Programa foi lançado pelo Governo Federal na última segunda-feira (4)

Desenrola 2.0: bancos têm 30 dias para limpar nome de quem deve até R$ 100

Os bancos participantes do “Novo Desenrola Brasil”, programa para renegociação de dívidas, têm 30 dias para desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100. O programa foi lançado pelo Governo Federal na última segunda-feira (4).

Conforme o anúncio, uma contrapartida para as instituições financeiras é retirar, de forma permanente, o nomede quem deve de listas de inadimplências. A iniciativa não exclui a dívida. Neste caso, embora o devedor fique sem o nome sujo, ainda deverá pagar o que deve.

O programa estabelece que, além da desnegativação das dívidas de até R$ 100, os bancos também devem:

  • Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado;
  • Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado.

O programa consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento. A medida surge diante de dados do próprio governo que mostram que cerca de 70 milhões de famílias brasileiras estão endividadas. 

Informações Metro1


Relatório Focus foi divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Banco Central

Sede do Banco Central (BC) do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Banco Central, mostra uma projeção de alta da inflação para 2026 e queda do crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) em 2027.

Os analistas de mercado que participam do boletim estimam que o IPCA vai fechar neste ano em 4,89%, ante a projeção de 4,86% na semana passada. É a oitava semana seguida de estimativa de alta da inflação.

Para 2027, o mercado projeta inflação de 4%, mesmo porcentual da semana passada; já para 2028, a perspectiva é de alta: o IPCA deverá fechar o ano em 3,64%, ante a projeção de 3,61% na semana passada.

Relatório Focus de 30/04/2026, divulgado em 04/05/2026 | Foto: Reprodução/Banco Central
Relatório Focus de 30/4/2026, divulgado em 4/5/2026 | Foto: Reprodução/Banco Central

PIB e juros

Já a perspectiva de crescimento do PIB para 2026 ficou estável em relação à semana passada, em 1,85%. Para 2027, os analistas projetam queda para 1,75%, ante 1,8% na semana passada. Para 2028, manteve-se o índice de 2%.

As projeções para os juros ficaram estáveis em relação à semana passada: 13% em 2026; 11% em 2027; e 10% em 2028.

Em relação ao câmbio, o Focus projeta estabilidade em 2026, com fechamento anual da moeda norte-americana em R$ 5,25. Para 2027 e 2028, há projeção de queda em relação à semana anterior: fechará em R$ 5,30 em 2027, ante a estimativa de R$ 5,35 há sete dias, e em R$ 5,39 em 2028, ante a estimativa de R$ 5,40 na semana anterior.

O Boletim Focus

Divulgado toda segunda-feira, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas ao considerar as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O boletim traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste


Apostas podem ser feitas até as 20h

Brasil

Mega-Sena sorteia R$ 115 milhões nesta terça

Foto: Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal realiza nesta terça-feira (28) o concurso 3001 da Mega-Sena, que pode pagar um prêmio estimado em R$ 115 milhões.

Como ninguém acertou as dezenas no sorteio anterior, realizado no sábado (25), o valor principal acumulou. O próximo sorteio está marcado para as 21h, no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

Os interessados em participar podem registrar suas apostas até as 20h, em lotéricas autorizadas, pelo site ou aplicativo do banco. A aposta mínima, com seis números, custa R$ 6. Já para jogos online, o valor mínimo exigido é de R$ 30, independentemente da quantidade de apostas realizadas.

Informações Metro1


Impulsionado por alimentos e combustíveis, IPCA-15 sobe 0,89% e interrompe ciclo de quedas

inflação combustíveis
Alta do preço dos combustíveis puxou alta da prévia da inflação | Foto: Agência Brasil

A prévia da inflação oficial (IPCA-15) atingiu 0,89% em abril e registrou a maior alta para este mês desde 2022. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice mais que dobrou em relação aos 0,44% registrados em março. O resultado representa a variação mais intensa para um mês desde fevereiro de 2025.

IPCA-15
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 | Imagem: Divulgação/ IBGE

Inflação: aumento do preço da alimentação

O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela aceleração de abril, com alta de 1,46%. A cenoura (25,4%), a cebola (16,5%) e o leite longa vida (16,3%) registraram as maiores variações. A alimentação fora de casa também subiu e passou de 0,35% em março para 0,7% em abril.

O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela aceleração de abril | Foto: Agência Brasil

O setor de saúde subiu 0,93% depois do reajuste anual de até 3,81% nos medicamentos. No grupo habitação, a alta de 0,42% foi puxada pelas contas de luz. O IBGE registrou aumentos em todos os grupos de despesas pesquisados.

Informações Revista Oeste


Mulheres recebem 21,3% a menos que os homens, segundo relatório do MTE

© Victor Caiano/Divulgação

A participação feminina no mercado de trabalho aumentou 11%, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas. Apesar do aumento, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor do que os homens nas empresas privadas com pelo menos 100 empregados.

Esta é uma das conclusões do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o levantamento, a participação das mulheres no mercado de trabalho passou de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 800 mil postos.

O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões.

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Desigualdade salarial

Apesar do aumento do emprego, a desigualdade salarial entre homens e mulheres praticamente não se alterou em relação ao relatório anterior. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% menos que os homens; agora, a diferença passou para 21,3%.

Já no salário mediano de contratação, a diferença subiu de 13,7% para 14,3%, variação considerada estatisticamente estável.

O relatório se baseia em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.

Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano, que fica no meio da escala que considera desde o salário mais baixo até o mais alto, é de R$ 2.295,36.

Massa de rendimentos

A participação das mulheres na massa de rendimentos também avançou, passando de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, o percentual segue abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.

“Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, informou, por meio de nota, a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

O levantamento também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como ampliação de jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Cresceu ainda o número de estabelecimentos com menor desigualdade salarial.

Diferenças regionais

Por outro lado, persistem diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%).

Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.

A legislação estabelece a obrigatoriedade da transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e prevê medidas para combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.

Fonte: agência Brasil


O governo libera nesta segunda-feira (27) mais um lote de pagamento referente ao dinheiro esquecido no antigo Fundo PIS/Pasep. Nesta etapa, recebem os trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até 31 de março. Quem fizer o pedido até quinta-feira (30) será incluído no próximo pagamento, previsto para 25 de maio. Os valores são corrigidos pela inflação e variam conforme o tempo de trabalho e a remuneração recebida no período em que o fundo estava ativo.

Como consultar:

O primeiro passo é acessar o site oficial Repis Cidadão ou abrir o aplicativo do FGTS no celular;
Em seguida, o usuário deve entrar com a conta gov.br, que precisa estar nos níveis prata ou ouro para permitir o acesso completo às informações;
Depois do login, é necessário informar o CPF e a senha cadastrada no sistema do governo;
O sistema solicita o número do NIS, que é o mesmo do PIS e identifica o trabalhador em programas sociais e registros trabalhistas;
Com os dados confirmados, basta selecionar a opção de consulta para que a plataforma faça a verificação automática;
Caso exista saldo disponível, o próprio sistema apresenta o resultado e orienta o cidadão sobre como prosseguir com o pedido de ressarcimento.
Origem do fundo e diferença para o abono atual

O antigo PIS foi criado em 1970 para trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep surgiu para servidores públicos. Em 1975, os dois programas foram unificados no Fundo PIS-Pasep, que funcionou até 1988. Depois disso, foi substituído pelo modelo atual de abono salarial. Em 2020, os valores não sacados foram transferidos ao FGTS e, mais tarde, ao Tesouro Nacional. Desde então, o governo abriu a possibilidade de resgate para quem ainda possui saldo esquecido.

Quem pode receber e valor médio disponível

Segundo o governo, o valor médio liberado é de cerca de R$ 2,8 mil por pessoa, mas pode variar bastante. Isso depende do tempo de serviço e do salário recebido no período em que o fundo ainda estava ativo. Todos os valores já foram atualizados pela inflação antes da liberação.

Como solicitar o ressarcimento e documentos exigidos

O pedido pode ser feito em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS. No app, o usuário deve acessar a área de ressarcimento do PIS/Pasep e seguir as instruções para envio dos dados. O titular precisa apenas de um documento oficial de identificação. Já no caso de herdeiros, é necessário apresentar documentos que comprovem o direito ao saque, como certidão de dependentes, declaração do órgão responsável ou autorização judicial ou escritura pública com concordância dos sucessores.

Pagamento e prazo final para saque

Após a solicitação, a Caixa analisa o pedido e envia as informações ao Ministério da Fazenda. Se aprovado, o valor é depositado em conta bancária na Caixa ou em poupança social digital. O calendário de pagamento define as datas de liberação. Caso o dinheiro não seja solicitado até setembro de 2028, ele será incorporado de forma definitiva ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de resgate.

*Metro1
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


Feira de Santana segue avançando na consolidação como um dos principais polos industriais do interior do Nordeste. Nesta sexta-feira (24), representantes da Placo, empresa do grupo Saint-Gobain, apresentaram ao prefeito José Ronaldo de Carvalho o projeto de expansão da unidade instalada no município.

Presente na cidade há cerca de 10 anos, a empresa, que atua na produção de gesso acartonado, detalhou o plano de ampliação da planta industrial, que contará com uma nova área de aproximadamente 250 mil metros quadrados. A unidade de Feira de Santana é considerada a mais produtiva do grupo, sendo referência em eficiência e desempenho, o que reforça a importância estratégica do município para novos investimentos.

O projeto prevê um aporte de R$ 450 milhões e inclui a ampliação da segunda linha de produção, aumentando a capacidade industrial da empresa na região.

Outro destaque da proposta é o investimento na qualificação da mão de obra local. A Placo já mantém iniciativas próprias de capacitação e pretende ampliar os recursos destinados à formação técnica, beneficiando trabalhadores de Feira de Santana e de toda a região.

Durante o encontro, o prefeito José Ronaldo destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento do município. “Feira de Santana tem se preparado para receber grandes empreendimentos, oferecendo infraestrutura, localização estratégica e mão de obra qualificada. Esse investimento da Placo fortalece ainda mais a nossa economia, amplia a geração de empregos e reafirma a confiança do setor produtivo no potencial da nossa cidade”, afirmou.

A reunião contou com a presença de representantes da empresa, entre eles Tatiana Silveira, gerente da fábrica; Rosimeire Abreu, coordenadora financeira; Gabriel Aquino, coordenador civil; Lucas Barbosa Ferreira, gerente de projetos; e Fabio Bella, gerente de design de projetos.

Pelo Governo Municipal, além do chefe do Executivo, participaram a secretária de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira; o secretário de Governo, Neto Bahia; e o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Braga Neto.

Durante o encontro, a secretária Márcia Ferreira também destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento econômico do município. “A ampliação da Placo reforça a confiança do setor produtivo em Feira de Santana. Trata-se de um investimento expressivo, que gera emprego, qualifica a mão de obra e fortalece a economia local, beneficiando toda a região”, afirmou.

O encontro foi realizado na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação e reforça o alinhamento entre a iniciativa privada e a gestão municipal na promoção do desenvolvimento econômico sustentável de Feira de Santana.

*Secom


Mineradora Serra Verde foi comprada por US$ 2,8 bi pela USAR

© Reuters/Dado Ruvic/ Proibida reprodução.

A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias.

Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China. 

Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.

De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030.

“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.

Contrato de 15 anos

O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.

“O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR.

Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.” 

“Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde.

O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde.

Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim. 


Dados estão no Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central

Sede do Banco Central (BC) do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Os analistas de mercado que participam do Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), projetam alta da taxa de juros em 2026 e 2027. Os dados constam do boletim divulgado nesta segunda-feira, 20.

Além disso, pela sexta semana consecutiva, os analistas estimam alta da inflação para 2026.

Alta da taxa de juros e aumento da inflação

Segundo a projeção do Focus, a Selic, taxa básica de juros da economia, deve fechar este ano a 13%, ante a projeção de 12,5% na semana anterior. Para 2027, a projeção é de 11%, ante a estimativa de 10,5% há sete dias. 

Já em relação à inflação, a projeção desta semana é que o IPCA feche o ano em 4,8%, ante 4,71% estimado na semana anterior.

Também há perspectiva de alta da inflação para 2027. O índice deve fechar o ano que vem em 3,99%, ante 3,91% na semana passada.

Dados do Focus desta semana

O Relatório Focus também mostra uma perspectiva de alta do crescimento da economia em 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,86%, ante a projeção de 1,85% na semana anterior. Para 2027, foi mantida a projeção de crescimento de 1,8%. 

Já o dólar deve fechar o ano em R$ 5,30, projeção mais baixa do que há sete dias, de R$ 5,37.

Relatório Focus de 17/4/2026, divulgado nesta segunda, 20 | Foto: Reprodução/Banco Central
Relatório Focus de 17/4/2026, divulgado nesta segunda, 20 | Foto: Reprodução/Banco Central

Divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. 

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste


Rio de Janeiro (RJ), 28/09/2023 - Navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Decisão é do presidente do TRF2, Luiz Paulo da Silva Araújo Filho

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (17) que a Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu a decisão que proibiu a cobrança da alíquota de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo.

A decisão foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.

O magistrado concordou com os argumentos apresentados pela AGU, que alegou que a proibição de cobrança pode causar grave lesão à economia.

A cobrança do imposto foi questionada na Justiça por cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).

“As impetrantes possuem plena capacidade econômica para arcar com a exigência tributária, bem como poderão pleitear repetição de indébito, caso a juridicidade da exigência não se confirme ao final”, decidiu o desembargador.

A cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março.

A MP foi editada pelo governo federal como uma tentativa de conter a escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

Informações Agência Brasil