O levantamento mensal realizado pela Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec) identificou variações nos preços de alimentos comercializados em Feira de Santana durante o mês de fevereiro de 2026. A pesquisa é conduzida pelo Departamento de Articulação e Informação Econômica e tem como objetivo acompanhar o comportamento dos preços de itens essenciais ao consumo das famílias e o custo médio da cesta básica no município.
De acordo com os dados consolidados, o custo médio da cesta básica em fevereiro foi de R$ 469,67. O valor corresponde à média obtida a partir de levantamentos realizados semanalmente ao longo do mês em estabelecimentos comerciais da cidade, metodologia que permite observar as oscilações de preços e consolidar um indicador representativo da realidade do comércio local.
Entre os produtos analisados, alguns registraram elevação significativa de preços na comparação entre janeiro e fevereiro. O destaque foi para a banana da terra, que apresentou aumento aproximado de 18,73%. Em seguida aparecem a banana da prata, com alta em torno de 17,43%, e o frango congelado, que registrou aumento de cerca de 12,42%.
As variações nos preços de alimentos podem estar relacionadas a diversos fatores, como condições climáticas que afetam a produção agrícola, custos de transporte e logística, além de alterações na oferta e na demanda. No caso das frutas, por exemplo, as oscilações são frequentemente influenciadas pelos ciclos de produção e pela sazonalidade.
Por outro lado, o levantamento também apontou redução de preços em alguns produtos básicos, contribuindo para amenizar parte das altas registradas em outros itens. O arroz apresentou a maior queda no período, com redução aproximada de 19,86%. Também registraram diminuição de preços o feijão, com recuo de cerca de 12,91%, e a manteiga (500g), que apresentou queda em torno de 11,67%.
O estudo também analisou o impacto do custo da alimentação no orçamento das famílias. Considerando o salário mínimo nacional vigente de R$ 1.621,00 e o desconto previdenciário obrigatório de 7,5%, o rendimento líquido aproximado de um trabalhador que recebe o piso nacional é de R$ 1.499,42. Com base nesse valor, o custo médio da cesta básica em fevereiro compromete cerca de 31,3% da renda mensal líquida.
Para a secretária municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira, o acompanhamento periódico dos preços é uma ferramenta importante para compreender as condições econômicas enfrentadas pela população.
“Esse levantamento permite acompanhar de forma sistemática o comportamento dos preços dos alimentos no município, oferecendo informações importantes tanto para estudos econômicos quanto para a própria população. Monitorar essas variações ajuda a compreender como as oscilações do mercado impactam diretamente o custo de vida das famílias”, destacou a secretária.
No Brasil, a referência mais utilizada para estudos sobre o custo da alimentação é a cesta básica composta por 13 produtos essenciais, entre eles carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. No entanto, a pesquisa realizada em Feira de Santana adota uma lista mais ampla de itens, incluindo frutas, legumes e outros alimentos frequentemente consumidos pela população local.
Segundo o Departamento de Articulação e Informação Econômica, essa ampliação da lista de produtos analisados permite obter uma visão mais abrangente do mercado e refletir com maior precisão os hábitos de consumo da população feirense.
O monitoramento contínuo desses indicadores contribui para ampliar a transparência sobre os preços praticados no comércio local e fornece subsídios para análises sobre o custo de vida. A divulgação periódica dos dados também possibilita que gestores públicos, pesquisadores e a população acompanhem a evolução do custo da alimentação ao longo do tempo.
Prêmios acima de R$ 28.467,20 em 2025 deverão ser informados
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.
De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.
Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.
“Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou.
Campo específico
A Receita também criou campos específicos no sistema da declaração para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas.
Os valores devem ser registrados de duas formas:
– ganhos com apostas, informados como rendimento tributável;
– saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de “Bens e Direitos”.
O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil.
Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usuário um documento chamado “ComprovaBet”, que reúne o histórico de movimentações e prêmios obtidos ao longo do ano.
Tributação
Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho líquido anual, ou seja, a diferença entre o total de prêmios recebidos e o valor gasto nas apostas.
Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente será tributado com alíquota de 15%.
Mudanças
A declaração dos ganhos com bets é uma das principais mudanças na declaração deste ano. As outras novidades são as seguintes:
– declaração pré-preenchida ampliada: o sistema terá mais dados automáticos, facilitando o envio das informações;
– restituições em quatro lotes: o pagamento das restituições será feito em quatro lotes, e não mais em cinco como em anos anteriores;
– restituição automática para pequenos contribuintes: quem teve pequenos valores de IR retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição num lote especial, em 15 de julho;
– nome social: contribuintes poderão informar nome social diretamente na declaração.
Prazo da declaração
O prazo de envio da declaração do IR 2026 será de 23 de março a 29 de maio. O programa para preenchimento poderá ser baixado pelos contribuintes a partir de sexta-feira (20), apenas para preenchimento, com as transmissões começando na segunda-feira (23) às 8h.
Quem entregar a declaração após o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
A Receita Federal estima receber cerca de 44 milhões de declarações do Imposto de Renda em 2026.
Assim como em anos anteriores, quem enviar a declaração mais cedo e sem pendências tende a receber a restituição primeiro.
O concurso 2.984 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para quem acertar as seis dezenas que serão sorteadas neste sábado (14). O sorteio acontece a partir das 21h no Espaço da Sorte, em São Paulo.
As apostas podem ser feitas até as 20h pelo site oficial da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas credenciadas pelo Brasil.
O sorteio será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.
No último sorteio, realizado na quinta-feira (12), não houve vencedores e o prêmio acumulou. Os números sorteados anteriormente foram: 03-15-30-32-40-52.
Pacote do governo visa conter o preço do diesel (Imagem ilustrativa) Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas
As medidas anunciadas pelo governo federal, nesta quinta-feira (12), para reduzir os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis custarão cerca de R$ 30 bilhões até o fim deste ano, de acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Um imposto temporário de 12% sobre a exportação de petróleo faz parte do plano do governo para bancar as ações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória para zerar o PIS e a Cofins sobre óleo diesel, além de estabelecer uma subvenção para produtores e importadores.
A subvenção e a renúncia do PIS e Cofins devem reduzir em R$ 0,64 o preço do litro do diesel na bomba. As informações são da Folha de S. Paulo.
Além do saldo positivo com mais da metade das vagas geradas por pequenos negócios, estado contabiliza 45.745 novas MPE em janeiro e fevereiro
Por Pedro Soledade
A Bahia iniciou 2026 com desempenho positivo na geração de emprego formal. De acordo com dados do CAGED analisados pelo Sebrae, o estado registrou 6.124 novos postos de trabalho em janeiro, resultado da abertura de 2.852 vagas pelas Micro e Pequenas Empresas (MPE) e 2.555 pelas Médias e Grandes Empresas (MGE), além de outras 717 vagas preenchidas por outros agentes como a Administração Pública. O desempenho coloca a Bahia com maior saldo positivo entre os nove estados do Nordeste.
Os números demonstram o impacto das MPE baianas, responsáveis por mais da metade das vagas criadas no mês. O resultado reverte parte das perdas observadas em dezembro de 2025, quando o estado havia encerrado 19.866 postos formais. Em relação a janeiro do ano anterior, a Bahia também apresentou evolução, ampliando ligeiramente o saldo total e mantendo trajetória de recuperação do mercado de trabalho formal.
“Os pequenos negócios são essenciais para a dinamização da economia nos municípios e territórios, estando diretamente ligados à geração de emprego e renda para as famílias”, avalia o diretor superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury. “Analisando os dados do CAGED neste início de 2026, observamos que as atividades ligadas à construção civil, indústria de transformação e aos serviços industriais de utilidade pública, que englobam atividades como energia e limpeza urbana, puxaram o crescimento do emprego no estado pelas micro e pequenas empresas”, analisa o gestor.
Os dados consolidados reforçam o papel estratégico das MPE na economia, que seguem como principal motor de geração de vagas e dinamização dos territórios baianos.
Bahia se destaca na abertura de pequenos negócios no início de 2026
A Bahia mantém ainda a liderança regional na criação de novos pequenos negócios no início de 2026. No acumulado de janeiro e fevereiro, o estado contabilizou 45.745 novas empresas, considerando MEI, ME e EPP, segundo dados da Receita Federal analisados pelo Sebrae.
O desempenho reforça o peso econômico das Micro e Pequenas Empresas na dinâmica produtiva estadual. O levantamento aponta também que o setor de Serviços, assim como no cenário nacional, segue predominando nas aberturas de negócios e concentra a maior parte dos empreendimentos recém-criados na Bahia, com destaque para as Atividades de transporte rodoviário de carga, Atividades de publicidade não especificadas anteriormente e Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não deverão ter impactos imediatos na macroeconomia brasileira, disse, nesta segunda-feira (2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Ele ponderou, no entanto, que é difícil prever o desenrolar do conflito e que a pasta está analisando “com cautela” a questão.
“A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, disse na Universidade de São Paulo, antes de ministrar uma aula magna aos estudantes da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da instituição.
“Vamos acompanhar com cautela para eventualmente estarmos preparados para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”, acrescentou.
Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o país fechou o estreito de Ormuz para a passagens de navios e que as embarcações que tentarem passar pelo local serão incendiadas. O local é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.
A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado. Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024.
Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996.
Veja o comportamento da economia brasileira nos últimos cinco anos com crescimento:
2021: 4,8%
2022: 3%
2023: 3,2%
2024: 3,4%
2025: 2,3%
Destaques
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Em uma avaliação pela perspectiva da produção, os dados mostram que todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a agropecuária.
Agropecuária: 11,7%
Serviços: 1,8%
Indústria: 1,4%
O crescimento da agropecuária é explicado, principalmente, pelo aumento na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, como o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.
Na indústria, o destaque foi a extração de petróleo e gás, que colaborou para que o valor adicionado das indústrias extrativas fechasse o ano com alta de 8,6%.
A construção ficou estável, com variação positiva de 0,5%.
O setor de serviços mostrou aquecimento, segundo o IBGE, com crescimento em todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
O desempenho da agropecuária teve peso de 32,8% do crescimento do PIB em 2025.
As quatro atividades que mais contribuíram para a expansão da economia, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviço, e informação e comunicação, somaram 72% do crescimento do PIB do ano passado.
Consumo das famílias
Pelo lado do consumo, o segmento consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Apesar de estar no campo positivo, o desempenho representa desaceleração em relação ao crescimento de 2024, quando o segmento avançou 5,1%.
A explicação para perda de ritmo, segundo o IBGE, está principalmente na política monetária contracionista, ou seja, patamar alto de juros.
O consumo do governo cresceu 2,1% em 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos, cresceu 2,9% em 2025. O desempenho foi puxado pelo aumento da importação de bens de capital (máquinas e equipamentos) e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da construção.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, foi de 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
Último trimestre
A variação de 0,1% no quarto trimestre em comparação com o terceiro trimestre revela que, pela ótima do consumo, os serviços e a agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou 0,7%.
Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias ficou estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%.
“O PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Aperto monetário
O aperto monetário que fez o PIB desacelerar em 2025 se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.
A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.
A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.
O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.
É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
De acordo com especialistas, guerra no Oriente Médio não trará impacto negativo no valor dos combustíveis no médio prazo; Brasil não deve sofrer com desabastecimento
BP anuncia descoberta de bp anuncia descoberta de petróleo no poço exploratório Bumerangue, na costa brasileira | Foto: Divulgação/BP
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã deu inicio a especulações e a uma escalada das cotações internacionais do petróleo. No Brasil aumenta a pressão sobre o aumento das tarifas dos combustíveis e com isso poderá haver atraso no ciclo da queda da taxa de juros. Especialistas afirmam que não haverá risco de desabastecimento no país.
Nesta segunda-feira, 2, o barril do petróleo chegou a US$ 80. Foi o maior patamar atingido desde janeiro de 2025.
A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. Os novos patamares de preços no mercado internacional costumam alinhar as decisões por reajustes, especialmente em momentos delicados como o atual.
A exportação da commodity é o principal na receita da estatal brasileira. Com isso, o mercado reagiu positivamente em relação aos ativos da empresa. As ações preferenciais fecharam o primeiro pregão na B3, Bolsa de Valores do Brasil, com alta de 4,63%, sendo cotadas a R$ 44,71.
Especialistas comentam preço do petróleo
Analistas brasileiros e internacionais afirmam que um eventual fechamento do Estreito de Hormuz, que é controlado pelo Irã, por um período mais longo ou pela intensidade do conflito será o sinalizador do impacto sobre os preços, informa o jornal Folha de S.Paulo. A maior parte desse volume se destina a consumidores como a China e a Índia, os grandes asiáticos, responsáveis pelo consumo de um quinto da produção mundial de petróleo.
Marcus D’elia, sócio da Leggio Consultoria, diz que “por enquanto, espera-se muita volatilidade nas cotações internacionais, mas o preço do barril deve ser contido pela sobra de óleo no mundo, resultado do crescimento baixo da demanda menor que o da oferta”.
Na opinião de D’elia, “um conflito de até dez dias manteria o barril entre US$ 80 e US$ 100, mas de forma temporária, já que os principais clientes do Oriente Médio têm estoques suficientes para substituir 100 a 200 dias de importação.”
Analistas do Scotiabank ressaltaram que “esse cenário tem impactos macroeconômicos conflitantes para o país.”
“Por um lado, amplia as receitas com a exportação de petróleo e, consequentemente, valoriza o real”, afirmou a Scotiabank. “Preços de energia estruturalmente mais altos são altamente inflacionários e quase certamente dificultariam o ciclo iminente de cortes de juros recentemente sinalizado pelo Banco Central.”
Situação da Petrobras
O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, Sérgio Araújo, afirma que “o Brasil não depende do Estreito de Hormuz para garantir o abastecimento de combustíveis”. De acordo com ele, “o país depende de diesel importado, mas a maior parte vem dos Estados Unidos e da Rússia”.
“Não vejo nenhum risco para o suprimento”, prossegue Araújo. “Há uma pressão maior sobre a Petrobras porque as defasagens estão muito elevadas.”
A Petrobras afirma, em nota, que seus fluxos de importação “são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”. “A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento.”
A verificação de valores e datas pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O abono do PIS/Pasep referente a 2026 começa a cair nesta segunda-feira (16) para quem nasceu em janeiro. Têm direito ao benefício trabalhadores do setor privado e servidores públicos que exerceram atividade em 2024. A verificação de valores e datas pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal gov.br.
Ao todo, a previsão é de que 25,4 milhões de pessoas recebam o pagamento neste calendário, com liberação de R$ 32,3 bilhões ao longo do ano. O prazo final para sacar o dinheiro termina em dezembro.
Neste primeiro momento, o governo libera R$ 2,5 bilhões. A maior parte vai para beneficiários do PIS, pagos pela Caixa Econômica Federal, enquanto os valores do Pasep ficam a cargo do Banco do Brasil.
O montante que cada pessoa recebe depende do número de meses trabalhados em 2024. Quem trabalhou o ano inteiro fica com o valor máximo do abono, que pode chegar a R$ 1.621, enquanto quem trabalhou menos meses recebe quantias proporcionais.
Publicação afirma que a combinação de juros elevados e dívida pública no Brasil serve de lição para as grandes potências mundiais
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A revista britânica The Economist afirmou, em artigo publicado nesta quinta-feira, 12, que a situação econômica do Brasil representa o alerta mais importante para as grandes potências globais. Segundo a publicação, a relação entre os juros altos e a dívida pública brasileira oferece uma lição mais relevante para o mundo do que a inflação da Argentina ou a estagnação da Itália. O texto destaca que o cenário nacional impõe um dilema angustiante entre uma austeridade profunda e uma espiral descontrolada de encargos financeiros. Além disso, cunha o termo “brazilification“, que pode ser traduzido como “brasileirização”.
A análise aponta que, apesar de indicadores aparentemente positivos — como o crescimento econômico razoável e um Banco Central independente —, o custo para financiar a dívida compromete o futuro do país. Com a taxa Selic em 15% ao ano, o governo brasileiro precisará tomar emprestado cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente apenas para quitar a conta de juros. A revista ressalta que fechar esse déficit apenas com medidas de austeridade é uma tarefa improvável no atual contexto.
As causas da ‘brasileirização’
A publicação identifica uma combinação de fatores para explicar por que os juros permanecem em patamares tão elevados no Brasil. A fragilidade de instituições financeiras, a volatilidade histórica da inflação e a trajetória preocupante do orçamento federal compõem o diagnóstico. O gasto com previdência, que consome 20% do PIB, recebe atenção especial.
A revista cita os Estados Unidos como um exemplo de país que deve temer o fenômeno da ‘brasileirização’. A The Economist observa que as instituições americanas, como o Federal Reserve (Fed), sofrem pressões constantes que podem comprometer a estabilidade fiscal. O artigo sugere que os dilemas orçamentários atuais parecerão simples caso os juros subam e as potências precisem escolher entre cortes severos ou o endividamento extremo.
O texto encerra com um alerta sobre o custo do populismo. Para a revista, prometer inflação baixa sem reduzir os gastos com a previdência torna-se uma missão quase impossível. O Brasil enfrenta agora o que a publicação chama de “escolha angustiante”, um destino que as economias desenvolvidas devem evitar logo que os primeiros sinais de desequilíbrio fiscal surgirem em seus próprios orçamentos.