ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A entrada de recursos estrangeiros no Brasil diminuiu 39,8% em relação ao mesmo período de 2022, quando o investimento chegou a US$ 10,8 bilhões.

Desaceleração da economia brasileira impacta investimentos estrangeiros no Brasil

Desaceleração da economia brasileira impacta investimentos estrangeiros no Brasil 

Segundo um relatório divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (27), a entrada de recursos internacionais no Brasil em fevereiro foi de quase US$ 6,5 bilhões – 39,8% menos em relação ao mesmo período do ano passado. Esse é um indicador importante, já que se trata de dinheiro aplicado no setor produtivo do país.

Os dados bimestrais endossam essa mesma tendência de queda. 

Os especialistas no setor dizem que a perda de fôlego tem relação com um cenário global de incertezas, mas está ligada, principalmente, ao mau desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que começou a desacelerar no segundo trimestre do ano passado e caiu nos últimos três meses.

Com a taxa básica de juros a 13,75%, maior patamar dos últimos seis anos, o investimento externo no Brasil acaba sendo impactado negativamente. 

“Normalmente, a entrada de recurso vem para financiar projetos, investimentos. Quando a economia cresce menos, esses investimentos se tornam menos atrativos. Portanto, o Brasil acaba atraindo menos recursos”, explica Roberto Padovani, economista-chefe do BV. 

O BC também trouxe os dados sobre o desempenho das contas externas brasileiras, as transações que um país tem com o resto do mundo. 

No mês passado, elas registraram um déficit de US$ 2,81 bilhões. Isso representa uma queda na comparação com fevereiro de 2022 – quando o resultado negativo somou US$ 4,15 bilhões.

“O déficit menor em conta-corrente no Brasil tem muito a ver com o volume menor de remessas de lucros e dividendos. Essa foi a principal conta, o principal destaque da divulgação de hoje. E a menor remessa de lucros e dividendos é um sinal de que a economia brasileira está mudando de ritmo em termos de crescimento”, afirma Padovani.

Informações G1


Aluguel mais caro impulsiona procura por apartamentos menores
Foto: G1

Índice FipeZap aponta para alta de 17,05% nos preços das locações no acumulado de 12 meses. Retomada da demanda e renegociações abaixo da inflação viraram motor dos últimos reajustes.

Os preços médios do aluguel no Brasil dispararam nos últimos meses. Dados divulgados pelo último Índice FipeZap mostram que o aumento foi de 1,61% em fevereiro, no oitavo avanço consecutivo. Em 12 meses, a alta acumulada é de 17,05%.

O cenário, segundo especialistas, reflete uma série de fatores, tais como: 

De acordo com o indicador, todas as 11 capitais avaliadas registraram alta no mês, com destaque para Florianópolis (SC) e Goiânia (GO), que tiveram avanços de mais de 4% no período. Em 12 meses, essas duas capitais acumulam altas de 33,36% e 31,23%. 

Aumento dos preços do aluguel

Entenda o que tem pressionado os preços do aluguel para cima no Brasil e o que podemos esperar à frente:

Recomposição de preços após a pandemia

Segundo especialistas, grande parte dos aumentos vistos nos últimos meses respondem por uma recomposição de preços por parte dos proprietários dos imóveis após a pandemia — que, naquela época, permitiram a manutenção do aluguel nos contratos ou optaram por fazer ajustes com desconto. 

“Justamente porque teve muita gente com a renda impactada durante a Covid-19, os proprietários fizeram um forte exercício de negociação para que a ocupação do imóvel fosse mantida naquele momento”, afirma a diretora de risco e governança da Lello Imóveis, Moira Toledo. 

“Então agora, que vivemos uma reabertura da economia e temos uma situação um pouco melhor, é natural que os locadores que ficaram todo esse tempo sem mexer nos preços ou com um reajuste abaixo da média de mercado queriam retomar os preços do aluguel”, completa.

A variação dos indexadores de aluguel

Ainda de acordo com especialistas, outra explicação para o aumento dos aluguéis é a variação de alguns índices de preços. 

Isso porque, durante a pandemia, parte das negociações também foi para trocar o tradicional Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M, também conhecido como “inflação do aluguel”) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) como indexador nos novos contratos. 

Nos momentos mais críticos da pandemia em 2021, por exemplo, o IGP-M chegou a acumular uma variação positiva de mais de 37%, pressionado pela alta dos preços das commodities e pelo avanço da inflação no atacado. 

“Muitos proprietários que tinham os contratos indexados no IGP-M lá atrás, optaram por substituir o índice pelo IPCA”, explica o especialista em dados do QuintoAndar, Pedro Capetti, reiterando que além de o indicador da inflação oficial estar mais baixo naquele momento, ele também acaba sendo o que mais reflete os preços do que o brasileiro consome. 

Capetti ainda destaca que, com isso, o QuintoAndar também optou por adotar a mudança, tornando os contratos indexados no IPCA como padrão na companhia. “Agora, a maioria dos contratos assinados no QuintoAndar são indexados pelo IPCA”, completa. 

Segundo os especialistas, essa preferência pelos contratos indexados pela inflação oficial do país também ajuda a explicar o momento atual de aumento dos preços — uma vez que enquanto o IPCA acumula alta de 5,60% nos 12 meses até fevereiro deste ano, o IGP-M tem uma variação positiva de 1,86% no mesmo período.

“Isso também acaba sendo um incentivo para o proprietário fazer o repasse de preços ao locador. Quando a inflação sobe e isso bate na renda dele [do proprietário], ele muitas vezes busca repor isso no aluguel”, avalia o economista do DataZAP+ Pedro Henrique Tenório.

A maior demanda por imóveis disponíveis para locação

Por fim, outro fator que explica os avanços recentes nos preços do aluguel é a dinâmica natural de oferta e demanda. 

De acordo com especialistas, além de uma maior demanda, característica do início do ano — período em que muitos contratos vencem e há um aumento da procura por imóveis disponíveis para locação — há também um fluxo maior de pessoas em busca de imóveis próximos a grandes centros comerciais. 

“Quando estávamos com o trabalho remoto mais forte e o home office imperava, os espaços maiores e mais distantes dos centros das cidades foram mais procurados. Agora, essas pessoas começam a voltar para o trabalho presencial e a distância e o maior tempo de locomoção começam a incomodar”, explica Toledo, da Lello Imóveis.

Nesse sentido, dados do Índice QuintoAndar de Aluguel, por exemplo, apontam para uma elevação de 2,93% dos preços em São Paulo em fevereiro, na 20ª alta consecutiva e no maior avanço mensal desde 2019. O indicador também apontou que houve um aumento do aluguel em mais de 90% dos bairros do Rio de Janeiro no período. 

Segundo Capetti, especialista de dados da companhia, esse movimento também se reflete no perfil dos imóveis procurados. “Em São Paulo, por exemplo, vimos um aumento forte na busca pelos chamados microapartamentos, que são lançamentos menores e bem localizados, construídos em vias de eixo e próximos a corredores de ônibus e transporte público”, afirma. 

Já para Toledo, da Lello, esse cenário abre espaço para que o setor avalie um novo plano diretor, que abranja empreendimentos vistos como “médios”, com dois quartos e duas vagas na garagem. 

“Nos últimos dois anos tivemos muitos lançamentos de apartamentos maiores em alguns pontos da cidade e, agora, precisamos viabilizar um potencial construtivo que atenda às novas demandas, para que possamos pensar no conceito de ‘cidades de 15 minutos’, que incentiva um menor deslocamento das pessoas para o trabalho e movimenta os negócios locais”, diz.

Apesar dos aumentos recentes vistos nos preços dos aluguéis, os especialistas indicam que a expectativa é de desaceleração ao longo dos próximos meses. 

Parte desse movimento, dizem, deve refletir a desaceleração da própria atividade brasileira, com impulsos mais moderados na economia e um mercado de trabalho mais fraco. 

“Há vários fatores econômicos atrelados à Selic [taxa básica de juros], à economia global e brasileira e também ao mercado imobiliário em si que precisam ser considerados. Mas acreditamos que o setor já recuperou grande parte dos descontos da pandemia e a tendência é de um aumento de preços mais modesto em 2023”, diz Capetti.

Para Tenório, do DataZAP+, esse movimento de desaceleração deve ser gradual. “Vai depender também do que vamos ver de política monetária e do quanto isso deve se refletir em queda da inflação. Acredito que vejamos reflexos desse cenário ainda neste ano, mas mais para o segundo semestre”, acrescenta o economista. 

Os recentes anúncios do governo sobre programas de habitação para famílias de baixa renda também ficam no radar, assim como eventuais projetos de lei voltados para o setor imobiliário. 

“O que me preocupa são os projetos de lei que querem acabar com o despejo ou aumentar o imposto sobre a locação, ou sobre os prestadores de serviços do segmento, que são as administradoras imobiliárias. O investidor faz a conta e tudo isso pode desestimular o investimento no setor”, afirma Toledo. 

“É importante que não haja intervenções do poder público e judiciário na indústria locatícia porque esse mercado já tem maturidade suficiente para fazer negociações e se equilibrar. É importante que essa liberdade [de negociação] seja mantida para que o mercado atraia investimentos do setor privado que, em última instância, também é o que protege o locatário”, completa a diretora da Lello.

Informações G1


Endividadas: Dasa e Hapvida se desesperam e recorrem a bancos para não ’quebrarem’

Foto: VEJA

As empresas de saúde Dasa e Hapvida conversam com bancos para fazer ofertas subsequentes de ações (“follow-on”), apurou o Valor.

A família Bueno, controladora de laboratórios de diagnósticas e hospitais, pretende levantar R$ 1 bilhão – o BTGPactual também vai colocar R$ 500 milhões, depois da divulgação dos resultados da companhia, previsto para esta terça-feira, conforme comunicado ao mercado.

Valor Econômico


Foi a segunda semana seguida de projeção de baixa do IPCA

Relatório do mercado é divulgado semanalmente pelo Banco Central | Foto: Arnaldo Jr/Shutterstock

Com a manutenção da Selic em 13,75%, na semana passada, os analistas de mercado projetaram, pela segunda semana seguida, queda na inflação para 2023, de acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central.

A projeção é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação, feche o ano em 5,93% ante 5,95% na semana passada.

Entretanto, para 2024 e 2025, a projeção é de alta do IPCA. Para 2024, os analistas preveem 4,13% ante 4,11% na semana passada; e para 2025, a projeção agora é de 4%, ante 3,9% na semana anterior. A projeção para 2026 é a mesma da semana passada, de 4%.

Também houve projeção de alta no crescimento da economia em 2023, de 0,9%, ante 0,88% na semana anterior. Para 2024, a projeção desta semana é de queda do crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) para 1,4% ante 1,47% na semana anterior. Para 2025, a projeção passou de 1,7% para 1,71%.

Na mesma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa de juros em 13,75% ao ano, o mercado também projetou a manutenção da Selic. Pela sexta semana seguida, os analistas preveem que a taxa fechará 2023 em 12,75%. Em relação a 2024 e 2025, o mercado manteve as projeções da semana passada de 10% e 9%, respectivamente.

Quanto ao câmbio, a projeção segue a mesma das últimas oito semanas: o real fechará o ano cotado a 5,25%.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste


Restituição do Imposto de Renda 2023 pode ser recebida até maio

Foto: Reprodução.

A declaração do Imposto de Renda Pessoa Física para 2023 veio acompanhada de algumas novidades. Uma delas é o aumento no prazo para o envio das declarações que neste ano poderão ser entregues do dia 15 de março até o dia 31 de maio. Além disso, os contribuintes que realizarem a declaração do IRPF até o dia 10 de maio podem receber restituição no final do mês.

Leonardo Oliveira, contador e diretor-executivo da NTW Resende, informa que além dessas duas novidades, o IR 2023 também conta com mudanças sobre as operações da bolsa de valores. “Até o ano passado qualquer operação na bolsa de valores você estava obrigado a realizar a declaração. Esse ano houve uma mudança, ou seja, se você teve operações apenas de venda na bolsa de valores e esses valores não são superiores a 40 mil reais, você não está mais obrigado a realizar a declaração de imposto de renda”, explica.

Leonardo ressalta que é preciso ter atenção, pois algumas operações na bolsa de valores possuem incidência do imposto de renda e essas operações, independentemente do valor, são obrigatórias constarem na declaração do IR.  

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2023:

Como fazer a declaração

As declarações do imposto de renda podem ser feitas através do Programa do Imposto de Renda (PGD/2023), mas também podem ser feitas de forma on-line pelo e-CAC e pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. O programa está disponível para download em sistemas operacionais como MacOS, Linux, Windows e outros sistemas operacionais.

Lotes de restituição

As restituições serão pagas entre os dias 31 de maio e 30 de setembro. Assim como no ano passado, esse ano serão cinco lotes de pagamento. As datas são:

1º lote: 31 de maio
2º lote: 30 de junho
3º lote: 30 de julho
4º lote: 31 de agosto
5º lote: 30 de setembro

O diretor executivo explica que poderão entrar na lista do primeiro lote de  pagamento  pessoas que enviarem as declarações até o dia 10 de maio. “Quem optar por fazer a declaração pré-preenchida, optar pela restituição via Pix e enviar a sua declaração até o dia 10 de maio, vai poder entrar na fila de restituição que já ocorre no dia 31 de maio”. 

Para mais informações sobre a Declaração do Imposto de Renda 2023, acesse o site da Receita Federal. 

Créditos: Imirante.com.


EXTRA URGENTE: Gasolina sobe 5,76% e responde por 38% da inflação de março
Foto: Reprodução.

Com a volta da cobrança de impostos federais, o preço da gasolina subiu 5,76% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), a prévia da inflação no país. O item foi a maior influência individual no mês e respondeu por 0,26 ponto percentual da taxa de 0,69% do IPCA-15, ou quase 40% (37,6%) da alta do índice. Em fevereiro, a gasolina tinha recuado 0,04% pelo IPCA-15.

A partir de 1º de março, o governo federal retomou a cobrança dos impostos federais para combustíveis, que tinha suspensa em junho de 2022.

O IPCA-15 de março capta, portanto, apenas uma parte dessa reoneração dos impostos, há que a coleta de preços foi feita no período de 11 de fevereiro a 15 de março de 2023.

Os preços de etanol – cujos impostos também foram retomados – tiveram alta de 1,96% em março, após queda de 1,65% um mês antes.

Os demais combustíveis, no entanto, tiveram queda pelo IPCA-15 de março: óleo diesel (-4,86%) e gás veicular (-2,62%).

Outro item com preço em alta foi a energia elétrica, que subiu 2,85% em março. Um mês antes, houve elevação de 0,35%. Individualmente, a energia elétrica respondeu por 0,11 ponto percentual da taxa de 0,69% do IPCA-15 geral do mês, cerca de 15% da alta da inflação.

O movimento reflete a reinclusão das tarifas de uso dos sistemas de transmissão (TUST) e distribuição (TUSD) na base de cálculo do ICMS, que já tinha aparecido no resultado fechado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro.

Inicialmente, essa reinclusão ocorreu em locais específicos, a partir de decisões da Justiça. No início de março, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram liminar para a inclusão das tarifas correspondentes ao custo dessas tarifas de uso de energia elétrica na base de cálculo do ICMS.

A liminar foi concedida pelo ministro Luiz Fux, para atender a pedido dos governos estaduais e suspendeu dispositivo da Lei Complementar nº 194, editada em 2022, que exclui essas tarifas da cobrança do ICMS.

A prévia da inflação de março mostrou ainda avanço de preços menos intensos para alimentos. Os preços de alimentação e bebidas subiram 0,20% em março, após incremento de 0,39% em fevereiro.

Segundo o IBGE, dois produtos contribuíram para o resultado com quedas acentuadas de preços: batata-inglesa (-13,14%) e tomate (-6,34%). Outros alimentos com preços menores na coleta de março foram cebola (-12,13%), óleo de soja (-2,47%), contra-filé (-2,04%) e frango em pedaços (-1,94%).

Por outro lado, os preços de ovo de galinha subiram 8% em março.

A alimentação fora do domicílio passou de 0,40% em fevereiro para 0,68% em março. Tanto o lanche (1,02%) quanto a refeição (0,50%) tiveram variações superiores às do mês anterior (quando as altas foram de 0,78% e 0,16%, respectivamente).

Educação

Passado o impacto dos reajustes do início do ano letivo, que ocorrem geralmente em fevereiro, a alta dos preços de educação desacelerou para 0,08% em março, segundo o IPCA-15. Em fevereiro, a alta do grupo tinha sido de 6,41%, segundo o IBGE.

No resultado em 12 meses até março, a alta de preços de educação está em 8,20%. O nível é superior ao de 6,71% em março de 2022.

A desaceleração da alta dos custos com educação em março não significa necessariamente alívio para o bolso do consumidor. É importante lembrar que a inflação mede a variação dos preços.

O que o IPCA-15 divulgado agora mostra é que a alta entre fevereiro e março foi de 0,08%, mas os preços permanecem no patamar elevado que tinha sido atingido após os reajustes de fevereiro.

Créditos: Valor/Petrobras.


Sete anos depois de ter sido afastada da Presidência em decorrência de crimes de responsabilidade, Dilma Rousseff voltará a ocupar um cargo público. Dilma foi eleita nesta sexta, 24, para comandar o Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada em 2014 pelos Brics — o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Ela tomará posse no dia 29, durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, e terá salário mensal médio de cerca de R$ 220 mil.

O conselho de governadores do banco, formado pelos ministros da Fazenda dos países fundadores, mais os representantes dos quatro novos integrantes (Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e Uruguai), se reúne por videoconferência e vota a indicação de Dilma em reunião interna. A petista foi sabatinada pelas autoridades estrangeiras ao longo deste mês, depois que o NDB comunicou o início da troca de comando.

Dilma deve ganhar cerca de US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) por ano à frente da instituição, equivalente ao valor pago pelo Banco Mundial. Procurado, o NDB não se manifestou.

O banco ainda oferece benefícios como assistência médica, auxílio-viagem para o país de origem, subsídios para mudança em caso de contratação e desligamento, além de transporte aéreo. Ela substituirá o diplomata e economista Marcos Troyjo, que era da equipe de Paulo Guedes.

Pedaladas

A ex-presidente — que teve o impeachment aprovado pela Câmara e pelo Senado em um processo legal tendo como justificativa crime de responsabilidade pela prática das chamadas “pedaladas fiscais” (atrasos de pagamentos a bancos públicos) e pela edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso — foi candidata única, escolhida por Lula.

O mandato dela vai até julho de 2025. Os presidentes da instituição costumam ser eleitos por unanimidade.

O banco dos Brics foi criado após reunião de cúpula dos chefes de Estado, realizada em Fortaleza, em 2014, durante o mandato de Dilma como presidente.

Uma das intenções era ampliar fontes de empréstimos e fazer um contraponto ao sistema financeiro e instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Atualmente, a carteira de investimentos é da ordem de US$ 33 bilhões.

Palestras

Dilma não voltou a ocupar cargos políticos e passou apenas a participar de palestras, debates e discussões acadêmicas e partidárias. Esteve presente na campanha presidencial e também na transição do governo federal.

A ex-presidente foi cassada num contexto político de perda de governabilidade do Executivo. Foi acusada formalmente ter cometido “pedaladas fiscais”, uma manobra para maquiar as contas públicas, reveladas pelo Estadão.

Na esteira da turbulência política, a gestão Dilma no Planalto resultou numa grave crise econômica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Informações UOL


Conforme o ministro da Casa Civil o governo, o povo brasileiro, os empresários, a indústria e todos desejam a redução da taxa de juros

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano afeta diretamente a parcela mais pobre da população. Rui Costa ainda classificou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como “insensibilidade”. E revelou também que não era este o resultado que o governo esperava.

“Essa decisão não é o que o governo esperava. O que o povo brasileiro, os empresários, a indústria e todos desejam é a redução da taxa de juros. Não dá pra compreender essa decisão do Banco Central de manter a taxa de juros em 13,75% , já que este percentual foi adotado quando a inflação chegou no patamar de 10%. Hoje a inflação já caiu a metade, que é 5%. Não tem razão que explique a motivação do Banco Central em adotar essa medida”.

Costa ressalta que a manutenção da taxa de juros alta compromete a qualidade de vida da população brasileira. “Com essa taxa de juros, empresários não conseguem investir e o país não gera empregos. A população perde muito e quanto mais pobre, maior o prejuízo. Esta insensibilidade do Banco Central só aumenta o desemprego e o sofrimento do povo brasileiro. Não dá para compreender”.

O ministro ainda reforçou que o Brasil lidera o ranking de países com maior taxa de juros e afirmou desconhecer a motivação para que o Banco Central adote essa medida. “Não tem país no mundo que pratique juros tão altos como o Brasil. Não tem razão econômica que explique essa decisão”, concluiu.

As declarações do ministro foram dadas após entrevista ao programa Voz do Brasil na noite desta quarta-feira (22).

Informações Bahia.ba


O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu hoje, por unanimidade, manter a taxa básica de juros da economia, Selic, em 13,75% ao ano.

O que aconteceu

Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária.”
Copom, em nota

Pressões para redução da taxa

Selic nas últimas dez reuniões

Informações UOL


Haddad é cobrado nas redes sociais a não taxar Shein, Shopee e similares

Foto: Washington Costa

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, tem recebido centenas de mensagens nas redes sociais pressionando-o para que não crie impostos para grandes plataformas como Shein, Ali Express, Shopee e Wish.

Haddad recebeu deputados e senadores da FPE (Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo) na quarta-feira (15) que pediram ajuda no sentido contrário, para enfrentar o que chamam de “contrabando digital” realizado por essas companhias asiáticas, que estariam aproveitando brechas para vender produtos sem taxação ou subfaturados no Brasil.

Em suas páginas, o ministro tem recebido comentários como “não aceitamos taxação internacional de encomendas”, “teu presidente não é o pai dos pobres? Tá taxando os pobres por quê?” e ” tão querendo acabar com Shein, é? Vocês não iam fazer o pobre feliz de novo?”.

“A taxação que nós queremos é a das grandes fortunas, não das nossas comprinhas de R$ 100”, diz um dos comentários mais curtidos. “Cobre os impostos dos grandes empresários que todos nós sabemos que sonegam, corte as isenções dos ricos, mas não prejudique o trabalhador que não tem condições de comprar uma blusa de R$ 80 numa loja nacional com seu salário de R$ 1.400”.

Folha

1 54 55 56 57 58 147