Deputados da oposição protocolaram, nesta segunda-feira (16), na Câmara dos Deputados, um projeto de resolução para alterar o regimento interno da Casa e estabelecer que a presidência e as vice-presidências da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam ocupadas apenas por deputadas do sexo feminino. A proposta foi apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Leiliane Lopes – 16/03/2026 21h39 | atualizado em 17/03/2026 12h06

Nova presidente da Comissão de Defesa das Mulheres, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputados da oposição protocolaram, nesta segunda-feira (16), na Câmara dos Deputados, um projeto de resolução para alterar o regimento interno da Casa e estabelecer que a presidência e as vice-presidências da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam ocupadas apenas por deputadas do sexo feminino. A proposta foi apresentada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

O texto prevê a inclusão de um novo parágrafo no Artigo 39 do regimento da Câmara. Pela regra proposta, os cargos de comando da comissão deverão ser preenchidos exclusivamente por parlamentares mulheres indicadas pelos líderes partidários.

A iniciativa ocorre após a eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que é uma mulher trans, para presidir o colegiado. O episódio gerou debate entre parlamentares sobre quem deve ocupar a direção do grupo responsável por tratar de políticas voltadas às mulheres.

Na justificativa do projeto, o autor argumenta que outros órgãos ligados à pauta feminina na Câmara já são compostos apenas por deputadas, como a Secretaria da Mulher e a Procuradoria da Mulher.

– O presente Projeto de Resolução objetiva alterar o Regimento Interno da Câmara dos Deputados para estabelecer, de forma expressa e impositiva, que os cargos de presidente e de vice-presidentes da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sejam, impreterivelmente, ocupados por deputadas do sexo feminino.

O texto também sustenta que a estrutura atual do regimento reconhece a necessidade de espaços institucionais dirigidos por mulheres para tratar de políticas voltadas à igualdade e ao enfrentamento da violência.

– Tal estruturação regimental não é fruto do acaso, mas da compreensão institucional de que a luta pela igualdade, pelo enfrentamento à violência contra a mulher e pela ampliação da participação feminina nos espaços de poder exige protagonismo daquelas que, na sua própria existência, vivenciam as desigualdades estruturais.

Ainda segundo a justificativa, a proposta busca preservar a representatividade das parlamentares que, segundo o autor, vivem as experiências associadas à condição feminina desde o nascimento.

– A defesa dos direitos das mulheres deve ser conduzida por mulheres, que têm a legitimidade da vivência, a autoridade da representatividade e o compromisso inegociável com as causas que lhes são próprias.

Deputados que assinaram:

Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
Sargento Gonçalves (PL-RN)
Clarissa Tércio (PP-PE)
Bibo Nunes (PL-RS)
Greyce Elias (Avante-MG)
Rodolfo Nogueira (PL-MS)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Dr. Jaziel (PL-CE)
Sargento Fahur (PL-PR)
Carla Dickson (União Brasil-RN)
Mario Frias (PL-SP)
Franciane Bayer (Republicanos-RS)
Zé Trovão (PL-SC)
Filipe Martins (PL-TO)
Rosana Valle (PL-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Rosangela Moro (União Brasil-SP)
Pastor Eurico (PL-PE)
Dr Flávio (PL-RJ)
Diego Garcia (Republicanos-PR)
Luiz Philippe de Orleans e Bra (PL-SP)
Fred Linhares (Republicanos-DF)
Rogéria Santos (Republicanos-BA)
Gisela Simona (União Brasil-MT)
Chris Tonietto (PL-RJ)
Pr. Marco Feliciano (PL-SP)
Evair Vieira de Melo (PP-ES)
Dra. Alessandra Haber (MDB-PA)

*Pleno.News
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados


Presidente da CPMI do INSS defende afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG)
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira, 16, que uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, no dia de sua primeira prisão, teve como destino um “número funcional” do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o parlamentar, o número citado na troca de mensagens pertence à estrutura oficial da Corte. Conforme revelou a jornalista Malu Gaspar, em sua coluna no jornal O Globo, o ex-banqueiro direcionou o conteúdo ao ministro Alexandre de Moraes.

“Cabe agora, oficialmente, ao Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico de uma investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem”, disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Viana também defendeu o afastamento de Moraes durante a apuração do caso. Ele argumentou que essa medida garantiria isenção no andamento das investigações da CPMI.

“Em qualquer país sério, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e nós determinássemos se ele tem culpa ou não nessa história”, alegou.

Viana cita em ‘proteção mútua’ entre autoridades de Brasília

Durante a entrevista, Viana criticou decisões do STF e afirmou que a Corte “não respeita mais absolutamente nada, toma decisões e se contradiz”. Nesse sentido, ele ressaltou uma relação inadequada entre políticos e magistrados e afirmou que há uma dinâmica de proteção mútua entre autoridades.

“Essa relação de promiscuidade de que você não toca o processo e eu não faço nada contra você é muito ruim”, ponderou. “É a minha visão hoje. Assim como os ministros do Supremo deveriam ser afastados, e eu digo aqui: Toffoli e Alexandre de Moraes não deveriam estar no cargo.”

O senador, por fim, respondeu a questionamentos sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, em 2019. Ele negou qualquer vínculo com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que atuava como pastor ligado à instituição.

Segundo Viana, Zettel não integrava a sede principal da igreja, mas uma unidade vinculada. O senador afirmou que já destinou recursos a diversas entidades e defendeu a atuação de igrejas em atividades sociais. “Ajudei dezenas de fundações, e o governo deve muito às igrejas pelas assistências sociais em presídios”.

Informações Revista Oeste


Neste domingo (15), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os vencedores do Oscar 2026. O filme brasileiro O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, não venceu em nenhuma das quatro categorias em que foi indicado.

Na categoria de Melhor Filme, a estatueta ficou com Uma Batalha Após a Outra. O longa brasileiro também concorria ao lado de produções como Pecadores, Marty Supreme, Frankenstein, Valor, The Last Symphony, The Silent War, Dreamcatcher e Beyond the Horizon.

Em Melhor Filme Internacional, o prêmio foi para Valor Sentimental. A disputa também tinha Sonhos de Trem (Brasil), La Promesa (Espanha), Les Ombres (França), Der Letzte Tanz (Alemanha), A Thousand Rivers (China) e El Silencio de las Flores (México).

Wagner Moura também não venceu na categoria de Melhor Ator. O prêmio ficou com Michael B. Jordan, pelo filme Pecadores. A lista de indicados incluía ainda Timothée Chalamet (Frankenstein), Cillian Murphy (The Silent War) e Paul Mescal (Beyond the Horizon).

Já na categoria de Melhor Escalação de Elenco, criada nesta edição do prêmio, a estatueta foi para Uma Batalha Após a Outra. Também concorriam O Agente Secreto, Pecadores, Frankenstein e Valor.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/JILL CONNELLY


O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, divulga nesta segunda-feira, às 15h30, a lista de jogadores convocados para os amistosos contra França e Croácia, que serão disputados nos Estados Unidos.

As partidas servirão como os últimos compromissos da equipe antes da definição da lista definitiva para a Copa do Mundo FIFA. O primeiro confronto está marcado para 26 de março, no Gillette Stadium, em Boston, às 17h. Em seguida, o Brasil enfrenta os croatas no dia 31, no Camping World Stadium, às 21h, em Orlando.

Entre as expectativas para a convocação está o possível retorno de Neymar, que aparece na pré-lista e não atua pela seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho. O treinador também pode testar novas opções ofensivas, como Endrick, Rayan e Igor Thiago. Outro nome cotado para ganhar oportunidade é o meio-campista Gabriel Sara, que atua no Galatasaray.

A convocação, porém, será afetada por ausências provocadas por problemas físicos. Entre os jogadores indisponíveis estão Éder Militão, Vanderson, Caio Henrique, Bruno Guimarães e Rodrygo. Mesmo com esses desfalques, a comissão técnica pretende que a relação divulgada agora seja o mais próxima possível da convocação final que será anunciada em maio para o Mundial, mantendo apenas margem para mudanças em caso de novas lesões.

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Foto: Rafaelribeirorio / CBF


Neste sábado (14), o hospital DF Star divulgou um novo boletim médico a respeito do quadro clínico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o texto, o líder conservador segue internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.

O boletim aponta ainda que, apesar de estável, Bolsonaro “apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. Por enquanto, não há previsão de alta.

– Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

Confira, abaixo, a íntegra do texto:

Brasília, 14 de março de 2026 – O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

Dr. Claudio Birolini – Cirurgião Geral
Dr. Leandro Echenique – Cardiologista
Dr. Brasil Caiado – Cardiologista
Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. – Coordenador da UTI Geral
Dr. Allisson B. Barcelos Borges – Diretor Geral

*Pleno.News
Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL


A filha do cantor Amado Batista, Lorena Alves Batista, morreu na noite de sexta-feira (13), em Goiânia, aos 46 anos. Segundo informações divulgadas pelo próprio artista nas redes sociais, ela enfrentava um câncer e estava internada no Hospital São Francisco de Assis, na capital goiana. A confirmação da morte foi feita pelo cantor em uma homenagem publicada na internet.

Lorena era médica veterinária, policial federal e também atuava como cantora. Na mensagem divulgada, Amado Batista relatou que a filha lutava contra uma doença grave e afirmou que a perda representa o momento mais doloroso de sua vida.

“É como uma música que termina antes da hora, deixando um silêncio profundo e um vazio que nada consegue preencher. Para um pai, ver uma filha partir é algo que parece contrariar a própria ordem da vida”, disse.

Na mesma publicação, o artista afirmou que Lorena manteve a força e a sensibilidade ao longo da vida e agradeceu as mensagens de apoio e as orações enviadas pelos fãs.

*Metro1
Foto: Reprodução/Redes Sociais


Entre os materiais compartilhados, estão relatórios da Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República

O banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
O banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou documentos que fundamentaram a ação policial contra o banqueiro Daniel Vorcaro aos demais integrantes da 2ª Turma da Corte.

Entre os materiais compartilhados, estão relatórios da Polícia Federal (PF) e um parecer da Procuradoria-Geral da República. Eles serviram de embasamento para o pedido de prisão do banqueiro pela segunda vez.

As representações da PF referentes à terceira fase da Operação Compliance Zero ultrapassam 700 páginas cada. Elas detalham resultados das etapas anteriores do inquérito. Esses relatórios incluem informações extraídas do celular de Vorcaro, ex-dono do Banco Master, apreendido em sua primeira detenção, ocorrida em novembro do ano passado.

Decisão da 2ª Turma e acusações contra Vorcaro

Uma das estátuas da Justiça, que fica em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF); assembleias
Fachada da sede do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília | Foto: Reprodução/STF

Nesta sexta-feira, 13, a 2ª Turma do STF formou maioria para manter Daniel Vorcaro preso. Votaram nesse sentido os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Nunes Marques. Presidente do colegiado, Gilmar Mendes ainda não apresentou seu voto.

O banqueiro é investigado por chefiar uma organização criminosa, supostamente dotada de um “braço armado” que atuava para intimidar opositores do grupo, recorrendo à “coação por meio de sua milícia”.

Durante seu voto, Mendonça relatou que a PF identificou e comprovou atos concretos de ameaça. Ele ressaltou que existem indícios de que o grupo armado de Vorcaro conta com mais alguns integrantes, sendo que as autoridades ainda não localizaram parte deles.

Informações Revista Oeste


Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta quarta-feira (11) revelou que 43% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). Este é o maior patamar desde o início da série histórica, em 2012.

A parte da população que confiava plenamente na Corte também caiu consideravelmente: de 24% para 16%. A última pesquisa do instituto com essa pauta foi divulgada em dezembro de 2024.

A avaliação do trabalho dos ministros do Supremo também piorou. Em 2024, 32% consideravam o trabalho dos magistrados como “ótimo ou bom”. O índice caiu para 23%. A opção “ruim ou péssimo” teve uma variação menor, mas também pesa contra a Corte: em 2024 eram 35% e agora, 39%.

Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 44% se dizem satisfeitos, contra 12% insatisfeitos. Entre os que declaram intenção de voto em Flávio Bolsonaro (PL), 67% se mostram insatisfeitos e apenas 7% consideram a atuação do STF satisfatória.

A pesquisa tem dois pontos percentuais de margem de erro. Foram ouvidas 2.004 pessoas maiores de 16 anos de 137 municípios. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03715/2026.

*Pleno.News
Foto: Antonio Augusto/STF


Apuração envolve empresário ex-sócio de Lulinha e ex-mulher de outro filho do presidente

Em agosto, o governo bloqueou R$ 1,28 bilhão do MEC. O congelamento dos repasses não retirou valores das instituições, mas reduziu o limite de gastos
As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de tráfico de influência, fraude em licitação e outros crimes | Foto: Agência Brasil 

Polícia Federal (PF) decidiu dividir em 25 inquéritos uma investigação que apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os investigados estão um empresário que já foi sócio de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-mulher de outro filho do petista.

As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de crimes como tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção ativa e passiva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Entre os investigados ligados à família do presidente estão o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva.

O filho do presidente
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais

A quarta fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 12, com foco em suspeitas de fraudes em licitações no município de Sumaré, no interior de São Paulo. Nessa etapa, foi decretada a prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Educação, além da realização de buscas e apreensões.

Segundo os investigadores, a divisão do caso em 25 inquéritos busca dar maior foco às diferentes frentes de apuração. Kalil Bittar e Carla Ariane já haviam sido alvo de buscas em novembro do ano passado, em uma das fases da operação. As defesas de ambos negam irregularidades.

Ministério Público Federal (MPF) já apresentou a primeira denúncia relacionada ao caso, que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa que envolvem empresários que mantinham contratos com a Prefeitura de Sumaré. Kalil e Carla, contudo, não foram denunciados nessa ação.

De acordo com o MPF, os novos inquéritos instaurados pela PF “provavelmente embasarão o ajuizamento de novas denúncias”, embora o órgão afirme que não pode antecipar detalhes das investigações em curso.

Estados - MPF
Sede da Procuradoria-Geral da República Brasileira, em Brasília, é o centro administrativo-institucional do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral | Foto: Wikimedia Commons

Ex-sócio de Lulinha é irmão de dono do sítio de Atibaia

Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio em Atibaia, no interior paulista, imóvel que levou Lula a ser condenado em um dos processos da Operação Lava Jato. Na ocasião, Bittar e Lulinha também chegaram a ser investigados.

Nas últimas semanas, transferências feitas por Lulinha a Bittar vieram a público depois da quebra de sigilo bancário do filho do presidente pela CPMIdo INSS. A defesa de Lulinha afirma que os valores se referem à compra das cotas que Bittar possuía na empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, da qual o filho de Lula já não é mais sócio.

Na investigação da Coffee Break, PF e MPF apontam suspeitas sobre pagamentos recebidos por Bittar da Life Tecnologia Educacional, empresa que, segundo os investigadores, estaria envolvida em um esquema de desvios e superfaturamento em prefeituras do interior paulista.

Frequentado por Lula, sítio de Atibaia tornou-se o emblema das investigações que apontaram reformas milionárias pagas por empreiteiras | Foto: Reprodução

De acordo com os investigadores, Bittar teria atuado na prospecção de negócios do dono da empresa e teria tido papel relevante no crescimento da companhia junto de autoridades públicas. Além de transferências financeiras, o inquérito menciona que ele teria utilizado uma BMW registrada em nome do proprietário da empresa.

O advogado de Bittar, Roberto Bertholdo, nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a relação entre seu cliente e o dono da Life limitou-se à prestação de consultoria técnica para o desenvolvimento de aplicativos na área de tecnologia da informação.

“O senhor Kalil atuou apenas em atividades profissionais e absolutamente legais”, afirmou o advogado, acrescentando que os valores recebidos foram pagamento pelos serviços prestados.

Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste

No caso de Carla Ariane Trindade, os investigadores suspeitam que ela tenha atuado como lobista e praticado tráfico de influência em favor da Life. Nas apurações, ela aparece como intermediadora política e “viabilizadora de acordos” para a liberação de verbas federais.

Apesar das suspeitas, Carla não foi impedida de ocupar um cargo em uma prefeitura do interior paulista nem de manter contato com agentes públicos. O MPF avaliou que não havia indícios de que ela tenha usado o cargo para cometer irregularidades, diferentemente de outros investigados.

A defesa de Carla também nega qualquer ilegalidade e afirma que não há fundamentos para medidas contra ela. Segundo os advogados, o próprio Ministério Público reconheceu que ela não participou das licitações investigadas. Ainda assim, nas apurações da PF, Carla é descrita como uma “pessoa com alegada influência no governo federal”.

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Na decisão, ministro diz que Polícia Federal apura ‘perseguição’ contra magistrado do Supremo

Flávio Dino nota Toffoli STF
Ministro Flávio Dino, do STF | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou busca e apreensão na casa do jornalista Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo, no Maranhão.

A decisão do ministro ocorre depois da publicação de reportagens em que o jornalista apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares do ministro Flávio Dino, também do STF, em São Luís.

Moraes ordenou a apreensão de celulares e notebook. A medida foi cumprida na terça-feira 10 e a decisão atende à solicitação da Polícia Federal.

Segundo as investigações, o jornalista estaria fazendo “perseguição” contra o ministro do STF. A Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável à apuração.

Família de Dino estaria usando carro oficial 

El No site do jornalista, a reportagem ainda está no ar. De acordo com a apuração, o carro cedido é “o custeado com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados, para fins pessoais e familiares” do ministro.

“A apuração do site identificou que o automóvel — uma Toyota SW4 preta blindada — está sob posse do ministro e é frequentemente usado por sua esposa e filho em deslocamentos particulares na capital maranhense”, afirma a publicação.

Segundo o site, o tipo de veículo deveria ter uso restrito ao presidente do TJMA. Além de corregedores ou reservado para apoio temporário a autoridades judiciais em missão oficial no Maranhão.

Informações Revista Oeste