Presidente foi escolhido por sorteio para realizar o questionamento ao petista
No primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na noite deste domingo, 28, na Band, a corrupção na Petrobras foi o tema escolhido pelo presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), na primeira pergunta feita ao candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro foi escolhido por sorteio para realizar o questionamento ao petista e afirmou que o governo do petista foi “o mais corrupto da história”. O primeiro embate entre os dois candidatos teve duração de quatro minutos.
Segundo Bolsonaro, em quatro anos de governos do PT, a Petrobras se endividou em aproximadamente R$ 900 bilhões. O recurso, de acordo com Bolsonaro, seria suficiente para realizar a “60 vezes a transposição do Rio São Francisco”. “Ou seja, o povo nordestino sofreu com falta de água por causa de corrupção no seu governo”, afirmou o candidato à reeleição.
“Os delatores devolveram mais de R$ 6 bilhões. Ou seja, corrupção, houve. Presidente Lula, o senhor quer voltar ao poder para que? Para seguir fazendo a mesma coisa na Petrobras?”, questionou Bolsonaro.
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Lula afirmou que esperava que fosse Bolsonaro a questionar ele sobre o tema corrupção. O ex-presidente da República, que foi preso durante mais de dois anos por investigações da Operação Lava Jato, desviou da resposta.
“Era preciso ser Bolsonaro a me perguntar, sabia que a pergunta viria. As pessoas precisam saber que inverdades não valem a pena ser ditas na televisão. Citar números que são mentirosos também não compensa. Não houve nenhum presidente da República que fez mais investigação sobre corrupção do que nós. É importante deixar claro que fizemos o Portal da Transparência, a fiscalização da CGU, a Lei de Acesso à Informação, a Lei Anticorrupção, a Lei Contra o Crime Organizado e a Lei Contra a Lavagem de Dinheiro. Fizemos o Coaf funcionar”, disse.
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou nessa sexta-feira (26), que há chance de vitória do presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais deste ano, já no primeiro turno. Segundo Nogueira, pesquisas internas da campanha do presidente têm mostrado que o presidente está em ascensão e que, além disso, até o feriado de 7 de Setembro, quando o país celebrará seu bicentenário, Bolsonaro vai estar na frente de Lula.
No mesmo evento, Ciro afirmou que um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL) terá maioria no Congresso e focará na aprovação de reformas que podem ajudar no crescimento econômico e desenvolvimento do país.
Segundo o ministro, o futuro Congresso que será eleito em outubro terá cerca de 350 parlamentares da base aliada de Bolsonaro, enquanto a oposição terá no máximo 150. “Nosso presidente vai ter uma base política consistente de 350 a 360 deputados capazes de dar estabilidade ao governo“, disse Nogueira em evento do grupo Lide no Rio de Janeiro.
“Pelas pesquisas vamos ter um Congresso mais reformista ano que vem. Acho que isso da condições de prepararmos e fazer tudo aquilo que deixamos de fazer e gostaríamos de fazer como reforma administrativa, uma reforma tributária que é fundamental. Nós temos desafio enorme e não podemos retroceder“, acrescentou.
O governo já enviou sua proposta de reforma administrativa. A PEC 32 encontra-se estacionada na presidência da Câmara dos Deputados desde novembro de 2021 aguardando uma janela de oportunidade para ser enviada ao plenário.
O ministro disse também que, se Bolsonaro for reeleito, mandará ao Congresso projeto para dar continuidade ao Auxílio Brasil. O ministro disse que o valor de 600 reais será mantido e garantiu que há espaço fiscal para continuidade do programa de assistência.
“Temos capacidade de aprovar reformas que deem sustentação ao Auxílio Brasil. Não podemos jamais deixar as pessoas sem auxílio no próximo ano“, afirmou.
Jair Bolsonaro e Lula devem se enfrentar no debate da Band deste domingo, 28. O petista já havia anunciado sua presença no Twitter. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), confirmou a ida de Bolsonaro ao evento.
Também participarão o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE); o empresário Luiz Felipe D’Avila (Novo-SP); a senadora Simone Tebet (MDB-MS); e a senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS). A transmissão ocorrerá às 21 horas.
Acertou-se com as assessorias dos candidatos que não haverá plateia no estúdio. Apenas quatro assessores por campanha poderão assistir no local a atração. O debate terá três blocos, nos quais os candidatos falarão de temas sorteados, responderão a perguntas de jornalistas e farão perguntas entre si.
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Primeiro bloco
O debate vai começar com todos os candidatos respondendo perguntas sobre os programas de governo. Cada um dos seis presidenciáveis terá um minuto e meio para responder.
Será uma mesma pergunta para cada dois candidatos. “As respostas acompanham a ordem de posicionamento no estúdio, conforme sorteado na reunião com os assessores”, informou a emissora, em nota.
Depois, os candidatos poderão questionar seus adversários. Também por ordem de sorteio, cada candidato terá um minuto para fazer a pergunta ao adversário escolhido. O candidato que for responder terá até quatro minutos para administrar entre a resposta e a tréplica. Aquele que perguntou terá mais um minuto para a réplica. Todos perguntam e todos respondem.
Segundo bloco
Seis jornalistas das empresas que organizam o debate farão perguntas para os candidatos e escolherão quem deve comentar. Será um minuto para a pergunta e um minuto para o comentário. O candidato que responder também terá 4 minutos para dividir como quiser entre resposta e réplica. Todos respondem.
Terceiro bloco
O terceiro e último bloco será um novo confronto direto entre os candidatos mediado pelos jornalistas Fabíola Cidral, do UOL, e Leão Serva, da TV Cultura. Será um minuto para a pergunta, outro para a réplica e quatro minutos administrados entre resposta e tréplica.
Números fazem parte da pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA que ouviu 1.500 eleitores de todo o Brasil entre os dias 19 e 24 de agosto
Maior colégio eleitoral do país, o Sudeste concentra mais de 66 milhões de eleitores aptos a votar em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta parcela importante do eleitorado, a pesquisaEXAME/IDEIA, divulgada nesta quinta-feira, 25, aponta uma virada do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto.
De acordo com a sondagem, Bolsonaro tem 46% das intenções de voto, contra 34% do petista, entre os moradores do Sudeste. É a primeira vez em mais de um ano que o candidato à reeleição ultrapassa Lula. A distância entre os dois se mantinha estável, sempre dentro do limite da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em relação à sondagem de julho, o atual presidente cresceu oito pontos percentuais.
Na avaliação de Maurício Moura, fundador do IDEIA, esse crescimento de Bolsonaro na região Sudeste se deve a uma acomodação do sentimento antipetista diante da aproximação do dia da eleição (2 de outubro). Para ele, mesmo assim, o cenário ainda é considerado equilibrado e pode mudar conforme a campanha avançar.
Nas demais regiões, Bolsonaro tem vantagem sobre Lula apenas no Norte (51% X 34%). O petista lidera o pleito em uma sondagem de primeiro turno no Sul (42% X 35%), no Centro-Oeste (46% X 29%), e no Nordeste (62% X 11%).
Já olhando para os números gerais, a distância entre Lula e Bolsonaro caiu de 11 para 8 pontos percentuais. É a primeira sondagem com os candidatos definidos após o registro feito no TSE. Em uma pergunta estimulada, com os nomes apresentados previamente, Lula tem 44% das intenções de voto, mesmo número registrado na pesquisa feita há um mês. Já Bolsonaro saiu de 33% para 36%. O aumento está no limite da margem de erro da pesquisa.
Ainda na simulação de primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) aparece com 9%, e Simone Tebet (MDB), 4%. Os demais candidatos fizeram 1% ou não pontuam. Brancos e Nulos somam 2%, e aqueles eleitores que dizem que não sabem são 3%.
Para a pesquisa, foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 19 e 24 de agosto. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-02405/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Veja o relatório completo.
Maurício Moura, explica que a redução consistente da distância entre Lula e Bolsonaro ocorreu muito por conta de uma maior definição dos candidatos. Com isso, houve uma acomodação dos eleitores que diziam não saber em quem votar – eles somavam 12% no fim do ano passado.
Uma terceira questão foi a desistência de outros nomes mais bem posicionados, como o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), e do ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
“Isso reflete o grau de consolidação de voto e uma grande definição neste momento da eleição. O Bolsonaro tem duas frentes de potencial crescimento: o primeiro é consolidar e acomodar o sentimento antipetista, o segundo é que ele precisa convencer eleitores que votaram nele em 2018. Esses eleitores estão espalhados entre indecisos, Ciro Gomes e também entre os eleitores do Lula”, diz.
Segundo turno entre Lula e Bolsonaro: estável
A simulação de segundo turno entre Lula e Bolsonaro ficou estável, se comparado com a última pesquisa. O petista tem 49%, ante 47% em julho. O atual ocupante do Palácio do Planalto pontuou 40%, e há um mês tinha 37%. Os dois crescimentos estão dentro da margem de erro da pesquisa.
EXAME/IDEIA ainda testou outros quatro cenários de segundo turno. Lula venceria Tebet (46% X 26%), e Ciro Gomes (43% X 31%). Bolsonaro seria vitorioso em uma disputa contra Ciro Gomes (38% X 34%), e também contra Tebet (40% X 25%).
Levantamento aponta ainda Claudio Castro, candidato à reeleição pelo PL, em primeiro lugar na intenção de voto
Bolsonaro e Lula em entrevistas ao Jornal Nacional Reprodução/TV Globo
Pesquisa realizada pela Atlas Intelligence e Arko Advice divulgada na tarde deste sábado, 27, mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial no estado do Rio de Janeiro. De acordo com o levantamento, Bolsonaro, candidato à reeleição, tem 46% das intenções de voto no primeiro turno contra 37% de Lula.
A pesquisa ouviu 1,6 mil pessoas entre os dias 20 e 24 de agosto e tem margem de erro de dois pontos para mais ou menos. Em terceiro lugar, aparece o candidato do PDT, Ciro Gomes, com 8% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet, do MDB, com 3%.
O QG de campanha do presidente vê a região sudeste como ponto chave para a corrida à reeleição. O Rio de Janeiro é o berço eleitoral de Bolsonaro, que foi deputado federal pelo Rio de Janeiro.
A pesquisa também levantou as intenções de voto para governador. Claudio Castro, candidato à reeleição pelo PL, surge em primeiro lugar, com 29,8%, seguido de Marcelo Freixo, do PSB, com 26,8%. Para o senado, Romário (PL) lidera as intenções de voto, com 20,3%. Alessandro Molon, do PSB, têm 18,2% e Cabo Daciolo (PDT), está em terceiro, com 13.5%.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputa a reeleição, confirmou hoje (27) presença no debate presidencial de amanhã (28), às 21h, segundoinformou à Folha o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Mais cedo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia confirmado, pelo Twitter, sua participação.
A ida ou não de Bolsonaro aos debates estava sendo objeto de especulação desde o início da campanha eleitoral. Ontem, em entrevista ao “Pânico”, da rádio Jovem Pan, ele disse que “deve ir” ao debate de amanhã, mas não havia ainda confirmado a presença.
Em agenda nesta manhã, véspera do debate, o atual chefe do Executivo federal, Jair Bolsonaro, afirmou que “não fugirá de qualquer ambiente” para defender o que ele diz entender como “interesses” da população.
O debate é promovido em parceria entre UOL, Folha de S.Paulo, Band e TV Cultura.
Aquecimento. Antes, às 20h, o UOL faz um programa especial, direto dos estúdios da Band, em São Paulo, com a expectativa e os preparativos para o encontro.
A apresentação será de Kennedy Alencar, com comentários de José Roberto Toledo, Alberto Bombig e Carla Araújo. Diego Sarza estará na reportagem.
Convidados. Os seguintes candidatos foram convidados a participar do debate no estúdio da Band: Luiz Felipe d’Avila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Simone Tebet (MDB), Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT).
Onde assistir? A transmissão de todo o programa acontece no Canal UOL, no YouTube, no Facebook, no Twitter e nas Smart TVs Samsung, sempre ao vivo.
Bolsonaro será o primeiro a perguntar. O debate deste domingo pode começar já em clima de confronto entre os dois candidatos que nutrem o maior clima de rivalidade entre si: Bolsonaro e Lula.
De acordo com as regras do programa, o atual presidente e candidato à reeleição será o primeiro a ter a possibilidade de fazer questionamentos aos concorrentes no bloco destinado a esse fim.
O evento é dividido em três momentos com perguntas sobre programas de governo, confronto entre os candidatos e perguntas dos jornalistas. Os blocos terão moderação de jornalistas dos veículos organizadores.
O Concurso 2.514 da Mega-Sena, que será sorteado hoje (27) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 18 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.
O último concurso (2.513), na quarta-feira (24), não teve ganhadores e o prêmio ficou acumulado para hoje. Os números sorteados foram 13 – 19 – 21 – 35 – 46 e 50 e o valor do prêmio era R$ 12,5 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio em qualquer casa lotérica ou pela internet, no site da Caixa. A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 4,50. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio.
Para especialista, diferença entre o apoio nas redes e nas pesquisas eleitorais pode ser reflexo de recorte socioeconômico
O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) tem 43,5 milhões de seguidores na internet, considerando Twitter, Instagram e Facebook. O número é 28,9 milhões a mais que o número de usuários que seguem seu principal rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 14,5 milhões.
Segundo dados da Bites, levantados a pedido do Poder360, Bolsonaro começou 2022 com 37.268.938 seguidores e chegou a 43.520.816 em agosto –um crescimento de 16%. Já Lula saiu de 10.964.352 para 14.561.852, alta de 32% no período. Apesar do crescimento percentual do petista em 8 meses ser maior, Bolsonaro segue liderando.
Para o cientista político Leonardo Barreto, a questão da eleição deste ano é a diferença entre o mundo digital (que favorece Bolsonaro) e o mundo analógico (pesquisas eleitorais que favorecem Lula). Segundo ele, o atual chefe do Executivo migrou bem para internet, enquanto o ex-presidente sente-se mais confortável fazendo campanha no modo tradicional.
“A hipótese natural [para o sucesso de Bolsonaro] é o legado das eleições de 2018. Talvez a diferença das redes para as pesquisas eleitorais seja o perfil do leitor. Lulistas mais pobres são menos inseridos na internet, mas captados pelas pesquisas. Eleitores com mais renda e ativismo nas redes podem apoiar Bolsonaro”, afirma Barreto. “Ou seja, a diferença pode ser reflexo de um recorte socioeconômico.”
Neste contexto, o especialista afirma que não haveria muito o que fazer por parte da esquerda, porque os eleitores de Lula seriam menos afeitos ao ativismo digital, por causa da exclusão social. Caberia à campanha de Lula pegar carona com quem já domina as redes sociais.
“Lula está tentando ter sucesso no digital, mas, como não é nativo, tem dificuldade. Por isso, recorre a caronas, como o deputado federal André Janones [que ficou conhecido na internet a partir de 2020, quando se dedicou a tirar dúvidas e defender pautas relacionadas ao Auxílio Emergencial na pandemia], e a cantora Anitta”.
Lula ganhou pouco mais de meio milhão de seguidores no Twitter, Instagram e Facebook desde que Anitta declarou apoio ao petista na disputa pela Presidência da República.
Em 11 de julho, no dia que Anitta revelou seu voto e ofereceu ajuda para “bombar” o ex-presidente nas redes, Lula tinha 14.197.472 seguidores. Um mês depois, em 11 de agosto, o petista acumulava 14.716.451 —ou seja, 518.979 seguidores a mais.
Apesar de a cantora ter mencionado Lula em diferentes publicações e oportunidades, o petista manteve sua média de crescimento. Para efeito de comparação, o político também ganhou cerca de meio milhão de seguidores em julho, assim como em junho, segundo dados da Bites.
Eis os números de seguidores de Lula no comparativo de 11 de julho a 11 de agosto:
Com o resultado, a dianteira de Lula sobre Bolsonaro segue estável. Há 15 dias, era de 8 pontos.
Os dados estratificados mostram que Lula se sai melhor entre os que ganham até 2 salários mínimos, com 49% contra 30% de Bolsonaro no 1º turno.
O presidente sai na frente entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos, com 45% contra 38% do petista.
Entre os ganham mais de 5 salários mínimos, Lula e Bolsonaro estão empatados, com 41% cada um.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 14 a 16 de agosto de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.500 entrevistas em 331 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-02548/2022.
O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República acontece neste domingo (28). E o encontro poderá ter, logo de início, uma pergunta do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), possibilidade prevista pelas regras do debate.
O encontro, organizado por UOL, Band, Folha de S. Paulo e TV Cultura, será realizado nos estúdios da Grupo Bandeirantes, na cidade de São Paulo.
Ao todo, foram convidados seis candidatos ao Palácio do Planalto:
A organização do debate definiu as regras em reunião com as campanhas dos postulantes e a posição de cada candidato foi definida por sorteio.
Confira as principais regras do encontro.
Três momentos. O debate será dividido em três momentos com perguntas sobre programas de governo, confronto entre os candidatos e questões feitas por jornalistas.
Os blocos terão moderação de jornalistas dos veículos organizadores.
Plano de governo. A primeira pergunta será feita para todos os candidatos e envolverá o plano de governo proposto por eles. Cada um terá um minuto e meio para a resposta.
Em seguida, começa o confronto entre eles. Bolsonaro é o primeiro a perguntar e poderá escolher qualquer candidato —incluindo Lula, seu principal adversário na corrida eleitoral. Depois do atual chefe do Executivo, farão perguntas:
Ciro;
Luiz Felipe d’Avila;
Soraya Thronicke;
Lula;
Simone Tebet.
Jornalistas perguntam. No segundo bloco, será a vez dos jornalistas de veículos, que integram a organização do debate, fazerem suas perguntas.
O candidato que responde terá quatro minutos para dividir entre resposta e réplica.
Novos confrontos. No último bloco do debate, os candidatos voltam a se confrontar seguindo uma ordem definida em sorteio prévio. Os postulantes ao Palácio do Planalto terão um minuto para pergunta e mais um para a réplica. Quatro minutos serão usados para resposta e tréplica.
Nessa fase, haverá também questões sobre o plano de governo e, por fim, os candidatos terão dois minutos para deixarem suas contribuições finais.
Direito de resposta. As regras do encontro também preveem que, em caso exclusivo de ofensa moral e pessoal, o candidato pode solicitar ao moderador direito de resposta imediatamente após a conclusão da fala do outro postulante.
A solicitação será avaliada por um comitê formado por quatro jornalistas da organização do encontro e um advogado. “A resposta será dada ainda no mesmo bloco. Na hipótese de deferimento do pedido de resposta, serão concedidos 45 segundos.”
***
Quando: o debate organizado por UOL, Folha de S.Paulo, TV Cultura e Grupo Bandeirantes será dia 28 às 21h.
O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) participou na noite desta sexta-feira (26) da 65ª Festa do Peão Boiadeiro, em Barretos (SP) e, novamente, apareceu na arena principal. O candidato foi ovacionado com gritos de “eu sou Bolsonaro, com muito orgulho, com muito amor”.
Em 2018, Bolsonaro também montou em um cavalo para desfilar na arena segurando uma bandeira do Brasil. Em 2019, já como presidente, ele retornou a festa e também montou a cavalo. A festa retorna este ano após dois anos sem acontecer em razão da pandemia da covid-19.
A arena estava tomada por bandeiras do Brasil e, após o hino, presentes ao local entoaram gritos de “mito”, em referência ao presidente e candidato à reeleição. O local tem capacidade para 35 mil pessoas sentadas.
O presidente chegou ao local da festa por volta das 22h (horário de Brasília) e foi aplaudido pela plateia. Ele estava acompanhado do ex-ministro da Infraestrutura e candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dos filhos Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Jair Renan, do candidato a vice General Braga Netto (PL) e do candidato ao Senado Marcos Pontes (PL). A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também estava no evento.
O empresário e dono da Havan, Luciano Hang também estava próximo ao presidente e chegou a discursar. O empresário estava de calça e chapéu verdes e camisa amarela.
Festa movimentar economia do interior
De acordo com dados preliminares da Setur-SP (Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo), a Festa do Peão de Barretos deve gerar R$ 1,24 bilhão em impacto direto e indireto em 11 dias (cerca de R$ 112 milhões/dia).
O cálculo do governo considera gastos dos turistas na festa, hospedagem, alimentação, transporte, compras e outras atividades de lazer em toda a região, além de custos diretos e indiretos com a organização.