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Foto: Reprodução

Um espaço reformulado, cheio de ludicidade, diversidade de títulos, tranquilidade e uma boa estrutura para incentivar ainda mais o hábito da leitura para os estudantes da Escola Municipal Valdemira Alves de Brito, no Tomba. O “Cantinho da Leitura” será inaugurado nesta quinta-feira (4), às 9h.

A previsão é de que o local atenda 590 alunos da escola na faixa etária entre 6 e 14 anos. Para aproximar ainda mais os alunos ao mundo dos livros, a biblioteca da escola foi totalmente reformada para implementação do projeto social da BW Incentiva, por meio da Lei de Incentivo do Ministério da Cultura, com patrocínio da Belgo Arames e o apoio da Fundação ArcelorMittal, em parceria com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana. 

O ‘cantinho’ recebeu a doação de 1.200 novos livros – incluindo títulos em braile, brinquedos educativos, corredor da leitura ao ar livre, fantasias e mobiliário. Além de nova pintura, ar-condicionado, ventiladores, iluminação e itens para ambientação da unidade.

*SECOM


Pesquisa comparou ritmo de aprendizagem pré, pós e durante pandemia

Crianças da educação infantil em sala de aula

Foto: Arquivo Agência Brasil


Crianças que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2020, com nove meses de atividades remotas devido à pandemia de covid-19, tiveram perda de 6 a 7 meses de aprendizagem em linguagem e matemática se comparadas àquelas que vivenciaram o mesmo período da pré-escola em 2019, com ensino presencial.

O dado sobre o ritmo de aprendizagem das crianças antes, durante e depois da pandemia mostra ainda que aquelas que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2022, com a volta das atividades presenciais, tiveram ganho de 1 a 2 meses, na comparação com os alunos do mesmo período letivo em 2019.

As informações são do estudo Recomposição das aprendizagens e desigualdades educacionais após a pandemia covid-19: um estudo em Sobral/CE, produzido por pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE).

Embora os dois grupos de crianças (2020 e 2022) tenham vivido ao menos parte da pré-escola com ensino remoto, os resultados sugerem que as ações realizadas pela rede de ensino para mitigar os impactos da pandemia surtiram efeito nas crianças que concluíram a etapa em 2022.

Apoiada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a pesquisa estimou os efeitos da pandemia no curto e médio prazo e traz evidências inéditas sobre a recuperação do aprendizado, com destaque para a qualidade da educação ofertada.

Para chegar aos resultados, o estudo acompanhou o desenvolvimento de 1.364 crianças matriculadas na rede pública municipal de Sobral (CE), que frequentaram o segundo ano da pré-escola entre 2019 e 2022.

A pesquisa observou que o grupo de crianças que vivenciou o segundo ano da pré-escola em 2020 – com maior período remotamente – aprendeu o equivalente a 39% em linguagem e 48% em matemática, se comparado àquele que frequentou esta etapa em 2019, de modo presencial. Já o grupo que terminou a pré-escola em 2022 aprendeu o equivalente a 111% em linguagem e 115% em matemática, na comparação com o grupo que frequentou o segundo ano da etapa em 2019.

De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram os efeitos da reabertura das escolas sobre os ritmos de aprendizagem. As crianças do grupo de 2020, por exemplo, que vivenciaram o primeiro ano da pré-escola presencialmente, sofreram com a interrupção das atividades presenciais e a oferta remota na conclusão da etapa educacional.

Segundo Mariane Koslinski, pesquisadora do LaPOpE e uma das responsáveis pelo estudo, as incertezas da pandemia, as interrupções nas atividades, presenciais ou não, e todo o período de adaptação ao modelo remoto impactaram diretamente no ritmo de aprendizagem dessas crianças, que tiveram aprendizagem aquém daquelas que concluíram a etapa em 2019.

A pesquisadora destacou, no entanto, que a recuperação do ritmo de aprendizagem das crianças que concluíram a educação infantil em 2022 chama ainda mais atenção. “É curioso porque, como as crianças do grupo de 2020, as do ano passado também viveram parte da etapa no regime remoto”, disse Mariane, em nota.

“O que os resultados indicam é que, provavelmente, as ações da rede de educação de Sobral foram importantes para mitigar os efeitos da pandemia e acelerar o ritmo de desenvolvimento dessas crianças”, completou.

Entre as ações, a pesquisadora destacou programas de busca ativa, ampliação da oferta de tempo integral e a implementação de novo currículo para a Educação Infantil alinhado àBase Nacional Comum Curricular (BNCC).

Os pesquisadores reforçam ainda que os resultados do estudo não devem ser interpretados como um retrato do que aconteceu no resto do país. “A ausência de coordenação nacional nos anos de pandemia gerou um cenário extremamente desafiador para os gestores municipais e as respostas para os desafios da pandemia foram muito desiguais e inconsistentes quando comparamos estados e municípios pelo país”.

Para a gerente de Conhecimento Aplicado e especialista em educação infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, o desafio neste momento ultrapassa as esferas educacionais. “Diversas evidências mostram que a pandemia afetou desigualmente as famílias em questão de renda, acesso a serviços e a redes de apoio. Tudo isso trouxe impactos para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças”, afirmou Beatriz, em nota.

“Nesse sentido, as ações devem ser integradas e contemplar diversas esferas e níveis de governo. A responsabilidade por montar essa estratégia não pode ser só da área de educação”, acrescentou.

Recomendações

Os pesquisadores apresentam uma série de recomendações para os gestores de diferentes níveis a fim de mitigar os problemas apontados. Para o Ministério da Educação é recomendado que haja um protagonismo na elaboração de um plano nacional de recuperação de aprendizagem com aporte de recursos e apoio técnico para guiar as ações das secretarias estaduais e municipais de educação.

Já as secretarias estaduais de educação devem, entre outros pontos, oferecer apoio técnico e financeiro para que os municípios elaborem e implementem suas estratégias. As secretarias municipais de educação, por sua vez, devem implementar programas de busca ativa de crianças com foco na educação infantil e elaborar diagnósticos sobre os efeitos da pandemia no desenvolvimento das crianças e nas taxas de abandono e evasão escolar.

Os diretores e professores podem promover maior integração entre famílias e escolas incorporando estratégias bem-sucedidas de comunicação com famílias utilizadas durante a pandemia.

Informações Agência Brasil


Foto: Reprodução

_A carência de docentes tem deixados estudantes aflitos e sem previsão de aulas_

A escalada de cobranças por professores efetivos voltou a movimentar os estudantes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em alerta ao governador Jerônimo Rodrigues sobre a situação caótica enfrentada nos campi da maior instituição estadual de ensino superior do estado.

“Professores já, queremos formar!” estiveram entre as palavras de ordem durante o ato organizado ontem, 27, pelo Centro Acadêmico de História (CA).

“Jerônimo, cadê nossos professores. Quase um ano e o concurso empatado sem professores nos campi da UNEB”, protestou Ester de Souza Pires, estudante do curso de História da UNEB, em Itaberaba.

Segundo a discente, o movimento estudantil está lutando por direitos e pela própria universidade pública. “Não adianta universidade sem professores efetivos”, ecoavam os gritos de protesto no portão de acesso do campus XIII.

A carência de docentes tem deixados os alunos aflitos e atrasado a formatura pela falta da oferta de disciplinas obrigatórias.

*CONCURSO 2022*

Francisco de Paulo, professor aprovado e convocado no último concurso da UNEB para uma das vagas reservadas para cotistas no campus IX, em Barreiras, relata o drama vivido ainda no ônibus ao ser informado da suspensão do concurso pela Justiça, logo após ter passado por perícia médica em Salvador e no retorno para a cidade onde reside.

“Viajei mais de1.500 quilômetros, deixei outros trabalhos que tinha por exigência legal para ser nomeado, mudei três filhos de escola para levá-los à cidade onde efetivamente seria docente da UNEB”, conta.

Ele ainda questiona a postura do Ministério Público da Bahia (MP/BA) no pedido de anulação através da Ação Civil Pública (ACP). “Quando observamos a composição das bancas e a possível relação com candidatos fica claro que não aconteceu. Tenho experiência em outros concursos e a UNEB seguiu [os trâmites] assim como outras instituições, de forma transparente”, pontua.

*IMPASSE*

O concurso do edital 034/2022 segue suspenso desde setembro do ano passado a pedido do Ministério Público da Bahia por meio de uma Ação Civil Pública. Com isso, a indefinição das 134 vagas para professores auxiliares nível “A” vem comprometendo o cronograma de aulas em todos os campi da UNEB.

À época, em visita a Guanambi, a reitora da Uneb, professora Adriana Marmori Lima, afirmou que confiava na lisura do concurso. “Foi um concurso feito dentro de um  cronograma que cumpriu todos os prazos legais, de período de recurso, de tudo. Estamos tranquilos em relação à lisura do processo”, disse.

Ela reiterou ainda que a eventual suspensão geraria prejuízo enorme para a sociedade baiana. “São 22 mil estudantes matriculados na nossa universidade que esperam por estes 134 professores aprovados”, ressaltou.


Nos dias atuais, ter conhecimentos mínimos em informática é essencial para
sobreviver em diferentes áreas da vida, como trabalho, estudos e
entretenimento. Diante dessa realidade, o Instituto Nobre está iniciando uma
nova turma para o Curso de Informática Básica, que visa proporcionar aos
participantes o acesso a conhecimentos essenciais para a era digital em que
vivemos.
Além disso, o Instituto disponibilizou bolsas de estudo com o objetivo de
promover a inclusão digital e o desenvolvimento de habilidades importantes para o
mercado de trabalho e para a vida pessoal dos participantes. Dessa vez, serão
oferecidas 20 bolsas de estudo para membros da comunidade. A iniciativa
reforça o compromisso social do Instituto Nobre e reafirma sua missão de contribuir
para o crescimento da comunidade.
Para se inscrever é muito simples, basta ligar para o número 75 2102-9501,
informar seu nome completo, endereço e número de telefone. É necessário ter mais
de 18 anos de idade.
Com essa oportunidade, os participantes terão acesso a conteúdos importantes
para aprender a utilizar o computador, navegar na internet, utilizar as principais
redes sociais e ferramentas de produtividade, além de noções de segurança digital.
Esses conhecimentos são fundamentais para quem quer se atualizar e se
desenvolver pessoal e profissionalmente.
O curso está previsto para iniciar no dia 06 de maio, com dois meses de duração,
sendo 16 horas na modalidade presencial e outras 04 remotas, tendo matriz
curricular atualizada e professores extremamente qualificados. As aulas ocorrem
aos sábados, nas dependências da UNEF, das 08h às 10h, vale ressaltar que,
ao final do curso o aluno recebe o certificado de concluinte.



_Discentes pedem ao Ministério Público e ao Governo do Estado agilidade no andamento do último concurso_

Estudantes da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) realizaram uma manifestação durante todo o dia de hoje, 19, cobrando a convocação imediata dos professores aprovados no último concurso realizado em 2022. Os discentes alegaram estão prejudicados diante da falta de professores na instituição.

“O nosso curso está prestes a parar pela falta de professor e a primeira turma nem tem perspectiva de formar. Precisamos de uma solução tanto da reitora quanto do Governo do Estado e do Ministério Público. Até o momento, nada foi feito”_, lamentou a estudante Mariana Santos Campos do curso de Medicina Veterinária, campus IX.

Outra manifestante destacou que situação semelhante enfrentam os discentes dos campi de Paulo Afonso, Caetité e Seabra, onde a carência de professores tem afetado diretamente o cronograma de aulas. 

_“O Ministério Público não dá informações pra gente e a reitora [Adriana Marmori] só tem respostas vagas, deixando sempre os alunos, os próprios professores que fizeram o concurso e os coordenadores de cursos sem saber o que está acontecendo”_, revelou revoltada considerando uma atitude falta de respeito.


Estudantes fazem ato na Paulista pela manhã desta quarta (15) pela revogação do novo ensino médio — Foto: Abraão Cruz/TV Globo

Governo suspendeu – temporariamente – o cronograma da reforma iniciada em 2017, na gestão Temer. Alunos já estão desde 2022 tendo aulas com novos conteúdos, mas ainda não se sabe quando eles serão cobrados no Enem.

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu por 60 dias as mudanças previstas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024. Com isso, até segunda ordem, a prova será aplicada – no ano que vem – no formato atual. 

Mas como fica a vida dos alunos que hoje estudam seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio, mas farão o Enem tradicional? As redes de ensino vão dar algum reforço extra para compensar as brechas no conteúdo? 

Confira abaixo os cenários possíveis, a partir das seguintes perguntas:

  1. Como fica a vida do estudante no ensino médio?
  2. Qual o objetivo do MEC com a suspensão temporária do cronograma?
  3. Quais eram as mudanças previstas para o novo Enem?
  4. Qual o impacto na preparação dos alunos do Novo Ensino Médio?
  5. Como é o currículo do Novo Ensino Médio?
  6. Como o Novo Ensino Médio pode impactar no desempenho no Enem tradicional?
  7. As redes de ensino vão oferecer reforço aos alunos?
  8. O que dizem as entidades sobre a suspensão?

1 – Como fica a vida do estudante no ensino médio?

Se a suspensão for mantida, o novo formato do Enem só será aplicado nos anos seguintes. Caso seja derrubada, o exame terá mudanças a partir de 2024. 

2 – Qual o objetivo do MEC com a suspensão temporária do cronograma?

O ministério busca sinalizar que está atento às críticas que o Novo Ensino Médio recebe de alunos, professores e entidades. Mas ao mesmo tempo quer aguardar as conclusões de um grupo de trabalho, criado no mês passado diante das críticas ao formato, para resolver o que fazer com a reforma. 

Se a conclusão for no sentido de que é preciso fazer ajustes no modelo – ou revogá-lo – será preciso aprovar um novo texto no Congresso Nacional. 

“Nós vamos apenas suspender as questões que vão definir um novo Enem em 2024 por 60 dias. E vamos ampliar a discussão. O ideal é que, num processo democrático, a gente possa escutar a todos. Principalmente, quem está lá na ponta, que são os alunos, os professores e aqueles que executam a política, que são os estados”, disse o ministro. 

3 – Quais eram as mudanças previstas para o novo Enem?

Como ficaria: O novo exame teria questões seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio (com partes específicas no exame conforme a escolha do estudante), além de uma redação. 

As questões do exame seriam divididas em duas etapas: a primeira interdisciplinar, igual e obrigatória para todos. A segunda com provas de quatro áreas, em que o candidato selecionaria apenas uma delas para fazer: 

Como é hoje: atualmente, a prova é igual para todo mundo e cobra todas as áreas do conhecimento (ciências humanas; ciências da natureza; linguagens e matemática), além de uma redação. 

4 – Qual o impacto na preparação dos alunos do Novo Ensino Médio?

A turma de estudantes que fará o Enem no ano que vem será a primeira que terá feito os três anos do ensino médio seguindo as novas diretrizes. 

Se o Enem ocorrer no formato tradicional, os alunos poderão ser cobrados por conteúdos que não necessariamente foram tratados na escola, ou que até foram objeto de aula, mas sobre os quais não se aprofundaram por causa da redução da carga horária das matérias “convencionais”. 

5 – Como é o currículo do Novo Ensino Médio?

O Novo Ensino Médio prevê o aumento progressivo da carga horária total, que deverá chegar a 3 mil horas ao final dos três anos, com a seguinte divisão no conteúdo: 

6 – Como o Novo Ensino Médio pode impactar no desempenho no Enem tradicional?

Algumas das críticas apontadas por especialistas estão: 

7 – As redes de ensino vão oferecer reforço aos alunos?

Ainda não há nada definido.

O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Bruno Eizerik, criticou a suspensão do calendário por entender que pode trazer prejuízos aos alunos e às instituições. Ele não detalhou, porém, se haverá a orientação para oferecer algum reforço aos estudantes.   

Amábile Pacios, diretora do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, lembra que não se sabe o que estava previsto para o Exame Nacional do Ensino Médio de 2024, já que o Inep não divulgou a matriz para o novo modelo. Para ela, qualquer reorganização das escolas além do modelo clássico do exame só seria possível após conhecerem a matriz do exame. 

“Uma forma de não prejudicar o aluno seria manter o Enem centrado naquilo que é a base comum, a BNCC. Então, o Enem não deveria sair desse quadrado da base comum que [no novo ensino médio] tem 1800 horas. Qualquer coisa além disso vai trazer muita insegurança, incerteza e desinteresse dos alunos pelo Enem”.  

8 – O que dizem as entidades sobre a suspensão?

UNE: A União Nacional dos Estudantes se mostra a favor da suspensão da implementação do Novo Ensino Médio. 

Campanha Nacional pelo Direito à Educação:Para o professor Daniel Cara, dirigente da entidade, “é extremamente positiva a suspensão”. Ele defende que a definição sobre o Enem 2024 leve em conta o que for discutido na consulta pública em andamento. Crítico ao Novo Ensino Médio, ele considera a reforma “uma violência” contra os alunos da rede pública, porque as escolas não conseguem oferecer todos os itinerários formativos, obrigando o estudante a fazer o que tiver disponível. 

Todos Pela Educação: Para Gabriel Côrrea, diretor de políticas públicas, “suspender o cronograma sem anunciar qual vai ser o novo cronograma pode gerar ainda mais confusão entre os estados, porque pode acontecer de alguns estados continuarem fazendo o que já estão fazendo– porque as normativas, a lei, as diretrizes curriculares do novo ensino médio seguem em vigor –, mas podem ter estados que decidam voltar atrás em algumas etapas”. 

Informações G1


Derrotado pelo PT, ministro confirma suspensão do novo Ensino Médio 
Foto: Reprodução 

Portaria deve ser publicada na quarta-feira (5) e também suspende alterações no Enem que começariam a valer a partir do próximo ano

O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou hoje (4) a paralisação do calendário de implementação do novo ensino médio. A portaria deve ser publicada nesta quarta-feira (5), suspendendo os efeitos da portaria 521, que estabelecia a reforma.

Também ficam suspensas as discussões sobre alterações no Enem que começariam a valer a partir do próximo ano.

Santana retrocedeu em seu discurso de defesa da reforma do ensino médio. Em mais de uma ocasião, ele se posicionado pela manutenção da política, herdada do governo Temer, o que contrariou alas do PT próximas ao presidente Lula.

“Reconhecemos que não houve um diálogo mais aprofundado da sua implementação, não houve uma coordenação por parte do MEC, e uma necessidade de a gente poder rever toda essa discussão. Vamos manter o diálogo, fortalecer a comissão, ampliar o debate, incluindo o congresso para que no final possamos apresentar”, disse Santana


Mais cedo, ministro da Educação se reuniu com o presidente Lula para falar sobre o assunto - Alan Marques - 31.jul.2015/Folhapress
Mais cedo, ministro da Educação se reuniu com o presidente Lula para falar sobre o assunto Imagem: Alan Marques – 31.jul.2015/Folhapress

O Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) se manifestou contra a possível suspensão das mudanças no Enem 2024 com o novo ensino médio.

O que aconteceu

Em entrevista ao Diário do Nordeste, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o MEC deve suspender qualquer mudança no Enem 2024.

O cronograma de implementação da reforma do ensino médio prevê que as mudanças nas salas de aula e no exame —principal porta de entrada ao ensino superior— acontecesse até 2024. 

O MEC não divulgou nota oficial sobre a suspensão, mas a declaração de Camilo gerou reações diferentes —comemoração e preocupação.

Hoje, mais cedo, o ministro se reuniu com o presidente Lula para falar sobre o assunto.

Para o Consed, “qualquer decisão” relacionada sobre o novo ensino médio deve ser tomada após a consulta pública aberta no mês passado pelo MEC. O processo durará 90 dias.

Suspender o cronograma traz um risco de atraso que, no limite, pode até inviabilizar o novo Enem no próximo ano.”
Nota divulgada pelo Consed

É importante recordar que o novo Enem foi constituído após longo debate em grupo de trabalho com a participação das redes
estaduais, do próprio Ministério da Educação, do Inep, e do Conselho Nacional de Educação.”
Nota divulgada pelo Consed

O que é a reforma?

Aprovada em 2017 durante o governo Temer (MDB), a reforma do ensino médio prevê ampliação da carga horária e a possibilidade de parte das disciplinas ser escolhida pelos alunos fazem parte das mudanças. 

Com as mudanças, a ideia era que a etapa se tornasse mais atrativa ao jovem e reduzisse a evasão escolar. 

Quem é contra, no entanto, afirma que o modelo amplia as desigualdades e enfrenta obstáculos no processo de implementação nas escolas.

Informações UOL


Apenas 3,7% dos candidatos foram aprovados no último exame, aplicado no segundo semestre de 2022. Brasileiros ou estrangeiros formados em medicina em outros países precisam passar no Revalida para poder trabalhar no Brasil.

Médicos se preparam para fazer o Revalida — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Médicos se preparam para fazer o Revalida — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

“A taxa de aprovação no último Revalida, feito no segundo semestre de 2022, foi de apenas 3,75% – é a menor em toda a história do exame, que começou a ser aplicado em 2011 para autorizar médicos formados no exterior a trabalhar no Brasil. Cerca de 96% dos candidatos que fizeram as provas foram reprovados na primeira ou na segunda etapa e, com isso, não conseguiram revalidar os diplomas. 

Médicos brasileiros que se formaram em universidades estrangeiras e que fizeram o Revalida recentemente reclamam de aumento indevido na nota de corte (pontuação mínima para o candidato ser aprovado), de inconsistências no conteúdo das provas e de falta de coerência na hora da correção

Sem o Revalida, brasileiros ou estrangeiros formados em medicina em outros países não podem solicitar o registro nos conselhos de medicina do Brasil. O chamado ‘CRM’ autoriza o médico a trabalhar no país.

No Revalida 2022/2, mais de 7 mil candidatosestiveram presentes na primeira etapa, composta por questões objetivas e discursivas. Desses, apenas 863 passaram para a segunda etapa, que é a parte prática. Ao final, apenas 263 conseguiram passar no exame (entenda abaixo como são as provas). 

Os resultados foram divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que coordena o Revalida, após duas semanas de atraso. 

Candidatos afirmam que as provas são “feitas para reprovar” e apontam um possível “boicote” aos formados no exterior. Muitos tiveram recursos negados pelo órgão e acionaram a Justiça para tentar reverter o resultado. 

“Estamos presenciando erros de elaboração grotescos. E isso impossibilita que os candidatos alcancem a pontuação necessária para passar nas provas”, disse ao g1 o médico brasileiro Bryan Nasato, formado no Paraguai e morador de Quatro Barras (PR). 

Nesta reportagem, você vai saber: 

O Revalida foi criado em 2011 pelo Inep para centralizar o processo de validação de diplomas de medicina no Brasil – anteriormente, isso era feito diretamente em universidades públicas brasileiras, mas cada uma adotava métodos próprios, o que bagunçava o processo. 

O médico formado no exterior precisa passar por duas etapas para conseguir revalidar o diploma junto a uma universidade pública brasileira: 

A prova prática é dividida por estações que simulam atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) com a participação de atores. No total, são 10 estações, que abrangem cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, medicina da família, pediatria, cirurgia e ginecologia e obstetrícia. 

Em cada local, o médico tem 10 minutos para seguir uma lista de tarefas determinada e dar as respostas corretas sobre a saúde do “paciente”, indicando diagnóstico, tratamento e encaminhamento, por exemplo. A cada acerto, o médico ganha pontos, que são somados ao final. 

Nessa etapa, o candidato não é avaliado no momento da prova: tudo é gravado em vídeo para posterior correção

O médico que busca a revalidação do diploma precisa atingir a nota de corte em cada etapa. É a nota mínima para conseguir a aprovação, que é definida cerca de um mês antes da aplicação das provas (siga lendo a reportagem para entender melhor como a nota de corte é calculada). 

Revalida: na prova prática, médicos precisam seguir uma lista de tarefas em cada estação; veja dois exemplos — Foto: Inep/Reprodução

Revalida: na prova prática, médicos precisam seguir uma lista de tarefas em cada estação; veja dois exemplos — Foto: Inep/Reprodução 

Histórico de aprovações (e reprovações)

Até agora, foram feitas 11 edições do Revalida, com mais de 65 mil inscrições e 12 mil aprovações

Na série histórica, as taxas de aprovação do Revalida variaram de 3,7% em 2022/2 até 33,2% no exame de 2021. Até então, a mais baixa era a da edição de 2017 (4,8%). O cálculo foi realizado com base no número de candidatos presentes na primeira etapa e o número de aprovados na segunda, a partir de dados públicos do Inep. 

A procura pelo exame aumentou a partir de 2020. 

❌ Um dos motivos foi uma paralisação no Revalida em 2018 e 2019 por conta de atrasos no andamento da edição de 2017. Desde 2022, são dois exames por ano, após mudança na legislação; 

🥼 Outro foi um ‘boom’ de brasileiros que, nos últimos anos, optaram por estudar em outros países, principalmente da América Latina; 

💰 Lá fora, os cursos de medicina chegam a ser até quatro vezes mais baratos do que em universidades particulares brasileiras, onde a mensalidade ultrapassa os R$ 10 mil; 

🌎 Há também a questão geográfica: em localidades de fronteira, como Acre e Mato Grosso do Sul, às vezes é mais viável morar e estudar em outro país do que se deslocar aos grandes centros urbanos do próprio estado ou para outras regiões brasileira. 

Não há dados oficiais que mostram a alta pela procura pela medicina no exterior. Mas, nas 11 edições do Revalida, mais da metade dos inscritos afirmou ser brasileiro.

As polêmicas do Revalida

Médicos que tentam revalidar o diploma ou que já passaram pelo exame afirmaram ao g1 que o Revalida sempre foi considerado “difícil”, mas “problemático”. As reclamações sobre o formato e correção do exame cresceram entre os candidatos a partir de 2020. 

Formado em medicina no campus da Universidad del Pacífico, localizado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira seca com a brasileira Ponta Porã (MS), o médico Bryan Nasato reclama que, dos 100 pontos em jogo na última prova prática do Revalida, aplicada em dezembro de 2022, 40,35 apresentavam inconsistências. 

Para os candidatos, os principais problemas foram: 

Comigo aconteceu isso: eu perguntei se o filho da paciente tinha tomado a vacina da influenza. Ela me respondeu que sim. E, com isso, eu não indiquei a vacina, porque a criança já tinha tomado. Só que ela deveria ter dito que não, porque o Inep cobrava no gabarito a indicação dessa vacina. Outras atrizes, na prova de outras pessoas, responderam que não. Acabei prejudicado. 

— Médico Bryan Nasato, candidato do Revalida 2022/2 

Situação parecida passou Davi Torres, formado em medicina na Universidade de Morón, na Argentina. Ele busca a revalidação do diploma após passar em primeiro lugar no concurso da Marinha do Brasil. Porém, não passou por 6,15 pontos, algo que considera injusto. 

“Eu falei pedra na vesícula e na prévia do gabarito estava colelitiase. É a mesma coisa. E me tiraram pontos”, afirmou o médico, que tentará rever o resultado na Justiça para conseguir assumir a vaga. 

O médico Carlos André de Castro Martins, formado na Universidad del Norte, no Paraguai, tenta revalidar o diploma de medicina desde 2017. Na prova do primeiro semestre do ano passado, conseguiu 3,25 pontos após recurso administrativo, mas foi reprovado por meio ponto

Em uma das estações, Carlos disse ter indicado oxigênio com máscara para o paciente. Mas não verbalizou a palavra “oxigenioterapia”, que indica o procedimento. Com isso, perdeu 1 ponto. 

“Há questões a qual eu creio que as respostas foram adequadas e não foram corrigidas através do recurso administrativo. Foi um erro grosseiro na correção da minha prova”, disse o médico. 

O g1 questionou o Inep sobre os problemas no Revalida relatados pelos candidatos, mas não teve retorno. 

➡ Há ainda reclamações de aumento indevido nas notas de corte: desde 2020, os candidatos precisam acertar mais de 60% das provas na primeira e na segunda etapa para passar no Revalida. Pelo método de cálculo estabelecido pelo Inep, a nota de corte é baseada no nível de dificuldade das questões: quanto mais difícil a prova, menor deve ser a nota de corte. 

Segundo candidatos e professores de cursinhos, o exame está cada vez mais complexo, ao mesmo tempo em que a nota de corte aumenta. “Tudo caminha para a reprovação: começa com a nota de corte, passa pela prova mal elaborada até a correção inadequada”, lamentou o médico Bryan Nasato. 

“É um fato que a prova está cada vez mais difícil. O nível de exigência tem crescido e isso faz com que os candidatos busquem uma preparação mais qualificada para fazer a prova”, avaliou a médica Thamyres Souza Areia, que passou no exame em 2022 e hoje dá aulas no cursinho Estratégia MED exclusivamente para candidatos do Revalida. 

Na instituição, o número de alunos quase dobrou nos últimos anos: passou de 2,7 milmatriculados em 2021 para 5,1 mil no ano passado. Para 2023, a tendência também é de aumento na procura. 

➡ O valor para fazer as provas também é objeto de reclamação: são duas taxas de inscrição, de acordo com a primeira e a segunda etapas. De 2017 para 2020, o valor para fazer a prova prática subiu 640%. Hoje, o candidato precisa desembolsar R$ 4.516,09 para fazer as duas provas. 

O presidente do Inep, Manuel Palácios, levantou a possibilidade de fazer mudanças no Revalidadurante uma reunião com médicos revalidandos, em março deste ano. Mas nenhum prazo foi dado. 

O encontro foi mediado pelo senador acreano Alan Rick (União), autor da lei que permitiu que o exame fosse realizado duas vezes ao ano. Segundo o senador, Palácios foi “muito incisivo” na necessidade de rever o atual método de revalidação de diplomas de medicina estrangeiros. 

“Fizemos um levantamento das questões que consideramos equivocadas na prova prática. Na soma, deu mais de 27 pontos de erros e equívocos nas questões e no gabarito”, afirmou o senador ao g1

Uma das mudanças propostas ao governo federal é que a segunda etapa do Revalida seja feita dentro de um posto de saúde. O médico revalidando atenderia um paciente real – não um ator – sob a supervisão de um médico-tutor, que avaliaria se o candidato está apto para atuar no SUS brasileiro. 

Para Alan Rick, a busca pelo diploma de medicina no exterior já é uma realidade entre brasileiros, principalmente pela questão financeira, mas também pela alta concorrência nas universidades públicas “O governo brasileiro não pode fechar os olhos para isso. A prova do Revalida precisa ser mais dinâmica e menos burocrática”, disse. 

“Eu sou de um estado que, principalmente no interior, a média de médicos por mil habitantes é de 0,6, o que é baixíssimo e prejudica demais a população. Temos que aumentar esse provimento”, falou.

Informações G1


As 209 escolas municipais vão receber 53 mil alunos matriculados

As 209 escolas municipais estão preparadas para receber os 53 mil alunos matriculados no retorno às aulas nesta quarta-feira (29). O planejamento da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) para o início deste ano letivo cumpre etapas distintas, conforme a necessidade de cada escola. 

Entre os investimentos do Governo Municipal são destaques o ensino em tempo integral para crianças de dois anos (Grupo 2), aquisição de laboratórios de ciências e matemática para o Ensino Fundamental, distribuição de materiais esportivos e lúdicos para as escolas, além de cursos complementares de iniciação profissional para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

Para fortalecer os principais eixos da Educação Pública Municipal – avaliação, formação e acompanhamento das unidades escolares e dos estudantes – a Prefeitura de Feira também implementou a segunda etapa do Programa Caminhos da Educação.

A Secretaria de Educação ampliou o número de professores com a contratação de novos profissionais sob Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) que vão repor as vagas decorrentes de afastamento temporário de docentes.

As unidades de ensino que foram transferidas de imóvel por conta de reformas ou em estão fase final de construção o ano letivo começa no dia 3 de abril. “O cronograma de aulas ocorrerá normalmente sem nenhum prejuízo”, pontua a secretária de Educação, Anaci Paim.

Obras, reformas de grande porte e manutenção contínua são exemplos nas escolas municipais Edelvira Oliveira, na Queimadinha, e na Dr. Nantes Bellas Vieira, no bairro Pedra do Descanso. 

Ainda, o cronograma segue em ritmo acelerado com as construções das escolas municipais Ernestina Carneiro (na Rua Nova), Manoel de Cristo Planzo (Campo do Gado Novo) e Raul Ribeiro de Oliveira (Distrito de Maria Quitéria). 

A secretária Anaci Paim também destaca que as escolas estão abastecidas com alimentação escolar de valor nutricional para atender as necessidades do estudante, além da distribuição de kits com materiais didáticos para o estudante.

“Os alunos estão ansiosos para a volta às aulas. Nós tivemos anos atípicos e, agora, a perspectiva é que tenhamos um calendário regular com aulas presenciais, o que facilita a frequência escolar”, afirma.

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