parágrafo transcrito. 

Mas esse “flagra” não acontece com o ChatGPT, porque o robozinho é mais esperto. Ele usa uma infinidade de textos disponíveis na internet para redigir uma resposta “com as próprias palavras”, sem, em geral, citar as fontes. Ou seja: o risco de trabalhos acadêmicos serem plagiados aumenta.

Na FGV Direito Rio, por exemplo, o professor Luca Ili deixará de testar os conhecimentos dos alunos por meio de redações. 

“O ChatGPT faria o texto em 5 minutos. Vou passar a pedir que [as turmas] respondam as perguntas oralmente ou façam apresentações em sala de aula”, conta.

Não é só uma questão de nota. Se a maioria dos alunos só tirar notas boas “artificialmente”, por meio do robô, os professores não conseguirão detectar as dificuldades que precisam ser sanadas ao longo do semestre. 

💡 Possível solução: repensar a forma de avaliar os estudantes (trocar as provas no computador por formulação de projetos ou apresentações orais). 

🤔Opiniões rasas e desestímulo ao pensamento crítico

Se o estudante fizer ao ChatGPT qualquer questão que envolva opiniões, receberá uma resposta rasa. Sim, o robô é bem “ensaboado”.

“A tecnologia ainda não conseguiu replicar a inteligência humana. Em conteúdos que vão além do factual e que exijam a própria versão de algo, [a ferramenta] vai até responder, mas de forma básica e pouco convincente”, explica o professor Ili. 

⬇ Veja abaixo um exemplo do que ele escreveria sobre aborto. Se o aluno apenas copiar a resposta, perderá a oportunidade de desenvolver o pensamento crítico. 

Exemplo de dúvida sobre aborto no ChatGPT — Foto: Reprodução 

💡 Possível solução: estimular os alunos a usarem o ChatGPT apenas como um ponto de partida para a discussão, em vez de limitarem-se às respostas rasas dele. 

🤦‍♀️Imprecisão de respostas

Martin Oyanguren, vice-presidente do Educacional (ecossistema de tecnologia e inovação), afirma que o ChatGPT “pode fornecer respostas incompletas ou incorretas, especialmente se as perguntas forem mal formuladas ou se as informações na base de conhecimento estiverem desatualizadas”. 

O próprio robô tem “consciência” de suas limitações: no painel principal, há um aviso de que os dados podem estar errados ou ultrapassados (especialmente se o assunto for recente, de 2021 até agora). 

“Será importantíssimo por parte do professor e do aluno garantir a curadoria do conteúdo”, diz Oyanguren.

Olhe só um exemplo de resposta incompleta: o ChatGPT não menciona o nome de Santos Dumont na discussão (polêmica) de quem inventou o avião. Ele é categórico ao afirmar que foram os irmãos Wright. ⬇ 

Resposta do ChatGPT sobre a invenção do avião não menciona Santos Dumont — Foto: Reprodução 

💡 Possível solução: Propor debates em grupo e “correções” a partir de respostas dadas pelo ChatGPT. 

🎨Falta de estímulo à criatividade e à pesquisa

Se o aluno parar de se esforçar para solucionar problemas e deixar de pesquisar novas fontes de informação, não exercitará sua criatividade. 

Carlos Neves, professor do curso de sistemas de informações da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), conta que fez uma brincadeira: pediu para o ChatGPT criar um roteiro de propaganda de cerveja. 

“O sistema criou algo genérico, que tiraria um 3 ou 4 na nota. Mas dá para o aluno usar aquilo como ponto de partida, se não souber por onde começar”, diz. 

💡 Possível solução: Professores explicarem que a ferramenta é útil para dar ideias iniciais, mas não para criar um material inédito. 

💬 Novas formas de interagir com a informação

O ChatGPT pode ser interessante para que o aluno e os professores interajam de forma diferente com o conteúdo ensinado. 

“Serve como um suporte. Por exemplo: para testar os próprios conhecimentos, você consegue pedir para a ferramenta gerar perguntas sobre um assunto. É um treino personalizado muito bacana”, diz Neves, da ESPM. 

Exemplo de perguntas geradas pelo ChatGPT — Foto: Reprodução 

Oyanguren dá outro exemplo: o sistema é útil para “gerar tutoriais interativos que permitem aos alunos aprenderem de forma mais independente”. 

🩺Desenvolvimento de habilidades de análise 

Henrique Braga, coordenador do ensino médio do Sistema Anglo, explica que o ChatGPT pode ser uma oportunidade para os estudantes exercitarem a capacidade de raciocínio analítico. 

“Se o aluno estiver diante de uma questão proposta pelo professor ou extraída de um vestibular/concurso público, pode ser interessante elaborar [primeiramente] sua própria resposta e, depois, comparar com a oferecida pelo robô”, diz. 

“Qual ficou mais adequada? É possível melhorar? Esse tipo de reflexão na construção de conhecimento estimula o desenvolvimento de habilidades complexas, como análise e avaliação.” 

O ChatGPT pode ajudar alunos e professores a pouparem o tempo que gastariam com tarefas repetitivas e mecânicas, para que se dediquem a trabalhos mais criativos, explica Luca Ili, da FGV. 

👅Treino em idiomas estrangeiros

O mecanismo de conversação do robozinho também é um bom apoio para treinar idiomas estrangeiros: 

ChatGPT escreve em idiomas estrangeiros — Foto: Reprodução 

📱 Aprendizado sobre ética digital

O aluno pode usar o ChatGPT de forma desonesta ou pouco crítica? Sim, há esses riscos. Mas não será a primeira vez que uma nova tecnologia terá um “lado ruim”. 

“A existência de um robô que traz prontas todas as respostas gera ótimas oportunidades para exercitar uma relação ética com as tecnologias digitais na escola”, afirma Henrique Braga.

A competência 5 da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — documento com o que deve ser ensinado nas escolas — diz que, ao terminar a educação básica, o estudante precisa saber “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.

Informações G1

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