O PT tirou do ar a campanha que usou uma frase do âncora do Jornal Nacional, William Bonner, sobre Lula, a pedido da emissora. Durante uma entrevista com o petista, o apresentador disse que o ex-presidente “não deve nada à Justiça”.
“Na era das Redes Sociais, tudo o que vai ao ar é usado, sem possibilidade de controle”, informou a Globo, em nota. “Diante disso, a pedido de todos os partidos, a Globo preferiu autorizar o uso, desde que fossem 30% do total da entrevista. Uma autorização de boa-fé, na suposição de que não haveria edição.
Na noite da segunda-feira 29, a sigla removeu o vídeo. Na página oficial de Lula, o anúncio teve mais de um milhão de visualizações; no YouTube, 2,4 milhões.-Publicidade-
Anúncio do PT com fala de Bonner
O PT gastou R$ 100 mil para divulgar um anúncio no Google e no YouTube segundo o qual Lula não é corrupto. Na plataforma de vídeos, a legenda veiculou uma edição de um trecho da entrevista do petista ao Jornal Nacional.
A campanha excluiu da edição frases de Bonner mencionando “que houve corrupção na Petrobras e, segundo a Justiça, com pagamentos a executivos da empresa, a políticos de partidos, como o PT, como o então PMDB e o PP”.
No vídeo original, Bonner interpelou: “Como é que o senhor vai convencer os eleitores de que esses escândalos não vão se repetir?”. O trecho também não aparece na propaganda petista, que encerra com uma resposta de Lula.
Segundo a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, os convites serão analisados individualmente
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), disse nesta segunda-feira, 29, que a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novos debates será analisada caso a caso.
“Vamos avaliar convite a convite”, afirmou Gleisi. “Vamos avaliar também os convites de entrevistas. Não há problema nenhum em participar. Queremos discutir um pouco o formato. O formato desse debate é muito ruim.”
Na avaliação da petista, o formato do primeiro debate, realizado nos estúdios da TV Bandeirantes em São Paulo, desfavorece Lula. Isso porque todos os candidatos devem perguntar e responder a perguntas; não há tempo para rebater críticas dos concorrentes ao Planalto.
Como mostra reportagem publicada em Oeste, aliados do ex-presidente da República consideram que seu desempenho foi ruim. Lula não conseguiu administrar o tempo por mais de duas ocasiões e acabou tendo o microfone cortado. Ele também não conseguiu rebater seu principal adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL), quando foi chamado de presidiário.
Sem o direito de falar ao vivo na televisão, a assessoria de Lula usou as redes sociais como palanque. A visibilidade, contudo, foi muito menor que a verificada no debate. “Acho que é plenamente possível fazermos isso, mas não vou me comprometer, porque posso passar por mentiroso”, disse o petista.
O resultado se refere às 24 horas anteriores às 17h30 de hoje
O presidente Jair Bolsonaro está liderando a curiosidade dos usuários no Google. Dados da plataforma mostram que o nome dele tem sido mais buscado que de Luiz Inácio Lula da Silva em todos os Estados do Brasil e no Distrito Federal nas últimas 24 horas.
A maior proporção de buscar pelo nome de Bolsonaro ocorre em Roraima (61%). O menor é registrado no Ceará (53%). Desse modo, os cearenses são os eleitores com a maior curiosidade por Lula (47%) e os roraimenses com a menor (39%).
Os dados são do recorte do site de buscasrealizado entre 17h30 de domingo 28 de agosto e o mesmo horário desta segunda-feira, 29. Ontem, os dois políticos se enfrentaram na primeiro debate entre os candidatos à presidência da República, realizado pela Rede Bandeirantes. O programa também contou com a Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Luiz Felipe D’Avila (Novo).
O atual presidente da República também é o candidato que mais movimentou os usuários do Google nos sete dias que antecederam o debate de domingo.
No Recorte semanal, Bolsonaro aparece com 45% das buscas e Lula com 37%. Em sequência estão Ciro Gomes (8%), Simone Tebet (5%), Soraya Thronicke (2%) e Luiz Felipe D’Avila (2%). Não saíram de 0% Roberto Jefferson (PTB), Eymael (DC), Léo Pericles (UP), Vera Lúcia (PSTU) e Sofia Mazano (PCB).
Segundo José Carlos Oliveira, do Ministério do Trabalho e da Previdência, o objetivo é ‘amenizar as dificuldades das pessoas’
Mais de 200 mil caminhoneiros e 240 mil taxistas receberam o auxílio criado pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, informou, nesta segunda-feira, 29, o ministro do Trabalho e da Previdência, José Carlos Oliveira.
“A gente sabe que não é a solução, e o objetivo não é solucionar o problema, mas, sim, amenizar as dificuldades que as pessoas estão enfrentando, até por conta da pandemia, que assolou o mundo todo”, disse Oliveira, enquanto divulgava os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de julho.
O benefício dos taxistas começou a ser pago em 16 de agosto a motoristas que atenderam aos critérios de elegibilidade definidos pelo governo. As parcelas de R$ 1 mil serão pagas até dezembro. Neste mês, os beneficiários receberam R$ 2 mil, referentes às parcelas de julho e agosto.
As prefeituras enviaram os cadastros dos taxistas no fim do mês passado, e os dados foram analisados pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
A previsão é que as duas primeiras parcelas dos cadastros enviados até 15 de agosto sejam pagas na terça-feira 30.
O benefício dos caminhoneiros também é de seis parcelas de R$ 1 mil, que serão pagas até dezembro deste ano. Segundo a legislação aprovada pelo Congresso Nacional, os motoristas cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) têm direito ao benefício.
Para aliados, ex-presidente adotou postura “apática” e pouco incisiva, além de ter perdido oportunidades
Lula durante debate na Band Foto: Reprodução / Youtube / Band
Aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tanto de dentro da própria sigla quanto de outros partidos, ficaram frustrados com o desempenho do petista no debate deste domingo (29). Segundo informações da colunista Bela Megale, do Jornal O Globo, eles avaliaram que Lula demonstrou uma postura “apática”, pouco incisiva e que perdeu oportunidades de criticar o atual governo.
– O artilheiro perdeu muito gol. Acredito que pode ser sido um excesso de confiança depois do bom desempenho no Jornal Nacional – disse um dos coordenadores da campanha de Lula ao Planalto.
Segundo integrantes da campanha, o ex-presidente evitou confronto direto com Bolsonaro, pois a estratégia era de que Lula não deveria “fazer o jogo” do atual chefe do Executivo ao falar de assuntos que o interessavam.
Entre os aliados, esperava-se, no entanto, que Lula fosse mais enfático e provocasse o presidente ao mencionar temas delicados para o atual governo, além de destacar melhor o compromisso do PT para com as mulheres.
Eles ainda consideram que Lula não tenha se saiu bem especialmente em sua primeira resposta, quando foi questionado sobre corrupção. Por outro lado, acham que o ex-presidente fez um “contraponto à agressividade” de seu maior rival nas urnas.
Nesta segunda-feira (29), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou a decisão que autorizou uma operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo um grupo de empresários que teria defendido um golpe no Brasil, caso o ex-presidente Lula vencesse as eleições. O documento liberado pelo ministro possui 32 páginas.
Na decisão, Moraes falou em “fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleo de produção, publicação e financiamento e político absolutamente idênticos aos investigados no inquérito das milícias digitais, com a nítida finalidade de atentar contra a democracia”.
O documento aponta que o ministro do STF autorizou a operação tendo por base uma reportagem jornalística.
A operação da PF ocorreu após uma reportagem do site Metrópoles apresentar prints que seriam de conversas de grandes empresários brasileiros em um grupo privado de WhatsApp. De acordo com o colunista Guilherme Amado, entre os empresários presentes no grupo estavam Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, dono da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, dono da marca de surfwear Mormaii.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra oito empresários. Nas mensagens, eles teriam chegado a afirmar que “golpe foi soltar o presidiário” e que os atos marcados para o próximo 7 de Setembro estão sendo programados “para unir o povo e o Exército”.
Lula fez a manifestação em mais de duas vezes durante o debate deste domingo
O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mentiu no debate da Band na noite deste domingo, 28, ao afirmar que foi absolvido em todos os processos que respondia na Justiça. Lula fez a manifestação mais de duas vezes durante o debate.
“Fui absolvido em todos os processos. Fui absolvido na ONU, na primeira e na segunda instâncias e duas vezes na Suprema Corte. Agora, sou o único inocente que paga o preço de ser inocente”, afirmou Lula.
Lula ficou preso por quase dois anos, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, por ações envolvendo a Operação Lava Jato. Entre 2017 e 2019, o ex-presidente Lula foi condenado, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, em três instâncias, julgado por nove juízes, mas em 2021 teve as sentenças anuladas por Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de entendimento de erro processual por incompetência de foro. Em janeiro deste ano, a 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal arquivou ação contra Lula, em razão da extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal.
Em junho de 2021, o STF considerou Sergio Moro parcial no caso do triplex e anulou também aquela condenação. O entendimento sobre a parcialidade se estendeu a outros processos e todas as ações voltaram à estaca zero. Os procedimentos não significam que o petista tenha sido absolvido, visto que as decisões foram por anulação e arquivamento das sentenças.
Das 11 acusações mais conhecidas que Lula foi alvo da Justiça durante o período em que foi presidente da República, o petista só conseguiu ser absolvido em três, isso porque faltaram provas. As demais todas se incluem nos casos de arquivamentos, erros processuais ou foram suspensas.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,8 ponto em agosto para 100,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, a elevação foi de 0,2 ponto. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
De acordo com o economista Stéfano Pacini, do instituto, a alta indica o bom nível de atividade mantido pelo setor no terceiro trimestre, com a melhora do ambiente de negócios influenciada pela descompressão de custos com a queda de preços de combustíveis e energia.
“Os níveis de demanda ainda estão positivos e os estoques se mantêm equilibrados, apesar do cenário ainda problemático quanto ao suprimento de alguns tipos de insumos. Esse quadro favorável se reflete nas previsões ainda favoráveis para a evolução do emprego no setor nos três meses. Nos demais quesitos que medem expectativas em relação ao futuro próximo, nota-se alguma cautela dos empresários frente a um segundo semestre de eleições e manutenção de juros mais elevados.”
Componentes
Os dados mostram que houve alta da confiança em nove dos 19 segmentos industriais monitorados pela sondagem em agosto. O Índice Situação Atual (ISA) avançou 1,4 ponto e chegou a 102,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,3 pontos e atingiu 97,9 pontos.
Segundo o FGV Ibre, o melhor desempenho no ISA foi verificado no indicador que mede o nível dos estoques, com o recuo de 2,9 pontos, para 96,7 pontos. Isso coloca o indicador na região neutra, apontando que os estoques estariam equilibrados.
O indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios subiu 0,6 ponto, para 101,7 pontos. E o grau de satisfação das empresas com o nível de demanda avançou 0,4 ponto, para e 103,2 pontos.
Nos indicadores de expectativa, a principal influência veio da tendência dos negócios para os próximos seis meses, com alta de 3,0 pontos em agosto, para 96,9 pontos. Apesar disso, o Ibre FVG aponta que o indicador continua em patamar baixo em níveis históricos.
Já o indicador que mede o otimismo com a evolução da produção física nos três meses seguintes caiu 3,0 pontos, para 92,1 pontos. O resultado é o mais baixo desde março deste ano, quando o indicador chegou a 90,3 pontos.
Por outro lado, a expectativa de emprego nos três meses seguintes teve alta pelo quinto mês consecutivo, de 0,7 ponto, para 104,6 pontos, alcançando o melhor resultado desde outubro de 2021, quando o indicador ficou em 108,1 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria se manteve estável em agosto, com variação de -0,1 ponto percentual, para 82,2%.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) desbancou esquerdistas no seu próprio reduto. Mesmo atacado a todo instante, o executivo acabou sendo eleito o melhor do debate, com 78%.
Lula (PT), idolatrado pela esquerda, sequer venceu Simone Tebet e empatou com a Emedebista com 8%.
Presidente foi escolhido por sorteio para realizar o questionamento ao petista
No primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República na noite deste domingo, 28, na Band, a corrupção na Petrobras foi o tema escolhido pelo presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), na primeira pergunta feita ao candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Bolsonaro foi escolhido por sorteio para realizar o questionamento ao petista e afirmou que o governo do petista foi “o mais corrupto da história”. O primeiro embate entre os dois candidatos teve duração de quatro minutos.
Segundo Bolsonaro, em quatro anos de governos do PT, a Petrobras se endividou em aproximadamente R$ 900 bilhões. O recurso, de acordo com Bolsonaro, seria suficiente para realizar a “60 vezes a transposição do Rio São Francisco”. “Ou seja, o povo nordestino sofreu com falta de água por causa de corrupção no seu governo”, afirmou o candidato à reeleição.
“Os delatores devolveram mais de R$ 6 bilhões. Ou seja, corrupção, houve. Presidente Lula, o senhor quer voltar ao poder para que? Para seguir fazendo a mesma coisa na Petrobras?”, questionou Bolsonaro.
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Lula afirmou que esperava que fosse Bolsonaro a questionar ele sobre o tema corrupção. O ex-presidente da República, que foi preso durante mais de dois anos por investigações da Operação Lava Jato, desviou da resposta.
“Era preciso ser Bolsonaro a me perguntar, sabia que a pergunta viria. As pessoas precisam saber que inverdades não valem a pena ser ditas na televisão. Citar números que são mentirosos também não compensa. Não houve nenhum presidente da República que fez mais investigação sobre corrupção do que nós. É importante deixar claro que fizemos o Portal da Transparência, a fiscalização da CGU, a Lei de Acesso à Informação, a Lei Anticorrupção, a Lei Contra o Crime Organizado e a Lei Contra a Lavagem de Dinheiro. Fizemos o Coaf funcionar”, disse.