Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Valor da aposta mínima é de R$ 4,50.
Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 e apostas podem ser feitas até as 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1
O concurso 2.581 da Mega-Senapode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h deste sábado (8), em São Paulo.
No concurso da última quarta-feira (5), ninguém acertou as seis dezenas.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 4,50 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer.
A Mega soma dois sorteios nesta semana: quarta (5) e sábado (8).
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
Veja os números sorteados: 03 – 04 – 13 – 29 – 36 – 43. Quina teve 109 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 35,7 mil.
Aposta única da Mega-Sena custa R$ 4,50 — Foto: Marcelo Brandt/G1
O concurso 2.580 da Mega-Sena foi realizado às 20h desta quarta-feira (5), em São Paulo. Ninguém acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
AHapvida anunciou uma oferta subsequente de ações (follow-on, em inglês) de até R$ 1,035 bilhão, considerando a cotação do último fechamento, de R$ 2,62. Serão ofertadas inicialmente 329,34 milhões de ações, podendo a quantidade ser acrescida em 20%.
O prazo para reserva inicia nesta segunda e vai até o próximo dia 12. Acionistas da companhia terão direito à oferta prioritária, com prazo de subscrição até o dia 11. Quantias remanescentes serão destinadas exclusivamente a investidores profissionais.
O follow-on havia sido sondado pela companhia ainda na semana passada. Na ocasião, a empresa informou que, caso confirmada oferta, a Família Pinheiro (controladora do negócio) se comprometeria em subscrever R$ 360 milhões em ações a serem emitidas.
A “expressiva” participação da Família Pinheiro no follow-on, segudo a empresa, “demonstra o comprometimento da companhia e a convicção dos controladores e atuais administradores da Hapvida na resiliência do seu modelo de negócios”. “Essa postura da administração evidencia, também, sua visão conservadora em relação à liquidez e endividamento da companhia”, afirmou a Hapvida.
Lula discursa durante o lançamento do programa ‘Mais Médicos’, que visa aumentar a oferta de assistência médica em regiões carentes e isoladas, no Palácio do Planalto, em Brasília, em 20 de março de 2023 — Foto: Evaristo Sa/AFP
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (2) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que o pessimismo de brasileiros com a economia piorou após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista assumiu em 1º de janeiro de 2023.
De acordo com o levantamento feito nos dias 29 e 30 de março em todo o país, 26% afirmaram acreditar que a situação econômica do país vai piorar nos próximos meses. Em dezembro de 2022, quando Lula já tinha sido eleito, 20% afirmaram acreditar que a economia iria piorar.
A pesquisa divulgada neste domingo (2) também aponta que, para 46% a situação econômica vai melhorar (eram 49%) e que 26% acham que vai ficar como está (eram 28%).
O Datafolha ouviu 2.028 entrevistados em 126 municípios nos dias 29 e 30 de março em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os entrevistados também responderam sobre expectativa com situação econômica pessoal; sobre percepção da situação econômica do país nos últimos meses; sobre mudanças na situação pessoal nos últimos meses; sobre desemprego; sobre inflação; e sobre poder de compra dos salários.
Nos próximos meses, a sua situação econômica vai melhorar, vai piorar ou vai ficar como está?
Melhorar: 56% (eram 59%)
Ficar como está: 28% (eram 28%)
Piorar: 14% (eram 11%)
Nos últimos meses, a situação econômica do país mudou?
Ficou como estava: 41% (eram 35%)
Piorou: 35% (eram 38%)
Melhorou: 23% (eram 26%)
Nos últimos meses, a sua situação econômica mudou?
Ficou como estava: 50% (eram 38%)
Piorou: 27% (eram 31%)
Melhorou: 23% (eram 31%)
Daqui pra frente o desemprego vai aumentar, vai diminuir ou vai ficar como está?
Aumentar: 44% (eram 36%)
Diminuir: 29% (eram 37%)
Ficar como está: 26% (eram 24%)
Daqui pra frente a inflação vai aumentar, vai diminuir ou vai ficar como está?
Aumentar: 54% (eram 39%)
Ficar como está: 24% (eram 24%)
Diminuir: 20% (eram 31%)
E o poder de compra dos salários vai aumentar, diminuir ou ficar como está?
O pagamento suspenso por Paulo Câmara era mais de R$ 189 milhões
O novo presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Paulo Câmara, já chegou a suspender pagamentos para a instituição financeira quando ainda chefiava o Executivo do Estado de Pernambuco.
Os pagamentos suspensos por Câmara, em 2016, chegavam a R$ 189 milhões. Os valores eram referentes a empréstimos obtidos pela Odebrecht, para financiar a construção da Arena de Pernambuco.
Conforme acórdão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), o governo estadual reconheceu perante a concessionária um débito total de mais de R$ 237 milhões (com data-base de maio de 2016). O governo assumiu as dívidas de financiamento contraídas pela Odebrecht no BNB.
O montante de R$ 189 milhões foi direcionado para pagamento, por meio de depósito em conta vinculada no BNB, dos juros e da amortização do saldo devedor do empréstimo da Arena de Pernambuco com o banco. O prazo era de 15 anos. Enquanto isso, o valor de R$ 47 milhões foi destinado ao estádio, também para o pagamento, por meio de depósito em conta vinculada no BNB, em um período de 14 anos.
No entanto, depois da delação premiada da empreiteira, homologada em 2017, o governo de Pernambuco deixou de cumprir com as parcelas do empréstimo ao Banco do Nordeste.
O governo baseou sua posição em uma série de decisões cautelares monocráticas, emitidas por conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. O Banco do Nordeste apresentou várias reclamações no Tribunal de Contas contra as decisões cautelares monocráticas. Contudo, não obteve sucesso em revertê-las.
O banco ainda protestou sobre a anulação das decisões do TCE-PE que favoreciam a gestão de Câmara, mas não conseguiu alterar a suspensão dos pagamentos do empréstimo. Nos julgamentos mais recentes, o TCE-PE informou que aguarda a conclusão de uma auditoria especial antes de emitir uma posição final.
Câmara foi nomeado presidente do BNB na quarta-feira 29, depois de receber a aprovação do Conselho da entidade financeira. Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo, Câmara disse que vai defender a instituição em todas as esferas e afirmou que não vai ocorrer qualquer conflito de interesse em torno do caso.
A taxa de desemprego no país ficou em 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, informou hoje o IBGE.
O que aconteceu
A taxa de 8,6% representa aumento em relação aos 8,4% do trimestre encerrado em janeiro e aos 8,1% no trimestre encerrado em novembro.
Foi o pior resultado desde o trimestre encerrado em setembro (8,7%). Apesar do aumento, ainda é a menor taxa para o período (dezembro a fevereiro) desde 2015.
O número de brasileiros desempregados no trimestre foi de 9,2 milhões, 483 mil pessoas a mais que no trimestre anterior. Foi o primeiro aumento após seis trimestres consecutivos de quedas.
Resultado pode indicar fim da recuperação pós-pandemia. “Esse aumento da desocupação ocorreu após seis trimestres de quedas significativas seguidas, que foram muito influenciadas pela recuperação do trabalho no pós-pandemia. Voltar a ter crescimento da desocupação nesse período pode sinalizar o retorno à sazonalidade característica do mercado de trabalho”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Redução no número de ocupados. O número de brasileiros com trabalho (98,1 milhões) caiu 1,6% na comparação com o trimestre anterior (1,6 milhão de pessoas a menos).
Rendimento médio fica estável. Os trabalhadores ganharam em média R$ 2.853 no trimestre, o que representa estabilidade na comparação com o trimestre anterior (R$ 2.835). A massa de rendimentos total dos trabalhadores também ficou estável e foi estimada em R$ 275,5 bilhões.
Não houve aumento no número de ocupados em nenhuma atividade. As categorias que mais perderam postos no trimestre foram: empregado sem carteira no setor público (menos 457 mil), empregado sem carteira assinada no setor privado (menos 349 mil pessoas) e o trabalhador por conta própria com CNPJ (menos 330 mil).
Repercussão
Os economistas projetam um enfraquecimento do mercado de trabalho ao longo do ano e uma margem mais apertada para aumento dos rendimentos.
Projetamos que as condições do mercado de trabalho enfraquecerão gradualmente ao longo do ano. De acordo com as nossas previsões, a taxa de desemprego dessazonalizada atingirá 9% no final de 2023, após 8,2% no final de 2022. Por fim, antevemos taxa de desemprego média de 8,9% este ano, após 9,3% no ano passado Rodolfo Margato, economista da XP.none
Diferença entre Pnad e Caged
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) são do governo federal. Os números se referem apenas a contratos regidos pela CLT, e são as próprias empresas que preenchem as informações em um sistema próprio.
Já a Pnad do IBGE é mais ampla, e compreende o mercado de trabalho informal. O levantamento é feito com entrevistadores, que perguntam sobre a situação de trabalho de uma amostra da população.
Metodologia
A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal.
O gráfico usado para apresentação considera os dados até 2010
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, omitiu dados do cenário fiscal a partir de 2011, início do governo de Dilma Rousseff.
A curva de receitas e despesas exibida pela equipe econômica durante a apresentação da nova regra fiscal, na quinta-feira 29, explora apenas os dados de 1997 a 2010.
Veja
A apresentação feita pelo Ministério da Fazenda ignora a política fiscal a partir do governo de Dilma Rousseff | Foto: Reprodução
Foi durante o governo de Dilma Rousseff que a despesa total do governo central superou pela primeira vez a receita líquida, com a curva se invertendo em 2014. Naquele ano, a despesa total da União atingiu 19% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a receita líquida caiu para 17%.
Ao mostrar o novo teto de gastos, Haddad disse apenas que “os últimos dez anos foram muito difíceis para este país”. Os dados mostram que o cenário fiscal muda a partir do segundo mandato de Dilma e ensaia uma melhora em 2019, no primeiro ano de Bolsonaro.
O Ministério da Fazenda também escondeu que as curvas de despesa e receita voltaram a se cruzar positivamente em 2022, no último ano de Jair Bolsonaro na Presidência. A receita líquida bateu 19% do PIB, enquanto a despesa caiu para 18,3%.
As contas do governo registraram rombo de R$ 41 bilhões em fevereiro, o pior resultado da série histórica, com início em 1997. Em fevereiro de 2022, o resultado havia sido negativo em R$ 20,4 bilhões.
O resultado do mês passado foi pior do que a mediana das expectativas do mercado financeiro, cuja projeção apontava um saldo negativo de R$ 35,7 bilhões, de acordo com levantamento do Estadão/Broadcast junto a 20 instituições financeiras.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o segundo mês do ano costuma ser sazonalmente deficitário (ou seja, quando as despesas superam as receitas com arrecadação de impostos e transferências). No bimestre, porém, o resultado apresenta R$ 38 bilhões de superávit acumulado.
“Os três primeiros meses são mais desafiadores porque não têm efeitos das medidas que já tomamos”, disse durante entrevista coletiva e acrescentando que o resultado parece ser “satisfatório”. O secretário afirmou também que o déficit visto no mês passado foi maior porque não houve as receitas extraordinárias, que ingressaram em fevereiro de 2022.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO
No acumulado dos primeiros dois meses do ano, o governo registrou superávit de R$ 37,8 bilhões, o segundo melhor resultado para o período na série, só atrás do primeiro bimestre de 2022. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 56,4 bilhões.
Em fevereiro, as receitas tiveram queda real de 12,1% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, houve baixa de 3,3%. Já as despesas caíram 0,9% em fevereiro, já descontada a inflação. No acumulado de 2023, a variação foi positiva em 2,4%.
A meta fiscal para 2023 estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) autorizava um déficit de até R$ 65,8 bilhões nas contas do Governo Central.
No entanto, após a aprovação da PEC da Transição, a Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano contemplou um rombo muito maior, de até R$ 228,1 bilhões (2,1% do PIB).
A equipe econômica lançou um pacote fiscal em janeiro para tentar atenuar esse resultado negativo e agora espera fechar o ano com um rombo de R$ 107,6 bilhões (1,0%), conforme projeção divulgada no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas deste mês.
Ausência da gripe aviária no país impulsiona o produto nacional no mercado externo
Além de ser o principal fornecedor global de carne de frango, o agronegócio do Brasil fatura milhões de dólares com exportações de genética de aves. No primeiro bimestre de 2023, a receita dos embarques do setor ficou em US$ 40 milhões, conforme a estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa). Assim, o crescimento é de 60% sobre igual intervalo do ano anterior.
As exportações de genética de aves consistem no envio de ovos fecundados e filhotes com um dia para outros países. De acordo com Luizinho Caron, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a condição sanitária é uma das chaves para o sucesso.
“Um dos mais importantes fatores do sucesso nacional é a nossa condição sanitária, de não termos sido afetados pela gripe aviária”, explicou Caron, em entrevista concedida a Oeste. “Em virtude dos focos em países europeus e na América do Norte, as empresas de genética estão investindo mais em plantéis no Brasil. Além disso, as empresas que produzem ovos férteis e as casas de genética no país estão crescendo.”
Segundo o pesquisador da Embrapa, por motivos sanitários, é mais seguro importar ovos e filhotes recém-nascidos. “O risco de transmitir doenças com essa carga é menor”, comentou. Caron também afirma que outra vantagem do Brasil é que o país está livre da doença de newcastle, causadora de mortes de aves e barreiras internacionais.
Ricardo Santin, presidente da Abpa, destaca a importância do crescimento das exportações de genética de aves do Brasil. A expansão reforça a posição do país “como fornecedor internacional para este segmento de alto valor agregado”, afirmou.
Com a alta do faturamento, também houve o crescimento da quantidade enviada. Os embarques do primeiro bimestre de 2022 somaram 2,4 mil toneladas. Para o mesmo intervalo em 2023, foram 4,6 mil toneladas — quase duas vezes mais.
Jorge Viana, presidente da Apex, abre conferência em Pequim Imagem: Jamil Chade
Os exportadores brasileiros não precisarão passar pelo dólar para fazer suas transações comerciais com a China. Um acordo entre os dois Bancos Centrais foi anunciado pelo Ministério da Fazenda, durante um seminário em Pequim nesta quarta-feira. Segundo o governo, bancos brasileiros também poderão passar a usar o sistema de pagamentos da China.
“Esse é um esforço para reduzir os custos de transação”, disse Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.
O evento estava sendo organizado para marcar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silvana China, com o envolvimento de mais de 240 empresários. Mas, por conta de uma pneumonia, Lula foi obrigado a adiar a viagem.
Praticamente todos os anúncios que seriam feitos pelo governo foram também adiados, inclusive tratados sobre tecnologia.
Mas, durante a abertura do encontro, o governo federal explicou que o novo entendimento cambial tem como meta ajudar a reduzir os custos entre os dois países.
Não se trata de uma obrigação. Para o exportador que desejar, o comércio pode continuar sendo realizado em dólares. Mas para aqueles que optarem por realizar a venda entre reais e Renminbi, uma espécie de caixa será estabelecida no Brasil para garantir a conversão e a liquidez entre as duas moedas.
A “clearing house” deve ser estabelecida em um banco chinês no Brasil, que passou a ser designado pelo BC de Pequim.
A China conta com o mesmo sistema em diversos países do mundo, entre eles Chile e Argentina.
Se a meta é reduzir os custos da transação, Pequim considera tal iniciativa como uma tentativa de reduzir sua dependência e exposição em relação à moeda americana, principalmente diante da tensão cada vez maior entre os EUA e a China na disputa pela hegemonia em diversas regiões.
Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa já tinha sido fechada entre os dois bancos centrais no final de janeiro. Mas só agora está sendo anunciado.
Outro acordo permitirá ainda que bancos brasileiros possam participar do sistema de pagamentos no mercado financeiro chinês. A China é o maior destino das exportações nacionais, com um peso determinante para o superávit comercial do Brasil.
Crédito chinês
Outro aspecto da aproximação entre Brasil e China pode acontecer por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que costura um acordo para ter acesso a créditos asiáticos e financiar projetos no Brasil, tanto no que se refere à infraestrutura como à transição energética.
O entendimento está em sua fase final e poderia ter sido assinado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pequim, nesta semana. Na comitiva de Lula também estaria o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Mas a decisão dos governos do Brasil e da China foi a de suspender os anúncios.
Natália Dias, diretora de Mercado de Capitais do BNDES, afirmou na segunda-feira em Pequim que o atual desembolso do banco é de R$ 100 bilhões. Isso representa 0,7% do PIB nacional e bem abaixo da média do que era destinado pela instituição para a economia brasileira.
A meta é a de chegar a 2% do PIB, o que significaria ultrapassar a marca de R$ 200 bilhões. Um dos caminhos, segundo ela, é na busca de acordos bilaterais ou com instituições multilaterais.
Natália Dias ainda aponta que existem, em processo de negociação, um volume de US$ 5 bilhões em empréstimos bilaterais. Metade desse valor viria de bancos asiáticos.
No caso chinês, a ideia é de que o financiamento também poderia auxiliar a alavancar projetos de infraestrutura que estão sendo liderados por empresas de Pequim e que, hoje, o Brasil ainda não tem como viabilizar.