O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, esteve internado entre quarta (19) e quinta-feira (20) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para seguir com o tratamento de um tumor no cólon intestinal, retirado no último dia 4 de setembro. Segundo o boletim médico divulgado pela instituição, o Rei do Futebol, que já recebeu alta, “está com condições clínicas estáveis”.
Pelé ficou quase um mês internado, entre 31 de agosto e 30 de setembro do ano passado, sendo submetido à cirurgia para retirada do tumor quatro dias após dar entrada no hospital. Ele passou boa parte do período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em 8 de dezembro, o ex-jogador retornou ao Albert Einstein para realizar as últimas sessões de quimioterapia de 2021. Ele foi liberado no dia 23, para passar o Natal com os familiares.
Homenagem
Pelas redes sociais, Pelé prestou reverência a Elza Soares, que morreu nesta quinta, aos 91 anos. Na postagem, ele disse que Elza foi “uma lenda da nossa música, histórica, genuína, ímpar e inigualável” e lembrou que a cantora faleceu no mesmo dia 20 de janeiro que Garrincha, campeão mundial ao lado do Rei do Futebol em 1958 e 1962 e que foi marido da artista.
Aliado de Lula defendeu vitória do partido ao poder
Ex-ministro José Dirceu diz PT irá implementar “projeto socialista” no Brasil Foto: Fotos Públicas/Lula Marques
Voltou a circular uma entrevista do petista José Dirceu em que ele revela os objetivos do Partido dos Trabalhadores com uma eventual vitória nas eleições deste ano. Segundo Dirceu, o retorno do partido ao poder irá facilitar a criação de “bases para o nosso projeto socialista”.
– No momento histórico que estamos vivendo, no período histórico que não é revolucionário – apesar de na América do Sul [ter havido] levantes populares […] -, há uma situação de equilíbrio de correlação de forças […]. Nós voltamos a ter governos progressistas, esse é o período que nós estamos vivendo. O projeto político nosso é disputar eleições e ganhar, e defender os interesses da classe trabalhadora, os interesses nacionais, evidentemente criar as bases para o nosso projeto socialista – disse o ex-ministro do governo Lula ao site Opera Mundi, em dezembro do ano passado.
Em seguida, o político passa a defender as medidas que um governo “socialista” deve adotar para manter seu viés ideológico sobre o Estado. Ele afirmou que as ações serviriam para viabilizar uma “mudança de regime”.
– Quando você mantém as estatais, mantém os bancos públicos, cria uma economia solidária, democratiza as relações de poder em todos os âmbitos, não só do Estado, mas inclusive das empresas e também da sociedade; quando você cria empresas mistas e o país volta a ter soberania sobre a política econômica dele – com essa abertura financeira, […] a economia brasileira daqui a pouco está dolarizada – você está criando as bases para uma mudança no regime. É isso o que eu posso dizer, é assim que eu vejo – afirmou.
A entrevista de Zé Dirceu foi relembrada pelo deputado federal Marcel Van Hattem (Novo).
– Tudo com o único intuito: seguir saqueando estatais, assim como fizeram com a Petrobras. Os escândalos do mensalão e do petrolão, capitaneados pelo PT, são a prova de que o Estado não deveria ter o controle sobre as estatais, pois abre-se um caminho fácil para a corrupção.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (20) a aplicação do imunizante CoronaVac em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos – exceto em casos de menores imunossuprimidos (com baixa imunidade). A decisão foi tomada durante reunião extraordinária da diretoria colegiada.
Crianças e adolescentes com comorbidades também poderão receber a vacina, que será aplicada em duas doses, com intervalo de 28 dias. A vacina é a mesma utilizada atualmente na imunização de adultos, sem nenhum tipo de adaptação para uma versão pediátrica.
A decisão foi unânime. Ao todo, cinco diretores votaram a favor da liberação: Meiruze Sousa Freitas, Alex Machado Campos, Rômison Rodrigues Mota, Cristiane Rose Jourdan e o próprio diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.
Por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comentou a aprovação do uso emergencial da CoronaVac para a faixa etária de 6 a 17 anos. “Todas as vacinas autorizadas pela Anvisa são consideradas para a PNO [Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19]. Aguardamos o inteiro da decisão e sua publicação no DOU”, disse, em sua conta no Twitter.
Butantan Por meio de nota, o Instituto Butantan, fabricante da CoronaVac em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, informou que a autorização ocorreu após avaliação de pedido enviado à Anvisa no dia 15 de dezembro, embasado em estudos de segurança e resposta imunológica vindos de países como Chile, China, África do Sul, Tailândia e também do Brasil.
“A CoronaVac é cientificamente comprovada como a vacina mais segura e com menos efeitos adversos, além de ser a vacina mais utilizada em todo o mundo, com mais de 211 milhões de doses administradas no público infantil e juvenil (de 3 a 17 anos) somente na China”, destacou o comunicado. “O Instituto Butantan, que há 120 anos trabalha a serviço da vida, está preparado para fazer parte de mais esta batalha para derrotar o vírus da covid-19 no país”, concluiu a nota.
A possibilidade de o Telegram ser vetado nas campanhas eleitorais deste ano por não ter uma representação no Brasil para receber e cumprir ordens judiciais entrou na agenda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um grupo do Ministério Público Federal (MPF) mais ligado ao combate ao cibercrime vinha defendendo essa interpretação internamente e orientando os demais procuradores a respeito.
O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, vai levar o tema para debate junto aos demais ministros na volta do recesso. Em nota divulgada pela Corte Eleitoral, ele afirma que “nenhum ator relevante no processo eleitoral de 2022 pode operar no Brasil sem representação jurídica adequada, responsável pelo cumprimento da legislação nacional e das decisões judiciais”.
Em 16 de dezembro, Barroso enviou um ofício ao Telegram, por e-mail, solicitando audiência com Pavel Durov, fundador da empresa, com sede em Dubai. Queria discutir uma cooperação contra a desinformação que circula no aplicativo e afeta a confiança nas eleições brasileiras.
Barroso foi ignorado. Ao menos quatro tentativas de envio por correspondência também não tiveram sucesso. O tribunal não pretende enviar um representante à empresa porque detém informações de que no escritório em Dubai não há um representante de fato da companhia. Apenas um pequeno grupo de funcionários de baixo escalão dá expediente no local.
ENTRAVES JURÍDICOS O Telegram representa hoje uma das principais preocupações para as disputas eleitorais deste ano. Sem representação local, a plataforma está fora do alcance da Justiça brasileira, e especialistas apontam o risco de ela ser um canal para disseminação de notícias falsas, ataque a instituições e discurso de ódio. Investigadores também se queixam do fato de o aplicativo não cooperar mesmo em apurações nacionais sobre crimes como apologia ao nazismo e pedofilia.
A ideia de proibir o funcionamento de serviços sem representação no Brasil, com vistas à eleição, é baseada em uma interpretação do que está disposto na Lei das Eleições, de 1997, e na resolução do TSE sobre propaganda eleitoral. Os textos exigem que “sítios” de candidato, partido e coligações estejam hospedados em provedor de internet estabelecido no país. O Telegram e outros serviços como Gettr, Parler e Gab estariam incluídos nessa regra, na interpretação de integrantes do MPF.
Contudo, a tese não é majoritária. Enfrenta resistência entre especialistas e até dentro do TSE. Em setores do tribunal, há quem considere que o entendimento aplicado sobre a lei e a resolução seja “forçar a barra” para tentar solucionar um problema complexo.
Curiosamente, o presidente Jair Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência da República com maior número de seguidores no aplicativo, canal por onde ele também divulga suas opiniões, agendas e informações de interesse público.
Segundo o presidente da Câmara, projeto de lei aprovado na Casa e travado no Senado para congelar arrecadação dos Estados reduziria preço dos combustíveis em quase 10%
Foto: MATEUS BONOMI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Nesta segunda-feira, 17, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), concedeu uma entrevista exclusiva ao vivo para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, para falar sobre o preço dos combustíveis. No último domingo, diante da possibilidade dos governadores descongelarem o ICMS, voltando a aumentar a arrecadação e, consequentemente, impactando o preço da gasolina e etanol, Lira já havia se posicionado nas redes sociais, criticando os gestores estaduais. Ele disse que a decisão é desnecessária, afirmando que os Estados estão com recursos sobrando. O presidente da Câmara ainda lembrou o projeto de lei aprovado na Casa e travado no Senado que propunha o congelamento do ICMS a partir da média dos dois últimos anos, o que segundo ele reduziria o preço nas bombas em quase 10%.
“Não é o ICMS que ‘starta’ [sic] o aumento do combustível, e sim a variação do dólar e questão do preço do barril do petróleo. Mas ninguém pode negar que o ICMS é quem mais contribui para a elevação desse preço. As taxas e valores cobrados pelos governadores são extremamente altas e influenciam, claro, nessa arrecadação do preço do combustível. Com o projeto que nós votamos na Câmara, que pega a média dos dois anos anteriores e congela o que os governadores irão cobrar por um período de um ano em cima dos aumentos que a Petrobras faz, esse valor, na época, teria uma redução de quase 10% do preço da gasolina. E isso não foi feito. Não andou no Senado. Não foi discutido. Os governadores foram contra esse projeto. No final do ano, eles [governadores] congelaram os aumentos, mas na alíquota máxima. Agora, eles se reuniram no Comsefaz e vão descongelar. Vão, de novo, aplicar aumentos em cima dos preços dos combustíveis. E isso trará, agora em janeiro, um aumento muito grande dos preços. E sem necessidade. Os cofres estaduais estão abarrotados de dinheiro. Os governadores não sabem onde gastar dinheiro”, afirmou Lira.
Pela relação direta que o tema tem com a reforma tributária, Lira comentou que espera que o processo tenha andamento ainda neste ano de 2022, mesmo com as eleições em outubro. “Nós queremos fazer com o sistema se desburocratize. Esperamos que a PEC 110 tenha início de tramitação ainda no ano eleitoral, claro, mas tenha início de votação no Senado, porque ela é uma reforma constitucional. Esperamos que o Senado, sob a relatoria do senador Roberto Rocha dê andamento dê andamento à PEC 110, que é uma proposta que abrange, justamente, um aspecto mais amplo constitucionais, como impostos sobre o consumo, que afetarão toda a sistemática, claro, da legislação brasileira”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de privatização da Petrobras, caso o presidente Jair Bolsonaro(PL) se reeleja em 2022, Lira disse que defende a questão. “Eu defendo que o governo não seja majoritário na Petrobras, que o governo faça a privatização, isso não alterará em nada. A Petrobras há muito deixou de investir no Brasil, deixou de ser uma companhia que pensa no Brasil. Ela tem por obrigação cuidar dos seus acionista e o governo tem, por bônus, receber o seu percentual, ele é acionista. Mas também tem o ônus dessas discussões de aumento de combustíveis, o tempo todo [o governo] está sendo responsabilizado. Já chegou o prazo de se discutir, senão nesse governo ou nesse ano, no próximo, a partir de 2023, para se desintoxicar as discussões políticas, a privatização da Petrobras. O mercado se gere e se mantém e tem que ser regulado automaticamente por ele. Não tenho dúvidas disso. Se essa discussão vier e se tiver pulso dentro do Congresso, que eu penso que ainda será um Congresso de centro-direita, independente do presidente que seja eleito, essa discussão deve vir a tona e será feita em grande nível”, opinou.
Lira ainda refletiu sobre a necessidade de diálogo no Congresso Nacional e estratégias para destravar projetos no Senado já aprovados na Câmara. “É extremamente sensível ter um presidente que poder, que tem o poder de pauta, e que tem a pretensão de se candidatar a um cargo como presidente da República, com o governo em curso. Isso, automaticamente, as vezes, influencia em alguma decisão, seja de grupo ou individual. Isso, em 2021, talvez possa ter impactado, de boa fé, o andamento de algumas pautas. Que eu acho que, agora, com a sedimentação das possíveis candidaturas, quem está mais bem situado ou menos, as posições partidárias, isso deverá dar uma clareza mais transparente nas posições de cada um. E que o Brasil esteja acima dessas discussões, que ainda terão seu tempo próprio de discussão, com relação à sucessão”, disse, referindo-se ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Presidente afirmou que ministra ainda está avaliando possibilidade
Ministra Damares e o presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou, nesta quarta-feira (19), ter feito convite à ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, para disputar o Senado Federal pelo estado de São Paulo.
Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan News TV, Bolsonaro afirmou que a ministra ainda está avaliando a possibilidade. A informação surgiu ao ser questionado pelo ex-ministro Ricardo Salles, que também cogitava tentar o Senado, mas deve ser candidato a deputado federal
– Posso adiantar uma possível senadora por São Paulo. A ministra Damares. Não está batido o martelo não, conversei com a Damares e ela ainda não se decidiu – disse.
Outro ministro que se tornou aposta de Bolsonaro ao governo de São Paulo é Tarcísio Freitas, da Infraestrutura. Popular dentro do governo e entre eleitores da base do presidente, Tarcísio teria “gostado” do convite para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Segundo o presidente, ele estima que pelo menos 12 ministros devem se licenciar do cargo até março para concorrer nas próximas eleições.
Criança de 10 anos apresentou problema de saúde 12 horas após ser vacinada
Vacinação de crianças foi suspensa em município de SP Foto: EFE/EPA/Robin Van Lonkhuijsen
A Prefeitura de Lençóis Paulista, em São Paulo, anunciou a suspensão da vacinação de crianças contra a Covid-19 pelos próximos sete dias. A medida foi publicada nas redes sociais do governo local, que decidiu pela interrupção “após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer”.
Segundo o comunicado, “pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento”. A prefeitura também informou que, “segundo a família, a criança está estável e consciente”.
Apesar do ocorrido, o Executivo local destaca segue a orientação do seu comitê e “deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento”.
A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo também se pronunciou sobre o assunto, e reforçou que as vacinas aprovadas pela Anvisa são seguras e eficazes.
VEJA NA ÍNTEGRA A NOTA DA PREFEITURA Vacinação infantil está suspensa por 7 dias; vacinação de adultos segue normalmente
O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira, 19 de janeiro, determinou a suspensão da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, em livre demanda. Pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação, devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento. A manifestação do Comitê acontece após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer. Segundo a família, a criança está estável e consciente.
O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais. A Secretaria de Saúde está solicitando autorização para acesso ao prontuário médico, uma vez que o atendimento ocorreu na rede privada.
Conforme Nota Oficial expedida anteriormente, na noite de ontem, aproximadamente 12 horas após ser vacinada, uma criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou segundo o relato do pai, por isso, foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, a criança foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu, onde permanece sob observação.
Durante a reunião com o Comitê, a Prefeitura informou aos membros que, através da sua Secretaria de Saúde e da sua Vigilância Epidemiológica, já comunicou à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, através da Vigilância em Saúde e aguarda resposta e instruções dos órgãos responsáveis. A vacinação de adultos segue normalmente na Central de Vacinação e na ESF da Vila Maria Cristina nos horários previamente determinados.
Comitê de Enfrentamento à Covid-19 Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista
Ex-juiz ainda acusou petista de corrupção e desvio de dinheiro público
O ex-juiz Sergio Moro e o ex-presidente Lula trocaram farpas Foto: Agência Brasil/Wilson Dias/Divulgação/PT/Ricardo Stuckert
O ex-juiz Sergio Moro não demorou a rebater os ataques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o chamou de “canalha” durante uma entrevista coletiva a veículos de esquerda, nesta quarta-feira (19), em São Paulo. Lula também classificou a Operação Lava Jato como “quadrilha”.
Em seu Twitter, Moro acusou o petista de desviar dinheiro público através da Petrobras e disse que ele seria “derrotado”.
– Canalha é quem roubou o povo brasileiro durante anos e quem usou nosso dinheiro pra financiar ditaduras. E quadrilha é o nome do grupo que fez isso, colocado por você, Lula, na Petrobras. Você será derrotado. Só ofende pois não tem como explicar a corrupção no seu governo – escreveu o ex-juiz.
LULA SE EXALTA E CHAMA MORO DE “CANALHA” O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou ofensas ao ex-juiz Sergio Moro em uma entrevista a blogs de esquerda, nesta quarta-feira (19). Nas declarações, Lula chamou Moro de “canalha” e definiu a Operação Lava Jato como “quadrilha”.
Lula ficou preso por 1 ano e 7 meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em sentença proferida por Sergio Moro.
– Eu tive sorte do povo brasileiro que me ajudou a provar a farsa que foi montada contra mim em vida. Outros não tiveram. Juscelino [Kubitschek] até hoje paga por um apartamento que nunca foi dele no Rio de Janeiro – disse Lula em entrevista transmitida ao vivo pelo YouTube.
O ex-condenado também citou o nome do ex-procurador da República Deltan Dallagnol, diretamente responsável por reunir provas contra o petista.
– Eu, graças a Deus, consegui desmontar o canalha que foi o Moro no julgamento dos meus processos, o Dallagnol, a mentira, o fake news, o PowerPoint da quadrilha. Tudo isso eu consegui provar que quadrilha eram eles – disparou.
Miqueias da Silva Santana assassinou a esposa, a sogra e a filha com golpes de pá e enxada
Caso ocorreu em Campinas, São Paulo Foto: Reprodução / Redes Sociais
Preso em flagrante por triplo feminicídio, um morador de Campinas (SP) disse à polícia que matou a filha de 3 anos para que ela não ficasse só quando ele assassinasse a mãe e a avó da criança. Miqueias da Silva Santana, de 30 anos, cometeu os crimes nessa terça-feira (18), desferindo golpes de pá e enxada na cabeça das vítimas.
– Na mente dele, ele entendeu que seria a melhor solução, conforme declarações, porque ela [a filha] ficaria sem [a] mãe, [a] avó e o pai, porque o pai ficaria preso – declarou o delegado, Mateus Rocha, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em entrevista ao portal G1.
O próprio suspeito foi o responsável por acionar a polícia por telefone. Na ocasião, ele relatou que “fez besteira” e que feriu a esposa, Claudia Bernardes Santos, de 34 anos.
Segundo o delegado, Miqueias prestou depoimento com tranquilidade. Durante sua fala, ele disse que as brigas familiares se tornaram mais recorrentes nos últimos três meses.
– [Ele] Estava bastante tranquilo, aparentemente tranquilo, e falou tudo espontaneamente. A princípio, houve um histórico de discussões, mas nada além disso. Não há notícias de agressões anteriores. Mas houve um desentendimento há cerca de três meses. Segundo ele, a convivência entre os dois piorou e começaram a discutir mais – disse o delegado.
Miqueias decidiu, então, tirar a vida da sogra por ela interferir na relação conjugal do casal.
– Na data de ontem, houve nova discussão. Ele saiu de casa a pretexto de buscar refrigerante para família e decidiu que era aquele o momento de praticar o crime. Ele voltou pra casa, se apoderou da ferramenta que tinha lá, agrediu primeiramente a sogra, a filha. Em seguida, a esposa entrou em luta corporal e acabou sendo vitimada – concluiu o delegado.
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira (19) que abrirá mão de concorrer a qualquer outro cargo político caso o presidente Jair Bolsonaro decida mantê-lo na chapa para a corrida à reeleição, em outubro deste ano. “Se o presidente vai precisar que eu acompanhe ele, isso pretere qualquer outra pretensão que eu tiver”, afirmou.
O nome de Mourão também tem sido cogitado para o Senado Federal e para o governo do estado do Rio de Janeiro, caso não faça parte da chapa de Bolsonaro na corrida à Presidência da República. Mourão tem afirmado que decidirá seu futuro político até o fim de março. Em 2 de abril encerra-se o prazo para que ocupantes de cargos majoritários (presidente, governadores e prefeitos e seus vices) renunciem ao mandato para concorrer a cargos diferentes dos que ocupam.
“Existem muitas variáveis nisso: se por acaso o presidente não me convidar para continuar na chapa, se eu definir que vou concorrer a outro cargo eletivo”, disse o vice-presidente. “Tenho que pesar bem tudo o que tem pela frente para tomar uma decisão.”
Mourão não descartou tentar se eleger como senador. Sobre a possibilidade de disputar o governo do Rio, ele tem afirmado que o estado precisa de novos nomes e que costumam citá-lo como postulante ao cargo, mas que ele tem de avaliar a situação antes de definir seu futuro. O nome do vice-presidente chegou a figurar em segundo lugar em pesquisas sobre a corrida ao Palácio das Laranjeiras, no ano passado.
“O Rio de Janeiro tem uma certa carência de lideranças. Pessoal lançou meu nome, tudo bem, é mais um nome ali no liquidificador deste momento que a gente está vivendo. Você não pode ser picado pela mosca azul, você tem que manter os pezinhos no chão. Ainda mais na altura da vida em que eu me encontro, com quase 70 anos”, destacou.
Nesta quarta-feira (19), Mourão deve se reunir com o presidente do PRTB no Rio de Janeiro, Antônio Carlos dos Santos. O vice-presidente, que é filiado ao partido, negou que o encontro seja para definição de candidatura.
“Ele veio trazer a situação lá do Rio, os trabalhos que eles vêm fazendo lá para a montagem de chapa”, afirmou. “Fiquem tranquilos que quando eu me definir [sobre o futuro político] vocês serão os primeiros a saber.”
‘Bom senador’, diz Bolsonaro Em setembro do ano passado, Mourão comentou o fato de Bolsonaro ter dito que ele seria um bom senador, mas também ter afirmado que ele não tem vivência política. “Estou satisfeito [com o que disse o presidente]”, declarou. “Sei ser milico. Não sei ser político.”
Mourão já chegou a dizer que definiria seu futuro na política até o fim do ano passado, mas depois afirmou que ainda era cedo para cravar o cargo ao qual deve concorrer nas próximas eleições. “Tem tempo ainda, vamos com calma.”
Na oportunidade, o vice-presidente também descartou uma eventual corrida ao governo do Rio de Janeiro. Ele afirmou que o estado tem um histórico que exige “uma equipe muito qualificada”, “vigor e capacidade”. Declarou: “É muito difícil. Eu sou velhinho. No ano que vem já vou fazer 69 anos. A carcaça pesa. O governo do Rio exige mais, não dá para afastar a espuma e ir entrando na água. Tem que mergulhar”.