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Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) havia pedido mais tempo para analisar o processo em 24 de maio.

O ministro Gilmar Mendes, durante sessão do STF em abril de 2022 — Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, durante sessão do STF em abril de 2022 — Foto: Carlos Moura/SCO/STF 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na noite deste sábado (9) o julgamento da decisão que permitiu o pagamento do piso salarial da enfermagem — aprovado em lei pelo Congresso Nacional no ano passado. Ele havia pedido mais tempo para analisar o processo em 24 de maio. 

Desde 19 de maio, os ministros analisavam o tema no plenário virtual da Corte, formato de julgamento em que eles depositam seus votos em uma página eletrônica do tribunal, sem a necessidade de uma sessão presencial ou por videoconferência. O processo está agendado para ser analisado entre os dias 16 e 23 deste mês. 

Apesar do adiamento, está em vigor a decisão individual do ministro Luís Roberto Barroso favorável ao pagamento da remuneração à categoria, mas com algumas condições. 

No começo do julgamento, o relator votou para manter sua decisão. Já o ministro Edson Fachin votou para que o piso valesse da mesma forma para todas as categorias — enfermeiro, técnico, auxiliar — tanto do setor público quando do privado. 

Barroso revogou a decisão que suspendia o piso no último dia 15. No caso de estados e municípios, a remuneração deve ser feita dentro dos limites da verba repassada pela União. 

Já no caso das unidades particulares, o ministro previu a possibilidade de negociação coletiva, mantendo suspenso o trecho da lei que impedia o procedimento. 

A determinação ocorreu após a sanção da lei que permitiu ao governo federal transferir R$ 7,3 bilhões para que estados e municípios paguem o novo valor aos profissionais. 

Barroso considerou que é possível liberar o pagamento da remuneração mínima porque o governo e o Congresso viabilizaram a transferência dos recursos. 

Em julho do ano passado, o Congresso Nacional aprovou uma mudança na Constituição para estabelecer uma remuneração mínima para o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o auxiliar de enfermagem e a parteira, a ser seguida tanto pelo setor público quanto empresas privadas. 

Em agosto, o Poder Legislativo também aprovou a lei citada pela emenda constitucional, fixando o valor de R$ 4.750,00 para os enfermeiros – técnicos de enfermagem ganharão 70% deste valor; já auxiliares e parteiras terão o correspondente a 50% do piso. 

Em setembro, o tema chegou ao Supremo. Relator da ação que questionou a medida, o ministro Barroso decidiu pela suspensão da norma até que fossem analisados os impactos financeiros das medidas para estados, municípios, órgãos do governo federal. A decisão individual foi posteriormente confirmada pela Corte. 

Em dezembro, uma nova emenda constitucional definiu que caberia à União, por meio de lei, prestar assistência financeira complementar aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios e às entidades filantrópicas, para custear o piso. 

Neste ano, o Congresso aprovou a lei com a definição do valor de repasse da União às gestões locais. Esta medida foi sancionada pelo presidente e está em vigor no momento.

Informações G1


Salvador deve ter 100mm de chuvas em 24 horas no fim de semana, segundo o Inmet [Imagem de arquivo] - Mauro Akiin Nassor/Fotoarena/Folhapress
Salvador deve ter 100mm de chuvas em 24 horas no fim de semana, segundo o Inmet [Imagem de arquivo] Imagem: Mauro Akiin Nassor/Fotoarena/Folhapress

O fim de semana será marcado por alertas meteorológicos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, início de frente fria no sul e manutenção do tempo estável em outras partes do Brasil.

O que deve acontecer, segundo institutos meteorológicos:

Na região Nordeste, a costa da Bahia deve ter o maior concentrado de chuvas, com 100 milímetros em 24 horas no sábado, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia;

Também há alerta de perigo potencial para chuvas na costa norte de Alagoas, em toda a costa de Pernambuco e na costa sul da Paraíba;

Na região Norte, outro alerta de perigo potencial para chuva foi emitido;

Segundo o Inmet, deve chover até 50 milímetros em todo o estado do Acre, Roraima e Amapá e na maior parte do Amazonas, assim como na parte norte do Pará;

No Sul, uma massa de ar frio vai fazer as temperaturas caírem no fim de semana com mínimas próximas a 0ºC na região de serra do RS e de SC;

Apesar do tempo frio, o risco de geada no sul se acentua a partir da segunda-feira, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos;

Em Porto Alegre e Florianópolis há alerta para mudança brusca de temperatura no domingo.Em Curitiba, as máximas ainda continuam acima dos 25ºC até a segunda-feira, quando o tempo esfria.

No Centro-Oeste, o tempo deve ser de sol ao longo do fim de semana, com possibilidade de pancadas de chuva para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul na noite do domingo;

No Sudeste, não há previsão de chuva para o fim de semana e as temperaturas devem variar entre 13ºC e 27ºC em Belo Horizonte e São Paulo;

No Rio de Janeiro e em Vitória também não há previsão de chuvas, mas o tempo será mais quente, com termômetros variando entre 15ºC e 31ºC em todo o fim de semana.

Informações UOL


Foto: PR/Ricardo Stuckert

Em editorial publicado nesta sexta-feira (9), o jornal Estado de S. Paulo queixou-se do tratamento dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à imprensa. O jornal pontuou que o petista limita o trabalho dos jornalistas ao contê-los em cercadinhos ou afastando-os com sua equipe de segurança. Para o periódico, o chefe do Executivo possui “ojeriza” à liberdade de imprensa, e o “sonho dos petistas” é ter uma “imprensa encabrestada”.

Em menos de seis meses de governo, o presidente Lula da Silva, aquele que supostamente veio para “salvar a democracia” no país e resgatar a decência no exercício da Presidência da República, tem revelado a mesma hostilidade visceral ao trabalho da imprensa profissional e independente que seu antecessor no cargo, Jair Bolsonaro. Para fugir de perguntas após solenidades no Palácio do Planalto, mas não só lá, Lula tem mobilizado sua equipe de segurança (…) para cercar jornalistas, literalmente, e dificultar o acesso desses profissionais a ele e a outras autoridades, mesmo após o término dos eventos oficiais – declarou o Estadão.

*Pleno News


A expressão em latim significa corpo de Cristo; é uma data religiosa da Igreja Católica, mas não é um feriado nacional.

Corpus Christi significa corpo de Cristo, em latim — Foto: RICARDO RIBAS/SOPA IMAGES/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES

Corpus Christi significa corpo de Cristo, em latim — Foto: RICARDO RIBAS/SOPA IMAGES/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES 

Muitos brasileiros usam a data de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira (08/6), como um dia para viajar ou descansar. 

O que poucos sabem é que não se trata de um feriado nacional, mas sim de ponto facultativo. Ou seja, na maioria das cidades, os empregadores não têm obrigação de liberar os funcionários. Cada empresa decide se vai ou não paralisar os serviços por um dia. 

A regra é outra em cidades que aprovaram leis tornando Corpus Christi um feriado municipal. Para a alegria de quem se programa todo ano para tirar o dia de folga, muitos municípios optaram por isso. É o caso, por exemplo, do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Vitória (ES). 

No Distrito Federal, por outro lado, esta quinta-feira será dia de ponto facultativo. E “emendar” a sexta-feira para viabilizar uma viagem ou um descanso mais longo depende, também, da boa vontade de cada empresa. 

Os tapetes de Corpus Christi são uma tradição popular, comum em várias cidades do Brasil — Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP VIA GETTY IMAGES

Os tapetes de Corpus Christi são uma tradição popular, comum em várias cidades do Brasil — Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP VIA GETTY IMAGES 

Mas o que quer dizer Corpus Christi?

Significa, em latim, corpo de Cristo. É uma data móvel celebrada pela Igreja Católica sempre 60 dias depois do domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Na tradição católica, esta quinta-feira é considerada o dia no qual Jesus Cristo instituiu o sacramento da eucaristia. 

De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Corpus Christi se celebra a “presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho”. 

A celebração de Corpus Christi foi instituída em 1264 pelo papa Urbano 4º — Foto: GETTY IMAGES

A celebração de Corpus Christi foi instituída em 1264 pelo papa Urbano 4º — Foto: GETTY IMAGES 

Desde quando a data é celebrada?

A festa foi instituída pelo papa Urbano 4º, no dia 8 de setembro de 1264 – ele publicou uma bula papal sobre o tema, chamada de “Transiturus”, instituindo a data e concedendo indulgências às pessoas que fossem à missa neste dia. 

Segundo alguns biógrafos, o papa medieval incumbiu o filósofo e teólogo italiano São Tomás de Aquino (1255-1274) de redigir um rito (“ofício”) para a celebração da data. 

Urbano, porém, morreu poucos anos após instituir a festa, em outubro do mesmo ano – o que acabou retardando a adoção das celebrações. A comemoração de Corpus Christi só “pegaria” para valer décadas depois, quando a data foi reafirmada pelo Concílio de Vienne, em 1311. 

Uma forma tradicional de celebrar é com uma procissão em alusão à caminhada do “povo de Deus” em busca da Terra Prometida. 

Em Portugal, o dia é chamado também de Corpo de Deus, e é comemorado às vezes com procissões pelas ruas – que também acontecem em algumas cidades do Brasil. Em algumas cidades brasileiras, há o costume de adornar as ruas com “tapetes” feitos de serragem colorida e outros materiais.

Informações BBC/G1


Derrubada de florestas no Cerrado aumentou 35% no desmatamento

Cadê a Greta?Desmatamento dispara 83% no Cerrado com Lula

Foto: Getty Images 

desmatamento na floresta amazônica caiu 10% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas a derrubada de mata nativa disparou 83% no mês no Cerrado em relação a 2022, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

No acumulado de janeiro a maio, a derrubada de florestas na Amazônia recuou 31%, enquanto no Cerrado houve aumento de 35% no desmatamento no período em comparação com o ano passado, acrescentou o MMA, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Diante do quadro, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, afirmou que a intenção da pasta é lançar um novo plano de combate ao desmatamento no Cerrado até setembro para tentar conter o aumento. A expectativa é de reverter a tendência de alta no desmatamento no bioma nos próximos meses, afirmou.

Segundo ele, 24 municípios representam 50% de todo desmatamento do Cerrado, e 77% do desmatamento no bioma estão localizados em imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O MMA estima que mais da metade do desmatamento registrado no Cerrado deve-se a supressão de vegetação autorizada pelos órgãos ambientais estaduais.

Na segunda-feira, Lula lançou um plano de ação com o objetivo de eliminar o desmatamento ilegal na floresta amazônica até 2030.

Informações TBN


Anticoncepcionais e fraldas: saiba quais itens do Farmácia Popular passam a ser gratuitos para quem ganha Bolsa Família

Foto: ALEXANDRE GUZANSHE

Programa foi relançado nesta quarta-feira pelo presidente Lula; são,ao todo, 40 medicamentos de graça

Relançado nesta quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Farmácia Popular agora garante 40 remédios gratuitos para quem participa do Bolsa Família, para indígenas e para a saúde da mulher. 

Entre os novos produtos gratuitos, há anticoncepcionais, fraldas geriátricas e medicamentos para colesterol alto, Parkinson, rinite e asma. Confira: 

Novos itens gratuitos para cadastrados no Bolsa Família:

Itens gratuitos para mulheres

Os remédios indicados para o tratamento de osteoporose e contraceptivos passam a ser gratuitos para todas as mulheres, beneficiadas ou não com o programa social. 

Farmácia Popular Indígena

Todos os medicamentos do rol do programa também passam a ser gratuitos para a população indígena atendida nos Distritos Sanitários Especiais (DSEI). Para evitar o deslocamento, um representante da comunidade será escolhido para retirar os produtos, não sendo necessário CPF. Assim, também não será necessário ter um CPF para ser atendido pelo programa. 

A ação será colocada em prática em um projeto piloto no território Yanomami, e gradualmente expandida para as outras regiões. 

Itens que já eram gratuitos para toda a população:

Como retirar

Para pegar os remédios, é necessário comparecer à farmácia com o documento oficial de identidade com foto e número do CPF e a receita médica dentro de validade, emitida pelo SUS ou em um hospital particular. Os itens também podem ser retirados por representantes legais ou procuradores do paciente. 

As fraldas geriátricas são liberadas para pacientes com mais de 60 anos e pessoas com deficiência, acompanhadas do laudo ou prescrição solicitando o uso da fralda. 

O programa

Criado em 2004, o Farmácia Popular visa garantir o acesso gratuito a medicamentos ou com descontos para tratamento de doenças. A nova versão do programa também buscará facilitar o acesso aos medicamentos da população indígena. Todos os medicamentos serão ofertados de graça para essa população. 

Para 2023, o orçamento destinado ao programa, estruturado ainda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, era de R$ 1,018 bilhão. A PEC da Transição, aprovada no ano passado com uma intensa mobilização de aliados do petista, liberou R$ 16,6 bilhões para gastos com saúde, entre eles o Farmácia Popular. O programa atende mais de 20 milhões de brasileiros. 

Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o governo pode ampliar o Farmácia Popular para incluir remédios voltados à saúde do homem, como medicamentos para a próstata.

Informações TBN


‘Carro popular’: Veja como vão ficar os preços dos 10 carros mais baratos do Brasil

Foto: Reprodução/Internet

A política provisória de queda de impostos do setor automotivo anunciada pelo Governo Federal ainda não está em vigor, mas já está agitando os consumidores e o mercado. A principal dúvida, no momento, é: como ficarão os preços dos carros mais baratos do Brasil com as novas regras?

Antes de falar como ficarão os preços, vamos relembrar. O vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB-SP), revelou que serão realizados cortes de impostos de 1,5% a 10,79% em modelos de até R$ 120 mil, nas alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social).

Mas para que esses descontos sejam contemplados, há algumas regras que as montadoras precisam adotar. Quanto menor o carro, mais componentes nacionais ele tiver e menos poluente for, o percentual de 10,79% pode ser atingido. Isso sem falar nos eventuais cortes de equipamentos ou mais abatimentos de impostos que os estados podem fazer, se for o caso.

Confira os valores:

ModeloPreço AtualPreço NovoDesconto (%)
Fiat MobiR$ 68.990R$ 61.57310,75%
Renault KwidR$ 68.990R$ 61.57310,75%
Peugeot 208R$ 69.990R$ 62.46610,75%
Citroën C3R$ 72.990R$ 66.4209%
Fiat ArgoR$ 79.790R$ 72.6089%
Renault StepwayR$ 79.990R$ 72.7909%
Volkswagen Polo TrackR$ 81.370R$ 74.8608%
Hyundai HB20R$ 82.290R$ 75.7068%
Chevrolet OnixR$ 84.390R$ 77.6388%
Fiat CronosR$ 84.790R$ 78.8547%

CanalTech


Há uma década, um movimento iniciado por um grupo de jovens insatisfeitos com o aumento da passagem de ônibus fez o Brasil explodir em protestos. A insatisfação deixou cicatrizes e ainda causa consequências na política nacional.

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Foto: arte g1 

Junho de 2013: veja as imagens que marcaram os protestos

Junho de 2013: veja as imagens que marcaram os protestos 

Começou com um protesto de jovens em São Paulo contra o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus, que entrou em vigor em 2 de junho de 2013. O movimento cresceu, ganhou adesão e repressão, repercutiu no estado e no Brasil. Pressionados, governadores e prefeitos reduziram as tarifas, mas elas já não eram a única pauta: a insatisfação se virou para os gastos com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, as denúncias de corrupção na política e o governo de Dilma Rousseff (PT). 

CRONOLOGIA – Veja os principais acontecimentos de junho de 2013:

O mês de junho de 2013 — e o que aconteceu a partir de então — mudou o país para sempre: vieram, ano após ano, um descontentamento generalizado com a classe política, a Operação Lava Jato, o impeachment de Dilma, a projeção nacional de Jair Bolsonaro (e do bolsonarismo como movimento político), a polarização e o fortalecimento da extrema direita no Brasil, entre outros aspectos.

g1 ouviu especialistas, colunistas políticos — além de protagonistas daquele período — para analisar as consequências de junho de 2013 para o Brasil de 2023. O resultado você pode acompanhar em uma série de reportagens que serão publicadas a partir deste domingo (4). Entre elas: 

“Junho de 2013 despertou uma inquietação social que ainda não acalmou, que ainda não se assentou”, diz Pablo Ortellado, coordenador do monitor do debate político digital, professor da Universidade de São Paulo (USP) e colunista do jornal “O Globo”. 

“É um terremoto político, mas despertou uma inquietação tão grande que foi se repetindo, a gente teve mobilizações muito grandes a partir de junho que não conseguimos imaginar possíveis antes”. 

Primeira página do g1 em 6 de junho de 2013 — Foto: Reprodução

Primeira página do g1 em 6 de junho de 2013 — Foto: Reprodução 

O bolsonarismo, por Andréia Sadi

Andréia Sadi: '2013 mostrou que política é da conta de todo mundo'

Andréia Sadi: ‘2013 mostrou que política é da conta de todo mundo’ 

“Foi o começo de uma série de inquietações que de fato não eram só pelos 20 centavos, era em relação à saúde, educação, à corrupção. Acabou desaguando em outras indignações e cobranças que a gente viu depois nas eleições, de movimentos contra o sistema de política, contra ‘tudo isso que estava aí’.” 

“E o candidato que melhor soube aproveitar aquele momento surfou naquela onda que foi Bolsonaro, acho que acabou desaguando em Bolsonaro, que era um político com 30 anos de Câmara [dos Deputados].” 

A volta das pessoas às ruas, por Julia Duailibi

Julia Duailibi: '2013 contribuiu para o que foi 8 de janeiro'

Julia Duailibi: ‘2013 contribuiu para o que foi 8 de janeiro’ 

“2013 é marcado pela volta das pessoas às ruas. As pessoas passam a fazer manifestações, algo que não se via desde talvez as Diretas Já. Tinha um elemento único, que era um elemento de insatisfação, que unia tudo: insatisfação com a política, com a economia, com o Estado —inclusive internacional, não só no Brasil.” 

“É claro que 2013 foi um elemento fundamental também para a queda de Dilma, para o impeachment. Ela representava o governo de ocasião, então grande parte das críticas se volta a ela. O governo passava por uma crise política, uma crise econômica, tinha Lava Jato ainda como um elemento importante.” 

“Então as ruas, as manifestações contribuem para a queda de Dilma. E mais, 2013 contribui para o que foi 8 de janeiro. Talvez se não tivesse acontecido junho de 2013, não tivesse acontecido a tentativa.” 

Cambalhotas na política, por Natuza Nery

Natuza Nery: ‘Política brasileira se tornou imprevisível a partir de 2013’ 

“A partir das manifestações de junho de 2013 a política brasileira daria cambalhotas – tantas – que passaria a se tornar algo muito imprevisível. A análise política, no Brasil, era de uma forma antes das manifestações de junho de 2013 e ela virou uma outra coisa. Ali havia ventos de mudança muito contundentes.” 

“Uma parte da política conseguiu ler aqueles ventos de mudanças, a esquerda não tinha mais a primazia das ruas, a direita tomava conta dessas ruas, criava-se ali um ambiente muito, muito contrário à política tradicional.” 

“A Lava Jato transformaria a cara da política eleitoral brasileira. Uma presidente da República sofreria um processo de impeachment, como aconteceu com Dilma Rousseff. Uma ascensão da extrema-direita com o bolsonarismo, que acaba se beneficiado de um sopro lavajatista na sociedade brasileira. Então, junho de 2013 foi um marco na história do Brasil e um marco na política brasileira.”


Informações G1

Rodrigo Clemente começou a colecionar em 2017, quando tinha cerca de 60 pares de tênis. O empresário afirma que valoriza a história dos calçados.

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Foto: Celso Tavares/g1 

Quão difícil deve ser escolher entre mais de 7,5 mil pares de tênis de marcas conhecidas como Nike, Adidas ou Puma para ir trabalhar? É a situação do empresário Rodrigo Clemente, de 46 anos, o maior colecionador de sneakers do Brasil. Em 2018, ele contava com cerca de 60 pares do calçado e hoje, cinco anos depois, tem mais de 7,5 mil. 

“Minha esposa começou a criar caso. Ela disse: cara ou é você ou são os tênis.” Rodrigo passou a mão no rosto, afoito em ter que decidir o que fazer com o ultimato da esposa que está com ele há 18 anos e com quem ele tem dois filhos. “Ai eu falei: nossa, meu amor por você é maior.” Ela perguntou se ele iria doar os tênis. Sorrindo ao lembrar, o empresário disse que não doaria. A solução foi tirar os tênis de vista, mas não tanto assim. 

Dono de mais de 7.500 pares de tênis, explica como a paixão por sneakers começou 

Em um prédio comercial de cerca de 10 andares na Santa Cecília, no Centro de São Paulo, seis são de Rodrigo. Lá, o paulistano trabalha diariamente administrando seus negócios que estão espalhados pelo estado. E é neste prédio que está guardada uma grande parte da coleção de sneakers dele: cerca de 5 mil, porque não houve espaço para guardar todos os pares nos três cômodos que compõem o estúdio. 

Rodrigo atua em diversos segmentos, como os restaurantes Carnívoros Steak & Burger, em São Paulo e Juquehy, no litoral; o restaurante Filó e uma distribuidora de bebidas que também ficam em Juquehy; e uma empresa de reciclagem no interior de São Paulo, entre outros negócios. 

Os outros mais de 2,5 mil tênis do empresário estão espalhados entre a casa de Rodrigo, a casa da mãe dele e sua casa de praia. 

Não sobra espaço no dia nem para usar chinelo. Rodrigo contou que dá um jeitinho de usar todos os sneakers: “Às vezes eu troco de tênis duas ou três vezes por dia”, afirma. 

Quando a equipe do g1 chegou ao estúdio em que estão os calçados, Rodrigo estava com um tênis branco, era uma colaboração entre a marca Nike e a cantora Billie Eilish lançada em abril deste ano. Cerca de 40 minutos depois ele trocou o par e tirou uma foto para postar nos stories do Instagram com a #sneakerhead que ele usa diariamente. 

Rodrigo Clemente, empresário e colecionador de tênis usa segundo tênis durante entrevista — Foto: Celso Tavares/ g1

Rodrigo Clemente, empresário e colecionador de tênis usa segundo tênis durante entrevista — Foto: Celso Tavares/ g1 

Sneakerhead é um termo utilizado para identificar pessoas adeptas da cultura urbana do sneaker, que são tênis estilosos, com personalidade e geralmente alguma história por trás que explique o design ou modelo do tênis, muito além de apenas fabricar um calçado. 

Para ele, o tênis é quem manda no look. Vestido todo de preto no dia da entrevista, entre uma gravação e outra, Rodrigo colocou um tênis laranja vibrante da Adidas, uma colaboração inspirada nos personagens do desenho animado de South Park. O tênis, embora exposto na prateleira, parecia ter sido comprado naquele momento, recém-saído da caixa. 

“O tênis hoje manda no look. Eu, por exemplo, chego aqui e penso em qual roupa vou usar para combinar com aquele tênis. Você pode usar um tênis do jeito que você quiser. É ser disruptivo. Se ninguém ousasse, a gente viveria de Mamba [tipo de tênis] branco e preto até hoje. Eu quero ter algo que eu possa mostrar para as pessoas, ter alguém contando a história do trabalho que alguém fez.” 

Foto: Celso Tavares/g1 

No estúdio projetado para receber visitas com um bar com cerveja e outras bebidas de empresas em que Rodrigo é sócio, a decoração é tão divertida quanto os diferentes modelos e cores dos tênis de marca. Ao lado de funkos e bonecos de personagens como o Coringa e Astro Boy estão espalhados os modelos mais inusitados e raros de tênis do mundo, como uma bota vermelha de plástico inspirada no personagem principal de Astro Boy, que segundo Rodrigo “está fazendo sucesso na gringa”, e um tênis inspirado no Grinch, grande e cheio de pelos verdes bagunçados. 

Bonecos inspirados em personagens no estúdio do empresário Rodrigo Clemente, na Santa Cecilia em SP. — Foto: Celso Tavares/ g1

Bonecos inspirados em personagens no estúdio do empresário Rodrigo Clemente, na Santa Cecilia em SP. — Foto: Celso Tavares/ g1 

É claro que nem todos são tão mirabolantes e autênticos como os citados acima. O empresário aprecia bastante os tênis que, acima de uma bela aparência, tem história. O Kichute é um desses: todo preto, o design mistura um tênis com uma chuteira. 

“Mamba e Kichute são os tênis que eu mais gosto na coleção porque têm raiz. O Kichute, por exemplo, tem alma. Muita gente usou isso. Eu usei amarrado na canela porque o cadarço era muito grande. Eu sou um cara de raiz, sabe? E eu preservo muito isso. Então eu tenho esses tênis porque eles fizeram parte do meu dia a dia. Se a gente não tem história, vira um negócio.” 

Kichute, tênis lançado nos anos 70 e um dos preferidos do colecionador Rodrigo Clemente. — Foto: Celso Tavares/ g1

Kichute, tênis lançado nos anos 70 e um dos preferidos do colecionador Rodrigo Clemente. — Foto: Celso Tavares/ g1 

“Hoje eu quero ter algo que eu possa mostrar para as pessoas como é legal. Contar a história do trabalho que alguém fez. Eu não trato como acumulação, mas como uma história que eu quero dividir com as pessoas”, afirmou Rodrigo. 

O local mais especial e protegido do estúdio está dentro de um espaço chamado “The Vault” ou cofre, que é fechado com uma porta que imita a entrada de um cofre, com direito a uma roda de segurança e pintada de cinza metálico. Ali estão luvas assinadas pelo ex-boxeador Mike Tyson e os tênis mais especiais para Rodrigo, que são dois pequenos pares menores do que a mão de uma criança, presentes para o filho recém-nascido do empresário que hoje tem 15 anos, João Vitor Marucci. Hoje, João também tem os tênis como hobby. 

“O tênis que para mim é o mais valioso da coleção, não gosto nem de falar de valores, tá? Mas assim, valioso, é o do meu filho que hoje tem 15 anos e calça o mesmo número que eu, então é um tênis que tem 16 anos e tá na sala que a gente chama de ‘The Vault’. Eu costumo dizer que o pé é o último a sair no nascimento e tudo começa por ele, então eu cuido bastante dessa história e toda a cultura que envolve.” 

Primeiros sneakers do filho do empresário Rodrigo Clemente, os mais valiosos da coleção  — Foto: Celso Tavares/ g1

Primeiros sneakers do filho do empresário Rodrigo Clemente, os mais valiosos da coleção — Foto: Celso Tavares/ g1 

O espaço do cofre é pequeno e, diferente dos outros cômodos do estúdio, as janelas estavam abertas, deixando entrar a luz e a brisa da rua, algo que não é possível fazer sempre porque os calçados precisam de cuidados meticulosos. 

“O cuidado é diário, eu tenho uma equipe que limpa e cuida dos tênis. A gente cuida muito da iluminação e uma vez por mês eu ligo um desumidificador aqui em cada uma das salas, que suga toda a água para não hidrolisar os tênis”, explica o empresário, dono do espaço. 

Para um hobby, mais de 7 mil pares de tênis dão uma trabalheira. Por isso Rodrigo pretende mudar um pouco o modo como as coisas estão indo. Ele expressou em diversos momentos da entrevista o quanto gosta de pensar que os “tênis são democráticos” e que para honrar o seu passado – quando ele recebia tênis doados de outros jogadores de basquete para poder praticar o esporte porque não conseguia comprar um tênis – quer levar adiante a cultura do sneaker. 

Esculturas no estúdio de tênis do empresário e colecionador Rodrigo Clemente, em SP. — Foto: Celso Tavares / g1

Esculturas no estúdio de tênis do empresário e colecionador Rodrigo Clemente, em SP. — Foto: Celso Tavares / g1 

O empresário foi vago quanto ao dar informações detalhadas sobre o museu que se tornaria o primeiro do Brasil, mas afirmou que pretende abri-lo “muito em breve”. 

Rodrigo explica que a ideia do museu é juntar pessoas que tenham uma paixão em comum, sem diferenciar classes. 

“Onde o cara da periferia me encontra? Aqui dentro. Eu não estou distinguindo público. Eu quero que as pessoas que venham aqui possam simplesmente vivenciar. Não quero só o cara famoso ou rico aqui dentro. Eu quero o cara que fala assim: ‘Que animal!'”, explica. 

Rodrigo Clemente, colecionador de sneakers, segura tênis que tem história marcante e calça o segundo tênis que usou durante a entrevista — Foto: Celso Tavares / g1 

Quanto a entrada e visitas no futuro museu, não há detalhes, mas a ideia deve gerar lucros mesmo que Rodrigo tenha afirmado que não quer monetizar o espaço: “Você quer monetizar isso? Não. Eu quero poder ainda ajudar, porque quando eu abrir isso para as pessoas conhecerem eu quero que alguns tragam seus tênis que não vão usar mais para que alguém possa usar ou para que a gente possa reciclar eles. A gente está indo para um lugar público onde as pessoas possam visitar e levar os seus tênis ou pagar um ingresso que seja revertido”, explicou, sobre o projeto. 

A pergunta que não quer calar: para ter tantos tênis, quanto Rodrigo teve que gastar e quanto ele ainda gasta? Cerca de cinco meses atrás, ele conta que começou a ganhar muitos pares. Durante a entrevista, até citou uma conversa que teve com uma vendedora da Gucci que visitou o estúdio. Mas antes de receber sneakers, o empresário diz que gastava cerca de R$ 800 por compra e adquiria em média 10 a 20 por mês. Hoje ele ganha mais sneakers do que compra, mas continua com uma média de 20 compras mensais, gastando cerca de R$ 800 em cada um.

Informações G1


Maior que o salário mínimo, custo médio de cada preso no Brasil chega a R$ 1.819 por mês

Foto: Edu Garcia

Um preso custa em torno de R$ 1.819 por mês aos cofres públicos, segundo levantamentos da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) referentes a janeiro e fevereiro de 2023 em 16 estados brasileiros. O valor é 37% maior do que o atual salário mínimo nacional, que é de R$ 1.320.

Segundo a secretaria, que disponibiliza os dados estatísticos do Sistema Penitenciário Brasileiro, as despesas totais do estado com funcionários, alimentação, transporte, manutenção das instalações e outros serviços para os presídios em janeiro foram de R$ 860,4 milhões. Já em fevereiro, este valor subiu para R$ 953,1 milhões.

Ou seja, no primeiro mês do ano, cada um dos 497.080 presos geraram um custo médio de R$ 1.730,97 aos estados. No mês seguinte, a população prisional cresceu para 499.443, e os gastos para cada um subiram para R$ 1.908,43. Desta forma, a média de gastos de cada preso ficou em R$ 1.819,70 por mês.

Os dados foram fornecidos por 16 estados. Embora o custo médio nacional esteja em torno de R$ 1.819,7, três estados chamaram a atenção por registrarem mais que o dobro do salário mínimo atual. Mato Grosso do Sul, Piauí e Maranhão tiveram os maiores gastos médios: R$ 3.199,54, R$ 3.138,30 e R$ 2.745,60, respectivamente.

No RN o gasto é de R$ 1.850,40.

Já Paraná, Rondônia, Alagoas e Roraima estão entre os estados que menos desembolsaram para custear os presos. O estado paranaense gastou R$ 517,93, Rondônia R$ 1.541,24, Alagoas R$ 1.639,53 e Roraima R$ 1.731,19.

Segundo o levantamento, dos R$ 860,4 milhões gastos em janeiro, R$ 702,5 milhões foram com despesas de pessoal, o que engloba salários de funcionários, pagamentos de empregados terceirizados, material de expediente e estagiários.

O restante – R$ 157.834.129,54 – está dividido em gastos com necessidades básicas. Deste  montante, 54,48% dos recursos foram para alimentação; 21,23% com água, luz, telefone, lixo e esgoto; 10,16% com manutenção predial; e 5,22% com aluguéis. Veja abaixo o detalhamento: 

Com informações de R7

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