A Bridgestone deixará de produzir pneus para carros de passeio em sua fábrica em Santo André, na Grande São Paulo. A empresa confirmou a demissão de 600 de seus 3.400 funcionários.
Segundo a marca, o objetivo é concentrar no local somente a fabricação de pneus para caminhões, tratores e off-road, além do Firestone Airide – que são molas pneumáticas.
A produção de pneus para carros de passeio e de caminhonetes passará a ser feita na fábrica da marca na Bahia. A empresa não informou se a unidade terá contratações.
Em nota, a Bridgestone confirmou a reestruturação.
Esta decisão é parte de um processo contínuo de avaliação do negócio e do mercado, para assegurar a competitividade da companhia e determinar a melhor alocação de recursos, otimizando o portfólio, processos e cultura para seguir servindo às necessidades do consumidor e mercado”none
Quanto às demissões, a empresa afirmou que “está trabalhando junto ao sindicato e seus empregados em oportunidades de redução do impacto desta decisão à equipe da linha afetada”.
As perspectivas para o mercado de trabalho em 2023, no Brasil, tornaram-se menos promissoras do que vinham parecendo até aqui. O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), divulgado nesta quinta-feira (4/5), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 1,4 ponto em abril, depois de dois meses seguidos de alta.
“Apesar de fechar o primeiro trimestre com resultado positivo, o número de abril devolve quase todos os ganhos desse período e mantém o IAEmp oscilando em patamar baixo”, diz o economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre. O IAEmp tem como função justamente tentar antecipar o comportamento do mercado de trabalho no país.
A queda em abril foi influenciada por quatro dos sete componentes do índice. Os destaques negativos foram para os tópicos “Tendência dos Negócios” e “Situação Atual dos Negócios da Indústria”, que contribuíram com redução de 1 e 0,4 ponto, respectivamente. O item “Situação Atual dos Negócios de Serviços” registrou redução 0,3 ponto.
Tiveram participação positiva, ainda que de forma tímida, os componentes “Emprego Previsto” e “Tendência dos Negócios de Serviços”, ambos com variação de 0,2 ponto.
Em abril, o IAEmp fechou em 75 pontos. Em março, havia alcançado 76,4. Em abril de 2022, atingira a marca de 79,5, num crescimento de 4,5 pontos em relação a fevereiro do mesmo ano.
No fim de março, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), corroboraram essa tendência. Eles mostraram que a taxa de desemprego no Brasil havia ficado em 8,8% no trimestre concluído em março, atingindo 9,4 milhões de brasileiros.
30 milhões de pessoas receberão os valores, em duas parcelas. Abono anual é pago a quem tiver recebido benefícios como aposentadoria ou auxílio-acidente durante este ano.
Prédio da Previdência Social. — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O governo federal anunciou que vai antecipar o pagamento do abono anual, informalmente conhecido como décimo terceiro, para beneficiários do INSS para os meses de maio e junho. O decreto prevendo o pagamento do benefício foi assinado nesta quinta-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Têm direito ao abono os segurados do INSS que durante este ano tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.
Segundo o governo federal, o valor será pago em duas parcelas, em maio e junho, de acordo com o calendário habitual de pagamentos do INSS. O benefício normalmente é pago apenas no segundo semestre do ano. Ao todo, serão pagos R$ 62,6 bilhões.
No governo Bolsonaro, o pagamento do 13º aos beneficiários do INSS também foi antecipado para estimular a economia.
Em 2020, as parcelas foram pagas entre abril e junho. Já em 2021, o pagamento aconteceu em maio e julho. Em ambos os anos, a justificativa foi à pandemia de Covid-19. Já em 2022, ano de eleições gerais, o pagamento se deu em maio e junho
Veja as datas de pagamentos
O INSS começa a pagar o benefício no dia 25 de maio. A segunda parcela será paga no mês seguinte, em junho. São dois calendários, para quem recebe 1 salário mínimo e outro para quem recebe mais.
13º do INSS – para quem recebe 1 salário mínimo
Final do NIS
1ª parcela
2ª parcela
1
25 de maio
26 de junho
2
26 de maio
27 de junho
3
29 de maio
28 de junho
4
30 de maio
29 de junho
5
31 de maio
30 de junho
6
1 de junho
3 de julho
7
2 de junho
4 de julho
8
5 de junho
5 de julho
9
6 de junho
6 de julho
0
7 de junho
7 de julho
13º do INSS – para quem recebe acima de 1 salário mínimo
Final do NIS
1ª parcela
2ª parcela
1 e 6
1 de junho
3 de julho
2 e 7
2 de junho
4 de julho
3 e 8
5 de junho
5 de julho
4 e 9
6 de junho
6 de julho
5 e 0
7 de junho
7 de julho
O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do INSS, passou a ser de R$ 1.320 em 1º de maio – acompanhando o novo valor do salário mínimo nacional. Até abril, o piso era R$ 1.302.
Segundo o Ministério da Previdência Social, ao longo de 2023, o novo valor do piso previdenciário corresponderá a um aumento de R$ 3,29 bilhões na renda dos beneficiários do INSS que recebem benefícios iguais ao salário-mínimo.
O aumento, contudo, não alterou os valores dos benefícios do INSS acima do salário-mínimo, já que esses benefícios são reajustados conforme a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão, terá a 1ª reunião na quinta-feira (4). Será composto por 240 pessoas da sociedade civil. Todos terão mandato de 2 anos.
Os convidados pertencem a diversos setores, como os artistas e influenciadores digitais Felipe Neto e Alê Youssef; os médicos Ludhmila Hajjar e Roberto Kalil Filho; o vice-presidente de Relações Públicas da Huawei para a América Latina, Atílio Rulli; o diretor-presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto; o líder indígena Davi Kopenawa Yanomami; e o presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah.
A reunião será realizada no Itamaraty, na sala Brasília. Todos os 37 ministros do governo foram convidados, mas a participação não é obrigatória.
Lula discursará no fim da manhã. A reunião deverá ser aberta por Alexandre Padilha (PT), titular das Relações Institucionais, responsável pela organização do conselho, e pelo secretário-executivo do órgão, Paulo Pereira.
Ao longo do dia, o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Fernando Haddad (PT), da Fazenda, e Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também discursarão.
A decisão pela manutenção da taxa já era esperada por economistas e por boa parte do mercado que só consegue enxergar um cenário melhor no segundo semestre
O Copom destacou em seu comunicado a “incerteza” sobre a versão final do arcabouço fiscal, entregue à Câmara dos Deputados | Foto: Foto: Divulgação/Banco Central
Em reunião realizada nesta quarta-feira, 03, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Essa é a sexta vez que a taxa é mantida em 13,75%, maior índice desde início de 2017.
O Copom destacou em seu comunicado a “incerteza” sobre a versão final do arcabouço fiscal, entregue à Câmara dos Deputados, pelo governo lula e classificou que alguns pontos do documento causam receios econômicos o que aumenta o fator de risco para o BC. Além disso, o Comitê ressaltou que a inflação “segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta”.
A decisão pela manutenção da taxa de juros, no entanto, já era esperada por economistas e por boa parte do mercado que só consegue enxergar um cenário melhor no segundo semestre. Contudo, o Copom afirma ainda em seu comunicado “que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.
Pressão política contra a taxa de juros
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, endossou a pressão feita pelo presidente Lula, afirmando que “só temos boas notícias da inflação e recomposição do orçamento”, em outras palavras, haveria um cenário econômico favorável para reduzir a Selic.
Dessa forma, apesar da pressão o Comitê manteve o valor esperado por agentes financeiros.
Últimas taxas de juros divulgas pelo Banco Central
Presidente disse, em evento de comemoração ao Dia do Trabalho em São Paulo, que taxa de juros é ‘responsável por parte’ da situação do Brasil. Lula também afirmou que governo estuda isentar do IR a participação nos lucros recebida por funcionários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar nesta segunda-feira (1º) a taxa Selic, índice básico de juros da economia, hoje em 13,75%. Em evento com centrais sindicais em celebração ao Dia do Trabalho, em São Paulo, Lula associou o patamar atual da Selic ao desemprego e disse que a taxa de juros é parcialmente “responsável” pela situação do país.
“A gente não poder viver mais em um país aonde a taxa de juros não controla a inflação, ela controla, na verdade, o desemprego nesse país porque ela é responsável por uma parte da situação que nós vivemos hoje”, disse.
A taxa de juros é o principal instrumento do Banco Central para coordenar a política monetária do país. Quando os juros sobem, o empréstimo fica mais caro e a economia “esfria”, o que ajuda a controlar a inflação – mas, como consequência, reduz a expansão da renda e do emprego.
Lula discursa em evento em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo — Foto: TV Brasil/Reprodução
Durante o discurso, o presidente também disse que o governo estuda isentar do imposto de renda a participação nos lucros (PLR) recebida por funcionários. Também citou esforços para uma possível regulamentação do trabalho por aplicativos (veja mais abaixo).
A crítica à taxa de juros feita por Lula nesta segunda foi mais uma vez direcionada ao BC, que tem mantido a Selic em 13,75% ao ano, o maior nível em mais de seis anos. Ao longo dos últimos meses, o presidente tem feito reiteradas reclamações quanto à manutenção do índice.
Chefiado por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o Banco Central possui autonomia operacional para fixar a taxa Selic para controlar a inflação.
Na ata da última de sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC avaliou que a desaceleração da atividade econômica “é necessária para garantir a convergência da inflação para suas metas, particularmente após período prolongado de inflação acima das metas”.
Isso ocorre, na visão do Banco Central, porque existe atualmente “uma dinâmica inflacionária movida por excessos de demanda [aumento de recursos na economia], inicialmente em bens e que atualmente se deslocou para o setor de serviços”.
Na semana passada, durante debate no Senado Federal, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes.
Lula também afirmou que o governo estuda a possibilidade de isentar do imposto de renda a parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) recebida por funcionários de empresas que possuem esse tipo de remuneração.
“A pedido das centrais sindicais, nós começamos a estudar, se o patrão não paga imposto de renda sobre o lucro, se o patrão não paga imposto de renda sobre os dividendos que ele recebe, por que que os trabalhadores têm que pagar imposto no PLR? Por quê?”, disse.
“Então nós estamos estudando, Haddad estava na reunião, nós estamos na reunião, quem sabe para o próximo ano, da mesma forma que um patrão que ganha milhões não paga sobre o lucro, o trabalhador não pode pagar imposto de renda sobre participação dele no lucro da empresa. Essa é uma coisa que precisamos trabalhar muito para mudar”, continuou.
Trabalhadores de aplicativos
Lula defendeu ainda que pessoas que trabalham por meio de aplicativos tenham direitos trabalhistas. O governo criou neste 1º de maio um grupo, junto com sindicatos e empregadores, para discutir a regulamentação de atividades por aplicativos, como transporte de pessoas, bens e comida.
“Não tem problema que o cara trabalha em aplicativo. Muitas vezes, o cara não quer assinar carteira. Não tem problema. O que nós queremos é que a pessoa que trabalha com aplicativo, que ela tenha um compromisso de seguridade social, porque, se ele ficar doente, ou a mulher, tem que ter cobertura para essa pessoa ser tratada”, disse Lula.
Novas imagens dos invasores do Palácio do Planalto mostram as falhas de segurança durante a ação e também a atuação de personagens-chave
O presidente também voltou a defender a prisão dos extremistas que participaram da invasão as sedes dos três poderes, em 8 de janeiro.
“Vocês se lembram que eles tentaram dar um golpe dia 8. Eu quero terminar dizendo para vocês: todas as pessoas que tentaram dar golpe serão presas, porque esse país quer democracia de verdade”, afirmou Lula.
O Congresso criou na última semana uma CPI mista, composta por deputados e senadores, para investigar os atos golpistas.
Obrigação faz parte de acordo firmado com Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal.
Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa — Foto: Reprodução
A Caixa Econômica Federal terá de pagar R$ 10 milhões, a título de dano moral coletivo, por tolerar práticas de assédio sexual e moral dentro do banco. O valor será revertido a instituições sem fins lucrativos.
A obrigação faz parte de acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) em processo aberto a pedido do procurador Paulo Neto após relatos de assédio sexual e moral praticado pelo então presidente da instituição, Pedro Guimarães. Após as denúncias, ele foi demitido.
O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho, informou o MPT-DF nesta quinta-feira (27). O acordo foi assinado em 27 de março.
O acordo firmado com a Caixa encerra o caso em relação ao banco. Já o processo sobre a responsabilização individual do ex-presidente continua em andamento, sob sigilo de Justiça.
A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, afirmou nesta quinta-feira (27) que vai cobrar do ex-presidente, Pedro Guimarães, o ressarcimento dos valores.
Caixa conclui investigações sobre acusações ao ex-presidente do banco Pedro Guimarães de assédio sexual
Além do pagamento de dano moral coletivo, o acordo prevê que a empresa terá que cumprir obrigações, entre elas:
implementar, em 90 dias, uma “Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral”, garantindo, entre outros itens, canais de denúncias seguros, que resguardem o anonimato, o sigilo e a privacidade dos denunciantes e tempo recorde para resolução dos casos. Os prazos fixados são de 30 dias para análise das denúncias e apuração de, no máximo, 180 dias
divulgar no portal da transparência da empresa a quantidade de denúncias recebidas envolvendo assédio sexual, assédio moral e discriminação
realizar auditorias externas para “identificar riscos, monitorar e avaliar ações de prevenção e enfrentamento ao assédio”
está proibido qualquer ato de retaliação, coação ou constrangimento contra os empregados que denunciarem ou testemunharem casos de assédio na instituição
Há previsão de multa de R$ 5 mil por descumprimento, multiplicada pelo número de irregularidades identificadas.
Cerca de 267 mil famílias deixaram de receber o Auxílio Gás, benefício que prevê o pagamento de botijões a famílias carentes, desde o começo do governo Lula. O Ministério do Desenvolvimento Social, que gere o programa, informou que houve uma atualização no cadastro e retirada de beneficiários.
Em dezembro, o benefício era pago a 5,95 milhões famílias. Em abril, o número caiu para 5,69 milhões, uma queda de 4,4%. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação
O ministro Wellington Dias afirmou que a revisão cadastral é como a que ocorreu com o Bolsa Família.
Remuneração atual do chefe da companhia, ainda sem o reajuste, equivale a 18,19% do praticado pelo mercado, informou a petroleira.
Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
A assembleia de acionistas da Petrobras vai votar nesta quinta-feira (27) o aumento de 43,88% nos salários de diretores e do presidente da estatal, Jean Paul Prates. Caso o reajuste seja aprovado, o rendimento do chefe da petroleira, por exemplo, deve subir de R$ 115 mil para mais de R$ 165 mil por mês.
De acordo com a Petrobras, o reajuste nos rendimentos tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2013 a 2022. Questionada pelo g1, a empresa não confirmou se a medida passa a valer imediatamente.
A proposta já havia sido aprovada e encaminhada pelo Conselho de Administração (CA) da petroleira em março de 2023. A Assembleia Geral Ordinária (AGO), que pode confirmar a decisão, está marcada para começar às 13h desta quinta.
Em relatório que antecede a AGO, a companhia informou que a remuneração total para o cargo de presidente foi o equivalente a 18,19% do praticado pelo mercado ao longo de 2022. Afirmou ainda que o salário dos diretores no mesmo período foi o equivalente a 54,85% da média praticada pelas empresas.
As propostas debatidas nesta quinta contemplam a remuneração de administradores, de titulares do Conselho Fiscal e de membros dos comitês estatutários de assessoramento ao Conselho de Administração (CA), incluindo:
proposta de fixação dos honorários (pagamentos) mensais dos membros do CA e dos titulares do Conselho Fiscal;
proposta de fixação dos honorários mensais dos membros do Comitê de Auditoria e do Comitê de Auditoria do Conglomerado;
proposta de fixação dos honorários mensais dos membros dos demais comitês de assessoramento do CA.
Ainda segundo relatório da Petrobras, caso aprovadas, as propostas somam um desembolso de até R$ 54,26 milhões para o período de abril deste ano a março de 2024, valor que representa um aumento de 37,1% em relação ao aprovado pela AGO em 2022.
Presidente do Banco Central diz entender as críticas de Lula sobre o atual patamar da Selic
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem o direito de se manifestar a respeito do atual patamar da taxa básica de juros do país, a Selic. Ele, entretanto, enfatizou que o órgão não pode ser considerado o responsável pela situação econômica do Brasil.
“[Não] há nenhuma mágica, nenhuma bala de prata”, disse Campos Neto em relação à diminuição da Selic pelo BC. A fala dele foi registrada nesta terça-feira, 25, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Estratégicos (CAE) do Senado Federal.
Atualmente, a taxa básica de jurosestá em 13,75% ao ano. O patamar é definido mensalmente pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O nível da Selic tem sido publicamente criticado por Lula.
Campos Neto tem, contudo, entendimento diferente do petista. Aos senadores, ele elencou ações que são responsáveis pela expansão econômica de um país. Como exemplo, o presidente do BC falou em equilíbrio fiscal e contas públicas em dias. Campos Neto também defendeu publicamente a implementação das três reformas estruturais: administrativa, fiscal e tributária.
Campos Neto defende medidas para controlar a inflação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na comissão do Senado, Roberto Campos Neto disse que é preciso controlar a inflação — o que pode, pelo lado do Banco Central, ser feito por meio da elevação da taxa de juros quando for considerado necessário.
“No tripé da política econômica do Brasil, a gente tem um sistema de metas, um câmbio que é flutuante, e a gente tem que ter um tripé de responsabilidade fiscal”, afirmou o presidente do BC. “Esse é o desenho do sistema em todos os países do mundo, e a parte fiscal influencia muito o que o Banco Central faz, através das expectativas e, caso não seja cumprido, o Banco Central tem que escrever uma carta, até com eventual punição, como está estabelecido na lei”, complementou Campos Neto.