Foram entrevistadas 1,5 mil pessoas em diferentes regiões do Estado
Agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em ação em viela de uma favela carioca | Foto: Reprodução/X/@BOPE_PMERJ
Moradores do Rio de Janeiro manifestaram apoio majoritário à megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, segundo pesquisa Genial/Quaest feita nos dias 30 e 31 de outubro. O levantamento aponta que 64% dos entrevistados aprovaram a ação, que resultou em 121 mortos, sendo quatro policiais, e mobilizou centenas de agentes das polícias Civil e Militar.
O estudo mostrou ainda que 98% das pessoas ouvidas estavam informadas sobre a operação, considerada a mais letal da história fluminense. Foram entrevistadas 1,5 mil pessoas, com 16 anos ou mais, em diferentes regiões do Estado. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos e nível de confiança de 95%.
Aprovação e recortes de gênero e idade da pesquisa
Entre os entrevistados, 27% desaprovaram a ação policial, enquanto 6% não se posicionaram nem a favor nem contra, e 3% não souberam opinar. O levantamento também apontou que 73% defendem que operações semelhantes ocorram em outras comunidades do Estado, apoio que sobe para 85% entre homens e fica em 62% entre mulheres.
O índice de aprovação à operação foi maior entre os homens, com 79% declarando apoio, e 17% de desaprovação. Entre as mulheres, o apoio chegou a 51%, enquanto 36% desaprovaram. A pesquisa revelou ainda que a faixa etária de 31 a 50 anos foi a que mais aprovou a operação, com 68% de apoio.
Jovens entre 16 e 30 anos registraram 65% de aprovação à ação, enquanto 58% dos entrevistados com mais de 51 anos também apoiaram. A maior desaprovação foi observada no grupo acima de 51 anos, com 29% de insatisfeitos.
Renda, escolaridade e regionalização do apoio
Em relação à renda, a aprovação chegou a 69% entre quem recebe entre 2 e 5 salários mínimos. Para os que ganham até 2 salários mínimos, 58% apoiaram a operação, enquanto 63% dos que recebem mais de 5 salários mínimos também aprovaram. A desaprovação alcançou 36% entre os que têm renda superior a 5 salários mínimos.
Aprovação foi mais expressiva entre pessoas com até o ensino fundamental, com 67%. Para quem tem ensino médio completo ou incompleto, o apoio foi de 66% e a desaprovação de 23%. Já entre os que possuem ensino superior incompleto ou mais, a aprovação caiu para 59%, com 39% de rejeição à megaoperação.
Na análise por região, a Baixada Fluminense liderou o apoio com 73%. Na capital, 68% aprovaram a ação. Em Niterói, São Gonçalo e Maricá, o índice ficou em 56%. No Sul Fluminense, na região Serrana, no Norte, Noroeste e Região dos Lagos, a aprovação foi de 57%.
Influência da posição política e avaliação dos resultados
O apoio à operação variou conforme a posição política dos entrevistados. Entre os apoiadores de Bolsonaro, 93% declararam aprovação, enquanto 92% da direita que não são aliados do ex-presidente também apoiaram. Entre lulistas, 35% aprovaram e 59% reprovaram. Na esquerda não lulista, a aprovação foi de 27% e a desaprovação de 70%. Entre independentes, 61% apoiaram e 24% desaprovaram.
Sobre os resultados da operação, 58% dos entrevistados consideraram a ação bem-sucedida, 32% disseram que foi um fracasso, 6% afirmaram que depende do ponto de vista e 4% não souberam responder. Entre homens, 73% avaliaram a operação como bem-sucedida, enquanto entre mulheres esse índice foi de 43% e 44% consideraram o resultado negativo.
Moradores entre 31 e 50 anos foram novamente os mais otimistas, com 61% avaliando a operação como um sucesso. Na faixa de 16 a 30 anos, 54% consideraram positiva, enquanto entre os acima de 51 anos o índice foi de 55%.
A jornalista Elisa Robson afirmou ter sido alvo de bloqueios, censura e interrogatórios supostamente determinados pelo ministro Alexandre de Moraes, após divulgar reportagens sobre conexões entre redes de narcotráfico, ditaduras latino-americanas e grupos criminosos brasileiros. Ela mora nos Estados Unidos desde 2023.
Segundo Elisa, houve uma ordem judicial que impôs multa diária ao empresário Elon Musk, caso seu perfil permanecesse acessível a usuários brasileiros na plataforma X, da qual o bilionário é dono.
– Alexandre de Moraes ameaçou o Elon Musk com multa diária de 20 mil dólares, caso o perfil, o meu perfil no X continuasse disponível para os brasileiros. Então, ou era cerceada minha liberdade de expressão ali naquela plataforma ou uma multa milionária seria aplicada a Elon Musk. Isso é de uma violência sem tamanho para um trabalho de uma jornalista, né? Uma agressão muito séria – relatou em entrevista ao Pleno Time, na última quarta-feira (29).
Elisa classificou as medidas como uma violação grave à liberdade de expressão e afirmou que há um “quebra-cabeça em formação” envolvendo investigações internacionais e sanções do governo norte-americano.
A jornalista questiona qual seria “o interesse” de Moraes em relação ao seu cerceamento.
*Pleno.News Fotos: Alejandro Zambrana/Secom/TSE e EFE/EPA/ALEXANDER BECHER
O SBT confirmou, nesta sexta-feira (31) a aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026. O destaque da cobertura, em parceria com a N Sports, será a presença de Galvão Bueno na tela do canal paulista.
Além do icônico narrador, que é sócio da N Sports desde junho deste ano, o SBT também terá Tiago Leifert nas transmissões.
Além do icônico narrador, que é sócio da N Sports desde junho deste ano, o SBT também terá Tiago Leifert nas transmissões.
Esta será a quinta Copa do Mundo transmitida pelo SBT. A primeira foi na edição do México em 1986. As Copas de 1990, 1994 e 1998 também foram exibidas pelo canal.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ganhou mais de meio milhão de seguidores em seu perfil em uma rede social em três dias, após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.
Na última segunda-feira (27), Castro tinha 464 mil seguidores em seu perfil no Instagram. No dia da operação, na terça (28), o número subiu para 478 mil. No dia seguinte, o perfil do governador alcançou 746 mil seguidores. Nesta sexta (31), o total chegou a 1,3 milhão.
A operação, batizada de Contenção, foi a mais letal da história do Rio. As polícias Civil e Militar foram mobilizadas para cumprir 180 mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O saldo foi de 121 mortos, incluindo quatro policiais, além do bloqueio de vias e da suspensão de serviços em diversos pontos da cidade.
O governo do Rio afirmou que o objetivo da ação era conter o avanço da facção e prender lideranças criminosas. Castro classificou o resultado como um sucesso.
Nesta quinta-feira (30), o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi se manifestou contra a ida das ministras do governo Lula Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Anielle Franco (Igualdade Racial) ao Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Elas estiveram no local com deputados da esquerda, após a megaoperação contra o tráfico de drogas realizada pelo governo do estado.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Reimont (PT-RJ), esteve presente juntamente com as deputadas federais, Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O encontro aconteceu na Central Única das Favelas (CUFA), com o objetivo de saber sobre as mortes realizadas no local.
– Pois é…Direitos Humanos para quem? Não acreditem em narrativas antipolícia – escreveu Curi.
Na quarta (29), o grupo de parlamentares fluminenses fez uma série de críticas ao governador Cláudio Castro (PL) por causa da operação e chegaram a pedir sua prisão preventiva.
No documento, eles afirmam que há “risco concreto à ordem pública e à investigação” e pedem que Castro seja afastado para evitar novas ações semelhantes. O texto cita ainda que o governo do Rio teria deixado de usar integralmente recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Em entrevista coletiva, os deputados acusaram o governo fluminense de promover uma “chacina continuada” contra moradores de comunidades dominadas pelo tráfico.
– É a maior chacina do Brasil, superando a do Carandiru – afirmou Reimont, citando uma projeção de mais de 200 mortos.
Bandidos com fuzis podem progredir de regime em poucos anos; réus da baderna em Brasília cumprem penas acima de 15 anos
Manifestantes na rampa do Congresso Nacional, durante o 8 de janeiro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A megaoperação deflagrada na última terça-feira, 28, no Rio de Janeiro, com confrontos em várias comunidades da capital fluminense, voltou a expor um paradoxo do sistema penal brasileiro.
Enquanto o governador Cláudio Castro denuncia que criminosos armados são presos e libertados sucessivas vezes, beneficiados por audiências de custódia e penas alternativas, o Supremo Tribunal Federal (STF) mantém réus do 8 de janeiro cumprindo penas de até 17 anos de prisão, mesmo sem portar armas, deixar vítimas nem ter histórico criminal.
Em entrevista à Rádio 93 FM, Castro criticou a forma como o Judiciário lida com o crime comum. “Quem assalta hoje está em liberdade 24 horas depois”, afirmou. “Prende-se o mesmo bandido 30 ou 40 vezes.”
Embora o número seja hiperbólico, a denúncia é real. A Resolução 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça garante a todo preso o direito a audiência de custódia em até 24 horas, o que frequentemente resulta em soltura provisória — sobretudo quando a pena máxima do crime não ultrapassa quatro anos. O artigo 44 do Código Penal autoriza, nesses casos, a substituição da prisão por medidas alternativas. Na prática, delitos patrimoniais e até casos de porte de arma sem disparo costumam terminar em liberdade provisória.
Criminosos se beneficiam da lei
Mesmo criminosos flagrados com armas de uso restrito, como fuzis, podem se beneficiar da brecha. O porte ilegal de arma de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/2003) prevê pena de 6 a 12 anos, mas a jurisprudência permite progressão de regime depois do cumprimento de 2/5 da pena. Dessa forma, um traficante detido com armamento militar pode deixar a prisão em menos de cinco anos.
O quadro é inverso no caso dos réus do 8 de janeiro. Até o momento, mais de uma centena de pessoas já foram condenadas pelo STF, muitas delas por crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Nenhuma portava arma de fogo. Mesmo assim, as penas ultrapassam as aplicadas a criminosos armados:
Aécio Lúcio Costa Pereira recebeu 17 anos de prisão (AP 1060/DF);
Thiago de Assis Mathar, 14 anos (AP 1502/DF);
Moacir José dos Santos, 17 anos (AP 1505/DF);
Alessandra Faria Rondon, 16 anos e 6 meses (AP 1061/DF); e
Eric Prates Kobayashi, 16 anos e 6 meses (AP 1066/DF).
Os três primeiros estão presos em regime fechado, e os dois últimos estão foragidos.
STF implacável
Enquanto a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça discute a possibilidade de absorver o crime de porte de arma pelo de tráfico — o que reduziria penas de criminosos armados —, o STF adotou, para os manifestantes de Brasília, uma interpretação política inédita. A Corte entendeu que os atos de vandalismo ocorridos em 2023 configuraram tentativa de golpe de Estado e, por isso, aplicou o tipo penal mais grave possível. O resultado foi um padrão punitivo excepcional, raramente usado contra organizações criminosas de fato.
Assim, o traficante que circula com fuzil pelas favelas do Rio tem, pela lei, chance de responder em liberdade ou de progredir de regime em poucos anos. Já o manifestante que invadiu o Palácio do Planalto, sem armas e sem ferir ninguém, cumpre pena de quase duas décadas.
Em sua primeira manifestação após a realização da megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fez qualquer menção de solidariedade aos agentes de segurança mortos na operação ou seus familiares. O posicionamento veio por meio de uma nota publicada nas redes do chefe do Executivo nesta quarta-feira (29).
No comunicado, Lula disse que é preciso trabalho coordenado para combater o crime organizando, evitando que policiais, crianças e famílias inocentes sejam colocados em risco. O petista disse ainda que pediu que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal auxiliassem nas ações no Rio de Janeiro.
– Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco – declarou.
O presidente afirmou que o trabalho de repressão ao crime no Rio deve seguir o modelo de operação realizada em agosto contra quadrilhas que atuam na venda de drogas, adulteração de combustível e lavagem de dinheiro. Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública que foi enviada por seu governo ao Congresso.
– Com a aprovação da PEC da Segurança, que encaminhamos ao Congresso Nacional, vamos garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas – completou.
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou, nesta quarta-feira (29), que será investigada possível fraude processual na remoção de corpos após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, que já tem 121 mortos e 113 presos. Segundo ele, há indícios de que os corpos foram manipulados antes da chegada das autoridades.
Mais de 60 corpos, de acordo com as autoridades, foram retirados por moradores da área de mata conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, e levados para a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, durante a madrugada. Curi ressaltou que os mortos estavam vestidos com roupas camufladas, mas que, ao serem levados para a praça, apareceram “apenas de cueca ou short”.
– Esses indivíduos estavam na mata, equipados com roupas camufladas, coletes e armamentos. Agora, muitos deles surgem apenas de cueca ou short, sem qualquer equipamento, como se tivessem atravessado um portal e trocado de roupa. Temos imagens que mostram pessoas retirando esses criminosos da mata e os colocando em vias públicas, despindo-os. A 22ª Delegacia de Polícia instaurou um inquérito – disse.
Imagens registradas por fotojornalistas já na própria Praça São Lucas, na manhã desta quarta, mostram que muitos corpos ainda estavam vestidos com roupas camufladas. O governador Cláudio Castro (PL) também se manifestou sobre o caso. Em vídeo publicado no Instagram, ele exibiu imagens de corpos com roupas camufladas sendo cortadas e afirmou que o crime estaria tentando manipular o ocorrido.
– É revoltante ver até onde o crime é capaz de ir para tentar enganar a população. Circulam vídeos mostrando claramente a manipulação de corpos depois dos confrontos: pessoas cortando roupas camufladas, tentando mudar a cena para culpar a polícia. Isso é mais uma prova da covardia e da perversidade de quem vive do narcoterrorismo – escreveu.
*Pleno.News Fotos: EFE/ André Coelho // PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
Nesta quarta-feira (29), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP) impediu que fosse realizado um minuto de silêncio para os criminosos mortos na megaoperação que ocorreu no Rio de Janeiro, na terça (28). A reação gerou um bate-boca na Câmara Municipal de São Paulo.
O pedido da “homenagem” foi feito pela vereadora Luna Zarattini (PT-SP), mas Pavanato, Rubinho Nunes e Adrilles Jorge defenderam que os únicos que merecem honrarias são os policiais mortos em combate.
Pavanato disparou que “lugar de bandido é na cadeia ou na vala”. Ele destacou ainda que as únicas vítimas são os policiais que morreram em combate.
*Pleno.News Foto: Reprodução/ Print de vídeo redes sociais
Pelo menos 130 pessoas morreram, entre elas quatro policiais, durante uma megaoperação realizada nesta terça-feira (28) contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, esta já é a operação mais letal da história do estado.
Esse número de mortos já considera os 72 corpos retirados durante a madrugada e manhã desta quarta (29) de uma área de mata conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, e levados até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha. Oficialmente, as forças de segurança farão uma perícia para confirmar a relação entre esses corpos e a operação.
Na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) confirmou oficialmente 58 mortos na operação, sendo que 54 eram criminosos e os outros quatro eram agentes de segurança: dois policiais da Polícia Civil e dois da Polícia Militar.
A ação, que integra a Operação Contenção, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes de segurança, com o objetivo de capturar cerca de 100 criminosos ligados à facção Comando Vermelho. Até a última atualização desta reportagem, 81 pessoas tinham sido presas na ofensiva, que também apreendeu 93 fuzis, pistolas, granadas e mais de 500 quilos de entorpecentes.
O confronto começou ainda na madrugada desta terça, quando traficantes reagiram com tiros e incendiaram barricadas para impedir o avanço das forças de segurança. Durante o dia, o tráfico organizou represálias em diferentes regiões do Rio, bloqueando vias importantes como a Linha Amarela, a Grajaú-Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier. Os criminosos também lançaram bombas nos policiais a partir de drones.
Os agentes de segurança mortos foram os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); além dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).