O governo federal apresentará esta semana novas medidas de apoio aos caminhoneiros autônomos. A ideia é viabilizar, em caráter excepcional, flexibilização do horário de descanso quando o caminhoneiro estiver no retorno para casa, após ter concluído o serviço de frete para o qual foi contratado.
A proposta, elaborada a partir do diálogo que o ministro dos Transportes, Renan Filho, tem mantido com caminhoneiros autônomos, foi anunciada nesta terça-feira (24) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Queremos que isso seja decidido ainda esta semana, aproveitando o calor do momento”, disse à Agência Brasil, após participar do programa.
Segundo ele, o formato da decisão ainda será decidido, se medida provisória ou por entendimento com o Judiciário, entendimento da Advocacia-Geral da União (AGU).
O ministro lembrou que parte da lei que prevê a obrigatoriedade de descanso a cada 11 horas foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Queremos encontrar um meio termo. Por exemplo, quando o caminhoneiro está retornando para sua casa e tem de parar, às vezes estando a poucas horas de casa”, acrescentou.
Conquista da categoria
Durante o Bom Dia Ministro, Renan Filho ressaltou que a parada é uma conquista necessária dos motoristas, uma vez que o descanso “é importante e garante repouso e sono ao caminhoneiro”.
“Mas não se pode obrigá‑lo a parar quando, ao retornar do frete, estiver a uma hora e meia de casa, por exemplo, com sua esposa esperando”, acrescentou ao destacar que evitar essa parada pode, inclusive, a partir de um novo modelo com parâmetros que permitam maior planejamento, evitar custos adicionais para o caminhoneiro.
Frete mínimo
Outra medida em apoio aos caminhoneiros autônomos foi a definição de uma tabela com os valores mínimos a serem pagos pelos serviços de frete. Ao manter atualizados os preços dos combustíveis, os valores são atualizados, de forma a garantir a justa remuneração desses profissionais. Essa garantia será possível porque torna obrigatória a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de iniciar o serviço de frete. De acordo com Renan Filho, uma das medidas que mais prejudicam os caminhoneiros “são as empresas que pagam menos para aumentar sua margem de lucro”.
“Não haverá falha porque a fiscalização é eletrônica e faz uso de inteligência artificial para barrar pagamentos abaixo do valor mínimo do frete em todo o país”, explicou.
Redução do ICMS
Sobre a proposta apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos governadores – de redução do ICMS como medida para redução do preço dos combustíveis – Renan Filho disse que o governo dialoga de forma colaborativa com os estados. “O governo agora está dialogando, pedindo a colaboração de todos, porque vivemos em uma Federação e porque essa guerra elevou o preço do combustível no mundo inteiro”.
O ator Gerson Brenner morreu nesta segunda-feira (23), aos 66 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital São Luiz, no bairro do Itaim, e não resistiu a um quadro de falência múltipla de órgãos. A informação foi confirmada por sua esposa, Marta Brenner.
Conhecido por papéis de destaque em novelas da TV Globo nos anos 90, o artista vivia há décadas com limitações causadas por um episódio ocorrido em 1998, quando foi baleado durante uma tentativa de assalto. Desde então, enfrentava sequelas que o afastaram da carreira artística e da vida pública. A família informou que detalhes sobre velório e sepultamento ainda serão divulgados.
Ao longo da carreira, Gerson Brenner ganhou notoriedade por personagens carismáticos, geralmente homens fortes, de perfil bem-humorado. Entre seus trabalhos mais lembrados estão Rainha da Sucata (1990), em que interpretou Gerson Giovanni, e Perigosas Peruas (1992), na qual viveu o policial Giovanni Barbieri.
Seu último papel foi na novela Corpo Dourado (1998), quando interpretava o personagem Jorginho. Faltando quatro dias para o término da obra, o ator foi vítima de um crime que chocou o país. Na época, ele seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar o último capítulo da trama, quando teve o carro interceptado no acesso da rodovia Ayrton Senna para a presidente Dutra.
Assaltantes colocaram objetos na pista, o que provocou danos no veículo. Ao parar para resolver o problema, Brenner foi abordado e acabou baleado na cabeça. O disparo atingiu áreas importantes do cérebro, comprometendo funções motoras e a fala. Desde então, ele passou a viver com severas limitações físicas e não voltou a atuar.
A pesquisa Real Time Big Data realizada com eleitores do estado de Mato Grosso, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostrou uma liderança folgada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 46% das intenções de voto, contra 30% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise, divulgada nesta terça-feira (24), incluiu o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que pontuou 3%, e nesta segunda (23) anunciou a desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Na mostra, Romeu Zema (Novo) tem 2%, Aldo Rebelo (DC) 1%, brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não responderam 10%.
No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 2% das intenções de voto, Flávio pontua 46%, Lula 31% e Romeu Zema 2%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto, Flávio registra 45%, Lula 30% e Zema 2%.
No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em Mato Grosso com 60%, Flávio tem 38%, Caiado 25%, Eduardo Leite 20%, Romeu Zema 18% e Aldo Rebelo 20%. O instituto perguntou aos eleitores de Mato Grosso sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 67% desaprovam e 30% aprovam.
A pesquisa está registrada sob número BR-05763/2026, foram realizadas 1.600 entrevistas com eleitores do estado de Mato Grosso, entre os dias 21 a 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.
*AE Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Dono do Banco Master agora ficará em sala de 12 metros quadrados na Superintendência em Brasília
Daniel Vorcaro Foto: Reprodução/YouTube / InvestNews BR
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (23) para um espaço maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde a última quinta-feira (19). A partir de agora, ele passa a ocupar a mesma sala que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.
A estrutura tem cerca de 12 metros quadrados e conta com cama com colchão, mesa, cadeira e banheiro privativo, além de itens como ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Trata-se de uma acomodação mais ampla em comparação às celas anteriores pelas quais Vorcaro passou desde que foi detido.
Até a semana passada, o empresário estava na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada de aproximadamente seis metros quadrados, com estrutura mais restrita. Ao ser transferido para a Superintendência da PF, chegou a ficar inicialmente em uma cela provisória menor, com cerca de nove metros quadrados, antes de ser realocado.
A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Em um primeiro momento, a Polícia Federal havia evitado conceder ao empresário o mesmo tipo de acomodação destinada a autoridades, como ex-presidentes. Após recurso da defesa, no entanto, houve a determinação para a transferência a um espaço maior.
Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, incluindo pagamentos indevidos a agentes públicos e a suposta montagem de uma estrutura clandestina para monitorar autoridades e jornalistas. O processo corre sob sigilo no STF.
Nos bastidores, há indicação de que a defesa avalia a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. Segundo o portal G1, o advogado José Luís Oliveira Lima, que representa o empresário, já sinalizou interesse à Polícia Federal e se reuniu com o ministro André Mendonça para tratar dos desdobramentos do caso, embora não haja confirmação oficial sobre eventual delação.
Relatório detalha reincidência de movimentações atípicas e recusa no fornecimento de dados contábeis por parte da advocacia
Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Um levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou uma série de depósitos milionários sem lastro documental na conta do escritório de advocacia pertencente a Katcha Valesca de Macedo Buzzi. Ela é casada com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, que atualmente cumpre afastamento das funções devido a denúncias de crimes sexuais. De acordo com a apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o órgão de inteligência financeira classificou o estabelecimento como “reincidente” em alertas de irregularidades.
Os técnicos do Coaf identificaram que a sociedade de advogados movimentou cifras que atropelam a capacidade financeira informada ao fisco. Enquanto os registros oficiais de 2019 apontavam um faturamento mensal de pouco mais de R$ 58 mil, a conta bancária registrou uma média trimestral superior a R$ 1,3 milhão entre o final de 2023 e o início de 2024. Somente em dezembro de 2024, a empresa recebeu R$ 2,6 milhões, montante que despertou a atenção das autoridades logo que os sócios se negaram a apresentar comprovantes da origem dos recursos.
Resistência e conexões suspeitas
O relatório destaca a postura evasiva dos responsáveis pelo escritório. Representantes da instituição bancária informaram ao Coaf que o contato com os titulares é difícil e que há uma barreira deliberada na prestação de contas. Os sócios frequentemente alegam compromissos externos para evitar o envio de documentos. A situação ganha gravidade com a descoberta de que a advocacia prestou serviços a prefeituras, o que envolve dinheiro público sob uma contabilidade nebulosa.
Um repasse de R$ 526 mil feito pela empresa à AMX Soluções também entrou no radar dos investigadores. Essa prestadora de serviços foi citada na CPI do INSS por suspeitas de lavagem de dinheiro e desvios de proventos previdenciários. Outro ponto de tensão envolve o Banco Pan, que transferiu R$ 2,9 milhões ao escritório para atuações no Judiciário de Santa Catarina.
Cerco à família Buzzi
Este episódio marca a terceira vez que o clã do magistrado aparece em investigações oficiais. Recentemente, a Polícia Federal citou a filha do casal, Catarina Buzzi, por ligações com um empresário suspeito de adquirir decisões judiciais. O escritório de Catarina funcionava em um imóvel de propriedade desse investigado. Embora a PF tenha indicado, em última análise, que não há provas diretas contra os ministros do STJ no esquema de venda de sentenças, o indiciamento de um ex-assessor manteve o foco na Corte.
Marco Buzzi enfrenta, em paralelo, apurações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ por assédio sexual. A defesa do magistrado contesta as acusações, alegando falta de evidências e limitações físicas decorrentes de um acidente antigo. Katcha Buzzi, por sua vez, declarou que se retirou da sociedade de advogados há um ano e afirmou desconhecer os pormenores contábeis da firma. Ela defendeu o sigilo entre cliente e profissional como justificativa para a ausência de maiores explicações sobre os valores vultuosos detectados.
O prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, precisou ser evacuado às pressas na noite desta segunda-feira (23), após o alarme soar devido à suspeita de um vazamento de gás no local. A brigada de incêndio foi acionada e auxiliou na saída de todos os ocupantes do edifício.
De acordo com testemunhas, o problema teria acontecido no 3º andar, onde fica localizada a Presidência da Corte. No mesmo pavimento há uma copa, de onde se suspeita que tenha havido o vazamento. Brigadistas foram acionados, auxiliaram na evacuação e realizaram a varredura do prédio.
Após a vistoria feita pelos profissionais da brigada, as equipes liberaram o retorno das atividades normais.
Relatório da comissão pode ter cerca de 5 mil páginas e citar integrantes do governo Lula, além do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
O relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve pedir o indiciamento de pelo menos 200 pessoas. A informação é do relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, nesta segunda-feira, 23, a extensão dos trabalhos da comissão.
Gaspar afirmou que a comissão já elabora o relatório final, que deve reunir ao menos cinco mil páginas. Segundo o parlamentar, o documento se baseará em “técnica e provas”, sem “paixões políticas”. As declarações foram dadas em entrevista ao portal Metrópoles.
Antes da prorrogação autorizada pelo STF, a comissão pretendia apresentar o relatório aos parlamentares na próxima quarta-feira, 25, e realizar a votação na reunião seguinte, marcada para quinta-feira 26. Com a extensão do prazo, o texto continuará em elaboração.
Relatório pode incluir integrantes do governo
O relatório em andamento deve citar integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O ex-dono do Banco Master negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Na última quinta-feira, 19, agentes o transferiram para a Superintendência da corporação para iniciar os trâmites da colaboração.
O que investiga a CPMI do INSS
O Congresso Nacional criou a CPMI do INSS para apurar suspeitas de irregularidades e possíveis fraudes envolvendo benefícios previdenciários.
A comissão reúne deputados e senadores e tem como objetivo investigar a atuação de servidores, intermediários e empresas que possam ter participado de esquemas de desvio de recursos ou concessões indevidas de benefícios. Ao final dos trabalhos, o colegiado pode sugerir indiciamentos e encaminhar o relatório às autoridades responsáveis por eventuais processos judiciais.
O Viaduto Portal do Sertão, localizado na BR-324, em Feira de Santana, passará por interdições parciais entre os dias 24 e 26 de março, conforme informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A medida é necessária para a realização de serviços na via.
De acordo com o cronograma, os bloqueios ocorrerão em dois períodos: das 21h de terça-feira (24) até às 5h de quarta-feira (25), e das 21h de quarta-feira (25) até às 5h de quinta-feira (26).
Durante esses horários, será interditada a alça 518B, no sentido Salvador–Feira de Santana, que dá acesso à BR-116 Sul, no sentido Vitória da Conquista.
Como alternativa, veículos leves devem acessar Feira de Santana e seguir por vias urbanas até chegar à BR-116 Sul. Já os veículos pesados, como caminhões e ônibus, devem continuar pela BR-324, utilizar o contorno Leste e acessar a BR-116 pelo viaduto sul.
O DNIT orienta os motoristas a redobrarem a atenção, respeitarem a sinalização provisória e reduzirem a velocidade ao se aproximarem do trecho em obras. A intervenção, segundo o órgão, tem como objetivo garantir a segurança viária e a execução adequada dos serviços.
Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo (22) ao governo de Minas Gerais, passando o comando do estado a seu vice, Mateus Simões (PSD). Na cerimônia de transmissão de cargo, Zema, que pretende se lançar à Presidência da República na eleição deste ano, fez um discurso em tom eleitoral, com críticas ao governo Lula (PT).
Ao resgatar suas ações em Minas desde que assumiu o primeiro mandato, em 2019, ele disse que agora é a hora de “fazer a mesma coisa pelo Brasil”.
– Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês – criticou.
E prosseguiu:
– O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, o Brasil está sendo destruído pelo mesmo sistema que destruiu Minas Gerais. Mas vou dizer aqui uma coisa para vocês: nós não somos um país fracassado, nós somos, sim, um país roubado. O problema do Brasil não é falta de recursos, é sobra de ladrão – continuou.
Zema afirmou que tem andado pelo Brasil e entendeu que o brasileiro não quer um país perfeito.
– Ele só quer um país que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis. Esse país é possível, porque no Brasil nunca faltou gente disposta a fazer a coisa certa – apontou.
E finalizou:
– O que faltou foi, sim, respeito do governo com a nossa gente. Foi por isso que nós começamos a mudar em Minas. E agora chegou a hora de mudar o Brasil todo.
Apesar de Zema se dizer pré-candidato a presidente, nos bastidores, ele é cotado como vice em alguma candidatura do campo da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possibilidade que o agora ex-governador nega.
DISCURSO DO NOVO GOVERNADOR O novo governador de Minas, Mateus Simões, fez agradecimentos a Zema em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
– Ao longo dessa jornada, eu poderei entregar muitas das obras e programas que o governador Romeu Zema iniciou, mas quero ir além ao lado dos meus deputados – disse.
A solenidade na ALMG foi acompanhada pelo presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab.
Simões também disparou críticas ao governo federal ao citar a ponte sobre o Rio Grande, dizendo que ela “não tem dono, aparentemente”.
– O rio é federal, mas a União diz que a ponte não é dela. Minas diz que não foi Minas que construiu. São Paulo também diz que não foi São Paulo que construiu, apesar de Minas e São Paulo terem estradas que levam até a ponte. A ponte está com fissuras num pilar, teve de ser interditada e o problema parece que não é de ninguém – argumentou.
Em seguida, Simões disse que a reforma será bancada com recursos de Minas e de São Paulo, e afirmou que não pode contar com a ajuda do governo federal.
– A ponte já está sendo reformada com dinheiro de Minas Gerais, e eu vou mandar um boleto depois para o Tarcísio, viu Kassab? Ele tem dinheiro para ajudar. Para o governo federal não vou mandar, porque acho que eles não ajudariam mesmo – continuou.
Simões é pré-candidato ao Palácio Tiradentes, mas não está bem colocado nas pesquisas de intenção de voto recentes. Segundo levantamento Real Time Big Data divulgado no último dia 13, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera a disputa em todos os cenários pesquisados, variando entre 30% e 40% dos votos, a depender dos concorrentes. Já Simões aparece com números entre 9% e 19%.
O dono do antigo Banco Master tem se reunido com seu advogado em encontros sucessivos desde a sexta-feira 20
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, em foto feita em sua prisão | Foto: Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar, nesta semana, seu primeiro depoimento à Polícia Federal (PF), em meio a negociações para um acordo de delação premiada. Segundo investigadores, há a possibilidade de apresentação de documentos e informações consideradas relevantes para o inquérito.
O encontro marcará o início formal da colaboração do empresário com as autoridades. A investigação apura fraudes bilionárias relativas ao Banco Master, além de possíveis conexões com agentes políticos. Vorcaro também é acusado de liderar uma organização criminosa que atuaria com coação e intimidação de desafetos.
Preso desde o início de março no âmbito da operação Compliance Zero, Vorcaro passou o fim de semana na Superintendência da PF, onde tem se reunido com seu advogado, Sérgio Leonardo. Os encontros ocorreram de forma consecutiva desde a última sexta-feira, 20.
Vorcaro (esquerda) em depoimento à Justiça dias depois da sua primeira prisão | Foto: Reprodução/X
Advogado de Vorcaro fez sucessivas visitas ao cliente
Neste domingo, 22, o advogado permaneceu cerca de uma hora com o cliente e deixou o local com anotações, segundo a emissora CNN. No sábado 21, havia feito procedimento semelhante, enquanto na sexta-feira esteve na sede da PF em três ocasiões.
As reuniões aconteceram depois Vorcaro assinar um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República e a PF, etapa inicial para viabilizar a delação. Diante da manutenção de sua prisão preventiva pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, o ex-banqueiro trocou de defesa e decidiu iniciar tratativas para colaborar.
Antes, ele estava detido na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima, e foi transferido na última quinta-feira, 19, para a sede da PF, a pedido da defesa.