O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório da Polícia Federal sobre suas supostas conversas com Daniel Vorcaro, do Banco Master, teve participação de agentes externos, “provavelmente estrangeiros”, em uma tentativa de interferir nas eleições brasileiras de 2026. A declaração consta em uma defesa de 44 páginas apresentada à Corte na madrugada desta terça-feira (15), antes do julgamento que analisará a abertura de uma investigação contra ele.

Moraes questionou o prazo de 72 horas para a elaboração do documento e afirmou que os metadados mostram que o relatório foi aberto e finalizado no mesmo dia em um computador da PF. Segundo o ministro, o material teria sido produzido fora da corporação, enviado à instituição e apenas inserido no sistema. Ele sustentou que a medida comprometeria a cadeia de custódia e impediria a verificação da autenticidade e da integridade dos dados.

O ministro também relacionou a suspeita ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por André Mendonça e posteriormente revertido por Flávio Dino. Moraes citou ainda as pressões internacionais contra integrantes do STF, incluindo as sanções aplicadas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, mas não identificou o país, órgão ou autoridade estrangeira que teria participado da elaboração do relatório.

Na manifestação, Moraes alegou que o acesso ao material extraído do celular de Vorcaro pode ter permitido o compartilhamento dos dados com terceiros, inclusive possíveis autoridades estrangeiras. Ele acusou Mendonça de direcionar a investigação para incriminá-lo e classificou a apuração como uma “farsa” destinada a atribuir-lhe condutas ilícitas.

*Metro1
Foto: Antonio Augusto/STF


O presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, afirmou, nesta segunda-feira (14), que acredita que a eleição presidencial será decidida no detalhe. A instituição divulgou mais cedo, em parceria com a Nexus, mais uma pesquisa de intenções de voto.

Durante um evento em São Paulo, Esteves avaliou que a disputa será semelhante à do último pleito.

— Eu acho que a eleição vai ser 51% a 49%, só não sabemos pra quem — pontuou. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito com 50,83%, contra 49,17% de Jair Bolsonaro (PL).

O executivo ressaltou ainda que as pesquisas têm apresentado pouca variação e considera praticamente improvável a chance de a disputa ser resolvida no primeiro turno.

— A eleição deve ir para o segundo turno, e me parece estatisticamente muito difícil de se resolver no primeiro turno — declarou.

O levantamento desta segunda-feira apontou que Lula tem 40%, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o petista aparece em empate técnico tanto com Flávio quanto com Augusto Cury (Avante).

O banqueiro acrescentou que o próximo ocupante do Palácio do Planalto herdará um país estruturalmente superior ao dos anos de 1994 e 2002. Para ele, a sociedade brasileira adotou medidas adequadas ao longo das últimas décadas.

— Independente do candidato, aquele que for vai pegar um país muito mais arrumado do que no passado — afirmou.

Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará uma nova reunião. A taxa Selic está em 14%, com previsão de um corte de 0,25 ponto percentual. Esteves avalia que falta alcançar juros civilizados, apontando a necessidade de reduzir o indicador atual logo pela metade.

— Levar juros de 14% para sete por cento é perfeitamente possível, e é uma mudança de patamar que tem um enorme impacto na sociedade. As medidas são simples, todas vão em direção de equilíbrio fiscal — disse.

O CEO enfatizou que o ajuste fiscal do governo precisa englobar cortes de despesas e adequação das receitas. Como exemplo de distorção no sistema, ele citou o alto volume de títulos isentos de impostos no mercado, considerando essa política prejudicial aos cofres públicos.

— E eu sou detentor e emito esses títulos. Mas, simplesmente, está errado. Isso tem a ver com receita — concluiu.

*Pleno.News
Foto: reprodução/Bloomberg


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta segunda-feira (14), os procedimentos e diretrizes que conduzirão a sessão plenária extraordinária agendada para esta terça-feira (15). A Suprema Corte debaterá o conjunto de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Todos os pontos de entrada terão detectores de metais e equipamentos de raio X. Os participantes também passarão por procedimentos de inspeção antes de entrar no plenário.

Segundo comunicado, o acesso ao espaço será restrito a convidados previamente autorizados pelo Cerimonial. Os celulares deverão ser desligados e colocados em sacolas de segurança com lacre durante toda a sessão. Segundo o STF, quem romper o lacre dentro do plenário poderá ser retirado do local.

Toda a abertura dos trabalhos no STF está prevista para as 10h, com transmissão em tempo real pelos veículos oficiais do tribunal: TV Justiça, Rádio Justiça e o canal do Supremo no YouTube. A dinâmica do plenário seguirá o protocolo da Corte: após o início da sessão, os ministros farão a leitura e a votação da ata anterior, acompanhadas das saudações formais. Na sequência, o STF realizará o pregão do processo, ato formal que abre oficialmente o julgamento.

O supremo informou que a limitação de público ocorre devido à capacidade do espaço. Jornalistas credenciados não terão acesso ao plenário e poderão acompanhar a sessão de uma estrutura montada na marquise do prédio, com telões, cadeiras e mesas. O esquema de segurança foi organizado em conjunto pela Polícia Judicial, órgãos de segurança do Distrito Federal, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, GSI, Abin e demais instituições envolvidas. 

RITO REGIMENTAL 
Como presidente da Corte e relator do processo, função que assumiu no sábado (12) em substituição ao ministro André Mendonça, o presidente Edson Fachin abrirá a fase de debates com a leitura do relatório e a delimitação das teses a serem apreciadas pelo plenário.

Após a apresentação do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados (em eventuais sustentações orais) poderão se manifestar. Concluídas as intervenções, Fachin proferirá o primeiro voto, seguido pelos demais ministros de acordo com a ordem regimental do STF. Caberá ao presidente proclamar o resultado final ao término da votação.


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu parcialmente ao pedido dos Correios para declarar a greve dos trabalhadores abusiva e determinou que os sindicatos mantenham 80% do efetivo em atividade.

A determinação do TST abrange as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.

Na decisão, o TST determina ainda que “o percentual de 80% deverá ser aferido individualmente em cada unidade abrangida e, quando aplicável, em cada turno e atividade indispensável, vedada a compensação de excedentes de comparecimento entre unidades, turnos ou atividades distintas.”

Na ação, a empresa pediu, com urgência, que a corte decretasse a greve abusiva e, ao mesmo tempo, a abertura de dissídio coletivo, diante da falta de acordo em torno do reajuste salarial.

Fonte: Bahia Notícias


Neste domingo (13), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante o ato realizado na Concha do Araxá, em Macapá (AP). Em seu discurso, o parlamentar questionou a atuação do senador diante de problemas de infraestrutura e segurança no estado.

Nikolas também afirmou ter sido alvo de manifestações contrárias antes do evento. Segundo ele, foram usados bonecos, cartazes, panfletos e carros com bandeiras em ações para tentar dificultar a realização do ato, que precisou mudar de endereço até chegar à Concha do Araxá.

– Eu vi boneco meu enforcado, eu vi cartazes, panfletos me atacando. Eu vi carros com bandeiras, sem pessoas dentro, pra poder vir lá trabalhar o nosso manifestação. Mas sabe o que é interessante? Eu queria ver essa disposição toda pra poder levar água pro Amapá – afirmou.

Na sequência, o deputado direcionou a cobrança a Alcolumbre e mencionou dados sobre saneamento no estado. Nikolas também citou a violência e fez uma crítica direta ao senador, diante do público que acompanhava o ato.

– Eu queria saber, ô Colômbia, a sua disposição em um Macapá que 85% não tem 40% de esgoto. Eu quero aqui puxar uma salva de palmas pro Davi Alcolumbre, porque esse estado é o estado mais violento do país. Davi Alcolumbre, lave a sua boca pra falar de Nicolas Ferreira – declarou.

O ato foi anunciado por Nikolas como uma forma de pressionar Alcolumbre a dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento reuniu outros parlamentares e influenciadores de direita.

Durante o discurso, Nikolas também afirmou que pretende voltar ao Amapá uma vez por ano. Ele disse ainda acreditar que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá acompanhá-lo em uma próxima visita ao estado.

– E eu não tenho dúvidas que ano que vem quem vai estar aqui do meu lado vai ser Jair Messias Bolsonaro. Tentaram nos calar, tentaram nos perseguir, mas nós continuaremos – disse.

*Pleno.News
Foto: Reprodução Instagram Wess Guimarães


O ministro André Mendonça, durante sessão do STF (Luiz Silveira/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a divulgação de todas as informações armazenadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro poderia interferir no julgamento previsto para terça-feira (15), que envolve mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

A manifestação foi apresentada neste domingo (13), após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que poderia disponibilizar aos ministros a íntegra dos dados extraídos do aparelho.

Segundo a reportagem da Veja, a PF informou que Mendonça possui uma cópia do conteúdo, enquanto o aparelho original permanece preservado e sob custódia da corporação.

No despacho, Mendonça argumentou que a inclusão de novas informações no processo, especialmente a abertura de todo o conteúdo do celular, poderia provocar questionamentos e desviar o foco do julgamento que já está marcado.

O ministro também afirmou que os dados do aparelho considerados relevantes para a análise dos magistrados durante a sessão de terça-feira já foram disponibilizados.

A manifestação ocorre em meio à discussão sobre o acesso dos ministros do STF ao conteúdo do celular de Vorcaro. Nos últimos dias, o tema passou a gerar divergências entre integrantes da Corte.

Mendonça citou ainda uma manifestação anterior de Fachin segundo a qual “a gravidade dos fatos não autoriza atalhos”, defendendo que o processo siga seu curso sem desvios que possam comprometer as investigações.

Fonte: Veja
Texto reescrito pela Redação do Rotativo News.


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou a solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para retirar o sigilo do caso Master.

“Registro, ainda, que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à Presidência e aos Gabinetes dos eminentes ministros”, prosseguiu Mendonça.

Em seu pedido, Fachin sustentou que o processo que diz respeito às mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o caso Master e será julgado na próxima terça-feira (15).

O presidente do STF menciona em sua decisão a necessidade de ser tornada pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano e de todos os procedimentos nela contidos ou a ela relacionados.

A ordem de Fachin ressalva apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida. Essas poderão permanecer em sigilo.

A medida foi feita “de ofício”. Ou seja, feita por ele mesmo, não atendendo a pedido de nenhuma parte.

*CNN Brasil


A crise vivida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem forte relação com acúmulos de poderes entre os magistrados, e a melhor saída para arrefecer a situação é o afastamento de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet. A opinião é de um editorial publicado nesta quarta-feira (9) pelo jornal Folha de S.Paulo.

O texto, que faz parte do editorial O que a Folha pensa, destaca a atuação de parte do colegiado em prol dos próprios interesses.

— Anos de acúmulo de poderes sem limites nas mãos de juízes singulares produzem agora, no Supremo Tribunal Federal, a catarse da autoimolação. Como há subterfúgios para cada ministro praticar seus superpoderes em qualquer ato com uma canetada, chegou-se ao ápice da baderna — escreveu.

O editorial usa como exemplo negócios alinhados entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, com Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

— Quando a Polícia Federal e o jornalismo profissional expuseram que o mafioso Daniel Vorcaro fechou contrato extravagante com o escritório da família de Alexandre de Moraes e facilitou negócios de Dias Toffoli, os mísseis nucleares do direito começaram a ser disparados para a autoproteção dos superpoderosos — disse.

A publicação também destaca a divulgação de conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro com um contato que estaria associado ao ministro.

— A patologia se manifestou de novo quando o relator sorteado do inquérito, André Mendonça, divulgou relatório da PF identificando Moraes como a contraparte de diálogos de Vorcaro em tentativa de escapar das garras da lei — salientou.

Há destaque também para a ação de Moraes em resposta aos movimentos de André Mendonça que elucidaram sua relação com o banqueiro investigado na Operação Compliance Zero e o envolvimento do PGR, Paulo Gonet.

— A artilharia da autoproteção passou a mirar o relator. O procurador Paulo Gonet correu a declarar nulo o relatório em que aparece em flagrantes de intimidade com Vorcaro. Moraes apertou o botão do inquérito abusivo a ele atribuído em 2019, expôs o aparato policial que o auxilia nas sombras e deu publicidade a documento apócrifo com acusações especulativas contra Mendonça — declarou.

A Folha seguiu reforçando, por meio de metáforas, o momento delicado vivido pela Suprema Corte como consequência dos próprios atos do colegiado.

— Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino achou pretexto para meter sua colher arbitrária numa decisão alheia, anulou em ato monocrático o que a maioria da Segunda Turma validara e repôs [Andrei] Rodrigues no cargo. Empurrou a corte e o seu maior atributo, a credibilidade, para a beira do desfiladeiro — disparou.

Por fim, o texto sugere uma solução emergencial para arrefecer a crise.

— Os afastamentos de Moraes e Gonet seriam as medidas imediatas mais eficazes para iniciar o restabelecimento da ordem no STF. Como desprendimento não consta da biografia de ambos, cabe ao presidente da Casa, Edson Fachin, realizar com urgência sessão pública do plenário para examinar os fatos escabrosos que pesam sobre ministros — finalizou.

A sessão extraordinária que irá decidir sobre a validade dos relatórios da PF apresentados por André Mendonça, e se será aberta ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes, acontecerá na próxima terça-feira (15), às 10h.

*Pleno.News
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Nesta quarta-feira (9), a primeira-dama Janja Lula da Silva publicou um vídeo que mostra o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), questionando por que continuam sob sigilo as investigações envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), no caso do Banco Master.

A esposa do presidente Lula (PT) se manifestou por meio de uma rede social.

Na gravação, Haddad cita as investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse.

– Por quê? – escreveu Janja na legenda do post.

*Pleno.News
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que haviam, sucessivamente, afastado e restaurado o cargo do diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Fachin também suspendeu o trâmite da ação relatada por Mendonça que trata do tema. A decisão será submetida ao plenário no dia 15 de setembro, às 10h. Até lá, Rodrigues permanece no cargo.

No despacho publicado nesta quarta-feira (9), Fachin destacou que os conflitos e “sobreposições processuais” configuram “grave lesão à ordem pública e à integridade do Supremo”.

PF

– A Presidência tem o dever de zelar pela preservação da integridade da Corte e tem a convicção de que o faz e fará – ressaltou.

– Todos os elementos contidos nas decisões proferidas até o presente momento evidenciam que os fatos merecem a devida elucidação. Há especial dever de se assegurar a integridade e a adequada direção dos trabalhos desta Corte.

*AE
Foto: Gustavo Moreno/STF