Chamada será feita diretamente pelas instituições de ensino
Começa nesta quinta-feira (10) a convocação de candidatos que se inscreveram na lista de espera do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) 2022/1. O programa permite que estudantes com melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) conquistem vagas em universidades públicas.
A nova chamada será feita diretamente pelas instituições de ensino, por isso os estudantes devem ficar atentos aos dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição, divulgados em seus próprios editais.
Nesta chamada, as instituições vinculadas ao programa vão utilizar a listagem para preencher vagas que não forem ocupadas na chamada regular, que teve o prazo de matrícula encerrado terça-feira (8).
O programa ofereceu, para o primeiro semestre deste ano, 221,79 mil vagas. Mais de 84,5% delas foram para as instituições federais (universidades e institutos). As vagas foram para 6.146 cursos de graduação, em 125 instituições públicas de ensino superior de todo o país.
O concurso 2.461 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (9) à noite no Espaço Loterias da Caixa em São Paulo, não teve acertadores das seis dezenas. Os números sorteados foram 08 – 11 – 16 – 21 – 32 – 37.
O próximo concurso (2.462), no sábado (12), deve pagar o prêmio de R$ 130 milhões.
A quina teve 278 ganhadores e cada um vai receber R$ 34.308,42. Os 17.238 acertadores da quadra receberão o prêmio individual de R$ 790,42.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
O sorteio é realizado às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.
Jornalista comentou a crise global durante o noticiário Bom Dia Brasil
Jornalista Miriam Leitão Foto: Reprodução / TV Globo
Em comentário no Bom Dia Brasil, nessa terça-feira (8), a jornalista Miriam Leitão sugeriu que a falta de aumento no valor dos combustíveis durante a atual crise pode gerar mais injustiça e desigualdade social. Para ela, apesar de a medida beneficiar os pobres, seria muito mais vantajosa para os ricos, que possuem carros mais luxuosos e usam mais combustível.
– Eu sei que você deve estar pensando “está um sufoco pagar o preço da gasolina”. No resto do mundo, tem subido toda semana, tá? Aqui no Brasil, tem muito tempo sem subir o preço dos combustíveis. E isso, que pode ajudar a pessoa que está no sufoco para encher o tanque, também beneficia muito rico que tem carrão e que usa muito mais combustível. E isso aumenta a injustiça – avaliou ela.
Durante seu comentário, Miriam analisou possíveis soluções para a crise dos combustíveis e pontuou que aquelas que parecem mais fáceis trariam efeitos colaterais. Segundo a comunicadora, no caso do congelamento de preços, haveria um crescimento no prejuízo da Petrobras.
– O governo fala em congelar o preço da Petrobras. Se fizer isso, 30% dos combustíveis que o Brasil recebe vem de empresas que não são a Petrobras, são importadores independentes. Aí eles vão parar de importar. Aí a Petrobras vai ter que sair correndo para importar mais, aumentando o prejuízo da Petrobras – considerou.
A jornalista avaliou ainda outro cenário, em que o governo compensaria a Petrobras e as empresas importadoras para manter o preço congelado.
– Quanto custa isso? Custa R$ 12 bilhões por mês. Se durar seis meses, por exemplo, mais de R$ 70 bilhões. Todas as soluções custam caro. (…) Só tem solução difícil para esse problema. Em geral, as soluções que parecem fáceis estão erradas – defendeu.
Recém-chegado de uma viagem a Bangladesh, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, traz na bagagem aprendizados e insights para o lançamento de um programa nacional de microcrédito. O país asiático possui iniciativas semelhantes desde os anos 1970, e, por isso, traz expertises que inspiram a Caixa Econômica. Além de Bangladesh, o presidente e sua equipe visitaram o Quênia para observar a aplicação da modalidade de crédito. Em entrevista ao Correio, Guimarães destacou processos que observou nas últimas semanas, e reiterou os ganhos que um programa de microcrédito brasileiro poderá trazer para a população — com o adendo de contar com tecnologias já adotadas pelo banco que não foram vistas nos países visitados.
“O Caixa Tem nós desenvolvemos para pagar o Auxílio Emergencial em 20 dias pagando 50 milhões de pessoas. Atualmente, 109 milhões de pessoas têm o aplicativo, e nós pagamos por mês ao redor de 30 milhões de pessoas. Então, em relação ao Caixa Tem, já há comunicação”, explicou Guimarães, que define como próximo passo compreender de que maneira a aprovação do microcrédito é realizada nesses países.
O presidente da Caixa Econômica Federal faz um balanço positivo dos três anos de gestão, com destaque para as economias de mais de R$ 10 bilhões geradas ao banco pelo Caixa Mais Brasil. Para 2022, Guimarães planeja, além de seguir delineando a trajetória do microcrédito no Brasil, uma aproximação com o agronegócio.
Presidente fez comentário “sincerão” sobre a rotina intensa de comandar o país
Presidente Jair Bolsonaro se reuniu com lideranças evangélicas Foto: PR/Isac Nóbrega
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (8), que mal pode esperar a hora de “entregar o bastão da Presidência” e ter “paz” para retomar sua rotina com atividades de que gosta, como pescar e tomar caldo de cana. A declaração do presidente, que é pré-candidato à reeleição, ocorreu durante uma reunião com lideranças evangélicas, no Palácio da Alvorada.
– Eu não vejo a hora de um dia entregar o bastão da Presidência para poder ir para a praia, tomar um caldo de cana na rua, voltar a pescar na Baía de Angra, ter paz. Mas eu creio que uma coisa fala por tudo isso aqui. Quem estaria no meu lugar se a facada fosse fatal? Como estaria o Brasil nessa pandemia? – questionou o presidente.
Ainda assim, Bolsonaro destacou que seu nome é a “oportunidade do momento”.
– Não vai ser uma canetada que vai me tirar daqui. Quem me tira daqui é somente Deus. Não existe um ato meu, um discurso, uma ação, uma MP fora das quatro linhas [da Constituição]. Será que é tão difícil fazer algumas pessoas entenderem que essa é a maneira civilizada de nós convivermos aqui no Brasil? Nós vamos vencer esse obstáculo. Existe gente melhor do que eu? Milhares de pessoas melhores do que eu. Mas é a oportunidade do momento, o nome que está aí é o meu – afirmou.
Na tarde desta terça-feira, Bolsonaro teve um encontro com dezenas de representantes evangélicos. Esta foi a primeira agenda do presidente com lideranças cristãs, que fazem parte de sua base eleitoral.
Convite foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos da Casa
Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
Nesta terça-feira (8), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou convites para que a cúpula da Petrobras compareça à Casa e explique a distribuição de dividendos por parte da empresa. Em 2021, distribuiu R$ 101,4 bilhões aos acionistas, enquanto o lucro da empresa chegou a R$ 106,7 bilhões.
Foram convidados Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras; Rodolfo Landim, indicado pelo governo para presidir o conselho de administração; Rodrigo Araujo Alves, diretor executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores; e Rosangela Buzanelli Torres, conselheira representante dos trabalhadores da empresa.
O requerimento foi apresentado à comissão pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN). Para ele, é preciso entender o motivo de a empresa ter distribuído mais de 90% de seu lucro a acionistas.
– O importante realmente é a vinda do presidente da Petrobras para nos explicar como é que funciona a lógica de distribuir mais de 90% dos dividendos bastante significativos da Petrobras aos acionistas, em detrimento de reinvestimentos, e também explicar um pouco a taxa do Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização], de retorno da empresa Petrobras, que está muito acima das congêneres empresas de petróleo (…) internacionais nesta época – ressaltou.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou hoje (8) que a apreciação do veto ao projeto de lei que prevê a distribuição de absorventes a mulheres em escolas públicas ocorrerá na próxima sessão do Congresso Nacional na quinta-feira (10). O agendamento para a próxima sessão do Congresso foi, segundo Pacheco, uma reivindicação da bancada feminina no Senado.
O projeto, que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda da rede pública e para mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade social, foi aprovado no Senado em setembro de 2021 e seguiu para sanção presidencial. Porém, o presidente Jair Bolsonaro vetou trechos do projeto.
Segundo o governo, a lei que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual foi sancionada, mas a distribuição do item, o principal ponto do programa foi vetado. Na justificativa da equipe do governo, o projeto contrariaria o interesse público. Segundo os ministérios da Economia e da Educação, a quem o presidente da República consultou, não há compatibilidade com a autonomia das redes e estabelecimentos de ensino e, além disso, o projeto não indica fonte de custeio ou medida compensatória.
Decreto Nesta terça-feira, o presidente editou o decreto que regulamenta a Lei nº 14.214/21 e institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. O texto deve ser publicado na edição de amanhã do Diário Oficial da União.
Pelo decreto, o objetivo do programa é combater a falta de acesso a produtos de higiene e a outros itens necessários ao período da menstruação ou a falta de recursos que possibilitem a sua aquisição, oferecer garantia de cuidados básicos de saúde e desenvolver meios para a inclusão das mulheres em ações e programas de proteção à saúde menstrual.
Será de competência do Ministério da Saúde fortalecer, promover, prevenir e cuidar da saúde das mulheres em situação de precariedade e promover ações de educação em saúde na área da saúde menstrual; além de oferecer acesso gratuito a absorventes higiênicos femininos às mulheres que necessitarem.
Ao Ministério da Justiça e Segurança Pública incumbirá a implementação de ações voltadas à disponibilização de absorventes para as mulheres privadas de liberdade e o Ministério da Educação contribuirá com a promoção de campanha informativa nas escolas da rede pública de ensino sobre a saúde menstrual e as suas consequências para a saúde da mulher.
Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, a execução do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual fica condicionada à disponibilidade orçamentária e financeira.
Votação do veto O veto ao projeto de lei já entrou e saiu da pauta de sessões do Congresso duas vezes, sob críticas de parlamentares. Com a confirmação de hoje, a tendência é sua votação sem mais adiamentos. Em outubro, no dia seguinte do veto, Pacheco, que também preside o Congresso, sinalizava que trabalharia pela sua derrubada.
“Isso eu considero uma urgência. Isso é uma promoção à saúde e uma promoção à educação, já que, a cada quatro crianças, uma não frequenta as aulas durante o período menstrual porque não tem absorvente”, disse a relatora do projeto no Senado, Zenaide Maia (PROS-RN), à época da votação do texto na Casa.
Discurso contra o machismo Na abertura da sessão de hoje, Pacheco fez uma fala em homenagem às mulheres, como lembrança ao Dia Internacional da Mulher. Em seu discurso, em tom crítico, afirmou que a sociedade inferioriza mulheres e as infringe violências de vários tipos e que não cabe colocar a mulher em um patamar inferior àquele ocupado pelos homens.
“Às vezes é preciso dizer o óbvio: nunca houve justificativa para violência, discriminação e ataques contra mulheres. Porém, hoje, tais posturas são ainda mais intoleráveis. O tempo do ódio tem que acabar. Não há mais espaço para inferiorização do gênero feminino. As mulheres hoje reivindicam, e com razão, a posição de igualdade e de dignidade que sempre deveriam ter tido por direito”, disse o presidente da Casa.
presidente Jair Bolsonaro derramou lágrimas durante o evento Brasil pra Elas, por Elas e com Elas, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher. O chefe do Executivo ouviu o pronunciamento da primeira-dama Michelle Bolsonaro visivelmente emocionado.
Michelle homenageou as mulheres presentes, disse que precisou aceitar “palavras negativas e acusadoras” e chegou a chamar Bolsonaro de o “presidente mais cor de rosa do Brasil”.
– A vitória não pertence às mais fortes. A vitória pertence às mais apaixonadas. E eu sou apaixonada pelo que eu faço, eu escolhi fazer a diferença como essas mulheres que estão aqui presentes. Para isso, precisei vencer obstáculos, superar meus limites, aceitar palavras negativas e acusadoras. Afinal, só atiram pedras em árvores que dão fruto – assinalou Michelle.
– Com o governo do meu esposo, o presidente mais cor de rosa do Brasil, o Brasil tem uma ministra que cuida da mulher indígena, com deficiência, da quilombola, cigana, da rural, com doença rara, da mãe, cuidadora, imigrante, refugiada, escalpelada, albina, da com nanismo e de todas as mulheres do Brasil – continuou a primeira-dama.
Em seu momento de discursar, Bolsonaro declarou que as mulheres são “praticamente integradas à sociedade”.
– Naquele meu tempo, é história: a mulher era professora ou dona de casa. Hoje em dia, as mulheres são praticamente integradas à sociedade. Nós a auxiliamos, estamos sempre ao lado delas. Não podemos mais viver sem elas – declarou.
Deputado falou em “missão” e afirmou que nunca entrou na política por dinheiro
Deputado estadual Arthur do Val Foto: Alesp/José Antonio Teixeira
O deputado estadual Arthur do Val (Podemos) revelou ao portal G1 que se afastará do Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão acontece após o vazamento de áudios em que o parlamentar diz que as mulheres ucranianas “são fáceis, porque são pobres”.
– Decidi me afastar do MBL porque o erro é meu e de mais ninguém. A responsabilidade do erro é minha e só minha, isso não tem nada a ver com nenhum outro membro do MBL, foi um áudio que eu mandei para um grupo e amigos meus e a responsabilidade é 100% minha, eu não tenho o direito de afetar a vida e a carreira de ninguém – falou Arthur.
Ele falou em “missão” e afirmou que nunca entrou na política por dinheiro.
– Eu nunca entrei na política por dinheiro, poder ou carreira, eu sempre fiz tudo que eu fiz por causa da missão. Então, se estou ajudando a missão estou dentro, se estou atrapalhando eu saio fora. Não quero atrapalhar ninguém, a luta dessas pessoas maravilhosas, então se eu estou atrapalhando eu saio e ponto – disse.
Arthur contou ainda que não viu a decisão do Podemos a respeito de um processo disciplinar para sua expulsão. Ele alegou que está preocupado em recuperar a namorada, Giulia Blagitz.
– Sobre a abertura do processo do Podemos, sinceramente eu nem vi isso, eu estou tão preocupado com recuperar minha namorada que nem vi isso. Mas eu não faço questão de forçar o partido a me aceitar, se ele não me quiser eu saio. Também não vi as representações, agora quem pede cassação, é claro que os áudios são nojentos, horrorosos, horríveis, agora pedir cassação por causa disso? O mandato todo ser jogado no lixo por causa de fala vazada em grupo de futebol, então, primeiro que abre um precedente muito perigoso abrir cassação por áudio vazado, o mais grave assim, qual recado a gente vai passar? – falou.
Mais cedo, o parlamentar já tinha afirmado em nota que irá “lutar até o fim contra a injustiça” dos pedidos de cassação de mandato protocolados por parlamentares na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Hoje é o último dia para candidatos selecionados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2022 fazerem suas matrículas. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino em que foram concedidas as vagas.
O Sisu é o processo seletivo pelo qual estudantes concorrem a vagas de instituições públicas de ensino superior a partir da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Vagas
Nesta primeira edição de 2022 do programa, foram oferecidas 221.790 vagas para 6.146 cursos de graduação, em 125 instituições públicas de ensino superior. Mais de 84,5% das vagas foram para as instituições federais (universidades e institutos).
Lista de espera
Nesta terça-feira (8) também termina o prazo para que estudantes não selecionados se inscrevam na lista de espera do Sisu. O resultado da segunda chamada será divulgado quinta-feira (10) no site do programa.