O governo libera nesta segunda-feira (27) mais um lote de pagamento referente ao dinheiro esquecido no antigo Fundo PIS/Pasep. Nesta etapa, recebem os trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até 31 de março. Quem fizer o pedido até quinta-feira (30) será incluído no próximo pagamento, previsto para 25 de maio. Os valores são corrigidos pela inflação e variam conforme o tempo de trabalho e a remuneração recebida no período em que o fundo estava ativo.
Como consultar:
O primeiro passo é acessar o site oficial Repis Cidadão ou abrir o aplicativo do FGTS no celular; Em seguida, o usuário deve entrar com a conta gov.br, que precisa estar nos níveis prata ou ouro para permitir o acesso completo às informações; Depois do login, é necessário informar o CPF e a senha cadastrada no sistema do governo; O sistema solicita o número do NIS, que é o mesmo do PIS e identifica o trabalhador em programas sociais e registros trabalhistas; Com os dados confirmados, basta selecionar a opção de consulta para que a plataforma faça a verificação automática; Caso exista saldo disponível, o próprio sistema apresenta o resultado e orienta o cidadão sobre como prosseguir com o pedido de ressarcimento. Origem do fundo e diferença para o abono atual
O antigo PIS foi criado em 1970 para trabalhadores do setor privado, enquanto o Pasep surgiu para servidores públicos. Em 1975, os dois programas foram unificados no Fundo PIS-Pasep, que funcionou até 1988. Depois disso, foi substituído pelo modelo atual de abono salarial. Em 2020, os valores não sacados foram transferidos ao FGTS e, mais tarde, ao Tesouro Nacional. Desde então, o governo abriu a possibilidade de resgate para quem ainda possui saldo esquecido.
Quem pode receber e valor médio disponível
Segundo o governo, o valor médio liberado é de cerca de R$ 2,8 mil por pessoa, mas pode variar bastante. Isso depende do tempo de serviço e do salário recebido no período em que o fundo ainda estava ativo. Todos os valores já foram atualizados pela inflação antes da liberação.
Como solicitar o ressarcimento e documentos exigidos
O pedido pode ser feito em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS. No app, o usuário deve acessar a área de ressarcimento do PIS/Pasep e seguir as instruções para envio dos dados. O titular precisa apenas de um documento oficial de identificação. Já no caso de herdeiros, é necessário apresentar documentos que comprovem o direito ao saque, como certidão de dependentes, declaração do órgão responsável ou autorização judicial ou escritura pública com concordância dos sucessores.
Pagamento e prazo final para saque
Após a solicitação, a Caixa analisa o pedido e envia as informações ao Ministério da Fazenda. Se aprovado, o valor é depositado em conta bancária na Caixa ou em poupança social digital. O calendário de pagamento define as datas de liberação. Caso o dinheiro não seja solicitado até setembro de 2028, ele será incorporado de forma definitiva ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de resgate.
Feira de Santana segue avançando na consolidação como um dos principais polos industriais do interior do Nordeste. Nesta sexta-feira (24), representantes da Placo, empresa do grupo Saint-Gobain, apresentaram ao prefeito José Ronaldo de Carvalho o projeto de expansão da unidade instalada no município.
Presente na cidade há cerca de 10 anos, a empresa, que atua na produção de gesso acartonado, detalhou o plano de ampliação da planta industrial, que contará com uma nova área de aproximadamente 250 mil metros quadrados. A unidade de Feira de Santana é considerada a mais produtiva do grupo, sendo referência em eficiência e desempenho, o que reforça a importância estratégica do município para novos investimentos.
O projeto prevê um aporte de R$ 450 milhões e inclui a ampliação da segunda linha de produção, aumentando a capacidade industrial da empresa na região.
Outro destaque da proposta é o investimento na qualificação da mão de obra local. A Placo já mantém iniciativas próprias de capacitação e pretende ampliar os recursos destinados à formação técnica, beneficiando trabalhadores de Feira de Santana e de toda a região.
Durante o encontro, o prefeito José Ronaldo destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento do município. “Feira de Santana tem se preparado para receber grandes empreendimentos, oferecendo infraestrutura, localização estratégica e mão de obra qualificada. Esse investimento da Placo fortalece ainda mais a nossa economia, amplia a geração de empregos e reafirma a confiança do setor produtivo no potencial da nossa cidade”, afirmou.
A reunião contou com a presença de representantes da empresa, entre eles Tatiana Silveira, gerente da fábrica; Rosimeire Abreu, coordenadora financeira; Gabriel Aquino, coordenador civil; Lucas Barbosa Ferreira, gerente de projetos; e Fabio Bella, gerente de design de projetos.
Pelo Governo Municipal, além do chefe do Executivo, participaram a secretária de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Márcia Ferreira; o secretário de Governo, Neto Bahia; e o secretário de Desenvolvimento Urbano, José Braga Neto.
Durante o encontro, a secretária Márcia Ferreira também destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento econômico do município. “A ampliação da Placo reforça a confiança do setor produtivo em Feira de Santana. Trata-se de um investimento expressivo, que gera emprego, qualifica a mão de obra e fortalece a economia local, beneficiando toda a região”, afirmou.
O encontro foi realizado na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Educação e reforça o alinhamento entre a iniciativa privada e a gestão municipal na promoção do desenvolvimento econômico sustentável de Feira de Santana.
A empresa brasileira Serra Verde, que atua com mineração de terras raras, foi adquirida pela empresa USA Rare Earth (USAR), mineradora norte-americana, em negociação equivalente a cerca de US$ 2,8 bilhões. A compra foi anunciada nesta segunda-feira (20) pelas companhias.
Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO), a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. É também a única produtora das quatro terras raras pesadas mais críticas e valiosas fora da Ásia: Disprosio (Dy), Térbio (Tb) e Ítrio (Y). Mais de 90% da extração de terras raras mundiais são realizadas na China.
Os materiais são usados para fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial.
De acordo com a mineradora brasileira, o negócio possibilitará a criação da maior empresa global do ramo. A produção em Goiás está em fase um e ainda é considerada modesta, mas a expectativa é dobrar em 2030.
“As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e “downstream” da USAR”, informou o grupo Serra Verde, em declaração ao mercado.
Contrato de 15 anos
O contrato prevê o fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I com preços mínimos garantidos para as terras raras magnéticas.
“O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso”, afirma a nota do USAR.
Segundo o comunicado, o acordo possibilitará a criação de “uma empresa multinacional líder em terras raras de mineração de mina ao ímã, com oito operações, no Brasil, EUA, França e Reino Unido e com capacidades operacionais ativas em toda a cadeia de suprimentos de terras raras leves e pesadas, incluindo mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs.”
“Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”, disse Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde.
O mercado recebeu bem o anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq registravam alta de mais de 8%. A aquisição mantém a equipe da empresa brasileira, com dois de seus executivos incorporados na diretoria da USAR, Sir Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente o Presidente do Conselho e o CEO do Grupo Serra Verde.
Em vários discursos, Donald Trump tem abordado a questão das terras raras e criticado a dependência mundial da produção chinesa, o que tem gerado divergências com Pequim.
Dados estão no Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Os analistas de mercado que participam do Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), projetam alta da taxa de juros em 2026 e 2027. Os dados constam do boletim divulgado nesta segunda-feira, 20.
Além disso, pela sexta semana consecutiva, os analistas estimam alta da inflação para 2026.
Alta da taxa de juros e aumento da inflação
Segundo a projeção do Focus, a Selic, taxa básica de juros da economia, deve fechar este ano a 13%, ante a projeção de 12,5% na semana anterior. Para 2027, a projeção é de 11%, ante a estimativa de 10,5% há sete dias.
Já em relação à inflação, a projeção desta semana é que o IPCA feche o ano em 4,8%, ante 4,71% estimado na semana anterior.
Também há perspectiva de alta da inflação para 2027. O índice deve fechar o ano que vem em 3,99%, ante 3,91% na semana passada.
Dados do Focus desta semana
O Relatório Focus também mostra uma perspectiva de alta do crescimento da economia em 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,86%, ante a projeção de 1,85% na semana anterior. Para 2027, foi mantida a projeção de crescimento de 1,8%.
Já o dólar deve fechar o ano em R$ 5,30, projeção mais baixa do que há sete dias, de R$ 5,37.
Relatório Focus de 17/4/2026, divulgado nesta segunda, 20 | Foto: Reprodução/Banco Central
Divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central, o Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.
O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
Decisão é do presidente do TRF2, Luiz Paulo da Silva Araújo Filho
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta sexta-feira (17) que a Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu a decisão que proibiu a cobrança da alíquota de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo.
A decisão foi proferida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho.
O magistrado concordou com os argumentos apresentados pela AGU, que alegou que a proibição de cobrança pode causar grave lesão à economia.
A cobrança do imposto foi questionada na Justiça por cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).
“As impetrantes possuem plena capacidade econômica para arcar com a exigência tributária, bem como poderão pleitear repetição de indébito, caso a juridicidade da exigência não se confirme ao final”, decidiu o desembargador.
A cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março.
A MP foi editada pelo governo federal como uma tentativa de conter a escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.
Medida amplia limite de renda a R$ 13 mil e eleva teto de imóveis até R$ 600 mil
Mudança teve aval do Conselho Curador do FGTS | Foto: Beth Santos/Secretaria Geral da PR
Famílias com renda mensal de até R$ 13 mil passam a acessar o Minha Casa, Minha Vida a partir de quarta-feira, 22, quando a Caixa Econômica Federal inicia a aplicação das novas regras. A ampliação insere a classe média na política habitacional.
As mudanças têm aval do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)e regulamentação do Ministério das Cidades.
Nesta semana, o governo Lula anunciou aporte de R$ 20 bilhões no programa habitacional. A medida aumenta para R$ 200 bilhões o orçamento total. A ampliação busca sustentar a meta de financiar 3 milhões de moradias até dezembro.
A gestão petista diz que o reforço financeiro deve acelerar a contratação de novos financiamentos ainda em 2026. Com o resultado, os recursos vão vir do Fundo Social.
Regras reduzem juros e ampliam acesso
Os novos limites elevam o valor dos imóveis. Na faixa 3, o teto sobe para R$ 400 mil. A nova categoria voltada à classe média permite financiamentos de até R$ 600 mil. As faixas 1 e 2 mantêm o limite de até R$ 275 mil, com variações conforme a localidade.
As novas condições abrangem imóveis compactos e unidades de padrão médio, com dois ou três dormitórios.
Famílias que possuem renda de aproximadamente R$ 3 mil saem da Faixa 2 e param para a Faixa 1 | Foto: Divulgação/Cidades
As alterações também reorganizam o enquadramento das famílias e deslocam parte dos beneficiários para faixas com juros menores.
Famílias com renda próxima de R$ 3 mil deixam a faixa 2 e passam para a faixa 1. A mudança reduz, no mínimo, 0,25 ponto porcentual nas taxas de financiamento e diminui o custo total ao longo do contrato.
A Caixa libera a simulação nas novas condições no site e no aplicativo Habitação Caixa a partir de 22 de abril.
O cálculo considera a renda bruta familiar mensal, que reúne os ganhos de todos os integrantes do financiamento que residem no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.
Projeto enviado ao Congresso eleva piso, permite crescimento de gastos e mantém exclusões na meta fiscal
A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo plenário do Congresso | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
O governo federal prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027. O valor supera em R$ 96 o piso atual, fixado em R$ 1.621.
A estimativa consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado ao Congresso na quarta-feira, 15. O valor final ainda depende da inflação medida pelo INPC em novembro.
Proposta amplia gastos e mantém ajustes na meta fiscal
O texto define regras para a elaboração do orçamento federal. A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo plenário do Congresso.
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo. O piso acompanha inflação e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como referência para benefícios previdenciários e sociais, o aumento pressiona as despesas públicas.
A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões. O cálculo considera receitas maiores que despesas e desconsidera os juros da dívida.
O arcabouço fiscal admite margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado pode cair até esse limite sem descumprir a meta.
A meta supera a deste ano, fixada em 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O governo projeta avanço até 2028, com expectativa de superávit de 1% do PIB. Ao mesmo tempo, o arcabouço permite crescimento real das despesas até 2,5% ao ano. Para 2027, o teto alcança R$ 2,54 trilhões.
O texto inclui 39,4% das despesas com precatórios na meta fiscal. O percentual supera o mínimo constitucional. Mesmo assim, R$ 57,8 bilhões permanecem fora do cálculo da meta.
A proposta também impõe restrições a benefícios tributários e estabelece limites para despesas com pessoal. Uma das travas impede aumento real desses gastos acima de 0,6% da inflação.
O projeto prevê crescimento do PIB de 2,56% e inflação de 3,04%. A taxa Selic aparece em 10,55% ao ano nas estimativas.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra a primeira queda no preço médio do diesel comum após o começo da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro.
De acordo com levantamento semanal feito pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o preço médio cobrado pelos postos ficou em R$ 7,43, redução de R$ 0,02. Na semana anterior, o litro do combustível foi vendido a R$ 7,45.
O litro da gasolina comum foi vendido a R$ 6,77 no mesmo período. Na semana passada, o preço do combustível ficou em R$ 6,78.
O etanol também teve redução de R$ 0,01 e passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, o litro.
Pacote
Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.
Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.
As apostas podem ser registradas até as 20h nas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO
O concurso 2.995 da Mega-Sena será sorteado neste sábado (11), a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista.
O prêmio principal está estimado em R$ 40 milhões. Por se tratar de um concurso com final cinco, o valor recebe um adicional acumulado das arrecadações dos cinco sorteios anteriores.
As apostas podem ser registradas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal em todo o país ou pela internet, por meio do site oficial das Loterias Caixa.
O sorteio será transmitido ao vivo pelos canais da Caixa no YouTube e no Facebook. A aposta simples, com seis números, custa R$ 6.
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 0,88%. Resultado foi 0,18 ponto percentual (p.p) mais alto que em fevereiro, quando foi registrado 0,70%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos transportes e alimentação e bebidas.Juntos responderam por 76% do IPCA do mês.
No ano, o IPCA acumula avanço de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%. O percentual está acima dos 3,81% atingidos nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA registrou 0,56%.
Os dados do indicador foram divulgados nesta sexta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento de 4,59% na gasolina foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês. A passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.
As maiores altas em alimentação e bebidas, ficaram com os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%), que representam respectivamente impactos de 0,07 e 0,05 p.p. sobre o IPCA do mês. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).
Conforme o IBGE, os nove grupos de produtos e serviços do IPCA apresentaram elevações em março. O mais significativo (1,64%) foi o de transportes, tendo na sequência o de alimentação e bebidas (1,56%). Os outros avanços “oscilaram entre 0,02%, em educação e 0,65%, em despesas pessoais”.
Para o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, já é possível verificar o efeito das incertezas no cenário internacional em alguns subitens, principalmente nos combustíveis. O gerente destacou ainda que “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”
O IPCA aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos.
INPC
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) alcançou 0,91% em março. Com isso, ficou 0,35 p.p. acima do resultado de fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula alta de 1,87% e, nos últimos 12 meses, de 3,77%. O percentual ultrapassa os 3,36% acumulados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2025, o INPC chegou a 0,51%.
O terceiro grupo com maior variação de preços em março foi o de despesas pessoais (0,65%), impactado pelo subitem cinema, teatro e concertos (3,95%). Já na alta de 0,42% no grupo saúde e cuidados pessoais (0,42%) houve influência da subida em plano de saúde (0,49%).
A elevação da energia elétrica residencial (0,13%) levou o grupo habitação, a registrar variação de 0,22% em março. Nela, estão embutidos os reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias no Rio de Janeiro (3,09%), a partir de 15 de março. “No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores”, completou o IBGE.
Segundo o IBGE, a taxa de água e esgoto (0,24%) no grupo habitação, incorpora a alta de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,18%), a partir de 23 de fevereiro. Já no gás encanado (-0,10%), que caiu 0,25%, em Curitiba contou com a contribuição da redução de 4,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro. No Rio de Janeiro, a variação de -0,24% foi influenciada pela queda de 4,44% nas tarifas, desde 1º de fevereiro.
Regiões
Salvador registrou maior variação (1,47%) entre os índices regionais, muito impactado pelo avanço da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). Em sentido contrário, a menor variação (0,37%) foi em Rio Branco, beneficiada pela redução na energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).
Também no INPC, Salvador foi entre os índices regionais que teve a maior variação (1,52%). A principal influência foi a subida da gasolina (17,37%) e do tomate (49,25%). O indicador repetiu ainda o comportamento do IPCA, tendo a menor variação em Rio Branco (0,33%). O motivo foi a queda da energia elétrica residencial (-3,28%) e do óleo de soja (-6,46%).
Conforme o IBGE, o cálculo do índice do mês, comparou “os preços coletados no período de 4 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro de 2026 a 3 de março de 2026 (base)”.
Desde 1979 que o IBGE calcula este indicador, que se refere “às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado”. O INPC abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.