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As empresas registraram déficit de R$ 9,76 bilhões de 1º de janeiro de 2023 a 31 de agosto de 2024

Durante o ano de 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula, as estatais apresentaram um déficit de R$ 2,43 bilhões | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante o ano de 2023, no primeiro ano do terceiro mandato de Lula, as estatais apresentaram um déficit de R$ 2,43 bilhões | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em quase dois anos de governo neste terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silvaassiste ao maior rombo das estatais do século 21. Sob a gestão petista, as empresas registraram déficit de R$ 9,7 bilhões — valores ajustados pela inflação até setembro de 2024, conforme reportagem do site Poder360, com base em dados do Banco Central (BC).

Durante o ano de 2023, as estatais tiveram déficit de R$ 2,4 bilhões. Em 2024, por sua vez, o valor saltou para R$ 7,3 bilhões até agosto. O saldo foi superado apenas pelo déficit de 2014, no governo Dilma Rousseff, que totalizou R$ 7,5 bilhões.

Em dois anos, o governo Lula reverteu o superávit registrado durante o mandato inteiro do ex-presidente Jair Bolsonaro: R$ 31,1 bilhões.

Durante o ano de 2023, as estatais apresentaram um déficit de R$ 2,4 bilhões | Foto: Reprodução/Poder360
Durante o ano de 2023, as estatais apresentaram um déficit de R$ 2,4 bilhões | Foto: Reprodução/Poder360

O desempenho financeiro das estatais sob o governo Lula

As estatais federais registraram déficit de R$ 3,4 bilhões de janeiro a agosto deste ano. O valor representa um aumento de 383,1%, em relação a 2023.

Na quarta-feira 16, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre os rumores da possibilidade de desvincular as estatais do Orçamento. “Estamos explorando a possibilidade de reduzir o aporte federal para essas estatais que têm condição de se emancipar”, afirmou.

Manobra à vista

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva quer excluir as estatais do Orçamento tradicional da União. O presidente enviou dois projetos para o Congresso que afrouxam as regras e permitem às empresas saírem da contabilidade tradicional.

Dessa forma,  as estatais poderiam gastar dinheiro público como instituições independentes, mesmo estando sob o guarda-chuva do Tesouro Nacional. Se as propostas avançarem, o controle dos gastos dessas empresas vai ficar mais difícil, dizem especialistas.

Além disso, a desvinculação do Orçamento abre espaço para novas despesas, configurando a tentativa de um drible no arcabouço fiscal. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos diz que a ideia é outra.

Responsável pelas estatais federais, a pasta argumenta que a proposta do governo é recuperar a sustentabilidade das companhias, livrando-as da dependência exclusiva de recursos da União no médio prazo. 

Dono da proposta, o Ministério do Planejamento e Orçamento defende que a mudança vai melhorar a situação fiscal das contas públicas. Diz a pasta que os recursos próprios dessas estatais entram hoje na conta do Orçamento e concorrem com outros gastos da administração.

Atualmente, 17 empresas estatais são consideradas dependentes. São instituições que precisam de recursos do Tesouro Nacional para manter suas atividades. 

Entre elas, estão Telebras, responsável pela internet dos órgãos públicos; Infra S/A, que cuida de projetos de infraestrutura; Conab, encarregada de abastecer e distribuir alimentos; Embrapa, de pesquisa agropecuária; e a Codevasf, que faz obras nos vales do Rio São Francisco e do Parnaíba.

Os projetos do governo mudam as regras para que essas empresas saiam dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. Na linha atual, seus gastos são submetidos aos limites fiscais e fazem parte do Orçamento de Investimento, no qual estão estatais independentes como a Petrobras.

Informações Revista Oeste


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Recentemente, o aumento de golpes relacionados a cartões de pagamento por aproximação tem gerado preocupação em todo o mercado financeiro. Tanto consumidores quanto lojistas precisam estar atentos às novas estratégias adotadas por criminosos que visam aproveitar brechas tecnológicas para cometer fraudes. Este artigo explora o funcionamento desse golpe e as medidas preventivas que podem ser adotadas.

Como o Golpe é Executado

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Segundo informações do Monitor do Mercado, os fraudadores costumam se passar por representantes de empresas de tecnologia de pagamento. Sob o falso pretexto de realizar atualizações ou manutenções essenciais, eles instruem os lojistas a baixar arquivos nocivos em suas máquinas de cartão. Uma vez infectadas, essas máquinas permitem que os criminosos acessem dados sensíveis, facilitando transações não autorizadas.

Para evitar cair em tais armadilhas, os consumidores podem adotar métodos alternativos ao efetuar transações, tais como pagar via PIX ou em dinheiro. Verificar frequentemente os extratos bancários também é crucial para identificar qualquer transação não reconhecida. No caso de atividades suspeitas, é importante notificar o banco imediatamente e considerar a elaboração de um boletim de ocorrência.

Medidas de Segurança para Lojistas

Lojistas são aconselhados a validar a autenticidade de qualquer pedido de atualização de software em suas máquinas de cartão, buscando sempre consultar diretamente as empresas responsáveis. Além disso, é fundamental manter o suporte técnico informado sobre qualquer tentativa suspeita de contato ou modificação do sistema.

Profissionais de segurança cibernética destacam que os criminosos têm se tornado cada vez mais sofisticados em suas abordagens, usando sistemas que podem driblar até mesmo tecnologias avançadas de segurança em cartões. Como resposta, é crucial que tanto consumidores quanto lojistas se mantenham informados sobre as táticas emergentes e atualizem regularmente seus conhecimentos e ferramentas de segurança.

A contínua adaptação e o fortalecimento das práticas de segurança são essenciais para mitigar os riscos associados às fraudes financeiras na era digital. Educação e vigilância constante são as principais armas na luta contra atividades fraudulentas cada vez mais inovadoras.

Informações TBN


The detail of the notes of two hundred, one hundred, fifty and twenty reais. The real is the currency of Brazil. The Central Bank launched guidelines for the creation of a digital currency that will serve as an extension of the real in the country

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No acumulado de janeiro a agosto deste ano, as estatais brasileiras registraram um déficit de R$ 7,2 bilhões, configurando o maior rombo desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. Este número compreende resultados negativos tanto de empresas federais quanto estaduais, que encerraram o período no vermelho em R$ 3,3 bilhões e R$ 3,8 bilhões, respectivamente.

Causas do déficit nas estatais

O déficit nas estatais ocorre quando os gastos dessas empresas ultrapassam o fluxo de entrada no caixa. Diversos fatores podem contribuir para esse desequilíbrio, como má gestão, ineficiência operacional e investimentos mal planejados. As estatais, por serem controladas pelo governo, possuem características específicas que podem complicar a administração, como interferências políticas e falta de competitividade.

Impactos nas contas públicas

O rombo nas contas das estatais impacta diretamente as finanças públicas. Quando essas empresas não conseguem equilibrar suas finanças, o governo, em última instância, poderá ter que cobrir os valores deficitários, gerando maior endividamento público. Isso resulta em menos recursos disponíveis para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

Meta fiscal e desafios futuristas

Na esfera federal, a cobertura dos déficits das estatais geralmente é feita por meio do Tesouro Nacional. O governo brasileiro estabeleceu uma meta fiscal ambiciosa, que visa zerar o déficit público até 2024 e 2025, ou seja, equalizar os gastos e receitas. Alcançar essa meta enquanto se enfrentam déficits nas estatais representa um desafio significativo para a equipe econômica.

Implicações para Estados e Municípios

Tanto as empresas estaduais quanto as municipais operam sob uma lógica similar à das estatais federais. Quando registram prejuízos, os governos locais podem ser obrigados a intervir financeiramente. Isso se traduz em dificuldades adicionais para administração dos orçamentos estaduais e municipais, muitas vezes já apertados.

Perspectivas para o futuro

O cenário fiscal das estatais brasileiras representa um ponto crítico para o planejamento econômico. Medidas estruturais e estratégias eficazes são necessárias para sanar os déficits e garantir uma melhor alocação de recursos públicos. Essa abordagem não só contribuiria para o equilíbrio das contas públicas, mas também promoveria um ambiente financeiro mais saudável, possibilitando um desenvolvimento nacional mais sustentável.

Informações TBN


No ano, IPCA acumulado é de 3,31% e de 4,42% nos últimos 12 meses

Dados sobre inflação foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 9 | Foto: Divulgação/Pixabay
Dados sobre inflação foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 9 | Foto: Divulgação/Pixabay

A inflação do Brasil subiu para 0,44% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 9. A alta é de 0,46 ponto porcentual (p.p.) em relação ao mês anterior.

O indicador foi puxado pelo grupo habitação (1,80%), depois do aumento nos preços da energia elétrica residencial, e por alimentação e bebidas (0,50%).

No ano, a inflação acumulada é de 3,31% e, nos últimos 12 meses, de 4,42%. 

“A mudança de bandeira tarifária de verde em agosto, onde não havia cobrança adicional nas contas de luz, para vermelha patamar 1, por causa do nível dos reservatórios, foi o principal motivo para essa alta”, explica o gerente da pesquisa, André Almeida.

“A bandeira vermelha patamar um acrescenta R$ 4,46 aproximadamente a cada 100 kwh consumidos”, diz. O item exerceu impacto de 0,21 p.p. no índice geral de setembro.

Também foram verificados reajustes tarifários na taxa de água e esgoto (0,08%), nas seguintes áreas: Fortaleza (1,46%), com reajuste de 8,05% a partir de 5 de agosto; Salvador (0,36%), com reajuste de 5,81%, e Vitória (0,27%), com reajuste de 4,31% a partir de 1º de agosto.

Ainda em habitação, o IBGE destacou o aumento do gás de botijão (2,40%). Além disso, o resultado do gás encanado (0,02%) decorre do reajuste médio de 2,77% no Rio de Janeiro (0,17%) e da mudança na estrutura das faixas de consumo nas faturas em Curitiba (-0,25%).

Em alimentação e bebidas (0,50%), a alimentação no domicílio teve alta de 0,56% depois de dois meses consecutivos de queda. Foram observados aumentos nos preços do mamão (10,34%), da laranja-pera (10,02%), do café moído (4,02%) e do contrafilé (3,79%).

No lado das quedas, destaque para a cebola (-16,95%), para o tomate (-6,58%) e para a batata inglesa (-6,56%).

“Falando especificamente das carnes, a forte estiagem e o clima seco foram fatores que contribuíram para a diminuição da oferta”, afirma. 

A alimentação fora do domicílio (0,34%) registrou variação próxima à do mês anterior (0,33%). O subitem refeição desacelerou de 0,44% em agosto para 0,18% em setembro, enquanto o lanche acelerou de 0,11% para 0,67%.

No grupo transportes (0,14%), o aumento de preços no grupo foi influenciado pela alta das passagens aéreas (4,64%). Em relação aos combustíveis (-0,02%), gasolina (-0,12%) e óleo diesel (-0,11%) tiveram queda, enquanto o etanol (0,75%) e o gás veicular (0,03%) registraram alta nos preços.

Por outro lado, a queda mais intensa (0,31%) e com maior impacto (0,03 p.p.) em setembro veio de despesas pessoais. O subitem cinema, teatro e concertos caiu 8,75% e exerceu impacto negativo de 0,04 p.p. no índice geral.

Regionalmente, todas as localidades pesquisadas tiveram alta na inflação em setembro. A maior variação ocorreu em Goiânia (1,08%), influenciada pela alta da gasolina (6,24%) e da energia elétrica residencial (4,68%). 

Já a menor variação ocorreu em Aracaju (0,07%), por conta dos recuos da cebola (-25,07%), do tomate (-18,62%) e da gasolina (-1,68%).

Além de inflação, INPC tem alta de 0,48% em setembro

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em setembro, 0,62 p.p. acima do resultado observado em agosto (-0,14%). 

No ano, o INPC acumula alta de 3,29% e, nos últimos 12 meses, de 4,09%. Em setembro de 2023, a taxa foi de 0,11%.

Os produtos alimentícios subiram 0,49% em setembro, depois de duas quedas consecutivos. Por sua vez, a variação dos não alimentícios acelerou de 0,02% em agosto para 0,48% em setembro.

Quanto aos índices regionais, Goiânia registrou a maior alta (1,05%), por conta da gasolina (6,24%) e da energia elétrica residencial (4,73%). 

Já a menor variação foi observada em Aracaju (0,08%), por conta dos recuos dos preços da cebola (-25,07%), do tomate (-18,62%) e da gasolina (-1,68%).

Informações Revista Oeste


As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI)

Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

As exportações baianas atingiram US$ 994,9 milhões em setembro. O resultado foi 9,5% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior. As exportações baianas vêm registrando queda nos preços, ao longo do ano, e apresentaram uma redução de 18% no volume embarcado em setembro, em comparação ao mesmo período do ano anterior, devido à menor demanda global.

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No acumulado do ano, as exportações baianas alcançaram US$ 8,62 bilhões, um aumento de 6,3% no comparativo com o mesmo período do ano passado. As importações foram a US$ 8,33 bilhões, com elevação de 23%. O saldo comercial no período foi positivo em US$ 282 milhões, enquanto que a corrente de comércio, soma de exportações e importações, correspondeu a US$ 16,95 bilhões, alta de 14%.

A agropecuária, mesmo com previsão de safra menor e cotações em queda no mercado internacional, liderou a pauta de exportação no mês, com aumento, ainda que modesto, de 2% frente a setembro de 2023, totalizando 502 milhões de dólares. No mesmo período, as exportações da indústria de transformação tiveram queda de 26,1%, a US$ 364,6 milhões, puxado principalmente pelo desempenho ruim do setor de refino (-69,7% frente a setembro do ano passado), enquanto a indústria extrativa, embora com peso menor na pauta, apontou ganho de 3%, atingindo vendas de US$ 146,8 milhões.

As exportações brasileiras para China, principal destino dos produtos baianos, subiram 4% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já as vendas totais para a Ásia cederam 3,7%, mas com uma participação de 54,7% do total das vendas externas baianas no mês. Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte registraram aumento de 20%, embora com participação de 13,7%, enquanto as vendas para a União Europeia desabaram 20,7%.

As importações, por outro lado, continuaram em alta em setembro, quando cresceram 45%, totalizando US$ 1,03 bilhão. As compras externas permanecem em aceleração acima do esperado, encabeçada principalmente pelo aumento expressivo de combustíveis (gás, petróleo cru e nafta). Em setembro, a alta foi liderada novamente pelos combustíveis, com aumento de 100%, e de bens intermediários (13,1%), com destaque para as compras de fertilizantes (47,4%). Neste ano, a produção industrial cresce, gera emprego, aumenta a renda, um crescimento mais distribuído na economia, que faz com que a demanda por importação cresça.

Informações Bahia.ba


Créditos: depositphotos.com / bashta

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, conhecida como Abecs, tomou uma decisão importante recentemente. Em reunião extraordinária realizada em 1º de outubro de 2024, a Abecs decidiu antecipar a proibição do uso de cartões de crédito para apostas e jogos online no Brasil. Essa medida, que seria aplicada apenas em janeiro de 2025, visa conter o superendividamento e outros impactos negativos relacionados ao setor.

O anúncio surpreendeu muitos, uma vez que era aguardado apenas como parte de um plano do Ministério da Fazenda para o próximo ano. A decisão busca abordar a crescente preocupação com a facilidade de endividamento oferecida pelos meios eletrônicos de pagamento no contexto das apostas online, um mercado que vem crescendo de forma acelerada em território nacional.

A antecipação da proibição é uma resposta direta às preocupações sobre o aumento das apostas online no Brasil. De acordo com a Abecs, o uso de cartões de crédito em apostas online tem impactos negativos significativos sobre o endividamento das pessoas. O acesso fácil ao crédito, muitas vezes sem o devido controle, pode levar ao excesso de dívidas, afetando também o consumo no varejo e os serviços.

© Joédson Alves/ Agência Brasil (ilustrativa)

O Que Dizem as Estimativas sobre o Uso de Cartões?

Curiosamente, a Abecs identificou que o uso de cartões de crédito para apostas online é relativamente pequeno. Estimativas das principais bandeiras de cartão no Brasil indicam que essa forma de pagamento é “inexpressiva” dentro desse segmento. Apesar disso, o potencial de endividamento e os riscos associados justificaram a antecipação da medida.

Qual o Papel do Pix nas Apostas Online?

Embora o uso de cartões de crédito seja pequeno, o Pix se destaca como um dos principais meios de transação para apostas online. Este método de pagamento instantâneo tem facilitado não só o acesso às apostas, mas também a utilização de linhas de crédito, como o cheque especial. Isso aumenta o risco de endividamento, destacando a necessidade de uma revisão mais ampla sobre as formas de pagamento nas plataformas de jogos.

Quais Medidas Adicionais Estão em Discussão?

A discussão sobre a proibição não termina aqui. A Abecs mencionou a necessidade de um debate mais amplo sobre o veto ao uso de outras linhas de financiamento para apostas. Com o crescimento dos jogos online, é fundamental garantir que os consumidores não fiquem presos em ciclos de dívida. Entre as opções consideradas, estão a restrição do uso de empréstimos e financiamentos para esses fins.

Essa decisão pode ter um impacto profundo no mercado de apostas online no Brasil. Ao limitar as formas de pagamento disponíveis, pode haver uma desaceleração no crescimento desse setor, ou uma adaptação das plataformas para novas formas de operar. O diálogo entre reguladores e empresas será crucial para moldar o futuro desse mercado em evolução.

Informações TBN


Com a decisão da agência de classificação de risco o Brasil está a apenas a um degrau de recuperar o grau de investimento, perdido em 2015

A agência de classificação de risco Moody's
A agência de classificação de risco Moody’s

A agência de classificação de risco Moody’s decidiu nesta terça-feira, 1, elevar a nota de classificação de risco do Brasil de “Ba2” para “Ba1”.

A agência de classificação de risco Moody's
A agência de classificação de risco Moody’s

Além disso, a agência manteve a perspectivapositiva, o que deixa em aberto a possibilidade de nova elevação da nota soberana a médio prazo. 

Com isso, o Brasil está a apenas um degrau do almejado grau de investimento, o chamado “selo de bom pagador“, alcançado em 2008 e perdido em 2015.

Segundo a Moody’s a decisão se justifica pela melhora no cenário de crédito do país, graças ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, a agência destacou que as reformas econômicas aprovadas recentemente, como a reforma tributária, deverão melhorar o ambiente de negócios brasileiro e permitir um crescimento sustentado no longo prazo.

Decisão da Moody’s ocorre após encontro com Haddad e Lula em Nova York

A decisão da Moody’s chegou poucos dias após uma reunião realizada em Nova York entre as principais agências de classificação de risco, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após esses encontros, o ministro da Fazenda antecipou que o Brasil estaria perto de retomar o grau de investimento, e que uma das três grandes agências de classificação de risco deveria elevar a nota do país ao longo do próximo ano.

Lula, por sua vez, declarou que as agências “tem sido decentes”, mas que não devem “ouvir só a Faria Lima” e sim também o presidente da República. 

Moody’s destacou compromisso do governo Lula com a meta fiscal

Em sua avaliação, a Moody’s destacou o compromisso do governo Lula com a estabilidade das contas públicas e com a meta fiscal, principalmente na expectativa da estabilização da proporção dívida/PIB.

Entretanto, em agosto a dívida pública brasileira cresceu, chegando a 78,5% do PIB.

A opinião da Moody’s não é compartilhada com outras agências de classificação de risco, que ainda apontam sérios riscos fiscais para o Brasil.

Na última quinta-feira, 25, por exemplo, a Fitch apontou que o desempenho econômico do Brasil não era suficiente para amenizar as preocupações sobre as contas públicas.

Informações Revista Oeste


Para evitar essa situação, os cálculos de arrecadação terão que ser refeitos

(Imagem ilustrativa) Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil/ Arquivo

O Projeto de Lei Orçamentária Anual apresentado ao Congresso Nacional pelo governo Lula não apresenta a correção da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), assim, pessoas que recebem até dois salários mínimos perdem a isenção do tributo no próximo ano.

O salário mínimo deve aumentar no ano que vem, passando de R$ 1.412 para R$ 1.509 em 2025. Mas a proposta do Ploa garante a isenção para o patamar atual, que está em R$ 2.824.

Assim, quem ganha dois salários mínimos, que em 2025 receberá o valor de R$ 3.018, passará a pagar imposto de renda. Para evitar que isso aconteça, o governo federal terá que reorganizar os cálculos para aceitar ter uma arrecadação menor no próximo ano.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, foi questionado no início de setembro sobre a ausência de correção na tabela do Imposto de Renda prevista no Orçamento de 2025. Ele então apontou para a necessidade de fazer a correção.

Barreirinhas mencionou que havia uma “previsão” de correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), mas que não elevaria a faixa de isenção para R$ 3.018, correspondente a dois salários mínimos.

– Nós vamos calcular e verificar o impacto. Em algum momento, a atualização da tabela do Imposto de Renda pode demandar a atualização de outras faixas dessa tabela. Isso vai demandar medida compensatória. As informações são do Poder360.

Informações Pleno News


Presidente da instituição prevê uma catástrofe econômica decorrente do aumento explosivo de apostadores

Estudo do Itaú estima que jogadores enviaram R$ 68,2 bilhões para bets e outros sites de jogos de julho de 2023 a junho de 2024
Perdas com bets equivalem a 0,2% do PIB brasileiro, 0,3% do consumo das famílias e 1,9% da massa salarial do país | Foto: Freepik

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, antecipa um cenário catastrófico devido ao crescimento explosivo das apostas esportivas no Brasil. Ele defende a proibição do uso do Pix para pagamentos dessas bets como forma de evitar uma “bolha de inadimplência”.

“Se não for possível proibir de imediato o pagamento com Pix, ao menos que se estabeleçam limites de valores máximos para apostas [nessa modalidade de pagamento], tal como o Banco Central já limita transações à noite”, propôs Sidney, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Ele também sugere que os beneficiários de programas sociais sejam impedidos de utilizar o Pix para fazer apostas. De acordo com o BC, usuários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões com as bets somente no mês de agosto.

Possível efeito dominó na economia

Sidney prevê que, se a tendência de aumento das apostas continuar, haverá um efeito dominó na economia brasileira. Segundo ele, isso deve afetar desde pequenos negócios até grandes corporações. 

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, prevê um cenário catastrófico na economia brasileira caso não haja controle dos gastos com apostas; bets
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, prevê um cenário catastrófico na economia brasileira caso não haja controle dos gastos com apostas | Foto: Divulgação/Febraban

“Precisamos impedir que venha a explodir [a bolha]”, alertou. “Não podemos pagar para ver, e essa aposta não iremos fazer. Estamos, todos, à deriva e precisamos reencontrar a rota de volta para casa. Não dá para brincar com coisa séria, que é a saúde financeira e mental das pessoas, e muito menos ficarmos à beira desse precipício”, completou Sidney.

O uso do cartão de crédito para apostas será proibido a partir de janeiro de 2025, e as empresas do setor deverão bloquear essa forma de pagamento a partir de 1º de outubro de 2024. As opções restantes para financiar contas em plataformas de apostas serão débito e TED.

Preocupação com crescimento do mercado de apostas

Sidney já havia manifestado grande preocupação com o crescimento do mercado de apostas on-line no Brasil, e dados recentes confirmam a gravidade da situação. Ele avisa que a situação pode sair do controle se medidas não forem tomadas rapidamente.

“Os números divulgados pelo Banco Central são simplesmente chocantes, mostram que, nos últimos seis meses, 24 milhões de brasileiros drenaram dos seus orçamentos R$ 20 bilhões em média”, comentou. “Se projetarmos no horizonte maior, já antevejo uma catástrofe ou uma bolha de inadimplência se formando e precisamos impedir que venha a explodir. Não podemos pagar para ver, e essa aposta não iremos fazer”.

Sidney destaca que é inadmissível que essa situação avance sem a intervenção reguladora do Estado para conter o endividamento desenfreado devido às apostas on-line.

“Nós representamos um setor estratégico, que financia toda a economia, a produção, o consumo e o investimento, portanto, famílias e empresas”, ressaltou. “Não é admissível silenciarmos e deixarmos essa situação avançar sem o braço forte e regulador do Estado, especialmente para coibir essa escalada desenfreada de endividamento com as apostas online”.

Dados alarmantes do BC sobre crescimento das bets

Segundo o BC, as bets trazem risco aos mais vulneráveis | Foto: Shutterstock

Os dados do Banco Central revelam que, nos últimos seis meses, 24 milhões de brasileiros gastaram R$ 20 bilhões com apostas. Sidney antevê uma possível catástrofe financeira e insiste na necessidade de proibir ou limitar o uso do Pix para essas transações. 

“O país precisa recuar, imediatamente, do grave erro que foi legalizar e deixar, sem qualquer restrição e controle, esses jogos de apostas. Estamos, todos, à deriva e precisamos reencontrar a rota de volta para casa”, destaca.

Sidney defendeu a revisão imediata da legislação que permitiu a legalização das apostas. Ele destacou que a falta de restrições e controle deixou o país em uma situação precária. O líder da Febraban também sugere uma ação emergencial para proibir pagamentos via Pix para essas apostas. 

“Eu já vinha defendendo que se antecipasse a proibição do cartão de crédito para pagamento dessas apostas, mas, agora, após o estudo revelador do BC, defendo uma ação muito mais forte e emergencial, que é proibir pagamentos via Pix para essas apostas em bets”.

Um estudo do Banco Central revela que 90% dos pagamentos dessas apostas ocorrem via Pix. O Brasil já é o terceiro maior mercado global de apostas. Sidney afirma que a continuidade desse padrão terá um impacto devastador na economia, afetando desde pequenos comércios até grandes empresas.

“Ao se manter o ritmo de corrosão do orçamento das famílias com apostas, o efeito dominó na economia é imensurável, mas é certo que impactará desde o pequeno comércio até as grandes empresas”, alertou.

Informações Revista Oeste


Nas regiões, o valor do combustível aumentou 90% em relação à média nacional, que é de R$ 5,78

bomba de gasolina posto de gasolina
Preço médio nos Estados de Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Norte é de R$ 6,38 | Foto: Reprodução/Freepik 

Os consumidores das regiões Norte e Nordeste enfrentaram os preços mais altos da gasolina no Brasil durante o primeiro semestre de 2024. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os Estados de Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Rio Grande do Norte lideram a lista, com o preço médio do litro da gasolina que atinge R$ 6,38.

Esse valor representa um aumento de 90% em relação à média nacional, de R$ 5,78. Os dados foram coletados entre janeiro e junho em 122,5 mil postos de combustíveis em todo o país.

Acre foi o Estado com o preço mais elevado no período, registrando um preço médio de R$ 6,98 por litro. Em algumas cidades, como Cruzeiro do Sul, os preços ultrapassaram os R$ 7. Nenhum posto no Acre ofereceu gasolina por menos de R$ 6,49, um valor que também está acima da média nacional.

O Amazonas aparece em seguida na lista, com um preço médio de R$ 6,43 por litro. A cidade de Tefé, localizada a cerca de 523 quilômetros de Manaus, registrou o preço mais alto do Estado, chegando a R$ 7,80 por litro.

Em Rondônia, a média de preços foi de R$ 6,38, enquanto em Roraima, o valor médio ficou em R$ 6,09. O Rio Grande do Norte fechou a lista dos cinco Estados com os preços mais altos, com uma média de R$ 6,07 por litro.

O que influencia o preço da gasolina

gasolina - preço - reajuste - petrobras
Gasolina: preço do combustível voltou a crescer no país | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ANP explica que a variação no preço dos combustíveis para o consumidor final é influenciada por diversos fatores, incluindo os preços nas refinarias, impostos estaduais e federais (como PIS/Pasep, Cofins, Cide e ICMS), custos operacionais das empresas, biocombustíveis adicionados ao diesel e à gasolina e as margens de lucro de distribuição e revenda.

Na quarta-feira 18, a Petrobras emitiu um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em que nega rumores sobre uma possível redução nos preços dos combustíveis.

A estatal afirmou que os ajustes nos preços fazem parte de suas operações regulares e ocorrem conforme necessário. Quando há mudanças, a tabela de preços é atualizada e comunicada imediatamente aos clientes pelos canais oficiais.

A Petrobras enfatizou que qualquer ajuste será realizado com base em análises técnicas detalhadas e independentes, considerando sua posição no mercado e a eficiência de suas operações de refino e logística, de acordo com sua estratégia comercial.

Informações Revista Oeste

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