Aqueles que vão curtir as festas juninas Brasil afora vão encontrar, além de bandeirinhas, danças e coisas típicas do período, um “vilão”: o tradicional milho, já que o preço do alimento teve uma alta de mais de 40% no último ano.
As delícias dos festejos, bem como a animação da época, dão uma “aquecida” no tempo frio durante todo o mês — e, às vezes, invadindo julho, aproveitando o período de férias escolares. Nos últimos anos, porém, a diversão foi limitada: depois da pandemia e o retorno dos eventos, muitos tiveram que apertar o bolso para fechar a conta no mês.
De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o preço médio dos ingredientes juninos subiu 11,41% nos últimos 12 meses, número acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S), que ficou em 3,75%
O economista Matheus Peçanha explicou a alta: “quando os custos estão pressionados, o preço para o consumidor final geralmente sobe mais rápido, e quando os custos se despressurizam, esse repasse tende a demorar um pouco mais”. O milho, usado em pratos como curau e pamonha, subiu 43,48%, quase dobrando o valor comparado ao ano passado.
A farinha de mandioca (38.75%), batata doce (31,11%), ovos (29.79%) e o leite condensado (27,82%) foram outros alimentos que encareceram no período. Muitos desses essenciais no preparo de doces tradicionais, como cajuzinho.
As mudanças climáticas também interferem nos preços, já que efeitos inesperados afetam o plantio e, consequentemente, a produção e distribuição. Outro fator que contribui para a alta é a “luta” entre o mercado interno e externo. A expectativa é que os preços caiam no próximo trimestre, trazendo mais alívio no bolso e, quem sabe, curtir as já tradicionais festas “julhinas”.
Diferentes produtos da marca Paçoquita Imagem: Divulgação
Com vendas de mais de 1 milhão de unidades por dia, a Paçoquita é o maior sucesso de público do Grupo Santa Helena. Hoje existem diferentes versões da paçoca: com chocolate, com aveia e até uma versão “esporte”, com 24% de whey protein. Saiba como a empresa surgiu e os números da gigante do amendoim.
Gigante da paçoca
A Santa Helena foi fundada em março de 1942, em Ribeirão Preto (SP), por José Marques Telles. Com a ajuda de três de seus filhos e poucos equipamentos, a empresa fazia doces para serem vendidos por ambulantes.
A venda de doces para pequenos comerciantes foi a principal atividade da empresa por décadas. A Santa Helena cresceu e ganhou estrutura ao longo do tempo. Em 1982, é inaugurada uma nova fábrica, com foco em produtos à base de amendoim.
Em 1982 acontece o “pulo do gato” da Santa Helena, quando é lançada a Paçoquita. Nos últimos 40 anos o doce se tornou referência no mercado e hoje é encontrado em diferentes versões: com chocolate, diet, com aveia, a versão cremosa. Há até uma versão “esporte”, com 24% de whey protein e o cappuccino Paçoquita.
A Paçoquita é muito querida e amada pelos brasileiros, com mais de 1 milhão de unidades comercializadas diariamente. Thiago Leal, gerente corporativo de inovação e novos negócios
A Paçoquita original é feita com apenas três ingredientes: amendoim, sal e açúcar. A empresa diz controlar todas as etapas de produção e distribuição, desde o plantio do amendoim até a chegada do doce aos pontos de venda.
É durante as festas juninas que a Paçoquita tem seu pico de vendas. Segundo a Santa Helena, as vendas no período costumam ser 20% maiores que no restante do ano.
Ao todo, a empresa conta com mais de 150 produtos. A produção incluias marcas Paçoquita, Mendorato, Amindus, Crokíssimo, Troféu e a linha Cuida Bem, de itens saudáveis.
Líder do amendoim
Com a Paçoquia, a Santa Helena alcançou a liderança do segmento de doces e confeitos à base de amendoim. A empresa responde por quase 25% dos alimentos à base de amendoim consumidos no Brasil.
O Grupo Santa Helena é formado pelas empresas Santa Helena Alimentos e Terranuts, unidade beneficiadora de amendoim. O grupo fechou 2022 com receita líquida de R$ 870 milhões, crescimento superior a 30% sobre 2021. A receita líquida de exportação do grupo atingiu R$ 200 milhões, com crescimento superior a 35% sobre 2021.
As exportações também são importantes. A receita líquida com exportações em 2022 foi de R$ 200 milhões, crescimento de 35% sobre o resultado de 2021. Atualmente, a companhia exporta para mais de 15 países, entre eles Argentina, EUA e Japão.
Mercado promissor
Ainda há espaço para o crescimento do mercado de amendoim brasileiro. Segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), entre julho de 2020 e junho de 2021, houve um aumento de 8,6% no consumo de produtos industrializados feitos com amendoim. O brasileiro consome, em média, 1,1 kg da leguminosa por ano —isso mesmo, o amendoim é um legume com origem no continente americano.
As exportações são outra possibilidade de expansão para o amendoim brasileiro.Segundo a Abicab, o Brasil é reconhecido pela qualidade e segurança de sua produção de amendoim.
Aproximadamente 70% do amendoim in natura colhido no país é destinado ao mercado externo. Ele é vendido para mais de 90 países, sendo que Rússia e Argélia são os principais destinos, respondendo por aproximadamente 34% e 14% das exportações brasileiras, respectivamente.
Por causa da demanda, a produção brasileira de amendoim passou de 346,8 mil toneladas na safra 2014-15 para cerca de de 895 mil toneladas na safra 2022-23, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O crescimento de 157,5% em oito anos mostra o potencial do mercado, afirma o economista Ronaldo Pagliotto.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.601 da Mega-Sena, e o prêmio acumulou em R$ 51 milhões para o sorteio do próximo sábado (17).
O sorteio foi realizado nessa quarta-feira (14) à noite no Espaço da Sorte, em São Paulo.
As dezenas vencedoras são 03 – 08 – 34 – 40 – 44 e 55
A quina registrou 54 ganhadores e cada um vai receber R$ 74.307,61. Já a quadra teve 4.682 apostas vencedoras e cada uma terá o prêmio de R$ 1.224,32.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.
Moeda norte-americana caiu 1,15%, vendida a R$ 4,8063, no menor fechamento desde 6 de junho de 2022.
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
O dólar fechou em queda mais uma vez nesta quarta-feira (14), com o mercado repercutindo a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de interromper o ciclo de altas dos juros dos Estados Unidos.
Também colaborou para o ânimo dos investidores no Brasil a alteração da perspectiva de rating (nota de crédito) do país — que passou de estável para positiva — pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings. A classificação positiva para o país não acontecia desde 2019.
A moeda norte-americana recuou 1,15% nesta quarta, cotada a R$ 4,8063. Este é o menor patamar desde 6 de junho de 2022, quando fechou o dia vendida a R$ 4,7956.
Na véspera, o dólar teve queda de 0,08%, cotado a R$ 4,8624. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular quedas de:
1,43% na semana;
5,26% no mês;
8,94% no ano.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, também foi impactado positivamente pelo cenário, e avançou 1,99%, aos 119.069 pontos, no maior patamar em quase 8 meses.
O que está mexendo com os mercados?
O mercado manteve suas atenções voltadas à decisão de juros do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta-feira.
A autoridade monetária norte-americana decidiu interromper o ciclo de alta de juros do país, mantendo o referencial em uma faixa de 5% a 5,25%. A decisão veio após 10 altas consecutivas — o que elevou a taxa ao maior nível desde 2007.
A decisão veio em linha com as estimativas do mercado e, segundo a autarquia já vinha sinalizando, reflete os níveis ainda altos da inflação norte-americana.
“Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica segue crescendo em ritmo modesto. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada”, disse o Fed em comunicado.
A autoridade monetária também afirmou que “manter o intervalo da meta estável nesta reunião permite ao Comitê avaliar informações adicionais e suas implicações para a política monetária”.
Em coletiva de imprensa após a divulgação da decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que todas as autoridades do Fed projetam mais aumentos de juros ainda este ano.
Ele também observou que a próxima reunião, em julho, será “ao vivo”, com uma possível nova alta na taxa.
Jerome Powell apontou o setor de habitação como um dos desafios da inflação dos Estados Unidos. “A desinflação dos serviços desse setor será um pouco mais lenta do que esperamos”, disse.
“A inflação [geral] moderou um pouco desde meados do ano passado”, destacou Powell. “As pressões inflacionárias, no entanto, continuam altas.”
Nesta quarta-feira, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings alterou a perspectiva de rating (nota de crédito) do Brasil de estável para positiva. A classificação positiva para o país não acontecia desde 2019.
A empresa também reafirmou o rating de crédito soberano, que reflete a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, em “BB-“.
Essa classificação ainda indica um “grau especulativo” — o que, segundo a agência, aponta que o Brasil está menos vulnerável ao risco no curto prazo, mas segue enfrentando incertezas em relação a condições financeiras e econômicas adversas.
O movimento reflete sinais mais claros sobre as políticas fiscal e monetária, que podem acabar beneficiando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
De acordo com a S&P, apesar de o Brasil ainda registrar grandes déficit fiscais, o avanço da atividade e um caminho mais claro para a política fiscal podem resultar em um ônus da dívida do governo “menor do que o inicialmente esperado.”
“Nossa visão positiva baseia-se na perspectiva de que medidas contínuas para enfrentar a rigidez econômica e fiscal podem reforçar nossa visão da resiliência da estrutura institucional do Brasil e reduzir os riscos à sua flexibilidade monetária e posição externa líquida”, afirmou a empresa em comunicado.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina teve alta de 4% no país, indo de R$ 5,21 para R$ 5,42. A elevação é reflexo da mudança na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A mudança interrompe um curto período de queda que foi promovido pela Petrobras em suas refinarias no dia 17 do mês passado. Em vigor desde o início do mês, o novo modelo de cobrança do ICMS fixou uma taxa única nacional no valor de R$ 1,22 por litro. Segundo o relatório da ANP, a mudança elevou o valor em 20 Estados e no Distrito Federal. O Estado de Pernambuco teve a maior alta, com R$0,48 de diferença por litro.
Outros quatro Estados tiveram ligeira queda: Amazonas, com R$ 0,02; Ceará, com R$ 0,02; Piauí, com R$ 0,03; e Alagoas, com R$ 0,05. Além da gasolina, outros combustíveis sofreram reajuste. É o caso do etanol, que teve uma variação de 0,8%, passando de R$ 3,77 para R$ 3,80, e do diesel, que teve uma redução de 0,58%, indo de R$ 5,16 para R$ 5,13. Ainda segundo a ANP, o preço do gás natural veicular (GNV) permaneceu igual ao da semana anterior, de R$ 4,31 por metro cúbico.
Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza fez cobranças ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
Luiza Trajano quer reduzir o juros além de 0,25% | Foto: Reprodução/Twitter
Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, admitiu a possibilidade de falência de empresas do varejo e pediu que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reduza a taxa de juros para evitar a derrocada do setor.
A empresária fez as declarações na segunda-feira 12, durante evento do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). No encontro, Luiza disse que já ligou “mais de 20 vezes” para Campos Neto. O motivo: conversar sobre a redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.publicidade
“Nossa realidade é diferente”, argumentou Luiza. “O varejo puxa tudo: a indústria, a produção. Estamos tendo excesso de produto, e as indústrias não têm onde os colocar. Nem sempre esse remédio amargo também resolveu a inflação.”
“Muita gente vai quebrar”
A empresária disse que o pedido de redução dos juros tem o objetivo de beneficiar as pequenas e médias empresas. “Já tivemos muito remédio amargo”, afirmou, referindo-se às empresas do varejo. “Queria pedir, por favor, para dar um sinal de que vai baixar esses juros.”
Campos Neto explicou aos empresários que os juros futuros no Brasil tinham sido reduzidos consideravelmente, o que abriria espaço para um corte na Selic. Luiza disse que compreende as explicações, mas ressaltou que “a paciência dos brasileiros está acabando”.
“Uma coisa é, dentro de uma sala, a gente pensar tecnicamente”, disse a empresária. “Mas outra coisa é a realidade. Sem um sinal, não vamos aguentar. Quantas lojas aqui foram fechadas? Queria te pedir, em nome dos brasileiros, para dar um sinal — e não é de 0,25 ponto, precisamos de mais.”
Em resposta, Campos Neto disse que deve voltar ao evento em um ano e afirmou ter certeza de que a variação dos juros será positiva. “Vai ter muita gente quebrada, já”, reclamou Luiza.
O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira (9) em baixa de 0,97%. A cotação ficou em R$ 4,876 e atingiu o menor valor em doze meses, em uma sessão espremida entre o feriado e o fim de semana.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou com alta de 1,3%, aos 117.019,48 pontos. É o maior nível desde o fim de outubro do ano passado, quando marcou 117.171,11 pontos.
O que aconteceu:
A menor cotação de fechamento anterior foi de R$ 4,874, no dia 07 de junho de 2022.
A baixa ocorre após dados negativos da China elevarem a perspectiva de que o governo chinês poderá dar suporte à sua economia, o que é positivo para divisas de países como o Brasil.
Na noite de quinta-feira (pelo horário de Brasília), a Agência Nacional de Estatísticas da China informou que o índice de preços ao produtor de maio caiu pelo oitavo mês consecutivo. A queda foi a maior desde fevereiro de 2016, acima da expectativa.
Já o índice de preços ao consumidor da China subiu 0,2% em maio em relação ao ano anterior, abaixo da projeção de aumento de 0,3%.
A inflação tem demonstrado fraqueza na China. Enquanto isso, tem apertado a demanda por produtos nos EUA e na Europa.Assim, alguns analistas avaliam que o banco central chinês poderá cortar juros em sua reunião da próxima semana, para dar ajudar na economia.
Diante dos diversos sinais de enfraquecimento da retomada da economia chinesa, o presidente do Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês), Yi Gang, disse que a autoridade monetária local está preparada para ajudar a promover o emprego e a atividade econômica local.” André Galhardo, consultor econômico da Remessa Online
Com isso, os preços de algumas commodities, como o minério de ferro, encontraram suporte nesta sexta-feira, assim como diversas moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real.
Com a sexta-feira espremida entre o feriado de Corpus Christi e o fim de semana, exportadores e importadores se mantiveram mais afastados dos negócios.
O mercado futuro, no entanto, manteve um volume razoável de negócios para o dia, sendo que os investidores estrangeiros seguiram operando, com foco na rentabilidade dos ativos brasileiros, em especial na bolsa de valores.
O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.
Do topo ao fundo do poço, a Parmalat viveu um carrossel de emoções desde sua chegada ao Brasil, em 1972, até sua falência nos anos 2000.
Famosa pelo comercial dos mamíferos e por patrocinar o Palmeiras no futebol, a marca chegou ao seu auge na década de 1990, antes de colapsar em meio a um esquema bilionário de corrupção.
A história começou na cidade de Parma, na Itália. Após perder o pai, um então jovem italiano chamado Calisto Tanzi assumiu uma fábrica familiar de presunto e massa de tomate, em Collechio, na província de Parma.
Pouco tempo depois, em 1961, com 22 anos, Tanzi decidiu investir no segmento de laticínios, abrindo a fábrica de pasteurização com o nome de Parmalat, que em poucas décadas se tornaria a maior produtora mundial de leite longa vida. A ideia do nome veio da combinação de Parma com a palavra “leite” em italiano (latte).
A companhia teve sua falência declarada em 2003 e, desde 2011, é uma subsidiária do grupo francês Lactalis, que obteve o controle total da empresa em 2019.
Mamíferos de pelúcia impulsionaram marca
Cativada por comerciais de crianças vestidas de animais mamíferos, como vaquinha, porco e zebra, toda uma geração brasileira foi influenciada pela Parmalat.
A propaganda começou em maio de 1996 e, com o sucesso, perdurou quase quatro anos, até janeiro de 2000. O comercial foi criado pelos publicitários Erh Ray e Nizan Guanaes, da agência de comunicação DM9DDB, e ganhou diversos prêmios na publicidade brasileira.
Campanha “Mamíferos”, da Parmalat, de 1996Imagem: Reprodução
A campanha ganhou maior projeção em 1998, quando foram lançados os bichinhos de pelúcia dos mamíferos segurando uma caixinha de leite. Para conseguir uma pelúcia, os consumidores precisavam juntar 20 códigos de barras das caixas de leite e completar com mais R$ 8,00.
Eram 21 modelos de mamíferos diferentes. Da tiragem de 300 mil unidades no início da campanha, a empresa precisou aumentar a quantidade para um total de 15 milhões de bichinhos.
A campanha fez as vendas de leite Parmalat dispararem no Brasil. A empresa viu seu caixa saltar de R$ 38 milhões para R$ 1,87 bilhão por ano, consolidando-se entre as três maiores alimentícias do país.
Palmeiras multicampeão e o clube que trocou de nome
Quem tem ao menos 35 anos há de se lembrar da época gloriosa do Palmeiras nos anos 1990. O clube estava há 16 anos sem conquistar um título quando lavou a alma em 1993 ao vencer o arquirrival Corinthians na final do Paulistão pelo placar de 4 a 0.
A Era Parmalat no Palmeiras durou de 1992 a 2000. Neste período, o clube conquistou incríveis 11 títulos: Campeonato Paulista de 1993, 1994 e 1996; Torneio Rio-São Paulo de 1993 e 2000; Campeonato Brasileiro de 1993 e 1994; Copa do Brasil de 1998; Copa Mercosul de 1998; Conmebol Libertadores de 1999; e a Copa dos Campeões de 2000.
Edmundo, durante jogo do Palmeiras contra o Grêmio, na Libertadores de 1995 Imagem: Domício Pinheiro / ESTADÃO CONTEÚDO
Além do Palmeiras, a Parmalat também injetou recursos financeiros em outros dois clubes brasileiros: o Juventude e o Paulista de Jundiaí.
O Juventude chegou a ser campeão invicto do Campeonato Gaúcho em 1998, vencendo o Internacional na final, e conquistou a Copa do Brasil, contra o Botafogo, no ano seguinte.
Em 1997, o clube chegou ao quadrangular de semifinal do Brasileirão e terminou o torneio na sétima colocação geral, a melhor de sua história.
Já o Paulista, durante a gestão da Parmalat, trocou o nome para Etti Jundiaí devido à semelhança com o nome de uma marca concorrente da empresa em São Paulo, a Leites Paulista.
Com a parceria, o time venceu a Copa Estado de São Paulo, que atualmente leva o nome de Copa Paulista, em 1999. Dois anos depois, veio o título da Série A2 do Campeonato Paulista e da Série C do Campeonato Brasileiro.
A Parmalat também patrocinou times da Argentina (Boca Juniors e Estudiantes), do Chile (Universidad Católica e Audax Italiano), do Uruguai (Peñarol), do Equador (LDU), França (Olympique de Marseille), da Rússia (Dínamo de Moscou), de Portugal (Benfica), da Espanha (Real Madrid), do México (Toros Neza) e até a seleção dos Estados Unidos.
Ao longo de sua história, a multinacional ainda fez parcerias com equipes de Fórmula 1 e de esqui.
Fôlego financeiro e falência
De pequena empresa familiar, a Parmalat se tornou uma das maiores multinacionais do mundo no final do século 20.
Impulsionada pela onda de globalização internacional, a Parmalat chegou a atuar em mais de 30 países, de todos os continentes. Após sua falência e reestruturação, a marca diminuiu seu alcance, mas ainda assim, atualmente, está presente em 24 países, incluindo o Brasil.
Com empresas concorrentes crescendo ao final dos anos 1980, Calisto Ponzi deu uma cartada que deu fôlego financeiro à empresa e permitiu sua expansão na década seguinte.
Foi a entrada da Parmalat na bolsa de valores da Itália que abriu o caminho para os altos investimentos no esporte e em outras áreas, levando a empresa ao primeiro lugar mundial no mercado de leite de longa conservação.
Nesta altura, a multinacional empregava em torno de 37 mil funcionários pelo mundo, com um faturamento que chegou, em 2002, a 7,6 bilhões de euros, em valores da época.
Mas o voo foi tão grande quanto a queda, que veio no ano seguinte. O rombo bilionário nas contas da empresa foi descoberto no final de 2003.
Em sua multiplicação de filiais e empresas intermediárias, a companhia entrou também em paraísos fiscais. Em meio a investigações, autoridades descobriram, então, que um suposto fundo de 3,95 bilhões de euros, nas Ilhas Cayman, não existia.
Após anos de processos e brigas judiciais, Calisto Tanzi foi preso em 2011 e condenado a oito anos de prisão. Em busca na sua residência, obras de arte com valor estimado em mais de 100 milhões de euros (R$ 600 milhões), entre elas pinturas de Pablo Picasso, Claude Monet e Vincent van Gogh, foram leiloadas em 2019.
Calisto Tanzi, empresário que fundou a Parmalat, cumpria prisão domiciliar por falência fraudulenta; ele morreu aos 83 anos em 1º de janeiro de 2022Imagem: Reuters
O empresário morreu no dia 1º de janeiro de 2022, aos 83 anos, em Parma.
Apesar das fraudes e da mancha em sua história, em 2011, a empresa francesa Lactalis adquiriu o controle acionário da Parmalat em nível global. A empresa retomou as atividades no Brasil em 2015, quando relançou o comercial dos mamíferos.
Hoje, a Parmalat ainda comercializa produtos, “produzidos dentro dos padrões de qualidade preconizados pelo grupo”, segundo a companhia, e mantém acesa a memória afetiva de muita gente.
Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor, clientes notaram alterações sem comunicação prévia dos bancos. Maioria das instituições nega mudanças recentes.
5 erros na hora de usar seu cartão de crédito — Foto: Divulgação
Bancos do país estão mudando as datas de fechamento da fatura dos cartões de crédito, informou o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo a ONG, foram registradas reclamações de clientes sobre alterações sem comunicação prévia das instituições.
Essa mudança se refere a uma redução do prazo entre o fechamento e a data de vencimento da fatura, que costumava ter, em média, 40 dias. Ou seja, quando uma fatura é fechada, há um prazo até a data limite de pagamento. Nesse período, todas as compras entram na fatura seguinte (entenda mais abaixo).
O Idec afirma que, caso a alteração do prazo não esteja de acordo com o contrato assinado no momento da adesão do cartão, a medida pode se configurar quebra de contrato, com alteração unilateral. Dependendo do caso, diz o Idec, a mudança pode ser considerada propaganda enganosa.
O Instituto lembra, no entanto, que não há uma regulação para essa política e que, apesar de ser prerrogativa do banco a alteração do prazo, a instituição deve informar a decisão ao cliente com antecedência.
Procurados pelo g1, Nubank e Bradesco afirmaram que não fizeram alterações na data de fechamento das faturas. O Banco do Brasilinformou que o fechamento de seus cartões ocorre dez dias antes do vencimento.
Já o banco Santander não deu resposta até o fechamento desta reportagem, enquanto o Itaúdisse estar alterando o período de fechamento da fatura de seus cartões e que, nesse processo, tem comunicado os clientes com antecedência (veja as notas completas das instituições no fim desta reportagem).
A mudança apontada pelo Idec é referente ao prazo entre o fechamento e a data de vencimento da fatura, que costuma ter 40 dias. Veja o exemplo abaixo:
Uma fatura fecha dia 5 de cada mês, com data limite para pagamento no dia 15 do mesmo mês.
Dentro desse prazo de dez dias, todas as compras feitas com o cartão vão entrar na fatura que deverá fechar no dia 5 do mês seguinte, com vencimento no dia 15.
Ou seja, o período entre a abertura e o vencimento, nesse caso, chega ao total de 40 dias.
A reclamação é justamente sobre a redução desse prazo. De acordo com o Idec, as mudanças têm sido “promovidas de forma silenciosa e cada banco adotando diferentes datas, de forma abusiva e desrespeitosa com os consumidores”. O instituto afirmou ter identificado reduções de até 5 dias.
Caso essa diminuição de 10 para 5 dias fosse aplicada no exemplo acima, o período entre a abertura e o vencimento da fatura chegaria ao total de 35 dias — o que, na prática, antecipa pagamentos que poderiam ficar para a fatura seguinte.
A orientação do Idec é que os clientes fiquem atentos à movimentação dos bancos e encontrem as melhores data para compra com uso do cartão de crédito.
A ideia, diz o Instituto, é evitar ter a surpresa da próxima fatura com valores acima do que estava previsto para pagamento, o que pode fazer o consumidor entrar no crédito rotativo, modalidade mais cara do mercado.
O Nubank não fez nenhuma alteração na data de fechamento e de pagamento de faturas.
O Bradesco não alterou as datas de fechamento das faturas dos Cartões de crédito.
O Itaú Unibanco informa que está realizando uma alteração no período de fechamento da fatura de seus cartões, que passou a acontecer oito dias antes do vencimento da fatura.
Mesmo com a mudança, os cartões do Itaú seguem com um dos maiores intervalos do mercado entre fechamento da fatura e seu pagamento.
A alteração, motivada principalmente pela substituição de faturas em papel pelas digitais, não impacta suas as datas de vencimento, que permanecem as mesmas. A mudança está em andamento e deve chegar a todos os clientes nos próximos meses.
O Itaú reforça seu compromisso com a transparência e, por isso, tem comunicado os clientes sobre a situação com antecedência em diversos canais, como e-mail, SMS, aplicativos e com aviso em todas as faturas.
A melhor data de compra também é atualizada com antecedência nos canais digitais, para que os clientes possam se programar. Nossa equipe está disponível nos canais de atendimento para esclarecer eventuais dúvidas.