Pacotes de salsicha seriam exportados para Venezuela, mas empresa teve exportação barrada e distribuiu 28 toneladas do alimento em protesto
Moradores de Boa Vista (RR) formaram uma fila gigante para receber doações de pacotes de salsichas nesta sexta-feira (16/6). Os alimentos seriam vendidos na Venezuela e foram distribuídos após país barrar as exportações da empresa. As informações são do G1. Segundo o G1, empresários brasileiros acusam o governo venezuelano de barrar exportações de alimentos desde janeiro, em Pacaraima, no norte do estado. Em resposta ao movimento, empresários têm protestado para que o Itamaraty intermedie uma solução para que as cargas sejam liberadas.
A fila composta por brasileiros e venezuelanos começou a se formar desde o início da manhã. Funcionários da empresa começaram a distribuir os alimentos por volta das 9h.
No total, serão doados cerca de 28 toneladas de salsicha, distribuídas em 5 mil pacotes. Cada embalagem tem cerca de 3 kg, com data de validade para o mês de agosto.
Segundo o portal, nem uma forte chuva que caiu por volta das 10h foi capaz de fazer os moradores abandonarem seus lugares na fila. No local, muitas mulheres com crianças de colo
A migrante Ysmarelys Garcia, de 36 anos, chegou cedo na fila. “Eu cheguei as 7h, moro lá no bairro Treze de Setembro. Espero sair daqui com um [pacote]”, disse ela ao G1, enquanto aguardava na fila.
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou hoje 31 planos de saúde de nove operadoras (veja a lista completa abaixo) que terão suspensão temporária, após reclamações de consumidores.
O que aconteceu:
As vendas desses planos serão proibidas a partir do dia 23 deste mês.
Os serviços de saúde só poderão voltar ao mercado quando as “operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento”, segundo o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Alexandre Fioranelli.
A agência faz avaliações todo trimestre sobre o atendimento aos clientes dos planos e “as operadoras reiteradamente com pior resultado são avaliadas e aquelas que apresentam risco à assistência à saúde” são suspensas temporariamente.
Os planos suspensos são:
Unimed Montes Claros Cooperativa De Trabalho Médico Ltda:
Coletivo Por Adesão Ambulatorial + Hospitalar C/ Obstetrícia
Unimoc Brasília Enfermaria Copart
Good Life Saúde Ltda:
Good Esmeralda
Good Ouro
Good Prata
Vix Ouro
Federação Das Sociedades Cooperativas De Trabalho Médico Do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima:
Novo Univida I – Apto
Novo Univida I – Enferm
Univida Coletivo Por Adesao – Enferm
Univida Empresarial Iii – Enferm
Unimed Vertente Do Caparaó – Cooperativa De Trabalho Médico Ltda:
Nacional Adesao Pos – Enf
Operadora Unicentral De Planos De Saúde Ltda:
Essencial Apto
Standard Pf Apartamento
Unimed-Rio Cooperativa De Trabalho Medico Do Rio De Janeiro:
O fenômeno natural El Niño voltou depois de três anos, segundo alerta lançado pela Administração Nacional de Atmosferas e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) na manhã desta quinta-feira, 8.
O El Niño se formou pelo menos um mês antes do comum, o que dá ao fenômeno um pouco mais de tempo para crescer, conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Há 56% de risco de ser considerado forte e 25% de atingir proporções gigantescas, segundo especialistas da NOAA.
O fenômeno natural custou US$ 45 bilhões (R$ 222 bilhões) só de 1997 e 1998 aos cofres públicos dos países mais atingidos, segundo estimativas do Banco Mundial.
El Niño ocorre a cada dois ou sete anos
Os impactos do El Niño serão sentidos principalmente no Hesmifério Sul, e o Brasil será um dos países mais afetados | Foto: Freepik
O El Niño é relatado desde o século 19 e ocorre a cada dois ou sete anos. Ele é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, o que influencia no clima mundial. Ele também impacta na temporada de furacões no Atlântico e de ciclones no Pacífico. Ele não é associado à atividade humana, mas provoca aumentos significativos na temperatura e afeta os regimes de chuvas e secas.
Além das ondas de calor intenso, os ciclones tropicais estão entre as consequências do El Niño. Secas na Austrália e chuvas fortes na América do Sul são outros exemplos.Nos próximos meses de inverno, os impactos do El Niño devem ser sentidos mais fortemente no Hemisfério Sul. O Brasil deve ser um dos países mais atingidos, com aumento de seca no Nordeste e aumento de chuvas no Sul; ao lado da Colômbia e da Venezuela, com previsões de secas intensas, ainda de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.
Bruno de Souza Rodrigues era considerado foragido desde o início de junho
Suspeito de matar Jeff já trabalhou na Globo Foto: Reprodução/TV Globo
Bruno de Souza Rodrigues, apontado como principal suspeito de assassinar o ator Jeff Machado, foi preso na manhã desta quinta-feira (15) por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Vidigal. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, Bruno estava escondido numa casa na comunidade, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro..
Bruno era considerado foragido da Justiça desde o dia 1° de junho, enquanto o outro suspeito de praticar o crime, Jeander Vinícius, foi preso no início do mês.
Presidente do União Brasil, Luciano Bivar afirmou que “o partido não vai fazer beicinho” pelo fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter mantido Daniela Carneiro no Ministério do Turismo, nesta terça-feira. Bivar afirma que Lula tem o direito de escolher quem compõe o primeiro escalão do seu ministério e que a bancada do União não irá retaliar os governistas em seus projetos.
A fala dele contraria outra declaração, dada na última semana, na qual defendeu a nomeação de Celso Sabino no posto e disse que isto “atrairia apoios no plenário”. Enquanto Bivar falava que o partido não tomará atitudes contra a medida, parlamentares da legenda se encontravam a portadas fechadas na Câmara.
— Em um sistema presidencialista é o presidente que escolhe os nomes para o seu gabinete, o seu ministério. O União não vai ficar se lamentando, retaliando ninguém ou fazendo beicinho. O governo segue disposto a dialogar conosco, independentemente desta escolha pontual — afirmou Bivar ao GLOBO.
Na semana passada, entretanto, o discurso de Bivar era outro.
— Como se diz no futebol, a bola está com o governo. Como se diz na política, a caneta também. Agora é com eles. O Planalto sabe que o Sabino é o nome da nossa preferência, goza de grande prestígio junto à bancada, tem boa interlocução com todos os líderes partidários e condições de fazer um belo trabalho, tanto no ministério, quanto na articulação com os nossos quadros, trazendo apoios — disse na ocasião.
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Foto: Anvisa
A Polícia Civil prendeu o assessor especial da presidência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) Paulo Cesar do Nascimento Silva. A detenção ocorreu na sede do órgão.
Em nota, a Anvisa confirmou a prisão e a exoneração do assessor. A agência informou que desconhecia as denúncias contra Silva.
“Os agentes policiais receberam integral apoio da administração”, comunicou o órgão. “A Anvisa permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer informações necessárias, no melhor interesse da Justiça.”
Silva estava no cargo desde 2019 e trabalhava como assessor direto do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. O funcionário tinha cargo comissionado e atuava nas relações governamentais.
A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal expediu o mandado de prisão em 7 de junho. A Divisão de Capturas e Polícia Interestadual da Polícia Civil foi responsável pela detenção.
O Tribunal de Justiça e a Polícia Civil do Distrito Federal não informaram os motivos da prisão. Alegaram que o caso está em sigilo.
José Rainha é ex-líder do MST | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) revogou a prisão preventiva do militante sem terra José Rainha Júnior, líder da Frente Nacional de Lutas (FNL). A 13ª Câmara Criminal do TJ-SP proferiu a decisão na segunda-feira 12, em caráter liminar.
Em fevereiro deste ano, Rainha coordenou diversas invasões de fazendas no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste de São Paulo. Ele contou com a ajuda de Luciano de Lima e Cláudio Ribeiro, outras duas lideranças da FNL.publicidade
Leia mais: “O MST agoniza”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 115 da Revista Oeste
Os três militantes estavam presos desde 4 de março deste ano, no Centro de Detenção Provisória de Caiuá (SP). Eles são acusados de extorquir produtores rurais para não invadir suas propriedades.
O “Carnaval Vermelho”, nome dado à onda de invasões, foi a primeira manifestação dos sem-terra durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os militantes reivindicam áreas devolutas do Estado para a implantação de assentamentos da reforma agrária aos sem-terra.
Justiça libera José Rainha, na mira da CPI do MST
A decisão liminar do TJ-SP ocorre em meio à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Rainha participou do grupo invasor durante décadas.
Recentemente, em uma das primeiras diligências da CPI do MST, os membros do colegiado foram até uma fazenda no município de Rosana, no interior de São Paulo. Ali encontraram os estragos causados pela FNL, responsável pela invasão da propriedade.
Leia também: “A guerra contra o agro”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 165 da Revista Oeste
No local, os oito deputados federais que participaram da diligência relataram que os moradores vivem em condições “sub-humanas”.
“Vimos ‘barracos’, pessoas e crianças morando em condições sub-humanas”, explicou o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). “Segundo a Justiça, se o produtor rural deixar seus trabalhadores nessas condições, ele se torna um autor de trabalho análogo à escravidão.”
Na fazenda, o parlamentar gravou o que seria um “centro de reuniões”, com fotos e frases de grandes líderes da esquerda estampados nas paredes, como Che Guevara, Vladimir Lenin e Karl Marx.
Crianças que vivem nas ruas de Pacaraima Imagem: Arquivo pessoal
Crianças que vivem nas ruas de Pacaraima Imagem: Arquivo pessoal
A entrada de imigrantes venezuelanos pela fronteira de Pacaraima (RR) aumentou 64,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2022. Quem acompanha a crise humanitária na cidade atribuiu a alta à chegada de mais crianças desacompanhadas, idosos e pessoas doentes.
O que está ocorrendo
Entre janeiro e março deste ano, entraram 51.838 venezuelanos por Roraima — no mesmo período do ano passado foram 31.552. Os dados são da Operação Acolhida, da Casa Civil do governo federal.
Em relação ao último trimestre de 2022, também ouve um aumento de 21% na chegada de pessoas vindas da Venezuela (foram 42.604).
O aumento de imigrantes fez disparar o número de quem vive nas ruas de Pacaraima, acentuando a crise humanitária. Há relatos de prática de crimes, gerando críticas à permanência deles nas ruas. Entidades criticam a ação truculenta da polícia em alguns casos.
Com 20 mil habitantes, em 2022 a cidade teve um fluxo de venezuelanos equivalente oito vezes o total da população (veja abaixo a evolução dos números nos últimos seis anos).
A maioria dos venezuelanos que chega à cidade é levada para Boa Vista. Depois, os imigrantes vão para cidades que os recebem apoiam na reconstrução da vida em outro país.
De 2017 até o ano passado, 906 municípios receberam 89 mil venezuelanos — Curitiba lidera o ranking, com 5.700 venezuelanos recebidos em seis anos)
A pedido de entidades de apoio, nenhum venezuelano foi entrevistado nesta reportagem. A coluna procurou o Ministério da Justiça (indicado para falar do tema pela Casa Civil) e Secretaria de Segurança Pública de Roraima, mas não teve retorno.
ONU se diz preocupada
A vinda de pessoas em condições de vulnerabilidade ocorre, em regra, porque elas são as que têm mais dificuldade de migração e tendem esperar mais por melhora de condições — o que não ocorre hoje na Venezuela. A situação está sendo monitorada e preocupa a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).
As pessoas idosas, com debilidades estão chegando em maior número do que no período de pré-pandemia. É um recorte de maior vulnerabilidade, que requer uma maior atenção, com serviços de atendimento público especial às necessidades dessa população. ACNUR, em comunicado enviado ao UOL
Como os dados da Operação Acolhida não trazem informações por idade e condição de saúde, não é possível comparar informações dos refugiados por estrato.
Líder critica Lula por apoio a Maduro
Um dos líderes em apoio aos venezuelanos em Pacaraima, o padre Jesus de Bobadilla afirma que a cidade está cansada da migração, e o problema parece estar longe de uma solução
A Igreja vai inaugurar este ano um centro pastoral dedicado à atenção ao idoso. Atualmente, a Igreja já atende 600 crianças em centros educativos, mas o número é pequeno perto do quantitativo que chega.
Para ele, a fala do presidente Lula de que havia uma narrativa de crise na Venezuela é um “escândalo.”
O que diz o padre
A cidade está perturbada por milhares de venezuelanos. Pacaraima era uma cidade pacata, e nesse meio vem muito malandro, e temos muitos homicídios.”none
Não fosse pelo Exército, seria impossível habitar. Estamos repartindo marmita para minorar este drama, mas o problema está cansado as pessoas: hoje são 3, 4 mil crianças venezuelanas nas ruas. Há muito mais crianças agora; no começo eram mais adultos. É um número alarmante.”none
A situação está piorando; nós, instituições, só minimizamos, não resolvemos. A solução está em Caracas, e vimos um dos principais responsáveis por isso [Nicolás Maduro] ser aplaudido. É um contraste acolhermos as vítimas e apoiarmos quem é culpado.” Padre Jesus de Bobadilla
Venezuelanos nas ruas de Pacaraima (RR)Imagem: Arquivo pessoal
“Enxugar gelo”
A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Maceió, Teca Nelma (PSD), esteve em Pacaraima há duas semanas e classificou a situação como desesperadora. “É uma crise humanitária sem precedentes.”
Ela visitou em representação a Casa Ranquines, entidade que apoia indígenas venezuelanos que vivem em Maceió e afirma que o alcoolismo tem atingido especialmente esse grupo. Também disse que a língua está sendo modificada graças à grande presença de venezuelanos. “Os próprios roraimenses já falam um ‘portunhol'”, diz.
Grandes filas são vistas diariamente na chegada ao Brasil por Pacaraima (RR)Imagem: Arquivo pessoal
O que diz a vereadora
Todos os dias chegam menores desacompanhados, pessoas com deficiência, mulheres em situação de vulnerabilidade e de violência. Mas também vem o tráfico incluído no meio. Pacaraima se tornou uma cidade literalmente para receber essas pessoas. É uma situação de enxugar gelo.”nonenone
O que vi também é que os subempregos são sempre feitos por indígenas ou venezuelanos, e existe um sentimento na cidade de que eles ‘estão roubando nosso empregos e não contribuem para nossa sociedade’.” Teca Nelma
Comércio na rua principal da cidade de Pacaraima (RR) na fronteira com a VenezuelaImagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Cidade terá guarda municipal
A preocupação com a alta na violência foi tema uma audiência pública no município no último dia 26. A prefeitura informou que está montando uma guarda municipal para ajudar na segurança, inicialmente com 29 profissionais.
O vice-prefeito, Simeão Peixoto (PV), afirma que por mais que a cidade apoie os venezuelanos na chegada, há limite e defende mais apoio dos governos estadual e federal.Segundo ele, entre abril de 2021 a dezembro de 2022, todos os imigrantes que estavam nas ruas foram abrigados após as 19h. Mas com o aumento do fluxo, isso tornou-se inviável.
O que diz o vice-prefeito
O município não tem, nem nunca vai ter, condição logística para fazer uma operação duradoura sem a força policial funcionar.”nonenone
Mesmo com toda dificuldade nunca deixamos ou abandonamos eles; nem de fazer valer a lei, a segurança e a ordem em nosso município.” Simeão Peixoto
Vista área do centro de acolhimento a imigrantes da VenezuelaImagem: Operação Acolhida/casa Civil
Segundo uma pesquisa realizada pela Ipsos em 30 países, cerca de 15% dos brasileiros se declararam LGBT+
O Brasil é o país com a maior parcela de pessoas que se identificam como LGBT+.
A informação foi divulgada pela consultoria Ipsos, na base de uma pesquisa realizada on-line em 30 países e publicada para o mês do Orgulho LGBT+.
Após o Brasil, a Espanha é o segundo país em porcentagem de LGBT+ em proporção a população, com 14% dos adultos, seguida pela Suíça (13%), Grã-Bretanha (12%) e Holanda (12%).
Segundo a Ipsos, a Espanha é o país onde os entrevistados têm maior probabilidade de dizer que são gays ou lésbicas (6%).
Por outro lado, Brasil e a Holandaforam os países onde a maior parcela de entrevistados disseram que são bissexuais (7% em ambos os países).
Na pesquisa sobre população LGBT+, a Ipsos incluiu pessoas que se identificam como lésbicas/gays/homossexuais, bissexuais, pansexuais/omnissexuais, assexuais, transgêneros, não binários/gênero não conforme/gênero fluido e outros que não masculinos ou femininos.
Irlanda e Polônia são os países onde há menos pessoas LGBT+
Se o Brasil é o país com a maior população LGBT+, na extremidade inferior do espectro estão a Irlanda e a Polônia, com apenas 6% dos adultos se identificando como gays, lésbicas etc.
Uma porcentagem surpreendente, considerando as posições muito diferentes dos dois países sobre os direitos LGBT+.
Isso porque a Irlanda legalizou o casamento gay em 2015 por voto popular, com uma vitória esmagadora de 62% a favor, e apenas 38% contrários.
E a Polônia está restringindo os direitos LGBT+, com dezenas de municípios que chegaram a se autoproclamar “Zonas Francas de LGBT+“.
Por sua vez, o Peru teve a menor parcela de pessoas que se dizem LGBT dos países pesquisados, com apenas 4%.
Além disso, existe uma variação considerável entre as faixas etárias. Na média dos 30 países pesquisados, 18% dos jovens da geração Z, nascida entre 1997 e 2004, se identificaram como população LGBT+, contra 10% dos millennials (nascidos entre 1981 e 1996), 6% dos gen Xers (nascidos entre 1965 e 1980) e apenas 4% entre os baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964).
Bruno Dantas passou um terço deste ano fora do país
Bruno Dantas, presidente do TCU | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Nos cinco meses deste ano, o presidente doTribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, esteve 46 dias no exterior. O tempo corresponde a 30% do período. Essas viagens, na companhia de assessores, custaram R$ 1,1 milhão até maio, de acordo com levantamento publicado pela Gazeta do Povo.
Apenas Dantas gastou R$ 368 mil em passagens e diárias. O restante do valor foi despendido para custear as viagens e estadias dos assessores. Cotado para a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), no lugar de Rosa Weber, Dantas esteve nos Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia, Panamá, Marrocos e Palau.publicidade
O levantamento da Gazeta mostra que a viagem mais cara foi para Nova Iorque, no fim de maio: as despesas de dois ministros e seis assessores somaram R$ 320 mil, sendo R$ 193 mil em passagens aéreas. A comitiva esteve nos EUA para o lançamento oficial da candidatura do TCU ao próximo assento na Junta de Auditores da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma viagem a quatro cidades – Praga, Viena, Bonn e Berlim –, Dantas e duas assessoras gastaram R$ 220 mil, sendo R$ 130 mil em diárias. Eles participaram da Representação da Organização das Instituições de Controle (Intosai), em reuniões técnicas sobre análise de dados.
A viagem do presidente do TCU e do ministro Walton Alencar à Assembleia Geral da Organização das Instituições de Controle do Pacífico, em Koror (Palau), custou R$ 250 mil.
Ainda de acordo com a Gazeta do Povo, neste ano, as viagens de oito ministros do TCU custaram R$ 970 mil. As despesas dos 19 assessores que acompanharam os ministros somaram mais R$ 1,1 milhão, fechando a conta em R$ 2 milhões. As viagens nacionais de representação institucional dos ministros custaram mais R$ 116 mil.
Já as 29 viagens de servidores ao exterior, sem acompanhar ministros, custaram R$ 1 milhão. Do total, 26 foram de “relações institucionais”. Apenas três foram de “controle interno”.
O jornal também revela que uma assessora, Elaine Dantas, deu uma “esticadinha” na viagem a Koror. O evento oficial terminou em 3 de março e ela retornou ao Brasil no dia 6, mas não recebeu as três diárias. Nessa viagem, as diárias foram de R$ 3,2 mil; nas viagens a Praga e Viena, as diárias passaram de R$ 4 mil.
Como acompanhou a maioria das viagens do presidente do tribunal, Elaine ficou 50 dias fora do país. Em cinco missões, recebeu 43 diárias no valor total de R$ 143 mil. As suas passagens somaram R$ 192 mil. Uma despesa total de R$ 307 mil.
No ano passado, um levantamento dos gastos com viagens internacionais dos ministros do TCU já mostrava o gasto elevado com passagens e estadias.