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Segundo o ministro, o governo está em “contagem regressiva” para o fim do mandato de Campos Neto na autarquia; “Só vive falando mal do Brasil”

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu quais serão os nomes dos novos diretores do Banco Central, que serão indicados para outras vagas que se abrirão no início do próximo ano. A declaração foi feita por Costa no Palácio do Planalto, na quinta-feira (28)

Segundo matéria do InfoMoney, ele detalha ainda que os nomes devem ser encaminhados já nesta sexta-feira (29) ou, no máximo, na próxima semana.

“O presidente inclusive falou hoje com o Galípolo (Gabriel Galípolo, futuro presidente do BC) que vai fazer a nomeação dele já no início da semana que vem, em uma pequena solenidade aqui. E acredito que nesse dia os nomes (dos diretores) sejam enviados”, declarou o ministro.

Galípolo, que é atual diretor de Política Monetária do BC, foi indicado pelo presidente Lula para substituir Campos Neto na presidência da autarquia. Com isso, além de escolher um novo nome para a diretoria de Política Monetária, o governo deve definir ainda quais os nomes que integrarão as diretorias de Regulação e de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. Os mandatos de Otavio Damaso e Carolina Barros terminam em 31 de dezembro.

Para o petista, a autoridade monetária tem responsabilidade pela escalada do dólar observada na quinta, depois do anúncio das medidas de contenção de gastos do Executivo. O ministro afirmou que está em contagem regressiva para a nova diretoria do BC assumir.

“Todo esse questionamento de hoje foi deliberadamente motivado e ‘startado’ pela atual direção do Banco Central, que, na minha opinião, em uma visão política, de boicote ao governo, ficou criando uma sensação permanente de instabilidade”, declarou Rui Costa.

“Vai para fora do Brasil, só vive falando mal do Brasil. Em toda palestra que vai fala mal do Brasil. É por isso que estamos em contagem regressiva. Prefiro não mais fazer comentários porque faltam apenas 30 dias para termos uma direção que vai adotar de forma autônoma, técnica, com competência, eu espero, ter as medidas que precisam ser adotadas”, declarou o ministro.

“Estamos em contagem regressiva para ter não um Banco Central que seja com olhar para o Executivo, mas um Banco Central que tenha um olhar para o Brasil. Dirigido por quem mora no Brasil, e não mora em Miami. Para quem tem sua família residindo no Brasil. Para quem tem esperança e seu futuro pessoal, profissional, vinculado ao Brasil, e não ao exterior”, disse o ministro da Casa Civil. Campos Neto está há uma semana cumprindo agenda de trabalho de Miami.

Informações Bahia.ba


A valorização refletiu a reação dos investidores ao pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal

O dólar encerrou o dia em alta de 1,30%, alcançando o valor nominal mais alto da história: R$ 5,98. Durante o pregão, a moeda americana chegou a atingir R$ 6 pela primeira vez. A valorização refletiu a reação dos investidores ao pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal e à isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.

Segundo economistas, as medidas fiscais são insuficientes para assegurar o cumprimento da meta estabelecida e não eliminam os riscos associados à trajetória da dívida pública. Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, as ações apresentadas pelo ministro Haddad contribuem para o ajuste fiscal, mas “são insuficientes para gerar um resultado primário compatível com a meta definida em lei”.

De acordo com Salto, o impacto fiscal do pacote será de R$ 19,2 bilhões em 2025 e R$ 25,9 bilhões em 2026, totalizando R$ 45,1 bilhões — abaixo do previsto pelo governo, mas considerado relevante e alinhado ao objetivo de ajuste.

Diante da reação do mercado, o J.P. Morgan divulgou uma nota projetando um aumento de 1 ponto percentual na Selic na reunião de dezembro, com a taxa alcançando 14,25% no meio de 2025, frente à projeção anterior de 13%. Segundo o banco, “o anúncio fiscal desta semana alterou nossa expectativa, o que pode levar o Banco Central a elevar a taxa em um ritmo mais acelerado”.

Dados da Austin Rating, com base no Banco Central, apontam que o real é a oitava moeda que mais perdeu valor frente ao dólar em 2024, com uma desvalorização acumulada de 19,1%. A moeda do Sudão do Sul lidera as quedas no ano, com uma desvalorização de 69,80%, seguida pelas moedas da Etiópia (56%) e da Nigéria (47%).

Em contrapartida, a moeda do Quênia registrou a maior valorização, com alta de 21,20%, seguida por Sri Lanka (11,40%) e Libéria (8,30%).

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou forte recuo de 1,84%, fechando o dia aos 125.317 pontos, acumulando queda de 4,85% no ano.

Informações Bahia.ba


Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1

Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1 

concurso 2.801 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 60 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (28), em São Paulo. 

No concurso da última terça (26), ninguém levou o prêmio máximo. 

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. 

A Mega-Sena tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.

Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio 

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. 

É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. 

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Informações G1


Ministro da Fazenda do governo Lula anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de ações para o controle de gastos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de medidas para o controle de gastos.
Economistas dizem que sustentabilidade do arcabouço fiscal depende de ‘olhar mais rígido’ do ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira, 27, um pacote de medidas para o controle de gastos. Mas o mercado financeiro avalia os planos do governo Luiz Inácio Lula da Silva como insuficientes para estabilizar a dívida pública do Brasil.

Entre as propostas de Haddad estão o reajuste no abono salarial e a limitação do crescimento das emendas parlamentares a 2,5% ao ano. Além disso, metade das emendas de comissões do Congresso será destinada à saúde pública, o que deverá reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Houve também propostas de mudanças na idade mínima para aposentadoria dos militares e restrições na transferência de pensões. O governo estima que essas medidas gerem uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Elas dependem, contudo, da aprovação do Congresso Nacional para vigorar.

O que diz o mercado sobre medidas de Haddad

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, define meta de déficit com Lula
Mercado acredita que medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não vão diminuir a relação entre dívida pública e PIB | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

A principal crítica do mercado é que essas ações, embora corretas, não terão impacto significativo sobre a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB), que deve diminuir. Alexandre Andrade, da Instituição Fiscal Independente, disse à CNN que as medidas do governo tentam ajustar despesas que superam o limite fiscal. 

“Elas buscam corrigir a trajetória de gastos que cresciam acima do arcabouço”, destaca Andrade.

Economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini informou que serão necessários esforços adicionais. “A meta não é só ser cumprida; é essencial reduzir a relação dívida/PIB”, declarou ao canal. Já a sócia-diretora da Gibraltar Consulting, Zeina Latif, considera que incluir militares, emendas e abono salarial é positivo, mas não assegura a sustentabilidade da dívida.

Latif afirma que, diante do desafio fiscal e das expectativas deterioradas, seria preciso um pacote mais ambicioso. Ela sugere que novas medidas serão necessárias no futuro para conter o crescimento da dívida.

Impacto das medidas a médio e longo prazo

Com relação ao impacto do pacote, Gabriel Fongaro, do Julius Baer Brasil, acredita que será percebido mais a médio prazo, sem garantir uma redução significativa da dívida no longo prazo.

Fongaro diz que o pacote decepcionou em termos de mudanças estruturais. “A revisão da regra do salário mínimo foi modesta”, explica. Ele avalia que essas mudanças não ajudarão significativamente na situação fiscal nos próximos anos.

Tiago Sbardelotto, economista da XP, afirma que as medidas estão no caminho certo, mas alcançar o impacto de R$ 70 bilhões anunciado pelo governo será um grande desafio. 

Para esclarecer os detalhes das suas medidas, o governo programou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira, 28.

Informações Revista Oeste


A expectativa de isenção de Imposto de Renda e o pacote fiscal do governo Lula elevaram a moeda norte-americana

Cédulas de dólar
O dólar registrou uma alta de 22% em quase um ano | Foto: Barta IV/Pixabay

O dólar fechou a R$ 5,91 nesta quarta-feira, 27, e atingiu a maior cotação da história ao superar o recorde anterior, de maio de 2020, quando estava em R$ 5,90. O valor foi impulsionado pela expectativa de anúncio de isenção de Imposto de Renda (IR) de até R$ 5 mil, que deve ocorrer nesta quarta-feira, 27.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se pronunciar em rede nacional na noite desta quarta-feira para detalhar o pacote fiscal. A medida, embora beneficie muitos pagadores de impostos, preocupa o mercado, que esperava um conjunto mais robusto de contenção de despesas. Representantes do governo já confirmaram que a isenção do IR será parte do pacote.

Segundo a revista Isto É Dinheiro, além do impacto interno, fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e a migração de investimentos para mercados seguros, influenciam a valorização do dólar. O Ibovespa, por sua vez, caiu 1,73% e fechou a 127 mil pontos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o pacote incluirá taxação de super-ricos e isenção de IR. Ele disse que a medida será “completamente diferente do que vinha sendo ventilado”.

“Estará tudo”, afirmou Marinho. “Supersalários, imposto para os super-ricos, vem tudo aí. Pacote completo.”

Aumento do dólar é reação do mercado

“O dia que deveria ser marcado pelo esperado pacote de contenção de despesas poderá contar também com um aumento considerável nos gastos do governo”, afirmou Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, à Isto É Dinheiro.

Lula já havia isentado rendas de até R$ 2.640, o que resultou em uma renúncia fiscal de R$ 36 bilhões anuais. A nova proposta pode aumentar esse impacto para até R$ 100 bilhões anuais, caso inclua faixas superiores de renda. Economistas alertam para a necessidade de medidas compensatórias para mitigar o efeito fiscal.

Desde o fim de 2023, quando o dólar fechou a R$ 4,85, a moeda norte-americana valorizou 22%.

Informações Revista Oeste


Ministro afirma que haverá aumento de imposto para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês

fernando haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: | Foto: Diogo Zacarias/MF 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O integrante do alto escalão realizou um pronunciamento oficial à nação na noite desta quarta-feira, 27. 

“Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, não pagará mais Imposto de Renda”, afirmou Haddad.

O ministro destacou que a nova medida não deve acarretar em “impacto fiscal” para o governo. “Isso será possível porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais”, declarou. 

“Você sabe: essa medida, combinada à histórica Reforma Tributária, fará com que grande parte do povo brasileiro não pague nem Imposto de Renda e nem imposto sobre produtos da cesta básica, inclusive a carne. Corrigindo grande parte da inaceitável injustiça tributária, que aprofundava a desigualdade social em nosso país”, afirmou.

Haddad também garantiu o abono salarial às “famílias que mais precisam”, assegurado a quem ganha até R$ 2.640. Afirmou que o valor será “corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio”.

“As medidas também combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade”, disse. “Vamos corrigir excessos e garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional.”

Haddad fala em aprimoramento do orçamento

No seu pronunciamento à nação, o ministro da Fazenda também falou sobre o aprimoramento das “regras do orçamento” depois de consenso com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.

“O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais”, afirmou. “Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ser obrigatoriamente destinadas à saúde pública, reforçando o SUS.”

Fernando Haddad também falou em mudanças “justas e necessárias” nas aposentadorias de militares. “Vamos promover mais igualdade com a instituição de uma idade mínima para a reserva e a limitação da transferência de pensões, além de outros ajustes”, declarou.  

“Essas medidas gerarão uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país. Para garantir os resultados esperados, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários.”

Informações Revista Oeste


Trump disse que vai impor uma tarifa de 25% sobre todos os produtos do México e Canadá, e uma tarifa adicional de 10% sobre produtos da China

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O dólar fechou a terça-feira (26) praticamente estável ante o real, com o mercado ainda à espera do pacote de medidas fiscais do governo Lula, enquanto no exterior a moeda norte-americana avançava ante boa parte das demais divisas de emergentes, em meio às promessas do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de elevar tarifas de importação, de acordo com informações do portal InfoMoney.

Qual é a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,10%, cotado a 5,8096 reais. Em novembro a divisa acumula elevação de 0,49%.

Às 17h05 o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente no Brasil — subia 0,09%, aos 5,8085 reais.

Dólar comercial

Compra: R$ 5,809

Venda: R$ 5,809

Dólar turismo

Compra: R$ 5,859

Venda: R$ 6,039

O que aconteceu com o dólar hoje?

A moeda norte-americana atingiu o pico do dia logo na abertura, na esteira das promessas de Trump de impor tarifas maiores sobre os produtos de alguns de seus principais parceiros comerciais.

Trump disse que em seu primeiro dia no cargo adotará uma tarifa de 25% sobre todos os produtos do México e do Canadá. Em relação à China, prometeu uma taxa adicional de 10% sobre os produtos.

Às 9h02, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de 5,8280 reais (+0,42%), acompanhando o avanço visto no exterior. Ainda na primeira meia hora de negócios, porém, a divisa registrou a mínima do dia, de 5,7808 reais (-0,39%), às 9h30. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana retornou para perto da estabilidade.

A expectativa de que o pacote fiscal a ser anunciado pelo governo possa de fato contribuir para o equilíbrio das contas públicas era um fator para a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo nesta terça-feira, mas não conseguiu sustentar um dólar em baixa.

“Temos um pacote fiscal que parece que está vindo, um petróleo que chegou a subir e um minério de ferro subindo, com açúcar e café em alta”, citou Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.

“Tudo isso seria (motivo para um) dólar mais depreciado (ante o real). Mas mesmo com o pacote fiscal vai ser um desafio controlar o dólar, porque ele está ganhando força globalmente”, ressaltou.

Operador ouvido pela Reuters pontuou que a expectativa pelo pacote fiscal — cuja divulgação vem se arrastando nas últimas semanas — também travava as cotações nesta terça-feira, deixando pouco espaço para altas ou quedas mais intensas.

No exterior, o dólar seguia no fim da tarde em alta firme ante moedas como o peso mexicano, o dólar australiano e o rand sul-africano. Porém, após o forte avanço do início do dia sob influência de Trump, o dólar cedia ante uma cesta de moedas fortes.

Às 17h20, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,32%, a 107,010.

No fim da manhã o Banco Central vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.

Informações Bahia.ba


Segundo o ministro da Fazendo, data depende de conversa entre Lula, Pacheco e Lira

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após um mês de discussões dentro do governo, o pacote de corte de gastos está pronto para ser anunciado, disse nesta segunda-feira (25) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a data exata depende de uma conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

“[O anúncio do pacote] está dependendo agora de o Palácio do Planalto entrar em contato com o Senado e a Câmara. Tem que ver se os presidentes estão aí, estão disponíveis, mas enfim, nós já estamos preparados. Está tudo redigido já. A Casa Civil manda a remessa [da redação final dos textos] para mandar com certeza [ao Congresso] essa semana. Agora, o dia, a hora, vão depender mais do Congresso do que de nós”, disse Haddad ao sair do ministério.

Apesar de a previdência dos militares, ponto que entrará no pacote, ser definida por lei ordinária, o ministro ressaltou que o governo enviará uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar ao Congresso. “A ideia é mandar o menor número de propostas possível”, justificou.

Embora não preveja o envio de projetos de lei, o pacote aproveitará textos em tramitação no Congresso. As mudanças no Vale Gás entrarão como substitutivo no projeto de lei que tramita no Congresso desde agosto. A limitação dos supersalários constará do projeto de lei complementar.

Em relação à PEC, Haddad disse que o governo pode pegar carona e incluir o pacote de corte de gastos na proposta que estende a Desvinculação das Receitas da União (DRU), mecanismo que desvincula até 30% dos gastos carimbados para qualquer finalidade. Isso porque a DRU perde validade no fim do ano e precisa ser aprovada ainda em 2024.

“A intenção é aprovar até o fim do ano pelo seguinte: há pelo menos uma PEC, mas talvez mais uma que deve ser votada esse ano. Por exemplo, a aprovação da DRU. Talvez nós aproveitemos essa PEC para, dependendo do julgamento dos congressistas, incluir, se concordarem, aquilo que foi matéria constitucional [do pacote de corte de gastos]”, acrescentou Haddad.

Haddad e o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniram com Lula pela manhã e à tarde no Palácio do Planalto. Segundo Haddad, os ministros responsáveis pelas pastas afetadas pelo pacote também estiveram presentes e concordaram com as medidas. Por volta das 16h, Haddad chegou ao ministério da Fazenda acompanhado de Galípolo, que deixou o prédio pela garagem após cerca de 40 minutos.

Informações Bahia.ba


Empresa anunciou boicote à carne bovina produzida pelo bloco

Carrefour atua tem lojas em dois países do Mercosul | Carrefour/Divulgação

Ao anunciar a paralisação das vendas da carne do Mercosul nas lojas francesas, o Carrefour corre o risco de ofender um mercado imprescindível seus acionistas. A companhia fatura cerca de R$ 400 milhões por dia no bloco, conforme mostram seus relatórios oficiais.

No Mercosul, o Carrefour atua basicamente em dois países: Brasil e Argentina, onde a empresa faturou € 18 bilhões (por volta de R$ 110 bilhões) com as operações de janeiro a setembro de 2024.

A cifra supera o desempenho da rede varejista no mesmo período em nações como Espanha (€ 8,5 bilhões), Bélgica (€ 3,5 bilhões) e Itália. O bloco abriga o mercado com o segundo maior faturamento da rede varejista no planeta — o Brasil, com € 15,5 bilhões de receita nos nove primeiros meses de 2024. O caixa brasileiro perde apenas para o francês (€ 31 bilhões), país-sede da companhia.

Além disso, a receita com as operações argentinas do grupo (€ 2,7 bilhões) superam as da Romênia (€ 2,3 bilhões) e da Polônia (€ 1,7 bilhões), colocando o país como o sexto maior mercado da companhia no mundo.

Mercosul e as marcas do Carrefour

No Mercosul, o Carrefour opera outras duas marcas, além das lojas com o mesmo nome. A lista inclui Atacadão e Sam’s Club, que atuam no mercado brasileiro.

A subsidiária do grupo no Brasil opera com capital aberto no mercado de ações. O controle acionário é da matriz francesa, que detém 67,4% das cotas. O segundo maior acionista é o Grupo Península (7,3%), controlado pelos herdeiros do empresário Abílio Diniz.

Informações Revista Oeste


Boletim Focus prevê Selic a 12,25% ao ano, ante estimativa de 12% na semana anterior

Banco Central suspeita de lavagem do Banco Luso Brasileiro e do PCC boletim focus
Os analista de mercado que participam do Boletim Focus também projetam inflação mais alta em 2025 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central prevê juros de 12,25% em 2025. É a segunda semana seguida de alta. Na semana passada, a projeção da Selic, taxa de juros anual, era de 12%, ante 11,25% há quatro semanas.

Para este ano, o mercado manteve a projeção da Selic em 11,75%, pela oitava semana seguida.

Inflação mais alta em 2025

Os analistas de mercado que participam do Boletim Focus também projetam inflação mais alta em 2025. A taxa deve ficar 4,34%, ante a projeção de 4,12% na semana anterior.

Para este ano, o mercado projeta inflação de 4,63%, levemente inferior à semana passada, de 4,64%, e nove semanas seguidas de projeção de alta.

Além de juros e da inflação, mercado também projeta alta do PIB e do dólar

Para o PIB e o dólar, a projeção é de alta em 2024 e em 2025.

Para o dólar, a projeção é de que feche este ano em R$ 5,70, ante a projeção de R$ 5,60 na semana anterior. Para o ano que vem, a projeção é de que a moeda norte-americana feche em R$ 5,55, ante R$ 5,50 na semana passada.

Dólar
Dólar deve fechar em R$ 5,70 neste ano, segundo analistas de mercado ouvidos no Boletim Focus | Foto: Reprodução/Freepik

Já o PIB deve crescer 3,17% neste ano, conforme a projeção, ante 3,1% há uma semana. No ano que vem, os analistas estimam o crescimento da economia em 1,95%, ante 1,94% na semana anterior.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços (inflação), atividade econômica, câmbio, taxa Selic (juros), entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste

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