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Durante o ensaio técnico realizado na noite da última sexta-feira (30), na Marquês de Sapucaí, a escola de samba Acadêmicos de Niterói exibiu uma série de imagens zombando do ex-presidente Jair Bolsonaro. A agremiação, estreante no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, apresentará um samba-enredo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as imagens, que apareciam em um telão fixado a um carro, havia uma que mostrava Bolsonaro com as mãos erguidas e sujas de vermelho, acompanhada da frase “Sem mitos falsos, sem anistia”, verso presente na letra do samba da escola. Em outra, o ex-presidente aparecia em uma montagem com a frase “Nunca estivemos tão bem”, expressão utilizada pelo líder conservador durante o mandato.

Em tom zombador, havia também uma montagem de Bolsonaro vestindo uma roupa semelhante à de presidiário, abraçado com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), ambos com trajes azul e rosa, acompanhados da frase “menino veste azul e menina veste rosa”. Outra projeção mostrava o ex-presidente com a máscara facial que era utilizada durante a pandemia de Covid-19 e a frase “Quanto importa a vida?”.

Por fim, a escola ainda utilizou imagens em que Bolsonaro aparece sorrindo, com a frase “Rindo igual a um condenado”, além de uma montagem que simulava a capa de uma revista, trazendo o rosto do ex-presidente e o título “Pintou um clima”.

A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar, no dia 15 de fevereiro, um domingo, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE), a migração para São Paulo, até os mandatos como presidente da República.

Há a expectativa de que políticos acompanhem o desfile no Sambódromo, com convites organizados pela equipe presidencial. No entanto, até a publicação desta reportagem, não havia a confirmação sobre a presença de Lula na Sapucaí.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de Vídeo das Redes Sociais


Cão foi torturado por adolescentes e morreu em Santa Catarina

Foto: © Letycia Bond/ Agência Brasil

Manifestantes foram neste domingo (1º) à Avenida Paulista para pressionar as autoridades a punir os adolescentes que torturaram o cão vira-lata Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina. O animal, que ficava sob cuidados de uma comunidade local, foi torturado no dia 4 de janeiro e morreu um dia depois, sacrificado por eutanásia depois de ficar muito debilitado pelos graves ferimentos decorrentes da violência sofrida.

Os participantes do ato vestiram, em grande número, roupas pretas e também camisetas com uma imagem do cão e frases como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Adesivos com mensagens semelhantes foram distribuídos entre o público, composto por pessoas de todas as idades, algumas levando seus animais.

Iniciado às 10h, em frente do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), o protesto ainda permanecia ativo às 13h, sustentado por palavras de ordem como “Não são crianças, são assassinos!” e “Não vai cair no esquecimento!”. Placas pedindo a redução da maioridade penal eram vistas ocasionalmente.

A psicóloga Luana Ramos se declara a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A pauta voltou a ser foco no Congresso Nacional – mais especificamente, na Câmara dos Deputados. A medida vale para crimes violentos, como os hediondos, o homicídio doloso (quando há intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

“Se fossem quatro meninos pretos, teriam sido linchados. Já teriam feito justiça com as próprias mãos, enquanto os quatro meninos brancos, ricos, estão indo à Disney. Isso não pode mais acontecer”, diz Luana

“Erro não é isso. Erro dá para consertar. Isso não dá para consertar, não tem como voltar atrás. Foi assassinato, crueldade”, acrescenta, reagindo à tentativa dos pais dos autores do crime de atenuar a seriedade do ato que cometeram. Post que circula na internet mostra a mãe de um deles afirmando que tudo não passou de um erro.

Além disso, pais de dois deles e um tio tentaram coagir testemunhas para impedi-las de depor. Os garotos são investigados por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos.

A advogada Carmen Aires levou à Paulista seus dois cachorros adotados, junto com a filha, para expressar indignação diante da morte de Orelha, que teria sido a segunda vítima dos jovens catarinenses. A outra é um cachorro que quase morreu por afogamento. 

Para Carmen, adolescentes de 15 anos já deveriam responder criminalmente. Ela avalia como amenas demais as penalidades cumpridas por quem pratica violências contra animais. “São muito brandas, praticamente não existem. Não resolveram nada, tanto é que continuam acontecendo. A lei é recente, mas deve ser revista, porque atrocidades estão sendo feitas e a gente não aceita mais isso, ver o noticiário, as redes sociais”, afirma. 

A instituição Ampara Animal disponibiliza em seu site diversos materiais capazes de auxiliar no processo de reeducação da sociedade. Um dos alertas é a de haver relação entre a violência que vitima animais e a praticada contra mulheres.

O casal Thayná Coelho e Almir Lemos, de Belém, passeava pelos cartões-postais da capital paulista, sem saber da manifestação, à qual aderiu, também movido pelo sentimento de revolta e impunidade. Perguntados sobre uma possível ligação entre a cor dos jovens e o modo como se comportaram, sem remorso, responderam, ao mesmo tempo: “Com certeza.”

“A cor, a classe social. Acharam que tinham o direito e simplesmente foram e fizeram. Acharam que estavam no direito deles. As filmagens são muito claras. Eles não fizeram como se fosse um crime, como se fosse alguma coisa errada. Não, eles fazem como se estivesse dentro do direito deles”, disse o publicitário, criticando os familiares empenhados em abafar o caso. “Foi muito sádico o ato, chocante. Hoje foi um cachorro. E amanhã? Eles acham que as vidas pertencem a eles, que têm direito de tirar as vidas?”

“Tem muito a ver também com o que é prometido a eles. O branco, principalmente o homem branco, classe média, classe média alta. É prometido a eles um privilégio. Eles sabem que têm esse privilégio. Acham que o mundo é deles, que podem matar. Não só um cachorro, mas mulheres”, completa a psicóloga. “Imagine as namoradas deles.”

“A gente está vendo, por esse caso do Orelha, que é apenas a ponta do iceberg, mas que há maus-tratos todos os dias, a cada minuto e nada é feito. As organizações não governamentais (ONGs) é que, com muito sacrifício, com protetores independentes, conseguem minimizar o sofrimento desses animais.”

Com informações da Agência Brasil.


Adolescente agredido por Pedro Turra está internado em estado de coma

Foto: © Reprodução/Instagram

A Justiça do Distrito Federal decidiu neste sábado (31) manter a prisão do empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, após audiência de custódia. A decisão foi confirmada pela defesa do acusado.

Turra foi preso nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil por lesão corporal grave. Ele é acusado de agredir um adolescente de 16 anos, durante uma briga ocorrida na semana passada, no bairro de Vicente Pires, na capital federal.

O desentendimento ocorreu por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima, que está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras, onde segue em estado de coma.

Na decisão, a juíza responsável pela audiência também determinou que a corregedoria da Polícia Civil seja comunicada sobre o possível descumprimento dos deveres funcionais pelos policiais que realizaram a prisão do piloto.

Defesa

Em nota enviada à Agência Brasil, o advogado Eder Fior disse que o acusado relatou durante a audiência que está sendo alvo de ameaças de morte e acusou os policiais que efetuaram a prisão de descumprirem o dever legal de proteção.

Além disso, a defesa acusou a polícia de promover a “espetacularização” do caso.

 “A defesa registra estarrecimento diante da espetacularização indevida promovida por delegado e agentes policiais, que, em conduta frontalmente incompatível com o Estado de Direito, teriam desrespeitado decisão judicial expressa que determinava a preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante e potencializando riscos concretos à sua segurança e dignidade”, afirmou o advogado.

Nova prisão 

Turra chegou a ser preso um dia após a agressão, mas pagou fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade.

A nova prisão foi autorizada pela Justiça após a polícia apresentar provas de que o empresário está envolvido em outros casos de agressão. Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.  Além disso, um homem compareceu à delegacia para informar que também foi agredido pelo piloto em junho do ano passado. 

Após o episódio, Turra também foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo na qual atuava como piloto. 

Com informações da Agência Brasil.


Sumiço de meninas lidera casos de desaparecimento infantojuvenil

Foto: © Instituto do Câncer Infantil/Divulgação

Três em cada dez casos de desaparecimento registrados no Brasil, durante o ano de 2025, envolveram crianças e adolescentes. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), das 84.760 ocorrências gerais, 23.919, ou 28% do total, envolviam vítimas com menos de 18 anos de idade.

O resultado também significa que, em média, as delegacias de polícia de todo o país registraram, diariamente, 66 boletins de ocorrência sobre o sumiço de crianças e adolescentes. Um aumento de 8% em comparação aos 22.092 desaparecimentos notificados às Polícias Civis em 2024. Percentual duas vezes superior aos 4% de aumento dos casos gerais, que saltaram de 81.406 para 84.760 no mesmo período.

Comparado às 27.730 ocorrências de 2019, ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas entrou em vigor, o total de casos do último ano é quase 14% inferior, mas mantém a curva de crescimento gradual iniciada em 2023 (20.445 denúncias).

Outro fato que chama a atenção é que, enquanto os homens representam 64% do total de pessoas desaparecidas, entre o público infantojuvenil, a maioria (62%) das ocorrências envolve meninas.

Desde 2019, a legislação brasileira reconhece como desaparecido qualquer “ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.

Tipos de desaparecimentos

Para alguns especialistas, seria importante diferenciar as circunstâncias em que o sumiço ocorre, havendo aqueles que propõem haver ao menos três distintas categorias: o desaparecimento voluntário; o involuntário, no qual não há emprego de violência, e o forçado.

“Eu ainda trabalho com outra categoria, não muito usual, que é a do que chamamos de desaparecimento estratégico, para se referir à pessoa que desaparece para sobreviver. Caso de uma mulher que foge de um marido abusivo e de uma criança vítima de maus-tratos”, disse à Agência Brasil, a coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universidade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues, explicando que as causas do problema são “complexas e diversas”.

Dados do Mapa dos Desaparecidos no Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que a maior parte dos desaparecimentos acontecem entre sexta-feira e domingo.

Caso do jovem I.S.B, 10 anos, que deixou a casa do pai, o pintor Leandro Barboza, em Curitiba (PR), no dia 27 de dezembro do ano passado. O garoto foi localizado três dias depois, não muito distante, por um idoso que viu nas redes sociais o alerta de desaparecimento. Ele levou o menino para sua casa e acionou a polícia.

Segundo o pai, o menino disse ter saído para brincar com outras crianças da vizinhança. Entretido, afastou-se de casa, passou o dia todo na rua e, ao ver que já era noite, ficou com receio de apanhar.

“Isso foi o que ele me contou depois, mas a verdade é que a gente nunca sabe o que de fato se passou na cabeça da pessoa, ainda mais de uma criança”, contou Leandro à reportagem da Agência Brasil, revelando que o menino já tinha “dado um susto” semelhante na família pouco tempo antes.

“Desta vez ele disse que chegou a vir até a nossa rua mais de uma vez, mas teve medo de castigo e foi ficando pela rua. A primeira noite ele diz que dormiu sobre um papelão, atrás de um carro, não muito longe de casa. Enquanto eu estava o procurando pelo bairro, batendo de porta em porta; indo à delegacia registrar o desaparecimento”, acrescentou o pintor, lamentando o desencontro.

Ao lembrar dos dias perambulando em busca do filho, Leandro disse “não desejar isso para nenhuma mãe ou pai”.

“É uma agonia que só quem passa dá conta de dizer. Eu pensava o pior: que alguém tinha raptado meu filho; que tinham matado ele; que eu nunca mais ia vê-lo. Na primeira noite, eu tinha chegado do trabalho cansado, no fim da tarde, e fiquei quase a madrugada inteira o procurando. Só parei quando o corpo já não aguentava mais e eu não sabia mais onde procurar”.

Com o menino já seguro, em casa, ouvindo-o conceder esta entrevista, Leandro admitiu temer que o filho volte a lhe dar um novo susto. “Eu alerto sobre os riscos, digo que há crianças que, ao contrário dele, são levadas [sequestradas] e nunca mais são vistas, o aconselho a não dar ouvido às ideias erradas e digo que ele não tem motivos para fazer isso, mas, sabe como é”, explicou o pai. Ele conta que enquanto ele passa o dia trabalhando fora, a esposa (que é madrasta do menino), se desdobra para cuidar dos outros dois filhos do casal – um deles diagnosticado com autismo – e dos afazeres domésticos.

“A gente se desdobra para dar aos filhos aquilo que podemos. Cuidamos deles e procuramos os ensinar o melhor. Aí acontece algo assim e você vê nas redes sociais muita gente te criticando; chamando os pais de irresponsáveis; dizendo que você não cuida, não dá atenção”, queixou-se Leandro, concordando com a máxima popular de que se há muitos para julgar, existem poucos para ajudar.

“Até na delegacia, um policial me disse que eu e minha esposa poderíamos ser responsabilizados pelo sumiço do meu filho. Sendo que eu estava ali fazendo a ocorrência, pedindo ajuda para encontrá-lo depois de um dia inteiro trabalhando e o procurando”, lembrou Leandro, acrescentando que, de forma geral, foi bem atendido na delegacia.

Ele acrescenta que seria importante às famílias que passam pelo desaparecimento de um filho receberem o apoio de um especialista, como um psicólogo, para saber como conversar e orientar pais e filhos. O pintor disse que, por enquanto, o menino o acompanha enquanto ele trabalha.

Com informações da Agência Brasil.


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo decisão assinada nesta sexta-feira (30), Nikolas poderá visitar Bolsonaro no dia 21 de fevereiro, um sábado, no horário das 8h às 10h.

O despacho também autoriza a entrada de outros parlamentares em datas e horários distintos. No mesmo dia da visita de Nikolas, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) poderá ver o ex-presidente das 11h às 13h.

Conforme o cronograma estabelecido pelo Supremo, para o dia 18 de fevereiro, uma quarta, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi autorizado a comparecer das 11h às 13h. Já o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) poderá realizar a visita das 8h às 10h. Primeiro suplente de Romário (PL-RJ), Bonetti tomou posse em dezembro após o titular entrar de licença.

Bolsonaro foi transferido no dia 16 de janeiro para a Papudinha por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

ROTINA DE BOLSONARO NO BATALHÃO DA PMDF
A direção da Penitenciária da Papudinha enviou ao STF nesta sexta-feira, 30, um relatório com detalhes sobre a rotina de Bolsonaro no período entre 15 e 27 de janeiro de 2026.

Segundo o relatório, o ex-presidente recebe acompanhamento médico diário, realizado tanto por profissionais particulares quanto por equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

O documento também informa que Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia no dia 17, atividade que passou a realizar quase todos os dias. Bolsonaro mantém uma rotina regular de caminhadas como prática de atividade física.

Em relação às visitas, a unidade prisional registrou encontros semanais com a mulher, Michelle Bolsonaro (PL), às quartas e quintas-feiras, conforme previsto nas regras internas do presídio.

O relatório aponta que as reuniões com a equipe de defesa ocorrem com frequência praticamente diária. Em alguns dias, Bolsonaro participou de atividades de capelania, serviço de assistência religiosa oferecido no sistema prisional, que inclui acompanhamento espiritual, orações e orientações pastorais.

*AE
Foto: Reprodução/YouTube/SilasMalafaia


Declaração foi dada no âmbito de inquérito do STF

Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, disse à Polícia Federal (PF) que o Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação decretada em novembro do ano passado pela autarquia. 

Aquino foi ouvido pela PF e representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro de 2025 no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga as fraudes no banco.

O diretor do BC disse que o Master era considerado um banco de médio porte e tinha cerca de R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Segundo Aquino, um banco desse porte tem entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres para negociação, montante que demonstra a liquidez de uma instituição financeira. Contudo, o Master tinha somente R$ 4 milhões.

“Para pontuar isso claramente, um banco de R$ 80 bilhões [em ativos] tem liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, tinha R$ 4 milhões em caixa”, afirmou.

O diretor de Fiscalização do BC também citou problemas de liquidez com o Will Bank, outra instituição ligada ao Master e que também foi liquidada

“Estava com muita dificuldade o pagamento. O acompanhamento era por causa de crise de liquidez, se fechava ou não fechava o caixa”, disse.

As investigações sobre as fraudes no Banco Master tramitam no STF e estão sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

Em dezembro do ano passado, o ministro decidiu que a investigação deveria ter andamento na Corte, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado no STF.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. 

Com informações da Agência Brasil.


Reenquadramento no Simples Nacional e a renegociação de dívidas são processos diferentes

Prazo para MEIs aderirem ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina nesta sexta

Os microempreendedores individuais (MEIs) excluídos do Simples Nacional e que desejam retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos ao prazo final para regularização. O pedido de reenquadramento precisa ser feito até esta sexta-feira (30), último dia útil do mês. A mesma data também marca o encerramento do prazo para renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Apesar de terem o mesmo limite de data, o reenquadramento no Simples Nacional e a renegociação de dívidas são processos diferentes, realizados em sistemas distintos. Para voltar ao regime, é necessário que o CNPJ esteja regular, sem pendências fiscais ou cadastrais junto à Receita Federal e aos demais entes. O pedido de adesão ou retorno deve ser feito no Portal do Simples Nacional. No caso dos MEIs excluídos também do Simei, além da opção pelo Simples, é preciso solicitar posteriormente o reenquadramento específico no Simei.

Quem possui dívidas que impedem a permanência ou o retorno ao Simples deve regularizá-las até o prazo final. Débitos com a Receita Federal podem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional ou pelo e-CAC, enquanto valores inscritos na Dívida Ativa da União devem ser tratados no Portal Regularize, da PGFN, que oferece opções de parcelamento e descontos. Especialistas alertam ainda para o aumento de golpes neste período, com envio de boletos falsos e mensagens enganosas, reforçando que pagamentos e serviços devem ser feitos apenas pelos canais oficiais do governo.

Informações Metro1


O Brasil terá, pela primeira vez, datas diferentes para a posse do presidente da República e dos governadores. A partir do próximo mandato, o presidente do Brasil assumirá o cargo em 5 de janeiro, enquanto os governadores tomarão posse no dia 6. A alteração rompe uma tradição mantida por décadas e busca tornar o processo mais organizado e acessível.

O que mudou e por quê

Desde 1988, a Constituição fixava o 1º de janeiro como data oficial das posses. Essa regra vigorou por mais de 30 anos, até ser modificada por uma emenda constitucional aprovada em 2021, válida para os próximos ciclos eleitorais. O principal motivo foi evitar conflitos com as festas de Ano Novo e ampliar a presença de autoridades nos eventos oficiais.

Antes da mudança, presidentes e governadores eram empossados no mesmo dia. Isso dificultava a participação dos governadores nas solenidades realizadas em Brasília, já que precisavam estar simultaneamente em seus estados. Com o novo calendário, as cerimônias foram separadas para facilitar a logística e garantir maior representatividade institucional.

Contexto histórico das posses

A posse em 1º de janeiro passou a ser adotada apenas em 1995, com Fernando Henrique Cardoso. Antes disso, presidentes assumiam em março, como ocorreu com Fernando Collor de Mello (1990), Juscelino Kubitschek (1956), Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961, após renúncia de Jânio). Ao longo da história republicana, o país teve 39 presidentes, somando 43 mandatos, considerando reeleições e governos em períodos distintos.

*Metro1
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


Ramagem saiu do Brasil em setembro, no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado

Ministério da Justiça informa ao STF andamento do pedido de extradição de Alexandre Ramagem

O pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já foi formalmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos pela via diplomática. A decisão foi informada pelo Ministério da Justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O ofício — enviado nesta terça-feira (28) ao STF — diz que a solicitação foi transmitida pelo Ministério das Relações Exteriores. De acordo com a pasta, a Embaixada do Brasil em Washington encaminhou ao Departamento de Estado norte-americano, em 30 de dezembro de 2025, a nota verbal com o pedido de extradição, acompanhada da documentação exigida pelo tratado bilateral entre países.

O Ministério da Justiça afirma no documento, que novas informações sobre o andamento do caso serão repassadas ao Supremo assim que estiverem disponíveis e coloca-se à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.

Pedido de extradição
Quem solicitou a extradição foi o ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga do deputado para os Estados Unidos. Ramagem saiu do Brasil em setembro, no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

As investigações da Polícia Federal apontam que Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana, sem passar por controle migratório. No país vizinho, embarcou no aeroporto de Georgetown com destino aos Estados Unidos, onde teria entrado com passaporte diplomático, apesar de existir determinação judicial para o cancelamento do documento. De acordo com informações de aliados de Ramagem, ele tinha pretensão de pedir asilo político nos Estados Unidos.

Informações Metro1


Comentaristas da GloboNews afirmaram, nesta segunda-feira (26), durante o programa Estúdio I, que o STF enfrenta uma crise que afeta a credibilidade da Corte e deve repercutir no cenário político.

O jornalista Merval Pereira disse que a situação tende a se agravar e que ministros precisam se preparar para um período difícil.

– É inevitável que o Supremo enfrente este problema, porque se continuar assim, vai continuar afetando a credibilidade do Supremo enquanto as novidades aparecerão. Não há dúvida nenhuma. Ninguém pense que isso vai acabar. Não pense que não tem gente querendo fazer delação premiada, não tem gente querendo contar mais história. Não há como escapar a não ser com censura. Os ministros do Supremo têm que se preparar para um ano muito duro.

Merval também afirmou que, por ser ano eleitoral, o tema do impeachment de ministros deve ser explorado nas campanhas, com apoio popular, pois a população quer saber quem roubou e quem está defendendo o Banco Master.

A comentarista Andréia Sadi concordou e disse que o impeachment de ministros deixou de ser uma pauta restrita à chamada “extrema-direita”.

Já Octavio Guedes comentou a declaração do ministro Gilmar Mendes sobre o caso, mesmo com a Lei Orgânica da Magistratura vetando esse tipo de posicionamento público.

*Pleno.News
Foto: Reprodução

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