O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, reagiu neste domingo (31) às declarações da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e afirmou que seu grupo político impedirá o avanço dos adversários petistas no estado.
– O paranaense pode ficar tranquilo, nosso projeto bloqueará as pretensões do PT e de seus aliados no nosso estado – escreveu o parlamentar em publicação na rede social X.
A manifestação ocorre um dia após Gleisi afirmar, durante evento em Curitiba, que a esquerda derrotará “a extrema-direita no Brasil e o juiz ladrão no Paraná”, em referência ao ex-juiz da Lava Jato. A declaração foi feita no lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) ao governo do estado.
Na publicação deste domingo, Moro também criticou o encontro realizado no sábado (30).
– Mesmo com a presença maciça de todos os seus eleitores, o PT teve dificuldades para encher seu evento de sábado no Paraná – afirmou.
O senador ainda atacou as pautas associadas ao partido.
– Na pauta, as velhas propostas de rever privatizações, defender criminosos e terroristas e demonizar os Estados Unidos, além das mentiras sobre a Lava Jato – escreveu.
Moro encerrou a mensagem reafirmando um slogan que vem utilizando em sua pré-campanha ao governo estadual.
– O Paraná é nossa fortaleza – declarou.
*AE Fotos: Waldemir Barreto/Agência Senado // Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Procedente de Uganda, homem havia sido encaminhado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas
Prédio da Fiocruz Foto: Erasmo Salomão/MS
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou neste domingo (31) que foi descartada a suspeita de ebola em um paciente que estava internado sob protocolo de isolamento no Rio de Janeiro. O homem, procedente de Uganda, havia sido encaminhado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas após apresentar sintomas compatíveis com doenças infecciosas.
O paciente chegou à unidade no fim da tarde de sábado (30) relatando tosse, calafrios e diarreia. Como Uganda possui áreas com registros recentes da doença, a equipe médica adotou imediatamente as medidas de segurança previstas para casos suspeitos, incluindo isolamento preventivo e coleta de material para exames.
Ainda nas primeiras horas após a internação, análises laboratoriais indicaram que o paciente estava infectado por malária. A investigação, no entanto, prosseguiu para afastar definitivamente a possibilidade de ebola. Neste domingo, exames conduzidos pelo Instituto Oswaldo Cruz, a partir de amostras de sangue, saliva e urina, confirmaram que não havia infecção pelo vírus ebola.
Com a exclusão da hipótese, o homem deixou o protocolo de isolamento e permanece recebendo assistência médica voltada ao tratamento da malária. A Fiocruz ressaltou que o risco de disseminação da doença no Brasil continua sendo considerado baixo.
Enquanto o caso do Rio foi descartado, as autoridades de saúde seguem acompanhando outra investigação em andamento no estado de São Paulo. O paciente, um imigrante procedente da República Democrática do Congo, segue internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
No úlimo sábado (30), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que exames identificaram a bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. Apesar disso, a investigação para ebola não foi encerrada, já que os testes específicos para o vírus ainda aguardam conclusão. A expectativa é de que os resultados definitivos sejam divulgados nesta segunda-feira (1°).
Brazils President Luiz Inacio Lula da Silva attends a ceremony for the signing of the new Digital Statute for Children and Adolescents, which aims to restrict access to social media, at the Planalto Palace in Brasília on March 18, 2026. (Photo by Evaristo Sa / AFP)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado do país, Marco Rubio.
Nos encontros que aconteceram esta semana, uma das principais pautas levadas por Flávio foi o pedido para tornar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) grupos terroristas, o que foi oficializado na última quinta-feira (28).
Durante a fala de Lula, no entanto, há uma afirmação equivocada com relação às ações dos EUA após a decisão. Segundo o petista, o governo Trump estaria disposto a realizar uma intervenção militar no Brasil, o que não foi dito em nenhum trecho do comunicado de Marco Rubio.
— Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção — afirmou Lula em evento nesta sexta (29).
O comunicado oficial, no entanto, não menciona qualquer ação militar em território brasileiro, apenas medidas de proteção aos Estados Unidos diante da atuação violenta do grupo (leia a íntegra do documento ao final do texto).
Lula também afirmou que as facções criminosas brasileiras não são alvos de interesse dos Estados Unidos, alegando que os grupos fazem terrorismo apenas contra o povo brasileiro, e usando o nome de Osama bin Laden a título de comparação.
— Eles não são os terroristas que o Trump quer, como o Osama bin Laden — declarou o presidente.
Leia a declaração do governo norte-americano: Hoje, o Departamento de Estado dos Estados Unidos está designando o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende designar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntas, elas comandam milhares de integrantes e foram responsáveis pela coordenação de ataques brutais contra policiais brasileiros, agentes públicos e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e chegando ao nosso país.
O governo Trump continuará utilizando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo os fluxos financeiros que sustentam narcoterroristas violentos. A ação adotada hoje pelo Departamento de Estado demonstra, mais uma vez, o compromisso inabalável do governo Trump com o desmantelamento de cartéis e organizações criminosas em nossa região e com a garantia da segurança do povo americano.
As medidas anunciadas hoje são adotadas com base na Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos (Immigration and Nationality Act) e na Ordem Executiva 13224. As designações como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) entram em vigor após sua publicação no Federal Register (Diário Oficial Federal dos Estados Unidos).
Marco Rubio Secretário de Estado dos Estados Unidos
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) protocolou, na última segunda-feira (25), uma queixa-crime contra o deputado federal André Janones (Rede-MG), no Supremo Tribunal Federal (STF).
A ex-primeira-dama acusa o parlamentar de cometer calúnia, difamação e injúria contra ela ao tentar relacioná-la ao escândalo do Banco Master. Ela requer uma indenização de R$ 20 mil em danos morais.
Na ação, Michelle refere-se a um vídeo no qual Janones afirma que ela estava prestes a ser revelada como “uma das beneficiárias do dinheiro roubado pela família Bolsonaro junto ao Vorcaro”. O congressista sugeriu ter informações de que a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria envolvida em negociações ilegais com o banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.
Na queixa-crime, os advogados de Michelle afirmam que, sem provas, Janones atribuiu a Michelle “não só o beneficiamento a suposto produto de crime, como a sua atuação, enquanto integrante da família Bolsonaro, na obtenção de valores tidos como roubados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Caso Master”.
Eles afirmam que o congressista não pode se beneficiar da imunidade parlamentar nesse caso, pois suas declarações não possuem qualquer ligação com seu cargo de deputado federal.
Ao justificar o pedido de indenização, os advogados defendem que a “vinculação da imagem da querelante a escândalo criminal de grande repercussão, o alcance expressivo das falas e o potencial abalo de sua credibilidade institucional, impõem a estipulação de valor elevado a título de reparação mínima, apto a refletir a seriedade da lesão produzida e a desestimular a repetição de condutas semelhantes”.
Uma mulher foi resgatada com vida nesta terça-feira (26) depois de ser jogada de um penhasco de 50 metros no Parque Estadual Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte (MG). Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, ficou mais de 24 horas esperando por ajuda após a queda.
O ex-companheiro dela, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso pela suspeita de ter sequestrado e atirado a mulher do penhasco.
Ana Cláudia havia desaparecido após levar a filha para a escola, no bairro Pindorama, em Belo Horizonte, na manhã de segunda (25). Ela tinha relatado à família que encontrou o ex-companheiro no trajeto.
Segundo a Polícia Militar (PM), o homem chegou a dizer para familiares que jogaria a mulher do penhasco. Ele teria confessado o sequestro e a tentativa de assassinato ao ser preso em Várzea da Palma, a mais de 300 km de Belo Horizonte.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a mulher foi levada consciente e sem sinais de fraturas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na mesma cidade. Ela conversou com a equipe durante todo o resgate, feito com ajuda de um helicóptero entre o Mirante do Planeta e o Mirante dos Veadeiros – local de difícil acesso.
Ana Cláudia sofreu ralados principalmente nas costas e tinha um ferimento no pé. Ela permanecia internada até a última atualização desta reportagem.
A mulher sofreu duas quedas, conforme os bombeiros. A primeira, de cerca de 10 metros, era mais íngreme. Os outros 40 metros eram menos inclinados. Para tentar se salvar, ela ainda conseguiu subir cerca de 10 metros, até chegar ao ponto onde foi encontrada pelos bombeiros e içada pelo helicóptero. O trabalho de buscas e resgate contou com mais de 20 militares.
Órgãos previdenciários nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Pará e nos municípios de Cajamar e Santo Antônio da Posse, em SP, estão na mira da PF
Ao menos cinco fundos de previdência têm relações como o Master sob investigação | Foto: Reprodução/TV Globo
Fundos de previdência de três Estados e de dois municípios são investigados nas fraudes no Banco Master até agora. Os fundos ligados aos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Pará e aos municípios de Cajamar e Santo Antônio da Posse, ambos em São Paulo, já foram alvos de operações da Polícia Federal. Esses fundos aportaram no Master R$ 3,9 bilhões.
Entre os pontos analisados, a PF busca identificar eventuais pressões políticas, a atuação de intermediários ou descumprimento de critérios técnicos nas aprovações dos investimentos. Também apura se ativos vendidos pelo Master apresentavam riscos incompatíveis com o perfil conservador exigido aos fundos de previdência de servidores.
Rio de Janeiro
O caso mais recente é do Rio de Janeiro. Nesta etapa mais recente da apuração, são investigadas aplicações que somam R$ 2,01 bilhões, realizadas desde julho de 2024, em fundos vinculados à mesma instituição financeira. Apenas as transferências feitas pelo Rioprevidência teriam alcançado aproximadamente R$ 3 bilhões.
O ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) foi alvo de buscas depois de decisão judicial que apontou sua relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro, facilitando o “alinhamento político necessário” para viabilizar os grandes aportes do Rioprevidência no Banco Master. Segundo a Polícia Federal, mensagens encontradas no celular de Vorcaro sugerem que a liberação dos investimentos dependia de tratativas diretas com Castro.
Os investigadores relatam que Castro mantinha não só contatos institucionais, mas também uma “ligação pessoal estreita” com Vorcaro, ex-proprietário do banco. Eles teriam se reunido diversas vezes, inclusive fora do país, em viagens financiadas pelo banqueiro, ocorrendo simultaneamente aos investimentos bilionários do Rioprevidência no Master.
Amazonas
A fundação investiu R$ 390 milhões em quatro bancos privados entre junho e setembro de 2024 | Foto: Divulgação/ Amazonprev
No Amazonas, a Polícia Federal examina possíveis irregularidades em aplicações de R$ 390 milhões feitas pela Amazonprev, responsável pela previdência dos servidores públicos civis estaduais.
Em março, agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão, investigando a aplicação de recursos em letras financeiras de bancos privados, supostamente em desacordo com normas federais e diretrizes de governança. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas e indícios de falhas em procedimentos internos.
Amapá
Em fevereiro, outra operação mirou a Amapá Previdência (Amprev), depois de suspeitas envolvendo investimentos de cerca de R$ 400 milhões em letras financeiras do Banco Master. Segundo a PF, Jocildo Silva Lemos, diretor-presidente do instituto e coordenador do Comitê de Investimentos, teve papel decisivo nessas operações.
Lemos foi indicado ao cargo por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Na ocasião da ação policial, Alcolumbre declarou que “tudo seja apurado, devidamente investigado, esclarecido e conduzido com transparência e respeito ao devido processo legal”, afirmou.
Cajamar e Santo Antônio da Posse, em São Paulo
No começo de maio, a Polícia Federal deflagrou a operação Off-Balance para apurar suspeitas de irregularidades em aplicações do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, na Grande São Paulo. Estão sob análise aportes de R$ 107 milhões em letras financeiras do Banco Master e do Banco Daycoval.
Cajamar começou os investimentos ainda em 2023, antes de o banco cumprir todos os requisitos legais para receber recursos do regime próprio de previdência.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso desde março | Divulgação/SAP
O instituto deliberou, em outubro de 2023, a compra de até R$ 35 milhões em letras financeiras do Master e, em dezembro, aprovou novo aporte de até R$ 25 milhões, remanejando recursos antes mantidos em fundos da Caixa Econômica Federal. Em março de 2024, um novo investimento de R$ 27 milhões foi realizado.
Outros municípios, como Santo Antônio da Posse, na região de Campinas, também investiram: a cidade destinou R$ 13 milhões ao banco, e a PF investiga suspeita de gestão inadequada dos recursos.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), planeja focar na pauta da segurança pública em seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O entendimento é de que o tema é uma das principais preocupações dos brasileiros nesta eleição e uma das maiores fragilidades do governo Lula (PT).
Segundo informações da colunista da CNN Jussara Soares, a ideia da pré-campanha de Flávio é se contrapor ao petista nessa questão, especialmente no debate sobre classificar facções brasileiras como terroristas. O parlamentar visa reforçar que está alinhado aos planos dos EUA envolvendo o endurecimento do combate a essas organizações criminosas.
Outra pauta que Flávio pretende se posicionar em contrariedade a Lula é na defesa da liberdade de expressão em meio ao debate sobre a regulação das redes sociais.
Especialistas contatados pelo senador também afirmaram que ele deve defender o aumento do comércio entre Brasil e EUA, e a parceria na exploração de terras raras e minerais críticos.
Aliados destacam, contudo, que o congressista pretende se mostrar mais disposto a ouvir do que falar. Ele segue nos EUA no aguardo da reunião, proposta pelo próprio presidente Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta segunda-feira (25), o envio de ajuda humanitária à Bolívia, que vive uma onda de protestos. Ele atendeu a um pedido do presidente do país, Rodrigo Paz, após ligação telefônica entre os mandatários, segundo o Palácio do Planalto.
Ainda de acordo com a nota à imprensa, os dois presidentes conversaram sobre a situação humanitária em um cenário de protestos e bloqueios de estradas. Os atos causam o desabastecimento de algumas regiões do país.
“Respeito às instituições”
O presidente Lula ressaltou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito.
“Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, destacou o documento divulgado.
O que ocorre na Bolívia
O país andino vive uma onda de protestos e bloqueio de estradas que se transformou, ao longo das últimas semanas, em uma revolta popular com participação de camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais.
Uma série de decisões do novo presidente boliviano, que assumiu o poder após quase 20 anos de hegemonia da esquerda, vinha provocando protestos no país desde o início do mandato, em dezembro de 2025, com um decreto que retirava o subsídio à gasolina.
Devido à pressão popular, a lei foi revogada por Rodrigo Paz na semana passada. Mesmo assim, os protestos continuaram e ganharam novas adesões.
A maior parte dos bloqueios ocorre em torno da capital La Paz e têm causando escassez de alimentos, combustíveis e outros insumos nos mercados da capital.
Os recursos ressarcidos a clientes do conglomerado Master foram destinados principalmente para bancos de maior porte após a liquidação extrajudicial das instituições do grupo, informou nesta segunda-feira (25) o Banco Central (BC).
A avaliação consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, divulgado pela autoridade monetária.
Segundo o documento, o episódio não provocou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
“A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN”, destacou o relatório do BC.
Recursos migraram
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank de 19 de janeiro a 27 de fevereiro deste ano.
Desse total, R$ 20,77 bilhões, equivalente a 55,1%, foram destinados a títulos emitidos por instituições financeiras.
Outros R$ 1,47 bilhão foram aplicados em títulos privados, enquanto R$ 15,46 bilhões tiveram outras destinações.
Segundo o Banco Central, os maiores bancos do sistema financeiro concentraram a maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC.
Instituições classificadas como S1, categoria que reúne bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou forte atuação internacional, absorveram 40,9% dos valores.
Já os bancos S2, de grande porte e relevância sistêmica, receberam 24,2% dos recursos.
Risco sistêmico
Durante apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que a migração dos recursos foi acompanhada detalhadamente pela autoridade monetária.
“Os recursos foram direcionados principalmente para instituições classificadas como S1 e S2”, declarou. Segundo Aquino, o BC monitorou a movimentação “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”.
O diretor também afirmou que a liquidação “não gerou efeito no sistema financeiro” e destacou que o conglomerado Master representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.
Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também minimizou o risco sistêmico envolvendo o caso.
“Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico”, afirmou Galípolo.
Sistema sólido
O Banco Central reiterou no relatório que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido mesmo em um ambiente de juros elevados e aumento da inadimplência.
“O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN permanece com capitalização e liquidez confortáveis”, diz o documento.
Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, os testes de estresse indicam que os bancos mantêm capacidade de resistência em cenários adversos.
A autoridade monetária também afirmou que a rentabilidade das instituições financeiras ficou praticamente estável no segundo semestre de 2025.
“O crescimento dos resultados operacionais, ainda que em ritmo menor, compensou o aumento do custo com provisões”, avaliou o BC.
Crédito desacelera
O relatório mostra ainda que o crédito perdeu ritmo em 2025, tanto para famílias quanto para empresas.
Entre as pessoas físicas, o Banco Central identificou aumento do comprometimento da renda e avanço da inadimplência em todas as modalidades de crédito.
“A trajetória de alta da probabilidade de inadimplência deve continuar na maior parte das modalidades”, informou a autoridade monetária.
Apesar disso, o BC afirmou que os bancos continuam com provisões adequadas para absorver perdas esperadas.
Pix cresce
O relatório também apontou crescimento do Pix no sistema de pagamentos brasileiro.
Segundo o Banco Central, a ferramenta respondeu por 29% das transações no varejo no segundo semestre de 2025.
A partir da próxima terça-feira (26), trabalhadores brasileiros poderão utilizar parte do saldo do FGTS no programa Desenrola 2.0 para quitar dívidas. A medida foi confirmada pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Segundo o governo federal, a expectativa é movimentar cerca de R$ 8 bilhões em todo o país.
Para aderir ao programa, o trabalhador deverá procurar um banco e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0. O limite de uso será de até R$ 1 mil ou 20% do saldo residual do FGTS, prevalecendo o menor valor. Além das instituições bancárias, cerca de 10 mil agências dos Correios também vão auxiliar no processo de cadastro.
Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Desenrola 2.0 já renegociou R$ 10 bilhões até 14 de maio, em 1,1 milhão de operações. Segundo ele, cerca de 1 milhão de CPFs foram beneficiados e 449 mil dívidas foram quitadas à vista.