Clemente é um dos seis filhos de Leonardo Del Vecchio, fundador de uma marca global de óculos, responsável por fabricar modelos como Ray-Ban, Oakley e Giorgio Armani.

Clemente del Vecchio, em uma de suas únicas fotos públicas — Foto: Reprodução

Clemente del Vecchio, em uma de suas únicas fotos públicas — Foto: Reprodução 

O bilionário mais jovem do mundo é um italiano de 19 anos recém-completados, que herdou uma fortuna atualmente estimada em US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões), segundo dados do ranking de bilionários da Forbes da última segunda-feira (29). 

Ele é Clemente Del Vecchio, o mais novo dos seis filhos de Leonardo Del Vecchio, o magnata fundador da Luxottica, a maior marca de óculos do mundo, que faleceu aos 87 anos em junho de 2022. 

A empresa é a responsável pela fabricação de óculos de grifes bastante populares, como Ray-Ban, Oakley, Giorgio Armani, Prada, Vogue e Dolce & Gabbana, por exemplo.

Em 2018, a companhia de Del Vecchio passou por uma fusão com uma empresa francesa de lentes e se tornou a EssilorLuxottica, que tem um valor de mercado estimado em mais de US$ 80 bilhões

💰 A divisão da herança

Com a morte do pai, Clemente herdou uma participação de 12,5% na Delfin, que é a holding (empresa que concentra a posse majoritária das ações de outras empresas) da EssilorLuxottica. 

Essa holding também possui ações dos bancos italianos Mediobanca e UniCredit, da seguradora Generali e da incorporadora imobiliária Covivio. 

O patrimônio de Clemente vem dessas participações. 

A herança de Del Vecchio foi dividida, ainda, entre seus outros cinco filhos – Claudio, Marisa, Paola, Luca e Leonardo -, sua esposa Nicoletta Zampillo (madrasta de Clemente), e outros executivos que trabalharam com o magnata ao longo da vida. 

🕶️ Quem foi Leonardo Del Vecchio 

Leonardo Del Vecchio, fundador da ótica EssilorLuxottica, famosa pela marca Ray-Ban — Foto: Handout / Essilor / AFP

Leonardo Del Vecchio, fundador da ótica EssilorLuxottica, famosa pela marca Ray-Ban — Foto: Handout / Essilor / AFP 

Leonardo Del Vecchio foi um dos principais empresários da Itália e se destacou pela sua história de superação. Ele nasceu na pobreza, com uma condição de vida difícil, e cresceu em um orfanato. 

Em 1961, fundou a Luxottica, que inicialmente fornecia componentes para óculos, mas que logo passou também a desenvolver suas próprias armações. 

O patriarca Del Vecchio permaneceu como presidente e principal acionista da companhia até 2018, quando se uniu à Essilor. 

Durante sua carreira, Leonardo fez amizade e uma parceria de sucesso com o estilista Giorgio Armani. À época do falecimento do magnata italiano, Armani disse, em homenagem ao amigo: “Juntos, inventamos um fenômeno que não existia: percebemos imediatamente que os óculos, de simples objetos funcionais, se tornariam acessórios de moda indispensáveis”. 

💎 Italianos no ranking de bilionários

Atualmente, a Itália tem 65 pessoas no ranking de bilionários da Forbes, sendo 46 homens e 19 mulheres. 

O homem mais rico do país é Giovanni Ferrero (58), presidente-executivo da marca de chocolates Ferrero, com uma fortuna estimada em US$ 38,9 bilhões. Giorgio Armani (88), amigo de Leonardo Del Vecchio, ocupa o segundo lugar da lista, com US$ 11,1 bilhões

Já a mulher mais rica da Itália é Massimiliana Landini Aleotti (80), dona da rede farmacêutica Menarini, com patrimônio de US$ 7,1 bilhões

De todos os 65 bilionários italianos, 29 são da indústria da moda, assim como a família Del Vecchio. Entre eles, estão os fundadores da grife Dolce & Gabbana e os herdeiros da Prada, Bulgari e Benetton.

Informações G1


Ministro da Fazenda encontrou Nicolás Maduro em Brasília

Fernando Haddad encontrou Nicolás Maduro Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou, nesta segunda-feira (29), que será constituído um grupo de trabalho para consolidar a dívida da Venezuela frente ao Brasil e que, a partir desses cálculos, será aplicada uma reprogramação do pagamento.

– Vai se constituir grupo de trabalho para consolidar a dívida da Venezuela frente ao Brasil e, a partir dessa consolidação dos números, reprogramar o pagamento. É disso que a Fazenda foi tratar – afirmou Haddad a jornalistas ao chegar no Ministério da Fazenda, para onde retornou após encontrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Palácio do Planalto, junto do presidente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ele ainda destacou que questões relativas ao intercâmbio comercial serão tratadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), enquanto o Ministério de Minas e Energia tratará dos assuntos relativos ao setor energético e o país venezuelano.

– Intercâmbio comercial é MDIC que cuida, estou cuidando aqui da questão do Tesouro. O MME vai cuidar da questão da energia elétrica para Roraima, mas o que me diz respeito a encomenda é essa, consolidação da dívida e reprogramação – disse Haddad.

A dívida que a Venezuela tem com o Brasil é estimada em 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5 bilhões). Desse total, aproximadamente 80% são com o BNDES.

*AE


Imposto de Renda 2023 começa a ter restituição paga; Veja quem recebe e calendário

Foto: Reprodução 

A Receita Federal começará a pagar o 1º lote de restituição na próxima quarta-feira (31) — dia em que também se encerra o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2023. 

Segundo o órgão, o crédito contemplará mais de 4 milhões de contribuintes e soma cerca de R$ 7,5 bilhões em pagamentos — o maior valor já pago pelo Fisco em um lote de restituição na história.

Ainda de acordo com a Receita, todo o valor será destinado a contribuintes que têm prioridade no recebimento. Ao total, são: 

  • 246.013 contribuintes idosos acima de 80 anos;
  • 2.464.031 contribuintes idosos entre 60 e 79 anos;
  • 163.859 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave;
  • 1.052.002 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 204.020 contribuintes que receberam prioridade por terem utilizado a declaração pré-preenchida ou optado por receber a restituição via PIX.

Os pagamentos das restituições do IR 2023 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou em 15 de março. 

Veja as datas dos pagamentos:

  • 1º lote: 31 de maio
  • 2º lote: 30 de junho
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 31 de agosto
  • 5º lote: 29 de setembro

Como vou receber a restituição?

O pagamento da restituição é realizado na conta bancária informada pelo contribuinte na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por indicação de chave PIX. 

Como saber se tenho algum valor a receber?

Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção “Meu Imposto de Renda”. Em seguida, basta clicar em “Consultar a Restituição”. 

A Receita Federal lembrou que disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. 

Malha fina

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada “malha fina”. 

Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o “extrato” do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). 

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

G1


Na próxima semana, alíquota do ICMS sobre gasolina terá mudanças. Em julho, está prevista volta de tributos federais sobre gasolina e etanol. Petrobras avalia possibilidade de baixar preços.

Bomba de gasolina em posto de combustíveis de Macapá — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica

Bomba de gasolina em posto de combustíveis de Macapá — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica 

Duas rodadas de aumento na tributação sobre combustíveis estão previstas para os próximos meses, o que pode impactar os preços ao consumidor — pressionando-os para cima. 

Porém, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou que a Petrobras, estatal controlada pela União, pode agir para impedir ou, pelo menos, atenuar altas nos preços em razão da elevação de impostos. 

Para isso, a empresa teria de baixar os preços dos combustíveis na bomba quando os aumentos de tributos começarem a valer – o que já foi feito anteriormente, em fevereiro deste ano (quando houve aumento de impostos federais).

Mudanças no ICMS em junho

No início de junho, os estados promoverão alterações no formato de cobrança do ICMS sobre gasolina. O tributo estadual, até então calculado em porcentagem do preço (de 17% a 23%, dependendo do estado), passará a incidir com uma alíquota fixa, em reais, de R$ 1,22 por litro. 

“A média das alíquotas dos estados [atualmente, no Brasil] fica em torno de 19%, o que representa R$ 1,0599/litro. Com a vigência do valor ad rem, de R$ 1,22/litro, a partir de 1º de junho, um aumento médio de R$ 0,16/litro, o que representa um aumento médio de 22% no preço final ao consumidor, na média Brasil”, estimou o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Tributos federais em julho

Já no começo de julho, o governo federal retomará a tributação com alíquota cheia do PIS/Cofins sobre gasolina e etanol. 

A expectativa, com isso, é que o preço suba cerca de R$ 0,22 por litro no caso dos dois combustíveis, segundo cálculos do governo.

  • Em fevereiro, o governo anunciou a volta dos impostos federais sobre gasolina e álcool.
  • Na ocasião, foi feita uma “reoneração” parcial. Para compensar o aumento apenas parcial dos tributos, foi instituído um imposto sobre exportação de óleo cru – este com validade de quatro meses.
  • Ao fim desse período, no começo de julho, haverá um novo aumento dos tributos sobre gasolina e álcool.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência em comissão da Câmara — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência em comissão da Câmara — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados 

Governo pode atuar, indica Haddad

Em meados de maio, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que a Petrobras pode reduzir os preços dos combustíveis nos próximos meses para compensar o aumento dos tributos federais previstos para julho. 

“Com o aumento [de tributos] previsto para 1º de julho, vai ser absorvido pela queda do preço deixada para esse dia. Nós não baixamos tudo o que podíamos. Justamente esperando o 1º de julho, quando acaba o imposto de exportação e acaba o ciclo de reoneração”, declarou, ele na ocasião. 

Com ações listadas em bolsa, a Petrobras divulgou um fato relevante no mesmo dia. 

“A Petrobras não antecipa decisões de reajustes e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado”, informou a empresa, em 17 de maio. 

Haddad não citou especificamente a alteração no ICMS, com impacto nos preços, que acontecerá na próxima semana. 

De acordo com ele, essa redução prevista para julho, na gasolina e no álcool pela Petrobras, estaria em linha com os preços internacionais. 

“A Petrobras deixou claro que obviamente vai olhar o preço internacional. Não tem como escapar disso porque ela importa. Ela pode, em uma situação mais favorável como agora em que o preço do petróleo caiu, mas que o preço do dólar caiu, combinar os dois fatores e reonerar sem impacto na bomba”, declarou Haddad. 

Ele também sinalizou que o mesmo procedimento deve ser feito com o diesel, cuja desoneração vale até o fim desse ano. “E tudo bem, como vai acontecer com o diesel no final do ano. Já deixou uma gordura para computar a reoneração”, acrescentou. 

Petrobras anuncia nova política de preços dos combustíveis

Petrobras anuncia nova política de preços dos combustíveis 

Política de preços da Petrobras

Neste mês de maio, a Petrobras anunciou uma nova política para os combustíveis, que considerará usa duas referências de mercado: 

  • o “custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação”, e
  • o “valor marginal para a Petrobras”.

Especialistas ouvidos pelo g1 consideram que a nova política deve beneficiar o consumidor final no curto prazo, porque impede que oscilações muito drásticas no preço do dólar ou do petróleo sejam repassadas nos combustíveis.

Após o anúncio da nova política, a estatal anunciou mais uma redução do preço do diesel e da gasolina para as distribuidoras. 

Em entrevista à GloboNews, em 17 de maio, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, admitiu que a empresa poderá seguir orientações do governo para precificar os combustíveis.

“A Petrobras do governo anterior é uma Petrobras que combinava esse jogo, mas a Petrobras que combinava jogo acabou e ela vai fazer o que é importante para o Brasil. E se tiver que seguir a orientação do governo, seguirá se fizer sentido para ela, para o consumidor e acionista”, disse Prates, em meados de maio. 

Questionado na mesma entrevista se a Petrobras vai baixar os preços para compensar o aumento dos tributos, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, disse que a companhia vai avaliar.

“Não sei, vamos ver até lá, as circunstâncias vão dizer, se a gente estiver num ciclo de baixa [do preço do barril de petróleo]”, respondeu. “Quando chegar lá, no dia, a gente vai dizer se cabe ou não cabe absorver o tanto de imposto que vai reentrar”, completou.

Informações G1


Absurdo: Querem tirar Air bags de carros no Brasil para baratear preços, “vidas de brasileiros não importam?”

Foto: Reprodução.

Antes de anunciar as medidas para baixar o preço dos carros populares, o governo chegou a negociar com as montadoras outras formas de baratear o custo dos automóveis.

Uma das propostas apresentadas pelas montadoras era a retirada do airbag em carros de até R$ 60 mil, voltado para a camada mais pobre da população.

A sugestão absurda não prosperou. Foi abandonada logo no início das negociações.

Créditos: O Globo.


Concurso 2596 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões neste sábado (27) para quem acertar as seis dezenas - GUILHERME DIONíZIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Concurso 2596 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões neste sábado (27) para quem acertar as seis dezenas Imagem: GUILHERME DIONíZIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O concurso 2.596 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões neste sábado (27) para quem acertar as seis dezenas. O sorteio acontece às 20h com transmissão ao vivo pelo YouTube da Caixa.

Ninguém acertou as seis dezenas no último concurso, sorteado na quarta-feira (24), e o prêmio acumulou. Os números foram 01-13-34-39-50-52.

A aposta mínima é de R$ 4,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal —acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade e indicar um número de cartão de crédito.

Como faço para participar do sorteio da Mega-Sena?

Você precisa fazer uma aposta de seis a 15 números nas lotéricas credenciais pela Caixa, ou no site especial de loterias do banco.

Participam do próximo concurso todas as apostas registradas até 19h do dia do sorteio.

Quanto custa apostar na Mega-Sena?

Depende de quantos números você pretende colocar no jogo. A aposta mínima agora custa R$ 4,50, e você tem direito de escolher seis dezenas de 1 a 60. Se quiser colocar um número a mais para aumentar as chances de acerto, o preço do jogo sobe para R$ 31,50. No cenário mais caro, com 15 números no volante, a aposta chega a custar R$ 22.522,50.

E quais são as minhas chances de ganhar na Mega-Sena?

Isso também varia de acordo com a quantidade de dezenas na sua aposta. Com a menor (R$ 4,50), com seis números, a chance de acertar todas as bolinhas sorteadas e faturar o prêmio maior é de uma em 50.063.860. Jogando uma dezena a mais (R$ 31,50), a probabilidade aumenta. Passa a ser de uma em 7.151.980. Quem estiver disposto a pagar mais de R$ 22,5 mil na aposta com 15 dezenas terá uma chance em 10.003 de cravar tudo e ficar milionário.

Como funciona o bolão que a Caixa vende nas lotéricas?

Esses bolões são organizados pelas próprias lotéricas credenciadas pela Caixa. São apostas em grupo com preço mínimo estipulado em R$ 10 no caso da Mega-Sena. A cota mínima obrigatória por participante é de R$ 5. Nessa modalidade, pode existir uma taxa de serviço adicional de 35% do valor da cota. O bolão da Mega-Sena permite de duas a 100 cotas. Em cada bolão, é possível fazer dez apostas diferentes.

Informações UOL


Hoje, os carros mais baratos do País, como o Renault Kwid, custam quase R$ 70 mil  - Divulgação - Divulgação
Hoje, os carros mais baratos do País, como o Renault Kwid, custam quase R$ 70 mil Imagem: Divulgação

O anúncio do pacote de medidas do governo federal feito ontem (25) para baratear o preço de carros zero-quilômetro e alavancar a produção e as vendas da indústria automotiva deixou ainda muitas questões em aberto.

Enquanto o mercado esperava informações sobre financiamento com juros mais baixos e até o uso do FGTS para a aquisição de veículos novos, as iniciativas já confirmadas ficaram restritas ao corte de IPI e PIS/Cofins para modelos com preço de até 120 mil.

Segundo Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o pacote completo será detalhado dentro de aproximadamente duas semanas, após análise do ministro da Fazenda Fernando Haddad, e publicação de medida provisória e decreto para implementar as novidades.

Especialistas consultados por UOL Carrosavaliam que esse anúncio a conta-gotas pode ser prejudicial para o mercado automotivo e pode frear as vendas durante esses cerca de 15 dias – devido justamente às muitas indefinições que restam ser esclarecidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pontos fundamentais que vêm sendo comentados pelo próprio governo nas últimas semanas nem foram mencionados ainda, como a oferta de crédito mais barato. Havia essa grande expectativa e muita coisa continua indefinida. Muita gente aguardava o anúncio para fechar negócio e agora vai esperar até a divulgação de todas as informações”none Ricardo Bacellar, sócio fundador da Bacellar Advisory Boards e conselheiro da SAE Brasil

Bacellar avalia que o anúncio de ontem feito por Alckmin foi “morno” e destaca que o próprio vice-presidente deixou claro que as medidas de incentivo ao consumo e à produção serão temporárias.

Geraldo Alckmin afirmou que o corte no IPI e no PIS/Cofins vai resultar em uma redução entre 1,5% e 10,96% no preço de veículos, dentro do teto de R$ 120 mil, ao consumidor final.

O percentual do desconto será estabelecido com base em três critérios: preço, eficiência energética e nacionalização de componentes.

Apenas com base no percentual máximo previsto pelo governo, o preço de um carro zero-quilômetro ainda ficará acima de R$ 60 mil – aquém da projeção entre R$ 50 mil e R$ 55 mil feita pelo Palácio do Planalto.

Hoje os carros zero-quilômetro mais baratos do mercado são Renault Kwid e Fiat Mobi, com preço inicial em torno de R$ 69 mil.

Seguramente, qualquer desconto é bem-vindo. Mas resta saber se será suficiente para atingir o objetivo pretendido. Além disso, ainda desconhecemos o que as montadoras pretendem fazer para oferecer automóveis mais acessíveis, considerando que a margem de lucro de carros de entrada já é baixa e não dá para retirar itens de segurança obrigatórios nem aumentar o nível atual de emissões”noneRicardo Bacellar

Para o especialista, a recuperação da indústria automotiva brasileira, que há três anos sofre com baixas vendas e elevada capacidade ociosa das fábricas, não passa apenas por corte de impostos e linhas de financiamento mais acessíveis: é preciso recuperar o poder de compra dos cidadãos.

“Apenas subsídio não resolve o problema. Precisamos de projetos estruturantes, que incluem aumento na renda média, mais empregos e menos tributos”.

‘É preciso reduzir taxa de juros’

Taxas elevadas de juros têm afugentado das concessionárias potenciais compradores de automóveis - Getty Images - Getty Images
Taxas elevadas de juros têm afugentado das concessionárias potenciais compradores de automóveisImagem: Getty Images

Por sua vez, Milad Kalume Neto, diretor de desenvolvimento de negócios da Jato do Brasil, vê o anúncio do governo federal como um “alento”, com a ressalva de que os preços não deverão cair tanto quanto o Palácio do Planalto projetava inicialmente.

“O lado positivo é que não teve mudança de conteúdo, os carros continuam com os mesmos níveis de segurança e de eficiência energética, esse era um receio muito grande que tínhamos”, pontua o executivo.

Milad faz coro a Bacellar no que se refere à necessidade de medidas estruturantes que proporcionem uma retomada sustentável no crescimento da indústria automotiva.

“O grande foco que a gente deve ter é na competitividade interna, que precisa aumentar, e outras medidas que fortaleçam o mercado interno. Também é necessário reduzir as nossas taxas de juros e facilitar o crédito para a compra desses veículos cujo preço eles estão reduzindo”, defende o especialista.

Anfavea: ‘Vai ter taxa diferenciada”

Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea (associação das montadoras), recebeu o anúncio do governo federal com otimismo – embora reconheça que ainda falte definir todas as regras do jogo.

“O ideal seria que pudéssemos ter as regras definidas hoje [ontem]. Só que as coisas aconteceram de forma muito rápida, toda a discussão. Foi positivo”, elogiou o executivo.

Quanto aos 15 dias que faltam até a costura dos demais pontos do pacote, Leite não acredita que isso resulte em grande impacto negativo nas vendas.

“O mercado já deu uma recuada. A gente espera uma retomada para breve, temos condições de fazer negócios e finalizá-los quando as regras forem publicadas, dentro de duas semanas”.

O chefe da Anfavea diz, ainda, que haverá uma linha de crédito especial para os consumidores.

“Vai ter taxa diferenciada. Hoje, estava presente a presidente do Banco do Brasil [Tarciana Medeiros] na reunião com o presidente Lula em Brasília e ela falou que vai anunciar uma linha específica para esse mercado de carros novos com preço de até R$ 120 mil, juntamente com a Caixa Econômica Federal. Mas não sabemos detalhes ainda”.

A Anfavea projeta que as iniciativas já confirmadas de corte em impostos poderão elevar em até 300 mil unidades as vendas anuais de veículos no mercado brasileiro.

Informações UOL


Montadoras podem retirar itens para reduzir preço de carros; saiba mais

Foto: Toyota/Divulgação / Estadão

Cada montadora pode mexer um detalhe ou outro para que tenha mais competitividade, diz presidente da Anfavea

A intenção do governo de baratear os preços dos veículos deve fazer com que os carros populares deixem de ser vendidos pelas montadoras com alguns acessórios e itens de série, aqueles itens de fábrica que são produzidos em larga escala e de forma padronizada.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores(Anfavea), Márcio Lima Leite, disse nesta quinta-feira, 25, que é possível que os preços dos veículos novos caiam para menos de R$ 60 mil. No entanto, as montadoras podem retirar itens do carro para atingir esse valor.

Cada montadora pode mexer um detalhe ou outro para que tenha mais competitividade ao seu corpo“, disse Leite a jornalistas após participar do seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, para celebrar o Dia da Indústria.

Márcio Lima Leite, presidente da Anfavea
Márcio Lima Leite, presidente da AnfaveaFoto: Juliana Steil/Terra

Segundo Leite, entretanto, itens considerados de segurança como, por exemplo, cinto de segurança e barra de proteção nas portas, não poderão ser retirados pelas montadoras, pois tratam-se de itens essenciais para o consumidor e sua segurança.

“Os itens de segurança obrigatórios foram uma grande conquista para o consumidor e para sociedade; eles estão mantidos. Não há qualquer flexibilidade em relação à segurança veicular e, igualmente, não há qualquer flexibilidade em relação à questão ambiental e a um estímulo em caráter social em função do preço do veículo”, assegurou.

Carros populares

O governo federal anunciou mais cedo um programa de estímulo à indústria automotiva com o objetivo de ampliar o acesso a carros populares. Uma das principais medidas relacionadas à indústria automotiva consiste em um desconto de IPI, PIS e Cofins para veículos com valor de até R$ 120 mil.

Com as medidas, as montadoras darão descontos de 1,5% a 10,79% nos carros novos, a depender do preço do veículo, de sua eficiência energética e densidade industrial.

Informações TBN


O número de baianos desempregados voltou a aumentar nos três primeiros meses deste ano. Com isso a Bahia se manteve como o estado com o maior índice de desemprego do País, com taxa de 14,4%, contra a média nacional de 8,8%, segundo aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Esta é a quinta vez seguida que a Bahia lidera o ranking nacional de desempregados na amostragem trimestral realizada pelo IBGE, tendo taxa de desocupação superior aos 13,5% verificada nos três últimos meses de 2022. 

Para o deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), essa recorrência expõe a ausência de uma política sólida e responsável para geração de empregos. 

“Nos últimos anos a gente vê muito discurso bonito, mas não vê ações concretas. Os governos do PT fazem um verdadeiro estelionato eleitoral. Dizem na campanha que vão cuidar de gente, mas não executam nenhuma política eficaz para estimular a geração de empregos no estado. Veja a indústria, por exemplo, que há muitos anos não tem nenhum estímulo, o que faz muitas empresas deixarem a Bahia ou desistiram de investir aqui”, diz Alan Sanches. 

“A Ford foi embora por falta de competência do governo do Estado, que até hoje não conseguiu colocar uma empresa sequer para restabelecer os postos de trabalho que a Bahia perdeu. Ou seja, é um governo que fala muito, mas na hora H não faz nada”, acrescenta. 

Na contramão da Bahia, outros estados apresentaram índices bem abaixo da média nacional, como Rondônia (3,2%), Santa Catarina (3,8%) e Mato Grosso (4,5%). Junto com a Bahia no pódio dos piores resultados estão Pernambuco (14,1%) e Amapá (12,2%). 

“A gente vê outros estados apresentando resultados tão diferentes e fica se perguntando por que a Bahia, que é uma das maiores unidades da federação, ainda tem índices tão vergonhosos”, completa Alan Sanches.

Informações Informe Baiano


Novo Bolsa Família e contratações formais de mão de obra com menor nível de escolaridade impulsionam o comércio na Bahia

Valter Campanato / Agência Brasil

O comércio varejista baiano expandiu suas vendas em 0,7% em março de 2023 frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios cresceram 0,8%. Na relação a igual mês do ano anterior, a ampliação nas vendas foi de 6,1% e 3,2% para a Bahia e o Brasil, respectivamente.

No trimestre, as taxas também foram positivas em 3,6% e 2,4% tanto no âmbito estadual, como no federal. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – realizada em âmbito nacional – e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O comportamento das vendas, em março, se deve a valores mais altos para o Novo Bolsa Família em vigor a partir de março com o pagamento de R$ 600,00 e mais R$ 150,00 por crianças de até seis anos de idade e das contrações formais de mão de obra com menor nível de escolaridade nos setores de serviços e construção civil. Esses fatores resultaram numa melhora da percepção da situação atual e das expectativas para os próximos meses.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 2,5 pontos em março, passando para 87,0. Entretanto, o cenário econômico ainda é incerto dado às altas taxas de juros, resiliência da incerteza e desaceleração do mercado de trabalho, bem como elevados níveis de endividamento e inadimplência no mercado.

Atividade

Por atividade, em março de 2023, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de março de 2022, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo.
O crescimento nas vendas foi verificado nos segmentos de:

  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (44,2%);
  • Combustíveis e lubrificantes (24,4%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (12,5%);
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,1%);
  • Móveis e eletrodomésticos (0,4%).

Os demais segmentos registraram comportamento negativo, são eles:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-8,8%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16,9%).

No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Hipermercados e supermercados e Eletrodomésticos cresceram 5,4% e 4,6%, respectivamente. Já a de Móveis recuou em 3,0%.

Na série sem ajuste sazonal, o segmento de Combustíveis e lubrificantes, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e Tecidos, vestuário e calçados registraram as maiores influências positivas para o setor. O comportamento do primeiro pode ser atribuído ao aumento de fluxos de veículos em circulação, a despeito da pressão dos preços, dado ao retorno das atividades escolares. O segundo tem no abrandamento dos preços praticados na atividade a sua principal explicação, já que comercializam produtos de primeira necessidade. Já o terceiro foi influenciado pela desaceleração dos preços verificados no ramo. De acordo com os dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou nos meses de fevereiro e março de 2023, para o item vestuário taxas de -0,49% e -0,78%, respectivamente, em Salvador/BA.

O segmento Veículos, motos, partes e peças registrou expansão de 7,6% nas vendas em relação à igual mês do ano anterior. Nesse mês, o segmento volta a crescer, após onze meses em queda. Para a análise dos últimos 12 meses a taxa foi positiva em 19,9%.

Informações Bahia.ba